terça-feira, 31 de março de 2015

50 anos de Banco Central, ainda a capitulação de Dilma e a PEC da redução da idade penal

Filho dileto da ditadura militar, o Banco Central, criado em um dia 30 de março, completou 50 anos de idade no dia de ontem. Festividades internas, acanhadas como convém à Autoridade Monetária e à situação econômica que o país atravessa marcaram a data, cuja programação trazia como principais eventos uma palestra do Ministro presidente Alexandre Tombini, seguida de homenagens a servidores da Casa e o lançamento de um selo comemorativo pelos Correios.
Nesses 50 anos de vida, é inegável a importância e o papel desempenhado pelo Banco Central desde seus primórdios, tanto no combate à inflação, quanto na gestão da dívida externa, ou até mesmo na gestão do orçamento monetário, então a peça mais importante e efetiva de ação das políticas econômicas adotadas no país.
Se já era reconhecido seu bom desempenho como agente de fiscalização do sistema financeiro, o que lhe valeu, inclusive a transferência para sua responsabilidade da gestão do sistema de consórcios, no início da década de 90, foi a partir de 1994, com a implantação do Plano Real que teve reconhecido o êxito de seu trabalho por toda a sociedade.
De lá para cá, a responsabilidade de assegurar a estabilidade e solvabilidade do Sistema Financeiro, que levaram, entre outras ações, à adoção do PROER, Programa de Estímulo à Reestruturação e Fortalecimento do Sistema Financeiro; do PROES, de ajuste dos bancos estaduais, de que resultou a privatização de vários desses estabelecimentos; a criação do Sistema de Pagamentos Brasileiros, o Sistema de Metas de Inflação.
Inegável destacar a resposta dada pelo sistema financeiro do país à crise financeira iniciada nos mercados especulativos da 'subprime' dos Estados Unidos a partir de 2007, por força de seu maior rigor regulatório, até aquela oportunidade criticado como um exagero intervencionista.
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Se muito tem a festejar, é importante destacar que durante todo esse tempo, o Banco exerceu suas atribuições sem atender ao requisito considerado minimamente imprescindível à sua ação, a saber a condição de independência ou de autonomia legal, sempre reclamada pelos setores mais conservadores. Condições, que apenas institucionalizariam a criação de um novo poder, que por suas atribuições técnicas e específicas, não se submeteria ao crivo da sociedade, além de estar   muito mais próximo e sujeito a toda sorte de pressão dos setores a que deveria fiscalizar.
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É certo também que, se muito deve ao seu corpo técnico,  de sempre reconhecida e declarada competência,algumas importantes demandas de seus especialistas precisam ser tratadas com mais interesse e respeito. Entre elas, o acerto que se arrasta há mais de 20 anos do pagamento de atrasados relativos ao aumento de ao pagamento de 28,86% concedido pelo Presidente Itamar aos militares em 1993, posteriormente estendido a todo o funcionalismo civil.
Outra reivindicação, seguramente mais importante do ponto de vista institucional, o reconhecimento da atividade especial desempenhada pelos quadros de técnicos do Banco, por meio da exigência de transformação do cargo para o nível superior.
Por fim, o reconhecimento pelas instâncias competentes do governo de que, da mesma forma que a Polícia Federal e a Receita Federal, órgãos que exercem o monopólio da segurança armada ou da arrecadação, o Banco Central caracteriza-se pelo monopólio da emissão, senão do mais, de um dos mais importantes símbolos de nossa sociedade, o dinheiro.
Situação que não permite tratamento diferenciado do Banco por parte de alguns setores do próprio governo, que dispensam ao Banco status inferior àquele dos órgãos citados.
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Capitulação de Dilma

Mais uma vez, mostrando que Fernando Henrique Cardoso está atento à política nacional, Dilma dá sinais de estar refém de seu ministro da Fazenda, ou mais precisamente, dos interesses que seu ministro representa.
Não por acaso,  a demonstração inequívoca da capitulação da ex-gerente que dava murros à mesa, se deu, desta feita, em resposta à  palestra pronunciada pelo Ministro aqui no Brasil para seus ex-colegas. A destacar, que a palestra foi pronunciada no idioma pátrio, o INGLÊS e que a turma que participou do encontro à portas fechadas era formada pelos CHICAGO BOYS, de que o ministro é eminente figura.
O que apenas deixa claro quais são de fato os interesses que o Ministro está preocupado em agradar, ou não desagradar, já que pelo que foi noticiado, não se nota essa preocupação em relação à chefe.
Sinal apenas de que, mais uma vez, FHC está certo, quando diz que Joaquim Levy não tem qualquer habilidade política. Ou como reconhece Josias de Souza, em seu blog no dia de ontem, ao contrário, o ministro tem um senso de oportunidade que merece elogios. Sempre pronto a colocar Dilma no canto da parede, prensada, de forma a passar à opinião pública a imagem do que de fato ela é: um fantasma. Um escombro de mandatário.
Alguém que, humildemente, vem a público dizer que deve até agradecer ao seu subordinado, por atribuir a ela, uma genuína boa vontade.
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Agindo como age Joaquim Levy parece estar dando munição a tantos quantos derrotados nas urnas partiram desesperadamente atrás da realização de um terceiro turno.
E o faz mostrando com clareza que, basta que a política que privilegia os interesses do grande capital financeiro internacional seja aquela adotada, que o nome da pessoa que ocupa o posto de maior visibilidade do governo perde completamente sua importância, passando a ser apenas isso: um cargo visível. De brilho efêmero, por que oco.
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E agora mais essa notícia da negociação do ministro no Senado, no dia de ontem, procurando obter o compromisso do adiamento da aprovação da lei que determina o prazo de 30 dias para que a lei que regulamenta a mudança dos índices de correção das dívidas de estados e municípios possa entrar em vigor.
Pelo que foi noticiado, o ministro obtém o adiamento para o ano que vem, 2016, da entrada em vigor da lei. E, se compromete a pagar, na oportunidade os prejuízos que Estados e municípios tiverem com o atraso da medida.
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E a mídia tratou tal negociação como um grande feito do ministro.
Para espanto meu, nada a respeito de contabilidade criativa, ou coisa do gênero, como represamento de despesa, etc.
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Bom, mas é que se trata de nossa mídia. Talvez, melhor dito: our mass midia.
Tudo dominado!!!
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E vem aí a PEC que altera a maioridade penal

Que não há cláusula pétrea que deva ser eternizada, isso não há como questionar. A sociedade muda. O mundo e os costumes mudam.
Mas, reduzir a maioridade penal, baseado no fato de que mais de 90% da sociedade deseja o fim da impunidade é, no mínimo, risível.
Como se os menores, de preferência pretos, pobres, adolescentes, moradores nos bairros de periferia não fossem já punidos com o que têm de mais importante, a própria vida. Como se os tribunais de exceção não funcionassem a todo vapor, embora punindo APENAS essa parte da população.
Como se a sociedade brasileira, inculta e bela, não fosse completamente manipulada quando o tema é o combate à violência urbana.
Como se a verdadeira violência, a mais grave, a geradora dos maiores prejuízos, fosse a cometida por menores, de morros, e não as dos empreiteiros, engravatados, em conluio com políticos, funcionários públicos de alto escalão e nenhum escrúpulo.
Entendo a necessidade de se discutir uma mudança na legislação, para que possamos apenar aqueles que sabem os atos que cometeram e tinham condições de avaliarem as consequências desses atos.
Entendo a reação de todos os familiares de vítimas da banalização da vida a que estamos submetidos. Entendo que a redução da maioridade penal pode sim, apor obstáculos à utilização de menores por bandos de criminosos que deles se utilizam exatamente para fugir aos rigores da lei.
Ou não.
Porque não consigo perceber a razão que impedirá que, amanhã, as gangues não estejam usando meninos de 14 anos ou menos. E não entendo onde essa escalada de redução da idade penal, que agora se inicia, vai terminar. Daqui a pouco, será necessária a redução para os 14, os 12, quem sabe os 10 ou 8 anos, idades que postagens nas redes sociais mostram que os meninos nos morros, já circulam armados até os dentes.
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Interessante que o tema, controvertido, claro, seja tratado com tanta ligeireza. E até alguma brandura. Afinal, o que um pivete de 15 anos não sabe, e que aos 16 já estará dominando?
Porque a preferência por mostrar a ação do Estado, tão ausente na criação do problema, justo na hora da  punição?
Porque impor a presença do Estado, a um grupo da população que sempre foi abandonada por ele, justo no momento em que o Estado age de forma repressora e violenta?
São muitas perguntas sem respostas.
E, repito, soluções que, no exame de cada caso específico, tratam com tanta condescendência o menor infrator quanto a legislação atual, que se pretende tornar mais severa.
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A aprovação da PEC me leva a crer ao menos em uma coisa, se não acredito na capacidade de reduzir a criminalidade ou violência: que vamos assistir aos justiceiros e milicianos fazendo vítimas cada vez mais jovens. Porque desce a idade penal, reduz a autorização para justiçar meninos com menos idade.


quinta-feira, 26 de março de 2015

Entrevista de FHC levanta a dúvida: Dilma refém de quem mesmo, cara pálida?

Interessante, para dizer o mínimo, a situação a que chegou o governo Dilma. Ou melhor seria o desgoverno.
Mais interessante ainda, a imagem que a presidenta passa, à medida que seu governo parece definhar. Antes mesmo de ter iniciado. Se antes era a gerentona do Lula, e no início de seu primeiro mandato, como lembrou o ex-presidente FHC em entrevista à Folha (p. A8 do caderno principal de hoje), chegou a passar a imagem de faxineira, Dilma é hoje apenas uma sombra do que foi.
Recuperando parte da entrevista de FHC, e também nossa lembrança, logo que assumiu, Dilma não teve qualquer pudor em assumir a imagem de faxineira, com a qual, surpreendentemente, chegou a agradar a toda a classe média de poder aquisitivo mais elevado.
Naquela oportunidade, Dilma promoveu além da dispensa de ministros, uma verdadeira dança das cadeiras que alcançou inclusive a Petrobrás, chegando a ser apontada como a guardiã da moralidade, a responsável pela luta anti-corrupção. Que, segundo FHC, ela herdou.
De lá para cá, a recusa de se pronunciar quando da condenação decidida pelo STF dos mensaleiros, a denúncia de uma certa conivência com as manobras recomendadas pelo jogo de cintura de seu secretário do Tesouro, Arno Augustin,  que mais que criativas mostraram-se excessivamente flexíveis, quase no limite da irresponsabilidade, a vinda a público de uma nunca bem explicada compra de uma refinaria feita pela Petrobrás, tudo foi fazendo Dilma ir se transformando no negativo da imagem que cultivara.
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Mas, se Dilma hoje é encarada como condescendente com a corrupção, já que aos olhos da população, mesmo que sob a proteção dos óculos da mídia conservadora, ela tinha conhecimento do que se passava em nossa principal empresa e preferiu não agir, seu governo vai se esfarelando, em parte por culpa da própria presidenta.
Por força de não ter  dado nunca sinais de estar disposta a negociar com o  Congresso, que agora, na mão da situação mais oposicionista de toda a história política nacional, aproveita-se com raro oportunismo para colocá-la sempre contra as cordas.
Como lembra Vinícius Torres Freire, colunista da Folha (caderno B - p. B, também de hoje), as lideranças do Legislativo, com raro senso de oportunismo, passaram a cobrar da presidenta, na área econômica, ações que mais que um plano de ajuste fiscal, apresentem alternativas capazes de alavancarem um processo de desenvolvimento, tornando-se em um autêntico plano de recuperação do desenvolvimento. Veja bem: não apenas um plano de crescimento, mas de desenvolvimento.
Adicionalmente o presidente do Senado, cujo filho tornou-se governador de Alagoas, ameaça obrigar o governo a regular a lei, criada e aprovada pelo mesmo Executivo, mas não regulamentada, que altera os índices de correção das dívidas de estados e municípios. Alagoas, óbvio, sendo um dos estados mais beneficiados, embora não o único ou o mais privilegiado.
Tal mudança implicará em mais um rombo, de 3 bilhões de reais ao ano, nas combalidas contas públicas.
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Mas não para aí o avanço do Legislativo tentando prensar Dilma no canto do ringue, de forma a reduzir seu raio de ação a um mínimo.
Embora todos sejam sempre muito favoráveis à discussão de uma cada vez mais necessária Reforma Tributária, em que uma das principais modificações tem, necessariamente passar por mudanças profundas no ICMS, Vinícius Freire nos informa que Calheiros ameaça também com a proposta de legalização de incentivos que os Estados concederam aos empresários no que se denominou "guerra fiscal". Guerra para tornar locais antes inviáveis, atraentes para a instalação de grandes empresas.
Ou seja, fingindo preocupação com os eleitores de classes de renda mais reduzida, que acreditaram nas promessas de Dilma, votaram nela e  se sentem ludibriados agora, Renan Calheiros, que nunca se mostrou muita preocupação com eles, vem em sua defesa, exigindo um plano que imponha menos sacrifícios. Isso, à frente das câmaras de tv. Nos bastidores, trama com empresários e governos estaduais e municipais, a permanência de interesses, esses sim, contrários ao povo.
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Em relação a tudo isso, o que Dilma pode fazer? Sem base. Sem apoio. Dependente de seus algozes quererem manter funcionando o tubo de oxigênio que ajuda a presidenta a ganhar fôlego.
No âmbito econômico, por outro lado, Dilma está também refém de Levy, seu ministro da Fazenda, conforme constatação de FHC na já mencionada entrevista.
Curiosa essa observação de que Levy é quem governa, embora sendo apenas um tecnocrata, cujas soluções por mais racionais que possam ser, denotam a falta de jogo de cintura político.
Para FHC, a racionalidade econômica pura (se é que existe isso!) esmaga tudo. E se o "problema é econômico, a solução é política".
Isso, em ambiente em que falta coalizão e até mesmo vontade à dita base política de apoio à presidenta.
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Mas, mais interessante na entrevista do ex-presidente, é que em trecho anterior da conversa, ele observa que "Ela não tem o que fazer. O que tinha, já fez: nomeou o Levy. E isso só aumentou a armadilha, porque agora ela não pode demitir. É refém dele."
Ora, ou é Levy quem mantém Dilma refém, ou os interesses que levaram Dilma a fazer o que ela tinha que fazer: nomear Levy, como ministro.
Então Dilma é refém, na verdade, dos interesses que Levy representa. Interesses que sabemos bem quais são e a quem estão ligados.
Interesses que estão mais vinculados aos credores da dívida pública federal, cujo valor já apresentou crescimento, ou seja, piora, degradação nesses primeiros meses de Levy.
Resultado que a ninguém deve enganar. Se ruim para o governo e seu ajuste, é muito benéfico para os credores, especialmente, em função das elevadas taxas de sua remuneração, e da preocupação de assegurar que eles receberão os pagamentos de juros prometidos. Para isso, o superávit primário, tão desejado.
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Também não devemos deixar que nossa visão seja turvada pelo fato de que a dívida mobiliária é decorrente de comportamento, digamos irresponsável, adotado pelo governo. Porque grande parte dos recursos que a financiam, são fruto da conversão de capitais externos em nossa moeda. Ou seja, são capitais externos, a quem estamos inapelavelmente submetidos.
Desde o plano real e sua implantação, aproveitando e criando espaço para valorização dessa massa de recursos que inundavam os mercados internacionais com uma liquidez extremamente elevada.
Daí que a midia toda comemorou, junto com o governo, os mercados, o sistema financeiro e o próprio Levy, o fato de termos mantido nossa avaliação, conforme rating da Standard & Poors.
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Ou seja, não é Levy, mas o mercado globalizado, ou financeirizado em escala global, que mantém Dilma refém.
E que manteria também qualquer que fosse o político que tomasse seu lugar. Caso o povo assim o quisesse.
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O que vale uma última observação quanto à sagacidade de FHC, que deixa claro que não vê condições, por ora, de um pedido de impeachment de Dilma. Mas, que arrisca-se a comentar, em outra resposta, que hoje, e entre parêntesis, se Dilma cai e fazem novas eleições...
Ora, o ex-presidente sabe que se Dilma cai por impedimento, não teremos novas eleições.
Mas ao fazer a insinuação, está dando força a todos aqueles que, desconhecendo as leis que regem o processo de impeachment, acreditam que NESSE CASO,  e só dessa forma, conseguiriam eleger Aécio.
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Faz-me rir. Se não for preocupante o ar golpista da afirmação.

quarta-feira, 25 de março de 2015

107 anos dessa paixão chamada Atlético

De 1908 a 2015 são 107 anos de lutas, conquistas, emoções, campanhas memoráveis e outras, como é óbvio, de péssimas recordações.
Tudo isso é GALO! Esse time que é mais que uma camisa listrada pendurada em noite de ventania.
Que é mais que uma paixão tresloucada, sempre renovada ao primeiro esgar de um sorriso ou de um piscar de olhos.
Que é a razão de o futebol parecer sempre ser algo sobrenatural, e que faz, como outros esportes, que o sonho possa florescer mesmo quando tudo apontava para o desastre.
O Galo é mais, muito mais que apenas um time de futebol, uma religião, a demonstração de fé no homem e em sua capacidade de luta.
Ser atleticano é mais que ser torcedor de futebol, fanático ou mais comportado. Otimista ou pessimista.
Ser atleticano é simplesmente ter certeza de que Deus existe e é brasileiro. E que o ser humano é e traz em si, uma centelha divina. E que essa centelha assume muitas vezes a forma de um time de futebol, de uma camisa listrada, de um escudo. De uma energia que nos faz saber que o nosso time é imortal e é o orgulho do esporte mundial.
Vencer. Vencer. Vencer, diz o hino inspirado.
Vem ser também atleticano para saber o que é o amor ilimitado e a força criativa e construtiva de lutar por um ideal. Da força de viver a vida.
E como diz a letra do Cidade Negra; pra quem tem fé, a vida nunca tem fim.

Parabéns Galão da Massa. Parabéns Clube Atlético Mineiro. Uma vez até morrer.

Quem precisa de oposição quando um partido anão (em dignidade) é que é maioria no Congresso?

Convenhamos que ter como aliado um partido como o PMDB é o mesmo que governar com a oposição.
Porque a sede de poder desse partido-busão é tão grande que se for necessário criar uma crise por dia, para não dar tranquilidade ao governo, ameaçando-o permanentemente com a ausência tão temida da governabilidade, ele o fará.
Que distância, quilométrica, para o partido que um dia foi o depositário de todas as esperanças das forças democráticas do país, ainda sem o P à frente da sigla. Quando, embora consentida, era um capaz de fazer uma oposição que podia se vergar,  mas não se quebrava.
Oposição que tinha a altivez como característica, o que valeu, por exemplo, a decisão de não autorizar a abertura de processo contra um de seus deputados, Márcio Moreira Alves, o que valeu a decretação do AI-5.
Oposição que, para ter condições de acesso à mídia e aproveitar a oportunidade de denunciar os abusos do poder autoritário e especialmente as agressões aos direitos humanos e as torturas que aconteciam nos porões da repressão, lançou candidatos à presidência, como o general Euler Bentes Monteiro, e até anti-candidatos, como Ulisses Guimarães, pessoas que colocaram a própria vida em risco.
Partido que tinha nomes da estatura de um Nélson Carneiro, Paulo Monteiro de Barros (o Arthur da Távola), Saturnino Barros, Franco Montoro, Mário Covas, Severo Gomes, Marcos Freire e o saudoso menestrel das Alagoas, Teotônio Vilela, além de um Itamar Franco ou de um Tancredo Neves.
Partido que foi perdendo, aos poucos, todo e qualquer decoro, toda decência, atento à máxima de seu líder Robertão Cardoso Alves, quando da Constituinte de 88, apropriando-se da frase de São Francisco, de que é dando que se recebe.
Partido agora entregue às mãos de um Eduardo Cunha, de folha corrida da qual é melhor sair correndo para distante. De um Renan, mais uma dessas pragas políticas que devemos creditar ao período collorido do poder.
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Enfim, o que esperar de um partido que renega seu passado, suas páginas de luta e glória, para tornar-se meramente um bando de achacadores, 300 ou 400, em contagem imprecisa do ex-ministro Cid Gomes. Vários deles, remanescentes dos 300 picaretas de Lula. Exatamente esse Lula que prega hoje a maior aproximação do governo dos integrantes desse grupo de homens dispostos a adotarem as práticas mais espúrias, tão somente para criar o caos. E poderem, muitos cargos e ministérios e diretorias de estatais muito poderosas depois, garantir a votação capaz de assegurar a governabilidade.
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Que o PMDB tenha conduta de partido de oposição, nada a questionar. Desde que largue o osso.
Que queira assumir o poder, levando a presidenta Dilma ao isolamento completo, nada contra. Apenas a curiosidade de saber porque nunca decidiu concorrer como cabeça de chapa à eleição para o cargo mais importante do país, admitindo sempre ficar em segundo plano. Atrás do cenário, de onde tem condições mais favoráveis para observar todo o palco, a platéia e fazer o jogo que mais favorece ao interesse individual do projeto de poder de seus líderes.
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E é bom esclarecer que todo esse pitaco não tem a preocupação de criar condições de governabilidade para a presidenta Dilma, que já provou, em inúmeras ocasiões, que é completamente avessa a qualquer composição. Que não sabe fazer política, não sabe negociar. Razão por ter uma relação conturbada com o Congresso como um todo.
Na verdade, Dilma está colhendo o que plantou. Em todos os sentidos, a começar da mudança de discurso e da guinada radical que protagonizou logo que eleita.
Mudança que, como vários observaram na ocasião, mas já se esqueceram, foi tão abrupta e estranha que causou constrangimentos à própria Dilma. Que passou um bom período fugindo dos holofotes, em mais um de seus desacertos de marketing, ou de respeito ao seu eleitorado.
Então, se a minha preocupação não é em salvar a pele da presidenta, nem resgatá-la da sanha dos seus aliados, o que justifica esse pitaco?
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A resposta é simples. A aprovação da adoção de novo texto legal que altera os índices da correção das dívidas estaduais pode ser muito importante. Parece até que foi uma das mais importantes promessas que Eduardo Cunha fez aos governadores, quando viajou por todos os estados do país, procurando conquistar votos. E note bem: conversando não com os seus eleitores, seus colegas deputados. mas com governadores, prefeitos.
Todos que têm a caneta, em seus estados, para  premiar os deputados amigos, com nomeações de seus indicados e apadrinhados para cargos no governo.
Ora, não é de hoje que se sabe, até pela pressão maior que sofrem da sociedade, que prefeitos e governadores gastam mais. Que Estados e municípios estão mais propensos a não cumprirem as metas orçamentárias.
E justo nesse momento em que todo o governo federal se propõe a fazer um severo ajuste fiscal, aprovar-se a entrada em vigor de um redutor da dívida dos Estados, que vai provocar grande perda de transferência de recursos para a União, é no mínimo, emitir um sinal à sociedade e a todos aqueles analistas que acompanham nosso país e seu comportamento e evolução que o governo não deverá ter condições e força para cumprir o que se propôs.
Não terá condições de organizar suas contas. Não conseguirá dar aos credores externos, a tranquilidade e segurança que eles cobram para manter seus recursos aplicados em nosso país.
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Quem me lê sabe que não sou favorável ao ajuste fiscal no grau de severidade que está sendo proposto. Sabe que acho que entre o interesse da população brasileira, especialmente daquela parcela menos privilegiada, e os interesses dos credores internacionais, sou muito mais favorável à primeira opção.
Sabe que acho que a culpa de tudo isso é também e, talvez mais ainda, do PT, que aceitou negociar as dívidas e até transformar em lei os resultados da negociação com governadores, tudo para poder obter algum apoio eleitoreiro.
Mas, a verdade é que se a medida votada ontem, e o esforço concentrado para que seja aprovada nas duas casas legislativas uma PEC para obrigar o governo a aplicar o novo índice, fosse proposta e fosse fruto de ação da oposição, nada teria a abordar. Se fosse a oposição que estivesse por trás de mais essa derrota do governo, não haveria muito o que reclamar, já que faz parte do jogo.
Mas, sendo de partido aliado, da principal agremiação de apoio ao governo, ao menos o  maior partido da base de sustentação, só dá para entender como uma grande chantagem.
Para conseguir mais cargos, para conseguir mais benesses, para encurralar a presidenta e seus ministros, para mostrar que o governo está nas mãos do Congresso e do partidozinho que o comanda, com suas figuras de liderança anãs.
Ou para jogar mesmo o país no caos, forçando a saída de Dilma e sua substituição por um Temer ou pior, pelo presidente do Senado, caso também Temer venha a aparecer na linha de tiro.
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Pior é que, instalado o caos, nesse caso por culpa exclusiva da goela aberta por cargos, dos integrantes do PMDB, nem a oposição, e muito menos o PMDB conseguirão tirar o país da crise econômica.
A menos que a ação seja muito mais uma jogada especulativa, com a finalidade de causar alguma desconfiança nos agentes econômicos quanto à capacidade do governo de entregar o que prometeu. Sinal de que alguns poderiam correr para retirar desde já seus recursos, o que iria fazer nova onda de majoração do no dólar.
Claro que muita gente, que aposta no pior, melhor, já está comprado em dólar, para aproveitar dessa rebeldia do PMDB.
O que cria um clima sempre e permanentemente instável, mesmo que, conquistados seus objetivos, o PMDB e seus líderes voltem atrás e assegurem ao governo condições de cumprir as promessas refeitas. Até que surja a oportunidade para a fabricação de nova crise.

terça-feira, 24 de março de 2015

Economia brasileira recebe selo de qualidade que a mídia e a oposição canhestras insistem em negar

Ao contrário do que temiam as aves agourentas do mercado, a agência de avaliação de risco Standard & Poor's manteve a nota de grau de investimento do país, conforme comunicado emitido ontem, em razão da crença de que a presidenta Dilma e sua equipe conseguirão restaurar a credibilidade do governo.
Alegam também a confiança em que Dilma conseguirá levar avante o programa de ajuste fiscal pretendido, cujas medidas deverão ser aprovadas pelo Congresso.
Ou não.
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Ao voltar de suas férias, Jânio de Freitas, entre outras questões abordou exatamente essa questão, que é a mesma que já abordamos antes nesse espaço: a oposição, e nem é exatamente a oposição, que na campanha eleitoral tanto pregou a necessidade de uma guinada de direção da política econômica da presidenta, agora que teve suas recomendações atendidas, passa a criticar e ameaçar a aprovação do ajuste.
Pior. Nesse jogo de interesses vis e mesquinhos, em que os interesses do país estão no último lugar da fila, conta com o apoio dos partidos que compõem a base governista no Congresso, embora nessa último caso, menos pelo conteúdo do pacote, qualquer que seja, e mais pelo simples interesse em fazer chantagem.
E, a partir dos achaques, obter cargos e posições, ainda em maior quantidade no governo.
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E ainda há gente que critica Cid Gomes,o ex-ministro da Educação que, conforme Zé Simão da Folha mostra em sua coluna, com muita sagacidade, foi punido por ter falado a verdade.
Ou não.
Afinal, como mostra o impagável Zé Simão, ao declarar a existência na Câmara de uns 400 deputados achacadores, Cid Gomes mostrou como uma autoridade do governo pode cometer um erro crasso. Pelos cálculos, deve ter errado por uns 50 deputados, que seriam, no mínimo, 450.
Cid Gomes pode não ter tido qualquer educação, é verdade, indo destratar os deputados naquilo que eles consideram a casa deles.
Mas, que estava coberto de razão, isso ninguém pode negar.
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Mas, concordando ou não com a avaliação da agência S&P, e com a importância que é atribuída a tais agências, o certo é que a economia brasileira ganhou mais tempo para ajustar a situação interna, o que é positivo.
Particularmente, sou bastante cético a avaliações feitas por agências que mostraram, por ocasião da crise do 'subprime' nos Estados Unidos, não apenas que erraram feio, dando notas de rating elevadas para instituições que estavam já completamente falidas, como ainda que mostraram um lado mais perverso: a saber, que tinham interesses em jogo quando manipulavam informações e notas, visando obter ganhos escusos.
Desse jogo e desse comportamento completamente aético, não sobram nem agências, nem consultores financeiros, nem os analistas de mercado das grandes instituições cuja finalidade deveria ser, antes, estarem atentas à saúde, senão das instituições, ao menos de seus próprios clientes. O que não foi levado em consideração como o demonstra o documentário Trabalho Interno (Inside Job, na versão original).
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Também, como já tive a oportunidade de manifestar aqui nos pitacos, não vejo nas medidas do pacote fiscal a importância e a urgência que lhes tem sido atribuída.
É verdade que as finanças públicas ficaram abaladas, tendo em vista que as desonerações de impostos que o governo adotou para estimular a economia não surtiram efeitos: nem a economia cresceu, nem os setores empresariais se animaram a investir no aumento da produção, com o agravante de a receita do governo ter apresentado queda espetacular.
Queda que não foi provocada apenas por uma má gestão do governo, mas por uma expectativa, que por incerta, não se realizou. Na verdade, como grande parte das decisões econômicas,  uma aposta. Que deu errado.
Foi assim com a desoneração de impostos, medida que foi levada longe demais, atendendo à reivindicação dos setores, especialmente, privilegiados, como a indústria automobilística. Afinal, quantas vezes foi anunciado que as alíquotas voltariam a se elevar, para depois o anúncio ser desmentido e o governo, sob pressão, ser obrigado a manter a política.
Em minha opinião, uma política que, privilegiando bens de consumo de preços mais elevados, estavam chegando ao limite do que poderiam gerar de estímulo ao crescimento das compras. Isso, porque, ao comprar  um carro, o primeiro, devemos lembrar que as famílias se endividam. Mesmo que não se deem conta do fato, ampliam seus gastos, que passam a incluir combustível, manutenção, seguros, impostos, estacionamento, etc.
Ora, dificilmente depois de grande parte da população já ter comprado o seu primeiro carro, irá comprar o segundo, ou terá condições de realizar uma troca de carro, por outro mais novo, ou mais equipado.
O mesmo pode ser dito em relação a bens de linha marrom ou branca, que foram beneficiados pelo governo e que, a partir de certo instante, não trouxeram mais o mesmo resultado benéfico do início do programa.
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Mas, não foi apenas a desoneração que pesou, seja por meio da redução de alíquotas, seja por meio do adiamento do repasse de custos da energia mais cara para as contas de luz, seja por meio da contenção do preço dos combustíveis.
Provavelmente teve impacto também importante, para a adequação das receitas aos gastos visando o atendimento prioritário às demandas sociais, a ação do Congresso, retirando do governo a vultosa quantia representada pelos recursos provenientes da CPMF.
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Alguém poderia alegar que a CPMF caiu ainda no governo Lula, até por despeito ou ciúme dos deputados da oposição.
Ou caiu por ser não o imposto mais importante do ponto de vista da arrecadação, embora sempre importante sua contribuição, mas por ser o que identificava a todos. Aquele que alcançava a todo mundo, não deixando de lado nem o honesto, nem aqueles que usavam o sistema financeiro para lavar dinheiro sujo, da corrupção, do tráfico, ou de qualquer ilícito que fosse.
Pensando bem, até seria importante que se pesquisasse, junto ao juiz da LavaJato, ou à equipe competente da Polícia Federal, ou mesmo da Procuradoria, se a CPMF ajudou, em algum momento, no cruzamento das informações financeiras que vêm permitindo que a origem e o destino do dinheiro sejam perseguidos.
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Mas, a economia brasileira ganha uma trégua. À que se soma a importante decisão do FED, o Banco Central americano, de não alterar as taxas de juros de curto prazo nesse momento.
O que permite também que a prevista fuga de recursos de capital externo para a segurança representada pelos Estados Unidos, seja adiada. O que pode dar uma freada na valorização do dólar, tendo algum efeito positivo, óbvio, sobre o comportamento da inflação.
Quem sabe, ao ter algum impacto positivo sobre a inflação, ajudando as donas de casa a não ficarem tão alvoroçadas com os movimentos contra Dilma, cujo potencial instabilizador é muito grande.
Porque se os fundamentos da economia são apontados como na direção correta, não há como deixar de temer que uma crise institucional de maior profundidade não possa acabar levando a um rebaixamento da nota da nossa economia.
Como se sabe, para o bem ou para o mal, as regras do jogo internacional obrigam aos gestores dos fundos de pensões, dos credores institucionais (os que têm grandes carteiras de aplicações financeiras internacionais) a aplicarem recursos tão somente naquelas economias que têm grau de risco considerado baixo. Ou que ostentem como o Brasil, grau de investimento. Mesmo que ainda muito próximo de uma nota desabonadora.
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Uma instabilidade política mais ampla, ou mais profunda, pode representar não só a derrota do governo na Câmara, com o pacote de ajuste não sendo aprovado, como uma situação de instabilidade que pode ensejar, como toda crise o faz, uma corrida dos donos do dinheiro para a liquidez. Ou seja, uma saída de investimentos financeiros do nosso país, em carreira desabalada, o que levaria o dólar a preços que nada têm com os chamados fundamentos econômicos, mas apenas com o medo.
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Não nos esqueçamos também que, nesse exato momento, corre na Câmara, sob a presidência desse senhor cujo nome aparece nas listas de investigações da Lava Jato e cujas ações sempre foram muito pouco confiáveis, uma proposta de reforma política, que se deseja discutida e aprovada a toque de caixa.
Claro, com os interesses dos partidos e de seus caciques se sobrepondo aqueles interesses reais da população, como o demonstra a discussão quanto ao financiamento de campanha permanecer nos moldes atuais, ou se tornar totalmente público.
Isso, não bastasse a aprovação do Orçamento para 2015, finalmente concluída nesse mês de março, com um atraso de mais de seis meses, quase triplicar as verbas para o fundo partidário.
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Mas, essa reforma, que traz entre outros assuntos palpitantes, a manutenção do voto obrigatório ou sua substituição pelo voto opcional; a manutenção do instituto da reeleição; o fim do vergonhoso voto proporcional, com a eleição de pessoas de carona na votação de outros; a questão do financiamento, mãe de toda a corrupção que temos assistido no nosso país, essa reforma que por sua importância deveria ser discutida sob a forma de uma Constituinte exclusiva para o tema, vai ficar toda nas mãos dos que mais interesses têm em mudar tudo, apenas para que tudo continue como sempre esteve.
Enfim. esse é o nosso país.
E é essa a nossa realidade, que devemos tentar mudar, com todas as nossas forças.

segunda-feira, 23 de março de 2015

Pitacos esportivos, para não perder a esportiva tratando de outros temas

Depois da partida inteligente feita contra o Santa Fé no meio da semana passada, em que venceu o bom time colombiano, o Galo voltou à disputa da Libertadores.
Com Marcos Rocha jogando muito, o que lhe valeu o prêmio de melhor jogador da partida, o Atlético mostrou que começa a se acertar, embora eu ainda continue achando que o cabeça de área de nosso time não pode ser Donizete.
E a explicação é simples. Ninguém nega que ele seja um leão em campo. Que entre em todas. Que para ele não tenha bola perdida, etc. etc.
Mas, além de cometer muitas faltas, e abusar da violência, às vezes, levando cartões amarelos em grande número, o problema é que ele não sabe sair jogando. Invariavelmente, quando está com a bola no pé e vai tentar um lançamento, erra o passe. E arma contra-ataques e jogadas ofensivas para o adversário que sempre pega nossa defesa desprevenida, desarmada.
E aí é um Deus nos acuda, com São Victor tendo de fazer verdadeiros "milagres".
Foi assim contra o time do Santa Fé, que só não conseguiu aproveitar-se das falhas do meio de área porque Jemerson jogou muito também.
Jogando sério, sem querer enfeitar, e atento aos lances, representou uma segurança na defesa.
Já Douglas Santos é que, desde seu retorno ao time, não vem apresentando o mesmo bom futebol das partidas do ano passado.
Parece que inseguro, com medo, como demonstrou na disputa de bola dentro da área com Leandro Damião, no jogo contra o Cruzeiro. O que permitiu que, mesmo cercado por Jemerson, o atacante conseguisse virar-se e chutar para decretar o empate no clássico.
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Em minha opinião, no lance do gol cruzeirense falharam tanto Jemerson, que apenas ficou cercando, por trás do corpo de Damião, a jogada e Douglas Santos, que até tentou disputar a bola, com algum receio.
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Mas, voltemos ao jogo de Santa Fé. Luan correu muito, Pratto mostrou o faro de matador, e Sherman Cárdenas está cada vez mais mostrando que a posição de meio é dele. Aliás, não entendo a insistência com Maicosuel. Nem entendo o que está acontecendo com o jovem Dodô, cujo futebol parece que desapareceu.
Carlos parece estar muito sacrificado pelo tipo de função que Levir tem exigido dele, voltando muito e jogando muito longe da área.
E Marcos Rocha tem mostrado o que, já há algum tempo, eu tenho dito, nesse espaço mesmo. É ele, atualmente, o cérebro do time. O homem da saída inteligente de bola, de visão de jogo. De seus pés tem nascido as jogadas de maior perigo, razão porque depois de sua volta, o Galo voltou a fazer gols, e em profusão.
Daí que mais que justificada sua escolha como melhor jogador da partida de quarta. E daí a falta que sentimos dele no jogo de ontem.
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Quanto ao jogo de ontem, o destaque foi Luan, não apenas pelos dois gols que marcou, mas por estar correndo em todos os lugares do campo e tornando o trabalho de marcação da defesa adversária muito difícil.
Mais uma vez, Pratto mostrou disposição e presença de área, além de faro de gol. Sherman Cárdenas mostrou que vai ganhando confiança e espaço no time. Carlos, mais uma vez, me pareceu meio perdido. Josué, a quem tanto elogiei no jogo contra a URT, não foi tão bem, em minha opinião.
E na defesa, além da segurança dos jogadores do meio, há que se falar do espírito de luta de Patric e de como Emerson Conceição não consegue, ou conseguiu acertar absolutamente nada.
Acho até que é covardia o que tem sido feito com ele. Mas, chegou a um ponto que não dá mais. Ele não mostra confiança alguma. A ponto de, com a bola dominada, na lateral, conseguir se perder e sair de campo, com bola e tudo.
Mas foi uma boa partida do Galo e a vitória nos dá tranquilidade de ficar entre os quatro classificados, que é o mais importante nesse momento.


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E em Indian Wells


Enquanto isso, no tênis, Djokovic deu um banho em Federer, conquistando pela quarta vez o título de Indian Wells.
E isso, com o sérvio cometendo ao menos quatro faltas duplas, no segundo set do jogo, o que é muito raro de acontecer.
Mas, jogou com vontade e disposição de campeão. E mostrando uma técnica que justifica o fato de ser hoje o número 1 do esporte.
Aliás, melhor ver o tênis, que ver o America jogar bem contra o Cruzeiro, como sempre, e vê-lo sair derrotado, mais uma vez, o que cria a possibilidade de ele ficar fora das semifinais.
O que seria uma pena.

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quarta-feira, 18 de março de 2015

Noite de decisão para o Galo, e a presença lúcida de Bernardo Kucinsky, no programa Espaço Público

Não poderia, como atleticano que sou, deixar de começar esse pitaco tratando da partida decisiva que o Galo tem pela frente essa noite, na Colômbia, contra o bom time do Independiente Santa Fé.
Líder do grupo, com campanha destacada, o Santa Fé, além de jogar em casa, com apoio de sua torcida, o que é sempre uma vantagem, conta com um ataque ágil, veloz, com destaque para Morelo, atacante que jogou muita bola na partida contra o Colo Colo.
Mas, além da fé e da tradição de virar resultados impossíveis de serem revertidos, o Galo entra em campo hoje com um time que, finalmente, começa a se acertar, com a volta de Marcos Rocha à lateral direita, o artilheiro Pratto comandando o ataque e,  se Deus iluminar Levir, Josué no lugar de Donizete e Cárdenas, no meio. Formação que jogou pela primeira vez domingo último contra o frágil time do URT, mas que já deu demonstrações de ter condições de proporcionar grandes alegrias à massa, a partir do momento que tiver mais mais jogos e um maior entrosamento.
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Além de ter de contar com uma ajuda extracampo, para que sua teimosia não o faça voltar com Donizete, Levir precisará também chamar a atenção, especialmente de Jemerson, para que não se descuide da marcação e faça uma marcação em cima, sem dar espaços ao ataque colombiano.
Afinal, se na partida de hoje a opção que resta ao Atlético é vencer ou vencer, é importante saber jogar com inteligência e alguma cautela para que o time colombiano não saia na frente no placar, situação que seria muito difícil encarar.
Isso porque, ao lado do abatimento natural que sair perdendo em um jogo com tamanha importância representa, não devemos deixar de considerar o ânimo que isso traria para o adversário, uma vez que uma vitória contra o time mineiro praticamente asseguraria a classificação do Santa Fé para a fase do mata-mata.
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Então, o que resta é, mais uma vez, encher-se de confiança e deixar sair o grito, mantra das campanhas vitoriosas dos últimos dois anos: Eu Acredito!
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Kucinsky no Espaço Público

Excelente, para dizer o mínimo, a participação do professor de jornalismo e ex-assessor de Lula, Bernardo Kucinsky no Espaço Público de ontem, sob o comando de Paulo Moreira Leite.
Entrevista repleta de observações que mostram a riqueza e a abrangência do pensamento do autor de uma série de relatórios, vários deles com críticas ao governo em geral e ao governo Lula, em particular, elaborados quando ocupava o cargo de assessor durante o primeiro mandato do ex- presidente.
Dentre as observações e as ideias expostas pelo professor, a constatação do surgimento de um quinto poder em nossa República, representada por uma juventude competente, inteligente e qualificada, formada por juízes, procuradores, policiais federais. Jovens que agem como se estivessem imbuídos de uma missão a que devem se submeter e cumprir, custe o que custar, como se os fins, por seu valor servissem para justificar os meios por eles empregados.
Em outra parte da entrevista, tratou da importância do quarto poder, a grande mídia, de origem conservadora e submissa ao poder das oligarquias que a controlam e cujos interesses representam. O que assegura à midia, ao lado de seu poder de penetração e visibilidade na sociedade, a capacidade de chamar a si, de açambarcar o comportamento dos membros do 5º  poder.
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Como não poderia deixar de ser, abordou a questão, cada vez mais relevante em nossa sociedade, da necessidade e oportunidade de se discutir e aprovar instrumentos regulamentares, capazes de restringirem a formação de grupos oligopólicos, que combinam e lideram, com exclusividade, todos os meios de fornecimento e acesso à comunicação pública.
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 Para aqueles que não tiveram a oportunidade de assisti-la na íntegra, a entrevista pode ser vista no site do programa, ou da TV Brasil.

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