segunda-feira, 5 de outubro de 2026
Aos vencedores as batatas, análise dos resultados das eleições no 1º turno
link Youtube: https://youtu.be/OsjpqHXBU-k e Instagram: #Paulocmf55
Em Santa Catarina, Esperidião Amin, 2 vezes governador, ex-prefeito, ex-deputado federal, ex-senador, gostemos ou não dele, foi derrotado. Não perdeu para um político jovem, mesmo que de inspiração fascista, saído da praia da Joaquina, do Rosa ou de Camboriú, mais representativo da população do Estado. Perdeu para o carioca Carlixo, que se mudou para o Estado há pouco mais de 9 meses e cuja biografia começa pelo nome de seu pai, menciona passagens pela Câmara de Vereadores do Rio e pela coordenação do Gabinete do ódio e termina pelo nome de seu pai.
Sem apresentar qualquer proposta para o Estado que irá representar na Câmara Alta, sua campanha focou privilegiou sua trajetória familiar, críticas ao STF e defesa de valores conservadores. Jaír Renan, seu irmão, classificado pelo fascista queridinho das redes sociais – Nikolas ou Nikole Ferreira, - como dono de uma capacidade cognitiva menor do que uma "toupeira cega", foi eleito, pelos mesmos “barrigas verdes” para deputado federal.
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No Rio de Janeiro, estado recordista de governadores que depois de experimentarem as delícias do Palácio Guanabara acabam tornam-se hóspedes dos complexos penitenciários de Gericinó, Benfica, Bangú, Douglas Ruas pode ter sido eleito em primeiro turno, a depender da decisão da Justiça sobre a inelegibilidade de Garotinho.
Indicado pela familícia que domina aquele Estado, conta com apoio do ex-governador e investigado Cláudio Castro, além dos ex-deputados e réus Rodrigo Bacellar e TH Joias, o que permite fazer uma boa projeção de seu destino.
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Em Minas, um jovem desconhecido que declarou ter entrado na política só para aparecer, cujo sonho original era ser apresentador de televisão ou comentarista de futebol, derrotou o vazio que esteve à frente do governo de Minas por 8 anos. Em sua vitória esmagadora, derrotou um político de estatura moral e capacidade de gestão reconhecidos até mesmo por seus adversários políticos.
Na Bahia, os eleitos fazem parte do grupo do PT e de Jaques Wagner, que comanda o Estado há 20 anos, e cujas relações próximas com o gangster Daniel Vorcaro e seu Banco Master precisam ser investigados.
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Como devem ser investigados todos os ministros do Supremo, mencionados nos vazamentos das investigações da Polícia Federal, independentemente da ideologia em que acreditem. Sem esquecer que deve haver algum tipo de punição, de censura, suspensão ou afastamento aos Ministros que, como a mulher de César, deviam ser e parecer honestas.
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Quanto a Tariflávio Bolsomaster, a quem o povo brasileiro proporcionou a maioria de votos no primeiro turno, é pouco provável que repisar, reforçar as cobranças e exigir explicações para pequenos desvios de dinheiro público – as rachadinhas – valor considerado por alguns como inexpressivo; de explicação de sua fantástica fábrica de lavagem de dinheiro usando a gordura dos chocolates; de como conseguiu adquirir 52 imóveis com dinheiro em espécie ou uma mansão de 6 milhões de reais, valor muito superior a suas posses lícitas; de suas ligações afetivas ou afetuosas com as meninas do Vorcaro nas surubas de que fez parte, e com o próprio irmão ou mermão Vorcaro a quem solicitou (ou cobrou?) uma ajuda meros 134 milhões de reais. Aliás, já passou da hora de Tariflávio explicar se eram 134 ou 61 milhões ou isso mais 8 milhões, já que um centavo faz diferença nas partidas dobradas. Isso sem falar nas viagens e uso de jatinhos e aviões, etc.
A esse respeito, mais que a demonstração de que o povo brasileiro dá sinais de estar doente, envolvido em distopia da qual é incapaz de se libertar, talvez deva ser aplicada a alegoria descrita no mito da caverna de Platão, em relação aos que não tiveram a oportunidade de sair das sombras para a claridade exterior.
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Tudo isso para não falar das promessas e juras eternas de devoção a Trump, à bandeira americana e ao Tio Sam feitas por Tariflávio, quem sabe sob inspiração do grande Raul Seixas, e sua proposta genial: “a solução é alugar o Brasil”. O que não é difícil de entender, já que o Rachadinha Bolsomaster não tem experiência alguma em comandar, dirigir, fazer nada, nem trabalhar.
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A situação que estamos vivendo de riscos para o país e sua soberania, para o povo de maneira geral não é, em minha opinião, culpa de Lula, seu isolamento, sua teimosia, o seu desgaste, ou o desgaste de material de 3 mandatos, ou de erros de sua campanha.
Maior responsabilidade tem a mídia, a grande imprensa venal, curvada à Faria Lima e aos interesses dos poderosos dos mercados financeiros que são, também os seus interesses. Incapazes de serem minimamente honestos em demonstrar os pontos positivos da macroeconomia de Lula, das taxas de crescimento do PIB, da redução da inflação, da redução do nível de desemprego, da redução e saída do país do mapa da fome. Ou pontos positivos como o Pé de Meia, os ganhos reais do Salário Mínimo, a correção dos Benefícios Sociais.
Para a grande mídia e seus interesses, melhor era, como se viu, ficar alardeando a evolução da Dívida Pública, e de seu indicador, fruto de uma divisão entre Dívida e PIB. Ora, se o PIB, cai em razão de juros pornográficos cobrados pelos mercados e pela estridência insana que a imprensa alimenta, o indicador vai subir e realimentar o terror já difundido. Enquanto isso, os juros sobem e os rentistas aumentam seus ganhos e sua fortuna.
De mãos dadas com os poderosos vencedores do mercado, que se beneficiam e se apropriam desses juros, a grande imprensa culpa a “gastança desenfreada” patrocinada pelo governo, por eventual inflação refletida nos preços de alimentos. E culpa o governo e os juros pelo endividamento excessivo das famílias.
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Nesse papel abjeto e criminoso, a imprensa não explica ou informa à população de como o genocídio de Israel na Palestina, as guerras entre Rússia e Ucrânia (alimentada por venda de armamentos americanos e europeus) ou de Israel e Estados Unidos contra o Irã, encarecem os preços de insumos e fertilizantes, combustíveis, encarecendo o preço de alimentos e gerando inflação em todos os países do mundo. Como também não aborda a crise climática causada pela destruição de nossas matas e florestas e que provocam a alta dos preços de alimentos, silenciando-se em favor dos grupos negacionistas ou apenas para não desagradar os interesses do poderoso agronegócio.
Ao não explicar que os alimentos mais caros não são responsabilidade do governo e permitindo que a população acuse o governo de plantão por todos esses males, a grande imprensa ajuda a derrotar um governo cujo primeiro objetivo era a melhoria das condições de vida da população, abrindo espaço para eventual vitória dos interesses que irão causar a destruição de nosso meio ambiente e das conquistas civilizatórias iniciadas, que miram o desenvolvimento sustentado e inclusivo.
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