Inegavelmente, é uma decisão muito difícil de ser tomada por qualquer técnico e por qualquer time, a da estratégia a adotar para uma partida tal qual a do Atlético ontem. Especialmente levando-se em conta o fato de que é apenas a primeira partida de um jogo que, como gostam de dizer os comentaristas tem 180 minutos de futebol.
Some-se a isso o fato de o time do Galo estar desfalcado de sua zaga principal, o que teria, quando nada, um efeito moral sobre o grupo; do desfalque no meio-campo; de estar vindo de 15 dias de inatividade; de estar jogando na casa do adversário, com toda a pressão e força da torcida, e as coisas só vão se complicando para o treinador montar o time.
Mas, deixei para o final o mais importante, acrescente-se a tudo isso, o fato de o Newell's Old Boys ser uma excelente equipe, com jogadores espetaculares e em condições de jogar em qualquer time de futebol, aqui do Brasil e também da Europa, como os dois autores dos gols argentinos.
A dificuldade de Cuca para definir a formação tática do time tem de ser destacada.
***
Ainda assim, acho que ao privilegiar a defesa, tentando encurtar os espaços do meio campo para trás, e optando por praticamente renunciar ao jogo ofensivo, principal setor e mais elogiado e produtivo do time do Atlético, Cuca chamou o adversário para cima do Galão. E ao fazer isso, cometeu uma falha.
Insisto, para não passar a ideia, errada, de que estou criticando o técnico: ao abdicar de jogar com as características mais destacadas de nosso time, o nosso adversário encontrou um Atlético desfigurado. Sem alma. Sem espírito. Apático.
Daí porque as manchetes dos sites e jornais de hoje estampam que o nosso quarteto ofensivo, o quarteto mágico, apagou-se e nada fez durante os 90 minutos. Tornou-se apático.
***
A bem da verdade, o NOB entrou para fazer o abafa, jogando e marcando na pressão, reduzindo espaços, marcando a saída de bola e impedindo o Galo de ter espaços para dominar a bola, trocar passes, armar as jogadas.
Desde o início do jogo o técnico argentino mandou a campo uma equipe disposta a não dar espaço para o Galo sair para o ataque, já que afirmava que esperava um adversário agressivo.
Desse ponto de vista, o Galo deve tê-lo surpreendido. E seu time teve condições de partir da pressão para o abafa. E aproveitando as descidas de seus laterais, que atuavam como verdadeiros alas, e a inteligência de Maxi Rodriguez e a habilidade de Scocco, pressionar o Galo em todo o primeiro tempo, encurralando-nos.
***
Não fosse a zaga estar em uma noite inspirada, especialmente com Rafael Marques jogando sério, sem firulas e sem enfeitar; e Victor, muito bem e com reflexos apurados e .... sorte, o placar teria sido alterado no primeiro tempo.
Mas, chamando cada vez mais o time argentino para cima, não seria difícil que em um dado instante, a concentração e foco dos zagueiros do Galo não falhasse. E foi em uma distração, em um detalhe de marcação ou para ser mais exato, em uma falha de marcação que nasceu o primeiro gol argentino.
Com Maxi Rodriguez, por trás de 3 zagueiros atônitos no meio da área.
Daí para a frente, o Atlético tentou sair em busca do gol que seria o de empate e sua quase classificação, correndo o risco de tomar mais gols, que praticamente sepultariam suas chances na competição.
E por muito pouco não saiu o segundo gol do Newell"s, em nova bobeira de bate e rebate da zaga, que Rafael Marques tirou em cima da linha, Victor já batido.
Sorte demais. Sorte de campeão, pensei na hora.
E foi então que Cuca resolveu colocar o time para jogar para a frente, fazendo substituições que não tiveram o êxito esperado.
Na verdade, àquela altura Bernard, que tinha apenas feito uma jogada importante e uma falta desleal em todo o jogo, parecia já não ter mais pique ou gana de partir para cima.
***
É verdade que Bernard protagonizou outro lance no primeiro tempo que todo atleticano irá se lembrar e chorar durante toda a semana. Afinal, se o Newell's sufocava o Galo, foi a jogada que começou com Rafael Marques, passou pelos pés de Ronaldinho e, depois de um passe magistral do R10 encontrou Bernard entrando livre na diagonal, dentro da área, a trama mais perigosa e a que mais perto esteve de abrir o placar.
E foi do Galo. E foi com Bernard, o menino prodígio.
E Bernard desperdiçou, tentando tirar o goleiro do lance e dando chance para que o goleiro abafasse a jogada e salvasse seu time.
Naquela altura, ainda com o placar em branco, um a zero para o Galo faria toda a diferença e mudaria todo o panorama do jogo.
Mas...
***
Também é verdade que houve o gol de Jô, decretando o empate, e que o juiz, a meu modo de ver equivocadamente, anulou. Se Jô estava com o corpo projetado à frente, havia um pé atrasado, retardado no lance, de um beque do NOB que dava condições ao avante do Galo.
Mas, convenhamos, é lance para as câmaras de tevê e os tira-teimas discutirem. E não dá nem para acusar o juiz ou o auxiliar.
***
Depois, com o jogo já caminhando para seu final, Scocco, em lance de falta, de uma barreira mal formada e de um pique traiçoeiro da bola, acabou decretando o placar de 2 a zero.
Para punir o time que renunciou ao jogo e a respeitar suas características. Ou que não teve como impor sua forma de jogar, por méritos do adversário.
***
Difícil a classificação? Sim, inegável. Impossível? Não.
Dois a zero aqui é um placar que temos condição de construir. Se dermos sorte de marcarmos algum gol logo no início do jogo, então, as chances se ampliam muito.
Mas que vai ser difícil não há dúvida. E que nosso time não pode ficar fiando-se na expectativa do Horto, tendo que ter muita garra, muita disposição (coisa que Bernard, por exemplo não vem mostrando nas últimas partidas pelo Glorioso!) e disputar cada jogada e cada lance como se estivesse disputando um prato, talvez o último prato de comida, isso é também inegável.
E que tenhamos sorte e os deuses do futebol guiem nossos passos. E os de R10 e seus companheiros.
Mas, a maior dificuldade, admitamos é a qualidade do nosso adversário. O time deles é muito bom. Mas pode estar também em uma noite infeliz.
***
Que venha dia 10. E o Galo possa dar o troco, devidamente.
quinta-feira, 4 de julho de 2013
quarta-feira, 3 de julho de 2013
O sono do povo pós manifestações
Aquietam-se as ruas
Agora tomadas pelas manifestações de sempre
De trabalhadores por melhores salários
Professores por condições de trabalho
Médicos contra planos de saúde
Que os exploram
Como o fazem com os clientes
Que sem ter a quem recorrer
Apenas sofrem nas filas de espera
Evitando ir ao posto do SUS
Onde nem médico há
Para ajudar a morrer
Motoristas de taxi se unem
Trocadores e condutores de ônibus
Reivindicam seus direitos
Com a operação linguição
Enquanto em meio ao caos
Na clandestinidade
Os motoristas de vans
Aproveitam o momento
Fazem das vans lotação
Em busca de maior rendimento
Estudantes fazem manifestação
Exigindo passe livre
E o movimento sem terra
Acampado em praça pública
Pede terra pra plantar
A vida volta ao normal
Segue seu ritmo agitado
Típico do caos habitual
De um povo que não se cansa
E sempre esteve acordado
terça-feira, 2 de julho de 2013
Financiamento público de campanha versus fundos privados
Dilma insiste e eu insisto junto: sem dúvida, há uma necessidade premente de que se discuta a questão da reforma política e, com destaque, o problema do financiamento de campanhas.
Que em minha opinião, como já manifesta, deveria ser financiamento público.
Porque? Para evitar que os grandes empresários, banqueiros, empreiteiros pudessem bancar privadamente os cada vez mais milionários gastos de campanha, tornando-se credores, para não dizer patrões dos representantes que deveriam representar o povo.
***
Anivaldo Matias, professor, membro e, se não me engano, coordenador do movimento contra a corrupção no país, em sua seção de Minas, entrevistado pelo programa Mundo Político da Tv Assembléia ainda tratou desse assunto nesse último domingo.
Curto e grosso, sua primeira fala foi exatamente para abordar a questão do financiamento e revelar dois dados. O primeiro, que não passa despercebido a ninguém bem intencionado, o de que nenhum empresário dá dinheiro de graça. Todos querem, e depois cobram, algo em troca por sua benevolência.
O segundo dado é ainda mais significativo, algo em torno de 70% dos deputados eleitos, fazem parte daqueles que lideram a lista de beneficiários das doações empresariais.
Ou seja: com o financiamento como é feito nos dias atuais, a Câmara, o Legislativo já se renova, "nasce" corrompido.
***
Muitos não se percebem disso. Mas, é por conta desse financiamento que os projetos de leis, o orçamento, tudo que passa pelo Congresso, seja na área da Educação, da Saúde ou da Segurança, começa sempre pela questão das obras físicas, dos equipamentos necessários, etc.
Acontece mais ou menos assim: precisamos melhorar a Educação. Entretanto, ao invés de realizarmos um verdadeiro debate quanto à questão dos conteúdos curriculares (em algumas áreas do conhecimento, quanto mais avança o conhecimento e surgem novas teorias, mais a preocupação é em reduzir o tempo para a conclusão do curso - o que revela uma postura que abandona o estudo da evolução histórica das ideias e sua importância, para focar apenas e tão somente nas últimas ideias ou pior, na forma que algumas correntes encaixam ideias completamente divergentes, como se fossem todas parte de um mesmo e único pensamento. Isso significa e abre oportunidade para uma distorção proposital dos conteúdos, não raro com grande objetivo ideológico!)
O parentêse ficou tão grande que devo começar novamente a frase: ao invés de se discutir conteúdo, encadeamento de conteúdos, métodos e formas de aplicação dos métodos didáticos, qualificação e claro, remuneração adequada de professores, etc. a principal discussão centra sua atenção na questão da construção de escolas, de prédios, com suas instalações e equipamentos, ou seja, a parte visível e concreta, mas não mais importante da questão.
***
Lembro-me quando fazia parte de uma equipe de trabalho que se propôs a apresentar um projeto de modernização para a Superintendência da Receita da Secretaria da Fazenda de Minas. Daquele grupo, nos idos de 1987, saiu uma proposta que informatizava, de forma integrada, todos os sistemas relativos à gestão e arrecadação e controle da Receita (o projeto apelidado de Águia de Fogo).
Pois bem, malgrado os esforços de Lindberg, nosso gênio da informática, a atuação do José Maria e a coordenação sempre efetiva do Wellington, a primeira consequência do projeto foram as instalações de antenas para comunicação via satélite entre várias unidades regionais em que a Receita Estadual se compunha.
Ou seja: o que chama a atenção e dá voto é a obra física. Claro, voto e lucro para os empreteiros, construtores, fornecedores de materiais, e financiamentos de campanhas futuras.
***
Muita gente torce o nariz ao se falar de financiamento público. Afinal esse dinheiro sairia de nossos impostos. Mas evitaria a corrupção deslavada. O favorecimento nos editais e obras. O surgimento de novas Deltas. Evitaria que as licitações fossem de cartas marcadas, ao menos por parte dos representantes do governo, já que as cartas marcadas continuariam tendo a oportunidade de se manifestarem por conta dos conluios dos próprios empresários participantes.
E evitaria o sobrepreço, as cláusulas de reajustes que mais tarde transformam os preços reduzidos nas construções mais caras. Por fim, evitaria a impunidade que, de forma mais disfarçada, acaba acontecendo, não por falta de punição de um culpado, mas por força de o esquema funcionar de tal jeito que não dá nem mesmo para se identificar culpados ou sequer erros ou pior, crimes.
***
Além disso, dando aos partidos recursos em volume semelhante, evitaria que alguns deles pudessem impor seu peso econômico para conquista de maiorias movidas não a ideologias, ou pelo mais genuino e ingênuo interesse público, mas apenas pelo mais deslavado interesse financeiro.
E nossa representação teria, do ponto de vista da representatividade, talvez, mais credibilidade e mais veracidade e fidelidade.
Digo talvez, apesar de admitir que, alguns setores torceriam o nariz para certos representantes eleitos, apenas por representarem outros nichos de interesses ou outros grupos sociais. Como foi, por exemplo, o caso da eleição de Tiririca, que tanto irritou aos cultos e doutos e pouco democráticos setores de uma parcela, felizmente mínima da classe média alta de nosso país.
Talvez também, em razão de saber que, face à ignorância, por esse motivo mesmo cultivada e estimulada no país, muita gente com baixo nível de alfabetização, por exemplo, se acha preparada para discutir os problemas vivenciados apenas por eles, e se fazer representar para poder fazer propostas e sugestões para a solução desses problemas.
Assim, muitos analfabetos acabam achando que farão melhor votando em um político letrado, formado e cujos interesses nunca podem ser semelhantes aos de seus eleitores, a quem não podem representar. Até por não conseguirem entender o problema que os eleitores vivem.
***
Prefiro a democracia em que todos podem se manifestar, que a aristocracia, na acepção da casta dos dotados de saber.
Afinal, a política, não podemos nos esquecer, cuida sempre de questões que desnudam interesses, sociais ou de classes e também pessoais.
***
Mas, o financiamento público deve ter regras claras e barreiras de contenção entendido aqui que só partidos que atenderem a certos critérios de representatividade podem acessar a esses recursos, que deverão ser controlados e ter a sua utilização auditada de forma séria, de preferência por auditorias de mercado e não pelos Tribunais de Contas ou outros órgãos, do próprio Estado, embora eles possam também participar ou fazer esse trabalho de forma paralela.
E, constatado algum financiamento de pessoas jurídicas e empresas, punição exemplar para o candidato ou eleito, como a cassação automática e com rito sumário e prisão e multa espetacular para o empresário.
Percebe-se que não acho que, sob certos limites, seja impedido o financiamento feito por doações de pessoas físicas. Com a comprovação de gastos necessária.
***
Trouxe a questão das barreiras de contenção, para tratar de forma breve e superficial de outro assunto, correlato. Não acho que seja ruim ter um número muito grande de partidos. Nos Estados Unidos, o número é muito elevado e ninguém reclama disso. Acho que todos os setores e ideias ou ideologias devem se manifestar e se organizar para o fazê-lo.
O problema não está no número de partidos e candidatos em minha opinião. Mas em tratar os maiores partidos e mais representativos, a cada instante da vida sócio-política nacional, de forma diferenciada daqueles que representam minorias e até radicalismos.
Por isso, a questão da necessidade de regras de barreiras, no uso dos recursos dos fundos públicos, que dão suporte à formação do fundo partidário.
***
Mas, ainda assim, a questão do financiamento tem de ser debatida e deve ser tratada como prioritária, em minha opinião.
Que em minha opinião, como já manifesta, deveria ser financiamento público.
Porque? Para evitar que os grandes empresários, banqueiros, empreiteiros pudessem bancar privadamente os cada vez mais milionários gastos de campanha, tornando-se credores, para não dizer patrões dos representantes que deveriam representar o povo.
***
Anivaldo Matias, professor, membro e, se não me engano, coordenador do movimento contra a corrupção no país, em sua seção de Minas, entrevistado pelo programa Mundo Político da Tv Assembléia ainda tratou desse assunto nesse último domingo.
Curto e grosso, sua primeira fala foi exatamente para abordar a questão do financiamento e revelar dois dados. O primeiro, que não passa despercebido a ninguém bem intencionado, o de que nenhum empresário dá dinheiro de graça. Todos querem, e depois cobram, algo em troca por sua benevolência.
O segundo dado é ainda mais significativo, algo em torno de 70% dos deputados eleitos, fazem parte daqueles que lideram a lista de beneficiários das doações empresariais.
Ou seja: com o financiamento como é feito nos dias atuais, a Câmara, o Legislativo já se renova, "nasce" corrompido.
***
Muitos não se percebem disso. Mas, é por conta desse financiamento que os projetos de leis, o orçamento, tudo que passa pelo Congresso, seja na área da Educação, da Saúde ou da Segurança, começa sempre pela questão das obras físicas, dos equipamentos necessários, etc.
Acontece mais ou menos assim: precisamos melhorar a Educação. Entretanto, ao invés de realizarmos um verdadeiro debate quanto à questão dos conteúdos curriculares (em algumas áreas do conhecimento, quanto mais avança o conhecimento e surgem novas teorias, mais a preocupação é em reduzir o tempo para a conclusão do curso - o que revela uma postura que abandona o estudo da evolução histórica das ideias e sua importância, para focar apenas e tão somente nas últimas ideias ou pior, na forma que algumas correntes encaixam ideias completamente divergentes, como se fossem todas parte de um mesmo e único pensamento. Isso significa e abre oportunidade para uma distorção proposital dos conteúdos, não raro com grande objetivo ideológico!)
O parentêse ficou tão grande que devo começar novamente a frase: ao invés de se discutir conteúdo, encadeamento de conteúdos, métodos e formas de aplicação dos métodos didáticos, qualificação e claro, remuneração adequada de professores, etc. a principal discussão centra sua atenção na questão da construção de escolas, de prédios, com suas instalações e equipamentos, ou seja, a parte visível e concreta, mas não mais importante da questão.
***
Lembro-me quando fazia parte de uma equipe de trabalho que se propôs a apresentar um projeto de modernização para a Superintendência da Receita da Secretaria da Fazenda de Minas. Daquele grupo, nos idos de 1987, saiu uma proposta que informatizava, de forma integrada, todos os sistemas relativos à gestão e arrecadação e controle da Receita (o projeto apelidado de Águia de Fogo).
Pois bem, malgrado os esforços de Lindberg, nosso gênio da informática, a atuação do José Maria e a coordenação sempre efetiva do Wellington, a primeira consequência do projeto foram as instalações de antenas para comunicação via satélite entre várias unidades regionais em que a Receita Estadual se compunha.
Ou seja: o que chama a atenção e dá voto é a obra física. Claro, voto e lucro para os empreteiros, construtores, fornecedores de materiais, e financiamentos de campanhas futuras.
***
Muita gente torce o nariz ao se falar de financiamento público. Afinal esse dinheiro sairia de nossos impostos. Mas evitaria a corrupção deslavada. O favorecimento nos editais e obras. O surgimento de novas Deltas. Evitaria que as licitações fossem de cartas marcadas, ao menos por parte dos representantes do governo, já que as cartas marcadas continuariam tendo a oportunidade de se manifestarem por conta dos conluios dos próprios empresários participantes.
E evitaria o sobrepreço, as cláusulas de reajustes que mais tarde transformam os preços reduzidos nas construções mais caras. Por fim, evitaria a impunidade que, de forma mais disfarçada, acaba acontecendo, não por falta de punição de um culpado, mas por força de o esquema funcionar de tal jeito que não dá nem mesmo para se identificar culpados ou sequer erros ou pior, crimes.
***
Além disso, dando aos partidos recursos em volume semelhante, evitaria que alguns deles pudessem impor seu peso econômico para conquista de maiorias movidas não a ideologias, ou pelo mais genuino e ingênuo interesse público, mas apenas pelo mais deslavado interesse financeiro.
E nossa representação teria, do ponto de vista da representatividade, talvez, mais credibilidade e mais veracidade e fidelidade.
Digo talvez, apesar de admitir que, alguns setores torceriam o nariz para certos representantes eleitos, apenas por representarem outros nichos de interesses ou outros grupos sociais. Como foi, por exemplo, o caso da eleição de Tiririca, que tanto irritou aos cultos e doutos e pouco democráticos setores de uma parcela, felizmente mínima da classe média alta de nosso país.
Talvez também, em razão de saber que, face à ignorância, por esse motivo mesmo cultivada e estimulada no país, muita gente com baixo nível de alfabetização, por exemplo, se acha preparada para discutir os problemas vivenciados apenas por eles, e se fazer representar para poder fazer propostas e sugestões para a solução desses problemas.
Assim, muitos analfabetos acabam achando que farão melhor votando em um político letrado, formado e cujos interesses nunca podem ser semelhantes aos de seus eleitores, a quem não podem representar. Até por não conseguirem entender o problema que os eleitores vivem.
***
Prefiro a democracia em que todos podem se manifestar, que a aristocracia, na acepção da casta dos dotados de saber.
Afinal, a política, não podemos nos esquecer, cuida sempre de questões que desnudam interesses, sociais ou de classes e também pessoais.
***
Mas, o financiamento público deve ter regras claras e barreiras de contenção entendido aqui que só partidos que atenderem a certos critérios de representatividade podem acessar a esses recursos, que deverão ser controlados e ter a sua utilização auditada de forma séria, de preferência por auditorias de mercado e não pelos Tribunais de Contas ou outros órgãos, do próprio Estado, embora eles possam também participar ou fazer esse trabalho de forma paralela.
E, constatado algum financiamento de pessoas jurídicas e empresas, punição exemplar para o candidato ou eleito, como a cassação automática e com rito sumário e prisão e multa espetacular para o empresário.
Percebe-se que não acho que, sob certos limites, seja impedido o financiamento feito por doações de pessoas físicas. Com a comprovação de gastos necessária.
***
Trouxe a questão das barreiras de contenção, para tratar de forma breve e superficial de outro assunto, correlato. Não acho que seja ruim ter um número muito grande de partidos. Nos Estados Unidos, o número é muito elevado e ninguém reclama disso. Acho que todos os setores e ideias ou ideologias devem se manifestar e se organizar para o fazê-lo.
O problema não está no número de partidos e candidatos em minha opinião. Mas em tratar os maiores partidos e mais representativos, a cada instante da vida sócio-política nacional, de forma diferenciada daqueles que representam minorias e até radicalismos.
Por isso, a questão da necessidade de regras de barreiras, no uso dos recursos dos fundos públicos, que dão suporte à formação do fundo partidário.
***
Mas, ainda assim, a questão do financiamento tem de ser debatida e deve ser tratada como prioritária, em minha opinião.
De fadas e sonhos
Rainha da delicadeza
Sua beleza não encobre a simpatia
E seu silêncio não esconde com certeza
O que seus grandes olhos teimam em revelar
Espelhos da felicidade
Reflexo de poesia genuína
Que o seu sorriso ajuda a espalhar
Transformando o ambiente à sua volta
Com esse seu jeito de menina
Que seduz com seu poder de enfeitiçar
Fada de sonhos
Você é musa que alimenta a fantasia
Que nos envolve e impede despertar
Ter você perto é motivo de alegria
É o sonho que se fez realizado
E a vontade de dormir sem acordar.
segunda-feira, 1 de julho de 2013
Pitacos do jogo de ontem e do domingo e suas notícias
Brasil tricampeão da Copa das Confederações. Com uma atuação que surpreendeu pela disposição, garra, vontade e disciplina tática, o time brasileiro sapecou um 3 a zero na seleção campeã do mundo para ninguém botar defeito.
Com a vitória, retorna o endeusamento de Felipão, especialmente na televisão de maior audiência em nosso país: a Globo. E com essa postura, as bobagens de sempre, tão a gosto da Globo, como a ideia conservadora e de viés autoritário, da tal "família Scolari".
Sim, aquele bando de menininhos bem comportados que, se não seguirem a cartilha de comportamento do papai Felipão, não segue na brincadeira. Como aconteceu, antes, com Romário. E agora, para a Copa que se encerrou, com Ronaldinho Gaúcho.
***
Mas deixemos isso pra lá. E tratemos da partida de ontem, para admitir e ter de reconhecer uma obviedade. Tudo teria sido diferente, não tivesse o Brasil marcado o seu primeiro gol aos 2 minutos de jogo, em jogada que começou com Hulk, que mais tarde participaria ainda do terceiro gol da seleção. E, por isso e sua atuação, jogando às vezes atrás do próprio Daniel Alves, na marcação do ataque da Espanha, reabilitou-se aos olhos da torcida brasileira e da carioca, em particular.
Gol que mostrou, de um lado, a disposição dos jogadores brasileiros e o oportunismo de Fred. Opostos à postura da Espanha, em minha opinião representada pelo fato de que Casillas parece ter ido na bola esperando que, caído, Fred não tivesse condições de girar e acertar o chute.
***
Depois disso, a Espanha teria que sair de seu estilo cadenciado de jogo, mas não foi isso que a tevê mostrou, exceto talvez até que a surpresa tivesse sido já absorvida.
E, embora a seleção brasileira marcasse em cima, e fizesse todas as faltas que os times de Felipão se notabilizam por fazer, a Espanha impôs seu toque de bola. E, já na metade do primeiro tempo, embora sem objetividade, a Espanha já começava a reter a bola por mais tempo.
A perda do gol por Pedro, em excelente intervenção de David Luiz e o gol de Neymar quase que em seguida decretou já a derrota espanhola, confirmada pela volta apática para o segundo tempo, seja pelo novo gol sofrido aos 2 minutos, novamente em jogada que teve a participação de Hulk, um corta luz espetacular de Neymar e, mais uma vez, Fred.
***
Mas, se ganhou com autoridade e se impôs em campo, o drama agora é suportar a imprensa e, insisto, os comentaristas e o pessoal da Globo, Galvão à frente.
E uma ou outra declaração de jogadores como Júlio César, capaz de disparar uma série de bobagens, como a de que o futebol tem uma hierarquia, já que somos penta-campeões do mundo; ou a de que se a Espanha tivesse cruzado com o Brasil na competição em que foi campeã, o resultado teria sido outro. Ou ainda que a Espanha deverá tentar escapar de enfrentar o Brasil na Copa do ano que vem.
Tanta besteira, e arrogância não tratada por ninguém, apenas mereceria uma resposta: o Brasil não cruzou com a seleção espanhola, ao menos na final, por falha clamorosa do próprio goleiro. Que se reabilitou agora, é verdade, o que não lhe dá o direito de ficar falando asneiras. Afinal, jogo se ganha em campo, como o Brasil ganhou ontem, e não em função dos títulos que times que falaram menos e jogaram mais, conquistaram anos atrás.
E a imprensa o poupou e até elogiou, por que ele deu a volta por cima. Mas continua arrogante como era antes de presentear a Holanda em 2010.
***
Para mim, embora os lampejos todos tenham sido de Neymar, claro, o melhor e mais regular da Copa foi Paulinho. Mas, o patrocínio e os lampejos não permitem que outro seja o escolhido. E, convenhamos, dentro de 10 anos, o que estará em nossa memória são as jogadas memoráveis, não a disciplina tática, a competência, etc.
***
Dilma não foi ao Maracanã para a assistir à final da Copa. Ficou em Brasília, reunida com um grupo de ministros para tratar da condução da reunião ministerial de hoje. Embora muitos irão se apegar ao fato de que ela foi vaiada na partida da abertura em Brasília e irão alegar que ela estava fugindo de novas manifestações de desagrado popular, a verdade é que o grave momento por que o país passa a levou a tal decisão.
Fosse um desastre climático, por exemplo, com muitos mortos e feridos, e a presidenta tivesse ido ao Maracanã, toda a imprensa estaria hoje condenando o fato de ela ter ido comemorar a conquista esportiva, dando as costas às vítimas. Tivesse ela ido pessoalmente à região afetada, todos iriam respeitar sua opção.
Mas, agora o momento é outro. Não houve desastre. Há manifestações por todo o país e a grande mídia torce - e distorce, para que o povo continue derrubando a popularidade da presidenta, como forma de manifestar sua indignação por problemas que o afligem há pelo menos 100 anos, e que, em sua maioria nem depende da presidenta, mas de governadores e prefeitos.
Exatamente os governadores e prefeitos que têm adotado a postura de omissão que a presidenta não adotou.
Mas, à imprensa interessa que a presidenta perca força e, quem sabe, possa ser derrotada por qualquer um desses candidatos que estão se apresentando, em defesa da volta do atraso e da paralisação das conquistas sociais: Marina Silva, Joaquim Barbosa, e Aécio.
***
Tanto isso é verdade, que ninguém mencionou que a maior parcela de queda em sua popularidade foi justamente na faixa etária dos manifestantes que estão nas ruas. Ou seja, na população mais jovem. O que é natural, uma vez que o próprio clima agora, é propício a essa maior rejeição. A todos os políticos e partidos. E não à ela especialmente.
Também ninguém analisou friamente que somados os ótimos e bons, com os regulares, há ainda uma expressiva maioria da população que confia na atual chefe do Executivo.O que caiu muito foi o número de ótimos e bons.
Mas deixemos o jogo político de lado, ao menos por agora.
***
Quarta tem jogão de bola. E o Galo vai a Rosário cheio de problemas para armar o time. Embora a volta dos jogadores que estavam na seleção seja um estímulo.
Mas, sem Réver, sem Leo Silva, sem Donizete, talvez sem Pierre, o Galo perdeu praticamente sua base defensiva, já que Marcos Rocha joga saindo e avançando mais, o mesmo se sucedendo com Richarlyson.
É esperar. Confiar e torcer.
Com a vitória, retorna o endeusamento de Felipão, especialmente na televisão de maior audiência em nosso país: a Globo. E com essa postura, as bobagens de sempre, tão a gosto da Globo, como a ideia conservadora e de viés autoritário, da tal "família Scolari".
Sim, aquele bando de menininhos bem comportados que, se não seguirem a cartilha de comportamento do papai Felipão, não segue na brincadeira. Como aconteceu, antes, com Romário. E agora, para a Copa que se encerrou, com Ronaldinho Gaúcho.
***
Mas deixemos isso pra lá. E tratemos da partida de ontem, para admitir e ter de reconhecer uma obviedade. Tudo teria sido diferente, não tivesse o Brasil marcado o seu primeiro gol aos 2 minutos de jogo, em jogada que começou com Hulk, que mais tarde participaria ainda do terceiro gol da seleção. E, por isso e sua atuação, jogando às vezes atrás do próprio Daniel Alves, na marcação do ataque da Espanha, reabilitou-se aos olhos da torcida brasileira e da carioca, em particular.
Gol que mostrou, de um lado, a disposição dos jogadores brasileiros e o oportunismo de Fred. Opostos à postura da Espanha, em minha opinião representada pelo fato de que Casillas parece ter ido na bola esperando que, caído, Fred não tivesse condições de girar e acertar o chute.
***
Depois disso, a Espanha teria que sair de seu estilo cadenciado de jogo, mas não foi isso que a tevê mostrou, exceto talvez até que a surpresa tivesse sido já absorvida.
E, embora a seleção brasileira marcasse em cima, e fizesse todas as faltas que os times de Felipão se notabilizam por fazer, a Espanha impôs seu toque de bola. E, já na metade do primeiro tempo, embora sem objetividade, a Espanha já começava a reter a bola por mais tempo.
A perda do gol por Pedro, em excelente intervenção de David Luiz e o gol de Neymar quase que em seguida decretou já a derrota espanhola, confirmada pela volta apática para o segundo tempo, seja pelo novo gol sofrido aos 2 minutos, novamente em jogada que teve a participação de Hulk, um corta luz espetacular de Neymar e, mais uma vez, Fred.
***
Mas, se ganhou com autoridade e se impôs em campo, o drama agora é suportar a imprensa e, insisto, os comentaristas e o pessoal da Globo, Galvão à frente.
E uma ou outra declaração de jogadores como Júlio César, capaz de disparar uma série de bobagens, como a de que o futebol tem uma hierarquia, já que somos penta-campeões do mundo; ou a de que se a Espanha tivesse cruzado com o Brasil na competição em que foi campeã, o resultado teria sido outro. Ou ainda que a Espanha deverá tentar escapar de enfrentar o Brasil na Copa do ano que vem.
Tanta besteira, e arrogância não tratada por ninguém, apenas mereceria uma resposta: o Brasil não cruzou com a seleção espanhola, ao menos na final, por falha clamorosa do próprio goleiro. Que se reabilitou agora, é verdade, o que não lhe dá o direito de ficar falando asneiras. Afinal, jogo se ganha em campo, como o Brasil ganhou ontem, e não em função dos títulos que times que falaram menos e jogaram mais, conquistaram anos atrás.
E a imprensa o poupou e até elogiou, por que ele deu a volta por cima. Mas continua arrogante como era antes de presentear a Holanda em 2010.
***
Para mim, embora os lampejos todos tenham sido de Neymar, claro, o melhor e mais regular da Copa foi Paulinho. Mas, o patrocínio e os lampejos não permitem que outro seja o escolhido. E, convenhamos, dentro de 10 anos, o que estará em nossa memória são as jogadas memoráveis, não a disciplina tática, a competência, etc.
***
Dilma não foi ao Maracanã para a assistir à final da Copa. Ficou em Brasília, reunida com um grupo de ministros para tratar da condução da reunião ministerial de hoje. Embora muitos irão se apegar ao fato de que ela foi vaiada na partida da abertura em Brasília e irão alegar que ela estava fugindo de novas manifestações de desagrado popular, a verdade é que o grave momento por que o país passa a levou a tal decisão.
Fosse um desastre climático, por exemplo, com muitos mortos e feridos, e a presidenta tivesse ido ao Maracanã, toda a imprensa estaria hoje condenando o fato de ela ter ido comemorar a conquista esportiva, dando as costas às vítimas. Tivesse ela ido pessoalmente à região afetada, todos iriam respeitar sua opção.
Mas, agora o momento é outro. Não houve desastre. Há manifestações por todo o país e a grande mídia torce - e distorce, para que o povo continue derrubando a popularidade da presidenta, como forma de manifestar sua indignação por problemas que o afligem há pelo menos 100 anos, e que, em sua maioria nem depende da presidenta, mas de governadores e prefeitos.
Exatamente os governadores e prefeitos que têm adotado a postura de omissão que a presidenta não adotou.
Mas, à imprensa interessa que a presidenta perca força e, quem sabe, possa ser derrotada por qualquer um desses candidatos que estão se apresentando, em defesa da volta do atraso e da paralisação das conquistas sociais: Marina Silva, Joaquim Barbosa, e Aécio.
***
Tanto isso é verdade, que ninguém mencionou que a maior parcela de queda em sua popularidade foi justamente na faixa etária dos manifestantes que estão nas ruas. Ou seja, na população mais jovem. O que é natural, uma vez que o próprio clima agora, é propício a essa maior rejeição. A todos os políticos e partidos. E não à ela especialmente.
Também ninguém analisou friamente que somados os ótimos e bons, com os regulares, há ainda uma expressiva maioria da população que confia na atual chefe do Executivo.O que caiu muito foi o número de ótimos e bons.
Mas deixemos o jogo político de lado, ao menos por agora.
***
Quarta tem jogão de bola. E o Galo vai a Rosário cheio de problemas para armar o time. Embora a volta dos jogadores que estavam na seleção seja um estímulo.
Mas, sem Réver, sem Leo Silva, sem Donizete, talvez sem Pierre, o Galo perdeu praticamente sua base defensiva, já que Marcos Rocha joga saindo e avançando mais, o mesmo se sucedendo com Richarlyson.
É esperar. Confiar e torcer.
sexta-feira, 28 de junho de 2013
O Brasil a ponto de conquistar o TRICAMPEONATO de nada???? O que vale essa Copa? E esse silêncio da mídia?
Por que razão a grande imprensa tem tanta relutância em dizer que, caso o Brasil seja o campeão da Copa das Confederações, sagrar-se-á tricampeão desse torneio?
Porque em um país que valoriza tanto, e de forma até incorreta ou exagerada, a conquista de vários títulos, esse QUASE silêncio sepulcral, agora?
Ilustro: o Fluminense foi campeão do último Campeonato Brasileiro enquanto o Corínthians foi o campeão do ano anterior. Ainda assim, o time carioca é apresentado como tendo conquistado o tetracampeonato.
Isso não era assim, antigamente.
Em outras eras, bi era o time que conquistava duas vezes consecutivas o mesmo campeonato. Assim como tri era o time que conquistava o mesmo torneio em três edições seguidas e consecutivas, como o fez o São Paulo, nos anos de 2006, 2007 e 2008, apenas para citar um exemplo.
Pois bem. Curiosamente, em minha opinião, a imprensa agora, só muito ocasionalmente, e quase que assim, de passagem, comenta que o Brasil foi o campeão da Copa das Confederações em 2005, quando foi dirigida pelo mesmo Parreira que faz parte, hoje, do "staff" da seleção atual, na função de coordenador.
E, nem há a desculpa de que aquela Copa teve pouca repercussão porque só a Globo tinha os direitos de transmissão para a tv aberta. Afinal, logo a Globo, a líder de audiência?
E é bom lembrar que o Brasil sagrou-se campeão impondo uma sonora e rotunda goleada sobre a Argentina, pelo placar de 4 a 1. Logo nos hermanos!!!
Porque a Globo, que naquela oportunidade fez questão de transmitir apenas os jogos da seleção brasileira não dá nenhum destaque àquela conquista?
Tudo bem que brasileiro tem memória curta, mas a mídia esquecer???
***
Faço aqui um parêntese para ressalvar - e me penitenciar de um lapso meu, de memória - que ao comentar que a mídia não poderia ter memória curta, já que deveria desempenhar também um papel, digamos, historiográfico,posso ter dado a impressão de ter "cobrado" a rede Globo.
É justo que eu reconheça e admita que a Globo comete sempre esses lapsos de memória e que isso faz parte de sua tradição.
Assim como esqueceu que surgiu e apoiou a ditadura militar de 64 a 85, a ponto de posteriormente já ter feito uma "releitura" da história para mostrar que, quando o povo começou a reagir contra a ditadura, ela Globo estava .... ao lado do povo?!?!
Ou quando combateu a campanha das Diretas Já e, depois, em algum desses seriados de altíssima qualidade técnica que apresenta a seus telespectadores, passou a limpo aquele período e sua participação.
Ou quando tomou o lado do Collor, embora apresente-se hoje como ao lado dos caras-pintadas.
Ou seja: não é a toa que o povo nas ruas, qualquer que seja a manifestação que esteja tendo lugar entoa sempre o mesmo bordão: o povo não é bobo! Fora a rede Globo.
***
Em 2009, com Dunga como técnico, o Brasil tornou-se bicampeão da mesma Copa das Confederações, agora disputando a partida final contra os Estados Unidos.
Ali, tornou-se bicampeã.
E agora, com Felipão, o xodó da Globo e da grande imprensa, embora a trate tão mal e com tanto desprezo aparente, pode vir a se tornar tricampeã, caso vença a Espanha.
O que acho difícil, embora não impossível.
E aqui outro parêntese, para falar da minha opinião quanto à dificuldade. Analisando sem o ufanismo de que a imprensa e os analistas e comentaristas de futebol se armam, o Brasil não está fazendo uma grande campanha.
Tudo bem, somos todos patriotas. O Brasil é a pátria de chuteiras. Vivemos um período cívico que está fazendo e vai ficar gravado na História. E, afinal de contas, aqui é o Brasil...il....il....Varonil... il....il...
Mas, se fomos bem na primeira partida, devido à própria fragilidade do adversário e, em especial, o respeito que o Japão demonstrou ao enfrentar nossa equipe, contra o México, jogamos mal. E a verdade é que, em minha opinião o México não merecia ter sido derrotado, já que jogou melhor em grande parte do final da primeira etapa e quase que todo o segundo tempo.
Contra a Itália, além do pênalte não marcado em Balo, tivemos alguma ajuda do juiz, em alguns lances de impedimento que, não assinalados, resultaram em gol brasileiro. Que o diga o gol de Dante, primeiro da goleada.
Contra o Uruguai, todos admitiram não ter jogado bem. Embora louvando a vitória.
Certo é que, cansada por ter vindo disputar um torneio ao fim de sua temporada de futebol, cansada de tantas viagens, e tantas recepões e "festas" nos hotéis em que se hospedou, a Espanha também não jogou bem ontem, contra a Itália.
E até nisso o Brasil foi ajudado. A Espanha teve de disputar 120 minutos de futebol, tendo que jogar uma prorrogação extenuante.
***
Mas, retorno a meu tema. Ninguém está valorizando as conquistas anteriores, simplesmente, em minha opinião, porque o Brasil nas Copas do Mundo imediatamente subsequentes aos torneios em que foi vitorioso, deu vexame.
Tão simples quanto isso.
Trata-se então, mais uma vez, de dar suporte ao Felipão, o xodozinho, e a essa sua ridícula abstração de Família Felipão, tão conservadoramente ao gosto da mídia, Globo à frente.
Como Scolari precisa do apoio da torcida e do povo, e está a ponto de se tornar campeão, está na hora de destacarmos essa conquista. Esse fato. Sem mencionar os anteriores, para não despertar essa questão: os países quando vêm à Copa das Confederações, o fazem imbuídos da ideia de darem o máximo de seus esforços?
Porque essa pergunta, que não deveria ser calada, nos leva a outra: ganharmos aqui e agora, significa mesmo que estamos no caminho certo? Com o técnico certo?
Ou tudo não é apenas, mais uma vez, um prenúncio para outra decepção na Copa de 2014? Mesmo que em solo pátrio?
Oh! Desculpas. Em solo sagrado como território da Fifa, ao menos até que a Copa se encerre.
Porque em um país que valoriza tanto, e de forma até incorreta ou exagerada, a conquista de vários títulos, esse QUASE silêncio sepulcral, agora?
Ilustro: o Fluminense foi campeão do último Campeonato Brasileiro enquanto o Corínthians foi o campeão do ano anterior. Ainda assim, o time carioca é apresentado como tendo conquistado o tetracampeonato.
Isso não era assim, antigamente.
Em outras eras, bi era o time que conquistava duas vezes consecutivas o mesmo campeonato. Assim como tri era o time que conquistava o mesmo torneio em três edições seguidas e consecutivas, como o fez o São Paulo, nos anos de 2006, 2007 e 2008, apenas para citar um exemplo.
Pois bem. Curiosamente, em minha opinião, a imprensa agora, só muito ocasionalmente, e quase que assim, de passagem, comenta que o Brasil foi o campeão da Copa das Confederações em 2005, quando foi dirigida pelo mesmo Parreira que faz parte, hoje, do "staff" da seleção atual, na função de coordenador.
E, nem há a desculpa de que aquela Copa teve pouca repercussão porque só a Globo tinha os direitos de transmissão para a tv aberta. Afinal, logo a Globo, a líder de audiência?
E é bom lembrar que o Brasil sagrou-se campeão impondo uma sonora e rotunda goleada sobre a Argentina, pelo placar de 4 a 1. Logo nos hermanos!!!
Porque a Globo, que naquela oportunidade fez questão de transmitir apenas os jogos da seleção brasileira não dá nenhum destaque àquela conquista?
Tudo bem que brasileiro tem memória curta, mas a mídia esquecer???
***
Faço aqui um parêntese para ressalvar - e me penitenciar de um lapso meu, de memória - que ao comentar que a mídia não poderia ter memória curta, já que deveria desempenhar também um papel, digamos, historiográfico,posso ter dado a impressão de ter "cobrado" a rede Globo.
É justo que eu reconheça e admita que a Globo comete sempre esses lapsos de memória e que isso faz parte de sua tradição.
Assim como esqueceu que surgiu e apoiou a ditadura militar de 64 a 85, a ponto de posteriormente já ter feito uma "releitura" da história para mostrar que, quando o povo começou a reagir contra a ditadura, ela Globo estava .... ao lado do povo?!?!
Ou quando combateu a campanha das Diretas Já e, depois, em algum desses seriados de altíssima qualidade técnica que apresenta a seus telespectadores, passou a limpo aquele período e sua participação.
Ou quando tomou o lado do Collor, embora apresente-se hoje como ao lado dos caras-pintadas.
Ou seja: não é a toa que o povo nas ruas, qualquer que seja a manifestação que esteja tendo lugar entoa sempre o mesmo bordão: o povo não é bobo! Fora a rede Globo.
***
Em 2009, com Dunga como técnico, o Brasil tornou-se bicampeão da mesma Copa das Confederações, agora disputando a partida final contra os Estados Unidos.
Ali, tornou-se bicampeã.
E agora, com Felipão, o xodó da Globo e da grande imprensa, embora a trate tão mal e com tanto desprezo aparente, pode vir a se tornar tricampeã, caso vença a Espanha.
O que acho difícil, embora não impossível.
E aqui outro parêntese, para falar da minha opinião quanto à dificuldade. Analisando sem o ufanismo de que a imprensa e os analistas e comentaristas de futebol se armam, o Brasil não está fazendo uma grande campanha.
Tudo bem, somos todos patriotas. O Brasil é a pátria de chuteiras. Vivemos um período cívico que está fazendo e vai ficar gravado na História. E, afinal de contas, aqui é o Brasil...il....il....Varonil... il....il...
Mas, se fomos bem na primeira partida, devido à própria fragilidade do adversário e, em especial, o respeito que o Japão demonstrou ao enfrentar nossa equipe, contra o México, jogamos mal. E a verdade é que, em minha opinião o México não merecia ter sido derrotado, já que jogou melhor em grande parte do final da primeira etapa e quase que todo o segundo tempo.
Contra a Itália, além do pênalte não marcado em Balo, tivemos alguma ajuda do juiz, em alguns lances de impedimento que, não assinalados, resultaram em gol brasileiro. Que o diga o gol de Dante, primeiro da goleada.
Contra o Uruguai, todos admitiram não ter jogado bem. Embora louvando a vitória.
Certo é que, cansada por ter vindo disputar um torneio ao fim de sua temporada de futebol, cansada de tantas viagens, e tantas recepões e "festas" nos hotéis em que se hospedou, a Espanha também não jogou bem ontem, contra a Itália.
E até nisso o Brasil foi ajudado. A Espanha teve de disputar 120 minutos de futebol, tendo que jogar uma prorrogação extenuante.
***
Mas, retorno a meu tema. Ninguém está valorizando as conquistas anteriores, simplesmente, em minha opinião, porque o Brasil nas Copas do Mundo imediatamente subsequentes aos torneios em que foi vitorioso, deu vexame.
Tão simples quanto isso.
Trata-se então, mais uma vez, de dar suporte ao Felipão, o xodozinho, e a essa sua ridícula abstração de Família Felipão, tão conservadoramente ao gosto da mídia, Globo à frente.
Como Scolari precisa do apoio da torcida e do povo, e está a ponto de se tornar campeão, está na hora de destacarmos essa conquista. Esse fato. Sem mencionar os anteriores, para não despertar essa questão: os países quando vêm à Copa das Confederações, o fazem imbuídos da ideia de darem o máximo de seus esforços?
Porque essa pergunta, que não deveria ser calada, nos leva a outra: ganharmos aqui e agora, significa mesmo que estamos no caminho certo? Com o técnico certo?
Ou tudo não é apenas, mais uma vez, um prenúncio para outra decepção na Copa de 2014? Mesmo que em solo pátrio?
Oh! Desculpas. Em solo sagrado como território da Fifa, ao menos até que a Copa se encerre.
quinta-feira, 27 de junho de 2013
A avalição de uma tarde de seleção no Mineirão
Do jogo de ontem, nota 10 para o transporte em ônibus especiais, que conseguiu atender a todos os que optaram por abandonar os carros nas garages. Não fosse o acúmulo natural de pessoas que, parece, tiveram a mesma ideia de anteciparem a ida para o Mineirão, temendo ter de enfrentar o sufoco da correria de última hora, nada haveria de comentar.
Mas, mesmo com todos antecipando o horário, o que fez as filas na Savassi ficarem gigantescas pouco antes das 13 horas, a organização funcionou a contento. A ponto de às 14:30, já não se observarem filas, nem dificuldades no trajeto, nem qualquer problema para chegar ao distante ponto em que todos tinham que desembarcar, na entrada da Cidade Universitária, próximo à Usiminas, para manter-se, creio eu, fora do perímetro de segurança, exigência da Fifa.
***
Para o atendimento da Fifa, nota 3. Lamentavelmente, confuso e desorganizado. Sem qualquer padrão.
O que pode ser ilustrado pelo atendimento que tive, ao me dirigir ao Mineirinho, para tentar obter uma segunda via do ingresso que, já dentro do ônibus, descobri que havia perdido ou sido roubado...
O Brasil jogando em nossa cidade e eu sem ingresso. E sem saber o que ocorreu, já que com os ingressos de minha família, também em meu poder, nada aconteceu. Minha família entrou e me dirigi, seguindo recomendações dos voluntários, ao posto da Fifa no Mineirinho.
E lá, embora não estivesse cheio, o atendimento estava caótico. A ponto de sermos orientados a dizer que tínhamos perdido os ingressos, para evitar de ter de fazer e apresentar um BO - Boletim de Ocorrência da Polícia Militar.
Entendo as preocupações da Fifa. A questão de segurança. De impedir a que alguém mal intencionado passasse seu ingresso para outras pessoas, e tentasse aplicar o golpe da perda ou roubo.
Mas, como os ingressos eram nominais, identificáveis e continham documento de identidade, etc, a ordem de se evitar a reimpressão do ingresso só significava que os elementos de identificação não estavam sendo conferidos da forma devida nas roletas de entrada. E se isso fosse verdadeiro, então não haveria motivo para tanta exigência para a compra e até transferência dos ingressos.
Particularmente penso que, sabendo que a desordem e a dificuldade de se verificar cada ingresso nas roletas e catracas causaria um tumulto e uma demora no acesso dos torcedores ao interior do estádio, e que por conta de se evitar transtornos os ingressos não seriam verificados com rigor, os organizadores deveriam liberar, sob o compromisso que achassem por bem exigir, a reimpressão dos ingressos.
No posto de atendimento, entretanto, as meninas voluntárias resolveram reimprimir as entradas sem muita exigência ou burocracia. Mas não todas. E aí é que o bicho pegou.
Enquanto a meu lado 3 ou 4 pessoas conseguiram obter seu ingresso, sem BO, sem delongas, sem problemas, o meu caiu na mão de uma menina, Laís, que chamou a sua gerente, a Evelin ou Evelyn, que negou a reimpressão que eu solicitava.
Só depois de muita conversa, tentando mostrar que eu estava sendo vítima de um tratamento discriminatório, que me impedia de ter o que todos os demais estavam conseguindo, sem qualquer problema, é que obtive meu ingresso.
Mas minha felicidade constratava com a cara de insatisfação das duas moças tão exigentes que me atenderam.
***
Antes do início da partida, nota 1000 para a torcida que se fez ouvir e cantou toda a primeira parte do longo hino nacional brasileiro, embora o sistema mecânico de som já tivesse encerrado a música ao fim da primeira estrofe. Que a Fifa queira determinar tudo de regras em relação aos eventos que patrocina, e que o governo brasileiro, vergonhosamente tenha se curvado a todas as exigências daquela entidade que mais se assemelha a um covil, é lamentável. Mas, tocar parcialmente apenas o hino, proibir qualquer manifestação legítima de cidadãos torcedores dentro do estádio - embora ache absurdo querer proibir manifestações dentro do gramado, aí pelo menos entendo as razões - é completamente fora de propósito.
E o povo brasileiro, os torcedores presentes no Mineirão, deram um cala boca na Fifa: fazendo uma manifestação de civismo, e portanto política, usando o hino e cantando-o até o final da primeira parte.
***
Para a seleção brasileira, dentro de campo, 4 para o futebol ou a falta dele.
Para o Neymar e as simulações de sempre por ele perpetradas, que irão prejudicar muito sua imagem na Europa, nota 2. O futebol dele ontem foi bem curtinho, infelizmente para todos nós, que gostamos de um bom futebol, como é o que ele costuma apresentar.
Para Fred, 5, pelo gol e pelo fato de que, em campo, representa, na grande maioria do tempo, um jogador a menos no time.
Para Paulinho, em minha opinião o jogador que vem apresentando a maior regularidade dentre todos, nota 7, inclusive pelo gol.
A entrada do Bernard e sua capacidade de incendiar o jogo, ao menos nos primeiros 10 minutos de sua presença em campo, nota 8.
Para Júlio César, e a defesa do pênalte, mesmo ele estando já na metada da distância entre a bola e a linha em que deveria estar, nota 9. Ontem, não apresentou nenhuma falha.
Para o esquema do Felipão, não vou dar nota. Não tem como dar nota para o que não existe.
Para o Uruguai e sua postura tática, nota 7.
***
Em síntese, jogo muito fraco, salvo pela torcida e seu apoio à seleção canarinho.
No mais, um retorno de ônibus, fácil, rápido, com um excelente e gentil motorista. Passado pouco das 19 horas já estávamos em casa, acompanhando as notícias dos atos de vandalismo que uma turma aproveita para por em prática, sabe-se lá com que intenções, embora sempre as piores.
Mas, mesmo com todos antecipando o horário, o que fez as filas na Savassi ficarem gigantescas pouco antes das 13 horas, a organização funcionou a contento. A ponto de às 14:30, já não se observarem filas, nem dificuldades no trajeto, nem qualquer problema para chegar ao distante ponto em que todos tinham que desembarcar, na entrada da Cidade Universitária, próximo à Usiminas, para manter-se, creio eu, fora do perímetro de segurança, exigência da Fifa.
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Para o atendimento da Fifa, nota 3. Lamentavelmente, confuso e desorganizado. Sem qualquer padrão.
O que pode ser ilustrado pelo atendimento que tive, ao me dirigir ao Mineirinho, para tentar obter uma segunda via do ingresso que, já dentro do ônibus, descobri que havia perdido ou sido roubado...
O Brasil jogando em nossa cidade e eu sem ingresso. E sem saber o que ocorreu, já que com os ingressos de minha família, também em meu poder, nada aconteceu. Minha família entrou e me dirigi, seguindo recomendações dos voluntários, ao posto da Fifa no Mineirinho.
E lá, embora não estivesse cheio, o atendimento estava caótico. A ponto de sermos orientados a dizer que tínhamos perdido os ingressos, para evitar de ter de fazer e apresentar um BO - Boletim de Ocorrência da Polícia Militar.
Entendo as preocupações da Fifa. A questão de segurança. De impedir a que alguém mal intencionado passasse seu ingresso para outras pessoas, e tentasse aplicar o golpe da perda ou roubo.
Mas, como os ingressos eram nominais, identificáveis e continham documento de identidade, etc, a ordem de se evitar a reimpressão do ingresso só significava que os elementos de identificação não estavam sendo conferidos da forma devida nas roletas de entrada. E se isso fosse verdadeiro, então não haveria motivo para tanta exigência para a compra e até transferência dos ingressos.
Particularmente penso que, sabendo que a desordem e a dificuldade de se verificar cada ingresso nas roletas e catracas causaria um tumulto e uma demora no acesso dos torcedores ao interior do estádio, e que por conta de se evitar transtornos os ingressos não seriam verificados com rigor, os organizadores deveriam liberar, sob o compromisso que achassem por bem exigir, a reimpressão dos ingressos.
No posto de atendimento, entretanto, as meninas voluntárias resolveram reimprimir as entradas sem muita exigência ou burocracia. Mas não todas. E aí é que o bicho pegou.
Enquanto a meu lado 3 ou 4 pessoas conseguiram obter seu ingresso, sem BO, sem delongas, sem problemas, o meu caiu na mão de uma menina, Laís, que chamou a sua gerente, a Evelin ou Evelyn, que negou a reimpressão que eu solicitava.
Só depois de muita conversa, tentando mostrar que eu estava sendo vítima de um tratamento discriminatório, que me impedia de ter o que todos os demais estavam conseguindo, sem qualquer problema, é que obtive meu ingresso.
Mas minha felicidade constratava com a cara de insatisfação das duas moças tão exigentes que me atenderam.
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Antes do início da partida, nota 1000 para a torcida que se fez ouvir e cantou toda a primeira parte do longo hino nacional brasileiro, embora o sistema mecânico de som já tivesse encerrado a música ao fim da primeira estrofe. Que a Fifa queira determinar tudo de regras em relação aos eventos que patrocina, e que o governo brasileiro, vergonhosamente tenha se curvado a todas as exigências daquela entidade que mais se assemelha a um covil, é lamentável. Mas, tocar parcialmente apenas o hino, proibir qualquer manifestação legítima de cidadãos torcedores dentro do estádio - embora ache absurdo querer proibir manifestações dentro do gramado, aí pelo menos entendo as razões - é completamente fora de propósito.
E o povo brasileiro, os torcedores presentes no Mineirão, deram um cala boca na Fifa: fazendo uma manifestação de civismo, e portanto política, usando o hino e cantando-o até o final da primeira parte.
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Para a seleção brasileira, dentro de campo, 4 para o futebol ou a falta dele.
Para o Neymar e as simulações de sempre por ele perpetradas, que irão prejudicar muito sua imagem na Europa, nota 2. O futebol dele ontem foi bem curtinho, infelizmente para todos nós, que gostamos de um bom futebol, como é o que ele costuma apresentar.
Para Fred, 5, pelo gol e pelo fato de que, em campo, representa, na grande maioria do tempo, um jogador a menos no time.
Para Paulinho, em minha opinião o jogador que vem apresentando a maior regularidade dentre todos, nota 7, inclusive pelo gol.
A entrada do Bernard e sua capacidade de incendiar o jogo, ao menos nos primeiros 10 minutos de sua presença em campo, nota 8.
Para Júlio César, e a defesa do pênalte, mesmo ele estando já na metada da distância entre a bola e a linha em que deveria estar, nota 9. Ontem, não apresentou nenhuma falha.
Para o esquema do Felipão, não vou dar nota. Não tem como dar nota para o que não existe.
Para o Uruguai e sua postura tática, nota 7.
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Em síntese, jogo muito fraco, salvo pela torcida e seu apoio à seleção canarinho.
No mais, um retorno de ônibus, fácil, rápido, com um excelente e gentil motorista. Passado pouco das 19 horas já estávamos em casa, acompanhando as notícias dos atos de vandalismo que uma turma aproveita para por em prática, sabe-se lá com que intenções, embora sempre as piores.
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