No futebol, depois de perder Tardelli, o Galo anuncia Guilherme. Jogador com lampejo de craque, corro o risco de queimar a língua ao falar da contratação.
Sempre achei o Guilherme fora de jogo, fora de sintonia.
Do tipo do Renan Oliveira, que também apresenta seus momentos, embora poucos para um futebol de 90 minutos.
Diferente de Renan, atleticano de coração, Guilherme parece torcedor de nosso adversário principal.
Menos mal que ele é um profissional e deverá jogar por nosso time o mesmo que jogava quando vestia azul.
Mas, confesso que não gostava muito dele - e não por marcar gols contra a gente. Mais pelo estilo mais para o desligado do jogo.
Que venha e tenha êxito o Guilherme, que jogou 23 partidas na Ucrânia, pelo que está no jornal Super de hoje. O que convenhamos é muito pouco para manter-se em forma.
Que venha e seja vitorioso, para o bem do Galo.
Mas que é estranha esta postura do Atlético de ter no elenco o mesmo time do Cruzeiro, apenas com dois ou três anos de atraso, isso ninguém consegue me tirar da cabeça.
***
Ainda sobre a questão do Galo e todas as contratações de jogadores que fizeram sucesso, antes, no nosso adversário.
Já houve época, e não faz tanto tempo assim, que o Galo formava jogadores.
Já houve um tempo em que praticamente todos os times da divisão principal do campeonato brasileiro tinham um ou dois jogadores, no mínimo originários da base atleticana.
Hoje, corremos atrás de jogadores que, se não foram formados pelo Cruzeiro, experimentaram lá os seus momentos de maior brilho, ao menos na fase inicial de carreira.
O que mudou?
Antes Zé das Camisas, funcionário e técnico ou responsável pelas equipes de base, ia ao interior. O Atlético tinha a figura do Cônsul, um em cada cidade do Estado. E os olheiros sempre indicavam os jogadores que se destacavam, para vir fazer um período de experiência.
Com o futebol dando menos prestígio e grana, não havia tantos peneirões, com tantas indicações de diretores e conselheiros. E os que eram escolhidos para fazerem parte das categorias inferiores eram os melhores. Não os com maior apoio ou com apoio dos diretores mais fortes.
Não havia, da forma como existe hoje, o QI - quem indica. Embora as indicações eram a essência, apenas que feitas por boleiros. E olheiros sérios.
O que acho curioso não é que times europeus já contratem meninos no interior de Minas, antes mesmo de esses meninos começarem uma carreira, apenas por verem o menino em ação nas peladas, por filmes, dvds, etc.
Afinal a tecnologia está aí para isso mesmo e tem se mostrado muito útil. Veja o caso do Messi, contratado ainda menino pelo Barça.
Mas, para mim, curioso é que, no Galo a coisa não evoluiu. Parou. Empacou. Ao invés de continuar a política de sempre, de ir garimpar craques, o Atlético entrou na de comprar jogadores formados e consagrados (vide Selegalo de amarga e medíocre lembrança! Ou lambança?)
Tudo bem que compra e venda, contratos, etc. apresentam a oportunidade para que sempre alguém tenha uma comissãozinha por fora.
Mas, o Galo, que era o clube que mais ia ao interior buscar jovens promessas ficou reduzido a ir a ..... Ribeirão Preto.
Não sei se já se fez uma pesquisa séria, mas o grande fornecedor de jogadores jovens hoje, para nosso time é a cidade paulista vizinha. Tudo bem, se de lá continuarem vindo Cicinhos, Renans Ribeiros e outros como os citados.
Mas, que é motivo para se espantar, eu não duvido.
terça-feira, 22 de março de 2011
Retomada
Tu a mediste
deste a dimensão da fantasia
a teus limites de ânsia
forjando sonhos
formando imagens
Formaste molde
moldaste fôrmas
Agora entendo o riso alegre
a vida nova
a fôrma completa
pronta prá fundir atômica
dois pontos:
em ponto final?
A morte, à só
Entregue a um canto
sem alguém a escutar as mágoas
a lhe enxugar o pranto
amortecendo a dor.
a morte sendo...
Afastado
inútil traste
sem riso aparente
amigo, parente,
só.
Triste inútil
fútil traste
triste, velho, abandonado
entregue à sorte
só ...à morte.
segunda-feira, 21 de março de 2011
A visita de Obama
A primeira observação é fato corriqueiro. E diz respeito à simpatia e simplicidade do presidente americano, Obama.
Vendo-o discursar ontem, no Municipal, fiquei me perguntando a razão de os Estados Unidos não terem, que seja de nosso conhecimento, pessoas tão simpáticas quanto seu presidente.
Está certo que se todos fossem semelhantes a Obama, talvez ele não tivesse nada capaz de torná-lo um destaque e, por isso, ou pela ausência disso, não o conheceríamos. Não teríamos a oportunidade de perceber como, mesmo apesar de todo o discurso e toda a postura estudada, Obama é carismático.
E foi isso, em minha opinião, uma das principais lições de sua vinda a nosso país: seu profissionalismo. Profissionalismo, aliás, de que os americanos se mostram muito cuidadosos. E que se torna uma preocupação, diria mais até, uma obsessão, para aqueles que sabem e se investem de suas responsabilidades.
Antes, já havia sido Michael Jackson, cujos shows eram exaustivamente ensaiados e que o astro não permitia qualquer tipo de deslize.
Agora Obama.
Mas, mais que o profissionalismo, no presidente americano há uma elegância natural. Um sorriso largo, que transmite confiança. Não a confiança do "deixa que eu ajeito; deixa comigo". Mas a confiança de quem diz, vamos experimentar juntos. Conta comigo.
De seu lema de campanha: We can!
Juntos.
Que o discurso já pode ter sido redigido por outros e, caso contrário, talvez até ensaiado. Que as frases todas que a platéia gostaria de ouvir já foram selecionadas anteriormente. Que é fácil agradar àqueles que querem ser elogiados pelo presidente do país mais rico e poderoso do mundo, refletindo ainda nosso complexo de cachorro atropelado, tudo bem.
Outros presidentes, até americanos, já estiveram aqui e já vimos tudo isso acontecer. Outras autoridades já passaram e, à sua maneira já foram tão simpáticos ou já disseram coisas até mais agradáveis a nossos ouvidos.
Mas, Obama deixa uma imagem difícil de ser igualada.
Vendo-o discursar ontem, no Municipal, fiquei me perguntando a razão de os Estados Unidos não terem, que seja de nosso conhecimento, pessoas tão simpáticas quanto seu presidente.
Está certo que se todos fossem semelhantes a Obama, talvez ele não tivesse nada capaz de torná-lo um destaque e, por isso, ou pela ausência disso, não o conheceríamos. Não teríamos a oportunidade de perceber como, mesmo apesar de todo o discurso e toda a postura estudada, Obama é carismático.
E foi isso, em minha opinião, uma das principais lições de sua vinda a nosso país: seu profissionalismo. Profissionalismo, aliás, de que os americanos se mostram muito cuidadosos. E que se torna uma preocupação, diria mais até, uma obsessão, para aqueles que sabem e se investem de suas responsabilidades.
Antes, já havia sido Michael Jackson, cujos shows eram exaustivamente ensaiados e que o astro não permitia qualquer tipo de deslize.
Agora Obama.
Mas, mais que o profissionalismo, no presidente americano há uma elegância natural. Um sorriso largo, que transmite confiança. Não a confiança do "deixa que eu ajeito; deixa comigo". Mas a confiança de quem diz, vamos experimentar juntos. Conta comigo.
De seu lema de campanha: We can!
Juntos.
Que o discurso já pode ter sido redigido por outros e, caso contrário, talvez até ensaiado. Que as frases todas que a platéia gostaria de ouvir já foram selecionadas anteriormente. Que é fácil agradar àqueles que querem ser elogiados pelo presidente do país mais rico e poderoso do mundo, refletindo ainda nosso complexo de cachorro atropelado, tudo bem.
Outros presidentes, até americanos, já estiveram aqui e já vimos tudo isso acontecer. Outras autoridades já passaram e, à sua maneira já foram tão simpáticos ou já disseram coisas até mais agradáveis a nossos ouvidos.
Mas, Obama deixa uma imagem difícil de ser igualada.
Recordações de uma blitz de trânsito
Você se lembra?
Era noite
um medo me invadia
Você se lembra?
Eu aconselhava a todos
Temendo o tapa,
falei em socos?
Você se lembra?
da amizade
do medo que não houve
do grito, do tapa da noite.
5 horas
5 HORAS
Hora de sentar à sombra
cinco da tarde
quando arde no olho o sol
que se põe.
Hora de tomar o trago
lembrar do afago de ontem
fazer planos pro amanhã
Hora de ser forte
mesmo que representando
cena do acaso ou sorte
prá não prostrar-se vencido
vendido, entregue à própria morte.
sexta-feira, 18 de março de 2011
A chegada do fim do dia
Desce a sombra na cidade
cai a noite em suas ruas
passam carros apressados
voltam todos para casa
desce a noite sem ternura
em meio à nuvem escura
o cansaço do trabalho
o suor, o lotação
desce a noite e o movimento
a buzina, a tensão
tornam o engarrafamento
mais um caso de prisão
Vem a noite e o silêncio
perde-se a respiração
e aos poucos todo o centro
diminui a pulsação
e se deita em repouso
recuperando energia
que lhe dê força bastante
para raiar novo dia.
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