sexta-feira, 17 de maio de 2013

Quebra de banco, Riscos e medidas prudenciais: explicando o que são as medidas macroprudenciais



Em meados dos anos 90, um operador de mercado que trabalhava para o Barings Bank – o mais antigo banco de investimento do Reino Unido, atuando desde Cingapura em operações de alto risco com derivativos provocou a falência daquela conceituada instituição financeira.
A quebra do banco e o estudo do caso Barings serviram como alerta para a necessidade de que mudanças importantes fossem adotadas em relação ao modo de atuação das autoridades de supervisão bancária nos países mais ricos do mundo.
Reunidos no  Comitê de Supervisão Bancária de Basiléia, composto pelos presidentes dos Bancos Centrais dos países mais importantes do mundo, o grupo do G10, a falência do Barings deu origem a discussões sobre a definição e implantação de um conjunto de medidas que aperfeiçoassem as ferramentas de fiscalização bancária, e fortalecessem a solidez e segurança do sistema bancário internacional.
Em sua origem, no ano de 1974, o Comitê, cuja secretaria funcionava junto ao Banco de Compensações Internacionais – BIS tinha como objetivo equalizar o conjunto de regras de regulação das operações dos bancos, eliminando as diferenças de legislação entre os membros, visando impedir que alguns sistemas e bancos tivessem maiores vantagens concorrenciais, em função de controles menos rigorosos. Também, desde fins dos anos 80, o Comitê já se preocupava em discutir e estabelecer exigências mínimas de capital que deveriam ser mantidos pelos bancos comerciais, tentando assegurar mais capacidade de essas instituições superarem perdas decorrentes de suas operações tradicionais.
O problema do Barings ampliou o escopo do Comitê, que passou a discutir, com a presença de representantes de autoridades de supervisão de bancos centrais de mais de 27 países, a adoção de recomendações que, embora sem força legal, tendem a ser implementadas pela maioria dos países.
A partir da falência do banco inglês, e das operações que a originaram, o Comitê passou a ter um maior foco nas medidas necessárias para identificar, reconhecer, mensurar e mitigar ou prevenir os riscos das atividades financeiras, entre os quais, os riscos de crédito (o devedor não honrar a dívida), o risco de mercado (os preços dos títulos mantidos pelos bancos não representarem o valor de custo de sua aquisição, valendo menos em um momento de necessidade de seu uso), o risco de liquidez (não haver dinheiro na hora em que um compromisso tivesse de ser saldado, entre os quais a falta de recursos para pagar aos depositantes), o risco operacional (de falhas de sistema, ou de tecnologia, ou de fraudes, ou falhas humanas).
Dessa forma, foi já estabelecida uma série de recomendações, a maior parte adotada até com um maior rigor no Brasil, consubstanciadas em documentos como os 25 Princípios da Basiléia para uma Supervisão Bancária Eficaz e outros, conhecidos como Acordo de Capital da Basiléia, Basiléia II e, mais recentemente, Basiléia III.
É esse conjunto de medidas surgidas no contexto da reforma do sistema de regulação financeiro resultante da crise que, em alguma medida,  restringem ou estabelecem limites para as operações bancárias que conformam as chamadas medidas prudenciais, ou em alguns casos macroprudenciais.
Armando Castelar, professor da FGV em análise para o InfoMoney, explica serem essas medidas adotadas pelo Banco Central, destinada a tentar reduzir os impactos negativos para a saúde financeira e a segurança das instituições, das fases do ciclo econômico vivenciado pela economia.
Explicando melhor: em etapas de crescimento econômico, aumento de renda, maior otimismo, há uma tendência de os bancos concederem mais crédito, na expectativa de que a renda maior permitirá que os compromissos sejam honrados pelos devedores. Com isso, haveria um crescimento dos preços dos títulos ou ativos financeiros. Na crise, aconteceria o inverso. A queda na renda levaria ao aumento da inadimplência, queda no preço dos ativos bancários, colocando em risco a capacidade do banco em ter dinheiro ou fazer dinheiro pela venda de títulos, para pagar a seus clientes.
Nas fases de crise, quando todos os agentes mais precisavam de recursos, esses tornavam-se mais escassos e mais caros.
Dessa forma, era necessário que as autoridades passassem a adotar medidas de regulação que considerassem essa ligação da atuação dos bancos com o ciclo econômico.
“As medidas macroprudenciais mudam a regulação das instituições .... de maneira a atenuar um efeito perverso ... sobre a decisão dessas instituições” (Castelar, apud InfoMoney).
Assim, se antes, em uma etapa de auge e de elevação da demanda e potencial elevação inflacionária de preços, o instrumento usado pelo BC era a taxa de juros, a percepção a vinculação entre o sistema financeiro e o ciclo levou a constatação da insuficiência dessa ferramenta para combater o problema. Ao menos sem acarretar outros problemas que colocam em risco a solidez bancária.
Claro, ninguém desconhece que o aumento de juros, se pode, em última análise, derrubar a inflação, até por “matar” a economia, traz o risco de elevar o custo do dinheiro, afetando a capacidade dos devedores honrarem seus compromissos. E, com isso, trazendo riscos também para os bancos.
Por medidas macroprudenciais entende-se então as medidas que afetam o crédito, restringindo-o, por impedirem que os bancos tenham mais facilidade para realizar empréstimos. Entre essas medidas, cita-se o aumento de depósitos compulsórios, aqueles que os bancos têm que fazer ao Banco Central, impedindo de ter recursos para emprestar à sociedade.
Então, para atender ao pedido do Pedro, em comentário que fez ao post que publiquei há dois dias, medidas prudenciais são aquelas que são adotadas para aumentar o controle e diminuir o risco de os bancos concederem crédito para os seus clientes, o que ajuda a que, com menos crédito, a demanda diminua e o a inflação possa ser eliminada.
Isso, claro, se a inflação for provocada pelo excesso de demanda na economia.  

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Viagens maternas



Novamente maio
Mês de seu aniversário
E ela comemorando o que?
O despertar a cada dia
A disposição de sempre
Para realizar a caminhada
De cada manhã
Ou para atirar-se aos trabalhos manuais
À diversão das palavras cruzadas
Que se repetem incessantemente
Incessante e diuturnamente
Monotonamente até
Como a notícia que chega a cada tarde
E a deixa triste
Da perda dos pais já tão distante
Instante em que algum resquício de lucidez
Ou algum surto de consciência
Traga-a de volta à vida real
Mesmo que de maneira breve
Até que venha a mergulhar de novo
Em qualquer planeta ou nebulosa
Aonde a mente ou a idade a leve

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Segundo Pitaco e a Seleção do Felipão

Definitivamente, não é a seleção canarinha, aquela que nos encantava e nos colocava a todos os brasileiros, fossem 90 milhões ou mais, em ação.
É tão somente a seleção de Felipão, essa múmia que enterrou o Palmeiras, responsável maior por sua queda para a 2a Divisão do Campeonato Brasileiro. Felipão que só retornou ao comando da seleção nacional por força de a CBF, responsável pela indicação do técnico, ser desgovernada por um personagem aproveitador e de péssimo curriculo, em que se destaca como uma de suas principais façanhas, ter sido um dos elementos responsáveis pela prisão que culminou na morte de Wladimir Herzog.
Com uma folha corrida como essa de cupincha da ditadura e um de seus alcaguetes, não é difícil de se perceber a personalidade desse senhor José Maria Marin e suas relações com o que há de pior, ou mais atrasado  e autoritário até, em nosso país.
Mesmo que a participação dele no caso da prisão do Wlado não seja tão digna de nota, o que ainda está se tentando provar.
Mas, desse presidente da CBF, vale mencionar o fato vexaminoso do roubo por ele perpretado de uma medalha quando da premiação dos campeões do torneio Cidade de São Paulo, de juniores, no ano passado.
Pois bem, foi esse senhor que, a título de renovar a seleção chamou um técnico atrasado, desatualizado com o futebol mais moderno que se pratica no mundo, e autoritário.
E ontem, em mais um de seus rompantes de autoritarismo, esse Felipão convocou a seleção para a Copa das Confederações.
***
Não vou aqui discutir nomes. Afinal como disse em sua grosseria habitual, que infelizmente muitos aplaudem como se fosse sinal de ser um "cabra macho", ele é o técnico e está aí para o pau.
Mas, em outras épocas, as seleções eram convocadas tendo como um princípio, aquele de se convocar aquele que estivesse melhor em sua posição. Ou seja, jogava o que estivesse melhor, quando da convocação.
Claro está que em toda seleção brasileira, inclusive nas campeãs mundiais, sempre houve a participação de um ou outro atleta cuja convocação desatendia a essa lógica, sendo mais bem explicada por laços de amizade, e até confiança do técnico em relação ao jogador.
Mas, sempre os melhores em campo eram lembrados e chamados.
E não há como não reconhecer que hoje, o melhor jogador em atividade no país é Ronaldo Gaúcho, o R10 do Galo.
No país e até no mundo todo, se formos ampliar nosso horizonte de visão, considerando que Cristiano Ronaldo e seu Real não tiveram êxitos maiores nessa temporada; que Messi, o melhor jogador da atualidade se machucou; e que outros jogadores têm feito jornadas no mínimo instáveis.
Resta Ronaldinho, jogando e desfilando sua categoria em Minas Gerais.
Há que se reconhecer que R10 não jogou bem em nenhuma das convocações anteriores para a seleção, seja contra a Inglaterra, quando até perdeu um pênalte, seja contra o Chile no Mineirão.
Mas, em parte essas más atuações, assim como acontece com Neymar que também não tem rendido na seleção o que rende no Santos, tem a ver com o estilo de jogo implantado no selecionado ou no time. E, o estilo de jogo da seleção é o do atraso de seu técnico que não evoluiu.
Poder-se-ia alegar que o motivo de se deixar de fora o melhor jogador é a idade. E que a seleção está tentando se renovar para a Copa do ano que vem.
Talvez isso explique a convocação de Júlio César, no gol. Ele que, além de já não estar bem há muito tempo, ainda mostrou recentemente, na Inglaterra um caráter no mínimo questionável ao correr para se vestir com a camisa do time, creio que o Manchester, que aventou a possibilidade de contratá-lo, ele que vinha jogando em um time pequeno, rebaixado para a segunda divisão do torneio inglês.
Marcelo, voltando de contusão e reconhecidamente de temperamento instável, está de volta, assim como Daniel Alves, muito criticado em Barcelona.
Bem, não vou entrar em detalhes de nomes. Mas que a seleção de Felipão corre riscos sérios de fazer um papelão na Copa das Confederações, isso corre.
Posso estar enganado, mas acho que o vexame será equivalente aos dos jogos preparatórios que Felipão fez até aqui.
Uma lástima.

Pitacos em série: política econômica e a política correta no Brasil

Primeiro pitaco, para comentar matéria publicada ontem, na Folha, caderno Mercado, p. B4, "Pós-crise de 2008, debate mundial começa a reavaliar 'velhas ideias'".
O artigo de Bráulio Borges, da LCA Consultores faz referência a um seminário realizado em Washington, sob auspícios do FMI, que contou com as presenças do professor Olivier Blanchard, do Nobel de Economia Stiglitz, do pai do Consenso de Washington, John Williamson, entre outros, intitulado Rethinking Macroeconomic Policy 2.
Vale a pena ir lá dar uma lida na matéria. Entretanto, para os que não tiverem acesso a ela, trago aqui alguns dos seus principais pontos.
Não por acaso, o autor começa  sua análise fazendo referência a todos que têm, ultimamente, criticado a política econômica em nosso país, acusando-a de ter abandonado o tripé que a tem sustentado desde 1999, fundado em câmbio flutuante, obtenção de superavits primários e sistema de metas inflacionárias.
No primeiro caso, argumentam esses críticos, que o câmbio só permanece flutuante para cima, ou seja, para desvalorizações do real. No segundo caso, alegam que o governo tem incentivado a redução do superavit e, no terceiro caso, que o BC já há muito tem se preocupado menos com controlar a inflação, passando a perseguir outros objetivos de política como metas de crescimento e de redução do desemprego.
Pois bem, o que tem sido debatido nos seminários internacionais, como o patrocinado pelo FMI é exatamente a necessidade de se aprimorar o arcabouço da política macro, adotado pelos países antes da crise.
Se antes, a política podia ser sintetizada na manutenção de uma meta - de inflação -  e um instrumento - a taxa de juros básica, com a finalidade de se manter a inflação baixa como condição para se alcançar a estabilidade econômica, a crise veio alterar essa visão.
E, para deixar aqueles que criticam nossa política econômica sem qualquer fundamento que não seja meramente ideológico ou de interesses mais escusos, a conclusão a que têm chegado os debatedores é que os Bancos Centrais têm cada vez mais de se preocupar com o nível de atividade econômica e com estabilidade financeira. Em lugar de usarem apenas do instrumento da taxa de juros, devem lançar mão de medidas prudenciais e relaxamentos quantitativos.
Em síntese, embora ninguém proponha o abandono do sistema de metas, ele não deve mais ser considerado como a preocupação exclusiva dos BCs.
Em relação à questão cambial, dado o poder fortemente desestabilizador dos fluxos de capitais, o novo consenso recomenda adotar, até mesmo, controles de capitais seletivos e controles para impedir desvios significativos do preço da divisa estrangeira.
Por fim, mais importante que o controle do superávit, sugerem o acompanhamento da trajetória de endividamento do país, sugerindo que a preocupação passe a ser em manter endividamentos que representem valores próximos de 40% do PIB, para dar espaço, caso necessário para o governo acomodar políticas expansionistas, caso necessário para se combater recessões profundas.

Em outras palavras: enquanto aqui as cabeças arcaicas continuam defendendo políticas datadas de quando o Consenso de Washington ainda era capaz de conquistar corações e mentes, lá fora, essa etapa já foi de há muito superada.
E a política brasileira, felizmente, está mais antenada com o que se faz de mais moderno lá fora, o que não significa que não haja uma série de críticas que podem ser dirigidas a ela ou a seus resultados.
Importante aqui, é que os seus fundamentos estão corretos, ou na direção recomendada mesmo por órgãos internacionais da importância de um FMI.
Entretanto, como dizem que Deus é brasileiro, há uma luz no final do túnel: quem sabe dentro de 15 anos, esses críticos se modernizem e passem a aceitar como correto aquilo que o mundo já está praticando hoje. E, repito, felizmente, o Brasil aí incluído.

terça-feira, 14 de maio de 2013

Ação do tempo



Seu retrato na parede
Já começa a refletir
O cansaço de meus olhos
Que insistem em fitar o vazio
À sua espera
Detalhes minúsculos
Como pálpebras caídas
Revelam desgastes
Sob a ação de cupins
Nas molduras e entalhes
A cor outrora viva e intensa
Torna-se amarelada
Desbotada e sem frescor
Meus olhos já cansados
Não se cruzam mais com os seus
E a ação do tempo
Silenciosamente mina meu amor.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Presença de D. Miguelina garante novo show do Galo

Domingo, dia das mães. Seguramente, dos dias mais comerciais do ano, já que homenagens às mães por obrigação deveriam constar da agenda dos filhos todos os dias. Que o digam aqueles que, por infortúnio, já não podem mais compartilhar da presença, da palavra amiga, do afago e até das devidas broncas que toda mãe, e só ela, tem direito de dar.
Pois bem, mas domingo de sol e o Independência apenas cheio, não lotado.
Quero crer que a causa tenha sido a dificuldade que um pai de família tem de pagar ingressos caros na quarta-feira e, depois, repetir a dose no domingo. Ainda mais se, em sendo domingo de dia das mães, é conveniente levar toda a família.
Difícil. Mesmo que o ingresso para qualquer show em nossa cidade tenha preços cada vez mais elevados.
E o futebol que o Galo anda jogando vem sendo um show, de encher os olhos. Digno de um Paul McCartney, ou de um Elton John.
E naquele domingo, 12 de maio, dia das mães, Ronaldinho Gaúcho entrou de mãos dadas com sua mãe, D. Miguelina, no gramado do Independência.
D. Miguelina, reabilitada da séria doença que a acometeu no ano passado, e que já havia sido alvo das homenagens da torcida do Galo, especificamente da Galoucura, que levou um estandarte, ou um banner, desejando-lhe pronta recuperação e melhoras, em jogo do ano passado pelo Campeonato brasileiro.
D. Miguelina entrou de mãos dadas com o filho famoso - que, pela vez primeira não quis dar a mão para qualquer das crianças que o procuraram -, atravessou todo o campo e foi lá, saudar, talvez agradecer o carinho e apoio da torcida.
E foi, mais uma vez ovacionada, com a torcida em peso gritando-lhe o nome, agradecendo por ter nos dado, ao mundo e aos amantes do futebol, esse jogador diferenciado que é Ronaldinho Gaúcho.
***
A meu lado, um atleticano como eu, comentou: é difícil não ficar emocionado. Esse tipo de atitude empurra o cara. Ronaldinho hoje joga diferente.
Por sorte, não jogou diferente. Jogou igual. Dando passes precisos, como o fez no primeiro gol do Galo, quando recebeu de Marcos Rocha e tocou de primeira para a entrada de Jô que fuzilou Fábio. Voltando para defender e orientando com sinais e falação, o posicionamento do time e a armação de jogadas. Sofrendo pênalte, um dos dois não marcados pelo juiz. E dando espetáculo. Dando um show particular de malabarismo, como o fez na jogada do pênalte, em que um toquezinho de calcanhar tirou o beque da jogada e o colocou na cara de Fábio.
Ronaldinho saiu ovacionado, mas ontem o dia de homenagens e a responsável pelo show era D. Miguelina.
***
Difícil falar de um jogo em que, no primeiro tempo, nenhuma televisão conseguiu mostrar nenhum lance importante do adversário nos melhores momentos. E, diga-se de passagem, mostrou apenas dois ou três lances no segundo tempo, ainda assim, um deles um belíssimo chute, lá da intermediária de Diego Souza, que acertou em cheio a trave.
O time das Marias esvaiu-se em nulidades e, embora sem violência, faltas, muitas faltas, para matar o jogo.
Já no time do Atlético, com exceção de Réver, que às vezes queria sair jogando driblando em frente à área de Victor, é difícil destacar algum jogador de forma mais aguda.
Mas vamos lá. Victor, mostrou segurança em dois chutes rasteiros do ataque azul e nas bolas em que precisava ser sério, foi feliz. Não quis brincar, nem efeitar, espalmando a bola, dando de soco, para tirar o perigo.
Gilberto Silva, muito sério, jogando sem enfeitar e sendo muito infeliz na bola que cabeceou em uma de suas avançadas para a área adversária, e que o zagueiro cruzeirense tirou em cima, mandando a escanteio.
Pena é que, dada sua capacidade física - e idade, às vezes perde jogadas em velocidade, sendo obrigado a parar a jogada com falta, e ... cartão.
Richarlyson, um leão. Vibrante, correndo para todo o lado, avançando, cruzando bolas para a área e, ontem, dando um belíssimo chute que Fábio colocou para escanteio.
Pierre apareceu menos que Donizete, mas ambos engoliram o meio-campo do Cruzeiro. Donizete, em especial, fez um partidaço, inclusive tentando e acertando lançamentos a meia distância e mais compridos.
Bernard um show a parte, mostrando o inegável talento de que é dotado. Além da velocidade e inteligência. Tardelli, novo show de entrega, dedicação, além de um gol oportunista, mostrando boa colocação. Tardelli também toca a bola com uma facilidade que transforma o ataque atleticano em um ataque envolvente. Jô, oportunista e mostrando a mesma disposição que havia mostrado contra o São Paulo. Apenas, há que se reconhecer que não encontrou a mesma facilidade e que não jogou tão bem como na quarta-feira, não ganhando todas as bolas por cima. Afinal, a defesa do Cruzeiro não deu espaços para ele.
***
Acho eu que fosse algum membro da Galoucura, o comentário encerraria aqui. Afinal, Jô e Tardelli tiveram seus nomes gritados, após os respectivos gols, mas não me lembro do autor do terceiro gol ter seu nome ovacionado.
Mas, ao contrário de parte da torcida que o vaia e cobra, sou cada vez mais fã do futebol de Marcos Rocha. Foi dele que saiu o primeiro gol, recuperando bola que ele mesmo perdeu no meio para Dagoberto. Sem desistir, lutou, recuperou a bola e lançou para Ronaldinho, de primeira passar para Jô.
Depois, todo o jogo ele evitou subir, marcando em cima Dagoberto. Com isso, a direita tinha menos jogadas de perigo ao gol de Fábio, já que o principal articulador de jogadas por aquele lado, estava cumprindo outras funções.
No segundo tempo, quando pode e subiu mais, o time apresentou mais volume de jogo, e é observável como ele se torna uma das principais jogadas de saída da defesa para o ataque. E sempre dando passes precisos, invertendo jogadas, lançando, fazendo tabelinhas com Tardelli, ou Donizete ou Josué.
O gol que fez foi o coroamento de várias partidas que vem fazendo, mesmo sem o reconhecimento de alguns torcedores, a desconfiança de outros. Marcos Rocha fez um partidão e mereceu o gol.
Mas, o personagem de ontem foi D. Miguelina. E o filho famoso.
Que fez o Galo reverter a vantagem que o adversário possuía, embora nada ainda esteja definido.
Domingo que vem, dia 19, tem o segundo tempo. Tomara que o Galo mantenha a mesma pegada e o mesmo folêgo.
É isso.

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Sexta feira: dia internacional da farra

Bar, farra, balada e bebedeira
Sem pegar o carro
Para evitar a contramão
E poder beber a noite inteira
Sem atrapalhar a diversão
Sair com amigos e poder se distrair
Ao som de uma melodia
Para dançar ou só ouvir
Ir a uma boate ou sentar-se em um bar
Que a noite inspira
E convida a festejar
Bar, farra, balada
Sem hora para ir embora
Sem preocupação
Com o adiantado da hora
Já que amanhã é sábado
E podemos descansar
Logo a receita
É curtir a noite inteira
E aproveitar que essa noite
É sexta-feira