quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Reconhecendo as diferenças


O mundo em que vivo não é o mesmo que te cerca
O que meus olhos captam você
não enxerga
O que tento te mostrar não te atrai
E o que faz sua cabeça não me interessa
Não me importa que sua realidade seja pior
Ou que a minha possa ser a mais complexa
Basta-me sabe-la diferente

O que eu creio não é sua verdade talvez nem seja a minha
Hoje, mais tarde
E muito diferente no amanhã

Meus sonhos encontram-se a léguas
De seus anseios
E por mais que me esforce
Não consigo escutar a sua fala
O que eu ouço são grunhidos
Indecifráveis

E no entanto insistimos em viver juntos
Por falta de opção ou tão somente por que
Preciso de sua companhia
Para que em minhas lutas a sua energia possa
Ser meu combustível
E para que também eu possa me sentir útil
Acreditando poder servir de alento
Mesmo que não te entenda ou mesmo que não pareça

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Homenagem de aniversário


Então,
Se a vida ímpar começa
Bem vindos os anos pares
Que encerram ciclos de vida
Contados de dois em dois
E se chega ao fim um período
Outro logo se inicia
Sem tempo pra que a gente possa
Planejar o que virá depois
Quem sabe nova energia
Que em mandarim se diz chi
Quem sabe a liberdade
De à tarde fazer  tai chi
 Quem sabe o Serra Verde
Vai trazer  mudança de ares
Mas quem quer saber de verdade
Se melhor é a surpresa
De quem busca ser feliz

E se um ano ímpar começa
Renovando a energia
sem temer o que virá depois
Quem sabe eu repetiria
Por mais de cinqüenta vezes
Que bom completar mais dois

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Tempo de luz e alegria


E fez-se a luz.

E a luz invadiu a noite.

Iluminando a escuridão.

E de repente, a alegria.

A festa

A magia...

A diversão e o sorriso.

O encantamento.

A claridade do despertar.

Um novo dia.

De prazer e alegria.

Ducha de ânimo.

Mar e sol.

Sombra e conforto.

Dias de descanso.

Relax.

Traçando planos.

Mirando o objetivo.

Ser Feliz.

Amiga.

Companheira.

Solidária.

Mulher completa.

Obra de Deus, como a natureza irrequieta.

E cores... muitas cores.

Quentes.

Suaves.

Vibrantes.

Vida que se renova a cada dia.

E se reflete límpida e cristalina

Na inocência que o sorriso dissimula.

E deixa, inebriados de paixão, até os deuses

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Fim do sonhos no Brasileirão

Sou daqueles que acredita até o último momento, à espera de um milagre. Mas, a essa altura do campeonato, acreditar que o Fluminense vai perder todos os jogos que lhe restam, dois deles contra times que, por mais que estejam tentando reagir, caso do Sport, estejam na zona do rebaixamento pela campanha que fizeram ao longo do Brasileiro, não é acreditar. É delírio puro.
Nove pontos de frente é muita coisa quando são doze os pontos em disputa. E quando, independente de ajuda de juízes (que houve sim, sem choro!), o time carioca tem mais vitórias, um goleiro que está dando muita sorte, que é a companheira de quem trabalha e está fazendo bem o seu papel, um artilheiro que, mesmo não jogando bem, está sempre no lugar certo, oportunista que é e um jogador da qualidade de Wellington Nem, para mim o melhor jogador do Flu, disparado.
Do técnico nada falo porque acho que técnico não disputa a partida, não ganha jogo e, no caso de Abel, tão endeusado pela imprensa, em especial carioca, acho-o mais capaz de atrapalhar o time que monta, principalmente quando o time tem todas as características de jogar para a frente.
Abel, talvez por ter sido zagueiro, é do tipo de técnico que considera um a zero goleada. Capaz de tirar o melhor e mais perigoso de seus jogadores, W. Nem, para segurar um resultado, mesmo que esse resultado seja mero empate, como ontem contra o São Paulo.
***
Mas, o assunto do pitaco era o Galo. E seu sonho agora desfeito.
E, longe de reeditar o pensamento verdadeiro de que, do segundo até o último lugar tudo é a mesma coisa: o que vale é ser campeão! começo dizendo que estar entre os três primeiros - e ter assegurado uma vaga na Libertadores é, sim, uma conquista.
Muito pequena, para quem sonhava tanto. Mas gigantesca para um time que foi mais longe que a própria torcida podia imaginar, ao início do campeonato.
E digo, estar entre os 3 primeiros, porque, a essa altura, nem mesmo tenho mais a certeza de que seremos os vice-campeões, já que o Grêmio está em nossa cola.
***
O fato que temos que reconhecer é que perdemos para nós mesmos e nossos erros. Os mesmos erros que apontamos aqui em outras oportunidades, como a tática da ligação direta ou do chutão, o bumba meu boi, para apostar na velocidade de Bernard, pela esquerda ou na capacidade de Jô, de costas para o gol, cumprir a função de pivô, para jogadores que, ao menos ontem, não encostavam para receber o passe, tentar a tabela, etc.
O meio campo do Atlético, que ainda antes de Ronaldinho tentava sair trocando passes, com a chegada do Mago da camisa 49 especializou-se em lançamentos longos, na maioria das vezes, interceptado por beques cuja altura era muito maior que de Bernard, Danilinho, Guilherme...
A rigor, essas jogadas só levavam perigo, quando subiam para a área os dois zagueiros, Réver ou Leonardo Silva. E Pierre, em campo, tinha que voltar para ficar cobrindo a ausência dos zagueiros artilheiros.
Com a inversão, beques disputando bolas alçadas  na área, meio campo voltando para fechar a defesa, na maior parte das partidas não ficou ninguém para pegar um rebote, na entrada da área ou tentar um chute de fora, jogada que o Atlético quase nunca tentou.
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Tirada a ligação direta e o chutão, que comentei aqui preocupado, mesmo quando o Atlético vencia, a defesa foi sempre uma avenida para os jogadores adversários que viessem em velocidade, já que era pega voltando. E várias vezes, a roubada de bola e o contra-ataque do time contrário trazia o nosso coração atleticano para nossa boca. Foi assim em vários jogos, e vários gols saíram assim, por estar nossa zaga mal postada, em geral voltando de lances em que subiam para aproveitar sua altura.
E, como é normal, quem é muito alto ou mais pesadão, não tem a mesma mobilidade em bolas em que o atacante veloz sai tocando e parte em direção ao gol.
***
Ontem, não entendi o porquê de entrar com Serginho e F. Souto, com o time mais fechado, jogando mais defensivamente e mais cautelosamente. Afinal, o time estava jogando na casa do Coxa, precisando de vencer de qualquer forma, para se aproximar do Fluminense que tinha empatado seu jogo.
Nesse caso, acredito que o melhor seria colocar alguém como o Escudero ou o próprio Guilherme, embora esse último pareça estar jogando menos para resolver o jogo e mais para fazer pirraça à torcida do Galo. Que por esse motivo, por sua apatia e pela falta de futebol não o perdoa.
Em minha opinião, ao entrar mais fechado, chamamos o time do Coxa para cima de nós e, escapamos ontem de sair de campo com uma vitória do Coritiba que, por justiça, deveria ser de uns 3 ou 4 a zero.
***
Some-se a tudo isso a postura de Lincoln, ex-atleticano, injustiçado quando passou pelo Galo em seu início de carreira, vaiado e vendido para a Alemanha com muitos atleticanos comentando que, por ser muito ruim, não teria êxito em um futebol de mais choque. Pois, Lincoln foi, viu e venceu e mostrou que tinha muito mais futebol que parte da torcida do Galo imaginava que ele tivesse. E foi ídolo. E voltou como ídolo para o futebol brasileiro. E, mostra qualidade em campo, até hoje. E parece que entra mordido, com uma motivação a mais quando o jogo é contra o Galo.
E acrescente-se Ronaldinho em noite pouco inspirada. Muito pouco inspirada para ser a figura mítica a quem a torcida do Galo entregou todos os seus sonhos e aspirações.
Que Ronaldinho é craque, ninguém discute. Mas não é a totalidade de um time, nem pode jogar sozinho o que é um esporte coletivo.
Afinal, sozinho nem mesmo Neymar. Independente do show e piroctenia que promove e que os amantes do futebol arte agradecem.

Versejando


Pegar da caneta
Ou pena
Procurando fazer versos,
Quem sabe até um poema
É simplesmente unir palavras?
É tão somente deixar o coração correr solto
Expressando-se sem pudor?
E se por acaso  ou desventura
Saída das mais íntimas e escuras sombras
Fizer-se presente a censura?
Não aquela que nos silencia
E nos impede de falar frases sem nexo
Por mais sublimes que sejam ou mesmo tolas
Sobre o amor, sobre o desejo ou sobre sexo
Não a da força que impede de estar em nossa cama
Quem nos cativa, encanta, inflama
E que é capaz de nos deixar entorpecidos
Mesmo que sejam os sentidos mais latentes
E, até, quem sabe, intumescido
Os membros tidos por mais salientes...
Mas se a censura se fizer notada
Pela ausência da mulher amada
Que a transforma em abstrata musa
Pela recusa de estar presente
Pois nessa hora, só o vazio se sustenta
Calando o inútil verso que o poeta tenta

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Conselhos


Para em frente ao espelho
E se encara
Vai a fundo no que vê
Não pode ser tão ruim assim
Olha bem pra dentro de você
Vai ao fundo de sua alma
Sem ter medo do que vê
Você pode estar desanimado
Não gostar de quem te olha
Sentir pena de você
Lembra que a cura de qualquer ferida
É não se esconder da  vida
Só por medo de sofrer
É fazer valer o pensamento
Transformar cada segundo
Em um momento de prazer

Quando seu sorriso se abrir de novo
E um novo amor for a explicação
Aproveita e vive esse momento intenso
Que a vida é feita de paixão
Sacode a poeira do passado
Deixa entrar a claridade
Que afasta a solidão
Só arranje espaço pra felicidade
Instalar e com liberdade
Incendiar seu coração