Você me pede um verso
Não dou
mas posso dar o universo
do que sou
Você me quer por perto
mesmo distante
e eu, decerto, estou contigo
a todo instante
Você me pede o impossível
que vou buscar
e vagaria outras luas
para encontrar
peça que trago comigo, o luar
prá competir com este brilho
que emana de seu olhar
Só não posso te dar um colo
ou um carinho
um verso prá você guardar
no coração
pois que a musa do poema
foi-se embora
levou com ela
toda a minha inspiração.
quinta-feira, 22 de março de 2012
quarta-feira, 21 de março de 2012
Natureza Conquistada
Ser o intruso
Que toma de assalto sua fortaleza
E crava em sua vul...
/nerabilidade
a pedra fundamental da paz.
Revolver a terra nua
tomar do instrumento
e nela lançar sem...
/ente
Desvendar os segredos de suas grutas
onde o calor e a umidade
fundem-se em vapores
que exalam flagrâncias inebriantes
Aproveitar da abertura de sua bo...
/ca,
e, penetrar seu espaço vão
em frenético repouso
instalando ali, o meu ca...
/nsaço
Percorrer seus vales e serras
conquistar as planícies
sentir com o toque a sua vegetação rasteira
que adorna seu planalto central
e à noite,
embebedar-me em seu colo
após sorver o último trago desta taça
e cobrir-me com o manto de estrelas
que insistem em refletir
a sua luz...
Que toma de assalto sua fortaleza
E crava em sua vul...
/nerabilidade
a pedra fundamental da paz.
Revolver a terra nua
tomar do instrumento
e nela lançar sem...
/ente
Desvendar os segredos de suas grutas
onde o calor e a umidade
fundem-se em vapores
que exalam flagrâncias inebriantes
Aproveitar da abertura de sua bo...
/ca,
e, penetrar seu espaço vão
em frenético repouso
instalando ali, o meu ca...
/nsaço
Percorrer seus vales e serras
conquistar as planícies
sentir com o toque a sua vegetação rasteira
que adorna seu planalto central
e à noite,
embebedar-me em seu colo
após sorver o último trago desta taça
e cobrir-me com o manto de estrelas
que insistem em refletir
a sua luz...
terça-feira, 20 de março de 2012
Kamikase
enquanto o ato terrorista
explode a paz
e os símbolos do poder e opulência
ardem em chamas
deixo seu fogo
contagiar meu espírito
e transferir para o mundo de seu corpo
a explosão de gozo
em que me esvaio
e em meio
a ataques convulsivos
de prazer
deixo-me relaxar
em teu sossego.
explode a paz
e os símbolos do poder e opulência
ardem em chamas
deixo seu fogo
contagiar meu espírito
e transferir para o mundo de seu corpo
a explosão de gozo
em que me esvaio
e em meio
a ataques convulsivos
de prazer
deixo-me relaxar
em teu sossego.
segunda-feira, 19 de março de 2012
Pitacos econômicos
Duas entrevistas ontem, com economistas renomados discutiam a questão da queda dos juros, câmbio, etc.
Na Folha, Ilan Goldfayn, ex-diretor do Banco Central e atual diretor e economista chefe no Itaú e na Band, à noite o economista Luiz Carlos Mendonça de Barros, no programa Canal Livre.
Goldfayn, considerado o responsável pela implantação do programa de Metas Inflacionárias, questionado se considerava que o Banco Central estaria abandonando o instrumento foi bastante político em sua resposta. O fato de, em alguns momentos a taxa Selic deixar de ser usada como principal instrumento, não significa uma mudança da postura da Autoridade Monetária, preocupada em manter o controle do nível da inflação. Apenas, segundo ele, há momentos em que há espaço para que a taxa de inflação possa ser levada a convergir para a meta em prazo mais longo, a depender das condições da economia.
Na entrevista deixou claro que as condições econômicas e financeiras em vigor no mundo, levaram à criação e desenvolvimento de outros instrumentos para lidar com o controle inflacionário, como os controles macro-prudenciais, que têm sido utilizados pela nossa autoridade, de forma a liberar a Selic do papel de instrumento privilegiado de combate à inflação, então atribuído a ela.
Questionado sobre a questão da transparência do Banco Central, foi também elegante em seu comentário. O Banco Central tem mantido a mesma transparência hoje, que nos últimos anos, o que fica claro com a leitura da Ata do Copom divulgada na semana passada.
Segundo o economista, não há, no ar, como analistas de mercado andam espalhando de forma irresponsável, qualquer sobreposição de interesses políticos capazes de servirem de cabresto às ações do BC.
***
Mendonça de Barros no Canal Livre, por outro lado, abordou mais especificamente a questão do câmbio, criticando a preocupação manifestada pelo governo, em relação à entrada desenfreada de dólares em nossa economia, responsável pela valorização de nossa moeda.
Para o ex-ministro do governo FHC, o governo tem vendido à sociedade uma idéia de que há uma guerra cambial, ou uma tsunami que tem sido causada especialmente pela entrada de recursos externos em busca dos juros elevados pagos em nosso país.
Para ele, ao utilizar de imagens tão drásticas, o governo cria condições e espaço para acelerar a redução da taxa de juros básica de nossa economia, o que ele acredita que não vai resolver a questão da valorização de nossa moeda, nem conseguir impulsionar uma recuperação de nossa indústria, cada vez mais prejudicada pela competição com produtos importados.
Para Mendonça de Barros, não é a taxa de juros que atrai capitais, de caráter especulativo. Em sua argumentação, elenca dois outros fatores responsáveis pelo grande afluxo de capitais que têm sido destinados a nosso país: o ambiente econômico de dinamismo dos países emergentes, dentre os quais o Brasil tem se mostrado o de fundamentos mais sólidos e confiáveis; e a condição de economia exportadora de commodities.
***
Mendonça de Barros não o afirmou, mas a verdade é que o Brasil, como já afirmado por outros economistas, como Bresser Pereira, e até aqui mesmo nesse blog, corre sérios riscos de estar sofrendo do problema diagnosticado como Dutch Disease, ou um processo análogo ou similar a isso, a saber: um país com receitas de exportações elevadas, provenientes de venda de produtos primários, em nosso caso, ferro, aço, soja, capaz de acarretar no influxo de grande quantidade de moedas estrangeiras. Em decorrência, nossa moeda se valoriza o que implica em encarecimento dos produtos nacionais, principalmente dos industrializados, que perdem competitividade.
Para compensar esse encarecimento, a indústria nacional teria que promover ações para desenvolver sua competitividade genuína, o que implicaria em desenvolvimento de ações destinadas a aumentar a capacidade de inovar e realizar programas de pesquisa e desenvolvimento tecnológico, além de eliminar certos gargalos de nossa infra-estrutura.
Claro está, e concordo com Mendonça de Barros, que entre esses gargalos, deveríamos retomar e levar a cabo a discussão relativa à Reforma Tributária, tão necessária em nosso país, já de tantos anos. Mas, para a realização e aprovação dessa reforma, não creio que a questão fundamental seja localizada em reduzir a carga bruta total, de 35 ou 36% do Pib, para 25%, números citados pelo professor.
Na verdade, a questão é como fazer com que a Carga líquida seja efetivamente maior que a de 12%, que acaba sendo o valor à disposição do governo, depois de devolvidos para os setores empresariais, a título de juros, subsídios, incentivos, etc. - e para toda a população, através dos mecanismos de assistência social, a parcela de transferências que são mecanismo perverso de distribuição da carga tributária.
Tão ou mais perversos que o peso que os impostos indiretos representam na arrecadação total, porque enquanto esses são conhecidos e divulgados, aquelas transferências, não são de conhecimento público.
***
A segunda explicação para a entrada de dólares é que o ambiente econômico em nosso país apresenta oportunidades de negócios lucrativos cada vez mais raros para estimular os empresários a decidir por investimentos nos países mais avançados. Ou seja, enquanto Estados Unidos e Europa, mais Japão, não têm perspectivas de crescimento econômico capaz de induzir gastos de investimento, os países em desenvolvimento ainda têm amplos investimentos a serem feitos, seja na construção de sua base econômica, ou na sua atualização ou manutenção, seja em áreas de produção de commodities, etc.
No caso do Brasil, ainda há no horizonte próximo, a questão das obras de infra-estrutura, demandadas pela realização dos eventos esportivos agendados, como a Copa do Mundo de futebol e as Olimpíadas.
Para o professor Mendonça de Barros, de todos os Brics, nosso país é o que vende ainda, uma imagem mais confiável, e apresenta condições, como a de um comportamento fiscal responsável mais responsável, capaz de atrair investidores.
***
Citando a entrada recorde de capitais para Investimentos diretos, no ano passado, ele demonstra que, também por esse lado, a questão da entrada de divisas é muito maior que a provocada apenas pelos juros.
Ora, ninguém em sã consciência pode desprezar os dois motivos apontados pelo professor, embora, não seja possível minimizar, como ele o fez, a entrada de capitais em busca das elevadas taxas de juros de nossa economia.
A taxa Selic estava sim, elevada, e atraindo capitais em grande quantidade, e a prova disso é que, as medidas de taxação impostas pelo Ministério da Fazenda começaram a funcionar, e os bancos acreditam que o dólar vai sim, sofrer uma pequena valorização. Tanto que os bancos estão todos ou a grande maioria, com dólares em seus ativos.
E, por estar elevada a Selic, fruto de um cenário traçado pelo mercado e seus analistas, aqui sim, apenas para criar um ambiente de pavor frente a uma possível retomada da inflação, nosso país viu, durante todo o primeiro semestre de 2011, o Copom elevar a taxa básica. Com o BC capturado pelo mercado e seus interesses, a consequência foi que a economia brasileira apresentou uma das 3 taxas menores de crescimento do PIB das Américas, ficando atrás da média de elevação do PIB dos países da América do Sul, no patamar de 4%, e bem atrás de taxas apresentadas por nossos vizinhos com Argentina, Equador, etc.
***
Mas, se é verdade que a Selic inicia seu processo de queda, tão aguardado. E se é verdade que a nossa economia vai continuar atraindo ainda grandes quantidades de capitais externos (embora com alguma redução), cada vez mais é necessário que se debata e façamos uma reforma tributária e se proceda à colocação em funcionamento um verdadeiro programa de política industrial, acompanhado pela implantação de um autêntico programa de Desenvolvimento Científico e Tecnológico.
Na Folha, Ilan Goldfayn, ex-diretor do Banco Central e atual diretor e economista chefe no Itaú e na Band, à noite o economista Luiz Carlos Mendonça de Barros, no programa Canal Livre.
Goldfayn, considerado o responsável pela implantação do programa de Metas Inflacionárias, questionado se considerava que o Banco Central estaria abandonando o instrumento foi bastante político em sua resposta. O fato de, em alguns momentos a taxa Selic deixar de ser usada como principal instrumento, não significa uma mudança da postura da Autoridade Monetária, preocupada em manter o controle do nível da inflação. Apenas, segundo ele, há momentos em que há espaço para que a taxa de inflação possa ser levada a convergir para a meta em prazo mais longo, a depender das condições da economia.
Na entrevista deixou claro que as condições econômicas e financeiras em vigor no mundo, levaram à criação e desenvolvimento de outros instrumentos para lidar com o controle inflacionário, como os controles macro-prudenciais, que têm sido utilizados pela nossa autoridade, de forma a liberar a Selic do papel de instrumento privilegiado de combate à inflação, então atribuído a ela.
Questionado sobre a questão da transparência do Banco Central, foi também elegante em seu comentário. O Banco Central tem mantido a mesma transparência hoje, que nos últimos anos, o que fica claro com a leitura da Ata do Copom divulgada na semana passada.
Segundo o economista, não há, no ar, como analistas de mercado andam espalhando de forma irresponsável, qualquer sobreposição de interesses políticos capazes de servirem de cabresto às ações do BC.
***
Mendonça de Barros no Canal Livre, por outro lado, abordou mais especificamente a questão do câmbio, criticando a preocupação manifestada pelo governo, em relação à entrada desenfreada de dólares em nossa economia, responsável pela valorização de nossa moeda.
Para o ex-ministro do governo FHC, o governo tem vendido à sociedade uma idéia de que há uma guerra cambial, ou uma tsunami que tem sido causada especialmente pela entrada de recursos externos em busca dos juros elevados pagos em nosso país.
Para ele, ao utilizar de imagens tão drásticas, o governo cria condições e espaço para acelerar a redução da taxa de juros básica de nossa economia, o que ele acredita que não vai resolver a questão da valorização de nossa moeda, nem conseguir impulsionar uma recuperação de nossa indústria, cada vez mais prejudicada pela competição com produtos importados.
Para Mendonça de Barros, não é a taxa de juros que atrai capitais, de caráter especulativo. Em sua argumentação, elenca dois outros fatores responsáveis pelo grande afluxo de capitais que têm sido destinados a nosso país: o ambiente econômico de dinamismo dos países emergentes, dentre os quais o Brasil tem se mostrado o de fundamentos mais sólidos e confiáveis; e a condição de economia exportadora de commodities.
***
Mendonça de Barros não o afirmou, mas a verdade é que o Brasil, como já afirmado por outros economistas, como Bresser Pereira, e até aqui mesmo nesse blog, corre sérios riscos de estar sofrendo do problema diagnosticado como Dutch Disease, ou um processo análogo ou similar a isso, a saber: um país com receitas de exportações elevadas, provenientes de venda de produtos primários, em nosso caso, ferro, aço, soja, capaz de acarretar no influxo de grande quantidade de moedas estrangeiras. Em decorrência, nossa moeda se valoriza o que implica em encarecimento dos produtos nacionais, principalmente dos industrializados, que perdem competitividade.
Para compensar esse encarecimento, a indústria nacional teria que promover ações para desenvolver sua competitividade genuína, o que implicaria em desenvolvimento de ações destinadas a aumentar a capacidade de inovar e realizar programas de pesquisa e desenvolvimento tecnológico, além de eliminar certos gargalos de nossa infra-estrutura.
Claro está, e concordo com Mendonça de Barros, que entre esses gargalos, deveríamos retomar e levar a cabo a discussão relativa à Reforma Tributária, tão necessária em nosso país, já de tantos anos. Mas, para a realização e aprovação dessa reforma, não creio que a questão fundamental seja localizada em reduzir a carga bruta total, de 35 ou 36% do Pib, para 25%, números citados pelo professor.
Na verdade, a questão é como fazer com que a Carga líquida seja efetivamente maior que a de 12%, que acaba sendo o valor à disposição do governo, depois de devolvidos para os setores empresariais, a título de juros, subsídios, incentivos, etc. - e para toda a população, através dos mecanismos de assistência social, a parcela de transferências que são mecanismo perverso de distribuição da carga tributária.
Tão ou mais perversos que o peso que os impostos indiretos representam na arrecadação total, porque enquanto esses são conhecidos e divulgados, aquelas transferências, não são de conhecimento público.
***
A segunda explicação para a entrada de dólares é que o ambiente econômico em nosso país apresenta oportunidades de negócios lucrativos cada vez mais raros para estimular os empresários a decidir por investimentos nos países mais avançados. Ou seja, enquanto Estados Unidos e Europa, mais Japão, não têm perspectivas de crescimento econômico capaz de induzir gastos de investimento, os países em desenvolvimento ainda têm amplos investimentos a serem feitos, seja na construção de sua base econômica, ou na sua atualização ou manutenção, seja em áreas de produção de commodities, etc.
No caso do Brasil, ainda há no horizonte próximo, a questão das obras de infra-estrutura, demandadas pela realização dos eventos esportivos agendados, como a Copa do Mundo de futebol e as Olimpíadas.
Para o professor Mendonça de Barros, de todos os Brics, nosso país é o que vende ainda, uma imagem mais confiável, e apresenta condições, como a de um comportamento fiscal responsável mais responsável, capaz de atrair investidores.
***
Citando a entrada recorde de capitais para Investimentos diretos, no ano passado, ele demonstra que, também por esse lado, a questão da entrada de divisas é muito maior que a provocada apenas pelos juros.
Ora, ninguém em sã consciência pode desprezar os dois motivos apontados pelo professor, embora, não seja possível minimizar, como ele o fez, a entrada de capitais em busca das elevadas taxas de juros de nossa economia.
A taxa Selic estava sim, elevada, e atraindo capitais em grande quantidade, e a prova disso é que, as medidas de taxação impostas pelo Ministério da Fazenda começaram a funcionar, e os bancos acreditam que o dólar vai sim, sofrer uma pequena valorização. Tanto que os bancos estão todos ou a grande maioria, com dólares em seus ativos.
E, por estar elevada a Selic, fruto de um cenário traçado pelo mercado e seus analistas, aqui sim, apenas para criar um ambiente de pavor frente a uma possível retomada da inflação, nosso país viu, durante todo o primeiro semestre de 2011, o Copom elevar a taxa básica. Com o BC capturado pelo mercado e seus interesses, a consequência foi que a economia brasileira apresentou uma das 3 taxas menores de crescimento do PIB das Américas, ficando atrás da média de elevação do PIB dos países da América do Sul, no patamar de 4%, e bem atrás de taxas apresentadas por nossos vizinhos com Argentina, Equador, etc.
***
Mas, se é verdade que a Selic inicia seu processo de queda, tão aguardado. E se é verdade que a nossa economia vai continuar atraindo ainda grandes quantidades de capitais externos (embora com alguma redução), cada vez mais é necessário que se debata e façamos uma reforma tributária e se proceda à colocação em funcionamento um verdadeiro programa de política industrial, acompanhado pela implantação de um autêntico programa de Desenvolvimento Científico e Tecnológico.
A campanha (medíocre) do Galo invencível
Sete partidas e sete vitórias. A maior parte delas, com placar magro. Quatro, de virada.
Hora de analisar a campanha?
O time é lider. Na Copa Brasil, competição de maior projeção nesse primeiro semestre e sonho perseguido de longa data, eliminou o jogo de volta contra o time do Cene.
Mas, a verdade é que, em meio a tudo isso, o jogo é feio. Dá calo na vista ver o Galo entrar em campo e jogar.
O time cria muito? Mas, e a defesa que continua mal posicionada, levando gols que um time que se quer grande não pode tomar?
E o meio que não cria, não cadencia, não dá ritmo ao jogo, e fica satisfeito apenas por destruir jogadas lá atrás e aceitar a correria imposta, em geral, pelo adversário?
E o ataque, que jogo após jogo peca pela finalização, sempre transformando em verdadeiro martírio os jogos que, em outras ocasiões teriam sido decididos de maneira bem mais fácil?
A comprovação de que alguma coisa anda errada, do meio para trás, é dada pela própria informação de em quantas oportunidades o time saiu perdendo no placar.
E não vou aqui culpar o goleiro, por mais que seja mais fácil atacá-lo por falhas que, no geral, não são apenas pessoais. Embora a torcida o critique e, em momentos de maior exaltação, até cobrem a contratação de um goleiro de maior experiência.
A verdade, em minha opinião, é que a defesa está mal postada e, o mesmo problema que já se manifestava no campeonato brasileiro do ano passado continua presente: o miolo da zaga, formada por jogadores altos, fica devendo em mobilidade. Os jogadores são pesados. E, embora altos, não são muito de sair do chão. O que permite que as bolas fiquem cruzando a nossa área e o goleiro sempre fique vendido entre a opção por sair ou não do gol, para afastar o perigo.
Ora, exceto quando a bola cruza a pequena área, considerado o espaço em que a bola é sempre do goleiro, o problema é sério. Se ele sai para interceptar a bola em meio à grande área, na marca do pênalty, acusam-no de ser precipitado. Se fica parado, é indeciso. Se não sai esperando a ação de seus companheiros de defesa e essa não afasta o perigo, a culpa é do goleiro. Difícil a vida do bom goleiro Renan, mesmo admitindo que ele ainda falha sim, como qualquer outro goleiro. E ainda carece de mais experiência. Que só vem mesmo com mais, e não menos, jogos.
***
Richarlyson não agrada à torcida e nem tem dado conta do recado. Já há algum tempo, demonstra que como lateral esquerdo é mais vocacionado para jogar no meio campo. No meio, mostra que é um lateral razoável. Há muito tempo está longe de ser o jogador que despontou no São Paulo, onde realmente obteve destaque.
No meio campo, a vinda de Leandro Donizete, embora um bom jogador, mostra a opção de Cuca por um jogador que fecha mais a defesa mas que matou a capacidade de o Galo partir rapidamente para o contra-ataque.
Para piorar, Serginho voltou a ter chances com Cuca, e vem entrando em alguns jogos como o do Cene, apenas para mostrar que, embora esforçado, é bastante limitado para jogar no time que ja teve Vanderlei, Oldair, Toninho Cerezzo, apenas para ficar nos mais recentes.
***
No ataque, André mostra qualidades, mas mostra mais a necessidade de ter companheiros capazes de fazerem a bola chegar, redonda, até ele. Boa presença de área ele tem, mas... ter que ficar voltando para buscar bola e armar jogadas é aproveitá-lo mal.
A prova disso é que os últimos jogos, além de André, com alguns gols salvadores, nossa zaga é que tem sido responsável por fazer o que nosso ataque não tem mostrado apetite nem aptidão para fazer.
***
Enquanto isso, o time estrelado vai enfiando goleadas, acertando as peças da frente, e mostrando apetite para marcar gols. O mesmo apetite que mostrou na última vez que jogou contra nosso time e que, na oportunidade me levou a comentar que, se fosse o contrário, nosso time teria se acomodado com o placar de 2 ou 3 gols de frente.
Porque essa é a verdade que salta aos olhos: o Galo se acomoda, não tem gana de sapecar goleadas históricas.
E isso, enquanto está jogando com times como Guarani, América Teófilo Otoni, Nacional, Caldense, Villa e até esse gigante do futebol que é o Cene de Mato Grosso, que tanto trabalho nos deu para eliminá-los.
E sem falar que a abertura do placar só foi possível por força de um impedimento que o juiz não quis marcar.
***
E o Campeonato Nacional vem chegando, com data de início agendada para maio. Deus que tenha pena desse nosso time e de seu fraco futebol.
Hora de analisar a campanha?
O time é lider. Na Copa Brasil, competição de maior projeção nesse primeiro semestre e sonho perseguido de longa data, eliminou o jogo de volta contra o time do Cene.
Mas, a verdade é que, em meio a tudo isso, o jogo é feio. Dá calo na vista ver o Galo entrar em campo e jogar.
O time cria muito? Mas, e a defesa que continua mal posicionada, levando gols que um time que se quer grande não pode tomar?
E o meio que não cria, não cadencia, não dá ritmo ao jogo, e fica satisfeito apenas por destruir jogadas lá atrás e aceitar a correria imposta, em geral, pelo adversário?
E o ataque, que jogo após jogo peca pela finalização, sempre transformando em verdadeiro martírio os jogos que, em outras ocasiões teriam sido decididos de maneira bem mais fácil?
A comprovação de que alguma coisa anda errada, do meio para trás, é dada pela própria informação de em quantas oportunidades o time saiu perdendo no placar.
E não vou aqui culpar o goleiro, por mais que seja mais fácil atacá-lo por falhas que, no geral, não são apenas pessoais. Embora a torcida o critique e, em momentos de maior exaltação, até cobrem a contratação de um goleiro de maior experiência.
A verdade, em minha opinião, é que a defesa está mal postada e, o mesmo problema que já se manifestava no campeonato brasileiro do ano passado continua presente: o miolo da zaga, formada por jogadores altos, fica devendo em mobilidade. Os jogadores são pesados. E, embora altos, não são muito de sair do chão. O que permite que as bolas fiquem cruzando a nossa área e o goleiro sempre fique vendido entre a opção por sair ou não do gol, para afastar o perigo.
Ora, exceto quando a bola cruza a pequena área, considerado o espaço em que a bola é sempre do goleiro, o problema é sério. Se ele sai para interceptar a bola em meio à grande área, na marca do pênalty, acusam-no de ser precipitado. Se fica parado, é indeciso. Se não sai esperando a ação de seus companheiros de defesa e essa não afasta o perigo, a culpa é do goleiro. Difícil a vida do bom goleiro Renan, mesmo admitindo que ele ainda falha sim, como qualquer outro goleiro. E ainda carece de mais experiência. Que só vem mesmo com mais, e não menos, jogos.
***
Richarlyson não agrada à torcida e nem tem dado conta do recado. Já há algum tempo, demonstra que como lateral esquerdo é mais vocacionado para jogar no meio campo. No meio, mostra que é um lateral razoável. Há muito tempo está longe de ser o jogador que despontou no São Paulo, onde realmente obteve destaque.
No meio campo, a vinda de Leandro Donizete, embora um bom jogador, mostra a opção de Cuca por um jogador que fecha mais a defesa mas que matou a capacidade de o Galo partir rapidamente para o contra-ataque.
Para piorar, Serginho voltou a ter chances com Cuca, e vem entrando em alguns jogos como o do Cene, apenas para mostrar que, embora esforçado, é bastante limitado para jogar no time que ja teve Vanderlei, Oldair, Toninho Cerezzo, apenas para ficar nos mais recentes.
***
No ataque, André mostra qualidades, mas mostra mais a necessidade de ter companheiros capazes de fazerem a bola chegar, redonda, até ele. Boa presença de área ele tem, mas... ter que ficar voltando para buscar bola e armar jogadas é aproveitá-lo mal.
A prova disso é que os últimos jogos, além de André, com alguns gols salvadores, nossa zaga é que tem sido responsável por fazer o que nosso ataque não tem mostrado apetite nem aptidão para fazer.
***
Enquanto isso, o time estrelado vai enfiando goleadas, acertando as peças da frente, e mostrando apetite para marcar gols. O mesmo apetite que mostrou na última vez que jogou contra nosso time e que, na oportunidade me levou a comentar que, se fosse o contrário, nosso time teria se acomodado com o placar de 2 ou 3 gols de frente.
Porque essa é a verdade que salta aos olhos: o Galo se acomoda, não tem gana de sapecar goleadas históricas.
E isso, enquanto está jogando com times como Guarani, América Teófilo Otoni, Nacional, Caldense, Villa e até esse gigante do futebol que é o Cene de Mato Grosso, que tanto trabalho nos deu para eliminá-los.
E sem falar que a abertura do placar só foi possível por força de um impedimento que o juiz não quis marcar.
***
E o Campeonato Nacional vem chegando, com data de início agendada para maio. Deus que tenha pena desse nosso time e de seu fraco futebol.
Claustrofobia
Também eu me sinto entalado
no mês que se esgota
e no salário que se esvai
No cheque especial
em que me contorço aflito
e que não deixa espaço
sequer para rolar... débitos
Entalado no autoritarismo
travestido de bom senso e resignação
na desfaçatez
e na corrupção que grassa
Entalado na subserviência que me rodeia
e na indignação que não explode
mero nó na garganta seca
Entalado nos decibéis dos ruídos
que abafam as queixas
das vozes roucas da ruas
e os gemidos poucos
do pobre coitado a meu lado
Entalado em minha arrogância surda
que resiste em ouvir
o choro de fome do Barnabé meu vizinho
que ressoa à noite por minha casa
e paira entalado no mesmo espelho
que reflete a imagem do que sou eu.
no mês que se esgota
e no salário que se esvai
No cheque especial
em que me contorço aflito
e que não deixa espaço
sequer para rolar... débitos
Entalado no autoritarismo
travestido de bom senso e resignação
na desfaçatez
e na corrupção que grassa
Entalado na subserviência que me rodeia
e na indignação que não explode
mero nó na garganta seca
Entalado nos decibéis dos ruídos
que abafam as queixas
das vozes roucas da ruas
e os gemidos poucos
do pobre coitado a meu lado
Entalado em minha arrogância surda
que resiste em ouvir
o choro de fome do Barnabé meu vizinho
que ressoa à noite por minha casa
e paira entalado no mesmo espelho
que reflete a imagem do que sou eu.
sexta-feira, 16 de março de 2012
Às Escuras
Microondas
Torradeira
Vídeo-cassete
Aspirador
Televisão
Rádio relógio
Ar desligado
Quanto calor
Lava-louça
Secadora
Centrífuga
Ventilador
Freezer
Cafeteira
Geladeira
Ferro a vapor
Guitarra elétrica
Sauna e chuveiro
Barbeador
E secador
Luz apagada
Som desligado
Jogado ao canto
O computador
Só a lanterna
Movida à pilha
A noite brilha
Cortando o breu
Saio à varanda
Procuro a lua
E por mais que tentem
Constato cheio de emoção
A luz da lua
Ninguém raciona
Não a alcança o apagão.
Torradeira
Vídeo-cassete
Aspirador
Televisão
Rádio relógio
Ar desligado
Quanto calor
Lava-louça
Secadora
Centrífuga
Ventilador
Freezer
Cafeteira
Geladeira
Ferro a vapor
Guitarra elétrica
Sauna e chuveiro
Barbeador
E secador
Luz apagada
Som desligado
Jogado ao canto
O computador
Só a lanterna
Movida à pilha
A noite brilha
Cortando o breu
Saio à varanda
Procuro a lua
E por mais que tentem
Constato cheio de emoção
A luz da lua
Ninguém raciona
Não a alcança o apagão.
Assinar:
Postagens (Atom)