segunda-feira, 6 de maio de 2013

Do Uai de Paul ao trem bão e as agruras de quem vai ao Mineirão

E como não podia deixar de ser, o show de Mr. Paul foi mega-hiper-super, foi simplesmente sensacional.
O carisma, a simpatia, a simplicidade, a qualidade de músicos, a qualidade de som, e as músicas.... essas imbatíveis.
Paul não precisa tentar agradar; já conseguiu e conquistou muito, e tudo, talvez, que poderia almejar. Mas, como não perceber a sua genuína vontade de criar uma empatia com o público presente.
Como não se divertir com seus "ô trem bão sô!" repetido tanto como o seu Uai, um dos quais até meio fora do tom. E por isso mesmo simpático.
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Da banda não é preciso falar. Um espetáculo à parte o batera, que ainda desce ao palco e vem fazer dueto com Paul, tocando uma guitarra.
Os guitarristas muito bons. E mostrando uma disposição só superada pela do "velhinho" Paul.
É de babar ver a vitalidade de um cara de 71 anos. Mesmo sendo roqueiro.
E Paul foi um show. É um show. E pôs todo mundo para cantar com ele músicas que, afinal, são eternas.
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A meu lado, Caio e Caique Perona, dois irmãos muito gente boa, o primeiro, futuro bacharel em Direito e já estagiando no Ministério Público Federal, comentavam a respeito das músicas, serem atemporais.
Melhor talvez, intertemporais. Para agradar a gregos e "australianos", a todas as idades.
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E o espetáculo pirotécnico em Live and Let Die esteve, em minha opinião, no mesmo nível de qualidade superior, da música. FENOMENAL.
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Pena... mas pena mesmo foi o conjunto de problemas que, mais uma vez, tiveram de ser enfrentados, por quem foi ao Mineirão. A começar do estacionamento, uma vergonha!
E uma vergonha bastante cara, já que ao módico preço de R$ 50 reais. E para a gente entrar, pagar e ter que ir ao fundo do dito cujo, lá do outro lado do estádio transformado em arena.
Diga-se de passagem: quando era simples estádio era muito mais simples e confortável ir ao Mineirão. Agora que virou arena, só se esqueceram de informar ao público que somos nós que cumpriremos o papel e a função dos cristãos jogados às feras.
Bem, depois de ser obrigados a ir deixar o carro lá no fundo, o motorista e acompanhantes devem voltar todo o trajeto a pé, para poderem sair pelo local onde entraram. Só para poderem ver a quantidade de vagas que não serão ocupadas e ficarão assim até o fim do espetáculo.
Pior. Na volta, mais uma vez o trajeto será todo feito a pé, até o local em que o carro ficou estacionado. E passando pelas mesmas vagas que poderiam ter sido utilizadas por quem ousou usar o estacionamento.
Parece que a ideia é a de fazer todos que foram comodistas de irem de carro e de usarem o estacionamento da Arena pagarem por seu  sedentarismo, obrigando-os a fazerem a caminhada que teriam feito se tivessem deixado o carro fora do Mineirão.
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Depois tem o problema da fila. Para entrar no setor de pista premium, a fila estava demorando mais de duas horas. Quem chegou às 18 horas e trinta minutos, só entrou faltando 20 minutos para as nove horas.
E ninguém, não havia NINGUÉM para organizar a fila, o que gerou alguns problemas de fura-filas.
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Lá dentro do arena, não há o que reclamar. Número suficiente de banheiros químicos, atendiam a todos que precisavam de utilizar do dispositivo, apenas me deixando curioso de saber porque os banheiros do estádio não foram franqueados ao público: falta d'água? De papel higiênico ou de papel toalha, como aconteceu no show de Elton John?
Bem, um colega meu de serviço, o Aníbal, outro que ficou embevecido com o show, falou que pode assegurar que água não falta no estádio. Pelo menos onde ele estava, a água batia em seu joelho.
E o cheiro...
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Tudo compensado pelo showzaço de Paul. Que emocionou-me quando homenageou a John, mas especialmente quando para homenagear George, apresentou no painel de led, fotos em que aparecia brincando com o amigo. Ambos ainda novos, da época dos FabFour.
Parece até que ele mesmo se emocionou, o que se repetiu, embora eu mesmo não o percebesse, na eterna ou atemporal, Yesterday.
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Foi isso. Valeu Mr. Paul
E como diziam os cartazes levantados pelo público: Thank you! Para valer, uai.
Porque o trem bão o show, sô!

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