quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Saudosismo



Ainda hoje
Relembrando meu passado
Sinto saudades de um tempo
Que ficou pra trás
em que toda a família se reunia
Em frente à tevê
Meninos, a gente brincava e  ria
esperando sua vez de contar como
passou o dia
A gente trocava vivências
E experiências
Verdadeiras lições
Aprendíamos  compartilhar
Nossas emoções
E as horas passavam velozes
E nenhum de nós se apercebia
Que essas horas eram sempre
As mais felizes do dia
Hoje que só o silêncio
Da tevê
Rivaliza com o notebook, o tablet
E encerra nosso dia
Cada vez mais virtual
Enquanto tento me apegar às lembranças
Da felicidade
Do tipo de vida que a gente vivia.

Provocações: a eutanásia e a decisão de vida e morte

Com todo o respeito que me merecem todos os atingidos por eventos que podem apresentar alguma semelhança com os fatos, fictícios, que tratarei nesse post, e respeitando todos os preceitos religiosos, além dos direitos fundamentais e naturais do ser humano, façamos as seguintes considerações.
Suponhamos que existam 10 leitos em um hospital, na ala da UTI ou unidade (também centro) de terapia intensiva e que, em um dado momento, por um infortúnio, apareçam 15 ou 18 casos de pacientes em estado crítico.
Não sou médico, o que me deixa bastante à vontade para poder tratar a situação de um ângulo menos complexo. Tratarei a questão adotando uma abordagem econômica.
Dizem os manuais de economia que quando a demanda (por leitos) supera a oferta, o preço do bem ou serviço deverá subir, até que ao novo preço, alguns dos antigos consumidores desistam de comprar o produto raro e, agora, caro. O racionamento imposto pelo preço de mercado resolveria o problema, reestabelecendo o o equilíbrio de quantidades, a preços mais elevados.
Pergunto, essa solução de mercado, aplicável a produtos ordinários de nosso dia a dia, seria uma solução plausível para um tipo de serviço que envolve a vida humana e sua preservação?
Suponha que houvesse 3 ou 4 pacientes terminais ou críticos, de situação financeira precária. 4 outros, de situação financeira estável. 4 muito ricos e bem de situação financeira e 3 bilionários, desses que frequentam a revista Forbes.
Com o aumento de preço do leito, aqueles com situação financeira precária não poderiam internar-se, nem submeter-se ao tratamento, afastando qualquer possibilidade maior de recuperação, independente do estado em que se encontrassem. Suponha que um desses teria uma chance de recuperar-se de 60%.
Por outro lado, aqueles com situação finaceira estável poderiam ser atendidos e ocupariam o leito por alguns dias. Entretanto, em função da elevação do preço e imaginando que iriam ter que permanecer por um longo período internados, será que teriam condições de manter os pagamentos ao longo de todo o tempo de sua intenação? E se sua disponibilidade financeira se exaurisse a ponto de não poderem continuar honrando os pagamentos? Seriam afastados da unidade, mesmo se em processo de recuperação?
Ou pelas leis do mercado apenas os bilionários mereceriam o acesso e a salvação, podendo pagar por sua estada no tratamento intensivo, independente de suas chances de recuperação serem menores que 5%, ou de sua idade bastante avançada?
Fica claro, ou pelo menos deveria ficar bastante evidente que a saúde mais que um bem é um direito sagrado e inalienável de todo e qualquer cidadão. E que, por esse motivo, nem a saúde nem o acesso a ela deveriam ser,  em circunstância alguma, tratados como mercadoria.
De mais a mais, sendo direito de todos, o acesso à saúde ou o serviço prestado deve ser tratado com um bem público não devendo ser considerado ou tratado como uma mercadoria privada, sujeita às leis de mercado.
Mas, feitas essas ponderações, persiste uma questão inarredável: se os leitos são públicos e de acesso universal ou não, o fato inolvidável é que há maior quantidade de pessoas necessitando da internação que o número de leitos.
Como resolver a questão? Distribuindo senhas, formando filas de tal forma que os primeiros que chegaram se tornem os primeiros a serem atendidos?
Por sorteio aleatório? Por critérios como faixa etária, sendo privilegiados os mais novos, por terem a vida toda pela frente? Por que não os mais velhos, com maior experiência a ser transmitida? Ou as crianças?
Ou deveriam ser privilegiados os que têm filhos? Os casados? Porque os solteiros deveriam ser condenados nesse caso?
***
No fundo, estamos diante de uma questão ética e moral de maior importância. Apenas tentamos aqui, deixar de lado possíveis influências de questões como poder econômico, financeiro, ou poder e prestígio social.
A questão é grave e, concordo que não deveríamos deixar que ela fosse sequer imaginada. Todo hospital deveria estar aparelhado e em condições de manter instalações destinadas aos tratamentos mais especializados nesse tipo de urgências. Todo hospital ou casa de saúde deveria ter UTIs e leitos disponíveis, fruto de gastos de investimento e custeio que deveriam ser de responsabilidade do governo.
Mas, ainda que vivêssemos num país paradisíaco, rico, de povo saudável e com políticas de prevenção à saúde efetivas e eficientes, o fato é que nada assegura que, em alguns instantes, poucos, o problema poderia voltar a aflorar.
***
E, volta a questão:  a quem deveria ser dado o privilégio de decidir  a respeito de a quem internar ou  a quem praticamente condenar à morte?
À família do doente ou às famílias, fica óbvio que não. Afinal, cada uma iria optar por manter os cuidados com seus enfermos, resolvendo primeiro seu problema e transferindo para os outros a responsabilidade de digladiarem pelos leitos restantes.
Aos médicos? Aos juízes? Aos padres? Ou aos pastores? Ou para seguir a hierarquia de suas crenças, por que não mandar o problema ao bispo?
E, além da discussão de a quem dar o poder de decisão, qual o critério ou critérios que deveriam ser adotados para a solução? Seriam privilegiados os casos de algumas doenças especiais, em detrimento de outras? Ou seriam privilegiados os casos em que as chances de recuperação do paciente fossem maiores?
***
Creio eu que os médicos, diretores médicos, coordenadores, tanto ao nível individual quanto em equipe enfrentam e venham enfrentando há muito tempo esse tipo de situações. E vêm tomando decisões, para o bem e para o mal, sobre a vida e morte de todos nós.
Nesse sentido, os médicos agem como deuses. Ou instrumento dos deuses, mesmo sem procuração firmada em cartório para tanto.
Estariam eles errados?
Teriam outra forma de agir?
Ou estariam errados, não por agirem, mas por acabarem perdendo a sensibilidade para com os pacientes, seus problemas e os de suas famílias, tratando suas decisões, sempre questionáveis, como uma mera decisão de alocação de espaço, típica de qualquer almoxarifado?
Dito de outra forma, o problema talvez não estivesse em decidirem a quem dariam o poder - não da vida- mas de persistirem na luta por sua manutenção, em condições mais favoráveis, mas em como manter um mínimo de respeito ao se referir ao paciente não contemplado, que não deveria ser tratado como  um saco de batatas. Manutenção de respeito ao se referir ao paciente, e  também manifestação de respeito aos parentes,  familiares do doente e a suas apreensões, temores, reações.
***
A sociedade brasileira finge que o problema não existe ou prefere fingir que não tem ciência de sua existência e consequências. Prefere ignorar que todo dia essa questão se repõe e que deixa problemas graves de várias ordens, moral, religiosa, ética, profissional para médicos sérios, obrigados, muitas vezes contra sua vontade ou sua natureza a tomarem decisões para as quais não se sentem ou não estão preparados.
Mas a sociedade prefere não discutir a questão. O silêncio é mais cômodo, porque não nos torna cúmplices ou participes.
***
E aí do médico flagrado tomando decisões dessa espécie, ainda mais se não tiver a mínima sensibilidade para tratar a questão, por formação ou por já se sentir um pouco deus, ou até como fuga ou válvula de escape.
Aí a sociedade toda se volta contra o monstro e o condena, como se tal atitude tirasse dos ombros de todos nós a responsabilidade que deveria ser compartilhada.
Curioso é que grande parte dos que condenam são os mesmos que enchem, sem qualquer pudor o  peito e a boca para bradar pela pena de morte aos crimes hediondos, ou aos criminosos de qualquer espécie.
Triste caso esse do Hospital Evangélico do Paraná. Triste tratamento dedicado à questão pelos meios de comunicação de massa, que desperdiçam a oportunidade de fazerem reportagens e abrirem um debate imprescindível para nossa sociedade.

Trágico o tratamento de espetacularização que o tema da eutanásia merece da mídia, mesmo que sem deter o poder de decidir sobra  vida ou morte de ninguém, até mesmo a não ação, a não discussão signifique já uma decisão de vida e morte para vários seres humanos, grande parte das vezes sem o amparo de qualquer justificativa ao menos mais digna e humanitária.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

A Trindade no Batismo de Fogo de Bernard

E depois de anos de ausência, o Galo voltou a jogar na Argentina, e melhor, pela Libertadores.
E voltou em noite de gala, com um futebol de alta qualidade, muita garra, muita disposição, muita aplicação tática e entrega de todo o elenco.
Destaques para o placar, no final das contas, muito acanhado para o que o time apresentou em campo, a começar da perda do penalty, muito mal cobrado por Ronaldinho Gaúcho.
Para Jô, que fez um partidaço, saindo da área para buscar a bola, fazendo assistências, entre as quais o espetacular lançamento para a entrada livre de Donizete, no início da jogada do segundo gol do Galo. Jogando virado para o gol, como convém a um bom centroavante, menos preocupado em ficar apenas fazendo o pivô para os companheiros que vêm de trás, Jô marcou um gol e criou ainda muitas outras jogadas, participando ainda de outro gol de Bernard, no segundo tempo.
Em minha opinião, a partida de ontem, se não foi a melhor, está entre as 3 melhores de Jô, desde sua chegada ao time do Atlético.
E tanto elogio, merecido, só poderia ser coroado com um comentário para mero registro: como melhorou o futebol e a disposição de Jô depois que foram contratados Araújo, Alecsandro e até mesmo Tardelli!
Impressionante o poder e a ameaça de uma SOMBRA.

***
Outro destaque foi o pequenino Bernard que, apesar do tamanho e de estar estreando em gramados internacionais não teve qualquer receio de cara feia, partindo "para dentro" dos adversários, arriscando jogadas, e mostrando uma disposição e um atrevimento capazes de lhe garantirem destaque, aliado à trindade de gols que marcou: o primeiro deles, mostrando inteligência para colocar-se em campo, sem ser apanhado em posição de impedimento; o terceiro por raro senso de oportunismo e boa colocação.
Aliás, quanto ao primeiro gol, justiça há que ser feita a Ronaldinho, sua visão, sua qualidade de passe, sua inteligência, atributos que o Gaúcho sacou da cartola para colocar Bernard de frente para o gol argentino.
***
Tardelli ainda meio apagado, ainda assim mostrando estar ligado no jogo, com a autoria do gol da virada. Pierre um leão na defesa, "mordendo", beliscando insistentemente os jogadores de frente do bom ataque do Arsenal. Júnior César, autor de uma jogada de autêntico ponteiro esquerdo, e cruzamento perfeito para a Jô. Marcos Rocha, autor de uma jogada de cobrança de lateral em parceria com R10, que quase repetiu o lance do gol marcado contra o São Paulo.
Além desses, Ronaldinho Gaúcho, cujo futebol dispensa qualquer tipo de comentários já que mesmo a língua portuguesa em sua complexidade não teria a quantidade de adjetivos necessários para expressar toda sua qualidade e importância para o jogo e o time.
Desta forma, a destacar apenas a "entrada assassina" do jogador argentino na jogada do pênalte que, parece que com raiva, Ronaldinho jogou no travessão, por sorte dele. Sorte sim, já que a cobrança parece ter sido feita para que a bola fosse aos céus para rivalizar com a lua cheia.
***
Deixei para o final para comentar de minha apreensão, não eliminada nem mesmo pela vitória maiúscula e pelo placar dilatado. Trata-se de nosso miolo de área, aí compreendido o goleiro Victor, e as torres Réver e Léo Silva.
OK, os dois zagueiros são sempre muito úteis nas jogadas de bolas alçadas à area adversária, seja em cobranças de faltas, seja de escanteios, etc. Mais que úteis, já comprovaram serem goleadores. Pulam muito... O diabo é que só lá na frente.
Na defesa, parece estarem presos ao chão, pesadões. Não pulam. Batem cabeça. Não sabem a quem marcar.
Para não ficar me repetindo, foi assim contra o Cruzeiro, em que Marcos Rocha é que estava no lugar dos zagueiros no primeiro gol do time das Marias. Foi assim também no lance em que Marcos Rocha é que tentou tirar a bola que foi parar nos pés de Ganso, no último lance do jogo contra o São Paulo.
A pergunta que não quer calar é porque a defesa do Galo se posiciona tão mal quando das bolas levantadas em nossa área pelo time adversário. Qualquer adversário!
Nisso entra a participação de Victor que, como todos os goleiros que têm passado pelo time do Atlético, apresenta falha no fundamento de saída do gol em bolas altas. Não sei se por falta de treinamento específico para esse tipo de bola alçada ou se pelo fato de o goleiro não saber onde se posicionar no meio da pequena área, tendo em vista a incerteza que Réver e Léo Silva transmitem.
Ontem, mais uma vez, vimos isso acontecer quando do gol de falta do Arsenal, o segundo gol que poderia ter promovido um verdadeiro auê na segunda etapa. Victor estava mal colocado, em minha opinião, muito à frente do que devia estar posicionado, permitindo que a bola o encobriesse e fosse entrar lá no ângulo no bonito gol do time argentino.
E nada me tira da cabeça que sua falha foi por não ter segurança de que o miolo de área do Galo cortaria a jogada, que todos esperavam fosse ser o levantamento da bola na área do Galão.
Menos mal. Ganhamos e esbanjamos futebol e qualidade, em função também do nível baixo de qualidade da defesa do time argentino.
***
Para encerrar vale destacar mais  uma vez o espírito de luta do time do Galo, todos mordendo, fechando espaços, voltando para dar combate, correndo, se entregando.
Nesse caso, justiça a Cuca que conseguiu transmitir ao time esse espírito de luta, e organizou a equipe taticamente de forma a que uma partida que poderia ter parecido ser muito difícil, principalmente pela disposição dos argentinos no início do jogo, se tornasse uma partida fácil de ser jogada.

Despedida II



Agora que estou de malas prontas
Querendo ir embora você me chama
E pede para eu ficar
Chorando e fazendo drama
Agora que já decidi ir embora
Você me surpreende
Você grita e diz que não entende
A razão de eu sair justo nessa hora
Confesso que não sei se é jogo
A lágrima de tristeza que você chora
Mas essa sua reação me assusta
Você me apavora
Você deve estar lembrada
Foi você quem quis por um fim em nosso caso
Alegando que em sua vida
A minha permanência é um eterno atraso
O problema foi você achar que saindo daqui
Minha vida viraria um lixo
Ou foi o vizinho xereta vir aqui te contar
Que eu ganhei no bicho
Você já não é mais capaz
De seguir me enganando
Seu choro não me importa
Por isso saia de meu caminho
Que estou saindo por aquela porta.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Despedida



Foi difícil aceitar
Ver você partir assim
Foi difícil ver você
Querer jogar sua vida fora
Por você eu me expus
Enfrentei vários perigos
Para ficar ao seu lado
Fiz coleção de  inimigos
Abri mão de minha vida
Abandonei a família
Sacrifiquei meus amigos
Transformei-me em uma ilha
Agora você vem dizendo
Que entre nós está tudo acabado
Que é chegada a hora
Que você já não quer mais ficar ao meu lado
E que você vai embora
Procurar um novo amor
Viver novas paixões
E que o melhor é eu te esquecer
Para evitar sofrer
Novas desilusões

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Corínthians: apesar da demora, encontraram a saída. Será?

Os advogados do Corínthians demoraram muito para encontrar a saída para o caso do assassinato de Kevin, o adolescente boliviano de 14 anos de idade, em Oruro.
Desse ponto de vista, nada poderia ser mais adequado que encontrarem um rapaz, também menor de idade e, portanto, inimputável, já tranquilamente instalado de volta em nosso país - para não poder ser preso pela polícia boliviana e forçar a abertura de uma discussão bastante prolongada sobre questões de extradição - e alegando não saber manipular o artefato em seu poder.
Mais que conveniente, bastante útil a confissão apresentada na noite de ontem no programa Fantástico.
Senão vejamos: apresentando-se como autor do disparo assassino e, assumindo o papel de réu confesso, não restará à Bolívia outra atitude senão liberar o grupo de torcedores mantidos em cela, desde o fatídico jogo.
Liberados os doze detidos, eles poderão voltar ao Brasil, onde dificilmente serão alcançados, caso alguma cena filmada ou gravada pelas câmaras de tv ou de celulares, possa forçar uma reviravolta na história.
Resolve-se pois, um imbróglio: a polícia boliviana agiu, prendeu, deu satisfações à população e principalmente à família do jovem bestialmente assassinado. Por outro lado, resta resolvido ainda a questão da definição da autoria do disparo, já que a situação de concurso de autores é sempre, salvo engano, muito difícil de gerar punições justamente pela carga de dúvidas que ela gera.
Afinal, quem foi o autor, responsável pela ação que deu origem ao assassinato? E como resolver a questão da injustiça, bastante plausível de acontecer frente à possibilidade de se estar punindo pessoas que não foram responsáveis exceto por estarem próximas do local de onde saiu o rojão?
***
No caso do adolescente, que alega não estar interessado em proteger ninguém e que apenas está procurando aliviar um problema de consciência, é bom lembrar que confessou não saber manipular o artefato. Ora, dirão: então não deveria estar de posse do sinalizador. Mas é justamente aí que a questão de ser menor, e irresponsável penalmente, vai se manifestar com maior força. Ele não sabia o que estava fazendo, desde o momento que comprou os fogos.
Tendo 17 anos, provavelmente não poderá ser extraditado, caso houvesse um tratado da espécie, assinado entre o governo brasileiro e o boliviano. Seu caso então teria de ser resolvido pela justiça brasileira, em conformidade com nosso regime legal, o que redundaria em uma apenação que implicaria em medida sócio-educativa, em instituição própria e bem diferente de uma cela.
Com pouco menos de 3 anos ele estaria solto, senão apresentasse algumas condições para ser liberado mais cedo, ou até comutar o resto da pena por algum tipo de trabalho comunitário e alcance social - quem sabe até junto às comunidades bolivianas instaladas e exploradas em São Paulo.
A "justiça" teria sido feita e uma satisfação dada à família e ao espírito de Kevin.
Será?
***
Mas, em minha opínião, a solução estaria conveniente demais. Tanto que ficaria sempre no ar a impressão de que foi tudo armado e, em sendo assim, levantaria sempre a desconfiança em relação ao próprio Corínthians, passível de ser acusado de estar acobertando atos lastimáveis de suas torcidas organizadas.
Mais uma vez, atos de vandalismo estariam sendo varridos para debaixo do tapete e, seja de quem tiver partido a solução, a impressão sempre seria de que o clube estava passando a mão e protegendo atitudes até criminosas de suas torcidas organizadas. Relação que apenas ratificaria e reforçaria as críticas à intimidade excessiva existente entre esses grupos de torcedores e a direção do clube (dos clubes, para ser mais justo).
Então, resolvido o problema dos torcedores e de penalizações, faltava agora que fosse decidida a exclusão do Corínthinas dos torneios sul-americanos, por algum período de tempo.
Toda uma nação, todo um bando de loucos seria punido por culpa de alguns poucos, é fato. Mas serviria de exemplo para todas as demais torcidas, e de certa forma, serviria para compensar esse arranjo que está em curso e que, se funcionasse, apenas reforçaria a sensação de impunidade que todos tanto criticam em nosso país.


Em garantia do sono



Apague a luz
e feche a porta
que o menino quer dormir
faça silêncio
não importa
que ele não vá ouvir
deixe o menino
descansar porque dia há de vir
que esse menino
não terá tempo
nem condições
de tranquilo dormir
Apague a luz
e feche a porta
Permita ao menino sonhar
que as fantasias nessa idade
servem para alimentar
e construir o que o menino
irá ser quando crescer
e as fantasias quando são boas
nos dão forças para viver
Apague a luz
e feche a porta
venha também deitar
que o menino sorri dormindo
e vai custar a despertar
apague a luz
e deixe a vida fluir
apague a luz
deixe o menino
para todo o sempre
dormir.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Aos 70 anos de Leminski


Anos depois
Alguém tenta
alguns tentam
diria até que
se tenta
homenagear
Le       
M
ins
k
i
com um trocadilho
e um poema
de pé
            q
            u
            e
            brado
e reverberante....