sexta-feira, 11 de maio de 2012

Mãe, árvore da vida


O galho firme
que investe contra o espaço, decidido
e sobe aos céus em liberdade
não está só, abandonado à própria sorte

O galho forte e resistente
recoberto pelos trajes de gala
da mais verde folhagem
da esperança
campo de pouso e repouso
de pássaros de plumagem variada
não brota do nada
não resulta da combinação
nem da injunção
de uma explosão de acasos

Ao contrário ... tem suporte
surge da árvore que o sustenta
que suga e processa a seiva
que o alimenta
que o incentiva e ampara
o protege e agasalha
e não limita por covardia
ou deseja retê-lo por egoísmo
nem tolhe seu desenvolvimento natural

não fosse a árvore
não haveriam os galhos
as folhas, as flores
nem os frutos das mais diferentes cores

A árvore se alegra
brinca junto
quando nas asas do vento
os galhos e as folhas se divertem
e se amedronta, se recolhe protetora
quando a tempestade açoita suas galhas
e a faz vergar
e, violenta,
arranca brutalmente suas folhas

É verdade que a árvore chora
quando qualquer um de seus frutos vai embora
ganhando o mundo prá cumprir sua missão

A árvore sente
quando caem suas folhas no outono
serram seus galhos em meio às podas
seus filhos se afastam

mas nem neste momento se abate
e deixa de transmitir paz e carinho
nem raciona energia e segurança

E permanece sempre referência
a imagem de um sorriso amigo
sempre presente ali
mãe companheira
sempre disposta a servir de abrigo.

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