sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Descartes


Já percebi,
Você não disse
Nem era necessário
Cometo erros,
Mas não me julgo otário.
Por isso mesmo eu vou te poupar trabalho
Já percebi
Para você eu sou somente
Mais uma carta posta fora do baralho
Não sou coringa
Com certeza nada valho
Quem sabe apenas um valete abandonado
Um dois de paus
Para poder ser descartado
Quem sabe então
Abandonar-me seja o golpe de sorte
Que venha a permitir que você vire a mesa
Para você voltar feliz a dar as cartas
Sem ter de embaralhar antigos sentimentos
Uma vez que já descartado do baralho
Passo apenas a ajudar,
Não atrapalho.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Maturidade


Cada vez mais estou centrado
Focado em outro lado
Que mostra o meu interior
Pode ser maturidade
Que com o passar da idade
Traz-nos de volta a razão
Ou o reconhecimento
De que se a vida é viagem
Melhor é ter os pés no chão
Por isso as fantasias
Antes tão recorrentes
Em que antes me escondia
Fugindo de minhas prisões
Parecem ter se esgotado
Incapazes de romperem os grilhões
Ou de quebrar as correntes
Que me mantêm mais sisudo
E que mesmo quando falo
Passam a impressão que estou mudo
Pode ser maturidade
Ou efeito do cansaço
Tomara que seja somente
Pausa ligeira na caminhada
Para repor energias
E retomar a jornada

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Revendo uma homenagem a BH em seus 115 anos


Terra de horizonte abençoado
no sopé da serra do Curral
construída em meio ao minério
para ser a nova capital
Trazendo o moderno em seus traços
grandes avenidas e espaços
onde arvoredos coloridos
destacavam-se nos tempos idos
Belo Horizonte
sua história
é a mais clara expressão
de sua glória
Belo Horizonte
de flores mil
que se atiram verdes
contra o céu anil.
Toda a tarde tinha o bar do Ponto
o bonde atravessando a Afonso Pena
a vida, uma imensa alegria
nos bares da Rua da Bahia
No Parque, no centro da cidade
respirava-se um puro ar
e o pirulito iluminado            
era tão bonito de se olhar        
Belo Horizonte
sua história
é a mais clara expressão
de sua glória
Belo Horizonte
sua poesia
é só lembrança
de meus tempos de criança
Mas veio o progresso acelerado
roubando o verde de suas cores
a cidade tornou-se gigante
asfalto e concreto uma constante
Belo Horizonte agora é só cinza
não é mais a cidade jardim
Hoje só concreto se levanta
não é aquela que eu cantava assim
Belo Horizonte
a sua história
é a mais clara expressão
de sua glória
Belo Horizonte
de flores mil
que se atiram verdes
contra o céu anil.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Uma homenagem a BH e seus 115 anos


Quando Álvares Cabral
Com Augusto de Lima marca de encontrar
O Direito é o primeiro a aparecer
Logo Afonso Arinos o grande orador
Vem se manifestar
Falando da cidade onde a voz do povo
Jamais vai calar
Até João Pinheiro se apresenta
E como bom anfitrião
Leva essa cidade às portas
Da sua vocação
E se o estado é de direito
O melhor é comemorar
Com o poeta a Bahia subia
Cantando pra nos alegrar
Se o estado é de direito
E a liberdade aproveita-se disso
Belo Horizonte
A liberdade é seu maior compromisso
Ah! Quanta beleza transmitem as curvas
que as montanhas desenham nesse horizonte
Ah! Quanta magia
Belo Horizonte nos encanta com seu feitiço
Ah! Essa cidade, muito mais que bela
É a capital da alegria

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Milton Machado Mourão: um homem especial


Mil nuvens no céu
Ou apenas uma
Decomposta em mil pedaços de flocos
Por entre os quais se vislumbra a revoada
De mil pássaros
Como se fosse uma aquarela
Mil cores
Mil tons de azul
E em meio ao burburinho
Mil sons que se destacam
Mil vozes que se levantam
E veem saudar a alegria
Mil notas musicais flutuam pelo ar
Mil lembranças de sua voz
E de seu canto
Que se espalham aos quatro ventos
Mil momentos
Mil lembranças
Mil lições
Mil ensinamentos
Mil pessoas e mil encantos
Um homem especial
Um médico
E de tão especial, mil em um
Um homem comum
Milton