quinta-feira, 8 de setembro de 2016

A covardia do golpista e como essa sua característica ajuda a que ele seja a pessoa certa para o lugar de servilismo em que ele foi posto

Dia em que se comemora a Independência do Brasil e data escolhida para a abertura das Paraolimpíadas, esse 7 de setembro foi marcado pelo comportamento do golpista, usurpador, que ocupa o Palácio do Planalto desde a votação do impeachment de Dilma: comportamento covarde, de quem tem medo de enfrentar a verdade e a vida.
Comportamento, aliás, que já havia sido demonstrado quando da data de abertura dos Jogos Olímpicos no Rio, quando ele sorrateiramente entrou no Maracanã e, ali permaneceu, sem que sua presença fosse anunciada pelo sistema de som, para que o usurpador não fosse vítima de vaias.
Vaias que ele não conseguiu evitar, quando teve que, de forma quase inaudível e acanhada, declarar a abertura do evento.
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Acreditava eu que o comportamento do nosso Boris Karlof pudesse se modificar, uma vez empossado no cargo, e alcançado o objetivo com que tanto ele sonhou em toda sua carreira, sempre às sombras, sempre de forma subreptícia, como convém a quem não mostra respeito pelo povo e pela democracia. 
Afinal de contas, nada muito diferente das histórias da Transilvânia onde os verdadeiros, autênticos e até simpáticos Dráculas viviam. Hoje nosso Drácula é tão notável quanto um protozoário, talvez uma ameba. E não fosse pelo golpe iria permanecer assim, insignificante até os dias atuais.
Mas, aqui é que está o problema e o grande perigo. Ao ganhar espaço para agir, nosso protozoário ou ameba ganha o mesmo grau de periculosidade que aqueles do interior do corpo humano. E têm potencial para trazer dores e sofrimentos de mesma intensidade.
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Talvez essa a explicação para mais um de seus ataques de protagonismo, na verdade, apenas mais um faniquito. O terceiro de que tenho memória. Senão vejamos: começou quando ainda golpista envergonhado e na interinidade, bateu à mesa para dizer que conhecia e sabia lidar bem com bandidos. Declaração desnecessária para quem foi presidente do PMDB tanto tempo, e político de bastidores (onde os golpes são tramados e postos em prática). Continuou depois, quando já vitorioso o golpe de que ele e seus asseclas foram partícipes e beneficiários, reuniu seu ministério de machos: afinal, mulher só sendo belas, recatadas e do lar... (e tem mulheres que, na ânsia de defender o golpe, já que no fundo a questão era, seja como fosse possível, tirar o PT do poder publicam referências à presença de Marcela no desfile de 7 de setembro, como para comprovar que o país mudou para melhor. Agora as mulheres sabem se comportar, são bonitas e os maridos sabem falar português, escorreito. E depois ainda reclamam das mulheres estarem sendo tratadas como objeto!). Mas, como eu ia dizendo, reunido o machistério, o golpista disse de forma enérgica que não ia mais tolerar ser chamado de golpista. 
Entendi que chamá-lo de golpista é bulling!
Quanto ao terceiro dos ataques, vem quando promete remeter, indo contra toda a sua base e partidários, uma reforma da previdência ao Congresso, mostrando que, para ajudar a resolver os problemas do governo e do país, não se curva. Faz o que é necessário. Mesmo que impopular. Mesmo que avisado de que não o seu projeto corre o risco de trazer derrotas para seus aliados.
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No entanto, como das outras vezes, esse terceiro faniquito que visa demonstrar seu arroubo e coragem é apenas mais um ato de obediência, mais um ato de vassalagem que ele presta ao PSDB, o partido derrotado nas urnas em 2002, 2006, 2010 e até 2014, justamente por causa de propostas como as que o usurpador agora promete aprovar.
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Sabe-se, e toda a imprensa comenta, que toda a coragem de nosso golpista é tão somente mais uma vez, curvar-se aos interesses poderosos que o PSDB representa, ligados aos grandes grupos de capital financeiro e, no caso específico aos interesses dos planos de previdência privados ou complementares, conisderados, em todo o canto do mundo um dos mais rentáveis negócios do mundo, gerindo valores em quantias exorbitantes. 
Embora derrotado nas urnas, o PSDB escamoteia a realidade para poder chegar à conclusão de que a Previdência Pública está condenada a desaparecer, e se nada for feito, os déficits crescentes com que se defronta, irão se tornar impagáveis.
Fazendo cálculos onde considera apenas as diferenças entre benefícios pagos e contribuições recolhidas, mostra que já de muito tempo, o governo tem posto dinheiro dos impostos pagos por toda a população para saldar os compromissos com apenas a parcela, hoje relativamente menor, de aposentados e pensionistas.
Invertem pois, a questão, já que se fosse para obedecer a Constituição de 88, as fontes de financiamento da Seguridade Social seriam compostas de uma série de tributos que, não sendo destinadas para sua finalidade primeira, acaba apenas fazendo caixa para o governo e permitindo que o governo pague juros da dívida pública exorbitantes. Ou pior: conceda incentivos, subsídios, ou conceda desonerações para empresários se locupletarem.
E, para não ser injusto, essa situação das contas que não são apresentadas de forma correta não é de agora, vindo já desde Dilma pelo menos, já que o presidente Lula, em certo instante de seu mandato, chegou a afirmar que todo problema da Previdência não era rombo, mas um problema de encontro de contas,ou correto registro.
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Mas, sem muita delonga, será que nesse déficit da conta do governo, que não é a forma que a Constituição manda efetuar o cálculo, será que as sonegações da contribuições de empregados e patrões estão consideradas?
Por que estudo do IPEA recente, conforme publicação da revista Carta Capital da última semana de agosto último, mostra que não apenas a FIESP não quer pagar o pato. Ela nunca gostou de pagar. E creio que pouco pagou em toda sua história. 
Afinal, só de dívida ativa, informa a revista, são 1,4 trilhão de reais. Supondo-se que a maioria da população brasileira não tem renda para tanto, já que apenas 71 mil pessoas, alcançam renda mensal de 4 milhões ( o que permitiria sonegação em alto montante), o que representa no conjunto 8,5% da renda familiar, é de se supor que, pelos dados apresentados pela revista, os 99,95% do resto não teria renda suficiente para tamanha sonegação.
Assim, é justo acreditar que são empresas, não as pequenas, as que mais devem ao governo. E, dessa dívida, 252 bilhões de reais são já transitadas em julgado. Ou seja, basta o governo mandar seus fiscais ou coletores para levantarem essa quantia. Sem qualquer problema.
Exceto um: o de ter que ir cobrar e receberr de seus financiadores, dos seus patrões, de seus amigos, em se tratando do PSDB que, por isso mesmo, escamoteia os números e a situação previdênciária.
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Sempre disse que é necessário sim, discutir-se medidas na Previdência, afetada pelo aumento da longevidade e da preocupante, em nosso país, alteração da pirâmide populacional por faixa etária.
Mas não assim, como querem o PSDB, para poder arrecadar mais, gastar menos, a curto prazo, e ter mais recursos no governo para assegurar o pagamento de juros da dívida pública, cujos titulares são os amigos do PSDB.
Vá lá: os bancos e interesses financeiros são amigos também de Lula, Dilma e do PT. Mas aqui há que se reconhecer que esses ex-presidentes e sua turma têm também alguns amigos em outras classes sociais. 
O que justifica toda a ação engendrada para tirá-los do poder, com seus 54,5 milhões de votos, para colocar quem apenas consegue ser amigo da turma da banca ou do dinheiro. 
Ou seja: os donos do poder, como já disse antes, e repito, cansaram de ter que dar migalhas aos demais grupos de interesses financeiros e resolveram recuperar sua hegemonia, colocando lá um boneco de cera. 
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Nesse sentido, quanto menos o boneco tiver coragem melhor para ser manipulado.
É o caso de nosso golpista que chega de carro fechado na Parada de Sete de Setembro, entrando no palanque de forma despercebida, por medo de vaias. 
Vaias que mesmo nas Paraolimpiadas e onde o golpista for, não serão evitadas.
É isso.

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Redes sociais e as bobagens que ela permite veicular, provando que o maior problema do país é a falta completa de coerência.

Análises mais acuradas, mais aprofundadas deverão, um dia, vir à luz para mostrar as consequências - em minha opinião, mais nefastas que posiivas - da possibilidade infinita de difusão de informações, comentários, opiniões, etc. que a tecnologia digital, a internet com o advento das redes sociais, permitiu alcançar.
Admito até que várias pesquisas e estudos já têm tratado do tema, o que obriga-me a reconhecer minha ignorância.
Mas, independente desse reconhecimento, e da minha impotência que me leva a admitir não ser mais possível alguém saber, estar informado e conhecer de tudo, sou obrigado a manifestar que uma das piores consequências de tanto avanço, e tanta democracia, é o fato de que a internet e redes sociais deram oportunidade de que pessoas que teriam muito mais a ganhar ficando caladas, puderam ter um espaço - algumas até "ouvidos" para compartilhar suas opiniões.
E antes de que me acusem de qualquer coisa, já tomo a dianteira para dizer que não acredito que eu seja uma exceção e que minhas opiniões passassem incólumes de críticas.
Sempre pensei e externei a minha consciência de que estamos todos no mesmo barco. Em todos os sentidos e em todos os temas, desde sociais a qualquer outro conteúdo.
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Dito isso, fico estarrecido de ver opiniões serem publicadas, de quem acreditava coerente, pessoas que acreditava serem sérias, dotadas minimamente de alguma lucidez, que negam tudo que eu acreditava ou pensava delas.
E nem vou dizer que isso se deve a meras divergências ideológicas subjacentes à interpretação, necessariamente antagônicas, da mensagem que o autor-transmissor desejava emitir em relação à que os receptores-ouvintes dela extraiíram.
Como se sabe, dada a parcialidade da realidade, sua interpretação e a verdade pode assumir várias faces.
O que não significa que a verdade não seja uma só. Mas indica que a visão parcial a enxerga e a  molda de infinitas formas variadas.
Com o resultado belíssimo e interessante de todos poderem ter razão e estarem certos.
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Deixando de lado qualquer digressão, e entrando direto no assunto.
Li ontem, em uma das redes sociais, alguém comentar que dizer que é golpe, a farsa da condenação sem crime de responsabilidade, a ponto de os farsantes senadores não terem tido a hombridade de levarem seu ato reconhecidamente injusto até o fim, fatiando a decisão em apenas mais um dos aburdos que cercam a todo o processo, é como dizer que o perdeu porque o juiz roubou.
Ok. Passemos à análise da metáfora esportiva ou melhor, futebolística. O que vai entrar nas estatísticas e na história será que o título, a honraria de ser campeão é do time beneficiado pelo escândalo. Não a injustiça, o roubo escancarado, o nome do prejudicado.Correto?
O que significa um aval, uma concordância com que tudo vale para que se chegue ao resultado desejado pela parte, fosse ela a melhor ou não, a mais justa ou não. A correta ou não.
Precisa dizer mais, para expressar a minha decepção em relação a quem manifesta tamanho impropério, e a quem eu tinha em alta conta. Inclusive de caráter e formação moral?
Ou a pessoa, distraída e querendo apenas poder manifestar seu posicionamento do lado vitorioso, por hora, não mediu, não avaliou o significado de suas palavras e pensamento. A extensão da interpretação de sua mensagem?
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Pois bem, engana-se quem acha que basta ser vitorioso e que a coroa de louros a tudo apaga ou consiste em salvo conduto para tudo. No futebol mesmo, e com exemplo do Brasil, mais se fala até hoje do desastre da seleção contra o Uruguai, na final de 50, no Maracanã.
Derrota que feriu tão profundamente nosso amor próprio que teve consequências, inclusive com a destruição de vidas, muito mais salientes.
Pouco se exalta a seleção vitoriosa e sua garra. Mas, a execração de Barbosa não deveria servir de exemplo para que os resultados de um jogo fossem encarados e tratados apenas como isso, o resultado de um jogo?
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E dos que gostam de futebol e são mais antigos, quem não ouviu falar do brilhante time da Hungria, derrotado pela Alemanha por 3 a 2, na final da Copa de 54?
E quem não reconhece ou nega que a seleção de Telê Santana, em 1982, eliminada pela campeã não ficou muito mais marcada na memória de todos os que gostam de futebol, para todo o sempre?
Assim como Cruijff passou para a história do esporte embora não tivesse tido a honra de levar sua Holanda e sua laranja mecânica a qualquer título?
E, já que sou atleticano, quem não se lembra e não comenta a vergonha que foi a partida Atlético e Flamengo em 1981, pela Libertadores, em que um bandido de apito foi capaz de fazer soprando lata, o que o excelente time do Flamengo não estava conseguindo em campo: derrotar o Galo?
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Vá lá que ganhar roubado é mais gostoso, ao menos para zoar o amigo, colega torcedor do time vencedor. Mas, eu interpreto a frase como sendo, no fundo, o reconhecimento de quem a menciona da superioridade do outro. Simples assim.
Uma vitória envergonhada como a dos algozes, golpistas, de Dilma.
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Outros, dizem que o atual ocupante do Planalto tem sim, legitimidade, já que fazia parte da chapa e foi eleito junto com Dilma. Logo, foi também sufragado pelos mesmos 54,5 milhões de eleitores de Dilma.
Para não entrar na infrutífera discussão de quem mais carreou votos para a chapa, se sua cabeça ou a figura obscura por baixo, tal qual o rabo do animal, vamos apenas nos perguntar, por uma questão de justiça: junto ao TSE, nas várias causas que visam até a anulação da eleição da chapa vitoriosa por problemas relativos às contas de campanha, porque o nosso Nosferatu repleto de botox pede a análise separada da prestação de contas sua?
Embora eu acredite que gilmar mendes, o magistrado que tem opinião e as expressa sobre tudo, irá agora paralisar a questão, já que levá-la avante não mais interessa. O resultado já foi conquistado, afinal.
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Mas, se a figura do mordomo que agora ocupa o Planalto, lá chegado por força de um golpe, teve os 54,5 milhões de votos e tem legitimidade, então, também é licíto dizer que ele, assim como a cabeça da chapa tinham um único programa de governo. Certo?
E se Dilma ao assumir o segundo mandato foi acusada de trair seus eleitores, adotando medidas que ela não havia defendido como sua plataforma, o mesmo não deveria valer para esse que agora chegou lá?
Ou Dilma fez um estelionato eleitoral, e agora aquele que nunca teve coragem para se apresentar, agora sob a justificativa de temer vaias, ao definir suas medidas, não está cometendo o mesmo delito?
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Aliás, vi na rede uma post de alguém com o retrato de Sarney e a faixa presidencial. Ao seu lado, Itamar e a faixa, e por fim, o retrato do atual ocupante, também com faixa. E a frase, todos têm em comum o fato de serem ou terem sido do PMDB, terem chegado ao mais alto cargo, sem terem vencido qualquer eleição.
Embora seja postagem de simpatizantes de Dilma, anti-golpe, não concordo veementemente com seu conteúdo.
Primeiro porque Sarney nada mais era que um trânsfuga, oportunista, de pior espécie. Semelhante àquele tipo de ratos que deixam o navio quando a água começa a tomar conta de seus porões. Foi assim que ele deixou o barco de seu PDS, para cair na chapa de Tancredo.
De mais a mais, a eleição era indireta, naquela época, tal qual a que colocou os outros dois no poder.
Mas, há uma diferença. A chapa de Collor e Dilma tiveram que passar pelo escrutínio popular. O que significa mais claramente que a investida de ambos foi contrária ao voto da maioria dos eleitores. Ao menos da opinião que os eleitores tinham quando da época das eleições.
Sarney foi beneficiário sim, de um golpe de sorte, ou de um golpe de forças maiores, como a morte de Tancredo.
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Itamar não tramou contra o seu companheiro de chapa. O que já mostra diferença de caráter em relação ao atual.
E representou naquela época a derrota dos interesses do grande capital , inclusive do capital financeiro, e do capital internacional e o capital  nacional a ele associado.
Itamar era o representante dos interesses nacionais e, portanto, de interesses mais afetos a todo o povo brasileiro. Embora não sejamos tolos: não defendia, ao menos de forma exclusiva ou majoritária,  os interesses das classes menos favorecidas.
Já o atual chega como vassalo, menino de recado do capital empresarial da Paulista, e dos grandes interesses encastelados no mercado financeiro.
Só essas considerações bastam para mostrar o erro da postagem.
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Ainda aproveitando-se da velocidade de transmissão de informações, muito se alardeia, hoje, em relação à necessidade de que ajustes sejam feitos, no âmbito fiscal. E todos são unânimes em cobrar empenho do governo para aprovação imediata da lei que promove o congelamento dos gastos públicos, que poderão se elevar tão somente no mesmo percentual da inflação do ano anterior.
E, dada a manipulação da mídia e das grandes redes de televisão, essa ideia se espalha como se alguém tivesse ateado fogo em rastilho de pólvora. E passa a ser falada, discutida, apoiada, e cobrada até por quem nada entende de assuntos econômicos ou fiscais, ou de política econômica.
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O que acho uma incoerência gritante, já que ao mesmo tempo, todos criticam e lutam para desengessar o Orçamento. Aliás a própria emenda da DRU - desvinculação das Receitas da União, aprovada com elogios e comentários positivos de toda a imprensa não vai na direção contrária do engessamento da medida de contenção dos gastos?
Ou seja: todos sempre disseram que um problema da Constituição cidadã de 88 foi não dar espaço para o executivo decidir em que e quanto gastar, já que obrigado a seguir parâmetros congelados e decididos à priori pelo constituinte.
Sempre combateram a falta de espaço e graus de liberdade para que gastos de investimentos, necessários, fossem realizados, em função da escassez de recursos de uso discriminatório.
Mas, agora, como que por encanto, todos apoiam um engessamento ainda maior.
E tem gente postando essa ideia, sem perceber que tal proposta apenas representa a subtração da nossa pátria e dos recursos para atendimento das necessidades sociais mais prementes, de nossa população.
Como dizia a música Vai Passar de Chico Buarque de Holanda, "dormia a nossa pátria mãe tão distraída, sem perceber que era subtraída..."
Ora, pessoas que antes se manifestavam contra o engessamento, agora mudam de lado sem perceber que o fizeram.
E acreditam que estão, com isso, mostrando seu conhecimento e domínio da realidade do país. E que estão contribuindo para a melhoria das condições por nós enfrentadas.
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Ou seja, falta coerência. O que é uma lástima.

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Saudades ou nostalgia, de um tempo em que o Nordeste era celeiro reconhecido de nossos melhores valores humanos. E duas observações, sobre Lula e sobre Dilma.

Saudades de meu tio Acácio, irmão mais velho de minha avó e com quem tive o prazer de conviver por 15 anos. Foi em conversa com ele que ouvi pela primeira vez a história, causo ou lenda, a respeito do motorista de caminhão que mandou pintar no para-choque de seu veículo e instrumento de trabalho a frase “Não me importa que a mula manque, o que eu quero é rosetar.
Dando uma checada no Google, pai dos burros mais modernos, verifiquei que a música gravada por Jorge Veiga, de Haroldo Lobo e Milton de Oliveira chegou a ser censurada, pelo caráter imoral de sua letra, em cujo primeiro verso, em troca do carinho de uma moça, um homem dizia que iria a pé ao Irajá, não importando nem que mula mancasse, já que ele queria era rosetar.
Consultando o significado de rosetar, constatei tratar-se de algo como esporear, ou sentar a espora.
No entanto, a palavra tinha um segundo uso, um segundo sentido, podendo também significar divertir-se muito, brincar, folgar, pagodear...
Na história de meu tio, impedido de entrar e circular em uma pequena cidade do interior, pelo prefeito defensor da moral e dos bons costumes, o motorista não quis afrontar a autoridade e mandou trocar a frase perigosa.
Ao voltar e entrar na cidade, seu para-choque tinha outra frase, mais respeitosa: “Continuo querendo”.
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Saudades de um mineiro a quem não tive o prazer de conhecer, exceto por referências e citações sempre positivas, elogiosas, o político e ex-governador de Minas Gerais, Milton Campos. Talvez explique não o ter conhecido, o fato de ele ser da UDN, partido contrário àquele dos políticos mais relacionados a minha família. Razão porque aprendi a não nutrir muitas simpatias pela sigla.
Jurista de competência reconhecida, dele ouvi uma história curiosa e reveladora de seu bom humor. Segundo a história, estando ele voltando de Brasília para passar o fim de semana em sua terra, justo quando ocupava o cargo de ministro da Justiça de um dos governos da ditadura militar implantada no país, a aeromoça percebeu certo desconforto do ministro, que a todo instante mexia nervosamente no nó de sua gravata.
Solícita, aproximou-se e perguntou: o senhor está sentindo falta de ar, ministro?
Não, minha filha. Estou sentindo falta de terra.
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Mas a história que me faz recordar do ministro é outra. Diz respeito a sua decisão de exonerar-se do ministério, por não concordar e recusar-se a assinar um dos Atos Institucionais então lavrado pelo governo do general Castelo Branco, o Ato nº 2.
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Saudade do político mineiro, político, ex-senador, empresário, ex-presidente da FIEMG, ex-vice-presidente da República no mandato de Luis Inácio Lula da Silva, José Alencar.
Vice-presidente que sempre mostrou lealdade, ao menos para consumo externo, da população brasileira, ao presidente Lula, a quem transferiu prestígio, e a quem serviu de avalista junto à classe empresarial.
Toda vez que, como empresário que era, achava um absurdo a taxa de juros básica adotada na economia brasileira, a mais elevada do planeta, não se omitia e, de forma franca, até mesmo dura, dizia aquilo que estava pensando. Sem subterfúgios. Sem falar pelas costas. Falando abertamente. Criticando às claras, a política econômica que, em sua opinião, asfixiava o setor empresarial e emperrava os investimentos.
Ao contrário de outros vices, que preferiram se omitir e ficar nas sombras, de onde não mereciam ter saído nunca. Tão frouxos e pusilânimes, que preferiram se enclausurarem, ficarem em obsequioso silêncio, até que surgisse a oportunidade para, não frente a frente, mas pelas costas, por meio da imprensa, poder manifestar seu desagrado com o papel supérfluo a que sua pequenez o reduziu.
Claro, preferível sempre manifestar-se fazendo uso da imprensa, já que sempre seria possível, depois e se necessário, alegar que foi mal interpretado ou teve suas palavras distorcidas.
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Saudades de Leonel Brizola, Darcy Ribeiro, homens que sempre batalharam por suas crenças, certas ou erradas. Sempre defenderam suas ideias, agradassem ou não aos setores mais privilegiados da sociedade. E por isso, foram ridicularizados, ou combatidos pela mais feroz e golpista imprensa de nosso país.
De Brizola, apenas lembrar de sua defesa intransigente da legalidade, que culminou na formação da Rede da Legalidade. Ou da sua briga vitoriosa contra a rede Globo e o golpe tramado para que o resultado de sua eleição para o governo do Estado do Rio de Janeiro pudesse ser alterado, no escandaloso caso Proconsult.
Antes, governador do Rio Grande do Sul, foi o governador responsável por tornar o estado gaúcho, o de menor grau de analfabetismo do país.
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De Darcy, com quem tive o prazer de estar apenas uma vez, saudades do espírito lúcido, preocupado com a questão principal de nosso país. Conforme reconhecido por todos: a educação. Uma educação integral, para a cidadania.
Darcy foi o autor dos Cieps, uma das maiores ideias de educação no nosso país e depois ridicularizados pela parcela mais conservadora de nossa elite.
Foi também quem declarou certa vez que:
“Fracassei em tudo o que tentei na vida.
Tentei alfabetizar as crianças brasileiras, não consegui. 
Tentei salvar os índios, não consegui. 
Tentei fazer uma universidade séria e fracassei. 
Tentei fazer o Brasil desenvolver-se autonomamente e fracassei. 
Mas os fracassos são minhas vitórias. 
Eu detestaria estar no lugar de quem me venceu.”
Esta a razão de ter sido citado por Dilma na tarde de ontem, no discurso que deu no Alvorada depos de destituída da presidência da República.
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Saudades de Celso Furtado, paraibano, nos livros de quem aprendi e passei a entender as raízes e razões, a partir de nossas origens, de grande parte das mazelas com as quais, até hoje como brasileiros, somos obrigados a conviver.
Saudades de Rui Barbosa, baiano, que em minha infância aprendi a respeitar como a Águia de Haia, e que tanto enobrece e é citado em nosso Senado.
Saudade de Clóvis Beviláqua, cearense, jurista , tido como um dos maiores civilistas, senão o maior de nosso país.
Autor do Código Civil que durou de 1916 até os primeiros anos do atual século.
Saudade de Chico de Oliveira, com quem convivi como seu aluno no curso da Fundação Getúlio Vargas, nos idos de 1977. Nordestino, também, do Recife e um dos fundadores da Sudene.
Saudade de muita gente do nosso Nordeste, que com garra e amor ao país e ao povo brasileiro, dedicou-se a analisar, entender e propor soluções para os nosso problemas e para redimir o sofrido povo brasileiro de toda a exploração a que foi submetido, ao longo de toda sua história.
Saudade, em especial, de uma época em que a nação reconhecia suas principais figuras, como as citadas acima, que sem ostentarem o título de heróis, foram verdadeiros merecedores de tal honraria.
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Nessa época, nem o Sul, também cheio de valorosos personagens, nem o Sudeste, acreditavam que eram melhores e que sua população era melhor e mais merecedora de benefícios e gratidão que o sertão ou semi-árido nordestino.
Época de que tenho saudade, porque o Brasil se via como um povo, uma história, um destino. E não como o tecido social que muita gente sem um mínimo de conhecimento da nossa origem e história acabam contribuindo apenas para tornar mais esgarçado.
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Pois vem desse Nordeste o ex-presidente Lula que, me parece, por ter realizado o sonho de vencer e alcançar os seus objetivos de muitos de nossos cidadãos de origem mais humilde e vidas mais marcadas por sacrifícios e lutas, tornou-se o inimigo público n° 1, a besta fera a ser caçada para saciar a fome de inveja de muitos de nosso país.
Querem caçar Lula, não pelo conjunto da obra, mesmo sendo ele o criador de Dilma. Caçam Lula não pelo fato de ter se locupletado ou roubado escandalosamente. Pode até ser que tenha mesmo motivos para que ele seja objeto de investigações severas.
Afinal, ninguém aqui é inocente ou tolo, a ponto de achar que ele estaria isento das tentações dos homens comuns, de se aproveitarem de momentos favoráveis, de prestígio.
Como não sou lulista, nem seu advogado de defesa, não sou eu que vou tomar aqui sua defesa a toda sorte.
Apenas manifesto que creio que, parte da população quer vê-lo em má situação, apenas por ele servir para todos como um exemplo da sua própria incapacidade. Ao partir de condições semelhantes de outros, e chegar em posições que os outros não foram capazes, Lula é a prova viva de suas incompetências. De suas fraquezas.
De outra parte da população, o sentimento é aquele devotado a todos aqueles que são considerados como intrometidos. Pessoas que não sabem reconhecer seu lugar e que penetram nos ambientes a que não deveriam ter acesso, para mostrar aos ali presentes, como é frágil o mundo, os valores e as proteções que eles acharam que teriam desenvolvido para garantia de seus privilégios.
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Lula torna-se a caça número 1. O alvo para o qual todas as atenções se voltam. Pode ser que, repito, até com razões para tanto.
Mas que é estranho que o comportamento manifestado contra ele, não seja o mesmo adotado em relação a outros políticos, sempre citados nas denúncias e também sempre com mal feitos abafados, não divulgados ou relegados ao esquecimento, isso não há como negar.
Nada contra pegarem Lula, se ele tiver culpas no cartório. Mas que não seja algo apenas contra um nordestino. Pobre, analfabeto, operário, seja lá o adjetivo que queiram lhe atribuir por sua origem humilde.
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Por fim, saudades da presidência de Dilma, encerrada ontem, em minha opinião sem razões suficientes, salvo a de ser arrogante, não agradar a ninguém, não ter diálogo, ser autoritária e mandona, até sem muita educação ou ternura.
Época em que o golpe ainda estava em curso, e eu podia referir-me a temer como usurpador.
Hoje tudo mudou. E agora, o cargo maior de nossa República tem novo ocupante. Em minha opinião um ocupante que o alcança diminuindo sua aura de respeito e consideração.
Mas agora, novo ocupante, a quem não posso mais referir-me no diminutivo. Razão porque não vou mais referir-me a ele, exceto como o ocupante do cargo. Sem citar nomes e dar-lhe qualquer reconhecimento.
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Só para concluir. A manutenção dos direitos políticos da presidenta deposta sob motivos não justificáveis ou aceitáveis, apenas mostra a covardia dos que votaram por sua queda, sabedores de que não havia motivos suficientes para tal punição.

terça-feira, 30 de agosto de 2016

Antes do cair do pano e da concretização do golpe..

São dúvidas, muitas, que venho carregando comigo e, de repente, percebo que não consigo mais ficar conservando-as.
Nesses momentos que antecedem o desfecho do golpe em curso, chego à conclusão de que só os mal intencionados não conseguem perceber que Dilma, por mais arrogante, destrambelhada, disléxica, o que for de depreciativo que puder ser lembrado para falar da presidenda ELEITA do Brasil, é muito superior à grande maioria dos senadores, seus juízes ou algozes, e nem posso falar do ponto de vista de moral, honestidade, porque aí seria mais uma covardia, semelhante à de sua presença no Senado ontem.
Assim nesse momento, trato de assuntos menos trágicos para a história e o futuro de nosso país.
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Por exemplo: até hoje, não entendi e gostaria de saber porque as Olimpíadas do Rio teve dois mascotes: Tom e Vinícius.
Vá lá. Tendo a concordar com o Fernando Meirelles, um dos responsáveis pela belíssima festa de abertura dos jogos, para quem homenagem é algo que ninguém é obrigado a fazer.
Parece-me que ele se referia à cobrança feita pela família do poetinha Vinícius, que sequer teve o nome citado ou um retrato, ou mesmo apresentado o boneco que servia de mascote dos Jogos, com seu nome.
É verdade, ninguém é obrigado a prestar homenagens a quem quer que seja, embora tenha ficado muito estranho que Tom tivesse seu nome e retrato apresentados. Seu neto, Daniel, tocou a música que reconhecidamente é de autoria de ambos. Um esquecimento no mínimo curioso.
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Mas, pelo que me lembro, nenhum dos dois mascotes participou da festa de abertura e, custo a me lembrar que tenham participado da de encerramento. Outra curiosidade, se nos lembrarmos da festa de despedida dos jogos de Moscou, 1980, onde o mascote Misha deixou rolar uma lágrima nada furtiva ou sorrateira, de tristeza.
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É verdade que durante as competições, especialmente Vinícius, apareceu e fez o papel simpáitco de embaixador, ou representante do jogos, agradando crianças e adultos.
E devo reconhecer um certo esforço de algumas emissoras darem destaque a Vinícius, à beira da raia olímpica, ou em algumas das quadras.
Mas, nem Vinícius nem Tom apareceram como mascotes oficiais que eram, dos Jogos do Rio. O que é muito estranho.
Ah! claro. Esqueci de dizer que parece que os bonecos foram muito procurados e muito vendidos. E ninguém falou para quem ficou a receita de tais lembranças.
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Uma segunda curiosidade é relacionada ao Atlético Mineiro e seu técnico Marcelo de Oliveira. E diz respeito a como ele anda escalando o time para iniciar as partidas. A primeira das partidas, com ele entrevistado antes do início do jogo, dizendo que estava poupando Maicosuel, atleta que estava apresentando muito desgaste físico. A última contra o Grêmio, em que, sob a mesma alegação, ele deixou Robinho de fora, na primeira etapa.
Ora, o que acho estranho é que, se havia a possibilidade de o atleta entrar em jogo, como de fato ambos entraram, Maicosuel, contra a Ponte Preta, no péssimo empate obtido pelo Galo, por acaso mandante daquela partida, e Robinho contra o Grêmio, afinal, que desgaste era o que o jogador estava apresentando?
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Outra pergunta tola que me faço e não consigo respostas, é porque não entrar com os dois jogadores, já sabendo que eles sairão do time na fase final, poupados, uma vez que, colocá-los em campo, quando o jogo está ainda se iniciando, no zero a zero e em fase de estudos é, ao meu ver, mais interessante e menos desgastante que colocá-los já quando o jogo está com placar contrário e nosso time precisando se desdobrar muito mais para conseguir reverter a situação.
Ou não?
Foi assim contra a Ponte, jogamos muito mal e tomamos o gol da Macaca. E depois Maicosuel teve de entrar em campo, para tentar já sem muita opção tática e mais na base do sacrifício e correria, conseguir alterar o panorama do jogo.
Vá lá. Maicosuel, em uma de suas arrancadas, serviu a Robinho, para o empate.
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Contra o Grêmio, novamente jogando abaixo da crítica, com um futebolzinho medíocre, para não ficar elogiando muito, foi a vez de Robinho entrar na segunda fase, para mais uma vez, salvar o técnico.
E mais uma vez, o time não merecia. Estava mal e só que deseja tapar o sol com a peneira ainda acredita em Marcelo e suas entrevistas, de que o time estava em um bom momento, etc. etc.
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Em ambas as situações, o time estava de uniforme todo branco, sem utilizar a camisa alvi-negra, de tanta tradição e muito mais ligada a nossa história.
E antes que me digam que os jogadores importantes e, quando entram estão em condições físicas melhores que os do time adversário, o que lhes seria benéfico, é apenas querer esconder a realidade, ou querer acreditar em contos de fadas. A menos que, a gente combinasse com o outro time, que não poderia haver, para eles, qualquer substituição, ou a entrada de sangue novo no time, que seria permitida apenas para a gente...
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E, desnecessário dizer, o Atlético está muito mal. Joga mal. Não tem estrutura de jogo. Não apresenta jogada ensaiada. Não mostra conjunto. E isso contra o seu xará paranaense, contra a Ponte e contra o Grêmio.
Já é hora de alguém chamar Marcelo para apresentar alguma justificativa. Que não seja a de que está com jogadores no Departamento Médico ou suspenso. Já que ele não coloca o time completo mesmo podendo, por opção, quando já tem desfalques importantes.
***
Terceira curiosidade: a insistência de setores da mídia, do empresariado, em referir-se ao início da retomada econômica em nosso país, após resolvida a questão do golpe que estão aplicando em nossa fragilizada democracia.
Eu gostaria que me explicassem como se explica a uma criança pequena, quem sabe até por algum desenho, como e porque os empresários que até aqui nada investiram, mesmo com a concessão de muitos benefícios pelo governo Dilma, subsídios, desonerações, etc. irão mudar, de repente, de comportamento, para passarem a desengavetar projetos de investimento que lotam seus arquivos?
Acho estranho porque sabe-se que os empresários reagem às expectativas de demanda que criam, todas em funçao de análises e leituras do ambiente em que atuam.
Não creio que, exigindo do governo o corte de gastos públicos, e com a promessa de que tais cortes deverão ser aprovadas, embora sabe-se lá quando... e sabendo que do ponto de vista da renda pessoal, dos gastos em consumo, a economia está longe de apresentar qualquer recuperação, especialmente tendo em vista os níveis de desemprego, e as restrições ao crédito (a maior delas, a escandalosa taxa de juros), que estímulo se vislumbra no horizonte, para a pretensa retomada.
***
Alegar-se que seria pela mudança de ambiente político, agora capaz de inspirar mais confiança é, em minha opinião, uma ironia. Mas não me recuso a analisar a hipótese. Afinal, sabe-se que a proposta do usurpador é a de não elevar a carga de impostos, apesar de avisos e sinalização de seu ministro da Fazenda para a ocorrência de tal possibilidade.
Talvez, sem ter que pagar o pato, a Fiesp e seus líderes, passem a investir.
Será?
Mas porque não investiram quando não recolhiam os impostos que sonegavam? Ora, só de sonegação, mais de 400 bilhões de reais deixaram de entrar nos cofres públicos, nos últimos anos. Valor que daria para cobrir os dois resultados negativos, de déficits primários em 2015 e 2016.
São estudos do IPEA que mostram tais dados. Como mostram que a nossa dívida ativa está pela casa de 1,4 trilhão. E porque o governo não age com a energia devida para recuperar essa pequena soma de recusos que, por seu vulto e porte, deve ser dinheiro deixado de ser pago ao Erário por trabalhadores assalariados.
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É verdade que o ambiente vai melhorar, já que assegurar-se-á, cada vez mais, recursos para atender a interesses das classes mais privilegiadas, para compensar os cortes exigidos e cada vez maiores de programas voltados a acabar com nossa malsinada distribuição de renda.
Distribuição que faz com que algo como 71 mil pessoas, apropriem-se de quase 8% da renda nacional.
***
Acreditar que a recuperação vai se dar, como vinha acontecendo, pelo lado da recuperação das exportações, embora factível, não permite muita esperança, tendo em conta que o dólar não deve manter a valorização que vinha apresentando, sob pena de a inflação fugir ao controle.
E sabemos todos que a inflação depende muito pouco de uma taxa de juros elevada, cuja finalidade seria derrubar uma demanda exageradamente elevada, o que não acontece.
Então, a taxa de juros visa, como é sobejamente conhecido, em remunerar as poupanças mantidas sob a forma de títulos e riqueza financeira, em ativos líquidos e não reprodutíveis, das classes mais ricas.
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Logo, não entendo como os empresários vão desengavetar planos de expansão de negócios, ainda mais quando se leva em conta que temer terá muito que acertar de suas negociações nebulosas junto ao impoluto Senado da República e em outras instâncias que participam da trama do golpe.
Parece até que, tendo tais compromissos de elevação de gastos já acordados, deverá o usurpador conceder também algum aumento aos magistrados. Não em função de qualquer participação na ruptura democrática, mas para que não se tornem a única categoria sem aumento.
Ainda mais um aumento tão ínfimo, da ordem de perto de 40%, como se aventa.
***
Talvez os empresários tenham lido ou sido assessorados, por algum economista que tivesse lido Kalecki, e tenham percebido que, como ensina o economista polonês, os empresários ganham o que gastam. Ou seja, qualquer recuperação de produção ou renda, deve ter como base para sua sustentabilidade o gasto capitalista. Preferencialmente na aquisição de bens de capital, ativos reprodutíveis e capazes de gerarem emprego e renda e um círculo virtuoso de crescimento.
Ou tenham lido Keynes, não o corrompido dos manuais, mas o verdadeiro, aquele para quem só criadas as condições para que o empresário gaste em investimentos e gere emprego e mais renda, ao mesmo tempo, estará em curso um processo que permita que a renda ampliada possa ser parcialmente não consumida. E da poupança assim gerada, possamos chegar ao final, com um montante de poupança equivalente ao do investimento.
Sem esquecermos de que, conforme Keynes, a poupança gerada no processo deve assumir alguma forma, de manifestação, normalmente, a forma de ativos liquidos, do mercado financeiro.
Mas compete ao governo a criação de um ambiente positivo, para que a taxa de retorno própria do bem de capital seja mais segura, menos eivada de incertezas, e maior que a taxa de juros do título financeiro.
Ou seja, ao contrario da proposta de quem orienta o usurpador, nada que seja liberal a ponto de dispensar aquele agente que é o principal responsável pela saída de qualquer grande crise. e pelo início da recuperação.
***
Bem, de tudo isso, de todas as minhas dúvidas, a certeza que me resta é que Dilma ontem deu um show, embora menos por suas qualidades, que existem, e mais por estar tratando com pessoas, algumas sem estatura moral, outras sem qualquer conhecimento ou respeito pela coisa pública. Outros por mero respeito e obediência a seus patrões e interesses, alguns que os ajudaram a chegar até onde chegaram.
Esses, ao menos dedicam lealdade a seus patrões, o que, em certas situações é elogiável, devemos reconhecer.
Dilma deu um show, e a farsa terá curso hoje, com juizes que, na verdade, deveriam ter se declarado impedidos, desde o início da trama.
Uma tragicomédia que irá, mais cedo que se imagina, passar para as páginas dos livros da história como mais um golpe das elites mesquinhas contra ampla fatia da população.
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Embora eu ache que isso, cada vez mais é brincar com fogo, porque pode levar a população a perceber que, enquanto não tomar em suas mãos o seu destino, seus interesses não serão respeitados.
***
Já que fiz acima, um vaticínio, dou-me ao luxo de fazer outro. Mais limitado e mesquinho, como aquele a quem envolve. Acho que Cunha se safa, para o bem da dignidade nacional, e o decoro do Congresso.

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Golpe: farsa, drama, comédia, tragédia. Nunca a frase de Francelino Pereira tornada música de Renato Russo foi tão apropriada: Que país é esse?

Tem início hoje, a última parte da peça teatral que vem sendo encenada em nosso país, desde o final do ano passado, e que, por kafkiana a situação, poderia ser apenas chamada de O Processo.
Mas, não! Não tendo conseguido nem mesmo definir a classificação da peça, se na categoria drama, tragédia ou farsa, desenrola-se às nossas vistas O Golpe. Ou o Impeachment da Razão.
Ou seja, o impedimento da razão, para não haver possibilidade de alguém acreditar que o impeachment em andamento seja algo razoável.
Não é. É GOLPE! E isso deve ser dito e ficar registrado com todas as letras: GOLPE. Em caixa alta mesmo.
***
Golpe tramado por pessoas sem escrúpulos e sem qualquer prurido, desde que derrotado nas urnas pela maioria, não ampla, mas ainda assim maior parcela da população de eleitores do país.
Uma maioria que, aqueles que se sentiram derrotados trataram desde o primeiro momento, tentar depreciar, como sendo ignorantes, incapazes de definirem o que desejam e como o desejam,  para seu futuro. Pessoas que, por terem uma sobrevivência mais difícil e problemas que nem de longe compõem o rol de preocupações da parcela mais privilegiada de nossa população, são depreciadas, desconsideradas, bem como a suas opiniões e direitos.
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Golpe tramado por candidatos e propostas partidárias que, por atenderem apenas aos interesses dos grandes proprietários de capital, principalmente do financeiro, não foram capazes de atrairem a atenção e votos de 54 milhões de brasileiros, cuja vontade, nesse momento, está sendo jogada no lixo.
Na verdade, o que está chegando ao poder, e entrando definitivamente na lata de lixo da história, é o comportamento de aécios, mimados e derrotados apesar de toda sua imagem construída de bom moço, frequentador das melhores praias da moçada de geração doutada, geração saúde do Rio de Janeiro. Moço, já embolorado pelo pó que assenta-lhe como nele se instala do cheiro do velha e arcaica política dos coronéizinhos, dos primeiros tempos de nossa república.
Mas não é tão somente de aécios, pobres coitados, que o país vai se lembrar, quando for revirar os lixões da nossa vida política. Ao seu lado estarão aloysios, lacaios de interesses americanos, alckmins, serras, ronaldos caiados, mesmo sem por baixo da pintura; cunhas limas, padilhas, geddeis, moreiras, francos ou não, temeres.
E não é nunca demais lembrar - para nunca mais correr o risco de permitir levar-lhes a sério no futuro, os gilmares mendes, os ministros do Supremo, os juízes do Olimpo curitibano, as emissoras e seus anões de mivrofone na lapela e opiniões vendidas a troco de migalhas de salários.
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Dizem que não é golpe, por respeitar a Constituição. Sim. No rito. No andamento das etapas do processo. E só.
Desse ponto de vista, não há dúvidas, não é golpe.
O golpe se caracteriza pela ausência de crime de responsabilidade da presidenta, apesar da ignorância de nossa ministra futura presidenta do STF, Carmem Lúcia e das tentativas frustradas de parcela dos golpistas de caracterizarem operações de registro contábil como atos delituosos.
Crime de responsabilidade nunca encontrado e comprovado e, portanto, incapaz de dar sequência a qualquer julgamento sério, não fora seu principal acusador, no Senado, o menino de recados de aécim, o travesso anão (do ponto de vista moral), anastasia.
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E por não haver motivos, como o lembrou uma das integrantes do colégio de jurados do Senado, na verdade, a justificativa para a derrubada da democracia no país é apenas o conjunto da obra.
Obra que essa sim, é de péssima qualidade. E, nesse ponto, não há como não admitir, Dilma fez o tempo todo, ao menos do primeiro ano de seu segundo mandato, o que o corredor de marcha atlética fez em parte do percurso da Olimpíada do Rio.
Mas, ser ruim não é crime. E aproveitar-se disso é ou forma de tutelar o povo, que mostrou convicto que vota mal, ou apenas forma de avançar em direção a uma forma de regime mais próximo da autocracia ou plutocracia.
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Nesse processo tragicômico em curso, o que é mais desagradável é assistir, por um lado, caírem as máscaras de quem, ao menos eu, acreditei que tinha um mínimo de caráter e hombridade. Situa-se nesse caso, um cristovamzinho buarque, tão pequenininho que perde-se encoberto nas planícies do cerrado.
Mas, se isso é ruim por um lado, a descoberta do mal-caráter enrustido é sempre algo positivo. Mesmo que doído.
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Vem aí o golpe e temer já coloca as manguinhas de fora, com o apoio que a tudo ensurdece, dos panelaços que ouvem-se, insistentemente, nas capitais do país.
Já está aí a negociação para concessão ou venda, ou entrega para os seus mais gabaritados donos, do pré-sal; a entrega de nossos programas de saúde públicos para os grandes agentes de saúde privada ou complementar; a entrega do ensino público e gratuito para as financeiras que irão mais tarde acabar atropelando os próprios interesses, e submetendo-os, das escolas privadas.
Razão que faz com que as mantenedoras das escolas privadas se preocupem cada vez menos com a qualidade da educação, substituída pela qualidade das avaliações de suas ações em bolsa.
E ficam ostentando 1,5 milhão de alunos, ou até mais, que, se vierem a obter seu diploma, provavelmente não conseguirão ter desenvolvido o necessário suporte para o desenvolvimento de sua trajetória profissional.
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E pior, avança e ataca instituições como a previdência pública, cada vez mais área de interesse dos planos de previdência e capitalização do mercado.
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Mas, se o processo de tomada do poder, sem motivos, mas dentro dos limites do quadro legal, mostra que o país continua se preocupando mais com as formas que conteúdos, é possível entender então, a razão de, ontem, o Supremo estar discutindo a validade da nova lei aplicável à propaganda eleitoral, integrante da reforma que eduardo cunha impingiu à nação no ano passado.
Vendo o ministro Barroso chamar a atenção para o fato de já estarem sendo prejudicadas candidaturas de cunho mais popular, como a de Erundina em São Paulo, e Freixo no Rio, confesso que, menos que atento ao tema em debate, me peguei dando tratos às ideias, para tentar poder entender a razão de tamanho nonsense.
Afinal, para que discutir-se regras de realização e de comportamento em debates eleitorais para as eleições de prefeitos que se aproximam, se eleições no Brasil não têm qualquer validade?
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Para que ter título de eleitor, ir às urnas, exercer nosso dever cívico e eleger alguém para representar a maioria da população se, não sendo do agrado da minoria esclarecida e bem nascida, o resultado não é para ser levado a sério?
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Pobre país este em que temer, sem proposta e sem qualquer função, nem mesmo decorativa, como ele mesmo concluiu em carta enviada à presidenta Dilma que não tinha capacidade para ocupar, surrupia o poder tal qual um Silvério dos Reis ou um Judas.
Pobre país, em que mais uma vez, em um 25 de agosto, tem sequência um golpe que, tal qual 1964 pode terminar de forma mais autoritária que se acredita.
***

Mas a cegueira não está presente apenas na situação política

Fugindo do tema político, não é possível que estejam todos com a visão embaçada a ponto de não perceber que, já desde algum tempo, e posso precisar de forma mais concreta, referindo-me ao jogo na Vila Belmiro contra o Santos, que o time do Atlético está jogando um futebolzinho de categoria muito abaixo daquela que pode-se esperar de plantel individual tão elogiado.
Está certo que, nesse meio tempo, venceu por um gol de ocasião, o Atlético Paranaense, seu xará.
Mas convenhamos que a vitória e o salto na tabela para a segunda colocação, embora motivos para comemoração, servem também para encobrir o fraco desempenho coletivo da equipe.
***
Sempre fui favorável à vinda de Marcelo para dirigir o time, já que reconheço sua capacidade. Mas, lembro-me que também queria que Tite fosse o técnico do time em 2005, ano em que, sem forças ou caráter, ele nos abandonou já com o time em franca rota para o descenso.
Marcelo precisa mostrar e dizer a que veio, porque não dá para chegar onde pretende, se não mostrar estrutura de jogo, jogadas ensaiadas, esquema tático, etc.
O time não pode depender de lampejos e brilhos individuais, de atletas que todos reconhecem, são consagrados.
***
Ontem, contra a Ponte Preta, mais uma vez o time foi muito mal. E empatou por sorte e em momento em que não estava bem no jogo.
Mas, pode ser que o time tocando bola, para trás e sem qualquer objetividade tenha deixado satisfeito algum torcedor desavisado, deslumbrado com o time deter 60, ou 70% da posse de bola.
De nada adianta reter a bola, para movimentar o goleiro ou a defesa, sempre com bolas que podem, a qualquer descuido, trazer perigo ao nosso gol.
Foi o que aconteceu ontem.
***
Além disso, eu gostaria de que alguém me falasse o que Pratto estava fazendo no primeiro tempo em campo, complemente apagado, já que não lançado. E Carlos, que se notabilizou por bater cabeça, literalmente, em campo? E porque tirar Otero, o melhor jogador e mais lúcido no meio?
E como um treinador, já obrigado a fazer uma substituição no primeiro tempo de jogo, queima as suas substituições, para por em campo Clayton, e assistir ao time terminar com apenas dez jogadores, por contusão?
***
Muita coisa está parecendo precisar ser ajustada no Galo.
E isso me preocupa bastante.


Uma análise do governo Temer: colaboração de um colega

Embora incomum, é sempre um prazer receber comentários, críticas, sugestões sobre os textos postados em um blog.
De minha parte,  fico muito satisfeito de verificar que tem alguns amigos que acompanham os meus pitacos, como sinto-me incomodado quando me comunicam que tentaram, em vão, publicar algum comentário, contra ou a favor do pitaco apresentado.
Muitas vezes, a contribuição trazer o tão necessário debate de ideias, de que o país anda tão carente. Muitas vezes os argumentos acrescentados à discussão poderiam trazer à tona, jogar luz sobre ângulos novos, distintos, importantes da questão originalmente proposta, com ganhos para todos nós, autores, leitores.
Mas, sou obrigado a confessar minha frustração nessas situações, por não ter o necessáriodomínio sobre a tecnologia, capaz de assegurar a todos, a possibilidade de se fazerem presentes e se identificarem.
O que posso afirmar é que, nas configurações, não impus qualquer condição para que comentários fossem publicados, inclusive permitindo que seja uma opçao do crítico, em apoio ou contrário, identificar-se.
A esse respeito, asseguro que continuo e continuarei sempre tentando verificar e impedir que continuem as limitações de publicação de comentários que, ocasionalmente, meus amigos leitores me encaminham.
***
Também embora seja algo extremamente raro,  recebo de colegas e amigos, via email, algum texto de sua(s) autorias, tratando de alguns dos assuntos aqui abordados. Tais textos, quando me são enviados, contém sempre algum tipo de colocação liberando o uso e postagem do texto da forma que eu acreditar ser a melhor.
Claro que, não tendo a pretensão de achar que apenas os meus textos trazem contribuições e merecem ser de conhecimento de maior número de pessoas, sinto-me satisfeito pelo prestígio que os amigos autores conferem a esse espaço de reflexão.
Essa satisfação é ainda maior pela confiança que representa, de que esse blog seja considerado um espaço democrático, capaz de publicar artigos e comentários que não ofereçam apenas a minha visão, sempre parcial e limitada.
Desncessário dizer que não há qualquer pretensão, de minha parte, de transformar esses pitacos em uma espécie de revista ou caderno de ensaios, etc. mas sempre que solicitado a publicar algo relevante, independente de minha concordância ou não com a abordageo enfoque dados,  e com todas os cuidados com referênias e citações autorais, o meu compromisso será o de ler, analisar e fazer a postagem, de forma a permitir transformar esse "tambemquerodarpitaco" em algo mais que um mero lugar de reflexões iindividuais, mas em um espaço de prática de discussão e troca de ideias de que todos possam se beneficiar.
***
Assim, e em razão de tudo dito acima, publico hoje, o texto Uma análise do governo Temer, de autoria de meu colega, o também professor de Economia do Centro Universitário UNA, Luiz César Fernandes.
Ao colega antecipo já os agradecimentos pelo texto encaminhado.



Uma Análise do Governo Temer

                                                                           


Tendo em vista a turbulência da economia brasileira que estamos presenciando resolvi, em uma forma bem abreviativa e direta, expor algumas considerações analíticas.

A agenda Temer minimiza o que deveriam ser os pilares de uma política econômica bem-sucedida: investimentos públicos em infra-estrutura física e social, com estímulo ao mercado interno pela redistribuição da renda. Pilares que, em vez de fortalecidos por uma reforma tributária progressiva e políticas para a elevação da produtividade do trabalho e diversificação da estrutura produtiva, não são, colocados, em nenhum momento, na pauta. O ideário, somente passa, até o momento, por uma política de expectativas e de benesses da agenda liberal que favorece aos “ganhadores” do mercado financeiro, deixando claro que o governo interino não tem o conjunto da sociedade como alvo de suas prioridades. Além a mídia repete exaustivamente um jargão retrógrado, mas que para muitos se tornou “verdade absoluta”, a questão de "restaurar a confiança" no país. No economês, isso significa que, nos preceitos liberais, o equilíbrio fiscal, a absoluta prioridade no combate à inflação com alta taxa de juros e o real valorizado, o Estado mínimo e, assim, como por “lei da gravidade” os investimentos virão e a economia se tornará próspera. Bem! A retórica é falsa!

O conservadorismo fiscal é, sim, necessário e seu superávit desejável.  O Estado não pode jogar dinheiro em desperdícios irracionais como aluguel de prédios caros e desnecessários, os imensos custos do Congresso e da Justiça (ambos mais caro do mundo) em seus super salários. É sabido por todos que o Estado brasileiro é péssimo gastador, com serviços públicos precários e que isso deve ser racionalizado, sendo necessário uma ampla e profunda reforma administrativa. Todavia, o que não é divulgado são os resultados dos déficits públicos dos demais países do mundo. Não me estendendo, pondero alguns: Itália 132%/Pib.;. Uruguai 62%/Pib.; Canadá 86%/ Pib.;  Alemanha 71%/Pib.; França 86%/Pib.; Portugal 90%/Pib, Japão 222%/Pib e EUA104%/Pib

O cálculo do atual governo é que o déficit de R$ 170 bilhões de 2016 crescerá em 2017 para R$ 194,4 bilhões. Só uma expectativa de receitas adicionais por meio de eventuais privatizações e concessões de R$ 55,4 bilhões permitiu que o governo fixasse a meta fiscal nos R$ 139 bilhões anunciados. Entretanto, receitas da mesma ordem poderiam ser obtidas, por exemplo, com a retomada da tributação sobre os lucros distribuídos a pessoas físicas (dividendos), que desde 1995 são isentos de Imposto de Renda da Pessoa Física (ao contrário do que ocorre na grande maioria dos países).

A estratégia proposta pelo governo (nem vou aprofundar na análise as bondades concedidas às classes de interesses que legitimam o governo) não oferece perspectiva de reequilíbrio das contas públicas no médio ou no longo prazo. As receitas geradas hoje com a venda de ativos públicos por meio de privatizações não virão novamente, além de implicarem redução de receitas futuras do governo com esses ativos (ex: dividendos das empresas estatais). Ademais, as concessões têm efeito similar, pois também retiram do Estado um potencial retorno com a exploração de ativos públicos. No caso brasileiro, ainda há o agravante de que muitas empresas concessionárias nem sequer pagam o que devem. Ao ponderar o processo histórico, dois anos depois do Boom das privatizações, o Governo FHC (1994 e 1995), o déficit público já era bem elevado: Déficit Público - média sem contar com a desvalorização cambial nos dois mandatos FHC,  5,3%PIB. No período de 2003-2012, 3,12%. Fontes: Banco Central, Ipeadata.   

Dados apresentados (Texto para Discussão" nº 2.132,IPEA) mostram que as despesas do governo federal cresceram em termos reais a taxas acima do PIB nos últimos quatro mandatos presidenciais: em média 3,9% no segundo mandato de FHC; 5,2% e 4,9% nos dois mandatos de Lula e 4,2% no primeiro mandato de Dilma. O mito divulgado da gastança dos governos talvez se apoie no aumento das despesas com benefícios sociais, incluindo aposentadorias e pensões do INSS, seguro-desemprego, Bolsa Família e outros benefícios. O que os dados mostram, no entanto, é que o total dessas despesas cresceu 5,2% no governo Dilma, ante 5,9% no segundo mandato de FHC, por exemplo. Ou seja, esses gastos vêm crescendo acima do PIB desde 1999, tanto por fatores demográficos quanto pelo desejado aumento da formalização e do salário mínimo.

Uma diferença é que nos governos anteriores as receitas também cresciam mais: 6,5% no segundo mandato de FHC; 5,2% e 4,9% nos dois governos Lula (mesmo com o fim da CPMF no segundo mandato) e só 2,2% no primeiro mandato de Dilma. Ou seja, a deterioração nas contas públicas deve-se em boa medida à queda da arrecadação tributária, fruto das desonerações concedidas e do baixo crescimento econômico. Ao contrário, se o governo se preocupasse em expandir os investimentos públicos e de outras despesas com alto efeito multiplicador sobre a renda e o emprego poderia elevar a arrecadação futura (direta e indiretamente), aí, sim, estabilizando a dívida pública no longo prazo.

A grande elevação do déficit público brasileiro foi/é decorrente da taxa de juros (dados BC) extremamente elevada e não, das políticas de transferências de rendas com os programas sociais, que tem por finalidade diminuir a desigualdade social do país que tem a terceira maior taxa do mundo. Além do efeito que o aumento do consumo dessas famílias trás para um aquecimento da economia. Do déficit público, o “gasto” com políticas de transferência de renda equivale a 0,5%Pib e o pagamento com juros, 9%/Pib. Em 2015, o pagamento com juros foi maior do que 15 anos de despesa com bolsa família.(dados CN).   

Outro ponto que ponderei na introdução foi com relação à taxa de juros elevada e o real valorizado. Primeiro, deve ser questionado a taxa de juros não explicada nesses patamares. Não há, nitidamente, uma inflação de demanda num país que atravessa por um processo de recessão, com elevadíssima taxa de desemprego e, ainda, previsão do aumento dessa.  Além, taxa de juros elevadas com dólar desvalorizado/desvaloriando, a conjuntura estabelecida é o aumento de consumo que decorre da queda dos preços dos importados (aumento artificial dos salários) com queda da poupança e, conseqüentemente, queda dos investimentos internos, aumento o desemprego e a manutenção elevada da selic para atrair divisas e fechar o balanço pela conta capital, decorrente do déficit na balança comercial (importação maior que exportação).

Sem contar, ainda, com a impossibilidade do aumento da renda per capta no país, via queda da produtividade dos setores que perdem a competitividade e geram rendas elevadas, ou seja, os que são detentores de maiores valores e agregados nas relações internacionais (a indústria de ponta). Com a desindustrialização, há a impossibilidade da migração do trabalho para os setores industriais (ampliação das desigualdades sociais), estes concentradores de salários mais elevados e os maiores investidores em Pesquisa e tecnologia (essencial para a diversificação da mudança da nossa pauta de exportação e para o aumento dos ganhos advindos das relações internacionais)  

Em síntese, que o governo deve ser responsável pelos seus gastos e tentar manter um superávit fiscal é sabido e consenso por todos.É sabido, também, que o lado da eficiência com o gasto público é necessário para puxar a economia pela demanda, num período de recessão, o único instrumento que pode criar demanda, pois, no cenário anteriormente descrito, o investimento privado não acontece. Sem a demanda gerada, a economia não deslancha porque não é a simplesmente a” restauração da confiança”  que traz investimentos, mas sim, o aquecimento da demanda que estimula o empresário a investir. Isso é claro, mas no Plano Meirelles, não há essa previsão. Sanea-se a economia pelo lado fiscal, mas isso não faz por si só a economia deslanchar, a confiança não induz ao investimento se não há demanda. Porque irei fabricar fogões se o povo desempregado não tem dinheiro para comprar? O investimento não virá sem demanda.

O conceito de restaurar a confiança está ligado ao ideário do mercado financeiro, não tanto pelo da economia produtiva. Nesta o empresário não precisa de tanta confiança se há demanda, se a taxa de juros é baixa e se os custos compensam realizar o investimento, o empresário investe (eficiência marginal do capital - Keynes). O Brasil cresceu entre 1945 e 1975 às maiores taxas, mesmo em meio à inflação e crises cambiais porque havia demanda. 

Abs
Luiz César Fernandes

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Pitacos diversficados e o que ainda ficou de falar sobre os jogos olímpicos

O primeiro pitaco trata dos jogos olímpicos, encerrados no último domingo, com outra festa bonita, embora com menos significados e conteúdo, em minha opinião, que a festa de abertura.
Confesso que não entendo a razão de tanto ufanismo, especialmente por parte dos órgãos de imprensa, em relação à nossa capacidade de realizarmos os Jogos Olímpicos, na cidade do Rio de Janeiro.
Fico me perguntando se em outros países ficam todos se auto-elogiando pelo fato de terem mostrado um mínimo de organização, planejamento e coordenação necessárias.
Dessa forma, fico pensando não em Londres ou Tóquio, cidades acostumadas a promoverem eventos de grandes dimensões e capazes de reunirem pessoas de todas as origens e distintos países do mundo.
Ok! a organização de um povo e do outro, no caso dos exemplos citados é famosa de longa data.
Ao contrário, no Brasil, impera a ideia de desorganização e bagunça. De falta de planejamento, o que tem muito a ver com outro mito que nossa imprensa gosta de estar sempre repercutindo e destacando: o de sermos o país do jeitinho. Da improvisação. Da gambiarra.
Vá lá, talvez seja isso o nosso complexo de vira-latas. Achamos que somos piores quando todos esperam muito de nós, porque valorizamos muito esse nosso lado de criatividade, versatilidade.
***
Lembro-me até hoje de uma anedota que integrava um show do fabuloso Chico Anísio, e que tratava do lançamento de um foguete aeroespacial.
Claro está, até por ter que destacar,  como anedota, de forma caricatural alguns dos traços mais característicos de nosso povo, que o foguete apresentou um defeito de última hora e não conseguiu ser lançado, para frustração da multidão que, provavelmente já tendo rompido o cordão de isolamento, estava ao lado do artefato.
Sem saber qual o defeito apresentado, e se havia o que fazer para que o lançamento pudesse prosseguir, em meio ao público alguém lembrou de que Fulano era bom para consertar essas coisas. Chamado para ver o que podia fazer, o perito logo deu seu veredito: não dá para mexer aqui. Tem que levar para minha oficina. Eu estou com a Kombi aí fora.
***
Ora, sempre nos gabamos de ter essa ingenuidade, ignorância, mas esse desejo de ajudar, que se reveste de uma curiosidade e de uma ausência de medo de ver o que podemos fazer.
Aliás, daí o lema Fazemos qualquer negócio. Muito difundido em que negócio não tinha, ainda tão evidenciado o sentido de negociata.
***
E como buscamos mostrar nossa genialidade, em geral, acabamos construindo a ficção de sermos completamente imprevisíveis, inventivos, irresponsáveis e de resultados sempre frustrantes. Pífios.
O que não é, nem de longe, verdadeiro.
Não temos, é verdade, a preocupação em seguir normas e regras e orientações em todas as nossas atividades e horas do dia. A rigor, é bom lembrar, nem gostamos de ler manuais.
A esse respeito, tendo trabalhado em atividades do serviço privado e também do serviço público, que exigiam o registro de alguma memória, ou manualização, o que sempre percebi é que ao tentar registrar algum processo ou procedimento, a maior parte das vezes, ao invés de meramente reproduzir, toda a equipe alterava, nem sempre com resultados muito melhores, as práticas adotadas.
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Mas, ao contrário da imagem que gostamos de projetar e que eleva nossa auto-estima, dado o brilho do gênio da raça, somos sim, um povo organizado.
Não detalhista, mas uma organizaçao que revela sim, um grau de responsabilidade em cumprir e entregar nossas tarefas e obrigações conforme contratado.
Dizem que o que é combinado não é caro. E existem vários exemplos de que, para cumprir nosso trato, nos desdobramos, mesmo que, em alguns momentos, na base da pressão, do abafa, por termos sido menos capazes de elaborarmos e cumprirmos um simples cronograma.
Traço, aliás, que já vem da escola, onde alunos ao invés de estudarem um pouco a cada dia, preferem e nada os faz mudar a postura, estudar todo o conteúdo de uma vez só, justo na véspera da prova.
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Somos um país que temos uma engenharia de qualidade, o que pode ser comprovado por nossas obras, algumas faraônicas, desnecessariamente gigantescas, sem maior racionalidade. Estão aí a Ponte Rio-Niteroi,  o complexo estonteante e magnifíco de Itaipú. Além de tantas outras obras de grande envergadura, seja na área de transportes, seja na área de eletricidade.
Temos uma Arquitetura, elogiada e premiada em todo o mundo. Temos uma medicina que, apesar de todas as suas agruras, é capaz de gerar médicos do porte de um Dr. Zerbini, de nosso primeiro transplante cardíaco. Ou do nível de um Dr. Ivo Pitanguy. Isso para citar apenas dois, já que temos tradição e reconhecimento em outras especialidades como é o caso, para citar apenas mais uma, da oftalmologia.
Temos uma universidade, como a USP, sempre presente nos rankings das melhores universidades do mundo, ou a UFMG, com cientistas que integram grupos de pesquisas de reconhecida competência e projetos interdisciplinares de vulto internacional.
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Ora, claro que temos condições de realizarmos uma Olimpíada e uma Copa do Mundo, sem problemas mais graves ou mesmo com um mínimo de senões. O que, convenhamos não deveria causar tanto autoelogio. Já que apenas cumprimos nossa obrigação.
Não fizemos nada mais que o que devíamos ter feito. E nem é pelo espírito de nosso povo, já que alguns comportamentos, isolados, mas ainda assim, registrados, mostram que não é característica do POVO, ser bom, agradável, hospitaleiro. Dentro desse povo, conjunto de pessoas, com vidas e interesses e preocupações e problemas distintos, tem muita gente que não é simpática, nem faz questão alguma de sê-lo. Tem gente que não tem educação. Tem gente que tem xenofobia, etc. etc.
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Mas o complexo de vira-latas talvez fosse tão grande,  nossa imagem de sermos sempre um povo a perambular sem destino, e sem noção do que desejamos como projeto de sociedade e de nação, e o que de fato nos importa, fosse tão cultivado, que é mais fácil  que antecipássemos uma série de desastres.
Talvez, do ponto de vista psicológico, estaríamos nos protegendo, antecipando desacertos e frustrações, para poder, reduzir o impacto de qualquer falha, acaso existente.
Ou seja; para não termos de suportar o reconhecimento da dor, da falha, nos antecipamos e já ficamos contando com as falhas, que se vierem já terão sido parcialmente trabalhadas. O que facilita que suuperemos tais situações adversas.
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Assim, se ao contrário, mostramos que não somos derrotados antes de  chegarmos ao final de nossas atividades, e apenas cumprimos o que se espera de nós, com mais acertos que deficiências, temos de comemorar, e fazer festas, e buscar auto-elogios.
Para mim, isso mostra apenas como ainda somos um povo carente. Ou como a mídia prefere vender uma imagem, para nosso próprio consumo de como somos carentes.
Engana-se a mídia, em achar que somos tão pobres de espírito como parte daqueles que a integram e que desejam ditar regras de comportamento para ela, e para todo o povo.
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Excelente a observação destinada a calar a boca de alguns poucos que, por se sentirem incapazes e necessitarem de tutela, de preferência da Autoridade Militar, feita por um professor de nossa PUC-MG, cujo nome, infelizmente não gravei, de que dizer que os nossos atletas medalhistas são do Exército, por terem patrocínio daquela força, é o mesmo que chamar de bancários os que têm patrocínio do Banco do Brasil.
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Os infelizes que se acham necessitados de tutela, e pedem que o Exército venha defnir o tipo de vida que eles podem ter, dada a maior segurança e limitação porporcionada por esse tipo de vida que aquela outra desorganizada, confusa de uma sociedade que está viva, dinãmica e tem e debate opiniões antagônicas, democraticamente, merecem apenas nosso sentimento de tristeza. E respeito. Afinal, ninguém pode ser obrigado a achar que é dono de sua própria vida e suas decisões.
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Mas que eles tentaram forçar a barra ao apresentar o plano de apoio ao Esporte do governo Lula, apenas destinado a que as Forças Armadas pudessem aproveitar de atletas já formados e em alto nível, como algo que mostra a competência de nossas Forças é fato.
E mais uma vez, uma mentira. Ou ilusão.
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Vazamentos de delações

Se antes, em todas as delações premiadas, houve vazamentos, alguns com prejuízos evidentes, em especial para certos membros de um partido exclusivo, o PT; se antes as delações vazadas ainda serviram para que novas medidas fossem adotadas do ponto de vista judicial, para investigação de alguns políticos de mais alta graduação; se antes as delações foram aceiitas, mesmo sem provas, mesmo sem maiores detalhes ou chance de defesa, interferindo até em processos de natureza tão grave para o país como o do impeachment, porque só agora, a delação não poderá ser acatada, por ter sido tornada de conhecimento público?
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Não vou pelo caminho mais fácil: não é por ter havido qualquer menção de algum juiz ou Ministro do STF. Ao contrário, acho que dessa vez, a delação não atende aos interesses de derrubar um partido e uma forma de exercício de poder, que contraria os interesses econõmicos mais poderosos e que, agora, voltam a recuperar a hegemonia, que nunca perderam.
Como a ideia não era a de fazer justiça, mas resgatar o poder para a classe poderosa. Resgatar a hegemonia abalada por força de análises equivocadas dos membros de nossa canhestra elite, não há interesse em que uma delação com elevado poder de destruição de pessoas,  partidos, outros políticos sabujos dos senhores do poder, conitnue sendo negociada.
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Assim as novas evidências delatadas não poderão ser mais aceitas, embora as antigas se mantenham. E fico pensando como isso pode prejudicar ao delator, Léo Pinheiro da OAS, cuja pena, por culpa de outros não poderá mais ser reduzida.
Ou ele não será prejudicado, por não ter sido o responsável por um vazamento que na verdade, sabe-se muito bem a que interesses serve?