quarta-feira, 15 de maio de 2013

Segundo Pitaco e a Seleção do Felipão

Definitivamente, não é a seleção canarinha, aquela que nos encantava e nos colocava a todos os brasileiros, fossem 90 milhões ou mais, em ação.
É tão somente a seleção de Felipão, essa múmia que enterrou o Palmeiras, responsável maior por sua queda para a 2a Divisão do Campeonato Brasileiro. Felipão que só retornou ao comando da seleção nacional por força de a CBF, responsável pela indicação do técnico, ser desgovernada por um personagem aproveitador e de péssimo curriculo, em que se destaca como uma de suas principais façanhas, ter sido um dos elementos responsáveis pela prisão que culminou na morte de Wladimir Herzog.
Com uma folha corrida como essa de cupincha da ditadura e um de seus alcaguetes, não é difícil de se perceber a personalidade desse senhor José Maria Marin e suas relações com o que há de pior, ou mais atrasado  e autoritário até, em nosso país.
Mesmo que a participação dele no caso da prisão do Wlado não seja tão digna de nota, o que ainda está se tentando provar.
Mas, desse presidente da CBF, vale mencionar o fato vexaminoso do roubo por ele perpretado de uma medalha quando da premiação dos campeões do torneio Cidade de São Paulo, de juniores, no ano passado.
Pois bem, foi esse senhor que, a título de renovar a seleção chamou um técnico atrasado, desatualizado com o futebol mais moderno que se pratica no mundo, e autoritário.
E ontem, em mais um de seus rompantes de autoritarismo, esse Felipão convocou a seleção para a Copa das Confederações.
***
Não vou aqui discutir nomes. Afinal como disse em sua grosseria habitual, que infelizmente muitos aplaudem como se fosse sinal de ser um "cabra macho", ele é o técnico e está aí para o pau.
Mas, em outras épocas, as seleções eram convocadas tendo como um princípio, aquele de se convocar aquele que estivesse melhor em sua posição. Ou seja, jogava o que estivesse melhor, quando da convocação.
Claro está que em toda seleção brasileira, inclusive nas campeãs mundiais, sempre houve a participação de um ou outro atleta cuja convocação desatendia a essa lógica, sendo mais bem explicada por laços de amizade, e até confiança do técnico em relação ao jogador.
Mas, sempre os melhores em campo eram lembrados e chamados.
E não há como não reconhecer que hoje, o melhor jogador em atividade no país é Ronaldo Gaúcho, o R10 do Galo.
No país e até no mundo todo, se formos ampliar nosso horizonte de visão, considerando que Cristiano Ronaldo e seu Real não tiveram êxitos maiores nessa temporada; que Messi, o melhor jogador da atualidade se machucou; e que outros jogadores têm feito jornadas no mínimo instáveis.
Resta Ronaldinho, jogando e desfilando sua categoria em Minas Gerais.
Há que se reconhecer que R10 não jogou bem em nenhuma das convocações anteriores para a seleção, seja contra a Inglaterra, quando até perdeu um pênalte, seja contra o Chile no Mineirão.
Mas, em parte essas más atuações, assim como acontece com Neymar que também não tem rendido na seleção o que rende no Santos, tem a ver com o estilo de jogo implantado no selecionado ou no time. E, o estilo de jogo da seleção é o do atraso de seu técnico que não evoluiu.
Poder-se-ia alegar que o motivo de se deixar de fora o melhor jogador é a idade. E que a seleção está tentando se renovar para a Copa do ano que vem.
Talvez isso explique a convocação de Júlio César, no gol. Ele que, além de já não estar bem há muito tempo, ainda mostrou recentemente, na Inglaterra um caráter no mínimo questionável ao correr para se vestir com a camisa do time, creio que o Manchester, que aventou a possibilidade de contratá-lo, ele que vinha jogando em um time pequeno, rebaixado para a segunda divisão do torneio inglês.
Marcelo, voltando de contusão e reconhecidamente de temperamento instável, está de volta, assim como Daniel Alves, muito criticado em Barcelona.
Bem, não vou entrar em detalhes de nomes. Mas que a seleção de Felipão corre riscos sérios de fazer um papelão na Copa das Confederações, isso corre.
Posso estar enganado, mas acho que o vexame será equivalente aos dos jogos preparatórios que Felipão fez até aqui.
Uma lástima.

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