sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Amores distantes

Às vezes
Busco me desprender de sua ausência
Procuro distrair meu pensamento
De forma a suprir essa carência
É quando deixo vagar sem rumo
O meu espírito
Que o vento leva para longe
Onde se esconde sua imagem
É quando tomado de paixão
E loucura
Perco a razão
E me entrego
Sem resistir à ilusão
De ter você presa ao meu corpo
Seu coração e o meu um só sopro
Você e eu em tórrida fusão
Você, musa que se tornou meu tormento
Cuja distância é o meu lamento
Inspiração que me faz sofrer
Você que ocupou toda minha vida
E foi-se embora sem despedida
Deixando só o vazio a me envolver

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Julgamento do STF, idas e voltas nos votos e como a busca da justiça é complexa

Para o bem ou para o mal, ou para que a justiça possa ser feita, de verdade, estou achando muito interessante acompanhar pela TV Justiça as sessões do STF analisando os embargos declaratórios dos réus do mensalão.
Sem querer tomar partido ou torcer para qualquer um dos magistrados, já que não se trata disso, é interessante que o ministro Dias Toffoli, logo ele, indicado por Lula e que todos esperavam que forçasse a barra para inocentar os réus petistas, tenha na seção de ontem, sido o primeiro a manifestar-se a favor da aceitação dos embargos de declaração, por verificar haver contradição na dosimetria aplicada a Fischberg, pelo crime de lavagem de dinheiro.
Aliás, há um engano meu, foi o ministro Barroso o primeiro. Mas, várias foram as citações ao voto do colega Toffoli.
A ministra Rosa Weber, então disse ser favorável à decretação de um documento de ofício, reduzindo a pena e corrigindo o erro da apenação dada, por não conseguir aceitar que um embargo declaratório se prestasse a tal correção.
Para ela, em relação ao que se alegava, a saber, o acordão e a punição,  não havia qualquer contradição. Reconhecia então, que dois crimes idênticos, cometidos por agentes distintos, tinham tido penas diferentes e completamente díspares.
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Mas, do que se tratava, afinal?
Pelo que entendi, o problema foi de metodologia na dosimetria da pena. Ao admitir que os juízes que inocentaram os réus, não deviam participar da fase de aplicação de penas, um réu teve um número de juízes muito menor que o outro para a cominação da pena.
Claramente, isso significava que mais juízes acharam que este réu era inocente quando comparado ao outro réu, que 10 juízes condenaram achando que sua responsabilidade ou participação no delito era maior.
Ao invés de levarem em conta que isso já era ou devia ser um atenuante para Fischberg, menor quantidade de ministros condenando-o, passaram à dosagem.
E, no caso do réu considerado de maior responsabilidade, aplicou-se uma pena menor, ao final. Fischberg, mais inocente, em tese, ficou com pena maior, pelo rigor maior dos juízes que o condenaram.
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Vencida a tese de que houvera um erro ou contradição, no sentido mais geral do termo, e que o embargo cabia nesse caso e por esse motivo, foi então a vez de Teori Zavascki pedir então a palavra para afirmar que, tendo sido voto vencido, queria fazer uma declaração e uma revisão de votos.
Para ele, em todo o julgamento, considerou de forma restrita a questão de acatar os embargos, por motivo de contradição.
Como agora, o pleno ampliava a interpretação do que era passível de ser considerado contradição, ele se via no dever moral de voltar a rever todos os seus votos anteriores, em especial, os ligados a embargos relativos ao crime de formação de quadrilha.
E, com isso, vários dos políticos que, pensava-se, seriam protegidos por votos de outros ministros, como Toffoli, acabaram podendo ter suas penas alteradas por um ministro de quem, a princípio não se esperava esse tipo de comportamento.
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E a busca pela justiça prossegue. E reafirma-se uma vez mais a verdade de que cada cabeça, uma interpretação, e daí, uma sentença.
E também reafirma-se a interpretação de como a questão da aplicação de direitos e de justiça é complexa e intrincada.

Galo morno e Flu sem ritmo: retrato de uma pelada, que só o comentarista não viu. A propósito de comentaristas...

Invicto já há algumas partidas, no campeonato brasileiro, a verdade é que o Galo vem se arrastando. Vá lá que Cuca não repete o time já há bom tempo, seja por mudanças forçadas por expulsões e suspensões, seja por força de contusões, jogadores que, no limite de sua resistência física têm de ser poupados, etc. E agora, mais recentemente, até mesmo por convocações para a seleção brasileira.
Mas, que alguma coisa está esquisita, que o time está se arrastando, que jogadores que se destacaram no primeiro semestre, caso de Diego Tardelli por exemplo, estão muito aquém do que são capazes, também é um fato que não dá para esconder, cobrindo com uma peneira.
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A verdade é que, mais que estar na dependência exclusiva da genialidade de Ronaldinho Gaúcho que, como foi lembrado pelo Edgar, em sua coluna do Super, é sempre muito perigoso - afinal, R10 pode a qualquer momento ser atraído pelo canto de sereia dos dólares turcos ou de outras origens - o time está sem qualquer opção de jogada, sem interesse, sem vibração, sem futebol.
Ontem, em várias oportunidades o comentarista do pay-per-view mencionou claramente a necessidade de tirar o Atlético da letargia em que se encontrava.
E, mesmo o Fluminense mostrando ser um time fraco, limitado, o Galo só se safou de mais uma derrota por força da diferença que significa ter Ronaldinho em campo. E olha que, a rigor, Ronaldinho nem jogou.
Em minha opinião, apenas cobrou faltas. Duas. E com que categoria e classe. Que golaços, que dão força à frase que diz que ele põe a bola onde quer, como se a atirasse com as mãos.
A ponto de Cavalieri nem se mexer em ambos os lances.
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No mais, como lembra nosso antigo médio volante, Edgar, é só chutão. Muitas vezes dados pelo Victor, depois de a bola do Galo rondar sem qualquer perigo a área adversária. Aliás, esse é o desenho da jogada: a bola no ataque do Galo que, sem poder de penetração, trança para a esquerda, para o meio, para a direita e, sem arriscar um chute sequer, a bola então é retornada ao meio campo, para reiniciar a jogada. Do meio campo para a lateral, direita ou esquerda, tanto faz, que a devolve ao meio, que sem opção passa a Léo Silva ou Réver, e daí a Victor. E tome chutão.
Ora, se com o Jõ, que tem estatura elevada, não é sempre que o pivô consegue ser feito, e pior, mesmo sendo feito, não é sempre que resulta em jogada de algum proveito, ontem, com jogadores de frente de menor estatura, a bola era para fácil recuperação pelos defensores do Fluminense.
Exceto Fernandinho, e seu barbantinho exagerado, o que se viu foi Ronaldinho sumido, Guilherme sem função e sem espaço e sem conseguir se deslocar para encontrar algum meio de entrar na área. Luan, eternamente correndo, a maior parte das vezes apenas com muito boa vontade. Tardelli, uma incógnita, perdendo lances tão bisonhos que nem parecia estar querendo jogar. Errando passes, matando a bola na canela, sem dar continuidade às jogadas... O que houve com Tardelli, depois da sua frustração com a não convocação para a seleção, ele que tanto merecia ser chamado pelo Felipão?
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Léo Silva e Réver continuam sendo batidos por qualquer bola no chão, em que jogadores mais velozes consigam avançar trocando passes.
Richarlyson, sofrível. Não marcou, não atacou, falhou no segundo gol. Sua presença em campo teve, apenas, a capacidade de mostrar porque Ronaldinho é admirado por seus companheiros e exerce uma liderança.
A homenagem que R10 prestou ao companheiro que saiu vaiado é comovente, claro. Mas o futebol de Richarlyson, infelizmente foi mesmo muito escasso. Pequenininho.
Na direita, Michel mais uma vez teve oportunidade de confirmar o que insisto em dizer: que saudade e que falta faz Marcus Rocha.
Mesmo que grande parte da torcida, incompreensivelmente, não o apoie.
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Guilherme é outro caso a ser analisado. Durante todo o ano passado, reclamou de estar jogando fora de sua posição, que seria a de centro avante. Ontem, quando teve a oportunidade de jogar na área, enfiado entre os zagueiros, nada fez. Nem perto da área chegou. De quebra, não arriscou praticamente nenhum chute a gol.
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É algo precisa ser feito, com urgência por Cuca. Talvez até parar de ficar dando folgas para alguns, enquanto outros estão no sacrifício. Isso pode criar um ambiente ruim, com os jogadores divididos, entre os que têm e os que não merecem folgas.
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Ainda sobre o jogo. Aliás, sobre comentaristas em geral. Como alguns comentaristas nada comentam, limitando-se a manifestar claramente sua preferência e a torcer escandalosamente.
Ontem, no jogo do Galo, enquanto o time mineiro só mostrava sonolência, o Flu, pelo visto dava verdadeira aula de futebol, já que massacrava o Galo. Ou não? Então porque só o Atlético era criticado, se também o Fluminense não jogava nada. Aliás, justiça seja feita, o jogo estava e esteve muito mais para uma pelada que para um jogo minimamente razoável.
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Mas, de comentaristas torcedores, não escapam outros esportes e, infelizmente, quem espera uma análise desapaixonada do que está de fato acontecendo na competição, está perdendo seu tempo.
Tostão, que por seu passado no Cruzeiro tem o direito de torcer, às vezes se dá ao luxo de comentar do Galo. Sempre algo correto, seja dito, mas sempre algo que deprecia o Galo.
Que seja um bom comentarista entre os que estão aí, que seja torcedor, tudo bem. Mas, para que ele precisa falar do Galo, se mesmo quando o Galo estava embalado nas finais da Libertadores, ele só via o chutão, o bumba-meu-boi, ou o que ele eufemisticamente chamou de espírito Galo Doido.
Ora, prefiro que ele não fale nada do Galo, se é para sempre falar só dos defeitos. E isso não significa que não admito que as falhas existam e que quero fechar os olhos... Mas, mesmo que tivesse algo a elogiar, nem que fosse a garra, o espírito de luta ou entrega de alguns, ele não fala nada, exceto sobre os defeitos.
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Já no domingo, vendo provas de equitação, foi interessante, para não dizer divertido ver aparecer na tela o cavaleiro Vitor Teixeira. Imediatamente o torcedor comentarista falou de sua experiência, que ninguém nega e de como, por esse motivo, ele faria um circuito sem faltas, já que tinha zerado na primeira passagem.
Parece que tanto elogio foi praga. No primeiro obstáculo cavalo e cavaleiro cometeram uma falta e perderam 4 pontos, e o título.
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No jogo de Gasquet e Ferrer,  no tênis ontem, foi ainda mais divertido. Primeiro, com o francês impondo um jogo agressivo para cima do espanhol, o comentarista saiu-se com o comentário de que o francês iria trucidar em pouco tempo - ainda não tinha mais que 1 hora e 10 minutos de jogo - o adversário, quarto colocado no ranking.
O comentário foi tão sem noção, que o outro companheiro na mesma hora comentou que isso, caso o espanhol não reagisse até o final do jogo.
Não deu outra: o espanhol reagiu e esteve a ponto de vencer a partida. E foi aí que o comentarista infeliz soltou outra: como Ferrer tinha disposição e perseguia o ponto que lhe era necessário.
Em um momento, fez uma verdadeira gozação com a falha do francês que, ao receber a bola na sua esquerda, parece não ter tido forças para mudar o rumo da bola, isolando-a.
O gaiato na mesma hora ainda comentou se não iriam repetir o lance.
Na jogada seguinte, foi Ferrer quem jogou a bola na lua. Lá do outro lado da arquibancada. E o silêncio que se seguiu foi total.
Ao fim, mais uma vez, no último set, a torcida para o espanhol era notável, embora o comentarista se lembrasse de que, se recuperasse o jogo agressivo, só então, o francês teria alguma chance.
Bem, enquanto isso o francês quebrava o serviço de Ferrer, com uma dupla falta do espanhol e partia célere rumo à vitória.
Hoje todos sabemos, o francês passou às semi-finais.
***
E até quando nós teremos que continuar convivendo e tolerando esses imbecis que se acham???

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Desabrochar das orquídeas

De repente
elas se abrem
roxas
vermelhas
brancas
até cheias de sardas
ou pequenas manchas avermelhadas
Desabusadas
Lindas
grandes em meio a botões
que ameaçam perpetuar o presente da natureza.
À primeira vista,
assemelham-se a borboletas
aflitas para desprender-se do ramo guia
e soltar-se no espaço
No centro,
entre pétalas
sépalas
o labelo
com seu formato curioso
distinto
ora um sapato
ora um chinelo
Mas, sempre, sempre lindas
Orquídeas que enfeitam o ambiente
e com certeza,
obras de arte
presentes da natureza

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Discurso de Formatura

Mais uma vez, tive a honra de ser homenageado pelos formandos de Ciências Econômicas da UNA, com a escolha de meu nome para professor paraninfo.
Assim, cumprindo uma tradição, faço aqui a postagem do discurso que proferi no Chevrolet Hall, na oportunidade.

Boa Noite,

inicio essa nossa última conversa na condição de professor e alunos, confessando-lhes uma perplexidade que me aflige, quando alvo de homenagens e distinção, como a que ora me prestam.
Porque é curioso, estranho mesmo, esse misto de sensações contraditórias a que nos vemos submetidos, nós professores.
Primeiro, a sensação do dever cumprido. A certeza de termos lhes transmitido o máximo, repassado tudo que estava a nosso alcance, do conhecimento técnico e científico de nosso campo do saber.
Em alguns momentos, inclusive, tenho a convicção de que nos superamos e entregamos agora, à sociedade, profissionais UP-TO-DATE. Situados na fronteira de nosso campo de atuação.
Vocês talvez não se recordem, mas chegaram até a cada um de nós, imaturos, uns; descrentes, outros; indecisos, alguns.
E hoje saem formados, bem preparados, prontos para conquistarem seu espaço no mercado de trabalho e deixarem, por sua passagem, rastros indeléveis de sua presença.
É que, por mais infantis, ou imaturos ou ignorantes que fossem, vocês eram terreno fértil, ávidos por saber. Aptos a receberem e multiplicarem as sementes que lhes foram lançadas. Acima de tudo, eram sonhadores. E surdos.
Especialmente surdos aos lamentos e queixas, e desânimo dos que se deixam abater e que foram ficando pelo caminho.
Isso fez de vocês vencedores. E me alegra ter sido participe de sua evolução.
A segunda estranheza provém de estar ciente de termos contribuído para torná-los, mais que bons profissionais, bons cidadãos. Plenos.
Cientes de seus direitos e, especialmente, de suas obrigações. De seus deveres de propugnarem por uma sociedade mais justa, mais solidária, mais fraterna, mais humana. Um ambiente melhor para se viver.
Afinal, como não me canso em repetir, vocês, recém graduados em ciências sociais têm o dever de fazerem difundir o gene que trazem em seu organismo, que é o gene do inconformismo. E do desejo de lutar por melhorias.
Por outro lado, ao capacitá-los para o exercício da profissão, do acesso ao mercado de trabalho e a cargos e carreiras de elevado prestígio e polpudas remunerações, às vezes avulta-se em mim uma dúvida: estivemos preparando-os - e bem, em nossa UNA - para se destacarem no mundo material. Das posses, da riqueza. Das projeções. Do status.
Curioso: logo o Status. Aquilo que te faz comprar algo de que não precisam, para pagar com o dinheiro que não têm, para exibirem para pessoas de que não gostam, só para mostrarem alguém que vocês não são.
Então? Contribuímos para, de alguma forma, permitir-lhes buscar sua felicidade? E mesmo que nenhum de nós a encontre, porque caminho mais que ponto de chegada, vocês sentem-se hoje, mais seguros na busca que empreendem?
Espero sinceramente que sim. E que, junto aos seus, com quem compartilham essa caminhada - e a quem parabenizo e estendo meus cumprimentos - sejam felizes.
Hoje e sempre.
Muito obrigado.

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

PIB, Economia e o azar do mês de AGOSTO, em especial na Câmara Federal

PIB em alta, de 1,5%, no trimestre e 3,3% no ano, e dólar em queda. Inflação contida, e o COPOM elevando ainda em mais 0,5% a SELIC.
Indústria crescendo, e a agropecuária dando um show, com promessa de safra recorde de 86 milhões de toneladas da soja.
Enfim, encerramos o mês de agosto com boas notícias para o panorama econômico, o que apenas vem reforçar o estigma do mês, considerado aziago.
Afinal, foi em agosto que Getúlio se suicidou, em 1954; que Jânio cometeu a atitude inesperada da renúncia, que ajudou e apressou o mergulho do país no caos. Foi em agosto, em um dia 22 do ano de 1976 que Juscelino sofreu o acidente suspeito, responsável por sua morte.
Agosto tem uma certa tradição que, por outro lado, traz benefícios. Como agora, no caso de nossa economia. Afinal, passado o pior momento, ainda assim a economia brasileira dá sinais de recuperação, é notícia bastante positiva, para que nós brasileiros, possamos partir com novo alento, para levar avante projetos, tarefas, sonhos relativos ao último quadrimestre do ano.
***
Ainda estranha apenas a preocupação do governo brasileiro em relação à reação da Bolívia, e a aparente submissão de nossos governantes aos caprichos de nosso vizinho, Evo Morales.
Estranha, por que sem entrar no mérito das questões subjacentes às acusações feitas pelo governo boliviano ao ex-senador, trata-se aqui de uma discussão que, de meu ponto de vista é mais ampla: a defesa de preceitos e acordos legais, internacionais.
Afinal, em minha opinião, da mesma forma e merecedor da mesma crítica que em relação ao comportamento do governo inglês no caso Assange, o que está em jogo é o respeito ao instituto do asilo político. O que está em jogo é o cumprimento de acordos que são a base para que todos tenham a certeza de que a figura do asilo será respeitada, como é o caso da concessão do salvo-conduto.
E, signatário de acordos que acatam a concessão do asilo, é natural que o governo brasileiro se pronunciasse com mais ênfase, muito maior que a até aqui percebida, contra atos autoritários de governos, quaisquer que sejam eles e de qualquer país que seja, que possam levantar dúvidas sobre a validade de tais institutos.
Que Dilma possa, no encontro hoje com Morales, reafirmar mais uma vez nossa soberania e que Evo perceba que, da aceitação desse nosso comportamento, quem sabe, num futuro próximo ele mesmo não possa tornar-se beneficiário.
Afinal, dadas as voltas que a política dá, nunca é demais manter as salvaguardas e proteção para aqueles que possam ser vítimas de perseguições e injustiças. Ou que tenham sua vida colocada em risco.
***
Ainda o mês de agosto


E a Câmara continua a mesma. Com sua salada de siglas partidárias, todas sem qualquer conteúdo ético e seriedade, apesar da existência no interior dessa mistura de letrinhas, de pessoas de bem, sérias, e que devem ficar envergonhadas e constrangidas de serem colegas de mandato de alguém condenado pela justiça de nosso país.
Ou o Congresso está nos dando os alertas que a nossa Justiça não é merecedora de crédito e respeito e consideração por suas decisões, ou então é ele que está pútrido e fétido.
Bem, quem sabe esse não era o sinal de 2013 de que o mês de agosto continua apresentando situações estranhas e que agridem a nosso ambiente de tranquilidade?

E mais uma vez o Botafogo reduz a cinzas nossas aspirações

Uma série de atividades extras, impediram-me ontem de poder postar meus pitacos, o que pode ter gerado alguma suspeita de que a ressaca e dor de cabeça provocada pelo jogo e desclassificação do Galo na noite anterior pudesse ser a justificativa.
Não foi. Embora tenha sido sim, uma decepção para nós atleticanos, a eliminação em pleno Independência da Copa do Brasil, ainda mais para um adversário tão incômodo como tem sido o Botafogo, ao longo dos tempos.
***
Não vou aqui ficar chorando e reclamando do juiz, embora acredite que o tal soprador de latinha tenha prejudicado a nosso time em pelo menos 3 lances cruciais. O primeiro, ao deixar de aplicar o cartão vermelho no beque botafoguense, em lance no primeiro tempo, em que Fernandinho entrava livre e o defensor era o último homem, em lance claro de risco de gol.
Ora, ou estou enganado, ou esse tipo de lance era característico para a aplicação do vermelho, o que poria o Atlético em vantagem numérica, ao menos durante todo o segundo tempo. Depois, ainda no mesmo lance, o juiz não teve o rigor necessário e permitiu que a barreira ficasse pelo menos um passo à frente do risco que ele mesmo havia feito no gramado.
Mas, o segundo lance foi o do segundo gol do Botafogo, em que confesso ter ficado com 2 dúvidas: uma na posição do defensor do Botafogo, que acabou sendo o autor do gol, ainda quando da cobrança da falta. Em campo, achei que sua posição fosse de impedimento, à frente da zaga atleticana. Depois, em casa, revendo o lance, fiquei realmente com dúvida quanto a ele estar ou não adiantado. Mas, aí veio o lance do enrosco na área entre dois jogadores, um atleticano e outro botafoguense, que acredito pode ter sido lance de falta.
Mas, ainda houve um terceiro lance, que pareceu-me lance claro de penalidade em Jô, empurrado pelas costas dentro da área, o que não seria suficiente para nos dar a classificação, mas ao menos decretaria nossa vitória.
***
Entretanto, como foi meu comentário quando do final do jogo, um time que deseja se classificar em um mata-mata não pode se dar ao luxo de perder tanto gol como o Galo o fez. Primeiro com a cabeçada de Ronaldinho, que sabemos nunca foi um jogador que se notabilizou por esse fundamaento. Depois, ao menos dois gols com Jô, outro com o próprio Ronaldo, no segundo tempo, e praticamente um pênalty, com Réver, que isolou a bola lá no estacionamento.
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Bem, não era nossa noite e embora o grito de Eu Acredito ecoou pelo Horto, não foi dessa vez que o Galo avançou nesse torneio.
Tudo bem. É deixar a bola rolar e seguir avante.
Salvo pelo fato de que a noite ainda não terminara, e dando uma olhada nas mensagens do Facebook, fiquei muito satisfeito em receber mensagens de amigos meus que, ao contrário de nós atleticanos, postaram e postavam mensagens de muita alegria.
É certo que, de alguns, não entendi o motivo de tanta alegria, mas fiquei feliz ainda assim, por que, ao menos naquela noite em que nós torcedores do Galão da massa não estávamos alegres, eu verifiquei que amigos estavam dando gargalhada, expressa em intermináveis kkkkkkk.
E é sempre bom saber que ao menos alguém ou alguns dormiram satisfeitos naquela quarta.