quinta-feira, 10 de setembro de 2026
Minas e a Educação: a que futuro levam essas trilhas?
https://youtu.be/xm8gnWMGKBQ
O pitaco de hoje, que não se refere à bet para exploração da ingenuidade de nosso povo, nem mera aposta se baseia, e faz citações literais de “As Parcerias na Educação Mineira: um estudo sobre o Programa Trilhas de Futuro” (de autoria de Vagno Emygdio Machado Dias e Bruno Leandro Silvério Morais, acessado nesta data em https://www.scielo.br/j/edreal/a/3mMqh3my3jX36RZzkZ3cmsv/?lang=pt.
Nosso objetivo: conhecer mais o programa Trilhas do Futuro que, junto à proposta de adoção do modelo de escolas cívico militares – ao que parece para criar oportunidades de maior empregabilidade para tantos militares candidatos – é a marca da Educação nos últimos anos em Minas.
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São conhecidas as concepções políticas, econômicas e ideológicas do NOVO, “voltadas ao livre mercado, à pauta moral-conservadora e à defesa do Estado Mínimo.” O partido, que para tragédia de nosso estado, ocupou o governo com o risível Zema, por acreditar na maior eficiência da iniciativa privada na prestação de serviços públicos, comparada ao Estado, “defende … privatização dos serviços públicos … parcerias público-privadas como solução.”
(Antes de seguir, um esclarecimento: respeitamos, mesmo não concordando, com o que cada um pensa, especialmente se empresário ou origem abastada).
Daí que o plano de governo para a educação “mostra as claras intenções mercantis do governo …, como o famoso voucher: “[...] programa de bolsas em escolas particulares para alunos do ensino público …”
De seu folclórico governante, candidato de si mesmo à presidência, apenas recordar que aceitou receber 8,7 bilhões, em 37 anos, da dívida da União com o Estado, em razão da Lei Kandir, estimada em 135 bilhões.
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Quanto ao financiamento do Trilhas de Futuro, foram recursos públicos da Quota Estadual do Salário Educação (QESE) e do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (FUNDEB) que foram transferidos a instituições privadas, no total de R$ 790.437.396,45 (nov.2021 a dez. 2022). Tal repasse, contrário ao Plano de Educação - PEE/MG , representa o Estado “não investir na sua própria rede de ensino, além de priorizar, de imediato, a oferta de parte significativa da educação profissional para a rede privada” em … “nítida terceirização do serviçoeducacional público”.
Quanto à lisura, o “governo se utilizou de um mecanismo de contrato que dispensa o processo licitatório, em um nítido movimento de privatização da educação profissional de forma exógena (Borghi, 2018)”; “ou seja, o governo compra cursos das instituições privadas de ensino para promover a ampliação da educação profissional.”
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Em síntese: o programa representa que o “governo decide não investir na sua própria rede de ensino, priorizando a transferência dos recursos públicos para instituições privadas, em clara opção pela privatização” o que transforma o “ensino profissional … (na) porta de entrada dos interesses mercantis que veem na educação pública estatal a possibilidade de alavancar seus lucros e ampliar seu mercado.”
É este programa que o candidato Matheus Simões apresenta na propaganda eleitoral, se gabando de ser seu criador. Da mesma forma que se gaba de ter ajudado a colocar a folha de pagamento do funcionalismo em dia, com recursos vindos da suspensão autorizada pelo STF, do pagamento da dívida do Estado, solicitada pelo governo anterior. Além dos recursos das indenizações obtidas em razão das tragédias minerárias que atingiram o Estado. E mais alguma quantia dos primeiros dos 37 anos do encontro de contas com o Governo Federal.
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Envergonhada, sua propaganda não aborda o aumento linear de 5,4% concedido aos funcionários, nem o aumento de 300% dado ao governador e seus secretários, nem da concessão de 19,4 bilhões de reais de benefícios fiscais em 2025 (era 6,1 bilhões em 2019), ou o fabuloso aumento dos presentes aos amigos do rei (inclusive empresas de Zema), estimados em 22,5 bilhões neste 2026.
E não precisa falar, pois não nos esquecemos, da grosseria e falta de educação e civismo, praticada com Ângelo Oswaldo, prefeito de Ouro Preto no dia de Tiradentes.
Para envergonhar, a nós, povo mineiro, basta um só. Não precisa de seu subordinado (vassalo no sistema feudal).
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Não poderíamos deixar de tocar no golpe tentado, mais uma vez nessa última semana pelo ministro do Supremo terrivelmente golpista, este sim vassalo e cúmplice, de tudo que a política brasileira conseguiu gerar desde nossa República.
E embora não tenhamos maior apreço por seu adversário na Corte, o autoritário e prepotente Moraes – trazido ao STF por outro golpista mór, o temerário Temer (aquele a quem se destinavam os recursos da mala de rodinha com que seu assessor Loures foi flagrado, cuja imagem todos vimos) – há que reconhecer e dar-lhe o mérito de agir com rigor contra os golpistas do 8 de janeiro de 2023).
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Não é difícil tomar posição entre os envolvidos, quando um age – sob a supervisão ou não do agente laranja americano que pretende nos recolonizar – em favor da continuidade do golpe e da desmoralização das instituições nacionais; ou sem qualquer pudor escancara sua proteção ao candidato vinculado às milícias, às organizações do crime organizado, aos milhões de dólares do escândalo de seu “irmão” ex-banqueiro e suas apostas em cavalo chucro.
Do outro lado, outro ministro que, por mais graves que sejam suas relações amistosas com o gangster banqueiro – um comprando proteção ou prestígio, o outro vendendo sua autoimagem de deus Supremo- passa a ser a defesa contra o golpe continuado.
O que não impede de concluir e cobrar: queremos quebrados os sigilos de todos os envolvidos.
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E, antes que me esqueça, o golpe tem nome, sobrenome e, nos dias de hoje se apresenta como defensor da moral, dos bons costumes e da honestidade, apesar de ser o maior hipócrita que tem frequentado nossas casas: o impostor, ladrão e golpista mau caráter, Flávio, tarifa rachadinha, boçal nato.
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