segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Quem nunca comeu melado


Quem nunca comeu melado
Não provou desse sabor
Se um dia experimenta
Não consegue se conter
Quanto mais se alimenta
Mais do doce quer comer
Come, mas não se contenta
Só aumenta seu prazer

Quem está de dieta, recusa
Do doce tenta fugir
Se começa a comer abusa
Não consegue resistir
Quem come a primeira vez
Nunca mais vai esquecer
Vai querer virar freguês
sentir de novo o prazer
Pra fazer jus ao ditado
O doce vai sempre querer
Do mel sempre vai comer
Até ficar lambuzado

Fonte de vida e energia
Que a natureza nos traz
Comer demais não é gula
Abusar não é errado
Da energia do mel
Quem come está perdoado
Não sentir esse prazer
É o verdadeiro pecado.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Imagens e Jogos


Prepare os fogos
Acenda o rojão
E vem pra frente da televisão
Que vão começar os jogos

Traz a cerveja gelada
A pinga há tanto guardada
Para um dia especial
Traz também um tira-gosto
Qualquer um que você queira
A travessa de torresmo
A vasilha de amendoim
Que a sala de visitas
Vai estar em pouco tempo
Cheia como um botequim

Vem amigo violeiro
Vem tocador de pandeiro
Cavaquinho e bandolim
Vem o cantor de banheiro
Vem cantor desafinado
Vem amigo embriagado
Que se vier mesmo é lucro
Vem a turma do baralho
Vem o pessoal do truco

Prepare os fogos
Já vão começar os jogos
A torcida e a emoção
Prepare os fogos
Que vão começar os jogos
Vem pra frente da televisão

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Fugindo dos dias de tédio


Você sai de manhã e me avisa
Que é pra não me preocupar
Diz que vai dar uma volta
Que não vai se demorar

Que é pra fazer o almoço
Na mesma hora de todo dia
Que você vai vir a tempo
de fazer-me companhia

Diz que vai até a esquina
Talvez ao supermercado
Inventando mil desculpas
Para se manter ocupado

E pra não ficar em casa
Sem ter distração contra o tédio
Diz que vai até a farmácia
procurar algum remédio

Você sai e me assusta
Bem sei que você vai demorar
Vai parar em cada esquina
Vai beber em cada bar
Você sai e me apavora
Vai beber sem hora pra voltar
Só pra ocupar o vazio
De mais um dia sem trabalhar

Vai beber todo o salário
Que um dia fez por merecer
Com amigos ou solitário
Para mais outro dia preencher

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Rajada de ventos


Ventania feroz
Que investe contra o centro da cidade
E avança veloz
Cruzando esquinas
Fazendo esfriar as tardes

Nos passeios gente agasalhada
Apressada passa fugindo do frio
Que à noite torna o centro da cidade
Num local triste e vazio

Vento, redemoinho
Rodopio de poeira
Que levanta o lixo que na esquina
Foi abandonado
E brinca girando no espaço
A folha do jornal rasgado
Que flutua ao lado do pedaço
Pardo de papel picado

Vento que carrega
longe o sonho do bilhete não premiado
do papel de embrulho embolado
ao chão lançado sem qualquer cuidado
restos de alimentos a esta altura já contaminados
lixo que não atravessa a rua
em respeito a luz vermelha do sinal fechado

Vento que eleva aos espaços
Pedaços de algodão, em chumaços
Que ganham os céus onde aparentam estar pregados
E se transformam em nuvens
que tornam os céus mais enfeitados
e viajam ao sabor dos ventos
como pássaros alados.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Galo líder: todos contra o Galo

Antes de fazer qualquer abordagem a respeito do jogo de ontem, ou do início desse segundo turno, quando o Atlético dá sinais de ter entrado em uma fase, já esperada e normal, de um certo cansaço, o comentário de hoje trata da questão da arbitragem.
Isso não significa que vou ficar aqui falando, reclamando, lamentando erros do juiz, que de resto, em minha opinião, prejudicou a ambos os times. Afinal, eu vi um pênalty do Réver em Emerson, embora a forma que ele caiu e se levantou imediatamente, poderia sim levar o juiz a ter a impressão que houve apenas um choque, uma trombada involuntária, não o pisão que Réver cometeu.
Mas, assinalar impedimento na jogada que resultou no gol de Guilherme, é no mínimo má-fé. Essa mesma má-fé que vem aos poucos minando a "gordurinha" que o Galo tinha armazenado no primeiro turno e que pior, anda ajudando o Fluminense de maneira escandalosa.
***
Em relação ao Galo, desde o jogo contra o Cruzeiro, e a falta indecente cometida por Montillo contra Guilherme e não marcada, cuja jogada resultou no gol de empate do adversário. E que teve sequência contra a Ponte Preta, embora nada disso possa ser usada como desculpa para a dificuldade que o time atleticano encontrou para furar o bloqueio do time da Macaca. Além da sorte do goleiro Edson, que pegou muito.
Mas, o que anda acontecendo com o Fluminense sim, é muito mais preocupante. Parece que tentando compensar o gol mal anulado de Fred contra o Galo, os juízes resolveram ajudar o time pó-de-arroz da maneira mais descarada possível.
Contra o Vasco, por exemplo, não fossem várias penalidades que o juiz fez questão de não enxergar, como a de um agarrão no meio da área, que impediu o atacante vascaino de subir para cabecear, e uma mão na bola dentro da área, também não marcada, o pior foi o que aconteceu em relação a Tiago Neves. A começar da falta que ele cometeu e que o levou a dar um tapa na cabeça do jogador vascaíno caido no chão. Jogador que, ao se levantar para reclamar da agressão covarde, foi recebido com uma cabeçada que o mesmo Tiago desferiu sem que o juiz sequer chamasse sua atenção, quanto mais lhe desse o cartão devido para lances da espécie.
Mais tarde, ao bater a falta que resultou no gol da vitória, o que houve foi uma situação inimaginável no futebol. Um jogador tricolor postou-se junto à barreira cruz-maltina para, na hora que o juiz autorizou a cobrança, empurrar a barreira, deslocando os beques do time vascaíno a ponto de jogá-los ao chão, em verdadeiro "strike" digno de boliche.
E o juiz nada, exceto validar o gol, já que a bola entrou exatamente no lugar em que a barreira havia sido formada e detonada.
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Contra o Figueirense, mais uma vez, um gol anulado. Mal anulado, capaz de salvar o Fluminense da derrota e da vergonha de perder para o último colocado. De quebra, ajudou a se aproximar mais um pouco do líder que, por seu lado, vem também sendo prejudicado.
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Então, é ou não é para começar a ficar se preocupando com a 'qualidade' da arbitragem, justo nesse momento que o Galo dá sinal de fadiga, aliás já esperada pelo próprio técnico Cuca.
Ocorre que de sensação que vinha sendo, o Atlético líder, tornou-se o time a ser batido. E todos começaram a estudar o Galo e as formas de neutralizar as principais jogadas do time mineiro, fazendo marcação cerrada sobre Ronaldinho, e não dando espaços para que as jogadas de velocidade de Bernard, Danilinho e Marcos Rocha possam ser executadas.
Jogando com uma marcação mais cerrada, mais forte, do tipo homem a homem, resta ao Galo ficar tocando a bola de pé em pé, sem objetividade, a ponto de em alguns momentos a bola que estava lá na frente, acabar sendo retornada até o goleiro Victor, para reiniciar a jogada.
Mas nosso problema não é apenas a defesa adversária, já mais preparada para matar as jogadas do veloz ataque do Galo. Em minha opinião, parte da dificuldade é a posição e forma de jogar de Jô, preso em meio aos beques, fazendo um pivô improdutivo, porque cercado por todos os lados pela marcação.
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Mas,  há ainda uma questão de disposição do time em campo, que deve ser observada por Cuca: trata-se do fato de que, ao iniciar-se qualquer contra-ataque do time adversário, mesmo que com apenas dois atacantes, nosso meio campo e nossa defesa batem cabeça, indo mais de um na mesma bola, não raro se chocando e se confundindo e dando liberdade para que a bola chegue em situação de constante perigo nos pés do outro jogador.
Em alguns momentos, independente do perigo do lance, acreditei que a jogada não resultou em gol por força de uma sorte de campeão que estaria seguindo nosso time. Agora, entretanto, acho que está na hora de algum posicionamento ser corrigido, antes que a sorte de campeão seja insuficiente para nos manter, contra tudo e contra todos, na ponta da tabela.

Para que resistir?


Não adianta resistir
Nem vale a pena tentar
Se a natureza aponta em outra direção
Não há forças que consigam se opor
Nem barreiras que possam  evitar
quando o mundo inteiro conspira
A nosso favor

Não adianta reza brava
Nada vai impedir
Sua resistência só adia a solução
Não vale a pena tentar avançar na contra-mão
O rio sempre corre em uma mesma direção
Por isso siga sua natureza
Ouça a voz da intuição
o que você sente é muito mais forte
Que a sua razão

Por isso pare de lutar
E de fugir de mim
A opção  de ficar a meu lado
pode não ser tão ruim
Eu sei que tem quem fale mal de mim
e isso te assusta
Mas dê-me o direito de me defender
Não seja injusta
E quando você vier ocupar seu lugar
E finalmente quiser assumir este amor
Vai perceber que não vale a pena lutar
Se até o mundo conspira a nosso favor