segunda-feira, 14 de setembro de 2026
Semana conturbada na esfera política e no campo da política econômico, enquanto as eleições se aproximam com anúncio de possível golpe
Youtube: https://youtu.be/jEO24efUWD4 ou Instagram:#paulocmf55
Atravessamos um período de extrema gravidade, fruto da inédita crise institucional deslanchada a partir da decretação da liquidação do Banco Master, da prisão de Daniel Vorcaro, seu proprietário, e das investigações a que estas ações deram origem.
Não à toa, sem tempo suficiente para avaliar os impactos da decisão da Autoridade Monetária, e vindo ao conhecimento público rumores da existência da prática de um sem número de eventuais crimes financeiros praticados pelo gangster banqueiro, envolvendo instituições como fundos de pensão de funcionários públicos e autoridades detentoras de cargos políticos e públicos, era possível antecipar o poder de aniquilação embutido no aparato de destruição criado por Vorcaro, capaz de implodir a República.
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É verdade que já haviam surgido antes, e ocasionalmente, indícios de comportamentos atípicos, senão criminosos, alimentando comentários discretos, limitados a ambientes financeiros e relacionados à surpreendente desenvoltura do dono e à evolução expressiva de seu Banco.
Igualmente, sempre causou curiosidade e estranheza a onipresença do Banco e de seu dirigente no fornecimento de patrocínio a eventos com objetivos, áreas de atuação e a presença de personalidades tão díspares e em números cada vez mais elásticos, tanto em território nacional quanto no exterior.
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Razão para desencadear uma onda de destruição avassaladora, capaz de levar de roldão a imagem e o respeito de instituições aparentemente sérias, além de reputações pessoais e profissionais, se existentes, de alguns de seus membros.
Motivo para que algumas dessas instituições, como nossa Corte Suprema, iniciarem um processo de depuração ou expurgação – embora parcial e seletivo-, promessa de uma semana das mais conturbadas dos últimos tempos em nosso país.
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Na esfera financeira, a semana abriga uma Superquarta: data em que tanto o FED define a taxa básica de juros para os Estados Unidos, quanto o Copom decide, no Brasil, os rumos da política monetária e a fixação da taxa de juros, a SELIC.
Dada a expectativa de alta dos juros americanos, em resposta ao aumento dos preços no país do agente laranja da devastação há, da parte de nossos analistas financeiros, a firme expectativa de o Copom manter a taxa de 14% ao ano, hoje em vigor.
Esta decisão evitaria possível fuga de capitais do Brasil, atraídos pela maior remuneração oferecida pelo país do norte, ou em busca de proteção face ao risco atrelado ao resultado de nosso processo eleitoral. Qualquer que fosse a causa, a saída de capitais poderia ter impactos no câmbio, valorizando o dólar e realimentando um processo de elevação interna de preços.
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A propósito da covardia ou inércia do COPOM ou de sua submissão aos interesses do mercado financeiro, recomendo o excelente artigo do professor José Luis Oreiro, “Entre a paralisia do COPOM e a necessidade de crescimento” (https://joseluisoreiro.substack.com/p/entre-a-paralisia-do-copom-e-a-necessidade?utm_source=share&utm_medium=android&r=8gsv3q).
O artigo mostra o prejuízo para a economia brasileira, as decisões de investimento indispensáveis para o país crescer, a elevação do PIB e a queda do endividamento público, medido pelo indicador Dívida Bruta/Pib, se o Copom assumir um comportamento letárgico, em obediência à bíblia da Pesquisa Focus.
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Juros reais de mais de 8% elevam o grau de endividamento também das famílias, impedem o crescimento da renda, ocasionam redução na criação formal de vagas de trabalho, promovem desaceleração da produção, conforme mostrado pelo evolução do IBC-Br, índice de produção e atividade medido pelo Banco Central.
Enquanto isso, a imprensa e jornais comemoram a deflação ou queda da inflação de 0,32% em agosto, que atribuem ao acerto na condução da política monetária.
Independentemente de a política de juros abusiva não ter efeito na queda de preços. A bem da verdade, a queda de preços de alimentos e energia tem como causa os mesmos fatores que causaram a alta de preços anterior, apenas que, agora, agindo na direção contrária. Entre tais fatores está o aquecimento climático, causa da escassez de chuvas que afeta o regime hídrico e provoca crise no abastecimento de água nas cidades, menor produção de eletricidade, perda nas plantações e alimentos e danos ambientais severos. Assim a redução de preços nada deve aos juros, mas à melhora do regime de chuvas e maior produção de alimentos. Melhora que pode, inclusive, ser passageira.
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O que não é considerado, por mais preocupante que seja, é o impacto dos juros sobre a queda da demanda, tanto de investimentos, quanto da parcela do consumo dependente do crédito, já que a menor demanda leva os empresários a optarem por cortes “em sua carne”, paralisando, total ou parcialmente, a atividade de setores de produção específicos ou de toda sua empresa. Decisões que provocam queda no nível de atividade, maior desemprego e menor renda, com efeitos cumulativos perversos para toda a economia.
O que poucos se dão conta é que, só em estágio posterior ao corte de produção é que irão decidir por corte de preços. Ou seja: a deflação ou queda de preços vem acompanhada e é o último passo depois de efeitos como o desemprego e a piora da qualidade de vida, mesmo dos patrões de si mesmos.
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Neste cenário de horrores, ainda há quem acredite e vote em candidatos como Tariflávio Rachamaster, reforçando a ideia de que o eleitor vota menos guiado pela honestidade do candidato que pela oportunidade de poder tirar proveitos futuros e ilegítimos de sua escolha. “Tá, ele é bandido, mas com ele aumentam minhas chances de obter mais vantagens”. Uma forma diferente do uso da frase surrada: já que não se restaura a moralidade, que se locupletem todos.
Delinquente formado e educado desde a infância, RachaMaster acumula casos suspeitos, que superam a amizade com milicianos e assassinos confessos; o reconhecimento à série de benefícios para as comunidades, devido ao ‘novo tipo de policiamento promovido pelas milícias’; peculato (desvio das verbas dos assessores de seu gabinete); acesso a 134 milhões de reais de origem escusa, para finalidade incerta e não sabida, talvez alguma lavagem ou operação de clareamento, infelizmente, nunca explicada e demonstrada.
Não bastasse isso, o compartilhamento de salas com o exemplo de lisura e idoneidade do Careca do INSS.
Em meio a tais qualificações, uma não se lhe pode negar: Flávio é golpista e faz questão de anunciar esta faceta fascista. Afinal, em meio a todo o drama do Judiciário, já afirmou que não vai respeitar nem o STF nem a Constituição, prometendo conceder o perdão ao seu pai criminoso e golpista frustrado, o que afronta o os incisos XLIII e XLIV da Constituição, em seu artigo 5º que torna insuscetíveis de graça ou anistia crimes hediondos, como aqueles contra a ordem constitucional e o Estado democrático.
Enfim, quem vota em bandido, como passarinho que come pedra, sabe bem o que aí vem.
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