quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Temores



Temo em me aposentar
E ficar assim
Como alguns colegas que observo
De quando em vez
Manifestando-se nas redes do antigo emprego
Ou postados nas filas de bancos
Esperando seu momento de ocupar a atenção
Dos gerentes
Ou ocupando o tempo raro
E precioso dos caixas
Apenas em busca de informação
Que não os deixe se sentirem solitários
Temo em me aposentar
E ficar desfilando os horrores
De dores que me esmere em inventar
Temo em me aposentar
E ficar pelos cantos da casa
Reclamando da arrumação desatenta da doméstica
Ou da ausência dela
Cada vez tão mais cara
Cada vez mais joia rara
E tendo que fazer eu
Aquilo que encontrava antes pronto
E acabado
Temo em ficar pelos bares
Ou por lugares onde possa afogar
Minha inutilidade completa
E cada vez mais percebo
Que temo em me aposentar
E perder o encantamento de meus tempos de criança
Quando o ócio era tempo de crescimento
E diversão
E o mundo do trabalho
Somente uma distante preocupação

quarta-feira, 31 de julho de 2013

O que motivam, de verdade, as manifestações recentes a que estamos assistindo?

Realmente curiosas as manifestações que têm tomado de assalto as cidades de São Paulo e Rio e ocupado as atenções da mídia nos últimos dias.
Curiosas pela motivação, antes de mais nada. Ao menos em minha opinião.
Em São Paulo, a manifestação em solidariedade e apoio à manifestação do Rio, contrária à permanência do governador daquele estado, Sérgio Cabral.
Significativo o fato de que o governador carioca foi reeleito, há menos de dois anos, com os votos de 2 de cada 3 cariocas, agora insatisfeitos.
O que mudou, nesse período de tempo, capaz de justificar tamanha mudança?
Digo, o que mudou, além da constatação de que, em tudo que vem acontecendo, nota-se a presença de uma imensa, enorme ignorância.
Afinal, entrevistada ontem e com imagens lançadas para todo o Brasil, pelo Jornal da Noite, na Band, uma manifestante alegou que estava na porta do prédio de residência de Cabral, para pressionar e exigir do governador que ele pedisse seu impeachment.
Note bem: não era para pressionar pelo pedido de renúncia. Era o pedido de impeachment.
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Na Folha, Jânio de Freitas ao se referir ao movimento em São Paulo, foi mais arguto, mais sagaz, mais irônico, acho eu, ao perceber que já seria uma conquista importante para o amadurecimento político caso, de fato, os manifestantes paulistas soubessem o nome ao menos do governador do Rio. Ou a maioria desses manifestantes.
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No Rio, os manifestantes prosseguiram tentando tirar pela força, o governador eleito pela esmagadora maioria de seus conterrâneos, pelo voto.
O que é estranho. Especialmente quando há atos de quebra-quebra envolvidos nas tais manifestações. Coisa que a imprensa vem classificando como atos de vandalismo, o que não deixam de ser. Atos de vândalos, o que tenho dúvidas...
Porque, não sendo ato de revolução popular contrária à ordem de coisas estabelecidas; não vendo condições minimamente objetivas para alimentar e dar suporte a uma revolução destinada a derrubar um regime ou, ainda mais forte, um modo de produção; em todas as letras, não sendo um movimento destinado à derrubada do governo capitalista do Brasil para a implantação de um regime comunista, que não contaria com o apoio imprescindível da maioria da população, então os atos vândalos, na verdade tratam-se de atos para criar e fazer germinar o caos. Quem sabe, para criar fatos políticos que permitam questionar a capacidade dos governos estabelecidos de assegurar a ordem pública.
Interessados em criar um ambiente de desordem propositadamente, ao final, restaria aos vândalos, comportados sem seus capuzes, puxarem o coro dos conservadores de todos os matizes, solicitando a intervençao dos militares...
Derrubariam, assim, pelo caos criado e pelo poder das armas, infelizmente com o apoio de partes da população, as conquistas democráticas, longa e duramente construídas.
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Porque convenhamos: pode-se acusar os governos peemedebistas, de Sarney e Itamar, o de Collor, o peessedebista de Fernando Henrique, ou os petistas de Lula e Dilma do que se desejar, a questão da corrupção à frente. Mas, não se poderá dizer que foram governos anti-democráticos. Pode-se acusá-los mesmo de serem governos medíocres, de práticas políticas menores e até deploráveis, mas nunca de não de acordo com o espírito democrático.
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Não conheço, nem tenho qualquer interesse em defender o governador Sérgio Cabral, ou o prefeito carioca Eduardo Paes. Nem tenho simpatias pelo governador paulista, Geraldo Alckmin, de partido situado no oposto do espectro partidário em que se encontra o governador do Rio.
Mas, curiosamente, também em São Paulo, pelo que temos visto, os manifestantes começam a pedir a destituição de Alckmin, em movimentos que, sempre terminam em atos de vandalismo. Invasão e depredação, e não é de qualquer tipo de loja não, o que é outro fato curioso.
Arrombam, invadem e quebram bancos e concessionárias de automóveis. O que é bem simbólico, especialmente se quiserem fingir um interesse em promover uma revolução comunista, por exemplo, que bem sabemos ou desconfiamos que de comunista não teria nada. A não ser aproveitar o medo secular da população e conseguir o seu apoio para que os militares venham por fim à baderna, já que as autoridades constituídas não o conseguem.
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Diferente, pelo menos até aqui, pelo que tenho visto e percebido, são as manifestações em BH, que incluem uma pacífica invasão à Prefeitura, a ocupação da ante-sala do Prefeito, e um acampamento sui-generis no asfalto da Avenida mais central que corta a capital mineira, a Afonso Pena.
Ali, parece, o motivo é a questão de habitação popular, e ainda as ações não descambaram para a violência gratuita.
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Entretanto, embora ache tudo esquisito, devemos estar alertas. Antes que o ambiente, tal qual em 64 possa se  deteriorar e os fatos sairem  de controle,fazendo com que a ditadura volte a nos assombrar e cair em nosso colo, quem sabe para mais quantos antos anos de trevas e atraso.
Tomara que eu esteja errado, mas desconfio que há muitas viúvas da ditadura militar, à solta em torno dessas manifestações.

Dos invisíveis e das invisibilidades sociais



De tanta invisibilidade e insignificância
Você foi se desmaterializando aos poucos
Sua fisionomia foi se desvanecendo
Lentamente
Você foi sumindo
Como se uma impressão que o tempo apaga
O desenho na areia que a onda varre
Assim, seu sorriso foi se consumindo
Sua essência se modificando
Você  perdendo sua inocência
Até que recuperei sua imagem
Que nunca soube identificar
Nas telas de um programa da tevê
Astro brilhando no momento da morte
Para compensar o nada que você incorporou
No momento de nascer

terça-feira, 30 de julho de 2013

Gosto de liberdade



Quero poder viver a aventura
E o gosto de liberdade
Enfim quero aproveitar
Quero explorar a ruptura
Poder sair pela tarde
E viver a emoção de observar
A árvore que floresce no jardim
A criança que passeia pelos canteiros
De jasmim
Quero poder viver a sensação
De fazer com meu tempo
O que eu quiser
Sentar pelos bancos da praça
E poder só sentir
O sopro da brisa à tarde
Vir me distrair
Quero poder viver a aventura
E aproveitar o tempo livre
Depois de cumprida a tarefa
Com a certeza de ter feito o melhor
Em todo o tempo que tive
Quero poder explorar a ruptura
Sem compromisso ou  responsabilidade
Quero poder prosseguir nessa procura
Rota que nos leva à felicidade

segunda-feira, 29 de julho de 2013

NÃO ACREDITO! NÃO ACREDITO!

O título do meu comentário hoje não diz respeito ao jogo de ontem, nem ao seu resultado.
Afinal de contas,  lembrando  a expressão que um colega e amigo tem costume de empregar quando as coisas parecem perder o sentido, "Tem base?"
E ontem nós atleticanos pudemos perceber nitidamente a resposta: não tem base. Ou por outro lado: tem base sim. E a base é muito ruim.
Traduzindo: os jogadores da base do Galo são muito fracos.
O que não significa desmerecer o Cruzeiro, que não tem culpa nenhuma de ter pego pela frente um time desarticulado, desentrosado e com jogadores inexperientes, uns, e fracos outros. Alguns, inclusive, sem condições mínimas de vestirem a camisa do campeão das Américas.
Mas... vida de atleticano é assim mesmo e foi só Sua Santidade ir-se embora, para secar a fonte de milagres e nosso time protagonizar mais um vexame.
***
Tudo bem que Cuca, como qualquer outro treinador em seu lugar desse uma justa e merecida folga para aqueles que, poucos dias antes, se submeteram ao desgaste físico e emocional de uma disputa de final de campeonato, tendo que reverter um resultado adverso depois de 120 minutos de entrega.
Mas Cuca não precisava submeter a todos nós atleticanos a um tal vexame.
Vexame que só não foi maior porque Marcos Rocha estava em campo e, pelo menos ele, jogou futebol ontem. O que apenas serve para confirmar que futebol é um esporte coletivo e que um jogador sozinho nada vale, por maior que seja sua qualidade.
***
Mas se o título do comentário não é para se referir ao jogo de ontem, ou ao futebol do Galo, ou falta dele, qual a explicação para o 'não acredito'?
É que não consigo entender o que se passa pela cabeça de quem é responsável pela elaboração da tabela do campeonato brasileiro,seja uma pessoa ou todo um departamento. Como também não consigo entender a lógica, o marketing, a oportunidade ou falta de tudo isso, de quem marca um jogo com tamanha rivalidade, para três dias depois de uma decisão como a que o Atlético disputou na última quarta feira.
Convenhamos que a Libertadores já estava iniciada e suas datas já estavam definidas quando o Campeonato Brasileiro teve início. E, mesmo que a tabela do Brasileirão já estivesse pronta há mais tempo, o mínimo que o bom senso recomendaria é que se esperasse que algum time brasileiro tivesse a oportunidade de chegar à final. Nesse caso, o jogo ou jogos dos times em disputa deveriam ser analisados de forma a que não fosse marcada para a data imediatamente seguinte à da partida decisiva, um jogo de maior importância.
Com isso ganhariam todos. Inclusive, no caso, o futebol como esporte, já que os dois times poderiam se apresentar com o que tivessem de melhor, elevando a qualidade do próprio espetáculo e até o Cruzeiro, que por ser o mandante, poderia ter um público maior e uma renda maior.
Nesse caso, carimbar a faixa do Galo teria seguramente um sabor diferente, embora, o que vai passar para a história e ficar registrado seja que o time do Cruzeiro jogou e ganhou de 4 a 1 do time campeão das Américas, pondo água no chopp do Atlético. E poucos se lembrarão de que o time estava com seu terceiro time.
Mas, que o jogo teria outra emoção, não resta dúvida.
Por isso não acredito que a CBF não tenha ninguém capaz de analisar e promover as alterações na tabela que tornassem os jogos mais interessantes para o torcedor.
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Embora, em se tratando de cartolas do futebol brasileiro, talvez eu é que esteja querendo demais. E cobrando racionalidade e inteligência, eu é que esteja fora de sintonia.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Da conquista da América e da compra do título

Embora sejam normais as brincadeiras, choros, lamentações protagonizadas pelos cruzeirenses e envolvendo a conquista da Libertadores pelo Atlético, há uma história que anda tendo alguma repercussão e que, em minha opinião, é simplesmente deplorável.
Trata-se da versão de que o título do Galo teria sido comprado por 9 milhões de dólares, pagos por Ricardo Guimarães, e  usados pelo time paraguaio para colocar em dia o pagamento de sua folha de salários.
É tão desrespeitosa, a versão. Tão contrária ao mínimo senso de esportividade que deveria (no condicional, porque tenho consciência que isso seria exigir muito!) prevalecer em qualquer competição que, na verdade, acho que nem deveria perder meu tempo e o espaço desse pitaco.
Mas, trato do tema pelo princípio.
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Começo dizendo que nunca aprovei, e nunca concordei com a frase dita por colegas, amigos e atleticanos que conheço que se ganhar é bom, melhor ainda se for de gol roubado, de mão, aos 48 minutos do segundo tempo.
Por mais atleticano que eu seja, por mais que a vitória do meu time seja meu objetivo, há em mim uma caretice que não me permite comemorar algo que, no íntimo, sei que não merece ser comemorado.
Chorar, já que o choro é livre; reclamar da arbitragem transferindo, às vezes, a responsabilidade do nosso fracasso para cima de outros é compreensível, quando com a cabeça fria, analisamos os resultados do futebol, e o comportamento a que somos induzidos por eles.
E confesso que, em derrotas extremamente doídas e sofridas; em vexames de que tomamos parte, em situações em que tudo que podia dar errado para nosso time, ou para um ou alguns de nossos jogadores dá errado, é até humano que se levante a dúvida quanto à lisura do comportamento de nossos atletas.
Afinal, embora não devesse ser assim, a vida tem nos dado demonstrações de atletas que, por uma série de motivos, fizeram corpo mole e entregaram o time ou o resultado.
Infelizmente, tanto isso é comum, que é de conhecimento público que o boxe acabou  tornando se marginalizado e estigmatizado por força dessa fabricação de resultados.
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Por esse motivo, embora sem levar em conta o fato de que estamos falando de seres humanos, e passíveis de falhas, eu mesmo sempre achei no mínimo suspeito o resultado, por exemplo, de nossa derrota de 6 a 1 para o Cruzeiro, há menos de 2 anos, em um dezembro de 2011.
Confesso que tanta suspeição me levou, como a alguns outros atleticanos a suspeitar de resultado fabricado, talvez preferindo  não ver alguma superioridade, pelo menos naquela partida específica, capaz de explicar placar tão dilatado e tão estapafúrdio.
E não por ser contra o Galo. Mesmo que fosse a nosso favor, a diferença de qualidade dos times e das equipes e atletas não justificaria tal palacar.
Exceto pela aceitação de que no futebol, às vezes, o Imponderável de Souza tem chance de aparecer e brilhar.
Até por isso, quem sabe, o futebol seja o esporte apaixonante que é.
Mas, ao levantar suspeitas, não lembramos de considerar que do lado de lá, entre os acusados, estão homens, trabalhadores, pais de famílias. Gente como a gente. E sujeitas a falhas. Mesmo que muitas e reunidas.
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Mas, um torcedor de outro time, que nem participava diretamente da competição e que se vê frustrado, talvez, por não ser o seu time que tivesse a oportunidade de impedir a vitória e/ou a conquista do adversário
vir afirmar e inventar versões de que o resultado foi comprado, faça-me o favor!
E, em minha opinião, repercutir, mesmo que só para dar uma cutucada nos torcedores do time contrário, notícias tão fantasiosas como essa, está no mesmo nível de desrespeito e atitude antiesportiva.
Porque afinal, os jogadores do Olimpia vieram para amarrar o jogo e não deixar o Galo ganhar. Ou não deixar marcar mais de um gol.
Ficaram todo o tempo segurando o jogo, amarrando o andamento do jogo, fazendo cera, sem se preocuparem exceto em fazer uma retranca, fechando sua defesa.
Que uma ou outra jogada de perigo no ataque pudesse ter lugar, era natural e casual. Mas, como não era essa a preocupação principal, também era natural se esperar que tais jogadas, por não serem esperadas, terminassem mal.
Foi assim, por exemplo, que creio poder explicar o escorregão dado por Ferreira, com o gol aberto à sua frente no final do jogo.
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Mas, considerar que o time paraguaio se vendeu, é não querer enxergar ou aceitar que, mesmo jogando abaixo de sua potencialidade, o time do Atlético foi mais time, pressionou mais, criou mais oportunidades, mais chances de perigo, o que permitiu destacar o excelente Martin Silva, goleiro do time paraguaio.
Foi porque buscou mais o gol, procurou mais a vitória e contou com aquela necessária parcela de sorte de campeão que o Galo devolveu o placar de Assunção.
Foi porque estava mais tranquilo, já que jogando em casa, e mais descansado, já que passou parte do jogo com um jogador a mais que o Galo tinha mais pernas para a cobrança de penalidades.
Foi por tudo isso que mandamos duas ou três bolas na trave, tivemos chances de gol, como a perdida com Alecsandro no momento final da prorrogação, e houve um pênalty em Jô, mais uma vez não assinalado pelo juiz.
Falta que a tevê mostra sem dar margem a qualquer dúvida quanto a sua existência, e que mostra que o juiz "comprado" devia estar querendo renegociar seu preço?!?!?!?
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Lamentável na história e na versão, então, é o fato de que alguns torcedores rivais não são capazes de reconhecer que o nosso time foi superior e merecedor da vitória e da conquista. E que acabou com a exclusividade que o time deles mantinha, até a data, em relação à Taça Libertadores.
E divulgar ou vir repercutir essa história, apenas para tentar turvar nossa alegria mostra uma incapacidade ter humildade e de reconhecer o melhor momento do outro. E ter a esportividade de admitir que a conquista foi limpa e merecida.
Mesmo que dolorosa e não desejada por eles.
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Embora como disse antes, nunca gostei de falar que para ganhar vale até gol de mão no fim do jogo, porque vai contra as regras, então, para os que insistem em pensar pequeno, é hora de declarar que é muito melhor que ganhar roubado, obter uma vitória já conquistada fora do campo de jogo, na mesa de um jantar, num restaurante chique. A peso de ouro ou de 9 milhões de dólares.
Como subproduto, ainda podemos nos vangloriar até de ter permitido que os direitos de trabalhadores, como os jogadores do Olimpia são, fossem respeitados, com  o pagamento deles podendo ser efetuado.
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Só para concluir, destaco aqui com orgulho o profissionalismo dos jogadores do Olimpia, que levaram o time onde ele chegou, mesmo não recebendo e tendo seus direitos desrespeitados.
Isso sim, é de tirar o chapéu.

O Papa e o Galo: não é a Globo, mas tem tudo a ver

Cai a popularidade da Dilma
cai a atriz no centro da cidade
cai a chuva sobre o Papa
só não cai a simpatia
mostrada por Sua Santidade

O povo todo se aglomera
como se esperasse um milagre
que virá tenho certeza
mesmo que com alguma demora
já que o transporte público
se não funcionava bem antes
não vai melhorar agora

E mesmo sendo argentino
(ou por ser  nosso hermano)
mais que demonstrar alegria
o Papa mostra ser humano
E traz mensagens de Fé
e incentivo à juventude
para que com sua coragem
conservem sempre a atitude
na luta por ideais
sem abrir mão das virtudes

Em face à mensagem do Papa
extasiado me calo
agradecendo o milagre
que sagrou campeão das Américas
o querido time do Galo