segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Acumulação de riquezas e sua finalidade ou acumulação de afetos - reflexões de fim de semana

Símbolos de modernidade e do avanço tecnológico que arrebata nossa sociedade, para o bem ou para o mal, as redes sociais são periodicamente invadidas pela história do encontro entre um jovem turista e um velho sábio, muito reverenciado no local em que vivia.
Ao final de uma tarde inteira de conversas sobre assuntos variados, ao se despedir,  e sem conter sua perplexidade, o jovem comentou a  simplicidade da habitação, dotada apenas de uma cama, uma mesa e duas cadeiras. Ao que o sábio retrucou: e onde estão seus móveis e bens?
Eu não trouxe nada disse o jovem, estou aqui só de passagem.
Eu também, respondeu o ancião.
Nunca é demais destacar, ao contrário é um dever acadêmico, conceder a textos e evangelhos bíblicos a primazia sobre tal ensinamento.
Mas, se é verdade que aqui chegamos e daqui partiremos sem poder carregar quaisquer bens materiais, qual a razão de cada vez mais pessoas iguais a cada um de  nós, se mostrarem tão preocupadas em acumular riquezas e fazer dessa atividade seu objetivo de vida? Custe o que custar.
E como explicar o desenvolvimento  de  todo um campo de conhecimento, objeto dos estudos da Ciência Econômica, cuja preocupação fundamental está,  cada vez mais, focada no processo de acumulação de bens, de riquezas, de capital?
Excetuada alguma preocupação com a manutenção de um padrão minimamente estável e digno para o sustento de sua descendência, razão suficientemente questionável para quem tem a sabedoria de deixar plantadas as sementes do saber, da educação, da solidariedade e do respeito, como entender a adoção de tal comportamento por parcela dos integrantes de nossa sociedade?
Afinal, que utilização podem ter os bens materiais, além daquela de nos permitir ter uma vida tranquila, equilibrada, até confortável, se quando estivermos desfrutando desses prazeres e levantarmos o olhar à nossa volta, encontrarmos os olhares famintos e desesperados de nossos irmãos.
Diz a letra de uma música de Paulinho da Viola, quase um hino, “ que a vida não é só isso que se vê, é um pouco mais. Que os olhos não conseguem perceber, e as mãos não ousam tocar, os pés recusam  pisar”.
Em que instante perdemos de vista, a Economia, o sentido pleno da vida em todas as suas dimensões, substituída por uma visão canhestra do homem econômico. Cuja passagem pela terra teria como objetivo a maximização de seu prazer individual, egoístico, sempre uma quimera inalcançável.
Ora, se o objetivo do homem fosse a maximização de seu prazer material, então esse objetivo só poderia ser alcançado no momento derradeiro da vida, sob pena de, se atingido antes, não haver mais razão de se continuar vivendo.
Desgraçadamente é esse conteúdo que continua frequentando os programas das disciplinas, cada vez mais dominadas pela preocupação com as técnicas de quantificação, de elaboração de projeções estatísticas e cálculos frios, numa inversão inadmissível, que prioriza as ferramentas auxiliares, em detrimento do  conhecimento essencial.
Consequência dessa inversão, amplia-se o fosso entre os que têm e que tudo podem, proprietários dos bens de produção e aqueles que nada têm, exceto, caso sobrevivam, sua própria capacidade de sobreviver e  trabalhar.
Situação que cria a oportunidade para o surgimento de conflitos sociais que não poderiam prosperar, especialmente em um  país que gosta de fantasiar-se e apresentar-se como sendo a terra da democracia racial, da miscigenação, da alegria e irreverência, da paz, samba e alegria.
Festas para quem, cara pálida?
É verdade e já até as pichações dos muros trazem a mensagem: todo brasileiro tem sangue índio e negro. Os pobres, nas veias. Os ricos nas mãos.  As mãos que subjugam os pobres e os exploram  como seres inferiores.
A  vida não é só isso que se vê. E se há uma preocupação crescente com a ampliação dos bens de capital, as máquinas e equipamentos, é apenas porque são esses bens que tornam  possível produzir maior quantidade de produtos para que toda a sociedade possa, deles, usufruir.
Mas não nos iludamos, nem sejamos maniqueístas, que tal visão não corresponde à realidade de nosso mundo: não há, a priori, nem homens apenas  maus ou apenas bons, por definição.
Vejamos uma ilustração: o empregado que trabalha de 6 horas da manhã até as 6 da tarde, de sol a sol, para pescar dez peixes que constituem o sustento diário de sua família, claramente será beneficiado por trabalhar como assalariado para um empregador que, além de lhe prometer um salário de vinte peixes, ainda lhe conceda duas horas de intervalo para o almoço.
Ocorre que, com patrão tão generoso, se antes todo o fruto seu  trabalho era dele, agora, se vier a utilizar instrumentos mais sofisticados de pesca, como as redes, ele irá receber os vinte peixes contratados, de um total que pode alcançar a mais de uma centena. Uma quantidade a quel ele não terá qualquer direito, ainda que decorrente de seu trabalho.
Ou seja: Independente do caráter e generosidade das pessoas envolvidas, há aí uma injustiça, fruto exclusivo de uma dos personagens ser proprietário de bens acumulados, às vezes por direito de herança, sem nada ter feito para merecê-los, enquanto o outro apenas tem de seu sua disposição e trabalho.
É essa situação que justifica, muitas vezes, a gana pela acumulação: a capacidade de, mesmo sem o desejar, uma classe de pessoas poder explorar seus iguais.
É contra esse pecado original que temos que lutar, todos aqueles que são contra as injustiças sociais e a favor de uma sociedade mais fraterna e digna: a criação de um espaço de igualdade, que os olhos não conseguem perceber diferenças e as mãos não ousam explorar.
Luta cada vez mais inglória em função do mesmo avanço tecnológico, origem das redes sociais que iniciaram nossa fala. Porque esse avanço tecnológico, queiramos ou não, traz consigo uma completa subversão de tudo que constituí nossa vida, nossa atividade produtiva, nossa forma de gerar riquezas, trabalho, emprego e renda.
Está aí o uber, para desbaratar o sistema de transporte coletivo de passageiros por taxi. O Airbnb, para destroçar as estruturas de recepção de hóspedes; os sites como o Decolar, o Trivago, para destruir o mercado tradicional de hotelaria e viagens; o OLX, para destruir os mercados de utensílios de segunda mão e até imobiliários.
Não poderia me furtar de fazer referência ao ensino à distância que, independente de nossa vontade pessoal, cada vez mais se impõe e está fadado a tornar obsoletos profissionais como esse que vocês resolveram homenagear. Talvez em uma das últimas ocasiões propícias a esse tipo de homenagem aos antigos professores de carne e osso.
É verdade. E independente de qualquer posicionamento, favorável ou não, é para atuarem na realidade desse mundo novo que vocês estão saindo hoje da escola. Que vocês tenham aprendido mais que conteúdos, a serem pessoas bem-intencionadas, honestas, atentas, antenadas, curiosas, interessadas, versáteis e lutadoras incansáveis. E sempre, como bons brasileiros, portadores da esperança.

A seus pais e familiares, sustentáculos e participantes dessa épica vitória de todos, e a todos vocês, parabéns. Felicidades. E o desejo de que possam sempre manter a mente quieta, a espinha ereta e o coração tranquilo.  Obrigado.

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Este foi o discurso de formatura da turma de Ciências Econômicas do 1° semestre de 2016, do Centro Universitário UNA.
Que eles tenham êxito e o restante de nós algums momentos de reflexão, sempre necessáriia. 
Ao longo dessa semana, tratamos mais das Olimpíadas, seus resultados, e a festa de encerramento, mais uma vez, um evento que serve para mostrar ao mundo de nossa capacidade de fazermos as coisas de forma a grardar a todos. 

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Olimpíadas e a falta de espírito esportivo do nosso povo que assiste à continuidade do golpe passivamente

Vai se encerrando a festa olímpica, no Rio de Janeiro. Hora de retomarmos a vida normal, longe das telas de televisões, dos jogos e suas emoções, das medalhas, hinos, e da série de patriotadas e comentários completamente dispensáveis de jornalistas, ex-jogadores, e tantas pessoas que, sem terem o que falar, preferem, como é comum, abrir a boca para comprovar aquilo que todos já suspeitavam há muito tempo: o tamanho da ignorância de todos eles.
Embora qualquer generalização seja sempre ruim, e uma injustiça flagrante, ao redigir o parágrafo anterior, tinha em mente a transmissão do jogo de voley entre o Brasil e a Argentina, feita por Datena pela Band.
E do espanto que me causou, entre interjeições de admiração e elogios à qualidade do jogador Conte, ver o locutor/apresentador mencionar que foi uma pena que o jogador tivesse conseguido voltar ao jogo, não tendo maior consequência a torção que ele havia sentido no tornozelo, pouco antes.
Por pouco não reclamou de nosso adversário não ter sofrido uma fratura, ou alguma contusão mais grave, já que, no afã de torcer, "de ser brasileiro, com muito orgulho e muito amor", e de ganhar audiência por meio de um emocionalismo barato, conseguiu mostrar toda a falta de cultura esportica, espírito esportivo e olímpico do povo brasileiro.
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Alguém poderá me perguntar o que eu fazia à frente de um canal de televisão em que Datena é quem está transmitindo qualquer coisa. Ok, falha minha.
Mas e o que dizer de Marcelo Negrão, nosso medalhista do voley masculino, que entrou no espírito ou na falta de espírito de Datena, para fazer comentários semelhantes, lamentando o retorno à partida do melhor jogador do time argentino?
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Mudando de competição e de canal, vimos todos a conquista brilhante de Thiago Braz no salto com vara, com direito a quebra do recorde olímpico, e a vaia dedicada ao concorrente francês, destinada a atrapalhar sua concentração e atrapalhar o seu salto.
Até aí, por mais criticável que esse tipo de comportamento possa ser, a vaia veio do público presente ao Centro Olímpico. Provavelmente um público de maior poder aquisitivo que um mero geraldino desdentado dos antigos estádios de futebol. Da época em que futebol não era esporte de elite e pobre ia ao campo para exorcizar todos os seus problemas.
Pois bem, talvez fosse exigir demais, mas não me lembro de ter visto qualquer comentário de nossos locutores, com as críticas necessárias e devidas ao público que demonstrava não possuir, nem diria "fairplay", mas qualquer educação.
Só mais tarde, já em programas de fim de noite, na Sporttv, ouvi um comentarista referindo-se à falta de cultura esportiva do brasileiro, que transforma toda competição em um arremedo de jogo de futebol. Por questão de justiça, e como esqueci o nome do comentarista, devo dizer que ao seu lado estava Milton Leite, que concordou e reforçou a opinião do colega.
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Mas não vi, em outros programas de outros canais a necesária veemência nas críticas a comportamento capaz de mostrar ao mundo toda nossa falta de educação. Motivo para que eu, como professor fique indignado simplesmente por acreditar que contribuir na educação e formação de um povo, seja uma das funções dos meios de comunicação.
Alías, o que ouvi, incrédulo, foi que um jornalista teria dito que o público vaiar não é problema, se considerarmos que no exterior, ao invés de apupos, o que a torcida faz é jogar bananas no campo. Em nítida tentativa de amenizar nosso comportamento indevido, por que em um jogo de futebol (justo aquele de público menos qualificado!), atitudes racistas terem sido praticadas.
Ora, atitudes racistas, em qualquer instante, ou lugar, merecem toda crítica e reprovação. Mas, daí a vir lembrar de um fato como esse, para tentar dar um ar de naturalidade ao comportamento indevido de um dos nossos, é completamente descabido.
Aliás, por vários motivos, dos quais listo apenas dois: o fato da banana não aconteceu em jogo que ocorria no país do atleta que foi vaiado na competição e depois,  na cerimônia da entrega de medalhas. O fato de comportamento semelhante, de mesmo viés preconceituoso, já foi praticado aqui mesmo no nosso país, em caso recente, que não pode cair no esquecimento, com o goleiro Aranha.
Então, a questão de preconceito, embora seja muito mais grave que a da deseducação no trato dispensado a um adversário, concorrente, não pode ser alegada, ao menos nesse caso, para justificar ou minimizar a atitude antiesportiva e deselegante do público.
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Atitudes tão comuns nas arenas, que o raio Usain Bolt, sempre aclamado pela torcida, por sua simpatia, alegria e carisma, manifestou-se surpreso com as vaias direcionadas a seu competidor, Gaitlin.
Provavelmente até amigo seu, embora adversário.
Que o concorrente seja marrento, ainda assim, não se justifica que seja vaiado apenas por estar em posição oposta ao atleta de nossa predileção.
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Nesse sentido, é sempre positivo e não pode nunca cair no esquecimento a atitude das duas atletas da corrida feminina dos 5 mil metros que, depois de se atrapalharem foram vítimas de uma queda. E, sentindo alguma contusão mesmo que mais leve, além de uma frustração compreensível, ajudaram-se mutuamente a se erguerem e cruzarem a linha de chegada, lá atrás.
Atitude tão digna do verdadeiro espírito que deveria nortear as competições olímpicas que o Comitê, pelo gesto das corredoras, decidiu considerar as duas classificadas para a sequência da competição.
Afinal, nunca é demais lembrar-mo-nos de que ainda 5 ou 6 mil anos antes de Cristo, na Grécia antiga, até as guerras entre as cidades Estados eram interrompidas para que os atletas participassem das competições.
E eles competiam de forma justa, limpa, mesmo sabendo que dali a alguns dias, iriam estar se matando nos campos de batalha.
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De lá para cá, os Jogos da era moderna já desandaram várias vezes, como em 36 e a transformação dos jogos em arma de propaganda política, ilustrado pelo tratamento dispensado ao atleta negro americano, Jesse Owens. Ou depois, em 1972, nos jogos de Munique e a chacina com atletas irsraelenses.
Ou ainda na Olimpíada de 1980, com o boicote incentivado pelos Estados Unidos, aos jogos da União Soviética.
Assim, não admira que os jogos tenham chegado a um ponto em que, o próprio esporte deixa de ser o principal personagem, a competição passa a ser deixada em segundo plano, e tudo que estiver ao alcance possa ser utilizado para a conquista de uma vitória.
É nesse caso que se enquadra a questão do doping, ao menos da forma como ele é entendido nos dias de hoje, o doping pelo uso de substâncias ilícitas, já que, no futuro vários profissionais da área médica já indicam que o doping alcançará uma dimensão muito maior e mais preocupante, ou esportiva: através da manipulação genética.
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Mas, em minha opinião, a realização exitosa dos jogos em nosso país não pode deixar apenas a marca da alegria e das festas, mas servir para contribuir para a formação e a educação de nosso povo, tão reclamada por uma eliite que tem apenas e tão somente dinheiro.
Ok. Têm dinheiro...
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Um último comentário que considero devido. Vimos nos últimos dias as redes sociais serem invadidas por comentários dos ignorantes e mal intencionados de sempre, referindo-se à importância do Exército e do apoio dado por aquela Arma aos nossos atletas,  o que se confirma e comprova com a elevada proporção de soldados que alcançaram o pódio.
Esses mal intencionados, tão desinformados quanto todos nós, o restante da população, apenas descobriram a informação dos atletas 'militares' quando de seu comportamento no pódio, ao baterem continência ao hasteamento da bandeiira.
Mas correram para as redes sociais para tentar mostrar como o Exército era importante e como servirira de exemplo dispensar à sociedade uma organização melhor, mais eficaz, com mais ordem e, quem sabe, mais progresso...
A maioria das postagens criticava a 'esquerda', por não dar o reconhecimento devido ao Exército e sua importância na formação de nossa juventude sarada e atleta, ideario que essas pessoas que seriam consideradas  como relativamente incapazes estivesse em vigor ainda hoje o antigo Código Civil, desejam alardear em nossa sociedade.
Coitados. Para mim, apenas 'loucos de todo tipo', embora, no fundo, viúvas da ditadura, que lhes tutelava.
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Nesse sentido, nunca é demais fazer a devida referência à reportagem da Folha de São Paulo para desmistificar essa versão.
A importância não apenas do Exército, mas de todas as Forças Armadas não pode jamais deixar de ser mencionada.
Mas, como disse um treinador de atleta 'militar' medalhado, não cabe nem coube às Forças Armadas a formação do atleta.
Elas apenas incorporam o atleta já desenvolvido, de preferência de elite, em seus quadros. E, nem são todos os que têm tal privilégio.
A Folha em boa hora mostrou que o programa de apoio a nossos atletas, data do governo Lula, de um convênio de interesse das Armas, que desejavam contar com atletas de alto nível para representá-las nos Jogos militares.
Ou seja, talvez mais as Forças Armadas tenham sugado os atletas e se aproveitado de suas habilidades que o contrário.
E, depois de provas e seleções, que me parecem rigorosas, o que o atleta tem, e reconheçamos já é muito, mas não o bastante, é um posto temporário de 3° sargento, e um soldo compatível, que na verdade representa uma espécie de bolsa, de 3200 reais, para que o atleta assegure, minimamente sua sobrevivência.
Então os atletas não são militares. Eles estão militares.
E tampouco o Exército é essa incubadeira de atletas, servindo de paradigma para a formação de nossa juventude dentro dos ideais de mente sã, em corpos sãos.
Mais uma das patacoadas dessa turma que não se acha em condições de agir soberanamente e conviver democraticamente com quem tem opiniões divergentes.
Uma pena...
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A volta à vida normal não deve se dar ainda sob o efeito inebriante das competições, em especial, por força de o ciclo das competições não se encerrar, já que vêm aí os Jogos Paralímpicos.
Não podemos nos deixar paralisados por esse momento de anestesia para deixar de lutar contra o golpe e a usurpação de poder que continua em marcha em nosso país, com temer, o usurpador, e aecim, coitado, tão pequininim que não dá mais para continuar tratando-o por letras maiúsculas.
aecim e seu partidim, que agora colocam as manguinhas de fora, e cobram mais participação nesse arremedo de governo que estamos vendo dominar o país, somente para implantar as propostas e programas que, nas urnas, o povo decididamente não sufragou.
É golpe.

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Golpe. Vox Populi. Infelizmente juizes boquirrotos, manifestando sua ignorância linguística e algumas referências

Há muito tempo, em nosso país, a voz do povo deixou de expressar a voz de Deus, como dizia o antigo ditado latino (Vox Populi, Vox Dei).
Por mais que possamos questionar que parcela importante da voz do povo, volta e meia, possa querer fazer uma releitura do ambiente e de sua própria vida, arrependendo-se de suas eleições ou decisões anteriores.
O que, convenhamos, não traz qualquer problema. Afinal, nenhuma pessoa é obrigada, em nome de uma pretensa coerência, a manter qualquer posição anteriormente adotada, podendo alterar comportamentos, escolhas, e principalmente ideias. Antes dizer que melhor a mudança, que a teimosia, como já dizia Raul Seixas em sua Metamorfose Ambulante.
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Mas, questão completamente diversa é a da pessoa que, por ter mudado ideias, interesses, interpretações da realidade, e até convicções, querer impor a outros, as suas novas opiniões. Em flagrante desrespeito à opinião do outro, como se só sua opinião fosse válida e devesse ser adotada.
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Infelizmente, é uma situação análoga a essa, embora longe de ser semelhante ou idêntica, que temos assistido se desenrolar perante nossos  olhos arregalados. 
Porque, a julgar pelo resultado das eleições havidas em 2014, e que mostraram uma profunda divisão existente "no seio" da população brasileira,  sem qualquer constestação digna de respeito, a maioria optou por um partido, uma candidata, um projeto político. 
Independente de qualquer consideração outra que possamos fazer nesse pitaco, em relação ao partido, ao projeto político sufragado e ao que se seguiu à eleição, caracterizado como um estelionato eleitoral,  a verdade é que - e essa é a ideia por trás de um segundo turno- a vencedora do pleito foi a candidata à reeleição Dilma Roussef.
Sim. Por uma margem muito reduzida, pela primeira depois de 12 anos de PT no poder.
Sim. Como demonstração de uma cisão profunda entre a população. 
Sim. Como uma clara demonstração de que o Brasil saía dividido entre os interesses dos mais e dos menos privilegiados, dos mais ou menos ricos, daqueles portadores de maior ou menor grau de escolaridade, ou ainda de uma divisão entre habitantes das regiões mais atendidas e beneficiadas, do Sul/Sudeste frente aos nordestinos, e à população do Norte do país.
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Então, embora a vitória ficasse determinada pela maioria dos eleitores, como convém a qualquer democracia estabelecida, pouco menos da metade da população ficara do outro lado, derrotada.
O que deixa claro que não houve uma mudança de ideias, convicções, pensamentos, interesses, capaz de justificar que parcela da povo tenha agora mudado de opinião sobre o governo ou a governante. 
O que fica claro é que justamente aquela parcela da população que perdeu, que teve seus interesses não aprovados, é que não conseguiu suportar a derrota.
E, de forma autoritária, como é de sua formação, aliou-se aos interesses dos setores mais bem organizados e com maior poder econômico, financeiro e político do país, para tramar o golpe.
Situação que não dependeu de qualquer ação ou inação do grupo democraticamente eleito, já que a tentativa de derrubar o governo, o Estado de direito, a democracia brasileira ainda de curta longevidade, teve início já no dia posterior à proclamação do resultado das urnas.
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À frente o menino mimado, deslumbrado e derrotado, Aécio. Golpista de primeira hora, negando toda a trajetória de vida de seu avô (embora bem ao feitio do comportamento do partido de seu pai). A acompanhá-lo, os companheiros de partido, o PSDB, cuja atuação nunca foi capaz de esconder a imagem que vendem de serem os políticos mais preparados, mais cultos, mais adequados para dar cumprimento à missão que lhes foi incumbida por força de sua origem, tradição, quem sabe até, por vontade divina?
A dar-lhes o suporte devido e necessário, os empresários da Fiesp, que não queriam pagar o pato, especialmente por nunca terem visto com bons olhos a obrigação de pagarem impostos.
A midia, rede globo à frente e Estadão à frente, mas seguida por outros órgãos, de mesma dimensão e importância na tarefa de fazer a cabeça, manipular a população, como a Folha de São Paulo, ou de menor importância, como a Bandeirantes, e seus pobres empregadinhos, meros bonecos de ventríloquo, cuja posição dá mais pena que raiva. 
Gente como William Waack, deselegante com seus próprios colegas de trabalho, Boris Casoy, deselegante com os garis e trabalhadores de igual importância e despretígio na sociedade, ou Alexandre Garcia, para citar apenas alguns.
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Então, não há no momento em que vivemos, a justificativa de que só não mudam os que não evoluem, não reconhecem os erros, os que têm seus olhos fechados. 
Em nosso país, os que já estavam em uma posição apenas continuaram na posição, e o que mudou é tentarem impor, a qualquer custo, a sua visão a toda uma sociedade. 
Para isso, não interessa nem que estejam jogando no lixo a máxima de que Vox Populi, Vox Dei. 
Afinal, talvez pelo tipo de vida que foram capazes de atingir, consideram-se os filhos privilegiados de Deus, senão a expressão da vontade do próprio Deus.
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Coitados. São apenas golpistas chinfrins. Limitados e medíocres!


VOX POPULI

Mas, não é apenas a voz de Deus das urnas que está sob ameaça e fogo cerrado. 
Outra Vox Populi, a empresa de reconhecida projeção até internacional, na área de pesquisa eleitoral e pesquisa de mercado, com algo próximo a 30 anos de existência e experiência também está, agora, sob a mira dos invejosos e incompetentes de sempre. 
O que, confesso não me causa qualquer surpresa.
Afinal, nas últimas eleições, a empresa foi contratada e trabalhou para o partido que todos transformaram em vilão número 1 do país.
Como empresa que é, poderia ter sido contratada por qualquer das inúmeras siglas que fazem de nossas eleições curiosa sopa de letrinhas, mas foi contratada pelo partido que todos os bons cidadãos, cultos e puros, passou, democraticamente, a execrar.
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Da história da Vox Populi, e de seus dirigentes, conheço pouco, confesso. 
Mas conheço o suficiente para lembrar, nesse pitaco, que por ocasião das eleições de 1989, a empresa foi vítima de partidários do .... PT, que insatisfeitos com os resultados das pesquisas que a empresa realizava e que davam vantagem a Collor, resolveram mudar os rumos da vontade popular, quebrando a sede da Vox.
Vá lá, um dos diretores, renomado professor de Ciências Políticas era filho de um cunhado do candidato que viria a ser eleito.
E, se trago o assunto à baila, é tão somente para manifestar minha opinião que, do ponto de vista empresarial, e mesmo em outras dimensões da vida, não há como ficar dispensando clientes ou fregueses, principalmente quando as relações entre contratantes e contratados se dá por regras contratuais estabelecidas. 
Foi assim, quando a empresa foi contratada para fazer pesquisas para Collor, como foi assim que foram contratados para fazer pesquisas em outros países como na África, ou ainda em países sul-americanos e agora, para trabalhar para o PT. 
E, se a invasão protagonizada por simpatizantes petistas, há tanto tempo, era condenável, a sua transformação em objeto de investigações agora, motivada por delações sem a apresentação de provas, é de mesma natureza, condenável.
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Pior não é estar sob o crivo de investigações da Polícia Federal, situação a que toda e qualquer empresa pode estar sujeita ao longo de sua trajetória. 
Ainda agora mesmo, vimos e todos discutimos a questão dos conflitos entre a Justiça brasileira e a empresa detentora da propriedade do aplicativo Whatsapp. 
Ou seja, todas as empresas passam por situações que podem envolver o exame e análise de sua documentação. 
O que não é aceitável é o estardalhaço que se faz e se fez no caso da Vox Populi e de seus diretores, o que só se justifica pelo momento de autoritarismo e em que os fins andam, pesarosamente, justificando os meios, como aliás, Sérgio Moro, o magistrado que personaliza a nossa Justiça hoje, mostrou que é um caminho válido, em recente palestra na Câmara.
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Supor como a imprensa já supôs, julgou e condenou a empresa, sem provas e documentos, de que ela tenha participado de contratos de fachada apenas para servirem como lavanderias destinadas a esquentar dinheiro de caixa dois de empresas e de contribuições desonestas de campanhas políticas é, não apenas um absurdo, mas a demonstração cabal de que o país atravessa um período de crise moral que está muito longe de ter seu único culpado no Partido dos Trabalhadores.
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A todos que integram o corpo de auxiliares da empresa de pesquisas e a seus dirigentes, minha solidariedade, e apoio. 
Mas, que não seria cinismo revelar que, não sei porque, não me surpreende que agora a caça a bruxas tenha se voltado em sua direção não me causa surpresa, é apenas o reconhecimento de um fato: porque não me surpreende que isso esteja acontecendo???/

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Judiciário pobre e Supremo superado

Não bastasse as diversas manifestações político-partidárias, sempre evidentes no comportamento e nas falas e pronunciamentos de gilmar mendes, aquele ministro que confirma que os integrantes do Supremo não se acham ungido por Deus, mas crêem serem a manifestação inequívoca de sua presença em nosso país, assistimos recentemente a outro momento infeliz protagonizado por membro da Corte. 
Agora, infelizmente, por uma "membra", a ministra Carmem Lúcia, que foi capaz de, em poucas palavras, mostrar não apenas ter sido mal aluna, se é que frequentou mesmo os bancos escolares, como a  mulher capaz de fazer regredir em muito, as conquistas obtidas por mulheres brasileiras, como as empreendiidas pela PRESIDENTA Dilma. 
Pena que a ministra, que será a próxima ocupante da presidência da maior Corte do país, tenha, nesse momento em que se comemora dez anos de aprovação da Lei Maria da Penha, e uma renovada demonstração da importância da mulher na nossa sociedade, tenha adotado atitude tão machista. 
E digo machista para não incorrer na outra definição para tamanha deselegância da magistrada: a adoção de atitude política-partidária evidente. 
O que é uma tragédia para nossas insituições, já não bastasse, a presença de pessoas como gilmar, o supremo.
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Ninguém se ilude que, como humanos que são, embora não o admitam, os juízes têm preferências partidárias, e outras, e sabemos que não é por isso que suas opiniões e votos não devem ser acatados e cumpridos. 
Mas, é inegável que juízes da Suprema Corte deveriam evitar de se pronunciar quanto a certas situações e temas, mesmo que quando cutucados a título de uma simples brincadeira. 
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Para mostrar toda a ignorância da ministra, temos hoje a coluna de Pasquale Cipro Neto, na Folha, que vem se somar à opinião do ex-ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, e a outros nomes menos importantes, como de Machado de Assis, e vários dicionaristas que consagram a utilização do termo presidenta.
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Pena que em nosso país há pessoas que sejam é mesmo "ignorantas": a essas a gente desculpa, claro, desde que decidam aprender. 
Outras há, contudo, que são é mal-intencionadas.  Mas essas, apenas a distância pode nos trazer alguma defesa.
Bem vinda à presidência do STF, ministra. E que a senhora se limite a ser a magistrada que o país e a corte precisam e não a professora de Língua Pátria que pouco sabe do conteúdo a ser transmitido.

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Referências

Excelente a coluna de segunda feira última, de Celso Rocha de Barros, na Folha, mostrando que, felizmente, voltou a imperar em nossa sociedade, o benefício da dúvida, depois de defenestrado o PT do poder, partido que foi condenado, bem como a seus simpatizantes, sem qualquer sombra de dúvidas.
Com base apenas em delações criticáveis, principalmente pela forma em que foram obtidas. 
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Com relação a essa questão, da dúvida, que bom é saber, em relação às denúncias contra Cunha, o PSDB, Aécio, Alckmin, José Serra, o pastor e puro Magno Malta, e outros menos cotados, que as delações precisam ser mais investigadas, para que não dê margens a acusações infundadas.
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Da mesma forma é questionável a razão de, ao se referir à necessidade de uma reforma na Previdência, incluindo a definição de uma idade mínima para aposentadoria, e a de convergência de regimes entre funcionários públicos e privados, os jornais não informam que já existe ambas as soluções já foram adotadas, ao menos como preceitos legais.
Ou muito me engano ou na lei que criou a regra 85/95, esses limites de idade irão, automaticamente, se elevar até 2020, quando a idade para aposentadoria, estará próxima dos 67 anos?
E na Emenda aprovada por Lula em 2003 não foi aprovado que, para novos concursados no serviço público ao menos federal, as regras que passam a valer são equivalentes às da Previdência voltada para o setor privado?
Curioso o silêncio.
Mas nada estranho, considerado os interesses envolvidos...

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Inflação, fritura de ministro, contas públicas ainda desarranjadas, e uma panelaço surdo, incorporado ao ruído da rotina de nosso dia a dia

Enquanto o ribombar das panelas não dá tréguas aqui na proximidade de minha casa...
Como??? Não há qualquer panelaço??? Logo quando as panelas perderam completamente sua função principal, fruto da elevação de preços dos alimentos???
Afinal, a inflação volta a se elevar, atingindo os 0,52% no mês de julho, e totalizando 8,74% no período acumulado de 12 meses, puxada pelo peso dos alimentos, com destaque para o leite, de maior peso e aumento de próximo a 17% no período, e do feijão, com aumento superior a 45%, mas menor peso no cômputo geral.
Uma inflação de 8,74% para uma meta que, não podemos esquecer é de 4,5% com a tolerância de 2 pontos para mais, o que perfaz um limite superior de 6,5%.
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Mas não é só. Além da inflação, no cenário econômico vemos o dólar voltar a se desvalorizar, o que é ótima notícia para ajudar a política de combate inflacionário, mas que tem efeitos arrasadores para o setor industrial, que vinha sendo estimulado pela demanda externa e arpesentando crescimento, depois de muitos trimestres em que foi induzido a um encolhimento, justo como resultado da adoção de uma política cambial voltada justo para a valorização do real.
Claro, a mídia comemora o fato de nossa moeda mostrar-se mais valorizada, como se isso representasse de forma automática que nossa economia estaria mais forte, mais equilibrada.
Bem, em relação às contas externas, que vinham se tornando positivas, pode haver agora uma reversão, e levando a novo déficit na conta de transações.
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Só para lembrar, do ponto de vista do nível de emprego, a interrupção da recuperação do setor industrial deverá gerar mais transtornos àqueles com que já vêm se defrontando os trabalhadores do país.
Do ponto de vista fiscal, o governo de usurpação apenas fez até agora o oposto do que era considerado necessário, sob o beneplácito de todos que o apoiaram para adotar as medidas de corte de gastos em áreas sociais, de preferência.
O que significa elevação de gastos públicos que, somados à continuidade da queda de arrecadação, fruto do menor nível de atividade econômica, apenas consegue, mês a mês, repetir monotonamente os dados de déficit primário, ampliando o déficit anual e a necessidade de expansão da dívida pública.
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Como a última ata de reunião do COPOM nos alerta, enquanto a política fiscal não conseguir entregar os resultados dela esperados, e a inflação continuar apresentando resiliência à queda, a taxa de juros básica da economia não deverá sofrer alteração, mantendo-se no esdrúxulo patamar de 14,25%, uma das mais elevadas do planeta.
E, lembremos, taxas de juros elevadas apenas prolongam a queda do ritmo de atividade econômica, alimentando e agravando a recessão, além de ser responsável pela elevação de gastos com pagamento de juros da divida pública, elevando a razão dívida pública/PIB a níveis cada vez mais preocupantes.
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Tudo isso, quando um jornal como a Folha traz estampada em sua sessão Mercado de hoje, dia 11, a notícia de que o Planalto culpa a Fazenda por erro político. No caso, um erro vinculado à renegociação das dívidas dos estados e às contrapartidas exigidas pelo ministro Meirelles para aprovação da medida. Mais especificamente, a intenção de Meirelles de aproveitar a fenda já aberta na promessa de ajuste fiscal, para já assegurar que o funcionalismo público estadual torne-se um dos primeiros, se não o principal, a pagar o pato que os empresários da Fiesp se recusam a pagar.
Aliás, recusam-se a pagar o pato e qualquer imposto devido, como mostra a lista de maiores sonegadores do país...
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Talvez entorpecidos pelo alarido ensurdecedor e contínuo das panelas, já a ele nos acostumamos. Quem sabe nossos ouvidos e nosso cérebro já não estejam entorpecidos, e já não consigamos mais divisar o ruído normal da vida diuturna com o que sobe da indignação das pessoas de bem.
Afinal, as pessoas que lutavam contra a corrupção, contra o aparelhamento do Estado por um partido, contra a prática política do é dando que se recebe, contra o loteamento de cargos e a existência de porteiras fechadas nos ministérios devem estar incomodadas com o que o triste espetáculo a que estão assistindo.
Pior ainda, agora, sabendo que o espetáculo contou com a sua colaboração ingênua e tola, já que não posso entender que a grande maioria dos que desejavam a moralização no trato da coisa pública, tinham no fundo apenas um interesse: derrubar um partido que, apesar de todos os equívocos que cometeu, e até roubalheiras e outros desmandos, conseguiu ao menos colocar em prática, ainda que minimamente, um programa de recuperação do nível de renda dos menos privilegiados.
Feito que rendeu a inserção de quase uma população da França ao mercado de consumo do país.
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Antes que eu seja mal interpretado: não estou dizendo que sou favorável ao rouba mas faz. Nem que o PT tenha feito uma política não sujeita a críticas. Apenas estou dizendo que suas políticas permitiram tirar quase 46 milhões de pessoas do nível de uma vida miserável. O que não significa que tenha feito distribuição de renda como se entende por tal conceito, nem como propagam os simpatizantes petistas.
Não podemos nunca esquecer que houve um ganho e aumento da participação no bolo da renda nacional, das classes financeiramente mais poderosas, que os bancos nunca lucraram tanto, que a distribuição foi intraclasse de renda, de salários mais elevados para os mais baixos, sem distribuir de fato as rendas de propriedades, que sequer foram tocadas.
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Ora, mas houve melhora e muita gente dita de classe média sentiu-se empobrecida, pela diminuição da distância que perceberam ter ocorrido entre sua situação e a situação dos emergentes sociais.
Muitas famílias passaram a não conseguir mais manter e sustentar dois empregados ou empregadas domésticas, tendo de se contentar em ficar reduzidos a apenas um.
E, como se sabe, piorou muito o fluxo de veículos nas ruas e nas estradas, com a quantidade de pessoas que tiveram a oportunidade de comprar seu primeiro carro a prestação, como é verdade que as filas passaram a fazer parte da paisagem dos aeroportos.
Tudo isso incomoda a quem antes tinha o conforto de serem os únicos com acesso a um  mundo materialmente mais acessível.
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Antes que me esqueça, os que lutaram, repito, ingenuamente, para que pudesse ter curso o golpe contral a democracia brasileira. E que temer e seus colegas de suspeição nas delações pudessem chegar ao poder.
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Claro, a midia envolvida com os jogos olímpicos - em que o Brasil e sua política de saúde, educação,  lazer e esportes insistem em dar vexame, apesar dos esforços individuais de todos os seus atletas, que deve sempre ser reconhecido-, não dá o devido destaque a tais delações que envolvem os pedidos de recursos a empreiteiras feitas diretamente por temer, ou os 23 milhões de recursos destinados a campanha de José Serra, ou as denúncias nunca investigadas em relação a Aloísio Nunes, ou Aécio Neves, esse que já torna-se o principal nome para protagonizar aquele que deverá se tornar sucesso editorial,  "Onde está WallAécio?".
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Não seria surpresa, como não foi, que o relatório do menino de recados de Aécio fosse aprovado, o relatório do suspeito de ter sido favorecido por ser sócio de empreendimento em cujo terreno foi erguida a vergonhosa Cidade Administrativa do governo do menino do Rio e golpista Aécim, pessoa cujo brilho o pó esconde...
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Surpresa foi verficar que senadores que chegaram a ministros de Dilma mudaram de lado, depois de premiados com cargos no governo do usurpador, em manobra que tantos que bateram panelas demonizavam.
Surpresa foi descobrir a pequenez moral de um senador como cristóvam buarque que jogou na lata de lixo toda a sua trajetória pretérita, como defensor de valores que... o vento levou.
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As panelas hoje nem são batidas, nem dão lugar a alimentos, esses últimos transformados em vilões de uma inflação cuja responsabilidade Miriam Leitão, da golpista Globo, fez questão de salientar hoje cedo, é do descalabro do governo Dilma.
Se choveu e a inundação prejudicou o plantio, a culpa é de Diilma. Se na ocasião em que a produção de feijão estava germinando veio a geada no Paraná, estado maior produtor da leguminosa, e com isso houve frustração de safra, a culpa é de Dilma.
Se em outros produtos agrícolas a culpa foi do inverno de chuvas escassas, a culpa é de Dilma.
Se o povo tem de se alimentar e, infelizmente, o prato de resistência na mesa do brasileiro é o arroz com feijão, a culpa é do desgoverno Dilma.
Enfim, se como dizia a música da novela global de tempos atrás, Feijão Maravilha, cantada pelas Frenéticas, dez entre dez brasileiros preferem feijão, a culpa só pode ser da Dilma.
Porque essa é a únca forma de uma Miriam Leitão, não ter que parar de dizer amém a seus patrões, e passar a analisar o que tem sido esse governo usurpador, de um homem que não tem a menor hombridade para, investido em cargo que ele reconhece que está além de sua estatura, não respeita nem a dignidade do cargo que usurpou. Comportamento a que assistimos, patéticos, na abertura dos jogos olímpicos.
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Ah! está na Folha, e faço questão de mencionar: a boa notícia para o governo é que o seu plano de ajuste de contas públicas começou a avançar no Congresso. O que é bom, já que o vaivém desse governo mina a confiança em temer.
Entretanto, nada há a preocupar: o teste decisivo virá após o impeachment, quando o golpe terá se concluído e quem sabe, até, Cunha e suas ameaças já não venham a constituir mais qualquer ameaça.
Embora eu duvide, particularmente, que Cunha será cassado, ao menos nesse ano, antes das eleições municipais.
Pela única razão de Cunha ser uma bomba ambulante. E sua delação poderia colocar em risco o governante das mesóclises, única coisa que seu pedantismo produziu de fato, até agora.
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Nas Olimpíadas

Muito interessante a preocupação de algumas pessoas em ficar postando nas redes sociais o fato mais que sabido, de que Wu, o medalhista de prata no tiro, ser do Exército, asism como Rafaela Silva ser das Forças Armadas.
Como se isso fosse sinal de que as Forças Armadas são a instituição mais talhada para assumir a direção do país, como assumiu o apoio a esportistas.
Ora, no mínimo são pessoas de pouca memória ou pouco conhecimento, já que Pelé já jogou pelo Exército, as Olimpíadas do Exército, em plena época da ditadura militar, de 1972, mostra que não é de hoje que as Forças Armadas incentivam a prática esportiva no país, como também atividades culturais ligadas a música, etc.
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Ainda bem que, como em outros países, as forças armadas se preocupam em agir para mostrar que mente sã, decorre de corpo são. E que para um corpo são, a prática esportiva é um requisito indispensável.
Talvez a preocupação de quem  posta tais mensagens nas redes, desejando no fundo a volta dos militares à arena politica apenas revele que seus autores sejam vítimas do mal da vida moderna, o sedentarismo. Que lhes retira a capacidade de manter a saúde física e embota suas mentes. Que mostram-se cada vez mais acanhadas.
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De resto há Phelps, maior medalhista de todos os Jogos, e há os atletas que, independente de qualquer apoio, lutam para atender à máxima de que mais vale competir.

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Galo chegando, futebol, Olimpíada, e o golpe em curso. Brasil medalha de ouro em golpe contra a democracia

E aos poucos o Galo vai chegando, afastada, pelo menos por enquanto, a fixação de Marcelo com o polivalente Patric.
Confesso que ainda tenho algumas desconfianças em relação ao comportamento do time, talvez uma reação natural de um atleticano já por demais sofrido e calejado, um instrumento de defesa contra possíveis novas frustrações.
Afinal, já acompanhava, embora de longe, pela televisão por estar fora da cidade, a final do campeonato brasileiro de 1977, disputada no início de 1978, disputada entre o time do Galo e o São Paulo.
Um campeonato em que o time do Galo sobrou de tal maneira, que foi derrotado apenas na cobrança de penalties, terminando na curiosa posição de vice-campeão invicto, onze pontos à frente do adversário.
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Também trago na memória o triste espetáculo, talvez uma das maiores manchas do futebol brasileiro em todos os tempos: o jogo decisivo contra o Flamengo, no Serra Dourada, em 1981, em que José Roberto "Rato" Wright fez o serviço pesado para o time carioca, eliminando o Galo.
A vergonha em relação àquele jogo é tamanha, que nem vale a pena fazer comentários adicionais. Apenas iria revolver feridas profundas. Antigas.
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Mas, para não ficar apenas no passado, houve mais recentemente a dura disputa pelo títuluo, que não veio, contra a chamada coligação CBFlu, em 2012, em que tudo que justificava anulação de gols, punição, expulsão, etc. para o time do Atlético, não merecia o mesmo tratamento em relação aos jogadores do time da cbf.
E, citado ontem pelo Mauro Cezar, no programa Linha de Passe, da ESPN, teve também um conjunto de erros absurdos contra o time do Galo e outros favoráveis ao Corínthians.
O que levou o time paulista a disparar na frente da competição.
E, justiça seja feita, embora o Corínthias tivesse sido ajudado vergonhosamente, não há dúvida que era o time, se não melhor, mais estável ao longo da competição.
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Então, prefiro manter o pé atrás, principalmente quando a crônica toda de fora de Minas começa a destacar demais o time do Atlético, tratando-o como o adversário a ser batido.
Porque se a crõnica fala em termos futebolísticos, há pessoas mal intencionadas na cbf que encaram esse ser batido como meta a ser conquistada a qualquer custo.
E há, também a possibilidade de contusões acontecerem, como no início da disputa, e a possibilidade de alguns conflitos de egos dentro do elenco, o que se não bem administrado, poderá trazer sempre algum fragilidade para o Galão.
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Independente desse temor, o time começa a mostrar estar na direção correta, embora longe da perfeição, especialmente quando se leva em conta que o meio campo que deveria ser cascudo (afinal, qual outra justificativa poderia ser dada para a presença de Leandro Donizete?), não consegue impedir que os ataques adversários penetrem com alguma facilidade na zaga atleticana, não dando a proteção que se esperava para a dupla de área, pesada e lenta, com Léo Silva e Erazo.
Ora, se o ataque adversário é formado de jogadores leves, ágeis e velozes, bons dribladores, é sempre um sufoco na área de Victor que tem que se desdobrar para fazer os milagres que apenas vão aumentando sua fama.
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Mas, se tem dificuldades na contenção de jogadas, o que dizer da armação ou da saída de bola do time do Galo, onde Donizete não acerta nenhum passe em condições normais de jogo, e Rafael Carioca, capaz de acertar praticamente a maioria, só o faz porque não realiza a saída de bola. Ao contrário, a maior parte dos passes de Carioca é para trás, para Victor, alguns dos quais no fogo e colocando o gol do Galão em permanente risco.
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Do meio para a frente, à base do chutão, principalmente de Victor, que não é lá muito bom nesse fundamento, o time flui bem, mais ao estilo do Galo Doido, tão comentado pela crítica, e dependente na maior parte do tempo, da habilidade de seus jogadores, todos de primeiríssima grandeza.
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Quem acompamha meus pitacos sabe que sempre fui de opinião que apenas Marcos Rocha tem a qualidade de passe e a visão para tentar sair com a bola da defesa para o ataque, o que o deixa muitas vezes vendido, e sem forças e pernas para ficar voltando para fechar a lateral.
E, claro, além de Marcos Rocha, no estaleiro, também Cazares apareceu muito bem na função de armar as jogadas de frente, embora também esteja no Departamento médico.
Aliás, juntos a Dátolo, outro jogador que poderia exercer essa função.
O que é sinal de esperança e de que o Galo, com a possibilidade de contar com essas peças ainda poderá crescer de produção e, enfim, virar mesmo um time, um conjunto capaz de manter a mesma força durante os noventa minutos de jogo.
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Antes de encerrar o pitaco, apenas comentar a recuperação tão desejada por todos nós mineiros, do futebol que o América havia perdido no início do campeonato, capaz de permitir ao Coelho engrenar com dois empates, onde foi melhor que o adversário e uma vitória categórica contra o Santos.
E comentar de mais uma ajuda especial que o Corínthians teve ontem, no Pacaembu, do juizão da partida contra o Cruzeiro, ao deixar de dar um pênalte claro, ainda no início do jogo.
Aliás, o que não é novidade, em se tratando de jogos do Corínthians, mesmo nesse campeonato, já que contra o Figueirense, houve lance que se não era de penalidade máxima, era para redundar em expulsão do goleiro Cássio, assim como o lance de ontem.
Infelizmente, no entanto, mais uma vez, o Corínthians, sabe-se lá porque razões, parece ser o time a ser ajudado. Quem sabe até o título...
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Olimpíadas

Embora tenha começado o pitaco falando de futebol, não há muito o que falar de futebol  em relação às Olimpíadas.
Mesmo reconhecendo que os jogadores têm se esforçado e estão correndo, e não fazendo o corpo mole que, a julgar pelo pedido da torcida por raça pode parecer estar acontecendo.
Não é falta de raça. É falta de disposição. De esquema de jogo e alguma qualidade técnica, perdida quando cada um, de técnica apurada, decide que vai resolver tudo sozinho.
Nesse ponto, embora não desmerecendo sua importãncia e seu prestígio e qualidade superior, creio que o problema maior passa pela presença em campo de Neymar, nosso maior jogador, e sua investidura em capitão da equipe.
Por que, por mais que Pelé fosse o maior jogador do país e do mundo, foi Bellini primeiro, que tinha a função de capitão, depois foi Carlos Alberto Torres, em 70.
Ou seja, para ser capitão não precisa ser o melhor, basta ter mais autoridade e liderança. Características que, em minha opinião, em geral, o atleta que deve brilhar e deve ser irresponsável, no sentido de tentar ser o que desmonta estruturas, não pode ter.
O craque precisa de ter alegria e certa dose de irresponsabilidade, no sentido de arriscar. O líder precisa ser o jogador da regularidade e da manutenção do equilíbrio. Ou, um desequilibra, o outro é o seu oposto.
Neymar está no primeiro caso. E acho um erro que ele venha a ser escalado para ser, ao mesmo tempo, o seu contrário.
Por isso, a seleção não funciona, não encontra liga, e assistimos a espetáculos de pirraça e falta de assumir as responsabilidades como as que Neymar nos brindou ao final do jogo contra o Iraque.
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Iraque que se não foi melhor, mostrou mais conjunto e melhor estrutura que o Brasil.

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Ao contrário das meninas do futebol, das meninas do handebol, e de tantos outros atletas, como a nossa medalhista de ouro no judô, Rafaela, a quem devemos render homenagens pela superação.

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Mas, por baixo da disputa olímpica...

A grande imprensa não dá qualquer destaque às delações que envolvem, agora, temer e seu ministro das relações exteriores, José Serra.
Antes que me cobrem posicionamento, aqui uso o José Serra em maiúsculo, em respeito ao professor. Inclusive ao candidato que foi merecedor de minha simpatia, em eleição contra Lula.
Mas daqui em diante, o político do governo de usurpação será citado como devem ser citados os golpistas, corruptos e sem moral: com minúsculas.
Pois bem, serra, temer, o partido do psdb, todos estão nas listas bomba de Odebrecht, divulgadas justo no instante em que o Brasil loga ginásios para competições que, sem dúvida, merecem destaque.
E aqui o problema maior, e a razão de temer, o usurpador, desejar que a situação do impeachment de Dilma, a presidenta eleita seja decidida às pressas, em meio à realização dos jogos.
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Os jogos servem, assim, para esconder, disfarçar, tirar a atenção do golpe que, em primeiro lugar fere ao desejo do povo brasileiro e ao eleitor. Fere à democracia, o que é um crime inominável.
E os jornais, até por interesse na situação, não repercutem com a mesma intensidade as not´cias do grupo que se dispôs a jogar sua biografia na lata de lixo da história, assumindo a capa de golpistas.
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A quantos fora dos quadros políticos que apóiam essa movimentação golpista, muitos bem intencionados e apenas ingênuos, apenas devemos trazer à lembrança que foi mais ou menos essa mesma reação, da classe média que se sentia prejudicada, de intelectuais contaminados pela propaganda e pela habitual forma de a imprensa manipular a opinião pública, e finalmente e pior, das classes mais ricas e influentes, as grandes corporações, que Hitler conseguiu chegar ao poder, na Alemanha nazista.
E foi da mesma forma que camadas de nossa pequena e medíocre burguesia - aquela que continua falando mal e crticando o comunismo, o socialismo, sem nunca sequer ter lido e ter procurado pesquisar de que se tratam esses conceitos e seus movimentos - que a Alemanha tornou-se o que ela virou nas décadas de 30 e 40 do século passado.
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Os medíocres bem intencionados, pois os julgo assim, ignorantes, mas repito, bem intencionados, correm, aqui como lá, o risco de estarem alimentando um processo de retomada do que há de pior em termos de convívio social: a discriminação, a segregação, a falta de interesse em discutir respeitando as ideias contrárias, ou seja, a postura conservadora, egoística. e de classe que mostra apenas que o homem não aprendeu nada.
Razão para que Trump passe a ser não uma anedota, mas até uma opção real.

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No Senado

Tem início hoje, mais uma parte da pantomima no Senado, destinada a sepultar nossa democracia, com o pronunciamento da presidenta eleita, Dilma Roussef.
Sem sombra de dúvidas, uma das piores gestoras com que o país teve de conviver.
Ainda assim, com menos crimes e responsabilidades que as de seus algozes, se é que essas aves de rapina já conseguiram mesmo, descobrir e comprovar algum crime da presidenta eleita.
Mas, isso é o Brasil.
Lugar onde organizar deteriora, literalmente.

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Um homem de caráter e o caráter de um homem; Olimpíadas

Começamos o pitaco de hoje, comentando a decisão do prefeito Márcio Lacerda, aquele empresário de esquerda que se notabilizou por tornar-se amigo dos militares ditadores que se revezavam no poder, em todas as suas esferas, nos anos 60 e 70.
Depois de convencer o economista Paulo Brant a concorrer à Prefeitura Municipal de Belo Horizonte por seu partido, o PSB, e agir no sentido de conseguir que o nome fosse lançado e aprovado pela Convenção realizada, Márcio Lacerda roeu a corda e retirou o apoio do nome por ele mesmo indicado.
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Aliás, minto.
Lacerda não teve caráter para ir ao candidato e comunicar-lhe a decisão de abandoná-lo à própria sorte.
Como qualquer moleque, irresponsável e desprovido de qualquer respeito ou valor ético, Lacerda apenas se deu ao trabalho de mandar um assessor ao seu indicado, comunicando estar desfeita a decisão anterior.
As razões, são várias. A desculpa, entretanto é uma: a punição de Paulo Brant,  em processo administrativo instaurado pelo Banco Central contra sua pessoa quando compôs a Diretoria do Banco do Estado de Minas Gerais.
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Alegam os lacerdistas que, condenado por práticas irregulares, quando ocupou cargo de direção no banco estadual, Brant teria se tornado um candidato muito fragilizado para enfrentar, ainda mais sendo desconhecido da população e sem conseguir acordos que lhe assegurassem tempo de exposição na propaganda de tevê, candidatos do porte de João Leite, do PSDB, deputado há vários mandatos e ex-goleiro do Galo. Ou mesmo Alexandre Kalil, candidato pelo PHS, e também, boquirroto que é, muito conhecido da população belohorizontina, principalmente por sua gestão vitoriosa como presidente do Clube Atlético Mineiro.
Outros nomes, mais conhecidos, seriam o do vice atual, Délio Malheiros, já que Eros Biondini, Luiz Tibé, e mesmo o deputado pelo PT, Reginaldo Lopes, embora políticos já há algum tempo, supõe-se, não teriam condições de almejar muito nas próximas eleições. Especialmente o candidato do PT, dada a situação de antipatia e até mesmo de rancor que muitos nutrem hoje, pelo partido que um dia ousou querer ser uma estrela de esperança.
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Mas, a verdade é que, se desculpas podem ser sempre apresentadas, o que está por trás da decisão de Márcio Lacerda é de outro caráter. E talvez até passe por uma outra manobra tentada pelo prefeiito, também ela caracterizada pelo golpe baixo e traição.
Ora, já há muito tempo sabe-se que Lacerda foi indicado por uma composição esdrúxula que conseguiu reunir, no mesmo time, o senador mais citado nas delações da Lava Jato, mas menos investigado, o pokemon mineiroca, Aécio, e o governador de Minas Gerais, mais citado em manobras escusas, inclusive de financiamento de campanha, Fernando Pimentel.
Na oportunidade do malfadado acordo, Pimentel notabilizou-se por dar uma rasteira monumental em seu próprio partido, que foi levado a reboque da máquina montada em seu interior pelo então prefeito da capital mineira.
Pois bem, ali, para ficarmos aqui nas Alterosas, como antes em São Paulo, lembrando de Celso Daniel, o PT já dava demonstrações de que há muito estava dominado por interesses tão mesquinhos e escusos e pessoais quanto qualquer outro partido convencional. O que já devia servir como um sinal de como o partido perdia identidade, ideal, e exalava já o cheiro pútrido da podridão político.
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Traindo seu partido, acreditando em um acerto com Aécio para contar com seu apoio na sua sucessão, Pimentel, participou da indicação de Lacerda, para sua primeira eleição.
Depois, ao descobrir que até Aécio era capaz de lhe passar a perna, quando viu o governador indicar Anastasia, seu menino de recados, para a cadeira do governo do Estado, Pimentel afastou-se de Lacerda que, candidato à reeleição contou, mais uma vez, com o apoio de Aécio.
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Apenas a título de curiosidade, o que Pimentel parece não ter percebido é que talvez Aécio não acreditasse que ele teria as condições e características de pertencer a seu grupo, composto de pessoas de mais elevado grau de suspeição. Alguns até mais que isso....
Ou seja, Pimentel, o iludido, não tinha condições de concorrer com nomes como o de Nárcio Rodrigues, hoje preso e réu; o de Anastasia, agora indiciado por operações relativas à decisão de se construir a Cidade Administrativa; o nome de Perrela, não o dono do avião do pó, mas o pai do proprietário do aparelho de que os empregados dispunham sem qualquer cerimônia...
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Pois bem, por ocasião da reeleição, correu a notícia que Délio Malheiros, antes verde, já amadurecera. A ponto de ser indicado a vice, sob a condição de, além de seu prestígio e tempo de tevê, tornar-se, no futuro, o indicado a suceder Lacerda.
Em entrevistas recentes, confirmando sua candidatura, Malheiros até foi elegante de negar que tivesse qualquer acordo nesse sentido com o prefeito.
Mas, que é no mínimo suspeito que, agora, a trapalhada de Márcio acabe redundando na retirada do apoio a Brant  e na aposta no nome de Malheiros, do PSD, isso não há como negar.
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O que parece, então, é que Márcio Lacerda estava tentando dar o golpe e trair Malheiros e seu acordo, usando para isso um neófito, como o professor de Economia da PUC e da Federal, além de homem do mercado financeiro, como diretor de instituições como o BEMGE e o BDMG.
De Paulo Brant, apenas uma referência a sua origem, a sua família, a seu pai, o  desembargador Moacyr Brant, admirado e respeitado por todos que o conheceram; ao seu irmão, o poeta Fernando Brant, também nome respeitado no cenário cultural, político e social, como o nome de Roberto Brant.
Brant não merecia o tratamento que teve, que mostra apenas o que acontece quando uma pessoa mais bem intencionada se aproxima de uma ambiente poluído e fétido, com pessoas contra as quais devemos sempre manter os pés atrás.
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Pelo que sei, ao contrário, Lacerda tem até parentesco com o antigo e famoso golpista Carlos Lacerda, ex-governador do antigo estado da Guanabara.
Aquele que contam as más línguas, sempre foi capaz de usar informações privilegiadas, obtidas de amigos próximos, para poder conquistar vantagens, se é que a história de Lacerda com Bessinha, ou Samuel Wainer pode ser levada a sério.
Dessa forma, parece que a centelha da traição, sempre presente na história mineira, não fica muito longe do prefeito e sua forma de agir.
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Dizem agora, os analistas, que ao jogar Brant às cobras, Lacerda assegura o apoio do grupo do senador pokemón, ao seu projeto de se tornar governador do Estado. Ou senador.
Vejamos. Embora se não tomar cuidado, deverá amargar a mesma sorte de Pimentel quando fechou acordo com o senador mais carioca do país.
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Em relação a isso, só o tempo pode responder a nossa curiosidade...


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Vander Lee

Não poderia deixar de fazer menção, depois de falar de Paulo Brant e seu irmão Fernando, à perda de Vander Lee, autor de maravilhas musicais, como Esperando Aviões e tantas outras.
De espírito mais instrospectivo, mais tímido, pelo menos essa era a impressão que ele me passava, ao vê-lo apresentando-se nas teves, Vander Lee foi um poeta vibrante, e parte muito cedo.
Uma perda significativa para a cena cultural mineira.

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Olimpíadas e a festa da abertura

Magistral a festa denominada da gambiarra por seus próprios responsáveis na abertura dos Jogos Olimpícos, os primeiros realizados na América do Sul.
Com efeitos visuais espetaculares, e de muito bom gosto, uso de tecnologia de forma a valorizar a criatividade tão decantada do povo brasileiro.
O povo que, por suas penúrias, vive do jeitinho, da gambiarra. E consegue vencer e dar a volta por cima, apesar dos pesares.
Se a festa foi espetacular, especialmente pela mensagem que conseguiu passar, desde os primórdios de nossa civilização, com os índios - que, justiça seja feita, foi um momento de grande brilho, a construção da taba- até a chegada dos europeus colonizadores, o mundo da escravidão e os sofrimentos impostos a quem não tinha a mesma cor de pele, até a urbanização, e as favelas, é inegável que, mais uma vez, o jeitinho nos surpreendeu e ao mundo todo.
Porque eu nunca soube ter havido uma situação como a que assistíamos pela televisão, em que o ocupante do mais alto cargo do país, estando presente, não foi anunciado por temer ser vaiado.
Onde a dignidade do ocupante do cargo? Ou apenas caiu a ficha de que ele não é nada mais que um usurpador, mero figurante de uma peça para a qual sua contribuição, se alguma, deve apenas ser esquecida, por seu mau desempenho?
Triste país em que a festa não pode ser completa, e talvez até não muito elogiada, por servir apenas para encobrir, por sua inegável beleza, um golpe contra as instituições, a vontade da grande maioria do povo, com a presença de uma figura apagada, antipática, e pior, que reconhece a sua insignificância.
Pena que, apesar ou por tudo isso mesmo, forças de segurança tenham sido orientadas a dar menos atenção às questões de segurança, para ficarem correndo atrás e recolhendo faixas e cartazes e reprimirem - até retirarem dos recintos dos jogos - aqueles que, como a grande maioria dos democratas no país, não querem o usurpador temer no governo. Por pior que seja a alternativa da volta de Dilma.
Ao menos, mesmo sendo um engodo, Dilma foi eleita. O que não é pouco...
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Da festa, que muitos conservadores de olhos vendados, se é que já tiveram os olhos abertos em algum instante na vida, acusaram de ser uma festa de conteúdo ideológico, de esquerda, apenas por destacarem a necessidade de respeito ao meio ambiente, à conservação do planeta, em contraposição à exploração gananciosa, dos grandes negócios; a necessidade do respeito às diferenças e às pessoas diferentes, seja por sua postura religiosa, orientação sexual ou cor; pois bem, da festa, gostei muito do desfile de nossa uber model Gisele.
Embora nem ela fosse a Garota de Ipanema, nem sequer uma representante das musas que a música imortal de Tom e Vinícius cantou para todo o mundo.
Achei legal e ficou  muito bem, por sua ginga e sensualidade, e até por sua voz, a cantora Anitta, ladeada por monstros da música popular, como Caetano e Gil.
Não achei legal, embora o local ser o Rio e o Maracanã, a ênfase que Benjor deu aos versos do hino que é País Tropical, na parte que menciona o Flamengo... muito além da citação ao time, que várias músicas trazem, e que não mereceriam qualquer comentário crítico.
Mas foi espetacular a homenagem ao grande atleta ugandense, Kip Keino, agraciado com o laurel olímpico.
Como foi muito emocionante o acendimento da pira por um atleta que fez por merecer a homenagem.
Se Pelé foi e é considerado o maior atletla brasileiro de todos os tempos, ele, tanto quanto Gisele não têm nada a ver com os Jogos Olímpicos.
Pelé nunca foi a uma Olimpíada e a homenagem deveria mesmo ser a um atleta que foi medalhista do país, nas condições em Vanderlei Cordeiro de Lima conquistou a sua.
Não por outro motivo, Vanderlei ganhou a maior honraria do COI.
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Mas achei que faltou homenagear, em um show com tanta tecnologia, a Ademar Ferreira, João do Pulo, Ayrton Senna (esse também não esteve nas Olimpíadas, mas merece tanto a homenagem quanto Pelé ou Gisele), Éder Jofre, etc.
Seria espetacular se esses personagens pudessem holograficamente levar a pira, e "passar" o fogo dos jogos, à Maria Ester Bueno, ao Wladimir e ao Oscar, do basquete, à Joaquim Cruz, Guga, Hortênsia e terminar com Vandelei.
Ficou faltando apenas isso.
No mais foi show.
E antes que me esqueça, Fora temer.

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Agosto, mês do desgosto... de golpes, do golpe mais recente... só está faltando outro 7 a 1...

Embora o título da postagem faça referência à fama de agosto, considerado mês aziago, em primeiro lugar é importante destacar que os 7 x 1 do título foram em julho e sua lembrança nesse pitaco é apenas para introduzir a questão dos Jogos Olímpicos, cujo início já é hoje, com o futebol feminino, embora a abertura oficial das competições e a festa que marca o evento seja apenas na próxima sexta feira, dia 5.
Situação que, para muitos mesmo em nosso Brasil, seja inexplicável.
O que é uma tolice e não deveria provocar espanto a ninguém,  principalmente no Brasil, onde a tradição é a de inauguração de obras, sem que a obra esteja sequer concluída.
Afinal, está lá no dicionário:
"inauguração -  substantivo feminino -  cerimônia por meio da qual se entrega ao público uma nova obra.
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A bem da verdade, é preciso dizer que no caso do futebol, que muita gente boa critica estar presente aos jogos por não ser um esporte olímpico tradicional,  essa situação esdrúxula, se manifesta em todos os países. Menos mal.
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Pior é a questão mesmo da realização dos jogos, e todo o entorpecimento que esse tipo de evento provoca na população em geral, especialmente quando as emissoras de televisão propositadamente fazerm dos jogos um oba oba com a finalidade, entre outras, de desviar a atenção de todos.
E enquanto o foco todo está centrado na competição, o povo, principalmente aquele integrante das classes menos privilegiadas da sociedade, acaba sofrendo sem que o perceba, derrotas tão ou mais significativas que aquela do placar elástico da Copa do Mundo.
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Porque nunca é demais recordar que está em curso um golpe político, justamente contra a vontade popular, expressa em eleições democráticas realizadas em 2014. Eleições realizadas em dois turnos, para deixar muito clara a opção pelo candidato que obteve a maioria dos votos.
No caso uma candidata. E até para sermos justos, uma candidata que, depois de vitoriosa, jogou todas as promessas no ralo, e curvou-se, percebe-se hoje que tardiamente, aos interesses dos mais privilegiados que são aqueles que estão por trás da ruptura democrática.
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Pode-se falar o que quiser que não será nunca capaz de encobrir a realidade: seja sob a famosa acusação (a única, talvez!) do conjunto da obra, seja pela acusação falsa de pedaladas ou decretos orçamentários irregulares, o que estamos vendo é o desenrolar de um golpe perpretado pelos interesses econômicos e financeiros dominantes, e seus empregadinhos de ocasião como essa múmia que é o usurpador mor, o temer.
Muitas vezes se fala que o funcionário público número 1 e, portanto, o empregado primeiro da sociedade, é o chefe do Poder Executivo.
No caso de temer, esse anão político, ele consegue apenas me passar a impressão de ser um empregadinho, daqueles de extraídos de histórias de ficção, de baixíssima postura moral. Alguém que me ocorre agora, lembra algo de Uriah Heep, de David Copperfield.
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Pois bem, é esse usurpador que agora, pedindo ao presidente do Senado que dê agilidade ao julgamento do processo conduzido sob cartas marcadas, da presidenta Dilma Roussef, deseja aproveitar esse período de jogos para que o Senado possa aprovar a vergonhosa peça de teatro que tem Anastasia, o menino de recados de Aécio, no papel de protagonista.
Interessante, depois de seu relatório, seria se examinar quantas das acusações que ele aceitou contra Dilma, não poderiam ser alegadas contra ele no período em que ocupou o governo do Estado.
No caso dele, em alguns casos até agindo de forma mais condenável, por estar, como seu antecessor, escamoteando e falseando dados e valores que deveriam ter sido efetuados conforme preceito constitucional, e que não o foram.
Pior: em geral, com gastos que deveriam ser realizados em benefício da população mais carente.
Mas, como Maria Antonieta, melhor ficar com os brioches, e com aquela parcela da população apta a frequentar os palácios europeus.
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Mas essa é uma característica de agosto, desde 1954, quando o golpe urdido pela UDN original levou ao suicídio de Getúlio, depois de uma fantasia de atentado que até hoje, ninguém sabe exatamente sob o comando de quem, e contra que alvo.
Algo assim como o golpe que foi tentado pelos Estados Unidos, e agora todo o mundo já se deu conta disso, mercê da participação de general americano na trama, contra o governo turco.
Governo que, curiosamente, era aliado da luta conduzida pelos Estados Unidos contra o terrorismo.
Pois, passado o golpe e a reação de Erdogan, o que se assiste agora, senão seu fortalecimento a nível tal que não seria mais legítimo classificar seu governo como de não autoritário.
O que nos leva a questionar se não seria justamente essa a ideia por trás da tentativa (fracassada) do golpe: dar maior poder a esse autoritário ditador da Turquia.
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Deixemos a Turquia de lado e voltemos ao outro golpe tramado por Jânio, outro udenista, contra a ordem constituída, na tentativa teatral de fazer o povo sair às ruas e pedir que ele passasse a reinar absoluto, após o fechamento do Congresso.
Golpe que é bom sempre lembrar, teve como uma das peças mais importantes para levá-lo ao malogro, a figura e esperteza de Tancredo Neves, avô desse menino do Rio, candidato que não conseguiu até hoje se recuparer da derrota eleitoral que lhe foi imposta por Dilma em 2014, e que no fundo é apenas a cópia mal ajambrada dos udenistas autênticos e originais.
Esse menino, Aécio, embora jovem,  já completamente tomado pela ação da poeira do tempo, e sem competência nem brilho para se enfileirar ao lado de outros golpistas de nossa história.
Razão porque apenas conseguiu ficar como papagaio de pirata de temer, o que dá uma dimensão de sua pequenez no espectro político.
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Jânio tentou e não conseguiu dar o golpe e se tornar ditador. Em um dia 25 de agosto, e temer deve em um 29 de agosto, a julgar pela data combinada entre Renan e Lewandowsky, tentar consolidar o golpe.
Com apoio de todos os corruptos que sempre frequentaram os meandros do poder e agora frequentam, vários deles, as acusações da Lava Jato.
Embora a midia não lhes dê o mesmo destaque dado a alguns petistas que incomodam muito mais o poder econômico constituído, nem o juiz Moro, atue contra eles com a mesma diligência adotada contra outros políticos.
Aqui, pelo menos há uma explicação: Moro não é um juiz apenas, acha-se acima própria lei. Acha-se, talvez, a própria representação da Justiça, aquela que segura a balança e que tem uma venda.
No caso de Moro, escolhido como principal paladino por parte da camada privilegiada de nossa sociedade, e por aquela parte de gente que apenas consegue mostrar toda a mediocridade que cerca as pessoas que integram a chamada pequena burguesia (capatazes dos domínios do grande capital), não é demais lembrar sua importância. Mesmo que parcial e incompleta, está prestando um grande favor ao Brasil.
Ao menos está mostrando que há sim como punir corruptos e criminosos de terno e gravata, em nosso país.
A lamentar apenas o fato de que ele, muito ocupado em correr atrás dos que são mais representativos, acaba não tendo condições de correr atrás e punir a todos.
O que permite que ele deixe de perseguir aos que frequentam seus círculos de amizade.
A esse respeito, apenas uma lembrança, de um ditado: diga-me com quem andas... e dir-te-ei ...
A mesóclise, completamente desnecessária, é apenas para homenagear o usurpador.
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O interessante é que sabe-se ou pode-se esperar uma sonora vaia para temer, embora não chegarão a chamá-lo pelos nomes que a mulher presidenta Dilma recebeu na abertura da Copa, em 2014.
Filho da p... ele não será chamado, já que a educação melhorou muito em nosso país, da Copa para cá.
Muito influenciado pelas medidas de temer a favor da educação, com destaque para aquela medida que teve ampla repercussão na grande imprensa: ele buscando seu filho, Michelzinho, na escola.
Mas, vem sendo organizado pelas redes sociais, por pessoas que representam os chamados Bart Simpsons de nossa sociedade, aqueles que assistem e acreditam e são dominados pela Globo, os Bonners  e seus noticiários um movimento que visa colocar todos os presentes saudando o nome de Moro.
O que seria cômico não fosse tão trágico.
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E no meio dessa gente tem sempre aqueles que, como seu ídolo e tentando fazer justiça com as próprias mãos, aplaudem as agressões a uma mulher, atriz, apenas por ser de opinião contrária, como foi o caso de Letícia Sabatella. Embora aqui se entenda o espírito machista por trás das agressões verbais, já que a artista embora bela não seja considerada nem recatada, nem do lar...
Ou que aplaudem agressões a um ex-senador, já septuagenário, e político que nunca teve qualquer acusação, exceto elogio a sua postura, como Eduardo Suplicy.
Ou aplaudem as opiniões de outro ídolo, Bolsonaro, o gentleman que prega que mulher bonita pode ser objeto de estuupro, já que a deputada sua colega não merecia tal destino, por ser feia.
Ou aplaudem bossais e ignorantes como Danilo Gentili, Roger e toda sua reconhecida e autoproclamada inutilidade, ou o nosso conselheiro educacional: Frota.
Pessoas que são tão pobres de mentalidade e espírito que até dói ouvi-las e a seus pronunciamentos e postagens em redes sociais.
Mas que respeitamos democraticamente, reconhecendo seu direito de quererem expor sua completa e total ignorância e insensatez.
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Pessoas às quais, para minha surpresa embora cada vez mais compreensível, vem se juntar aquele a quem eu nutria ainda alguma simpatia, como o senador Cristóvam Buarque, cada vez mais decrépito e traindo ideais que o fizeram chegar à posição que conseguiu alçar.
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Felizmente, ao contrário, há pessoas da estatura e da capacidade de pensar o país e nossa realidade, como Vladimir Safatle cuja última coluna publicada na sexta feira dia 29 de julho, na Folha, é para ser guardada e lida por todos que queiram entender a quem serve e qual o objetivo do  Estado mínimo enxuto e com as contas equilibradas.
Ou porque Lula recorrer a órgãos internacionais em defesa de direitos que julga estar sendo feridos deve ser motivo de completa condenação, mas banqueiros e outros grandes empresários e os políticos que são seus subordinados podem recorrer sempre a instâncias como o CARF, usando, para tanto, de todos os meios e dinheiros que tiverem a sua disposição.
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Encerro esse pitaco por aqui, confesso que com medo de que no que conta para valer, nossa sociedade, já estejamos perdendo por placar mais dilatado que o da derrota contra a Alemanha. E ainda não passamos dos primeiros quinze minutos do primeiro tempo.