quinta-feira, 13 de junho de 2013

Brasi- sil, sil???



Um país de analfabetos
É um país de ficção
Que se presta a toda espécie
De prestidigitação
Pode ter muitos jornais
Divulgando informação
Mas no fundo o que fazem
É só manipulação
Um país de ignorantes
Onde falta a educação
É um país que não avança
Pois carece de opção
É um país que se ressente
De não ter o principal
Que passa longe da óbvia
Escassez  de capital
Pois lhe falta é o homem inteiro
Que conhece o seu direito
Falta-lhe ter consciência
Para enfrentar a exploração
Falta-lhe autorrespeito
Em síntese falta somente
Ser verdadeiro cidadão

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Viagens e pontos de chegada



Passo a passo
Avançamos na estrada
Pode não levar a nada
Ou a um objetivo
Já que tantos são criados
E perdidos no caminho
Uma vez que a cada instante
Nova oportunidade
Pode vir inesperada
Fazendo nossa vontade
Promover uma guinada
Que altera o projetado
Abrindo outra jornada
Mas importa questionar
Quem sabe essa é a essência
E nossa finalidade
Ser somente a caminhada
Mas, cuidado não se engane
Que caminhar não é pouco
E tampouco um desperdício
Se a nossa caminhada
Transformar-se em exercício
De forma que incorporemos
A verdadeira lição
Que a vida é aprendizado
E a estrada evolução

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Dica de uma aplicação de alta rentabilidade, mas você tem de ler até o fim.

Pietro Cauã Ferreira Alves, 4 anos. Uma criança como outra qualquer de sua idade. Exceto pelo fato de ter sido diagnosticado ser portador de leucemia.
Bem sei, como milhares de outras crianças pelo Brasil afora, merecedoras de atenção e todo o carinho de todos que trazem dentro de si um mínimo do sentimento de solidariedade. Pessoas que, conforme mostrado pela bela reportagem levada ao ar pelo Fantástico do último domingo, dia 2, se preocupam e preocuparam em criar uma nova forma de abordagem dos pequeninos submetidos ao tratamento quimioterápico tão desgastante.
Pessoas que, no afã de dar força e transmitir confiança às crianças tiveram a brilhante ideia de criar os kits dos super-heróis da Liga da Justiça, de forma a que, aproveitando a magia do mundo e da mentalidade infantil, permitem transformar esses heróis dos quadrinhos, em parceiros na luta contra o mal. No caso, o câncer.
***
Mas, o que tem Pietro de especial, para que eu faça referências a ele e sua luta, ele que nem conheço.
O fato de que Pietro é filho de um trabalhador contratado aqui do Banco Central de BH, onde trabalho. E que sendo filho de um vigilante - o Edmilson, conhecido por Parazim, teve a oportunidade, que reconheça-se não são todos que têm, de ter publicada nas notas da Comunicação interna da regional, sua solicitação de doadores de sangue para dar sequência ao tratamento do filho.
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Todos sabemos das dificuldades dos bancos de sangue em nosso país, sempre com baixos estoques, o que provoca a formação necessária de uma rede de solidariedade sempre que necessário, seja para uma cirurgia, seja para um tratamento do tipo.
No comunicado emitido pela rede interna do Correio Eletrônico, informava-se que a todos que quisessem e pudessem colaborar, deveriam dirigir-se ao HEMOSERVICE, R. Ceará, 195, Santa Efigênia, aqui em Belo Horizonte, fone (31) 3218-1300, sendo necessário informar o nome do paciente e do Hospital. No caso, o Hospital Vila da Serra.
Pois bem, isso foi no início dessa semana, e confesso que não saberia dizer se Pietro permanece internado. Nem acho isso fundamental. Se você já chegou até esse ponto na leitura, e se estava propenso a fazer a doação, acho que pouco importa que Pietro esteja ou não internado. Ele vai precisar de qualquer forma.
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Mas, a nota do setor de Comunicação Social trazia, timidamente, lá no final a informação de que a família do Edmilson passa por dificuldades financeiras, não apenas derivadas da recente descoberta da doença (o diagnóstico conclusifo  foi dado há menos  de 50 dias), mas pelo fato de Michele Fernanda Ferreira da Silva Alves, mãe de Pietro, estar grávida, de 6 meses.
Ciente desses detalhes, o movimento denominado de Ação da Cidadania dos Servidores do BC-BH imediatamente se prontificou a iniciar um movimento em prol de proporcionar ao Edmilson, Michele, Pietro e sua irmãzinha, ainda na barriga da mamãe.
O problema é que os recursos arrecadados por esse movimento de servidores, já tem compromissos com uma série de creches a que ajudam financeiramente, restando pouca disponibilidade para ajudar ao tratamento do Pietro. 
Afinal, embora a quimioterapia seguira sendo feita, é recomendável que seja feito, quando do parto e nascimento de sua irmã, o procedimento de coleta do cordão umbilical, cujo preço previsto é de 6 a 7 mil reais. 
O Edmilson tem o Plano de Saúde da Empresa que o contrata, mas o plano é o Unimed Coparticipativo, o que deixa claro que o plano não cobre toda a despesa.
Além dessa despesa, alguns exames devem ser feitos, todos muito caros, como o da medula, que confesso também não tenho conhecimentos e informações médicas para mencionar de forma mais adequada.
O tratamento ainda exige a aquisição de um umidificador de ar, um purificador de água, e até mesmo colaboração com o transporte do pequeno Pietro de Betim, onde mora, para o tratamento. Edmilson, como todo brasileiro nos últimos tempos optou por ter uma motocicleta para sua locomoção de casa para o trabalho.
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Bem, a proposta saída do grupo de Ação da Cidadania é de se criar e abrir uma conta corrrente em nome da mãe, Michele Fernanda Ferreira da Silva Alves, no posto do Banco do Brasil que funciona nas dependências do Banco Central,  onde ficará guardada toda a documentação relativas aos gastos que deram origem à movimentação da conta. 
A aplicação é do valor que cada um puder, ou quiser dar. A conta é a 6.912-4 e a agência 4887-9. 
Contatos com o Edmilson podem ser feitos, mas evitarei de passar o celular dele. Quem quiser pode entrar em contato direto comigo, pelo fone do banco: 3253-7167.
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Essa é um aplicação que recomendo, embora sem aproveitar os juros recém elevados da SELIC ou as várias práticas de operações do mercado financeiro, sofisticadas como os derivativos, as opções, ações, etc.
Mas, essa aplicação eu recomendo, já que pode significar uma vida. Em minha opinião, o melhor retorno que poderíamos desejar.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Santos e festas de junho



Junho
Tempo de frio
Pular fogueira
Dançar quadrilha
Tomar quentão
Rezar pra Santo Antônio
Fazer promessas de casamento
Ouvindo outras do namorado
Na mais perfeita
Enganação!
Dançar um xote
Ouvir sanfona
Dançar forró
Soltar balão
Show pirotécnico
Soltar foguetes
Girândolas e buscapés
Comemorando a alegria
E a popularidade
De uma festa de São João
Mês que finda o semestre
E pra manter a tradição
Traz ao final do calendário
A data de São Pedro
Desempenhando seu papel de guardião

terça-feira, 4 de junho de 2013

Incertezas e Cenários para a economia brasileira

Menos de uma semana depois da decisão do COPOM de elevação em 0,5 ponto percentual da taxa básica de juros, a Selic, e em meio ainda às análises desenvolvidas para estimar as consequências dessa decisão para a economia brasileira, outro dado divulgado na data de ontem, acrescenta mais elementos complicadores a nosso panorama.
Trata-se da divulgação dos dados do comércio exterior, em especial relacionados ao comportamento da balança comercial no mês de maio, que alcançou um superávit de US$ 760 milhões, o maior resultado alcançado no ano.
Entre as explicações de tal número encontra-se o maior embarque mensal jamais realizado de soja em grão em toda nossa história, no valor de US$ 4, 2 bilhões, auxiliado pela recuperação na exportação de minério de ferro, o que ressalta, uma vez mais e de forma preocupante, a nossa condição de país exportador de commodities.
Com o resultado de maio, o deficit comercial no ano alcança o recorde de 5,4 bilhões de dólares quando incluída a conta de petróleo e derivados,  a pior marca desde 1993. Sem a inclusão dessa conta, o déficit até maio estaria na casa de US$ 800 milhões, o primeiro para o período desde 2001, e o pior desde 1998.
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Já foi suficientemente destacado por toda a mídia que a dubiedade de informações se deveu à mudança na forma que a Petrobrás passou a informar à Receita as importações realizadas no ano de 2012.
Tal alteração, que ajudou a explicar o saldo comercial positivo (19,4 bilhões de dólares) no último ano, está sendo incluído agora em 2013, o que explica o excesso contábil do déficit comercial de 4,6 bilhões de dólares. Em maio, o registro relativo à importação do ano passado, foi de 1,1 bilhão de dólares.
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Ainda assim, é sobremaneira preocupante o resultado de maio, livre do imbróglio do petróleo. Principalmente em função de alguns elementos que foram acrescentados pela secretaria de Comércio Exterior do Ministério de Desenvolvimento, como a elevação de importações de petróleo e derivados, consequência da forte expansão de consumo de combustíveis no Brasil; e a perda da competitividade dos produtos brasileiros no exterior. Essa última, ilustrada pela queda de 1/3 nas importações dos Estados Unidos de produtos manufaturados brasileiros e na redução das importações feitas pela Argentina.
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De minha parte, a preocupação justifica-se em função de resquícios da memória  dos anos 70, quando a economia brasileira debatia-se entre dois problemas antagônicos: o descontrole inflacionário, de um lado, e o desequilíbrio externo, por outro. Ainda me lembro do professor Mário Henrique Simonsen, ministro da Fazenda, tendo que justificar sua política de "stop and go", elegendo como principal vilão da economia brasileira a ser combatido, ora o monstro da inflação, ora o desajuste externo.
Também me vem à memória, as medidas que levaram anos depois, na década de 80, a cunharem a expressão de que a gestão da economia brasileira se assemelhava com a história do rabo que balançava o cachorro, dirigida muito mais para estancar o déficit externo (em conta corrente) que os problemas internos, em que se despontava a aceleração inflacionária.
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Essas evocações ao século passado, se fazem ao mesmo tempo em que resgato texto que reputo a melhor análise e explicação dos motivos do êxito do Plano Real nos anos 90, o capitulo A Macroeconomia do Plano Real, do excelente livro coordenado por César Benjamin, A OPÇÃO BRASILEIRA.
Nele se lêem os seguintes trechos:



" No início dos anos 90, a situação do sistema financeiro internacional evoluiu mais uma vez para um excesso de liquidez, provocado principalmente pela desaceleração econômica nos países desenvolvidos. Novamente o Brasil adaptou sua economia para absorver capitais (agora de curto prazo), às custas, como veremos, de grave fragilização de seu balanço de pagamentos. Além disso, dessa vez, não tem sequer condições de dirigir a maior parte desses capitais para o investimento produtivo"

",... quando nos ajustamos para importar capital a inflação permaneceu baixa ou foi contida..."

" ... tornaram possível sustentar temporariamente uma combinação explosiva, normalmente inviável – a sobrevalorização do câmbio e a abertura comercial."

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O que me deixa preocupado é exatamente o fato de, no momento em que o COPOM volta a elevar a taxa da SELIC para 8% , de forma a combater a inflação, em consonância com o receituário previsto no programa de metas de inflação, os governos de importantes países praticam política monetária francamente expansionistas, seja o "quantitative ease" nos Estados Unidos, seja no Japão (que lhes permitiu crescer 3% no primeiro trimestre desse 2013, depois de longo período de crescimento pífio), seja na zona do Euro (malgrado as resistências da Alemanha). 
Ora, no momento de alta liquidez internacional, ou uma excessiva liquidez, e frente a recessão econômica dos países mais desenvolvidos, prevista para durar ao menos até 2017, a elevação da Selic soa como uma nova adaptação da economia brasileira para absorver capitais, com a consequente fragilização da nossa posição externa. 
Isso, em um momento em que a indústria nacional patina sem conseguir avançar e que é notória sua defasagem tecnológica e suas fragilidades, que mesmo uma recente ação do governo, tentando desvalorizar nossa moeda foram capazes de gerar efeitos positivos.
Pior: mesmo que a indústria estivesse em condições de exportar, ainda assim enfrentaria o problema da queda das compras de nossos parceiros comerciais, afetados por severa recessão e políticas de contenção drástica da demanda. 
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Assim, o cenário que vejo é de que a elevação da Selic irá atraír para o Brasil grandes volumes de capitais externos, o que irá causar nova sobrevalorização do real. 
Essa desvalorização do real estimulará ainda maior aquisição de insumos intermediários e matérias primas no exterior, ampliando nossas importações e trazendo maiores constrangimentos à nossa balança em transações correntes. Inegavelmente, uma das consequências potenciais desse processo será a geração de um aprofundamento da desnacionalização da indústria de fornecimento de peças, partes, componentes, além da  indústria de bens de capital, fragilizando ainda mais nossa economia.
Tal fragilização se vincula à transferência para fora de nosso território de muitas das decisões estratégicas, de mercado e financeiras dessas empresas, o que nos torna, ao país e até ao governo ou o Estado, refém. 
Em tomando a direção de nossa economia, o influxo de capitais dificilmente irá se dirigir à aplicação produtiva, financiando projetos de investimentos, seja por toda a já decantada falta de confiança no governo da presidenta Dilma e seu viés fortemente intervencionista, classificado como uma postura não confiável ao ambiente de negócios, seja pelo fato de que desde Keynes nos anos 30, sabe-se que nenhum empresário  investe sem ter confiança de que terá demanda suficiente que justifique os riscos atrelados às decisões cruciais de investir e, depois de colocar em operação seu empreendimento: a decisão de produzir. 
Lembre-se que a decisão de produzir implica em gastos antecipados por parte do empresário, que sem expectativa de recuperação de seu capital avançado, por força das incertezas do ambiente econômico, não serão concretizados.
Mesmo que esse capital viesse para financiamento das obras de infraestrutura, reconhecidos gargalos que entravam o funcionamento de nossa economia, deve-se recordar que vários leilões de privatização ou parcerias público privadas tentadas, como o das obras de ampliação de Confins, aqui em Minas, ou do famoso trem bala ligando Campinas ou São Paulo ao Rio, não tiveram qualquer proposta. 
A alegação, além daquela da falta de confiança em um governo cujo discurso é contrário à livre iniciativa, é de que a taxa de retorno prevista para as obras é muito reduzida e não atraente.
E aqui é bom lembrar de outro risco, caso o governo venha a ceder e eleve e assegure taxas de lucratividade para as obras necessárias: trata-se da experiência histórica das estradas de ferro e suas companhias que constituíram verdadeira sangria aos cofres públicos por terem assegurado pelo governo o pagamento de uma taxa de lucratividade. Ou da história ainda confusa das privatizações recentes da energia elétrica que assegurava um nível de demanda e retorno às empresas de eletricidade, de tal forma que, com a queda da demanda induzida pelo governo quando do apagão havido em 2001, obtiveram o direito de cobrarem uma taxa adicional de compensação das perdas previstas. 
Ou seja: no caso das ferrovias, a solução foi a estatização das companhias, depois de o povo, via receita fiscal pagar seus lucros. No caso da energia elétrica, mais uma vez, a consequência foi cobrar direto de cada consumidor, ou do povo.
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Eliminadas essas opções resta-nos a opção de esses capitais tomarem o rumo de nosso país, para jogar mais recursos no mercado financeiro e suas várias e perigosas inovações, o que poderia alimentar um processo de transformação cada vez maior, de nossa economia em um grande cassino. 
Nesse caso, a pressão sobre o Banco Central seria muito grande. E a regulamentação para reduzir a especulação que teria lugar, teria de ser toda revista e muito consistente. 
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Claro, tudo isso é apenas um cenário, como informado no início. Possível, mas que ainda não está acontecendo e pode nem vir a acontecer, caso os Estados Unidos prossigam em sua caminhada recém iniciada para a recuperação econômica, o que tem sido o motivo de os fluxos de capital estarem tomando a direção daquele país, valorizando o dólar em todo o mundo e frente a todas as moedas, o real inclusive.
Se as notícias continuarem positivas, também pode ter início uma política de elevação de juros naquele país, o que iria ampliar o movimento de capitais para lá direcionados. Dessa forma, o dólar poderia ser valorizado, e nós teríamos que lidar com outro problema, caso nossas exportações para o parceiro preferencial americano não reagisse: novas políticas amargas e até algumas de cunho recessivo, para combater a inflação que poderia voltar a ocupar o centro de nossas atenções. 
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Como indicado por Keynes, a situação é de incerteza ampla. E, para não perder a oportunidade, se já está assim, agora, imagina na Copa!!!

segunda-feira, 3 de junho de 2013

O Galo abatido e cansado

Sem dúvida nenhuma, nada melhor, para o Atlético, que a paralisação para a Copa das Confederações.
Se antes eu acreditava que o time seria prejudicado uma vez que estava numa tendência ascendente, a verdade é que a paralisação chega na melhor hora possível, sinal mesmo que a sorte está conspirando a favor do Galão.
Talvez o ritmo intenso, talvez a emoção, mas o certo é que o time do Atlético não vem conseguindo manter a regularidade que o levou a ser apontado como o melhor time do país nesse início de temporada.
E, se eu já havia postado um pitaco em que dizia que o Atlético tinha que ser avisado de que o futebol consiste de um jogo de dois tempos, e não apenas um, de forma até irônica, percebi ontem, contra o São Paulo, que o time está precisando é de uma parada e uma nova pré-temporada.
Vá lá. Houve o jogo intenso contra o Cruzeiro, em que o Galo perdeu e foi campeão, meio que no sufoco. Mas, campeão merece comemoração, que ninguém é de ferro.
No dia seguinte, 20 horas de viagem e mais outro jogo em que o time teve que correr muito para não sair derrotado, em estádio que por suas características já impõe um ritmo de jogo mais intenso.
Mais 20 horas de vôo, e duvido que em avião especial, para deixar os jogadores bastante confortáveis para tornar a viagem uma tortura mais suportável, e a ida para Curitiba, e mais um jogo.
E nova derrota com um gol sofrido nos minutos de desconto, depois de o time ter, nitidamente mostrado estar andando em campo.
E tome mais uma viagem e no meio de semana outra partida, terrível, contra o time do Tijuana, com o time mexicano dos xollos com mais perna, mais gás, mais vontade e mais futebol que o Atlético.
Mas o Galo tinha São Victor. E Victor lembra Victória e o Galão contou com o apoio dos deuses para superar e eliminar os adversários.
E domingo, novamente, contra o São Paulo.
Nem vou fazer referências a problemas físicos, de saúde que ocorreram e debilitaram jogadores do time, como é exemplo Marcos Rocha que, dizem, entrou em campo com 6 kg a menos.
Afinal, Marcos Rocha salvou o time, tirando de cima da linha uma bola que já tinha ultrapassado o goleirão Victor, que não saiu na jogada. Foi também de Marcos Rocha a jogada de ataque mais lúcida, que terminou com um chute bisonho de Luan.
Mas, sirvo-me do exemplo de nosso lateral, substituído no intervalo, para falar de um lance em que faltou-lhe forças para dar um passe de pouco mais que 10 passadas.
E assim estavam Tardelli, o meio campo, Jô.
E, no segundo tempo, quando o São Paulo teve um defensor expulso e ficou com 10, equilibrando  mais o jogo, é de se elogiar o esforço do Galo, especialmente de Ronaldinho Gaúcho, que usando das últimas reservas de gás, tentou algumas arrancadas em direção ao gol de Rogério Ceni.
Mas, o São Paulo tem Rogério Ceni, e um time que tem um goleiro desse nível merece ser respeitado.
Empatamos. Mas, dadas as circunstâncias, foi um excelente resultado.
Agora é tratar de descansar e repor as energias gastas dos atletas, embora ainda tenha o Vasco pela frente, já no meio dessa semana.

Paisagens Juniurbanas



É fim de feira
No ponto de ônibus
As pessoas se contorcem para tomar a condução
Carregadas de sacolas e embrulhos
E tendo de desviar-se
De um homem bêbado
Caído ao chão
Que dorme como um balão apagado
Lembrança de uma festa de São João
É mês de junho
Faz frio
No centro da cidade
E os passageiros do interior do ônibus
Observam a cena
Enquanto cai a tarde