Quando eu te vir
estrela rasgando os céus
seu brilho eu vir chegando
para iluminar
o escuro que se fez em minha vida
de amores que fizeram
sangrar meu coração
Tanta decepção
tanto sofrer
depois de cada queda
um novo renascer
até enfim
você aparecer e resgatar
o melhor que tenho a oferecer
Quando sua presença
vier me envolver
e a alegria em meu peito
puder então desabrochar
como a flor mais linda de meu jardim
quem dera minha vida
pudesse então tornar real
minha quimera
podendo então fazer de mim
eterna primavera
quarta-feira, 30 de outubro de 2013
terça-feira, 29 de outubro de 2013
Pesquisa com animais e a preocupação em não inverter os sinais em relação à raça de animais que deve estar no foco principal de cuidados
Tive e tenho cachorros em casa, desde sempre. Desde uma dálmata que parecia uma lady, até uma beagle que era louca de jogar pedra, ou um daschshund que adotou entre as pessoas da família aquela que seria seu dono. E só essa pessoa, minha mulher, podia entrar em casa ou nos cômodos do apartamento sem que ele desse início a uma sessão de latidos que incomodava a todos do prédio. Fosse a hora que fosse.
Nossa preferência, entretanto, é pela raça boxer, um cão de maior porte, pelo curto, mas de uma alegria e um espírito brincalhão e uma paciência que o torna um excelente cão para casa com crianças pequenas.
Não é nosso caso. Mas, ainda assim, o boxer tem nossa preferência.
***
Se revelo isso é porque, embora não seja desses que gostem de ficar com o cachorro no colo, ou que fiquem tratando o cachorro como se fosse um ser humano, ou uma pequena criança, gosto de tê-lo a meu lado, seja apenas para vê-lo brincar com a bolinha de tênis, seja para vê-lo de orelha empinada olhando para algo inusitado, seja para poder sair com ele para dar uma corrida e fazer exercícios na rua.
E sempre senti muito, todos sentimos em nossa casa, quando com o passar dos anos, vemos que também eles, como todos nós vão ficando velhos, doentes, quietos em seu canto, até sua morte.
Que a gente sente como se fosse a perda de alguém muito próximo de todos nós.
Afinal, eles fazem sim, muita falta.
***
Mas, embora seja fanático por esse tipo de animal, já que respeito mas não gosto e não gostaria de ter gatos, por exemplo, acho que há sim uma semelhança muito grande entre esse mamífero e a raça humana. Razão porque concordo com a utilização desse tipo de animal, e não apenas esse tipo, na realização de experiências para o desenvolvimento de drogas para o tratamento de doenças e enfermidades que atingem a nós, humanos.
Claro que acho um absurdo o uso de qualquer animal para experiências vinculadas a questões como o desenvolvimento de produtos considerados mais supérfluos, como são os cosméticos, e também acho um absurdo que o uso de alguns animais em pesquisas ainda em suas fases muito iniciais.
Mas, acho preferível que sejam utilizados animais, e de preferência o mais parecidos com nossa constituição, para o caso de testes necessários na fase final de desenvolvimento de medicamentos e drogas que poderão, no futuro, trazer benefícios imensos a nós mesmos.
Sei que é difícil identificar o que é a droga já em fase final de testes, mas é inegável que o teste em animais ajuda, na medida em que impede que remédios que tenham a possibilidade de trazer efeitos colaterais muito graves possam ser colocados no mercado.
***
Nesse sentido, embora respeite aqueles que são ardorosos defensores da proibição de maus tratos a animais, incluindo aí o uso deles em testes científicos, e ache que foi muito importante toda a celeuma criada pela invasão do Instituto Royal, por ativistas dos direitos dos animais, não concordo com a ideia matriz da ação daquele grupo.
Uma coisa é tentar identificar se aqueles animais específicos estavam sendo submetidos a verdadeiras sessões de torturas e sofrimentos. Outra coisa é tentar impedir o uso desses animais a testes, desde que comprovada a realização dos testes, o que pode ser feito tanto a partir de um exame visual, clínico dos cães, quanto pelos dados registrados nas fichas de acompanhamento dos animais em que os tais testes estão sendo realizados.
Ou seja: toda pesquisa séria, deve ser toda documentada e mais que isso, deve ser planejada antes de seu início.
Então, uma coisa é, em minha opinião, solicitar às autoridades que investiguem a instituição que faz tais testes e experiências, solicitando que elas acompanhem de perto a realização de tais pesquisas, exigindo a apresentação de planos de pesquisa, metodologias, resultados e relatórios da evolução dos testes e resultados de exames periódicos nos animais testados.
Em sendo confirmado que os cachorros ou outros pequenos animais estão seguindo o planejamento da pesquisa, e não estão sendo submetidos a nenhum excesso, então, as pesquisas devem ter sequência, claro, partindo sempre da ideia de que a pesquisa conduza a algum objetivo considerado lícito, e importante.
***
Impedir que os animais sejam submetidos a exames sem qualquer planejamento, ou sem qualquer controle justifica em minha opinião a invasão que foi efetuada pelos ativistas dos direitos dos animais, embora isso não significa dizer que acho ter sido isso que estava por trás da invasão do Royal. Ao menos, a julgar por uma série de depoimentos saídos na imprensa de cientistas de renome e reconhecimento, que atestaram o adequado tratamento dos animais pelo instituto e até lamentaram que algumas das pesquisas, interrompidas pela ação, inutilizaram pesquisas já em curso há muitos anos.
***
Pois bem. Embora admitindo a ação dos ativistas como válida, temo que ela possa dar origem, até pelo estardalhaço que ela gerou e que já disse que reputo ter sido importante por despertar o debate na sociedade, a uma onda de proibição de pesquisa com animais, por força de uma reação desencadeada na opinião pública ou em seus representantes, de caráter muito carregado de emocionalismo.
Afinal, com já li em algum lugar, ou ouvi talvez na imprensa, fosse a pesquisa interrompida feita com ratos, ou outros bichos menos simpáticos e não com beagles, a repercussão na mídia poderia ser bastante diferente. Com muito menos impacto, já que cães são, para recordar o ex-ministro Magri, seres humanos como nós...
E meu temor tem a ver com um comportamento que nossa sociedade mesmo resolveu adotar, em causa distinta, mas com raízes semelhantes, e que hoje dão ensejo a várias queixas ou críticas que creio sejam sérias e devam ser evitadas. Se possível.
Refiro-me à questão da defesa do meio ambiente, em especial à defesa de nossa vegetação, nossas florestas nativas, nossa fauna e flora.
Tentando evitar corretamente, em minha opinião, o abate de árvores, ou a devastação de florestas, ou ainda a caça ou o cativeiro de animais selvagens e os crimes ligados aos maus tratos que são infligidos a eles, a legislação foi sendo aperfeiçoada e tornando-se cada vez mais rigorosa e punitiva.
Até que chegamos ao ponto, hoje criticado por muitos grupos de ativistas mesmos, de termos uma legislação que penaliza mais a quem provoca maus tratos a plantas, árvores, florestas e animais que a outros seres humanos.
Chegamos ao ponto de prendermos sem direito a liberdade, por crime inafiançável, aqueles que cometem crimes contra o ambiente, e liberamos na primeira oportunidade aqueles que cometeram crimes muito mais sérios e graves contra seus iguais.
Creio que não preciso me alongar. Já me fiz entender: temo que acabemos tornando os pesquisadores que utilizam animais para desenvolver drogas para dar conforto e saúde aos seres humanos passíveis de punição, para depois ficarmos nos lamentando de que alguns de nós estamos sofrendo pela ausência de drogas e medicamentos.
Seria a mesma inversão que aconteceu com os crimes ambientais. Para preservar o ambiente para o ser humano (que em última instância é disso que importa, nossa sobrevivência futura como raça nesse planeta) nós passamos, acertadamente a punir os que cometem atos que vão contra o ambiente. Mas não adotamos o mesmo rigor para punir aqueles que são responsáveis por exterminar diretamente os integrantes dessa mesma raça.
Tomara que, para pouparmos o sofrimento de animais domésticos e simpáticos, amigos e companheiros, não estejamos condenando o homem a enfrentar sofrimentos maiores no futuro, por falta de adequados medicamentos que não puderam ser desenvolvidos pela preocupação com o bem-estar dos animais.
Nossa preferência, entretanto, é pela raça boxer, um cão de maior porte, pelo curto, mas de uma alegria e um espírito brincalhão e uma paciência que o torna um excelente cão para casa com crianças pequenas.
Não é nosso caso. Mas, ainda assim, o boxer tem nossa preferência.
***
Se revelo isso é porque, embora não seja desses que gostem de ficar com o cachorro no colo, ou que fiquem tratando o cachorro como se fosse um ser humano, ou uma pequena criança, gosto de tê-lo a meu lado, seja apenas para vê-lo brincar com a bolinha de tênis, seja para vê-lo de orelha empinada olhando para algo inusitado, seja para poder sair com ele para dar uma corrida e fazer exercícios na rua.
E sempre senti muito, todos sentimos em nossa casa, quando com o passar dos anos, vemos que também eles, como todos nós vão ficando velhos, doentes, quietos em seu canto, até sua morte.
Que a gente sente como se fosse a perda de alguém muito próximo de todos nós.
Afinal, eles fazem sim, muita falta.
***
Mas, embora seja fanático por esse tipo de animal, já que respeito mas não gosto e não gostaria de ter gatos, por exemplo, acho que há sim uma semelhança muito grande entre esse mamífero e a raça humana. Razão porque concordo com a utilização desse tipo de animal, e não apenas esse tipo, na realização de experiências para o desenvolvimento de drogas para o tratamento de doenças e enfermidades que atingem a nós, humanos.
Claro que acho um absurdo o uso de qualquer animal para experiências vinculadas a questões como o desenvolvimento de produtos considerados mais supérfluos, como são os cosméticos, e também acho um absurdo que o uso de alguns animais em pesquisas ainda em suas fases muito iniciais.
Mas, acho preferível que sejam utilizados animais, e de preferência o mais parecidos com nossa constituição, para o caso de testes necessários na fase final de desenvolvimento de medicamentos e drogas que poderão, no futuro, trazer benefícios imensos a nós mesmos.
Sei que é difícil identificar o que é a droga já em fase final de testes, mas é inegável que o teste em animais ajuda, na medida em que impede que remédios que tenham a possibilidade de trazer efeitos colaterais muito graves possam ser colocados no mercado.
***
Nesse sentido, embora respeite aqueles que são ardorosos defensores da proibição de maus tratos a animais, incluindo aí o uso deles em testes científicos, e ache que foi muito importante toda a celeuma criada pela invasão do Instituto Royal, por ativistas dos direitos dos animais, não concordo com a ideia matriz da ação daquele grupo.
Uma coisa é tentar identificar se aqueles animais específicos estavam sendo submetidos a verdadeiras sessões de torturas e sofrimentos. Outra coisa é tentar impedir o uso desses animais a testes, desde que comprovada a realização dos testes, o que pode ser feito tanto a partir de um exame visual, clínico dos cães, quanto pelos dados registrados nas fichas de acompanhamento dos animais em que os tais testes estão sendo realizados.
Ou seja: toda pesquisa séria, deve ser toda documentada e mais que isso, deve ser planejada antes de seu início.
Então, uma coisa é, em minha opinião, solicitar às autoridades que investiguem a instituição que faz tais testes e experiências, solicitando que elas acompanhem de perto a realização de tais pesquisas, exigindo a apresentação de planos de pesquisa, metodologias, resultados e relatórios da evolução dos testes e resultados de exames periódicos nos animais testados.
Em sendo confirmado que os cachorros ou outros pequenos animais estão seguindo o planejamento da pesquisa, e não estão sendo submetidos a nenhum excesso, então, as pesquisas devem ter sequência, claro, partindo sempre da ideia de que a pesquisa conduza a algum objetivo considerado lícito, e importante.
***
Impedir que os animais sejam submetidos a exames sem qualquer planejamento, ou sem qualquer controle justifica em minha opinião a invasão que foi efetuada pelos ativistas dos direitos dos animais, embora isso não significa dizer que acho ter sido isso que estava por trás da invasão do Royal. Ao menos, a julgar por uma série de depoimentos saídos na imprensa de cientistas de renome e reconhecimento, que atestaram o adequado tratamento dos animais pelo instituto e até lamentaram que algumas das pesquisas, interrompidas pela ação, inutilizaram pesquisas já em curso há muitos anos.
***
Pois bem. Embora admitindo a ação dos ativistas como válida, temo que ela possa dar origem, até pelo estardalhaço que ela gerou e que já disse que reputo ter sido importante por despertar o debate na sociedade, a uma onda de proibição de pesquisa com animais, por força de uma reação desencadeada na opinião pública ou em seus representantes, de caráter muito carregado de emocionalismo.
Afinal, com já li em algum lugar, ou ouvi talvez na imprensa, fosse a pesquisa interrompida feita com ratos, ou outros bichos menos simpáticos e não com beagles, a repercussão na mídia poderia ser bastante diferente. Com muito menos impacto, já que cães são, para recordar o ex-ministro Magri, seres humanos como nós...
E meu temor tem a ver com um comportamento que nossa sociedade mesmo resolveu adotar, em causa distinta, mas com raízes semelhantes, e que hoje dão ensejo a várias queixas ou críticas que creio sejam sérias e devam ser evitadas. Se possível.
Refiro-me à questão da defesa do meio ambiente, em especial à defesa de nossa vegetação, nossas florestas nativas, nossa fauna e flora.
Tentando evitar corretamente, em minha opinião, o abate de árvores, ou a devastação de florestas, ou ainda a caça ou o cativeiro de animais selvagens e os crimes ligados aos maus tratos que são infligidos a eles, a legislação foi sendo aperfeiçoada e tornando-se cada vez mais rigorosa e punitiva.
Até que chegamos ao ponto, hoje criticado por muitos grupos de ativistas mesmos, de termos uma legislação que penaliza mais a quem provoca maus tratos a plantas, árvores, florestas e animais que a outros seres humanos.
Chegamos ao ponto de prendermos sem direito a liberdade, por crime inafiançável, aqueles que cometem crimes contra o ambiente, e liberamos na primeira oportunidade aqueles que cometeram crimes muito mais sérios e graves contra seus iguais.
Creio que não preciso me alongar. Já me fiz entender: temo que acabemos tornando os pesquisadores que utilizam animais para desenvolver drogas para dar conforto e saúde aos seres humanos passíveis de punição, para depois ficarmos nos lamentando de que alguns de nós estamos sofrendo pela ausência de drogas e medicamentos.
Seria a mesma inversão que aconteceu com os crimes ambientais. Para preservar o ambiente para o ser humano (que em última instância é disso que importa, nossa sobrevivência futura como raça nesse planeta) nós passamos, acertadamente a punir os que cometem atos que vão contra o ambiente. Mas não adotamos o mesmo rigor para punir aqueles que são responsáveis por exterminar diretamente os integrantes dessa mesma raça.
Tomara que, para pouparmos o sofrimento de animais domésticos e simpáticos, amigos e companheiros, não estejamos condenando o homem a enfrentar sofrimentos maiores no futuro, por falta de adequados medicamentos que não puderam ser desenvolvidos pela preocupação com o bem-estar dos animais.
segunda-feira, 28 de outubro de 2013
Os outros perdem para o Cruzeiro ser campeão. O que está acontecendo com o futebol e o equilíbrio do campeonato?
Tenho de admitir que não é nenhuma arrogância do torcedor cruzeirense, já vestir a faixa de campeão do Brasileirão série A deste 2013.
Nem tampouco, ao agir assim, estará ele passando o carro adiante dos bois.
Afinal, 12 pontos - equivalentes a 4 jogos - para o time que venceu 20 de 30 partidas, não é nada mais que respeitar as estatísticas e os métodos de projeção.
Seguindo nessa linha de raciocínio, se vence 4 dos jogos que lhe resta, sendo um deles, contra o Grêmio, terceiro colocado e ainda um dos dois clubes que podem aspirar ao título, o campeonato fica decidido. Antes, bem antes do que seria de se esperar, para um campeonato que fosse disputado com um mínimo de equilíbrio.
Em minha opinião, resta agora saber, o porque de tamanho desequilíbrio, com o time do Cruzeiro tão disparadamente melhor, lá na frente, enquanto o Náutico, na situação inversa, apresentava-se tão disparadamente pior, na rabeira. Náutico já rebaixado, nas mesmas condições estatísticas que o time mineiro.
***
Em programa da ESPN, outra noite, discordando da opinião geral de seus colegas de programa, Juca Kfouri afirmava argumentava que esse campeonato era muito equilibrado, mas um equilíbrio obtido a partir da mediocridade. Para ilustrar seu raciocínio, citou que em dado momento, 14 clubes, ou 70% do total da primeira divisão, lutavam para não cair, nenhum deles mais podendo almejar o título.
Sem dúvida, é preocupante tal constatação.
Mas, a discussão não avançou muito daí em diante.
PVC interviu citando o Cruzeiro, como contra-argumento e o próprio Náutico e ficou por isso.
Juca ainda lembrou que no ano anterior, ainda havia disputa entre três times nessa etapa do campeonato, reconhecendo que não foi o futebol que definiu a disputa, renhida até o final. Citou inclusive o camisa 10 do Flu, time campeão, o Apito Amigo da CBF...
***
Mas, independente de ser o time rival de meu Galo o campeão do torneio, e ser justo reconhecer sua superioridade ao longo da competição, acho que os cronistas têm a obrigação de discutirem seriamente e desapaixonadamente, mesmo que torcedores que são, o que aconteceu e vem acontecendo no campeonato desse ano.
Deixando de lado a questão do Cruzeiro, porque o Inter, com um dos mais elogiados plantéis não deslanchou? D'Alessandro, Scocco, Alex, Otávio, Leandro Damião, Forlan, porque um time com jogadores como os citados para jogarem no meio e no ataque, não conseguiram fazer o Inter estar lutando pelas primeiras posições? Até que ponto, o time do Inter por mais fantástico que seja do meio para a frente, é muito ruim e inseguro, na defesa? E aí, qual a importância do Dunga, na campanha ruim do time gaúcho, logo ele, com fama de retranqueiro? Como um retranqueiro não conseguiu armar uma boa defesa e desmantelou, nessa busca, um ataque poderosíssimo?
E o Grêmio? Porque Zé Roberto e Elano ficam de castigo no banco de reservas, enquanto seu time joga pela janela uma chance após outra, de lutar pelo título?
Qual a influência tem Renato Gaúcho nessa campanha claudicante, se alguma?
E os times de São Paulo, o que explica o ponto a que chegaram, todos muito aquém da sua tradição, embora tenham elencos considerados caros e de ponta?
E os times do Rio, será que a questão dos salários atrasados em praticamente todos eles justifica a campanha que estão fazendo, capaz de ter praticamente dois clubes como Vasco e Fluminense, em condições de caírem?
***
Quer dizer: o campeonato está sim, com um nível muito medíocre, o que não é culpa ou responsabilidade do Cruzeiro, que apenas se aproveitou da situação.
Mas, que é necessário que uma discussão séria possa ser levada a cabo, para que o nível baixo não seja a norma de agora em diante, o que ajudaria a matar o esporte mais popular de nosso país, isso parece-me mais que necessário, URGENTE.
Dia de São Judas: só mesmo o Santo das Causas Impossíveis para apadrinhar a categoria do funcionalismo público
Não! O Também quero dar pitaco não estava em recesso!
Em recesso, merecido, encontram-se os funcionários públicos municipais, estaduais e federais, neste dia 28 de outubro, dia dedicado a São Judas Tadeu, que os apadrinha.
E só mesmo São Judas, o Santo das causas impossíveis, para conseguir fazer com que o funcionalismo público de nosso país possa ser devidamente valorizado, reconhecido e respeitado.
E de quebra que possa se livrar do estigma que o apresenta como desinteressado, despreparado, omisso, descuidado e que justifica o nível exíguo de remuneração que lhe é atribuído.
Que é justo dizer, é muito pequeno, considerado o funcionário e as necessidades suas e de sua família. Mas que acaba se elevando a valores bastante significativos, quando se leva em conta o total da despesa com o gasto da folha de pagamento, situação que dá margem a interpretações sempre apressadas. Interpretações e críticas que consideram o todo e a média, não descendo à análise mais detalhada da situação.
Apenas para citar um exemplo, se considerarmos um qualquer grande estado da Federação, e formos analisar a composição da sua folha de pagamento e de seu corpo funcional, o que veremos de imediato, longe do tão cantado inchaço do folha é um número muito importante e significativo de funcionários exercendo funções de professores, um número bastante elevado de militares ou profissionais vinculados à área de segurança, só para citar alguns casos que, reconhecidamente a sociedade demanda e que sempre reclama de serem em número insuficiente para o desenvolvimento, com qualidade de suas funções.
***
Isso, sem esquecermos que esses funcionários trabalham para o pior dos patrões, o governo. Situação que pode ser comprovada pelo número de causas e ações que entulham as Varas de Justiça e que se arrastam por anos, décadas...
Afinal, tendo como seu patrão verdadeiro e último toda a população, especialmente aquela parcela que paga religiosamente seus impostos, os detentores ocasionais do poder não se vêem, muitas vezes, na obrigação de tratar os assuntos trabalhistas com a seriedade e presteza que merecem.
Pior, às vezes, não podem tratar com celeridade de qualquer dessas questões, já que estando todos sujeitos ao cumprimento de atos vinculados, o que significa que tendo que agir tão somente dentro do que determina a lei, e não podendo ir além daquilo que o estatuto legal determina, muitas vezes, são obrigados a tomar medidas que são claramente contra o que o patrão da iniciativa privada adotaria.
Em se tratando de questões legais, por exemplo, manda a lei que o Estada, por seus prepostos, sempre recorra, quando de derrota em tribunais, o que mesmo que não sendo o objetivo, acaba apenas protelando decisões por anos a fio.
Temos pois, uma situação completamente esdrúxula: o Estado fiscaliza o cumprimento das normas legais e age com rigor no sentido de punir e obrigar o empresário privado a respeitar os direitos de seus empregados. Mas, em relação a seus funcionários, não há nenhuma possibilidade de se determinar e adotar medidas tempestivas para resolver situações, a princípio, de injustiça evidente.
Pior ainda, como patrão, é o fato de que mesmo condenado, em última instância e sem mais qualquer direito a recursos, ainda pode se valer de artifícios como o uso do pagamento (quando é o caso), por meio de precatórios, que alongam ainda muito mais a agonia dos que têm direitos líquidos e certos a receber.
***
Mas, dizia eu, por ter atos vinculados, baseado em lei, e dado que a lei nunca é feita para tratar de casos particulares, sendo um de seus princípios basilares o caráter geral, situações particulares de direitos afetados não podem ser tratadas com o devido e merecido esmero e agilidade.
Acrescente-se a isso, o fato de que, dada a rotatividade normalmente havida no tocante aos responsáveis pelas decisões de governo, muitas vezes o gestor, por interesses não necessariamente inconfessáveis, deixa de tomar as decisões que poderiam sanar o problema, para que, lá na frente, em outra administração, outros sejam obrigados a lidar com essas questões.
***
Por esse motivo, nesse dia do Funcionário Público, rendo minhas homenagens a essa classe tão mal reconhecida.
E admito que só mesmo São Judas, para ser patrono de categoria cujas causas são sempre tão arrastadas e difíceis de serem resolvidas.
Em recesso, merecido, encontram-se os funcionários públicos municipais, estaduais e federais, neste dia 28 de outubro, dia dedicado a São Judas Tadeu, que os apadrinha.
E só mesmo São Judas, o Santo das causas impossíveis, para conseguir fazer com que o funcionalismo público de nosso país possa ser devidamente valorizado, reconhecido e respeitado.
E de quebra que possa se livrar do estigma que o apresenta como desinteressado, despreparado, omisso, descuidado e que justifica o nível exíguo de remuneração que lhe é atribuído.
Que é justo dizer, é muito pequeno, considerado o funcionário e as necessidades suas e de sua família. Mas que acaba se elevando a valores bastante significativos, quando se leva em conta o total da despesa com o gasto da folha de pagamento, situação que dá margem a interpretações sempre apressadas. Interpretações e críticas que consideram o todo e a média, não descendo à análise mais detalhada da situação.
Apenas para citar um exemplo, se considerarmos um qualquer grande estado da Federação, e formos analisar a composição da sua folha de pagamento e de seu corpo funcional, o que veremos de imediato, longe do tão cantado inchaço do folha é um número muito importante e significativo de funcionários exercendo funções de professores, um número bastante elevado de militares ou profissionais vinculados à área de segurança, só para citar alguns casos que, reconhecidamente a sociedade demanda e que sempre reclama de serem em número insuficiente para o desenvolvimento, com qualidade de suas funções.
***
Isso, sem esquecermos que esses funcionários trabalham para o pior dos patrões, o governo. Situação que pode ser comprovada pelo número de causas e ações que entulham as Varas de Justiça e que se arrastam por anos, décadas...
Afinal, tendo como seu patrão verdadeiro e último toda a população, especialmente aquela parcela que paga religiosamente seus impostos, os detentores ocasionais do poder não se vêem, muitas vezes, na obrigação de tratar os assuntos trabalhistas com a seriedade e presteza que merecem.
Pior, às vezes, não podem tratar com celeridade de qualquer dessas questões, já que estando todos sujeitos ao cumprimento de atos vinculados, o que significa que tendo que agir tão somente dentro do que determina a lei, e não podendo ir além daquilo que o estatuto legal determina, muitas vezes, são obrigados a tomar medidas que são claramente contra o que o patrão da iniciativa privada adotaria.
Em se tratando de questões legais, por exemplo, manda a lei que o Estada, por seus prepostos, sempre recorra, quando de derrota em tribunais, o que mesmo que não sendo o objetivo, acaba apenas protelando decisões por anos a fio.
Temos pois, uma situação completamente esdrúxula: o Estado fiscaliza o cumprimento das normas legais e age com rigor no sentido de punir e obrigar o empresário privado a respeitar os direitos de seus empregados. Mas, em relação a seus funcionários, não há nenhuma possibilidade de se determinar e adotar medidas tempestivas para resolver situações, a princípio, de injustiça evidente.
Pior ainda, como patrão, é o fato de que mesmo condenado, em última instância e sem mais qualquer direito a recursos, ainda pode se valer de artifícios como o uso do pagamento (quando é o caso), por meio de precatórios, que alongam ainda muito mais a agonia dos que têm direitos líquidos e certos a receber.
***
Mas, dizia eu, por ter atos vinculados, baseado em lei, e dado que a lei nunca é feita para tratar de casos particulares, sendo um de seus princípios basilares o caráter geral, situações particulares de direitos afetados não podem ser tratadas com o devido e merecido esmero e agilidade.
Acrescente-se a isso, o fato de que, dada a rotatividade normalmente havida no tocante aos responsáveis pelas decisões de governo, muitas vezes o gestor, por interesses não necessariamente inconfessáveis, deixa de tomar as decisões que poderiam sanar o problema, para que, lá na frente, em outra administração, outros sejam obrigados a lidar com essas questões.
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Por esse motivo, nesse dia do Funcionário Público, rendo minhas homenagens a essa classe tão mal reconhecida.
E admito que só mesmo São Judas, para ser patrono de categoria cujas causas são sempre tão arrastadas e difíceis de serem resolvidas.
terça-feira, 22 de outubro de 2013
Pitacos vários: a queda do futebol do time de Marcelo, à censura e o caso das biografias, passando por algumas referências e recomendações
Enquanto o time do Galo, todo cheio de alterações vencia o Flamengo, em jogo que deu MUITO sono em quem estava assistindo, com um gol tão bonito quanto improvável de Lucas Cândido, o outro time de BH na divisão principal do Campeonato Brasileiro voltava a ser derrotado na competição.
Desta feita em Curitiba, para o time da casa: o Coxa.
Razão para que grande parte da torcida e de profissionais da crônica esportiva passassem a criticar novamente o técnico Marcelo Oliveira.
O que acho um absurdo, mas completamente previsível no time azul.
Afinal essa é uma característica da torcida celeste, segundo alguns tão acostumada a vencer que não é capaz de apoiar o time quando de algumas dificuldades, mesmo que passageiras.
Vá lá, embora essa percepção de "tão acostumada a vencer" seja mais uma invenção já que o último título de importância já vai se transformando em uma cada vez mais apagada memória e uma amarelada foto na parede.
Acho Marcelo um excelente técnico. Um estudioso e entendedor do futebol. Que o digam os próprios comandados, seja no Atlético, quando esteve por lá. Seja no próprio Cruzeiro agora. Por isso os jogadores do time o respeitam e o homenageiam, brincando com seu líder.
Porque Marcelo não é o professor. Boleiro que foi, e de excelente qualidade, Marcelo é o cara que mostra para os seus jogadores que sabe do que está falando por ter mais idade e mais experiência. E é isso que faz o plantel do time que ele dirige se fechar em torno dele.
De sua capacidade, que o diga a torcida do Coxa, que reconhecendo todo seu trabalho aplaudiu sua entrada no domingo em campo.
***
Então porque razão o Cruzeiro que vinha embalado no campeonato, danou a perder.
As hipóteses são várias e todas plausíveis, mas a primeira questão a ser discutida é que o time de Marcelo começou para sorte dele, apenas a essa altura já bastante avançada do campeonato a sofrer daquilo que outros times experimentaram desde o início. Refiro-me à questão do cansaço, de contusões, suspensões e outras várias causas, como as convocações para a seleção, que o time agora tem enfrentado e que impede a manutenção da mesma equipe por jogos seguidos e, de certa forma, prejudica o entrosamento e o rendimento do time.
Por outro lado, chegando já ao final de um ano de muitos jogos, como sempre no calendário desorganizado de nosso futebol, e ostentando uma vantagem que lhe assegura 97% de probabilidades de ganhar o título, é natural que o time dê mesmo uma desacelerada. E comece a jogar com o freio de mão puxado, independente do que o técnico esteja mandando ou berrando na beira do gramado.
Lances que no início do campeonato o jogador poria o pé com vontade, correndo riscos de se machucar, por exemplo, ele agora pensa duas vezes, já que a fatura está praticamente liquidada.
***
Como atleticano que sou, acho muito lamentável que o time tenha aberto tanta vantagem e que seja já virtualmente o campeão. Admito para que o Imponderável de Souza, primo irmão do Sobrenatural de Almeida consiga impedir esse título. Mas, a verdade é que o Cruzeiro jogava enquanto outros dormiam.
E daí a diferença que ele colocou. A tal ponto e aproveitando-se da sonolência dos rivais que nem mesmo o que vimos acontecer no ano passado teve chance de ser tentado novamente.
Ou seja: nem a CBF, nem os juízes, nem a imprensa carioca ou paulista percebeu o que estava acontecendo, para tirar com a mão do gato (no caso os árbitros), o que o time fazia em campo.
Ao contrário do Atlético, garfado no ano passado, escandalosamente, o Cruzeiro não teve problemas com arbitragens, maiores que os normais que todos enfrentam.
Abrindo parênteses: o Galo só chegou a campeão da Libertadores, porque era a Conmebol e não a CBF...
***
Mas, o que acho que explica mais a questão da campanha do time de Marcelo, é que enquanto está em franca e natural desaceleração, consequência da folga que ele mesmo criou, vai enfrentar alguns times que estão lutando pela sobrevivência. Sem nada a perder. Alguns em casa.
Para esses, é natural que o time de Marcelo venha a perder ou enfrentar dificuldades homéricas. Não digo o mesmo em relação aos jogos contra os times que lutam desesperadamente para fugir do rebaixamento nos domínios do adversário. Embora mesmo nesses jogos o time de Fábio não terá a mesma facilidade que vinha tendo.
Afinal, quem está lutando para não cair, não tem mais nada a perder. E se os jogadores tiverem brio, como parece que a maioria tem, vão para cima com tudo.
E, franco atiradores, acabam conseguindo coisas que até o mais crédulo, duvida.
***
De minha parte, continuo torcendo para que o estigma do Fluminense que foi capaz de não ser rebaixado sob a batuta de Cuca possa prevalecer e que a probabilidade possa mais uma vez perder de goleada para o que se passa dentro das quatro linhas.
Censura
Sou a favor da publicação de qualquer biografia, especialmente das não autorizadas.
Isso porque a biografia chapa branca conta a história que o personagem central criou para si. Não necessariamente a que reflete sua vida e sua trajetória.
Ora biografia autorizada é livro de memórias. Pode ser de grande qualidade e importância, mas sempre será a versão edulcorada da vida do autor.
São vários os exemplos de como o personagem objeto da homenagem pode acabar influenciando a descrição de sua história e moldando a imagem que lhe interessa transmitir. E como são objeto de manipulação, ou podem ser, acho que muito da compreensão da personagem se perde.
E vou repetir para ficar mais evidente: em minha opinião, quem resolve gastar seu tempo, pesquisando e entrevistando e relatando a vida de outra pessoa, está prestando uma das maiores homenagens a essa outra pessoa que pode ser imaginada.
Afinal, pública ou não a pessoa, a imagem, a figura biografada, o que interessa divulgar a vida dela, se o autor não imaginasse que teria um impacto - não comercial, apenas, mas de exemplo, para o bem ou para o mal?
Porque se para a História poderia ser muito útil a biografia de um Zé da Silva qualquer, morador de um barraco pendurado no morro, e usuário de quatro ônibus todo dia, para se deslocar até o trabalho, a verdade é que essa biografia, autorizada ou não, não seria escrita, nem publicada.
Então, a biografia é uma homenagem. E se não é uma homenagem à pessoa, ao menos ao ambiente, ao meio de que ela fez parte.
E muitas vezes é exatamente naquilo que a pessoa não gostaria de ver publicado, que se encontra a explicação para muitas das ações, dos riscos, das posturas e comportamentos que a pessoa adota e que, por isso mesmo, a transforma em uma pessoa ímpar. Capaz de vencer obstáculos, problemas físicos que a outros abateria, problemas que apenas sua tenacidade seria capaz de fazê-la superar e destacar-se em um mundo em que são raros os exemplos de obstinação e êxito.
Em minha opinião, independente de a pessoa ser pública ou não, sua vida pode sim valer a pena ser contada e divulgada, caso algum fato extraordinário o justifique. Para que possa servir de exemplo do que deve ser copiado ou até evitado.
Mas que, participe da sociedade humana, cada um possa ter sua experiência compartilhada com os seus iguais.
Para mim, sua vida não deve ser objeto de bisbilhoteiros, apenas para vender tabloides sensacionalistas, como as milhares de revistas de fofocas que existem, pululam por aí, incentivadas até mesmo pelas pseudo-celebridades a que dedicam tempo e páginas, apenas para cultivo da egolatria ou vaidade desses personagens. Muitas vezes, esses sim, sem qualquer interesse em suas vidas, capaz de ser objeto de exposição aos leitores.
Embora ache que para esses "biografados" cuja vida é exposta de forma a deixá-los em evidência, mesmo que leve e docemente constrangidos, nas revistas de fofocas, no fim das contas o público leitor e consumidor é que deve ser apontado como responsável.
E esse público é que deve ser punido por esse comportamento. O que já acontece, ao lerem tais revistas.
Referências
Dessa turma de grupos coletivos de compra, recomendo a ida ao site do NowOn.
Uma proposta diferente, que permite aproveitar as oportunidades de descontos dados na hora em que a promoção está ocorrendo.
E que tem tido muitos elogios dos seguidores, consumidores e clientes.
O NowOn é muito bom e sério. E vale a pena conhecer e se ligar a ele.
Desta feita em Curitiba, para o time da casa: o Coxa.
Razão para que grande parte da torcida e de profissionais da crônica esportiva passassem a criticar novamente o técnico Marcelo Oliveira.
O que acho um absurdo, mas completamente previsível no time azul.
Afinal essa é uma característica da torcida celeste, segundo alguns tão acostumada a vencer que não é capaz de apoiar o time quando de algumas dificuldades, mesmo que passageiras.
Vá lá, embora essa percepção de "tão acostumada a vencer" seja mais uma invenção já que o último título de importância já vai se transformando em uma cada vez mais apagada memória e uma amarelada foto na parede.
Acho Marcelo um excelente técnico. Um estudioso e entendedor do futebol. Que o digam os próprios comandados, seja no Atlético, quando esteve por lá. Seja no próprio Cruzeiro agora. Por isso os jogadores do time o respeitam e o homenageiam, brincando com seu líder.
Porque Marcelo não é o professor. Boleiro que foi, e de excelente qualidade, Marcelo é o cara que mostra para os seus jogadores que sabe do que está falando por ter mais idade e mais experiência. E é isso que faz o plantel do time que ele dirige se fechar em torno dele.
De sua capacidade, que o diga a torcida do Coxa, que reconhecendo todo seu trabalho aplaudiu sua entrada no domingo em campo.
***
Então porque razão o Cruzeiro que vinha embalado no campeonato, danou a perder.
As hipóteses são várias e todas plausíveis, mas a primeira questão a ser discutida é que o time de Marcelo começou para sorte dele, apenas a essa altura já bastante avançada do campeonato a sofrer daquilo que outros times experimentaram desde o início. Refiro-me à questão do cansaço, de contusões, suspensões e outras várias causas, como as convocações para a seleção, que o time agora tem enfrentado e que impede a manutenção da mesma equipe por jogos seguidos e, de certa forma, prejudica o entrosamento e o rendimento do time.
Por outro lado, chegando já ao final de um ano de muitos jogos, como sempre no calendário desorganizado de nosso futebol, e ostentando uma vantagem que lhe assegura 97% de probabilidades de ganhar o título, é natural que o time dê mesmo uma desacelerada. E comece a jogar com o freio de mão puxado, independente do que o técnico esteja mandando ou berrando na beira do gramado.
Lances que no início do campeonato o jogador poria o pé com vontade, correndo riscos de se machucar, por exemplo, ele agora pensa duas vezes, já que a fatura está praticamente liquidada.
***
Como atleticano que sou, acho muito lamentável que o time tenha aberto tanta vantagem e que seja já virtualmente o campeão. Admito para que o Imponderável de Souza, primo irmão do Sobrenatural de Almeida consiga impedir esse título. Mas, a verdade é que o Cruzeiro jogava enquanto outros dormiam.
E daí a diferença que ele colocou. A tal ponto e aproveitando-se da sonolência dos rivais que nem mesmo o que vimos acontecer no ano passado teve chance de ser tentado novamente.
Ou seja: nem a CBF, nem os juízes, nem a imprensa carioca ou paulista percebeu o que estava acontecendo, para tirar com a mão do gato (no caso os árbitros), o que o time fazia em campo.
Ao contrário do Atlético, garfado no ano passado, escandalosamente, o Cruzeiro não teve problemas com arbitragens, maiores que os normais que todos enfrentam.
Abrindo parênteses: o Galo só chegou a campeão da Libertadores, porque era a Conmebol e não a CBF...
***
Mas, o que acho que explica mais a questão da campanha do time de Marcelo, é que enquanto está em franca e natural desaceleração, consequência da folga que ele mesmo criou, vai enfrentar alguns times que estão lutando pela sobrevivência. Sem nada a perder. Alguns em casa.
Para esses, é natural que o time de Marcelo venha a perder ou enfrentar dificuldades homéricas. Não digo o mesmo em relação aos jogos contra os times que lutam desesperadamente para fugir do rebaixamento nos domínios do adversário. Embora mesmo nesses jogos o time de Fábio não terá a mesma facilidade que vinha tendo.
Afinal, quem está lutando para não cair, não tem mais nada a perder. E se os jogadores tiverem brio, como parece que a maioria tem, vão para cima com tudo.
E, franco atiradores, acabam conseguindo coisas que até o mais crédulo, duvida.
***
De minha parte, continuo torcendo para que o estigma do Fluminense que foi capaz de não ser rebaixado sob a batuta de Cuca possa prevalecer e que a probabilidade possa mais uma vez perder de goleada para o que se passa dentro das quatro linhas.
Censura
Sou a favor da publicação de qualquer biografia, especialmente das não autorizadas.
Isso porque a biografia chapa branca conta a história que o personagem central criou para si. Não necessariamente a que reflete sua vida e sua trajetória.
Ora biografia autorizada é livro de memórias. Pode ser de grande qualidade e importância, mas sempre será a versão edulcorada da vida do autor.
São vários os exemplos de como o personagem objeto da homenagem pode acabar influenciando a descrição de sua história e moldando a imagem que lhe interessa transmitir. E como são objeto de manipulação, ou podem ser, acho que muito da compreensão da personagem se perde.
E vou repetir para ficar mais evidente: em minha opinião, quem resolve gastar seu tempo, pesquisando e entrevistando e relatando a vida de outra pessoa, está prestando uma das maiores homenagens a essa outra pessoa que pode ser imaginada.
Afinal, pública ou não a pessoa, a imagem, a figura biografada, o que interessa divulgar a vida dela, se o autor não imaginasse que teria um impacto - não comercial, apenas, mas de exemplo, para o bem ou para o mal?
Porque se para a História poderia ser muito útil a biografia de um Zé da Silva qualquer, morador de um barraco pendurado no morro, e usuário de quatro ônibus todo dia, para se deslocar até o trabalho, a verdade é que essa biografia, autorizada ou não, não seria escrita, nem publicada.
Então, a biografia é uma homenagem. E se não é uma homenagem à pessoa, ao menos ao ambiente, ao meio de que ela fez parte.
E muitas vezes é exatamente naquilo que a pessoa não gostaria de ver publicado, que se encontra a explicação para muitas das ações, dos riscos, das posturas e comportamentos que a pessoa adota e que, por isso mesmo, a transforma em uma pessoa ímpar. Capaz de vencer obstáculos, problemas físicos que a outros abateria, problemas que apenas sua tenacidade seria capaz de fazê-la superar e destacar-se em um mundo em que são raros os exemplos de obstinação e êxito.
Em minha opinião, independente de a pessoa ser pública ou não, sua vida pode sim valer a pena ser contada e divulgada, caso algum fato extraordinário o justifique. Para que possa servir de exemplo do que deve ser copiado ou até evitado.
Mas que, participe da sociedade humana, cada um possa ter sua experiência compartilhada com os seus iguais.
Para mim, sua vida não deve ser objeto de bisbilhoteiros, apenas para vender tabloides sensacionalistas, como as milhares de revistas de fofocas que existem, pululam por aí, incentivadas até mesmo pelas pseudo-celebridades a que dedicam tempo e páginas, apenas para cultivo da egolatria ou vaidade desses personagens. Muitas vezes, esses sim, sem qualquer interesse em suas vidas, capaz de ser objeto de exposição aos leitores.
Embora ache que para esses "biografados" cuja vida é exposta de forma a deixá-los em evidência, mesmo que leve e docemente constrangidos, nas revistas de fofocas, no fim das contas o público leitor e consumidor é que deve ser apontado como responsável.
E esse público é que deve ser punido por esse comportamento. O que já acontece, ao lerem tais revistas.
Referências
Dessa turma de grupos coletivos de compra, recomendo a ida ao site do NowOn.
Uma proposta diferente, que permite aproveitar as oportunidades de descontos dados na hora em que a promoção está ocorrendo.
E que tem tido muitos elogios dos seguidores, consumidores e clientes.
O NowOn é muito bom e sério. E vale a pena conhecer e se ligar a ele.
segunda-feira, 21 de outubro de 2013
Ensimesmado
Quando o silêncio fala
e a reprovação se manifesta
um só olhar nos cala
Esse comportamento me distância
e funciona como uma ducha d'água
em meu sentimento
apaga o fogo que eu nutria
e me esfria
Eu me contraio
e fico mudo
eu me afasto
e fecho-me
fico escondido dentro de mim
para não me desgastar
deixando passar um tempo
e preparando-me para não sofrer
para o caso de eu perceber
ou deixar-me finalmente me convencer
de que o melhor
é eu me afastar
e a reprovação se manifesta
um só olhar nos cala
Esse comportamento me distância
e funciona como uma ducha d'água
em meu sentimento
apaga o fogo que eu nutria
e me esfria
Eu me contraio
e fico mudo
eu me afasto
e fecho-me
fico escondido dentro de mim
para não me desgastar
deixando passar um tempo
e preparando-me para não sofrer
para o caso de eu perceber
ou deixar-me finalmente me convencer
de que o melhor
é eu me afastar
quinta-feira, 17 de outubro de 2013
Como você me quer
Você me quer inseguro
como se eu fosse um menino
preso em um quarto escuro
ouvindo ruídos estranhos
da noite
ou vindos do interior
da alma...
Você me deseja fraco
pra não haver consciência
que me faça reagir
capaz de opor resistência
que me impeça de me opor
a todos os seus caprichos
e eu não vir a ter coragem
de soltar todos meus bichos
de por o lixo na rua
faxinar meu interior
Você me deseja como
se deseja um brinquedo
sempre à disposição
guardado no fundo do armário
e eu me deixo levar
e curvo-me à suas vontades
pronto para você me usar
pra resgatar as verdades
que confirmam ser você
o que sou e meu contrário
a minha meia verdade
que tenta a fuga e renega
a parte que não é metade
por sermos a unidade
como se eu fosse um menino
preso em um quarto escuro
ouvindo ruídos estranhos
da noite
ou vindos do interior
da alma...
Você me deseja fraco
pra não haver consciência
que me faça reagir
capaz de opor resistência
que me impeça de me opor
a todos os seus caprichos
e eu não vir a ter coragem
de soltar todos meus bichos
de por o lixo na rua
faxinar meu interior
Você me deseja como
se deseja um brinquedo
sempre à disposição
guardado no fundo do armário
e eu me deixo levar
e curvo-me à suas vontades
pronto para você me usar
pra resgatar as verdades
que confirmam ser você
o que sou e meu contrário
a minha meia verdade
que tenta a fuga e renega
a parte que não é metade
por sermos a unidade
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