terça-feira, 9 de agosto de 2016

Galo chegando, futebol, Olimpíada, e o golpe em curso. Brasil medalha de ouro em golpe contra a democracia

E aos poucos o Galo vai chegando, afastada, pelo menos por enquanto, a fixação de Marcelo com o polivalente Patric.
Confesso que ainda tenho algumas desconfianças em relação ao comportamento do time, talvez uma reação natural de um atleticano já por demais sofrido e calejado, um instrumento de defesa contra possíveis novas frustrações.
Afinal, já acompanhava, embora de longe, pela televisão por estar fora da cidade, a final do campeonato brasileiro de 1977, disputada no início de 1978, disputada entre o time do Galo e o São Paulo.
Um campeonato em que o time do Galo sobrou de tal maneira, que foi derrotado apenas na cobrança de penalties, terminando na curiosa posição de vice-campeão invicto, onze pontos à frente do adversário.
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Também trago na memória o triste espetáculo, talvez uma das maiores manchas do futebol brasileiro em todos os tempos: o jogo decisivo contra o Flamengo, no Serra Dourada, em 1981, em que José Roberto "Rato" Wright fez o serviço pesado para o time carioca, eliminando o Galo.
A vergonha em relação àquele jogo é tamanha, que nem vale a pena fazer comentários adicionais. Apenas iria revolver feridas profundas. Antigas.
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Mas, para não ficar apenas no passado, houve mais recentemente a dura disputa pelo títuluo, que não veio, contra a chamada coligação CBFlu, em 2012, em que tudo que justificava anulação de gols, punição, expulsão, etc. para o time do Atlético, não merecia o mesmo tratamento em relação aos jogadores do time da cbf.
E, citado ontem pelo Mauro Cezar, no programa Linha de Passe, da ESPN, teve também um conjunto de erros absurdos contra o time do Galo e outros favoráveis ao Corínthians.
O que levou o time paulista a disparar na frente da competição.
E, justiça seja feita, embora o Corínthias tivesse sido ajudado vergonhosamente, não há dúvida que era o time, se não melhor, mais estável ao longo da competição.
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Então, prefiro manter o pé atrás, principalmente quando a crônica toda de fora de Minas começa a destacar demais o time do Atlético, tratando-o como o adversário a ser batido.
Porque se a crõnica fala em termos futebolísticos, há pessoas mal intencionadas na cbf que encaram esse ser batido como meta a ser conquistada a qualquer custo.
E há, também a possibilidade de contusões acontecerem, como no início da disputa, e a possibilidade de alguns conflitos de egos dentro do elenco, o que se não bem administrado, poderá trazer sempre algum fragilidade para o Galão.
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Independente desse temor, o time começa a mostrar estar na direção correta, embora longe da perfeição, especialmente quando se leva em conta que o meio campo que deveria ser cascudo (afinal, qual outra justificativa poderia ser dada para a presença de Leandro Donizete?), não consegue impedir que os ataques adversários penetrem com alguma facilidade na zaga atleticana, não dando a proteção que se esperava para a dupla de área, pesada e lenta, com Léo Silva e Erazo.
Ora, se o ataque adversário é formado de jogadores leves, ágeis e velozes, bons dribladores, é sempre um sufoco na área de Victor que tem que se desdobrar para fazer os milagres que apenas vão aumentando sua fama.
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Mas, se tem dificuldades na contenção de jogadas, o que dizer da armação ou da saída de bola do time do Galo, onde Donizete não acerta nenhum passe em condições normais de jogo, e Rafael Carioca, capaz de acertar praticamente a maioria, só o faz porque não realiza a saída de bola. Ao contrário, a maior parte dos passes de Carioca é para trás, para Victor, alguns dos quais no fogo e colocando o gol do Galão em permanente risco.
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Do meio para a frente, à base do chutão, principalmente de Victor, que não é lá muito bom nesse fundamento, o time flui bem, mais ao estilo do Galo Doido, tão comentado pela crítica, e dependente na maior parte do tempo, da habilidade de seus jogadores, todos de primeiríssima grandeza.
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Quem acompamha meus pitacos sabe que sempre fui de opinião que apenas Marcos Rocha tem a qualidade de passe e a visão para tentar sair com a bola da defesa para o ataque, o que o deixa muitas vezes vendido, e sem forças e pernas para ficar voltando para fechar a lateral.
E, claro, além de Marcos Rocha, no estaleiro, também Cazares apareceu muito bem na função de armar as jogadas de frente, embora também esteja no Departamento médico.
Aliás, juntos a Dátolo, outro jogador que poderia exercer essa função.
O que é sinal de esperança e de que o Galo, com a possibilidade de contar com essas peças ainda poderá crescer de produção e, enfim, virar mesmo um time, um conjunto capaz de manter a mesma força durante os noventa minutos de jogo.
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Antes de encerrar o pitaco, apenas comentar a recuperação tão desejada por todos nós mineiros, do futebol que o América havia perdido no início do campeonato, capaz de permitir ao Coelho engrenar com dois empates, onde foi melhor que o adversário e uma vitória categórica contra o Santos.
E comentar de mais uma ajuda especial que o Corínthians teve ontem, no Pacaembu, do juizão da partida contra o Cruzeiro, ao deixar de dar um pênalte claro, ainda no início do jogo.
Aliás, o que não é novidade, em se tratando de jogos do Corínthians, mesmo nesse campeonato, já que contra o Figueirense, houve lance que se não era de penalidade máxima, era para redundar em expulsão do goleiro Cássio, assim como o lance de ontem.
Infelizmente, no entanto, mais uma vez, o Corínthians, sabe-se lá porque razões, parece ser o time a ser ajudado. Quem sabe até o título...
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Olimpíadas

Embora tenha começado o pitaco falando de futebol, não há muito o que falar de futebol  em relação às Olimpíadas.
Mesmo reconhecendo que os jogadores têm se esforçado e estão correndo, e não fazendo o corpo mole que, a julgar pelo pedido da torcida por raça pode parecer estar acontecendo.
Não é falta de raça. É falta de disposição. De esquema de jogo e alguma qualidade técnica, perdida quando cada um, de técnica apurada, decide que vai resolver tudo sozinho.
Nesse ponto, embora não desmerecendo sua importãncia e seu prestígio e qualidade superior, creio que o problema maior passa pela presença em campo de Neymar, nosso maior jogador, e sua investidura em capitão da equipe.
Por que, por mais que Pelé fosse o maior jogador do país e do mundo, foi Bellini primeiro, que tinha a função de capitão, depois foi Carlos Alberto Torres, em 70.
Ou seja, para ser capitão não precisa ser o melhor, basta ter mais autoridade e liderança. Características que, em minha opinião, em geral, o atleta que deve brilhar e deve ser irresponsável, no sentido de tentar ser o que desmonta estruturas, não pode ter.
O craque precisa de ter alegria e certa dose de irresponsabilidade, no sentido de arriscar. O líder precisa ser o jogador da regularidade e da manutenção do equilíbrio. Ou, um desequilibra, o outro é o seu oposto.
Neymar está no primeiro caso. E acho um erro que ele venha a ser escalado para ser, ao mesmo tempo, o seu contrário.
Por isso, a seleção não funciona, não encontra liga, e assistimos a espetáculos de pirraça e falta de assumir as responsabilidades como as que Neymar nos brindou ao final do jogo contra o Iraque.
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Iraque que se não foi melhor, mostrou mais conjunto e melhor estrutura que o Brasil.

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Ao contrário das meninas do futebol, das meninas do handebol, e de tantos outros atletas, como a nossa medalhista de ouro no judô, Rafaela, a quem devemos render homenagens pela superação.

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Mas, por baixo da disputa olímpica...

A grande imprensa não dá qualquer destaque às delações que envolvem, agora, temer e seu ministro das relações exteriores, José Serra.
Antes que me cobrem posicionamento, aqui uso o José Serra em maiúsculo, em respeito ao professor. Inclusive ao candidato que foi merecedor de minha simpatia, em eleição contra Lula.
Mas daqui em diante, o político do governo de usurpação será citado como devem ser citados os golpistas, corruptos e sem moral: com minúsculas.
Pois bem, serra, temer, o partido do psdb, todos estão nas listas bomba de Odebrecht, divulgadas justo no instante em que o Brasil loga ginásios para competições que, sem dúvida, merecem destaque.
E aqui o problema maior, e a razão de temer, o usurpador, desejar que a situação do impeachment de Dilma, a presidenta eleita seja decidida às pressas, em meio à realização dos jogos.
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Os jogos servem, assim, para esconder, disfarçar, tirar a atenção do golpe que, em primeiro lugar fere ao desejo do povo brasileiro e ao eleitor. Fere à democracia, o que é um crime inominável.
E os jornais, até por interesse na situação, não repercutem com a mesma intensidade as not´cias do grupo que se dispôs a jogar sua biografia na lata de lixo da história, assumindo a capa de golpistas.
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A quantos fora dos quadros políticos que apóiam essa movimentação golpista, muitos bem intencionados e apenas ingênuos, apenas devemos trazer à lembrança que foi mais ou menos essa mesma reação, da classe média que se sentia prejudicada, de intelectuais contaminados pela propaganda e pela habitual forma de a imprensa manipular a opinião pública, e finalmente e pior, das classes mais ricas e influentes, as grandes corporações, que Hitler conseguiu chegar ao poder, na Alemanha nazista.
E foi da mesma forma que camadas de nossa pequena e medíocre burguesia - aquela que continua falando mal e crticando o comunismo, o socialismo, sem nunca sequer ter lido e ter procurado pesquisar de que se tratam esses conceitos e seus movimentos - que a Alemanha tornou-se o que ela virou nas décadas de 30 e 40 do século passado.
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Os medíocres bem intencionados, pois os julgo assim, ignorantes, mas repito, bem intencionados, correm, aqui como lá, o risco de estarem alimentando um processo de retomada do que há de pior em termos de convívio social: a discriminação, a segregação, a falta de interesse em discutir respeitando as ideias contrárias, ou seja, a postura conservadora, egoística. e de classe que mostra apenas que o homem não aprendeu nada.
Razão para que Trump passe a ser não uma anedota, mas até uma opção real.

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No Senado

Tem início hoje, mais uma parte da pantomima no Senado, destinada a sepultar nossa democracia, com o pronunciamento da presidenta eleita, Dilma Roussef.
Sem sombra de dúvidas, uma das piores gestoras com que o país teve de conviver.
Ainda assim, com menos crimes e responsabilidades que as de seus algozes, se é que essas aves de rapina já conseguiram mesmo, descobrir e comprovar algum crime da presidenta eleita.
Mas, isso é o Brasil.
Lugar onde organizar deteriora, literalmente.

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Um homem de caráter e o caráter de um homem; Olimpíadas

Começamos o pitaco de hoje, comentando a decisão do prefeito Márcio Lacerda, aquele empresário de esquerda que se notabilizou por tornar-se amigo dos militares ditadores que se revezavam no poder, em todas as suas esferas, nos anos 60 e 70.
Depois de convencer o economista Paulo Brant a concorrer à Prefeitura Municipal de Belo Horizonte por seu partido, o PSB, e agir no sentido de conseguir que o nome fosse lançado e aprovado pela Convenção realizada, Márcio Lacerda roeu a corda e retirou o apoio do nome por ele mesmo indicado.
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Aliás, minto.
Lacerda não teve caráter para ir ao candidato e comunicar-lhe a decisão de abandoná-lo à própria sorte.
Como qualquer moleque, irresponsável e desprovido de qualquer respeito ou valor ético, Lacerda apenas se deu ao trabalho de mandar um assessor ao seu indicado, comunicando estar desfeita a decisão anterior.
As razões, são várias. A desculpa, entretanto é uma: a punição de Paulo Brant,  em processo administrativo instaurado pelo Banco Central contra sua pessoa quando compôs a Diretoria do Banco do Estado de Minas Gerais.
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Alegam os lacerdistas que, condenado por práticas irregulares, quando ocupou cargo de direção no banco estadual, Brant teria se tornado um candidato muito fragilizado para enfrentar, ainda mais sendo desconhecido da população e sem conseguir acordos que lhe assegurassem tempo de exposição na propaganda de tevê, candidatos do porte de João Leite, do PSDB, deputado há vários mandatos e ex-goleiro do Galo. Ou mesmo Alexandre Kalil, candidato pelo PHS, e também, boquirroto que é, muito conhecido da população belohorizontina, principalmente por sua gestão vitoriosa como presidente do Clube Atlético Mineiro.
Outros nomes, mais conhecidos, seriam o do vice atual, Délio Malheiros, já que Eros Biondini, Luiz Tibé, e mesmo o deputado pelo PT, Reginaldo Lopes, embora políticos já há algum tempo, supõe-se, não teriam condições de almejar muito nas próximas eleições. Especialmente o candidato do PT, dada a situação de antipatia e até mesmo de rancor que muitos nutrem hoje, pelo partido que um dia ousou querer ser uma estrela de esperança.
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Mas, a verdade é que, se desculpas podem ser sempre apresentadas, o que está por trás da decisão de Márcio Lacerda é de outro caráter. E talvez até passe por uma outra manobra tentada pelo prefeiito, também ela caracterizada pelo golpe baixo e traição.
Ora, já há muito tempo sabe-se que Lacerda foi indicado por uma composição esdrúxula que conseguiu reunir, no mesmo time, o senador mais citado nas delações da Lava Jato, mas menos investigado, o pokemon mineiroca, Aécio, e o governador de Minas Gerais, mais citado em manobras escusas, inclusive de financiamento de campanha, Fernando Pimentel.
Na oportunidade do malfadado acordo, Pimentel notabilizou-se por dar uma rasteira monumental em seu próprio partido, que foi levado a reboque da máquina montada em seu interior pelo então prefeito da capital mineira.
Pois bem, ali, para ficarmos aqui nas Alterosas, como antes em São Paulo, lembrando de Celso Daniel, o PT já dava demonstrações de que há muito estava dominado por interesses tão mesquinhos e escusos e pessoais quanto qualquer outro partido convencional. O que já devia servir como um sinal de como o partido perdia identidade, ideal, e exalava já o cheiro pútrido da podridão político.
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Traindo seu partido, acreditando em um acerto com Aécio para contar com seu apoio na sua sucessão, Pimentel, participou da indicação de Lacerda, para sua primeira eleição.
Depois, ao descobrir que até Aécio era capaz de lhe passar a perna, quando viu o governador indicar Anastasia, seu menino de recados, para a cadeira do governo do Estado, Pimentel afastou-se de Lacerda que, candidato à reeleição contou, mais uma vez, com o apoio de Aécio.
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Apenas a título de curiosidade, o que Pimentel parece não ter percebido é que talvez Aécio não acreditasse que ele teria as condições e características de pertencer a seu grupo, composto de pessoas de mais elevado grau de suspeição. Alguns até mais que isso....
Ou seja, Pimentel, o iludido, não tinha condições de concorrer com nomes como o de Nárcio Rodrigues, hoje preso e réu; o de Anastasia, agora indiciado por operações relativas à decisão de se construir a Cidade Administrativa; o nome de Perrela, não o dono do avião do pó, mas o pai do proprietário do aparelho de que os empregados dispunham sem qualquer cerimônia...
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Pois bem, por ocasião da reeleição, correu a notícia que Délio Malheiros, antes verde, já amadurecera. A ponto de ser indicado a vice, sob a condição de, além de seu prestígio e tempo de tevê, tornar-se, no futuro, o indicado a suceder Lacerda.
Em entrevistas recentes, confirmando sua candidatura, Malheiros até foi elegante de negar que tivesse qualquer acordo nesse sentido com o prefeito.
Mas, que é no mínimo suspeito que, agora, a trapalhada de Márcio acabe redundando na retirada do apoio a Brant  e na aposta no nome de Malheiros, do PSD, isso não há como negar.
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O que parece, então, é que Márcio Lacerda estava tentando dar o golpe e trair Malheiros e seu acordo, usando para isso um neófito, como o professor de Economia da PUC e da Federal, além de homem do mercado financeiro, como diretor de instituições como o BEMGE e o BDMG.
De Paulo Brant, apenas uma referência a sua origem, a sua família, a seu pai, o  desembargador Moacyr Brant, admirado e respeitado por todos que o conheceram; ao seu irmão, o poeta Fernando Brant, também nome respeitado no cenário cultural, político e social, como o nome de Roberto Brant.
Brant não merecia o tratamento que teve, que mostra apenas o que acontece quando uma pessoa mais bem intencionada se aproxima de uma ambiente poluído e fétido, com pessoas contra as quais devemos sempre manter os pés atrás.
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Pelo que sei, ao contrário, Lacerda tem até parentesco com o antigo e famoso golpista Carlos Lacerda, ex-governador do antigo estado da Guanabara.
Aquele que contam as más línguas, sempre foi capaz de usar informações privilegiadas, obtidas de amigos próximos, para poder conquistar vantagens, se é que a história de Lacerda com Bessinha, ou Samuel Wainer pode ser levada a sério.
Dessa forma, parece que a centelha da traição, sempre presente na história mineira, não fica muito longe do prefeito e sua forma de agir.
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Dizem agora, os analistas, que ao jogar Brant às cobras, Lacerda assegura o apoio do grupo do senador pokemón, ao seu projeto de se tornar governador do Estado. Ou senador.
Vejamos. Embora se não tomar cuidado, deverá amargar a mesma sorte de Pimentel quando fechou acordo com o senador mais carioca do país.
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Em relação a isso, só o tempo pode responder a nossa curiosidade...


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Vander Lee

Não poderia deixar de fazer menção, depois de falar de Paulo Brant e seu irmão Fernando, à perda de Vander Lee, autor de maravilhas musicais, como Esperando Aviões e tantas outras.
De espírito mais instrospectivo, mais tímido, pelo menos essa era a impressão que ele me passava, ao vê-lo apresentando-se nas teves, Vander Lee foi um poeta vibrante, e parte muito cedo.
Uma perda significativa para a cena cultural mineira.

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Olimpíadas e a festa da abertura

Magistral a festa denominada da gambiarra por seus próprios responsáveis na abertura dos Jogos Olimpícos, os primeiros realizados na América do Sul.
Com efeitos visuais espetaculares, e de muito bom gosto, uso de tecnologia de forma a valorizar a criatividade tão decantada do povo brasileiro.
O povo que, por suas penúrias, vive do jeitinho, da gambiarra. E consegue vencer e dar a volta por cima, apesar dos pesares.
Se a festa foi espetacular, especialmente pela mensagem que conseguiu passar, desde os primórdios de nossa civilização, com os índios - que, justiça seja feita, foi um momento de grande brilho, a construção da taba- até a chegada dos europeus colonizadores, o mundo da escravidão e os sofrimentos impostos a quem não tinha a mesma cor de pele, até a urbanização, e as favelas, é inegável que, mais uma vez, o jeitinho nos surpreendeu e ao mundo todo.
Porque eu nunca soube ter havido uma situação como a que assistíamos pela televisão, em que o ocupante do mais alto cargo do país, estando presente, não foi anunciado por temer ser vaiado.
Onde a dignidade do ocupante do cargo? Ou apenas caiu a ficha de que ele não é nada mais que um usurpador, mero figurante de uma peça para a qual sua contribuição, se alguma, deve apenas ser esquecida, por seu mau desempenho?
Triste país em que a festa não pode ser completa, e talvez até não muito elogiada, por servir apenas para encobrir, por sua inegável beleza, um golpe contra as instituições, a vontade da grande maioria do povo, com a presença de uma figura apagada, antipática, e pior, que reconhece a sua insignificância.
Pena que, apesar ou por tudo isso mesmo, forças de segurança tenham sido orientadas a dar menos atenção às questões de segurança, para ficarem correndo atrás e recolhendo faixas e cartazes e reprimirem - até retirarem dos recintos dos jogos - aqueles que, como a grande maioria dos democratas no país, não querem o usurpador temer no governo. Por pior que seja a alternativa da volta de Dilma.
Ao menos, mesmo sendo um engodo, Dilma foi eleita. O que não é pouco...
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Da festa, que muitos conservadores de olhos vendados, se é que já tiveram os olhos abertos em algum instante na vida, acusaram de ser uma festa de conteúdo ideológico, de esquerda, apenas por destacarem a necessidade de respeito ao meio ambiente, à conservação do planeta, em contraposição à exploração gananciosa, dos grandes negócios; a necessidade do respeito às diferenças e às pessoas diferentes, seja por sua postura religiosa, orientação sexual ou cor; pois bem, da festa, gostei muito do desfile de nossa uber model Gisele.
Embora nem ela fosse a Garota de Ipanema, nem sequer uma representante das musas que a música imortal de Tom e Vinícius cantou para todo o mundo.
Achei legal e ficou  muito bem, por sua ginga e sensualidade, e até por sua voz, a cantora Anitta, ladeada por monstros da música popular, como Caetano e Gil.
Não achei legal, embora o local ser o Rio e o Maracanã, a ênfase que Benjor deu aos versos do hino que é País Tropical, na parte que menciona o Flamengo... muito além da citação ao time, que várias músicas trazem, e que não mereceriam qualquer comentário crítico.
Mas foi espetacular a homenagem ao grande atleta ugandense, Kip Keino, agraciado com o laurel olímpico.
Como foi muito emocionante o acendimento da pira por um atleta que fez por merecer a homenagem.
Se Pelé foi e é considerado o maior atletla brasileiro de todos os tempos, ele, tanto quanto Gisele não têm nada a ver com os Jogos Olímpicos.
Pelé nunca foi a uma Olimpíada e a homenagem deveria mesmo ser a um atleta que foi medalhista do país, nas condições em Vanderlei Cordeiro de Lima conquistou a sua.
Não por outro motivo, Vanderlei ganhou a maior honraria do COI.
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Mas achei que faltou homenagear, em um show com tanta tecnologia, a Ademar Ferreira, João do Pulo, Ayrton Senna (esse também não esteve nas Olimpíadas, mas merece tanto a homenagem quanto Pelé ou Gisele), Éder Jofre, etc.
Seria espetacular se esses personagens pudessem holograficamente levar a pira, e "passar" o fogo dos jogos, à Maria Ester Bueno, ao Wladimir e ao Oscar, do basquete, à Joaquim Cruz, Guga, Hortênsia e terminar com Vandelei.
Ficou faltando apenas isso.
No mais foi show.
E antes que me esqueça, Fora temer.

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Agosto, mês do desgosto... de golpes, do golpe mais recente... só está faltando outro 7 a 1...

Embora o título da postagem faça referência à fama de agosto, considerado mês aziago, em primeiro lugar é importante destacar que os 7 x 1 do título foram em julho e sua lembrança nesse pitaco é apenas para introduzir a questão dos Jogos Olímpicos, cujo início já é hoje, com o futebol feminino, embora a abertura oficial das competições e a festa que marca o evento seja apenas na próxima sexta feira, dia 5.
Situação que, para muitos mesmo em nosso Brasil, seja inexplicável.
O que é uma tolice e não deveria provocar espanto a ninguém,  principalmente no Brasil, onde a tradição é a de inauguração de obras, sem que a obra esteja sequer concluída.
Afinal, está lá no dicionário:
"inauguração -  substantivo feminino -  cerimônia por meio da qual se entrega ao público uma nova obra.
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A bem da verdade, é preciso dizer que no caso do futebol, que muita gente boa critica estar presente aos jogos por não ser um esporte olímpico tradicional,  essa situação esdrúxula, se manifesta em todos os países. Menos mal.
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Pior é a questão mesmo da realização dos jogos, e todo o entorpecimento que esse tipo de evento provoca na população em geral, especialmente quando as emissoras de televisão propositadamente fazerm dos jogos um oba oba com a finalidade, entre outras, de desviar a atenção de todos.
E enquanto o foco todo está centrado na competição, o povo, principalmente aquele integrante das classes menos privilegiadas da sociedade, acaba sofrendo sem que o perceba, derrotas tão ou mais significativas que aquela do placar elástico da Copa do Mundo.
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Porque nunca é demais recordar que está em curso um golpe político, justamente contra a vontade popular, expressa em eleições democráticas realizadas em 2014. Eleições realizadas em dois turnos, para deixar muito clara a opção pelo candidato que obteve a maioria dos votos.
No caso uma candidata. E até para sermos justos, uma candidata que, depois de vitoriosa, jogou todas as promessas no ralo, e curvou-se, percebe-se hoje que tardiamente, aos interesses dos mais privilegiados que são aqueles que estão por trás da ruptura democrática.
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Pode-se falar o que quiser que não será nunca capaz de encobrir a realidade: seja sob a famosa acusação (a única, talvez!) do conjunto da obra, seja pela acusação falsa de pedaladas ou decretos orçamentários irregulares, o que estamos vendo é o desenrolar de um golpe perpretado pelos interesses econômicos e financeiros dominantes, e seus empregadinhos de ocasião como essa múmia que é o usurpador mor, o temer.
Muitas vezes se fala que o funcionário público número 1 e, portanto, o empregado primeiro da sociedade, é o chefe do Poder Executivo.
No caso de temer, esse anão político, ele consegue apenas me passar a impressão de ser um empregadinho, daqueles de extraídos de histórias de ficção, de baixíssima postura moral. Alguém que me ocorre agora, lembra algo de Uriah Heep, de David Copperfield.
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Pois bem, é esse usurpador que agora, pedindo ao presidente do Senado que dê agilidade ao julgamento do processo conduzido sob cartas marcadas, da presidenta Dilma Roussef, deseja aproveitar esse período de jogos para que o Senado possa aprovar a vergonhosa peça de teatro que tem Anastasia, o menino de recados de Aécio, no papel de protagonista.
Interessante, depois de seu relatório, seria se examinar quantas das acusações que ele aceitou contra Dilma, não poderiam ser alegadas contra ele no período em que ocupou o governo do Estado.
No caso dele, em alguns casos até agindo de forma mais condenável, por estar, como seu antecessor, escamoteando e falseando dados e valores que deveriam ter sido efetuados conforme preceito constitucional, e que não o foram.
Pior: em geral, com gastos que deveriam ser realizados em benefício da população mais carente.
Mas, como Maria Antonieta, melhor ficar com os brioches, e com aquela parcela da população apta a frequentar os palácios europeus.
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Mas essa é uma característica de agosto, desde 1954, quando o golpe urdido pela UDN original levou ao suicídio de Getúlio, depois de uma fantasia de atentado que até hoje, ninguém sabe exatamente sob o comando de quem, e contra que alvo.
Algo assim como o golpe que foi tentado pelos Estados Unidos, e agora todo o mundo já se deu conta disso, mercê da participação de general americano na trama, contra o governo turco.
Governo que, curiosamente, era aliado da luta conduzida pelos Estados Unidos contra o terrorismo.
Pois, passado o golpe e a reação de Erdogan, o que se assiste agora, senão seu fortalecimento a nível tal que não seria mais legítimo classificar seu governo como de não autoritário.
O que nos leva a questionar se não seria justamente essa a ideia por trás da tentativa (fracassada) do golpe: dar maior poder a esse autoritário ditador da Turquia.
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Deixemos a Turquia de lado e voltemos ao outro golpe tramado por Jânio, outro udenista, contra a ordem constituída, na tentativa teatral de fazer o povo sair às ruas e pedir que ele passasse a reinar absoluto, após o fechamento do Congresso.
Golpe que é bom sempre lembrar, teve como uma das peças mais importantes para levá-lo ao malogro, a figura e esperteza de Tancredo Neves, avô desse menino do Rio, candidato que não conseguiu até hoje se recuparer da derrota eleitoral que lhe foi imposta por Dilma em 2014, e que no fundo é apenas a cópia mal ajambrada dos udenistas autênticos e originais.
Esse menino, Aécio, embora jovem,  já completamente tomado pela ação da poeira do tempo, e sem competência nem brilho para se enfileirar ao lado de outros golpistas de nossa história.
Razão porque apenas conseguiu ficar como papagaio de pirata de temer, o que dá uma dimensão de sua pequenez no espectro político.
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Jânio tentou e não conseguiu dar o golpe e se tornar ditador. Em um dia 25 de agosto, e temer deve em um 29 de agosto, a julgar pela data combinada entre Renan e Lewandowsky, tentar consolidar o golpe.
Com apoio de todos os corruptos que sempre frequentaram os meandros do poder e agora frequentam, vários deles, as acusações da Lava Jato.
Embora a midia não lhes dê o mesmo destaque dado a alguns petistas que incomodam muito mais o poder econômico constituído, nem o juiz Moro, atue contra eles com a mesma diligência adotada contra outros políticos.
Aqui, pelo menos há uma explicação: Moro não é um juiz apenas, acha-se acima própria lei. Acha-se, talvez, a própria representação da Justiça, aquela que segura a balança e que tem uma venda.
No caso de Moro, escolhido como principal paladino por parte da camada privilegiada de nossa sociedade, e por aquela parte de gente que apenas consegue mostrar toda a mediocridade que cerca as pessoas que integram a chamada pequena burguesia (capatazes dos domínios do grande capital), não é demais lembrar sua importância. Mesmo que parcial e incompleta, está prestando um grande favor ao Brasil.
Ao menos está mostrando que há sim como punir corruptos e criminosos de terno e gravata, em nosso país.
A lamentar apenas o fato de que ele, muito ocupado em correr atrás dos que são mais representativos, acaba não tendo condições de correr atrás e punir a todos.
O que permite que ele deixe de perseguir aos que frequentam seus círculos de amizade.
A esse respeito, apenas uma lembrança, de um ditado: diga-me com quem andas... e dir-te-ei ...
A mesóclise, completamente desnecessária, é apenas para homenagear o usurpador.
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O interessante é que sabe-se ou pode-se esperar uma sonora vaia para temer, embora não chegarão a chamá-lo pelos nomes que a mulher presidenta Dilma recebeu na abertura da Copa, em 2014.
Filho da p... ele não será chamado, já que a educação melhorou muito em nosso país, da Copa para cá.
Muito influenciado pelas medidas de temer a favor da educação, com destaque para aquela medida que teve ampla repercussão na grande imprensa: ele buscando seu filho, Michelzinho, na escola.
Mas, vem sendo organizado pelas redes sociais, por pessoas que representam os chamados Bart Simpsons de nossa sociedade, aqueles que assistem e acreditam e são dominados pela Globo, os Bonners  e seus noticiários um movimento que visa colocar todos os presentes saudando o nome de Moro.
O que seria cômico não fosse tão trágico.
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E no meio dessa gente tem sempre aqueles que, como seu ídolo e tentando fazer justiça com as próprias mãos, aplaudem as agressões a uma mulher, atriz, apenas por ser de opinião contrária, como foi o caso de Letícia Sabatella. Embora aqui se entenda o espírito machista por trás das agressões verbais, já que a artista embora bela não seja considerada nem recatada, nem do lar...
Ou que aplaudem agressões a um ex-senador, já septuagenário, e político que nunca teve qualquer acusação, exceto elogio a sua postura, como Eduardo Suplicy.
Ou aplaudem as opiniões de outro ídolo, Bolsonaro, o gentleman que prega que mulher bonita pode ser objeto de estuupro, já que a deputada sua colega não merecia tal destino, por ser feia.
Ou aplaudem bossais e ignorantes como Danilo Gentili, Roger e toda sua reconhecida e autoproclamada inutilidade, ou o nosso conselheiro educacional: Frota.
Pessoas que são tão pobres de mentalidade e espírito que até dói ouvi-las e a seus pronunciamentos e postagens em redes sociais.
Mas que respeitamos democraticamente, reconhecendo seu direito de quererem expor sua completa e total ignorância e insensatez.
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Pessoas às quais, para minha surpresa embora cada vez mais compreensível, vem se juntar aquele a quem eu nutria ainda alguma simpatia, como o senador Cristóvam Buarque, cada vez mais decrépito e traindo ideais que o fizeram chegar à posição que conseguiu alçar.
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Felizmente, ao contrário, há pessoas da estatura e da capacidade de pensar o país e nossa realidade, como Vladimir Safatle cuja última coluna publicada na sexta feira dia 29 de julho, na Folha, é para ser guardada e lida por todos que queiram entender a quem serve e qual o objetivo do  Estado mínimo enxuto e com as contas equilibradas.
Ou porque Lula recorrer a órgãos internacionais em defesa de direitos que julga estar sendo feridos deve ser motivo de completa condenação, mas banqueiros e outros grandes empresários e os políticos que são seus subordinados podem recorrer sempre a instâncias como o CARF, usando, para tanto, de todos os meios e dinheiros que tiverem a sua disposição.
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Encerro esse pitaco por aqui, confesso que com medo de que no que conta para valer, nossa sociedade, já estejamos perdendo por placar mais dilatado que o da derrota contra a Alemanha. E ainda não passamos dos primeiros quinze minutos do primeiro tempo.

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Galo vitorioso, sem muita emoção. Terrorismo oficial. E as recomendações de aumento de carga tributária

Ok. Vamos combinar que vencer é sempre muito bom. E, seguindo a linha do politicamente correto, especialmente quando você não ganhou burlando qualquer regra. Ganhou limpo, dentro das regras do jogo. O que mostra que ganhar foi merecido.
Ou não?
Embora muito complexa a definição do que seja ganhar por merecimento, principalmente no futebol, onde um lance de oportunidade não desperdiçado pode definir o resultado de um jogo, de uma partida.
A verdade é que ganhar por merecimento supõe que uma das equipes tenha sobrado em campo, jogado muito mais, melhor, mais bonito, com mais dedicação, etc. etc.
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Atleticano que sou, claro que estou muito satisfeito com a vitória do Galo ontem, na arena do Palmeiras, em São Paulo. Até por que ao conquistar a vitória contra o time que lidera a competição, o Galo deu nova vida ao campeonato, voltando a tornar atraente um campeonato que já vinha perdendo a graça, tamanha a disparidade entre os resultados que o Palmeiras vinha obtendo e o de seus adversários mais diretos. Convenhamos que, ainda faltando 3 rodadas para o do encerramento da primeira metade do campeonato, abrir 5 pontos de frente era uma diferença significativa. E seriam 5 pontos sobre o vice-líder, já que se tomássemos como referência o primeiro time fora da zona de classificação para a Libertadores, a diferença iria passar para 7 pontos. Muito difícil de ser tirada, se levarmos em conta que o importante na disputa é ser campeão.
De novo, mesmo não desejando ser repetitivo: ou não?
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Porque parece que hoje, ser campeão deixou de ter a importância que tinha anteriormente, já que dada a grande quantidade de títulos sendo disputados a cada ano, um time derrotado em uma competição tem sempre a possibilidade de se tornar o campeão de outra, e curiosamente, ao final, obter o mesmo prêmio: a vaga para disputar o torneio continental. 
Ora, se disputar o torneio continental é que é o verdadeiro prêmio nos dias de hoje, não há mais razão para se almejar o título máximo do Campeonato Brasileiro, cansativo, longo, caro. Basta ficar ali, entre os primeiros. 
Ou partir para a conquista do mata-mata da Copa do Brasil. Ou a conquista do Sulamericano, onde os times adversários são menos gabaritados, ou estão atravessando uma fase menos positiva.
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Exemplos dessa situação podemos encontrar a cada ano, como aconteceu com o próprio Galo, em 2014, campeão da Copa do Brasil, com direito à participar da Copa Libertadores. E, mesmo nesse ano, podemos estar vendo acontecer com nosso principal adversário, o Cruzeiro, sem chances de ser o campeão do Brasileirão, mas em condições de sonhar, ao menos, em avançar na Copa do Brasil.
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Mas a referência ao Cruzeiro já deveria ter sido feita antes, logo no início desse pitaco, quando estava tratando de um time vencer ou perder, sem merecer o resultado. Porque aconteceu ontem no Mineirão, ao menos no primeiro tempo, com o time cruzeirense. 
Pelo pouco que consegui ver, rodando os canais de televisão que passavam os demais jogos, e por muito do que a crônica fez questão de frisar, o Cruzeiro foi melhor, chutou muito mais a gol, teve muito mais lances de perigo - aqui já dando o devido mérito ao goleiro Magrão do Sport que foi o responsável direto pelo zero do time mineiro no placar. Mas, uma jogada de lampejo de Diego Souza e um chute a gol, do Rogério, acabaram decretando a derrota parcial do time celeste.
Claro que para o segundo tempo uma série de condições, muitas das quais relacionadas ao natural nervosismo e necessidade de vitória do time de Minas, levou a uma queda da qualidade do futebol apresentado,, quando o time mineiro continuou martelando o gol do Sport, apenas para ver uma jogada genial do garoto Everton Felipe transformar-se no segundo gol, selando definitivamente o resultado para desespero dos presentes ao jogo.
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Mas, voltemos ao início do pitaco, ao jogo do Galo contra o Palmeiras, na manhã de ontem, em que o Galo ganhou com gol de Donizete.
Não é por nada não. Muito menos implicação minha, mas Donizete marcar um gol, de raro talento e tranquilidade, ele que marcou apenas 4 gols em todo o tempo que está envergando a camisa do Galo, já é algo estranho. 
E é a respeito desse estranhamento que eu queria me manifestar. 
Porque o Galo ganhou, sua defesa jogou muito bem, diria o locutor do pay-per-view, quase impecável, mas convenhamos que o jogo não foi nenhuma maravilha. Teve sim, lances de emoção, mas poucos. 
O jogo acabou concentrando-se no meio do campo, parecendo que os dois times estavam mais preocupados em não perder e não ficar afoitos no ataque, para não dar brechas, que jogarem atrás da vitória. 
Foi um jogo morno, na maioria do tempo, de poucas chances para cada lado, a rigor, apenas duas do lado do Atlético, uma em chute de Robinho de fora da área, ainda no primeiro tempo, e outra que resultou no gol. Pelo lado do Palmeiras, por mais que Cuca e sua tradicional fisionomia de choro, de coitadinho, com a voz desconsolada, tivesse falado em 4 chances do Palmeiras, confesso que não me lembro de mais que duas chances. 
Na verdade, o Palmeiras praticamente concentrou-se em elevar bolas na área, para a defesa do Galo, de maior estatura, tirar. E o Galo pouco ousou na frente. 
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E não ousou, em minha opinião, porque continua sem muitas opções de jogadas ensaiadas, porque continua sem esquema de jogo, contando tão somente com o brilho individual de seus jogadores, que por ser brilho é fugaz.
Ontem foi assim, principalmente no lance de gol, em uma das poucas vezes em que a troca de passes rápida pelo meio entre Robinho, Fred, deu resultado. 
Não é pegando no pé de Marcelo Oliveira, de quem sempre fui admirador, mas analisando-se o jogo, friamente, a gente vê coisas que negam aquilo que me fez acreditar que Marcelo era o técnico ideal para o Galo. 
Por exemplo, acabou a chamada marcação de saída de bola adversária, a tal marcação alta. Claro, era domingo, manhã, o tempo estava muito seco, e tudo isso acaba levando o jogador a se preservar mais, correndo menos. 
Mas na verdade, essa marcação da saída de bola, Fred não faz, e creio que nem tenha condições para tanto, ao contrário de Lucas Pratto. 
É verdade que Fred voltou para marcar, fazendo até um número excessivo de faltas na zona chamada de intermediária, e que apareceu muitas vezes tirando bola na área do Galo. Mas, a defesa do Palmeiras podia evoluir até o meio, sem ser incomodada por nenhum jogador do time atleticano pondo pressão e forçando o erro.
Também Robinho não é ojogador com características para ficar marcando a saída de bola, precisando estar mais livre de obrigações de marcação, para ter pique para dar vazão a seus lampejos. 
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Sem marcar a saída de bola mais alta, exceção de Fred, com as faltas no meio, o Palmeiras cruzava inúmeras vezes o meio campo e os jogadores de contenção do Galo não entravam na bola para destruir a jogada adversária. Pelo que vi, a maioria das vezes, Donizete, Carioca e Lucas Cândido ficavam cercando, cercando, andando para trás, esperando o jogador palmeirense definir a jogada, ao invés partir logo para tentar recuperar a posse de bola. 
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Se a defesa estava bem postada, o que acontecia era um natural congestionamento em frente à entrada da área, dificultando o Palmeiras de tentar a penetração, exceto em alguns lances com Tche Tche, jogador que andou arriscando alguns chutes também de fora da área.
Na frente, sabendo que devia tentar chutar de fora da área, para aproveitar o fato de o goleiro do Palmeiras estar há muito tempo sem jogar e, portanto podendo estar sem noção de espaço e tempo de bola, o time do Galo pouco experimentou. 
Talvez, um chute de Lucas Cândido, fora o de Robinho, já comentado. 
E, vamos combinar, Rafael Carioca é um grande jogador, dos melhores atualmente atuando no futebol brasileiro, e com uma categoria ímpar. Mas, metade das bolas que ele pega no meio campo, ele precisava de atrasar a jogada, recomeçando tudo de novo lá da retaguarda, quando não dando a bola para Victor despachar para a frente, de qualquer jeito?
Porque Rafael que é dono de um bom passe não arrisca mais os lançamentos mais verticais? Ou ele tem sido o excelente passador justamente por ficar tocando mais lateral ou para trás que para a frente, como se espera do Galo?
Ou ao menos como eu espero?
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Não vou criticar o técnico vitorioso ontem. Mas eu acho que Pratto não pode ficar de fora do time, mesmo Maicosuel jogando sem comprometer, e Fred ser considerado, a princípio de mesma posição que o argentino. 
Mas, e Luan, agora voltando???
Dizem que ter problemas, desse tipo, é bom para o técnico. Tomara que o Galo não se perca por tanta opção.
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Terrorismo no Brasil

Estava deixando a poeira abaixar para falar sobre a descoberta da perigosa célula terrorista descoberta no Brasil na semana passada e desbaratada por nossa força policial de segurança.
Mas, depois de já ter visto outros comentários, inclusive de Jânio de Freitas, na Folha de ontem, acho que já posso manifestar minha opinião. 
Para mim, o desbarateamento do grupo terrorista foi apenas uma jogada de marketing, para tentar vender a ideia de segurança para o mundo, em relação à realização das Olimpíadas. 
Aproveitando a onda de atos terroristas que vem assolando a França, a Alemanha mais recentemente, Síria, Iraque, etc, o Brasil resolveu mostrar que está atento, e resolveu apresentar ao mundo um show de capacidade de lidar com situações de terror.
Pena que, encarregado de dar a notícia ao mundo, o que se viu foi um ministro da Justiça muito mais para a turma de trapalhões do Didi, que capaz de passar a imagem que dele se esperava. 
Para completar, o ministro da Defesa chutou logo o balde, como quem percebe que os planos de vender uma imagem ao mundo, falsa, se frustraram. O que o levou a classificar o tal grupo como um simples bando de "porras loucas".
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Sem entrar no mérito de uso de expressões que não se coadunam com as mesóclises do usurpador chefe da equipe, tão a gosto de um órgão como o Estadão, o Globo, e  outros que tais, creio que Raul Jungmann tem uma visão mais correta dos fatos que seu colega de ministério.
Mas, é sempre bom lembrar que, como disse Jânio ontem, se era para praticar terrorismo, o alarme mal feito pelo ministro da Justiça, obteve o grau máximo no quesito. O ministro foi o criador de terror maior que o do grupo de pessoas detidas por suspeição. 
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A começar da desclassificação do grupo apreendido. Ora, se era um grupo tão amador, e tão incompetente, a ponto de querer encomendar e comprar uma arma pela internet, no mínimo, temos que considerar que não havia razão para apresentação da prisão com tanto estardalhaço, de segredo de Estado.
Talvez um comentário apenas, de que foi realizada a prisão, de forma mais sóbria e considerando a periculosidade do grupo como algo ainda de pouca monta. 
Mas, o desejo de quem ocupa o lugar que não poderia, e não pode estar ocupando, para valer-se da projeção do posto, acaba, fatalmente nesse tipo de situação constrangedora. 
Depois, é interessante constatar que o jovem que praticou alguns ataques no Shopping em Munique, ao que foi noticiado comprou a arma pela internet. Ou seja, a possibilidade de compra de armamentos existe, sim, aproveitando a Deep Web e o ministro devia ter mais cautela de usar esse fato como exemplo de amadorismo. 
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E nunca vi tanta gente reunida por meio de comunicações e postagens via redes sociais na Internet, poderem caracterizar o que a imprensa e a polícia séria chama de perfil do "lobo solitário". 
Pelo que acho sem ser expert no tema, para solitário esse lobo está rodeado de muita gente.
Mas, se o perfil do lobo solitário é que está por trás de possíveis fontes de temores, quem garante que o lobo em questão não é alguém menos amador, menos afoito, mais preparado para colocar em marcha seu plano?
E quem pode assegurar que o show de nosso ministro não serviu para que alguém mais atento e interessado, passe seus planos em revista, checando cada ponto de suas intenções?
Ou seja, mais uma vez e parafraseando a máxima jocosa e personalizando o governo, o representante brasileiro abre a boca somente para dar a todo o mundo a confirmação daquilo que todo mundo já desconfiava: somos um bando de incompetentes. Ou inutis, para lembrar que até um Roger, já teve uma fase melhor na vida, quando os vários neurônios que se orgulha de carregar não eram peso morto.
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A propósito, a declaração do ministro apenas fica atrás das impagáveis asneiras com que Eduardo Paes resolveu brindar o povo brasileiro. 
Olha, a verdade é que apesar de tê-lo eleito, nem o povo carioca e toda sua ironia merecia tanta estultície.
Agora, ao invés de reconhecer o estado lastimável das habitações da Vila Olímpica, resolveu ironizar as queixas da delegação australiana, oferencendo-se ou ameaçando colocar à disposição dos atletas, um canguru.
Como quem fala o que quer ouve o que não desejava, ouviu que a delegação queria apenas encanadores, para conter os vazamentos das ocupações, Ou seja, respeito e ocupações dignas. 
Ou isso é tão difícil para quem indicou um exemplo de marido para sua sucessão, e o exemplo citado é réu em processo de agressão à esposa?
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Sei não, mas em matéria de humor, creio que as Olimpíadas serão um evento sem precedentes na nossa história e na história dos Jogos. 
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Aumento de carga tributária

Enquanto isso, o próprio Fundo Monetário já fala na necessidade de o país aumentar impostos para poder fazer um mínimo em prol da recuperação de nosso equilíbrio fiscal. 
Resta agora,  aguardar a reação do empresariado e poder vermos quem vai pagar o pato?
Afinal, os diretores da Fiesp já comprovaram que não vão mesmo pagar o pato, já que nãó pagam nem impostos. 
E os panelaços e buzinaços de quantos defendiam tudo que temer insiste em representar  persistem, acarretando um grande incomôdo e impedindo a paz e a tranquilidade do povo brasileiro. 
Com tanto barulho, corre-se o risco de tirar o povo - não apenas parte da camada da classe média mais privilegiada - da letargia e do estado de sonolência. O que pode não terminar bem.
Enfim, a ver.

quarta-feira, 20 de julho de 2016

E melhoram as previsões sobre a economia brasileira. Mas porque razão mesmo??? Porque a mídia quer ou porque é melhor vivermos na ilha da fantasia?

Depois de alguns anos, a previsão feita pelo FMI, em relação ao comportamento da economia brasileira dá sinais de melhora, o que mídia conservadora de nosso país não deixou passar sem comemorações.
Sendo assim todos os órgãos de comunicação e todos os jornais dos grandes canais de televisão apontaram que já há, finalmente, luz no fim do túnel.
No caso específico, não apenas a economia brasileira deve estancar a queda de seu PIB, nesse ano de 2016, como deve apresentar um crescimento positivo, embora de apenas 0,5%, em 2017.
Em relação a 2016, o encolhimento do PIB será menor que o previsto, com as expectativas indicando retração de 3,5%, contra uma previsão de 3,8% feita em abril.
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Mais interessante que os números, ainda e sempre, parte do que poderíamos chamar de futurologia, é a coincidência com os economistas nacionais, consultados pelo Banco Central, para a pesquisa Focus, embora deva ser assinalado que nossos economistas, principalmente atuantes em bancos e instituições financeiras, prevêem um crescimento maior para o próximo ano, de 1,1%.
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Para explicar a melhora, os analistas do FMI assinalam como motivo, a contração menor que a prevista anteriormente, e a "confiança do consumidor e das empresas" que parece terem saído de seu nível mais baixo.
Internamente, as explicações convergem para a restauração da confiança da indústria e do consumidor, diante de melhoras de expectativas.
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Bem, considerando que os consumidores brasileiros em sua imensa maioria não poderiam ser tratados como o agente econõmico da Escola Novo-Clássica de pensamento econômico, para quem os agentes têm informação perfeita e fazem uso racional ou o melhor uso possível desse conjunto de informações que têm à sua disposição, é curioso ver como se explica, em um momento em que os juros são recordes,afetando sobremaneira o consumo e em que o desemprego não dá sinais de arrefecimento, essa melhoria de confiança por parte da massa de consumidores.
Isso, em um momento que, como já em anos anteriores, efeitos climáticos transformam-se em vilões, afetando safras de produtos essenciais na composição da cesta básica dos brasileiros, e transformando os preços de produtos alimentares em importantes atores do processo que culmina com a manutenção de inflação elevada.
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Então temos uma mistura interessante, para dizer o mínimo: desemprego em alta, e sua companheira, a queda de rendimentos; juros elevados e crédito cada vez mais restrito; inflação ainda em nível elevado, e uma total incapacidade de nosso agente econômico representativo, sequer compreender os fatos econômicos e suas consequências, como se fossem brilhantes economistas.
 Tudo isso, junto e misturado, ainda assim torna-se explicação para uma melhora de astral, uma melhora da percepção do ambiente econômico, etc. como nossos economistas eos do Fundo estão argumentando?
E nosso ceticismo nem necessita trazer à discussão questões como as que vêm sendo veiculadas pelo governo golpista do usurpador temer, a saber, as perdas de direitos dos trabalhadores, em função de reformas de previdência, trabalhista e outras, no Fies e em tantos outros programas que integram a assistência social.
Ou seja: tudo indo na direção contrária ao que espera a massa de trabalhadores, e eles mais dispostos e confiantes na economia.
Talvez, apenas por saberem que, caso seja aprovada a ideia que vem lá dos lados empresariais da indústria, de jornada de trabalho de 80 horas, tudo vai melhorar na vida de todos, já que não vai haver tempo para cometer qualquer gasto.
O que convenhamos, pode ajudar até a reduzir salários, por absoluta falta de tempo para utilizá-los.
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Tudo leva a crer, portanto, que as explicações possíveis para a melhora do ambiente, ao menos do que diz respeito ao povo brasileiro e aos consumidores, é uma dentre as opções abaixo assinaladas, ou até uma conjunção dessas hipóteses: i- o programa de retirada de milhares de brasileiros da extrema pobreza, que aconteceu no governo Lula, mesmo que de forma mal acabada, e da inserção de milhares de famílias nas novas classes médias emergentes, já foi debelado e agora, como antes do governo petista, só consome a autêntica classe média, a que faz uso de mesóclises e até entende o que significa coisa de tamanha importância em nossa civilização. Como só a verdadeira classe média vai permanecer no mercado, ela está mais otimista por poder frequentar ambientes, ruas, shoppings, hotéis, aeroportos e até navios de cruzeiros com mais espaço e mais tranquilidade; ii - a imensa maioria de nossos analistas forjam opiniões e vendem discursos otimistas, com a cumplicidade de nossos meios de comunicação que, mais que informar, deformam e manipulam e fazem a cabeça das massas populares.
Por mim, essa é a verdadeira e mais importante explicação para a mudança do ambiente, que não foi alterado em nada: as redes de tevê e a imprensa golpista não aceita que a situação de usurpação da vontade popular seja revertida e faz a maior carga para vender a ideia de um paraíso, apenas porque quem está à frente do governo é um de seus bem comportados contratados.
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Claro está que, nas projeções não podemos deixar de lado ou esquecer a importância das previsões otimistas de industriais, setor que vem se recuperando principalmente puxado por dólar em elevação, e exportações. Exportação em valores tão significativos, que capazes de zerarem déficits em nossa conta externa.
Mas, a queda do real não tem nada a ver com o governo temer, nem mesmo, a rigor, com medidas do governo Dilma. Ou seja, o que tem de positivo, acontecendo no horizonte econômico, em parte foi e é tratado com algo ruim: a desvalorização do real e seus impactos sobre a inflação.
Porque, se ajuda nossas exportações, resgata a indústria do limbo, funciona para melhorar o nível de expectativas, é bom lembrar que a inflação agrava-se, com a moeda americana rompendo a barreira dos 4 reais.
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Então, se há motivos para alguma comemoração, pelo menos pelo lado dos industriais, essa euforia é decorrente do comportamento do mercado externo e não tem qualquer vínculo com uma possível retomada de nosso consumo interno.
Aqui, o consumo só reage nas manchetes da mídia golpista, para sustentar, com o uso de um falso brilhante, o golpe e sua manutenção.
O que pode não ser tão fácil.
Afinal, não bastasse as conclusões de que não houve pedaladas e que a presidenta Dilma, eleita pelo povo, frise-se, do parecer da auditoria realizada para tratar do assunto, a pedido da defesa da presidenta, membros do próprio Ministério Público já deram pareceres de que Dilma não cometeu qualquer crime de responsabilidade, nem deles se beneficiou, como alegado pelos golpistas e seus bois de piranha, Janaína a descabeçada à frente.
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Pior é constatar-se agora, que o próprio TCU que tem atendido prontamente aos pedidos e solicitações do ministro Meirelles, já começa a perceber que as acusações feitas a Dilma são, em síntese, relativas a operações de natureza muito semelhante aquelas que, diligentemente eles têm autorizado para temer, o usurpador.
Ao menos é isso que o portal UOL noticia, na data de hoje.
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Nesse meio tempo, na luta contra a corrupção, novo nome que deve ser sacramentado como Ministro do Turismo de temer, é indiciado na Justiça, por atos de improbidade, quando era prefeito no interior de Alagoas.
Isso, sem contar os Jucás, e Henriques Alves, da cozinha do usurpador.
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Bem, como ninguém mostra que o governo temer nada fez de concreto até aqui, para criar uma situação que indique alguma melhora, muito ao contrário, é importante deixar registrado que só mesmo pela fábrica de sonhos estar em grande atividade, é possível, para qualquer setor, ou agente econômico, apostar em melhora no futuro próximo.
O que não significa que não estejamos torcendo para que a melhora possa não trazer à população, mais dissabores que as de estar sendo governado por alguém em que ela não acreditava e não votou. E em propostas que ela rechaçou nos últimos anos com grande empenho.
***


Pitacos variados

Trump, o prestidigitador, agora indicado, conseguiu mais uma vez. Agora por meio do discurso de sua mulher, plagiando Michelle Obama.
Não apenas por suas ligações com a televisão, onde foi apresentador, Trump mostra ser homem próximo aos ensinamentos de Aberlado Barbosa, o Chacrinha, para quem nada se cria e tudo se copia.
Pouco importa como e de que forma, o que vale é manter-se, sempre em evidência. E isso ele conseguiu e está conseguindo sem qualquer dúvida.
Desse ponto de vista, corremos o risco de ver a nação mais poderosa do planeta, que já teve um ator de filme B de Hollywood na presidência, e um parvo, como era considerado Bush, o filho, ter agora, como um novo ocupante vindo das artes: um clown. Ou simplesmente um palhaço.
***
Mais uma vez, o whatsapp é proibido de operar no nosso país. Agora, em minha opinião, menos por questões de dados não disponibilizados, em descumprimento de mandado judicial, e mais pelo desrespeito às normas e leis brasileiras, e a nossa ordem constituída.
O que é interessante. Afinal, todos que mais clamam por nossa ordem constituída e o respeito a ela, na luta contra a corrupção e outros desmandos, são os primeiros a criticarem a juíza, por ter bloqueado o serviço de mensagens.
Alguns, até ridicularizam a ideia de que o mais grave no episódio foi o fato de o aplicativo ter se negado a responder à justiça por não ter sido empregado a língua inglesa.
Ou seja: para alguns, a questão de nossa ordem vale quando os seus interesses pessoais assim o recomenda. Quando, ao contrário, esses interesses são feridos, o juiz está exorbitanto de suas funções por questões de somenos importância.
Vai entender!
*
Quanto às mensagens, já passou do tempo de se fazer uma perícia técnica para saber se o aplicativo tem ou não condições de quebrar os códigos da criptografia para atender às demandas, muito especiais e com finalidades muito precisas, da Justiça.
***

Uma peça cômica, não fosse séria, a entrevista do novo presidente da Câmara, Rodrigo Maia, o principal factóide de César Maia, seu pai, no Roda Viva, segunda feira última.
Difícil para ele, esquivar-se de cobranças em relação a seu apoio, sempre manifesto a Cunha, a quem ele se não elogiou a conduta, também  não fez qualque reparo.
Ficou claro, em vários momentos, que Maia é parte do acordo de temer o usurpador, com a ala de seu "compadre" e ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha.
***

E embora ganhando, com grande exibição de Robinho, não consigo levar fé nesse time de Marcelo Oliveira. Ainda confuso, embolado, sem padrão de jogo, sem tática definida, sem jogadas ensaiadas, etc.
De positivo, além da volta de Pratto, apenas o fato de perceber que Patric não foi escalado. Ao menos dessa vez...
Quem sabe, da próxima vez, não fosse interessante colocar Patric no lugar de Marcelo?
***

Só para ratificar: não foi adotada, pelo governo temer até agora, qualquer medida que possa ter algum efeito, positivo ou negativo para a economia brasileira. A Globo, a Band e outros baba-ovos que me perdoem. Mas, se as coisas vão menos mal não é sinal que vão melhores também.


sexta-feira, 15 de julho de 2016

Absurdos das redes sociais, reproduzidos apenas por força da inércia exercida por nossa sempre crescente ignorância

É verdade que, muitas vezes, evito ficar acessando as redes sociais, até por uma certa preguiça de minha parte. Entretanto, em algumas ocasiões é praticamente impossível ficar alheio a elas, o que me leva a procurar saber, por exemplo, em que circunstância fui mencionado, ou citado, em que momento e por que razão fui cutucado, etc.
Mas, entro, passo os olhos em algumas postagens e saio, em geral, sem fazer qualquer comentário ou sem curtir algum assunto.
Raras vezes, a curiosidade pelo inusitado me faz abrir alguma reportagem ou notícia ou comentário postado, para ler toda a matéria.
***
Mas, a maior parte das vezes fico espantado com a quantidade de matérias que as pessoas, algumas até integrantes de meu círculo de amizades, entre elas pessoas que reputo ou reputava como muito esclarecidas, acabam transcrevendo e repercutindo, em minha opinião de forma completamente acrítica.
Nesses instantes, aliado à surpresa, deixo-me dominar por uma tristeza profunda, não pela decepção experimentada, mas por ver consagrada cada vez mais a máxima de que ninguém deveria se expor, abrir a boca ou fazer qualquer comentário cujo conteúdo fosse apenas servir de provas do tamanho da ignorância de que elas são possuidoras, ignorância que até o momento eram apenas suspeitas por parte de alguns críticos.
***
O pior é que essa situação tem ficado cada vez mais grave, em especial, depois da chegada do PT ao poder, e das lambanças que o partido cometeu e vem cometendo no longo período em que esteve no poder. Do mensalão ao segundo turno das eleições de 2014, não apenas as redes sociais vieram ganhando proeminência, mas vieram escancarando uma profunda divisão em nossa sociedade, que não seria nenhum problema, se as divergências fossem todas respeitadas, e a democracia fosse o pano de fundo para as manifestações.
Democracia no sentido de Churchill,  para quem a democracia era o pior dos regimes políticos, mas não haveria nenhum regime melhor que ela.
Ou no sentido de Voltaire, segundo o qual, podemos não concordar com nenhuma das palavras, e ideias que você disser ou quiser manifestar, mas defenderei até a morte o direito de dizê-las.
Pois bem: e quando as coisas ditas são rematadas tolices, disparates, ou pior: inverdades?
E quando o que se divulga é apenas um amontoado de bobagens, cujo principal motivo é manter ou fortalecer o atraso, o desconhecimento, a ignorância?
***
São essas situações que me trazem um desencanto completo das redes sociais e de certos emails, transmitidos ad nauseam, contendo informações e fatos que, qualquer mínima pesquisa, no google mesmo, iria mostrar tratar-se de falácias.
E já fui vítima desse tipo de mensagens que, como professor que  insisto em ser, levou-me a realiizar uma pesquisa, e reenviar ao remetente do email a correta informação.
Claro, não esperava qualquer agradecimento por tirar o remetente da escuridão do não saber, mas a resposta que obtive foi mais curiosa ainda: "você pode estar até certo, mas vou continuar divulgando esse email, para meter o pau no PT."
Dito isso por quem votou em Lula na eleição de 2002, ao contrário de meu voto, é no mínimo material para mais uma pesquisa. Como uma pessoa ex-eleitora cria tal comportamento tão contrário, em tão pouco tempo?
Mas essa pesquisa seria mais afeita à área da psicologia, escapando a minha limitada capacidade.
***
São algumas dessas inverdades divulgadas incessantemente, e sem qualquer outro interesse exceto o ideológico, de criar confusão e manter a ignorância em alta,  que venho comentar aqui hoje. Em sequência numerada.
***
1a questão: Lewandowski, que ocupa atualmente o cargo de presidente do STF é petista e uma vergonha para a corte. Está no Supremo apenas por amizade mantida com d. Marisa Letícia, tendo sido indicado por Lula em 2006 para salvá-lo e ao partido no episódio do mensalão.
Fui pesquisar e minhas consultas mostraram que o atual presidente do Supremo é professor titular da insuspeita USP, ostentando os títulos de mestre e doutor atribuíodos por aquela Instituição.
Teve sua carreira na magistratura iniciada no estado de São Paulo, indicado para o Tribunal de Alçada por Orestes Quércia, do PMDB.
Nada a ver com o PT.
Mais interessante: foi indicado ao cargo na cota do quinto da advocacia, pela OAB.
Ou a OAB sempre foi petista de carteirinha ou a conversa de que Lewandowski só chegou onde chegou por ser petista é uma brincadeira.
***
Aliás, a Constituição Federal preceitua que a indicação de alguém para o cargo de Ministro do Supremo deverá atender a certos requisitos, entre os quais constam: ser brasileiro nato, entre 35 e 65 anos de idade, notável saber jurídico e reputação ilibada. Está lá no artigo 101.
Presumindo que ser professor titular da USP revele notável saber jurídico, resta a questão da reputação ilibada.
Mas, onde fica a máxima de que até prova em contrário, presume-se a inocência de todos?
***
Mas não é só esse o problema.
Todo brasileiro indicado a ministro deve ser indicado por.... e aqui a Constituição Federal não tratou da questão, deixando uma lacuna. Assim, é o presidente da República que indica o nome a ser encaminhado para autorização do Senado Federal.
As únicas exceções ao poder de indicação do presidente é a questão prevista na Constituição, do chamado quinto reservado ao Ministério Público e à advocacia.
Aliás, é dessa indicação da classe de advogados que surge o nome de Lewandowski em primeiro lugar.
***
Nos Estados Unidos, cujo arranjo institucional foi por nós copiado, há autores que revelam que a nomeação do indicado é sempre de pessoa com pensamentos, comportamentos e opiniões e posições semelhantes ao de quem é responsável pela indicação, uma vez que normalmente essa indicação é feita por algum político.
Nada de anormal, em reconhecer ou admitir-se essa influência, respeitadas as demais condições legais.
Até porque o indicado deverá ser sabatinado pelo Senado, em sua Comissão de Constituição e Justiça, a CCJ, e depois, pelo plenário.
E cabe a escolha do Ministro ao Senado, apenas a ele.
***
Que nosso Senado se esquive de pronunciar-se de forma devida é outra questão. Até porque aqui, parece-me apenas no período de Floriano Peixoto, o Senado exercia de fato o seu poder de escolha.
Mas, mais uma vez, como acusar o PT ou a indicação feita por um presidente do PT, se o nome anteriormente indicado pela OAB, depois do Quércia, mais tarde por Lula, passou por uma Comissão de Constituição de Justiça do Senado, comandada por Antônio Carlos Magalhães, e foi aprovado por 22 votos a favor e apenas 1 contrário.
E, como é obrigatório, aprovado o nome na CCJ, o nome tem que ser aprovado pelo plenário do Senado, quando só então, caso obtenha a maioria, será escolhido pelo Poder Legislativo, e encaminhado ao Poder Judiciário, para nomeação.
Ora, em um Senado cuja composição indicava 15 senadores do DEM, 22 do PMDB, 4 do PTB, do PDT e outros 4 do PR, contra 9 do PT, o indicado foi, finalmente, escolhido.
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Importante assinalar: Lula apenas nomeia o escolhido pelo Senado. E como a nomeação é ato posterior à escolha, por requisito legal e da racionalidade, ele não pode ser responsabilizado por seguir o procedimento legal.
Ah! sempre vão lembrar que Lula foi quem, antes, indicou. Mas, fosse o Senado uma Casa séria, poderia sabatinar, reprovar, e até, quem sabe, escolher nomes de outras indicações, talvez feitas pela própria casa.
Agora, se Lula indicou primeiro e o nome teve acolhida, vale sempre a observação: ninguém indica quem pensa de forma contrária. E quem o fizesse seria considerado um tolo.
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2a questão: o juiz Moro colocou o presidente do Supremo em seu devido lugar. Razão para ficarmos do lado do juiz, cujos modus operandi muitas vezes parece seguir a lógica do "os fins justificam os meios". O que tem lhe rendido várias queixas junto à CNJ - Comissão Nacional de Justiça, cujo presidente vem a ser exatamente Lewandowski.
Será que o juiz Moro seria assim tão sem amor à carreira que iria colocar-se em confronto com aquele que pode inteferir em decisões e punições que afetariam sua trajejtória?
Por crer que Moro, embora considerado um superherói pela população, não é capaz de atos tão inusitados, creio que outra interpretação deve ser dada a sua resposta ao presidente do STF.
Importa aqui, sem querer defender a quem não conheço e de quem não dependo, e que, de mais a mais, não precisa de minha defesa, lembrar que, no recesso do Judiciário, tendo chegado àquela instância pedido da defesa de Lula, para poder decidir sobre o que foi requisitado, qualquer juiz iria solicitar informações diretamente de quem está sendo referido como o agente causador do que se questiona.
Que Moro tenha respondido tendo argumentado que o Ministro Teori já teria se manifestado a respeito do tema, sem indicar ter havido qualquer abuso da parte do juiz, não me parece possa ser interpretado como uma ação destinada a "colocar Lewandowski em seu devido lugar". A saber, destinado a mandar o presidente do Supremo calar a boca e não se intrometer em questões em que ele não poderia estar tendo qualquer ingerência.
Interpretar assim, é forçar demais a barra e a lógica, embora permita várias análises, não é tão flexível a esse tipo de raciocínio. Afinal, até a lógica verga e quebra-se sob interpretação tão fora de propósito.
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3a questão: o absurdo de nossa Corte Suprema ter um caráter tão francamente petista, justamente por terem sido Lula e Dilma os presidentes que mais nomearam ministros.
Ora, interessante é que aqueles que assim argumentam e difundem ideias equivocadas pelas redes sociais, quanto ao caráter partidário do Supremo, não apenas falam contra Marco Aurélio, indicado por Collor de Mello, de quem era primo; falam contra Dias Toffloli, por ter sido advogado do PT o que o levou a ser indicado por Lula, muito embora Gilmar Mendes também tenha sido indicado por Fernando Henrique Cardoso, depois de ter ocupado cargo de Advogado Geral da União (como Toffoli), no governo do tucano.
Mas, criticam a indicação de Fachin, feita por Dilma e elogiam, por outro lado, a presença imparcial da ministra Carmem Lúcia, esquecendo-se de que a mineira foi indicada por Lula.
Reprovam Barroso indicado por Dilma e, especialmente Lewandowski, indicação de Lula, mas elogiam a escolha, do mesmo presidente, de Joaquim Barbosa, então o maior ministro que já passara pela mais alta Corte, por suas decisões no caso do mensalão.
Afinal, todos os indicados por Lula eram bons e deveriam estar onde estão, ou todos seriam ruins?
Ou a classificação que é feita em relação à qualidade e imparcialidade do magistrado flutua como o galho de árvore ao sabor do vento, podendo o mesmo juiz estar em um momento no lado certo e em outro adotando o comportamento do lado errado?
E quem define lado certo ou errado?
Ou onde está a aceitação, implícita no Estado de Direito, de pessoas terem posições antagõnicas às nossas, mesmo que em algumas situações as posições nem sejam antagônicas, muito ao contrário.
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Em minha opinião, os que postam tais matérias nas redes sociais, e que por tudo que já disse, não podem ser proibidos de fazerem tais postagens, embora tais postagens não mereçam qualquer consideração séria, estão apenas querendo adotar a  ideia equivocada de que uma mentira repetida à exaustão acaba, por essa característica mesma, tornando-se realidade.
Ou seja, nem mesmo merecem respeito. Embora possam falar à vontade.
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4a questão: Há um complô contra o juiz Moro, o verdadeiro e único paladino da Justiça e da busca da verdade.
Ora, não bastasse a quantidade de queixas apresentadas contra o juiz, ou as representações contra ele, ao longo de sua carreira, todas alegando abuso de autoridade, vários são os defensores dos métodos adotados pelo juiz.
Entre tais métodos que, ao que parece, levam alguns políticos a quererem legislar em prol da retirada de poderes do juiz, encontra-se o que permite a ele, determinar a prisão de quem pode, a seu juízo, ser constrangido, pela prisão, a tornar-se delator.
O que facilita enormente a vida não apenas do juiz, mas do próprio Ministério Público e até da Polícia, que pode deixar de investigar e apurar possíveis atos criminosos, substituído tal comportamento por mera delação.
Ao cercear a liberdade de uns, sem muita motivação justificável, concedendo a outros vantagens decorrentes de delação apresentada, o juiz acaba sacramentando a ideia de que, para não ficar mofando na cadeia, o preferível é que o suspeito adote a posição de delator.
Ou seja: sob nome hoje diferente, mas que não representa nada diferente do que antigamente era considerado uma espécie de tortura para obter informações, uma tortura mais sofisticada, menos evidente por que psicológica, mas tão ou mais grave e agressiva que as torturas físicas.
Mas, como nossa sociedade, absurdamente em minha opinião, a cada dia que passa tende mais a adotar as posturas de que bandido bom é bandido morto, e tudo vale na sanha de punição que a sociedade é estimulada a demandar, não é difícil perceber que os aplausos são ao juiz que fere o direito, e qualquer posição de crítica ao juiz ou a tais comportamentos é motivo para a condenção de quem as faz, à fogueira da inquisição rediviva.
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E a que ponto estamos chegando, com toda essa situação que tem sido fomentada, pelos meios de comunicação de massa e redes sociais e suas reproduções e transcrições e divulgações de conteúdo tão autoritárias, conservadoras, e medíocres?
A ponto de vermos o guardião da nossa Constituição, a Corte Suprema, decidir contra o que está expresso na própria Constituição, subvertendo o papel que se espera do Supremo, que deveria ser o primeiro a querer preservar o preceito constitucional.
Refiro-me aqui à votação que, para dar força aos métodos de Moro, foi contra a determinação de que só pode ser preso aquele que já tenha tido sentença transitada em julgado. Ou seja, depois de esgotadas todas as possibilidades de defesa.
Já comentei aqui. Para tentar disfarçar sua incapacidade de fazer a justiça de forma tempestiva, o Supremo preferiu adotar a tese de que basta uma condenação por órgão colegiado, em segunda instância para que o réu seja levado às grades. Dessa forma, mesmo que tivesse recursos - alguns meramente protelatórios, o réu já começaria a pagar pelo crime cometido.
Adotou-se a lei do menor esforço. É mais fácil tomar decisão que afronta a Constituição que passar a punir os advogados que praticam litigância de má fé. É mais fácil não adotar práticas capazes de dar celeridade - e cobrar essa rapidez nas decisões judiciais, e determinar algo que fere o princípio fundamental que prevê ampla e irrestrita defesa e a presunção de inocência, de que, enquanto couber recursos, o réu deve e pode ter direito de ser considerado inocente.
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A tal ponto chegou a desfaçatez, em momento em que a sociedade aplaude iniciativas como essa, por mais absurda que possa ser considerada, que depois de voto vencido na sessão que determinou a prisão a partir da condenação em segunda instância, um inconformado ministro Celso Melo acabou decidindo tomar decisão contrária àquela do plenário da Corte.
Em caso que envolvia o homicídio de um comerciante por seu sócio, em nossa capital mineira, Celso Melo determinou que o réu não ficasse preso, enquanto não se esgotassem as chances de defesa que lhe são asseguradas pela Constituição.
Ou seja: para Celso Melo, que não pode ser considerado petista, já que indicado por Sarney, vale o que está expresso na Constituição. Situação que é um dificultador para os métodos de Moro e da investigação da Lava-Jato.
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5a Questão: nunca o Supremo foi tão aparelhado por um Partido e nunca seus membros foram tão questionados quanto a sua capacidade de estarem ou merecerem estar onde estão.
Bem, não posso falar de outros Ministros, mas lembro-me de magistrado que exonerou-se da Corte para tornar-se ministro do governo Collor, ocupando a cadeira de Relações Exteriores, como foi o caso de Francisco Rezek. Com o agravante de que, após o impedimento do chefe do Executivo, o mesmo Rezek voltar a ser indicado para ocupar o cargo que ele havia desdenhado.
Há também caso como o de Nelson Jobim, ministro que nunca escondeu sua vinculação com o PMDB, partido pelo qual foi deputado, ou o caso de Paulo Brossard, também deputado do PMDB.
Em caso mais recente, citado em sua coluna de ontem na Folha, Jânio de Freitas menciona o papel de Sepúlveda Pertence, como procurador responsável por enviar ao arquivo denúncias de manipulação de concorrências em que estava envolvido o ex-governador carioca Moreira Franco.
Pelo que nos relata Jânio, parece que o prêmio por ter feito carreira tão brilhante na área jurídica foi a nomeação de Sepúlveda para o Supremo.
O que indica que Barbosa, Carmem Lúcia, Toffoli, Fachin, por um lado, e Gilmar Mendes de outro, não são nem os primeiros a terem vínculos partidários nem serão os últimos a serem objeto de questionamento por tais vinculações.
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6a questão: saindo da Suprema Corte, é no mínimo risível a continuidade da acusação de que todo o grave problema de crise econômica que o país está atravessando tem como causa a herança maldita do governo Dilma.
Afinal, se em 2015 o governo apresentou um déficit significativo nas contas públicas, por força do pagamento do que se convencionou chamar de despedaladas, qual a razão que estaria por trás da previsão de déficit de 170 bilhões em 2016, e pior, a previsão de que para 2017 o déficit seria superior a 193 bilhões.
Se se atribui a Dilma a reversão das expectativas em nossa economia, mercê da nomeação de Levy para ministro da Fazenda, ou seja, para adotar o programa econômico para o qual o povo não elegeu Dilma, então a herança maldita de Dilma pode ser expressa pela queda na arrecadação brutal que ela, com as medidas conservadoras que seu ministro adotou, foi responsável direta.
Ao adotar a política dos mercados, privilegiando medidas de apoio aos interesses desses setores privilegiados, Dilma não foi forçada, nem lhe foi sugerido pelo representante dos interesses dos setores mais abastados, a cortar os subsídios, incentivos, desonerações que ela concedeu sem limites ao setor empresarial do país.
Assim, com a manutenção de tais despesas, o que restou ao governo foi conceder reajustes ao funcionalismo público em percentuais menores que a própria evolução da inflação no período. Ou seja, a política de remuneração do funcionalismo foi a consagração da redução de remunerações em termos reais.
Dessa forma, ao contrário do que se divulga, Dilma pôs em prática uma política de arrocho e não de elevaçao irresponsável de gastos.
Além dessa política de arrocho, outras medidas adotadas por seu ministro Levy acabaram provocando o maior declínio do nível de atividade econômica que se tem história em nosso país.
E com isso, sobreveio o movimento de queda livre da arrecadação.
Tudo bem: até aqui, a culpa é de Dilma e sua submissão às determinações do mercado, traduzida na escolha do Ministro Levy.
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Essa situação explica bem a deterioração das contas públicas que temer, o usurpador, encontrou. Razão do déficit recorde desse ano.
Mas, para 2017, não há como deixar de lado a responsabilidade de temer, ao conceder, para comprar o apoio ao golpe por ele tramado e  urdido, aumentos como o do programa do Bolsa Família, em percentual superior ao que Dilma teria encaminhado ao Congresso.
Isso sem contar as negociações e aumentos concedidos aos funcionários do Judiciário.
Ora, a culpa de um rombo que, caso não haja aumento de impostos irá terminar próximo dos 193 bilhões (já que esse é o valor total do rombo, deduzidas receitas de privatizações, e vendas de concessões, etc, que espera-se alcance os 55 bilhões!), previsto para 2017 pode ser tudo, menos chamado de responsabilidade de Dilma.
É culpa de temer e seus meirelles amedrontados.
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Não vou me estender mais.
As ilustrações aqui tratadas já deveriam ser suficientes para justificar o cuidado que todos devemos ter ao ler e ver comentários - antes de compartilhá-los de forma acrítica - nas redes sociais.
Como sempre, e para terminar, vale sempre o conselho de que, antes de ser ludibriado ou deixar-se ludibriar, melhor é perder algum tempo e ir pesquisar mais, aprofundando o conhecimento dos assuntos tratados.
Quando nada, aprendemos alguma coisa e não passamos para a frente apenas a comprovação de nossa ignorãncia.
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E isso vale até mesmo para todo o conteúdo desse pitaco.




quinta-feira, 14 de julho de 2016

Luto no Cinema com a morte de Babenco; eleições na Câmara e mais prazos para Cunha

Não bastasse a campanha que vem sendo feita por certa parte da opinião pública e da mídia conservadora em relação aos incentivos fiscais concedidos por intermédio da aplicação da Lei Rouanet, é forçoso reconhecer que, sem dúvida alguma, o cinema brasileiro sofre mais um severo golpe, com a perda de Hector Babenco.
Diretos de filmes que marcaram o cinema nacional, como Pixote: a Lei do Mais Fraco e Carandiru, o diretor argentino de nascimento, mas radicado no Brasil  foi responsável, ainda pela direção de O Beijo da Mulher Aranha, que rendeu o Oscar de Melhor Ator a William Hurt.
Nos anos 80, convidado para filmar nos Estados Unidos, dirigiu Jack Nicholson e Merryl Streep em Ironweed, sobre a vida de vagabundos de rua, considerado por alguns o menos glamouroso e por isso mesmo, um dos mais pessimisas e quem sabe, menos americanos filmes da década.
Ainda assim, o filme foi indicado a dois Oscars nas categorias melhores ator e atriz.
A respeito de Ironweed, Inácio Araújo, críico de cinema da Folha classificou-o com um filme triste, mas como um dos mais honestos já feitos.
Do filme, conforme citado pelo crítico, uma frase é memorável por dar bem o tom da película, o que me faz transcrevê-la:

"Diz o sujeito: "O médico disse que eu tenho câncer; é a primeira coisa minha que eu tenho na vida".
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Em minha opinião, Pixote assume, entretanto, um papel mais importante, não somente pela atuação destacada de Marília Pera, como prostituta - que lhe valeu indicações a premiações, mas pela trajetória de seu mini-ator principal, Fernando e, especialmente, seu final trágico.
Típica situação de um menino que, cedo ainda teve uma oportunidade de ouro na vida, e que não conseguiu ou não soube aproveitar.
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Independente de tudo, o cinema nacional está de luto.
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Não poderia deixar de falar algo sobre a lei Rouanet, de incentivos à cultura, e destacada no primeiro parágrafo desse pitaco.
Mencionar a campanha feita contra seu funcionamento por um pessoal de caráter mais conservador, como se ela fosse um instrumento partidário, de proteção e guarida a artistas de certas posições políticas é, em minha opinião, um absurdo.
Equivale a transformar qualquer objeto em algo condenável, por seu uso inadequado, por responsabilidade não do objeto, mas de quem o utilizou.
Desse ponto de vista, a Lei, do início da década de 90, nada tem a ver, como querem enxergar os mais míopes com o PT, ou seus próceres ou artistas simpáticos ao partido.
Mas, não podemos concordar e deixar de nos manifestar contra o mau uso da lei, contra os desvios e uma série de atos criminosos cometidos sob sua cobertura, por pessoas mal intencionadas e que não passam, no fundo, de meros bandidos.
Pessoas que a polícia e a Justiça já estão identificando e não tardarão a dar-lhes a punição merecida.
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E enquanto isso, na Câmara

Mais uma vez, a turma da defesa de Eduardo Cunha consegue adiar a votação, na Comissão de Constituição e Justiça, do recurso em que o deputado pede que seu processo seja retornado à Comissão de Ética, para começar todo o processo de seu julgamento, que já se arrasta há quase um ano.
Não fosse algo sério, eu diria que é brincadeira, ou molecagem, para usar o termo mais preciso desse senhor que a esposa declarou, ontem, conforme noticiado nos portais de notícias, que é um gênio dos investimentos, tanto imobiliários, na Barra da Tijuca, quanto na Bolsa de Valores.
Confesso que tamanha capacidade de transformar riqueza fictícia em valores depositados em contas na Suíça, sejam sob a proteção de algum trust ou não, me fez lembrar do deputado João Alves, da Comissão de Orçamento da Câmara, que ganhou mais de 200 prêmios de loteria.
No caso de Cunha, vai ser entendido assim, de análises estruturalistas ou gráficas, a ponto de conseguir sempre estar multiplicando seu patrimônio.
O que é simples de acompanhar por suas declarações de renda à Receita Federal, onde as aplicações e ganhos com ações devem estar discriminados.
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Independente do que acontece, ou não acontece por estar sendo sempre adiado, na CCJ, a Câmara votou ontem o nome de seu novo presidente, o deputado do DEM, Rodrigo Maia.
Que a Globo insistia em mostrar como da base governista, o que de fato é verdade, mas como mais uma vitória de temer, o que é questionável.
Afinal, se Maia é a menos ruim das opções restantes, ou a segunda opção, a verdade é que o Planalto desejava, e recuso-me a crer que não tenha interferido com algum peso para que Rogério Rosso fosse o eleito.
Pelo que noticiaram o assessor especial do Planalto, Sandro Mabel, inclusive passou a tarde toda na Câmara no dia de ontem.
E Rosso era quem, na visão do Planalto e no acordo feito com seu grande aliado Eduardo Cunha, conseguiria dar ao processo de cassação do ex-presidente da Câmara o ritmo necessário para que, depois de tantos atrasos, a matéria caísse no esquecimento e Cunha, quem sabe, pudesse ser punido apenas com alguma tipo de pena mais branda.
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Maia, que não é bobo nem nada, fez o que pode para mostrar-se confiável ao usurpador, tanto em discurso em que elogiou o antigo presidente da Câmara, hoje ocupando indevidamente a cadeira no Executivo, como depois, ao oferecer a conversação, a negociação, o apaziguamento, como principais diretrizes de seu mandato. Tudo isso, junto à promessa de colocar em votação os projetos de interesse do governo usurpador, e de nenhum interesse do povo.
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Já agora na manhã dessa quinta, o presidente eleito da Câmara sinaliza que não irá apressar o julgamento de Eduardo Cunha, transferindo tal decisão para quando houver "quorum mais adequado", como está no UOL.
Sinal, de que contrariando as promessas que fez aos partidos de esquerda, que desejavam a cassação mais rápida de Cunha, o "nobre" deputado carioca irá ser julgado provavelmente apenas ao final de 2016. Se o for.
É isso.