Ainda sob efeito das águas de verão, e os estragos provenientes da combinação explosiva de inépcia governamental, especulação imobiliária e a força da natureza reagindo contra a agressão que vem sofrendo da civilização humana, de forma descontrolada há muitos anos, encontra-se reunido o COPOM, o Comitê de Política Monetária do Banco Central do Brasil.
A reunião, primeira do ano, teve início ontem e marca a estréia de Alexandre Tombini na presidência do Conselho e do Banco.
Em sua sequência, nessa quarta-feira, deve ser anunciada a nova Selic para vigorar pelos próximos 45 dias, até a realização de nova reunião.
Para o mercado financeiro, a Selic deve sofrer uma elevação de 0,5% indo para os 11,25% ao ano. Argumentam que a última ata do Copom, realizada em dezembro de 2010 já sinalizava a necessidade de elevação dos juros, como forma de se combater a escalada da inflação que alcançou 5,9%, portanto, bem acima da meta de 4,5% de inflação esperada para 2010.
***
Por outro lado, há sempre a questão de a elevação dos juros trazer mais prejuízos que benefícios à economia brasileira, o principal deles, o fato de servir para atrair maior quantidade de dólares para o país, em momento que o governo investe pesado no sentido de impedir a sequência de desvalorização da moeda americana.
A ampliação do diferencial de juros entre o Brasil e o resto do mundo pode alimentar ainda mais o influxo de dólares, que ao baratear a moeda americana, traz prejuízos grandes à nossa indústria, à nossa competitividade e à nossa conta de transações correntes.
Um segundo problema é que, o custo fiscal de políticas para impedir a redução do valor do dólar é muito alto. Ou seja, ao converter os dólares que aqui chegam em reais e trocar esses recursos por títulos públicos, o governo paga taxas muito maiores que aquelas que poderá obter pela aplicação, no exterior e a taxas muito mais reduzidas pela aplicação desses dólares.
Pior que tudo isso é que os indicadores que medem a inflação podem não apresentar qualquer arrefecimento, tendo em vista os impactos sobre os preços, tanto dos impostos de início de ano, quanto de elevação de materiais escolares, matrículas, mensalidades, típicas do período. Também contribuem para a manutenção dos patamares inflacionários a elevação de tarifas de serviços públicos, como as passagens de transporte coletivo, de grande impacto nos índices, a elevação dos produtos típicos de verão, além da influência das chuvas, não apenas sobre os gêneros alimentícios, com destaque para os hortifruti. Afinal, as estradas por onde escoam a produção estão, pelo menos no Sudeste, parcialmente destruídas, o que encarece o custo de transporte e comercialização.
Enfim: aguardemos para ver se o mercado, mais uma vez acerta, ou se o Banco Central, mais uma vez mostra-se obediente às ordens dos setores que ele devia regular. Mas de quem acaba sendo capturado.
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
Destroços
DESTROÇOS
Ah! deixa sangrar
deixa-me vazar o corpo
deixa-me romper as forças
deixa eu me perder em você
deixa essa dor doer
Você mulher
resolve-se em contradição
me põe no infinito do espaço
lança-me em tempo de solidão
Você faz-me girar em sonhos
torna-me atordoado
alimenta-me com uma estranha força
deixando-me só o peito destroçado
Ah! deixa sangrar
deixa-me vazar o corpo
deixa-me romper as forças
deixa eu me perder com você
deixa essa dor doer
Ah! deixa bater
toda esta energia
toda esta dor
que retrata tão somente
a angústia deste amor.
Ah, esses quereres...
SEGREDO E MEDO
Quero
e não sei querer
e temo te perder
por culpa do meu silêncio.
Me sinto preso
falta-me ação
coragem prá voltar a ouvir sua voz
E me desespero
com pesadelos noturnos
onde não me olhas
e transfiro o medo
prá realidade vazia
da tarde, do meio-dia
e guardo meu segredo
que é te querer feito louco
em silêncio, sem querer
querendo e não sabendo dizer.
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
Viajando
GATO LOUCO
Era uma vez um gato
e para um gato
era uma vez é pouco
É pouco era uma vez
para seu gato
é pouco não ser presente a forma
não ser futuro breve
é pouco...
Era uma vez um louco
Covardia poema)
COVARDIA
Quero você
te busco em meio à noite
onde os devaneios perdem-se
em um mar de estrelas
e minha neurose se transforma
me deforma
Quero você
esse seu rosto moreno
minha paz.
(Quero você mas sou covarde
em fuga, na realidade não te busco)
É esse meu segredo
o medo que me cala
e me conduz ao nada.
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Chuvas e destruição: quão frágeis somos os detentores dos segredos de Prometeu
Notícias de economia? Novidades do governo?
Mais uma vez, embora com governo novo, o que invade as nossas preocupações e as telas de televisão e os programas jornalísticos e informativos é a tragédia das águas de verão.
Destruição e mortalidade que nos levam às lágrimas, senão completamente soltas, pelo menos aquelas que descem envergonhadas, escorrendo por dentro de nossa garganta, e nos trazendo um gosto ruim na boca, de dor e pequenez.
***
Confrontado com as chuvas e a força avassaladora da natureza, percebemos como somos frágeis, quase nada.
Mesmo quando solidários!
Aí, quando deixamos de ser indivíduos para sermos coletividade, as coisas indicam que, se continuamos frágeis, pelo menos nossa fragilidade encontra conforto, quando nos unimos.
Porque as forças da natureza servem para nos colocar, mesmo como comunidade, na exata dimensão que nos serve de medida: somos gravetos, frente a um desastre provocado por águas que arrastam grandes e pesados troncos.
***
Mas, ainda resta a solidariedade. A força e a beleza de todos que se unem, nessa hora, e doam: seus trabalhos, no caso mais que elogiável dos voluntários; seu sangue; seu dinheiro, os pertences que já não são mais úteis, e até a atenção e as orações que dedicam às vítimas e aos necesssitados.
Mais uma vez, embora com governo novo, o que invade as nossas preocupações e as telas de televisão e os programas jornalísticos e informativos é a tragédia das águas de verão.
Destruição e mortalidade que nos levam às lágrimas, senão completamente soltas, pelo menos aquelas que descem envergonhadas, escorrendo por dentro de nossa garganta, e nos trazendo um gosto ruim na boca, de dor e pequenez.
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Confrontado com as chuvas e a força avassaladora da natureza, percebemos como somos frágeis, quase nada.
Mesmo quando solidários!
Aí, quando deixamos de ser indivíduos para sermos coletividade, as coisas indicam que, se continuamos frágeis, pelo menos nossa fragilidade encontra conforto, quando nos unimos.
Porque as forças da natureza servem para nos colocar, mesmo como comunidade, na exata dimensão que nos serve de medida: somos gravetos, frente a um desastre provocado por águas que arrastam grandes e pesados troncos.
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Mas, ainda resta a solidariedade. A força e a beleza de todos que se unem, nessa hora, e doam: seus trabalhos, no caso mais que elogiável dos voluntários; seu sangue; seu dinheiro, os pertences que já não são mais úteis, e até a atenção e as orações que dedicam às vítimas e aos necesssitados.
De volta, o futebol
Teve início o campeonato paulista, no último fim de semana.
Novidades? Nenhuma.
O Palmeiras amargou um empate, em casa, contra o Botafogo. A torcida, claro, não gostou do que viu. Ou melhor: do que não viu.
E protestou contra o time, o treinador, a diretoria. O prof. Belluzzo, sem dúvida, das cabeças mais privilegiadas de nossa economia mostrou, como presidente do Palestra, que uma coisa é uma coisa ... outra coisa é outra coisa.
Não é por ser um imtelectual brilhante, ou um professor de méritos, ou um cientista econômico inovador, de posições sempre importantes, que vai ser um presidente de time de futebol capaz de trazer mudanças, tão necessárias e desejadas no mundo da cartolagem.
Deu com os burros n'água. Ou com o Porco.
***
Os demais grandes paulistas, com exceção do Santos, campeão da última temporada, fizeram o suficiente para encaixar dois a zero, o Corínthians contra a Portuguesa, o São Paulo, contra o Mogi.
***
Do futebol mineiro, fora a continuidade da fase de pré-temporada de Atlético e do Cruzeiro, tivemos o jogo do América.
Para o primeiro jogo do ano, sem o goleiro titular, jogando uma partida amistosa, foi bom. O resultado, de fato, nesse caso é o que menos interessa.
O time mostrou que tem condições de fazer bonito, mesmo estando voltando agora à série principal.
Já o Flamengo mostrou que vem bastante reforçado. Não em campo, que ontem as novas contratações não estrearam. Mas, com Luxemburgo - o homem do discurso e dos projetos mirabolantes, e com a imprensa carioca, toda ela, mais uma vez ..... carioca...
***
Do futebol na tela da tv no domingo, só mesmo a constatação: para o bem do futebol brasileiro; para o bem do próprio Flamengo (se tem gente que, em Minas, quer ver esse time se dar bem, de verdade!); para o bem do espectador, a Globo tem de perder o monopólio da transmissão dos campeonatos estaduais e brasileiro.
Por que é uma vergonha, o que eles fazem e chamam de transmissão. Muito mais para a patriotada, de antigamente.
Novidades? Nenhuma.
O Palmeiras amargou um empate, em casa, contra o Botafogo. A torcida, claro, não gostou do que viu. Ou melhor: do que não viu.
E protestou contra o time, o treinador, a diretoria. O prof. Belluzzo, sem dúvida, das cabeças mais privilegiadas de nossa economia mostrou, como presidente do Palestra, que uma coisa é uma coisa ... outra coisa é outra coisa.
Não é por ser um imtelectual brilhante, ou um professor de méritos, ou um cientista econômico inovador, de posições sempre importantes, que vai ser um presidente de time de futebol capaz de trazer mudanças, tão necessárias e desejadas no mundo da cartolagem.
Deu com os burros n'água. Ou com o Porco.
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Os demais grandes paulistas, com exceção do Santos, campeão da última temporada, fizeram o suficiente para encaixar dois a zero, o Corínthians contra a Portuguesa, o São Paulo, contra o Mogi.
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Do futebol mineiro, fora a continuidade da fase de pré-temporada de Atlético e do Cruzeiro, tivemos o jogo do América.
Para o primeiro jogo do ano, sem o goleiro titular, jogando uma partida amistosa, foi bom. O resultado, de fato, nesse caso é o que menos interessa.
O time mostrou que tem condições de fazer bonito, mesmo estando voltando agora à série principal.
Já o Flamengo mostrou que vem bastante reforçado. Não em campo, que ontem as novas contratações não estrearam. Mas, com Luxemburgo - o homem do discurso e dos projetos mirabolantes, e com a imprensa carioca, toda ela, mais uma vez ..... carioca...
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Do futebol na tela da tv no domingo, só mesmo a constatação: para o bem do futebol brasileiro; para o bem do próprio Flamengo (se tem gente que, em Minas, quer ver esse time se dar bem, de verdade!); para o bem do espectador, a Globo tem de perder o monopólio da transmissão dos campeonatos estaduais e brasileiro.
Por que é uma vergonha, o que eles fazem e chamam de transmissão. Muito mais para a patriotada, de antigamente.
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