quarta-feira, 5 de outubro de 2022

O bandido de cada um de nós e o bandido que amamos

Recorri ao dicionário para rever os conceitos apresentados abaixo, e poder listar a série de atos praticados pelo atual presidente em busca da reeleição. São todos atos criminosos, irregulares, transgressores da legislação de nosso país.

A lista serve para derrubar o argumento mentiroso de que os eleitores do ex-presidente Lula têm bandido de estimação. E ajuda a comprovar que a estimação por bandidos em nosso país é generalizada.

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Vamos à lista.

Bandido: indivíduo que pratica atividades criminosas. D

Contraventor: aquele que infringe leis ou regulamentos; infrator

Criminoso: aquele que infringiu, por ação ou omissão, o Código Penal. O que cometeu crime.

Crime: transgressão. Infração penal. Contravenção.

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Importante destacar que não irei considerar um crime ou ato irregular o fato de não gostar ou querer trabalhar, apesar de eleito para trabalhar em prol da população.

Tampouco vou considerar essa sua preferência por passear e se divertir no horário do trabalho como a tipificação do crime de desvio do dinheiro público de sua remuneração para GOVERNAR O PAIS.

Tal fato caracteriza o crime de PECULATO, da mesma forma que o gasto de recursos públicos para financiar sua preferência por motociatas e passeios de lancha e jet sky; seus inúmeros períodos de folga, a que se somam as mini-viagens de suas eternas férias, além dos exagerados e inexplicáveis gastos divulgados, no cartão corporativo, aos quais teremos acesso apenas quando cair o sigilo por ele decretado.

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Começo a lista de crimes com o que considero mais sério: o DESRESPEITO À LEGISLAÇÃO ELEITORAL, que visa igualar as condições da disputa entre os candidatos. Para isso, proibe expressamente o uso da máquina pública e a criação de quaisquer benefícios - sociais ou de qualquer espécie -, em ano eleitoral.

Com o acumpliciamento do Congresso, que ele mantém sob controle por meio das liberações de verbas das emendas do orçamento secreto, no entanto, ele conseguiu aprovar Emendas Constitucionais que não apenas desrespeitam o trânsito em julgado (Emenda dos precatórios); interferem indevidamente em fixação de alíquotas de cobrança do ICMS dos estados, em tese um crime de responsabilidade administrativa; criam e expandem auxílios e benefícios sociais (Emenda Kamicase - de aumento do auxílio Brasil em 200 reais, benefício para caminhoneiros e taxistas e vale gás:  custo estimado em 50 bilhões de reais); antecipam o pagamento dos auxílios, para a véspera das eleições em segundo turno.

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Pela situação precária de fome e miséria da população, que ele julga ser superestimada pelos analistas a ilegalidade, embora notória, visível, não dá origem à qualquer denúncia nem punição. Torna-se natural. Aceita por toda a população.

Mas é bom lembrar: o crime sem punição não deixa de ter existido. Não é menos crime!

Estivéssemos em período da tão cantada -  em verso e prosa - normaliidade democrática, com o funcionamento regular das instituições do estado de direito, a chapa desse bandido teria sido IMPUGNADA, obrigatoria e sumariamente.

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Outro crime que está se tornando trivial é praticado a todo instante, nas citadas motociatas. Nada contra esse veículo e o prazer de ter o vento batendo em seu rosto. O problema é que em cada uma delas, há um desrespeito às leis de trânsito, que exigem a obrigatoriedade do uso do capacete, com viseira.

Esse é um crime de tamanha seriedade, que Genivaldo de Jesus foi vítima de tortura e assassinato em câmara de gás pela Polícia Rodoviária Federal em Sergipe, pela falta de uso do equipamento.

Ah! O presidente delituoso só se manifestou para cumprimentar os valorosos policiais que cumpriam sua missão. CUMPLICIDADE? PREVARICAÇÃO?

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A lista segue, com CRIMES CONTRA A SAÚDE PÚBLICA:  a decisão de não adquirir nem a vacina da Pfizer, nem a do Butantã;  pelo atraso na compra, responsável por maior número de óbitos – CRIME DE OMISSÃO DE SOCORRO;  aa corrupção no processo de compra da vacina Covaxin, não levada a cabo apenas por denúncia feita por servidor de carreira Luis Ricardo, irmão do deputado Luis Miranda, bolsonarista.

Embora informado do que se passava pelo deputado de sua base de apoio, o presidente só agiu quando o escândalo veio a público na CPI do Senado. Crime de CORRUPÇÃO E DE  PREVARICAÇÃO.

Durante a pandemia ainda praticou o crime de CHARLATANISMO, recomendando e receitando medicamentos ineficazes. Quanto à ordem de mandar o Exército fabricar milhões de doses do remédio, nada pode ser dito sobre se houve ou não algum tipo de favorecimento ou desvio, graças ao sigilo decretado. Mas que tinha o dedo cúmplice de seu chefe, Pazuello deixou claro: “um manda e outro obedece”.

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Na Educação, desde a CORRUPÇÃO na compra de laptops, não finalizada por intervenção da CGU e jamais investigada e punida; até a CORRUPÇÃO praticada por pastores recomendados pelo presidente, relativa a impressão e distribuição de bíblias e liberação de verbas em troca de barras de ouro, além de retratos do ministro Milton Ribeiro, que acabou preso, são parte dos crimes.

Ao  presidente, que nada fez para investigar e punir o ministro, acrescenta-se o crime de  PREVARICAÇÃO.

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E tem ainda a questão de FUNCIONÁRIOS FANTASMAS E RACHADINHAS (PECULATO) em seu gabinete quando era parlamentar. Prática que ensinou aos filhos. A compra de imóveis em dinheiro vivo, no valor de 51 milhões, CRIME DE LAVAGEM DE DINHEIRO. As ameaças de estupro às colegas; os decretos desrespeitando a legislação de armas; as homenagens prestadas a policiais comprovadamente corruptos e vinculados a grupos de milícias.

As notícias falsas, plantadas, as ‘fake news’.  As constantes ameaças e palavras e ações de  incentivo à criação de um ambiente de ódio, de terror. A ameaça de ‘exterminar’ ou mandar para a ponta da praia aos seus opositores. Os 30 mil que deveriam ter sido mortos para se somarem às mais de 685 mil vítimas da Covid.

Os crimes de HOMOFOBIA E INJÚRIA RACIAL, praticados desde a campanha em 2018. O crime de responsabilidade por não dar transparência em especial aos cheques de Queiroz para Michelle, sua mulher: LAVAGEM DE DINHEIRO?

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Crime grave, CONTRA A ORDEM DEMOCRÁTICA, incentivando a invasão de prédios públicos, como o STF, ameaçando não respeitar mais as ordens do Ministro Alexandre de Moraes (quais ele ainda não desrespeitou?), incitando a parte minoritária de seus apoiadores a cometerem atos como os da invasão do Capitólio.

A lista é extensa: interferência no trabalho da Polícia Federal; INJÚRIA, CALÚNIA OU DIFAMAÇÃO a todos que se opõem em seu caminho, em especial ministros do Supremo; ELOGIO À TORTURA E TORTURADORES.

Isso sem contar sua reconhecida ficha de terrorista, disposto a dinamitar e levar à morte seus companheiros, ação que o Tribunal Militar achou por bem não dar seguimento às investigações, em troca de sua saída do Exército.

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Para não  dar a falsa impressão de que tenho bandido de estimação, a lista de Lula incorpora o crime de promover reuniões ilegais e a realização criminosa de greves – CRIME CONTRA A ORDEM ECONÔMICA E  CONTRA A SEGURANÇA NACIONAL, na época da ditadura.

 A permissão para que a corrupção se tornasse rotineira nas práticas de seu governo, em proporções jamais alcançadas antes – PREVARICAÇÃO?

Lula sabia? Se omitiu? Ou confiou? Certamente não pode ser acusado de prevaricar se aprovou toda a legislação de fiscalização e transparência dos atos do governo. E nunca colocou obstáculos ao trabalho de instâncias de investigação.

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Mas Lula foi condenado. Cumpriu pena. Sim, em duas ocasiões, ambas de exceção. E se por comandar um pretenso ato de subversão, como a greve, não por ato terrorista cca omo seu adversário.

Ao que parece, Lula nunca se aproveitou de desvios e atos de corrupção em proveito próprio. E seguramente nunca esteve sozinho, nem ele nem o seu partido, nos esquemas de corrupção. Ao que parece, seu maior pecado é não fazer um mea-culpa. Talvez ele não queira é arrastar para junto do PT todas as outras siglas hoje tidas como honestas: PP, PL, PTB, e a fila é grande.

O bandido Lula respeita a democracia ao contrário do bandido seu adversário.

  

segunda-feira, 3 de outubro de 2022

Urge estarmos prontos e conscientes para o dia 30 de outubro, com a lembrança de Umberto Eco e o fascismo eterno

Talvez não seja prudente realizar qualquer análise de eventos sociais sob a influência do calor do momento. O risco que se corre advém do envolvimento do analista, cujos interessess, emoções e sentimentos podem levá-lo a distorcer a realidade em curso.

Este tipo ‘consagrado’ de pensamento, expresso no mito do método científico, seria aplicável às ciências exatas, físicas, químicas, biológicas,  passíveis de reprodução de experimentos controlados e testes em laboratórios.

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Sujeitas à prova e a uma pretensão de imparcialidade do cientista, impossível de ser alcançada na área das ciências sociais, onde o pesquisador é, ao mesmo tempo, analista (exterior) e parte do objeto em estudo (interior), afetando a imparcialidade necessária.

Daí a percepção geral da ciência social como mera discussão ideológica (alicerçada por distintas visões de mundo, interesses e experiências do estudioso!).

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Opinião diversa tinha o professor Chico de Oliveira que, negando o mito epistemológico, advogava que,  ideologia era, justamente o material que a assegurar a cientificidade desse ramo do saber humano.

A impossibilidade de reprodução de experimentos e a alteração das condições de investigação, seja por mudança do meio, seja por mudança do próprio analista (conforme Heráclito, homem algum se banha no mesmo rio duas vezes!) não impediriam se fazer ciência  e permitiriam o fornecimento de explicações.

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Para tal objetivo, a observação dialética do movimento e do estabelecimento de regularidades exerceriam papel de destaque.  

O que poderia estar em consonância ao conceito de modernidade líquida de Zygmunt Bauman, tivesse eu um conhecimento mais aprofundado para discorrer sobre este conceito e autor.

Quanto a isso, reconheço minha ignorância e, antecipadamente, peço desculpas.  

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Por tudo quanto dito até aqui, acho temerário tentar fazer análises e extrair conclusões sobre o resultado das eleições do dia de ontem.

Admito que o resultado funcionou, para mim, como uma ducha de água fria. Afinal, meu desejo inconsciente era de estar vivendo em uma sociedade que respeitasse valores mínimos de solidariedade; liberdade, justiça e equidade; evolução, progresso e desenvolvimento; uma sociedade que respeitasse e zelasse pela conservação do meio ambiente e pela sustentabilidade, visando a preservação da vida em nosso planeta, tanto no presente quanto no futuro.

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Confesso que me decepcionei, não pelo resultado para os cargos majoritários, embora esperasse a vitória de Lula em primeiro turno e a possibilidade de um maior questionamento da gestão Zema em Minas, saindo de estereótipos do matuto mineiro e gestor privado de excelência, para tratar de questões mais objetivas e fundamentais para a totalidade do povo mineiro. Fora da ideologia neoliberal.

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Quanto ao, desgraçadamente atual, presidente do país, eu esperava que seus modos grotescos e a vergonha que tem feito o nosso país passar teriam um impacto, digamos mais nacionalista.

Porque entendo que ser patriota ou nacionalista não é apenas envergar a camiseta verde amarela da seleção de uma CBF corrupta. É muito mais.

É zelar pela população durante todo o período de mandato, não se lembrando de conceder auxílios APENAS A 3 MESES DA ELEIÇÃO.

Auxílios que não têm previsão de se prolongarem para 2023, findando em dezembro. E não têm previsão em documentos legais, como o projeto de LEI orçamentária.

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De forma ingênua, acreditava que o grosso da população não ia se deixar levar pelo discurso de um misógino. Ainda ontem, ao dar declarações sobre o resultado que o levou ao segundo turno, eu observei que não respondeu e nem deu atenção a perguntas a ele dirigidas por qualquer jornalista mulher.

Aqui um reconhecimento: tampouco os colegas masculinos deram espaço ou oportunidade para que suas colegas pudessem fazer indagações! O que mostra que sofremos não só um racismo estrutural, mas ligado a essa tragédia uma misoginia estrutural.

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Por outro lado, não acreditava que mais de 44% de eleitores, ditos esclarecidos, iriam aprovar o comportamento do portador da morte em relação às vítimas da Covid. E aos homossexuais.

E pior, a ambos.

Até hoje, a memória de esse pústula do Planalto estar imitando falta de ar, é muito lembrado. Até sua famosa declaraçao irônica  “estou com Covid” , sob gargalhadas.

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Importa destacar, em relação à essa última declaração, não foi apenas uma ironia com a doença. Foi uma agressão, mais uma grosseira aos homossesuais e a todos os LGBTQIA+.

A própria circunstância e  fala, referiam-se a um tipo de tratamento de aplicação de ozônio retal, anunciado em Santa Catarina, para tratamento da Covid.

O sociopata afinou a voz, como se fosse efeminado, e de forma acintosa, imitou alguém interessado em penetração anal. (Desejo inconsciente?)

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A maioria da população do país de forma democrática optou por escolher representantes de extrema direita, de inspiração fascista.

Assim, para não traçar qualquer análise crítica, no calor dos acontecimentos, antes externar um juízo de valor, aproveito o pitaco de hoje para abordar o livro de Umberto Eco, publicado em 2019 pela Editora Record, intitulado O Fascismo Eterno.  

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No livro, fruto de conferência apresentada em 1995, Umberto Eco lista e eu reproduzo abaixo,  14 características ou lições para identificar o neofascismo.

Abaixo vou reproduzir apenas para difundir as lições, sem comentários. Espero que sirvam para que cada um faça um exame interno, e possam se posicionar em relação à situação que estamos vivendo em nosso país.

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Às lições para identificação do fascismo (baseado em resumo de João Moreno): 

- Tradicionalismo ou culto à tradição: rejeição do progresso. A verdade já foi revelada no passado. (João, 8: 32 ?)

- Recusa da modernidade.

- Culto ao irracionalismo: rejeição ao pensamento científico  (terraplanismo, comportamento antivacinas) – “As universidades são um ninho de comunistas (…)  suspeita em relação ao mundo intelectual”

- Culto ao consenso e apelo à unidade: racista. A diferença é sempre um problema, e torna-se um instrumento de batalha.

- Origem identificada na frustração da classe média:   “(…) tem sido o apelo às classes médias frustradas, desvalorizadas por alguma crise econômica ou humilhação política, assustadas pela pressão dos grupos sociais subalternos”

- Nacionalismo: visão conspiracionista em relação a inimigos internos e externos (defesa da Amazônia contra possível invasão de inimigos externos. A Amazônia é nossa!)

- Transmutação de forças: inimigo ora forte ora fraco

- Militarismo, culto à arma e violência

- Desprezo pelos fracos: a base da força do líder está na fraqueza do povo. Este povo, incapaz de decidir, atribui ao líder poder para governar. A sociedade adota um padrão de comportamento baseado na existência de uma de hierarquia militar.

- A Educação é tratada como uma ponte ao heroismo.

- Militarismo e heroísmo levam ao machismo e rejeição ao diferente: hermetismo sexual

- Rejeição à democracia; povo é massa. Repúdio ao parlamento

- Novalíngua: educação para alienação

- Fascismo reside no cidadão comum, no cotidiano.

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Para concluir: com o Senado sob seu controle, alterações no Poder Judiciário tornam-se possíveis, bem como podem ser postos em prática seus planos de vingança contra ministros que o obrigaram ao cumprimento irrestrito das leis.

Reformas eleitorais, permitindo novas reeleições não estão fora do horizonte.

URGE VOTAR CONTRA ESSAS AMEAÇAS. URGE VOTAR LULA dia 30 de outubro!

quarta-feira, 28 de setembro de 2022

Chamada de alerta! Voto dia 2. Veja no link do youtube: https://youtu.be/bqreW5r2z-w

Vá ao link:

https://youtu.be/bqreW5r2z-w


Texto descritivo do conteúdo do vídeo do youtube:


 A intenção aqui não é lacrar.

Longe disso!

É defender a DEMOCRACIA. O cumprimento irrestrito das LEIS.

É lutar pela LIBERDADE, o Direito à Individualidade, expressos no respeito ao outro.

Na EMPATIA!

Na SOLIDARIEDADE e na busca de JUSTIÇA e EQUIDADE.

É a preocupação em reduzir ou eliminar as desigualdades sociais.

 

Para isso não é possível votar no ódio.

Optar por quem anda e protege milícias, como os assassinos de Marielle Franco. Optar, e proteger, por aqueles que invadem terras públicas, degradam o meio ambiente.

Não é possível optar por quem limita a transparência e decreta sigilos de até 100 anos. Se apropria da coisa pública, desde as rachadinhas às salas do Palácio Alvorada, que julga sua propriedade.

De quem se julga dono das Forças Armadas, de instituições como a Polícia Federal e até de demais Forças Militares, de outros níveis de governo.

Quem arma o golpe deve ser derrotado pelo voto, nas urnas.

Dia 2, vote Lula!


O 'minerinho desconfiado" Zema, e a história da esperteza que engole o espertinho

A inapetência de Zema para governar o Estado não pode ser jamais ampliada. Ela existe e ponto.

Situação que contrasta, ao que tudo indica, com sua capacidade para gerir os negócios privados, da família.

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Em relação aos negócios do grupo Zema, de que é herdeiro e que dirigiu até assumir o governo do Estado, teve importante papel na expansão do grupo, o que lhe permite conhecer bem as condições do mercado de trabalho, por exemplo, na região do Vale do Mucuri.

É esta região, que detém 5,1% da população do estado e apenas 1,9% do PiB estadual e que apresenta o menor PIB per capita de todo o Estado que foi alvo de declaração do governador a respeito da facilidade de se instalar empresas e contratar trabalhadores ao preço de um salário.

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Também é no Vale que, segundo Zema, contratar uma doméstica por 300 reais era muito fácil.

Mas a intenção ao recordar tais declarações infelizes do governador que tenta sua reeleição não é acusá-lo de prática de uma espécie de trabalho escravo, ou de hiperexploração do trabalho doméstico, nem tampouco o de destacar um fato que me parece inquestionáve: o governador descumpre a lei. E se não o faz de fato, incita outros a fazerem, o que em minha opinião alcança a mesma gravidade.

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Afinal, o mínimo que se exige de um chefe de poder Executivo é que cumpra a legislação em vigor, sob pena de desmoralizar-se e a toda a estrutura que integra o Estado de Direito.

No entanto, a recordação de tais afirmações tem fundamentos que explico a seguir.

Não sem antes destacar que o governador é um frasista nato.

Autor de frases marcantes e lacradoras, como a que proferiu quando do lançamento do auxílio emergencial pago pelo estado de Minas na pandemia, no valor de 600 reais.

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Zema queria pagar parcelado em 3 vezes, talvez pelo cacoete de dono da Financeira Zema de seu grupo.

Como se sabe, os grupos de lojas de venda de bens de consumo preferem, em geral, que as vendas não sejam à vista, mas atreladas a financiamento de instituição financeira do próprio grupo. Com isso, vendem uma unidade do bem e o cliente paga por três. Ou seja, o interesse é vender a dívida e os juros.

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Derrotado pela Assembleia em sua pretensão, explicou-se com frase lapidar:

“Nós sabemos, infelizmente, que muitas pessoas ao receberem esse dinheiro não fazem uso adequado do mesmo, vão para o bar, para o boteco, e ali já deixam uma boa parte ou quase a totalidade do que receberam”... (original: (https://www.poder360.com.br/brasil/romeu-zema-afirma-que-beneficiarios-gastam-auxilio-emergencial-em-bar/)

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A frase revela não apenas preconceito mas uma total insensibilidade do governador. O que não deveria causar estranheza.

Acontece que, já expressei muitas vezes que a ideia de que o indíviduo bem sucedido no setor privado será o melhor gestor da coisa pública.

Esse pensamento é tão verdadeiro como uma nota de 3 reais. Primeiro por serem ambientes dominados por lógicas completamente distintas.

A lógica dos negócios privados é levar vantagem, ganhar a concorrência, se impor no mercado aos seus competidores. Não por acaso, o mercado é tratado como um ambiente de guerra.

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Pode até acontecer de algum setor, ou empresários mais esclarecidos e mais competentes, perceberem a importância de trabalharem no fortalecimento do interesse do grupo como um todo e não da empresa individual.

Situação que vários economistas sempre se preocuparam em estudar, seja sob a forma perversa da formação de grupos oligopólicos, seja sob distintas formas da prática imperialista.

Razão porque Marx chamava a atenção para que a concorrência mais importante não era a intrasetorial, mas a intercapitalista.

Com grupos de capital se digladiando, no processo revolucionário e de exploração do capital. No limite, esses grupos todos se uniriam em defesa do interesse maior, único, do CAPITAL.

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O ambiente público, ao contrário, exige do gestor uma ampliação dos interesses e dos horizontes. A aceitação da divergência e a busca da inclusão.

A formação de interesses coletivos, seja para o melhor aproveitamento das situações de monopólios naturais, seja para que a atividade pudesse ter financiamento mais distribuído, maior controle da gestão e, ao fim e ao cabo, benefícios maiores, representados por externalidades positivas.

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Embora admito que essa visão seja abstrata e até romântica, ela inclui e se beneficia das experiências compartilhadas, dos planejamentos debatidos e avaliados sob distintas e mais amplas visões.

Na realidade, sabemos, por experiência própria, da existência de interesses de classe, de grupos, de autênticos “caronas” que querem aproveitar-se dos resultados, eximindo-se das dificuldades de ter de se empenhar e colaborar na construção do bem comum.

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A lógica do governador, como empresário, é a de gerar números, resultados financeiros positivos, não necessariamente capazes de serem a expressão do atendimento de qualidade e equitativo a toda as pessoas, a todos os grupos, a todos os cidadãos.

Daí sua sanha pela privatização. Pela transformação do público em espaço para a circulação da mercadoria, do valor e do dinheiro. Sempre em busca apenas do processo ininterrupto da maior valorização do próprio valor.

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Mas para chegar à privatização total, ele deve, primeiro, desconstruir todo o arcabouço público, todo o aparato estatal.

Tal qual seu mentor em nível federal, Zema não apenas desrespeita as leis, a institutucionalidade, como já dito antes, e visa desmoralizar o próprio Estado de Direito, mas também visa destruir as condições de sustentação do Estado.

Tudo com o objetivo de, na maior e mais reconhecida penúria, ter de recorrer à iniciativa privada para cumprir os direitos sociais mínimos consagrados ao atendimento da população e da condição de cidadania, previstos em nossa Lei maior.

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Especificamente em nosso Estado, o objetivo conduzir o tesouro à situação de maior penúria e escassez de recursos, levou o governador empresário a aceitar negociar direitos do Estado,  decorrentes de créditos contra a União em razão da Lei Kandir, de forma a abrir mão de mais de 130 bilhões de reais.

Tudo para obter 8,7 bilhões em 30 anos.

Além disso, procura desaparelhar todo o aparato de prestação de serviços, seja por prometer e depois voltar atrás na correção de salários das forças da segurança pública; seja por impor a aceitação de um Regime de Recuperação Fiscal que nos impede de contratar novos servidores, para assegurar a correta e decente prestação de serviços à população.

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Tal regime, destina-se a transformar-se em uma camisa de força, uma lei de teto de gastos que a própria União já fez questão de desmoralizar na esfera federal.

Mas pior, e para mostrar sua inapetência pela gestão pública, pelo Regime, Zema admite que toda a gestão do Estado fique subordinada a uma Comissão, um triumvirato de que fazem parte 2 membros indicados pelo Governo Federal.

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Ah! mas ele colocou os salários do funcionalismo em dia.

É verdade. Ele conseguiu a proeza de pagar em dia, funcionários e até as transferências de fundos constitucionais para prefeituras.

Mas deve ser assinalado que, para isso, fez uso de recursos obtidos da Vale, a partir da tragédia da mineração em nosso Estado, de que ele dá sinais claros de que não irá abrir mão nem  regular; de recursos eventuais de nova renegociação de venda da folha de pagamentos do Estado; ou recursos deixados de pagar à União, no montante de perto de 30 bilhões, em razão de medidas liminares em favor do Estado, por ações adotadas por governos anteriores.

Não à toa, Zema apenas sabe, pensa e teme seu antecessor: Pimentel.  

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Sem qualquer traço ou espírito de gestor público, nem mesmo interesse em adotar políticas públicas que beneficiem àqueles que não participem de seu restrito círculo de relações e interesses, ao contrário de ter que dar saúde e educação, saneamento e segurança alimentar, além da segurança púlbica sem recursos para tanto, sua alternativa é optar pela terceirização  de serviços públicos, e transferir tais obrigações para o setor privado.

Setor que, mesmo que não tenha interesse em obter superlucros, de forma a não matar a galinha dos ovos de ouro, deverá cobrar preços capazes de compensarem custos e margens de lucro que tornem atraente o investimento no negócio.

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Sejam lucros mais abusivos ou mais bem comportados, ainda assim são provenientes de preços cobrados de quem não tem e nem deveria pagar por um direito que lhe foi assegurado como dever do Estado.  

Esse é Zema, o mineirinho come quieto. Que adota um jeito capiau de andar, falar, vestir-se.

Mas que deveria voltar à gestão de seus negócios, de onde jamais deveria ter saído.

quinta-feira, 22 de setembro de 2022

É preciso falar de Guedes e sua gestão. E das escolhas, inclusive em Minas

A economia do Brasil cresce. O país cria empregos de qualidade e a inflação está próxima ao intervalo de tolerância em relação à meta.

O país apresenta superávit fiscal, o dólar está em queda e o Banco Central errou ao adotar a política contracionista, elevando as taxas de juros desde meados do ano passado.

O governo promoveu uma reforma administrativa capaz de reduzir a despesa com a folha de pagamentos e, com seu programa de privatizações conseguiu gerar uma arrecadação próxima de 1 trilhão de reais.

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Em razão de tudo isso, os números do Relatório de Insegurança Alimentar e Nutricional são falsos. É mentira que 33 milhões de pessoas estejam passando fome no Brasil. O poder de compra está mais que preservado pela transferência de renda do Auxílio Brasil, que corresponde a 1,5% do PIB.

Pelo Dieese, o custo da cesta básica atingiu, em agosto, o valor de 749,78 reais, devido a quedas em seu preço nos dois meses anteriores.  

Em todo o país, a cesta variou entre 539,57 reais em Aracajú  e o valor  em São Paulo.

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Ou seja, o valor do Auxílio de 600 reais,  turbinado por jogadas eleitoreiras que contaram com a participação e aprovação do sinistro, compravam entre 1,1 e 0,80 cestas.

O cálculo do número de cestas adquiridas nos estados que representam os valores limites para a cesta básica ajuda bastante a ilustrar a contestação do ministro. Especialmente se se dobrar o valor do Auxílio, para as famílias com mãe solo.

Nesse caso, em Aracajú, para ficar na cidade mais favorável, uma família teria condições de comprar 0,07 de uma cesta ao dia, no caso dessa família de mãe solo não ter filhos...

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No início da tragédia que se instalou no país, a partir de 2019, Guedes foi recepcionado e saudado por todo o mercado financeiro como o salvador das finanças nacionais. Ainda que não consideremos que parte da acolhida ao sinistro eram hipoteca de solidariedade de seus colegas de instituições financeiras de onde era egresso, o que servia de garantia de que o setor seria sempre privilegiado, contribuía muito para o clima de aceitação generalizada algumas características da personagem, além do comportamento acrítico da mídia.

Vamos a tais características: como não é segredo para ninguém Guedes foi um dos economistas formados pela escola de Chicago, os “Chicago Boys”, que correram para prestar seus serviços e conhecimentos ao ditador Augusto Pinochet, no Chile. Vá lá que não tinha qualquer papel de relevância na gestão desastrosa que arrasou o Chile e a maioria de sua população em benefício de uma minoria privilegiada.

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Mais tarde, fundou o Banco BTG Pactual, instituição detentora tanto de reconhecido êxito quanto de acusações de irregularidades junto à CVM.

Também é reconhecido por ter ocupado a presidência do IBMEC, de onde vem sua ligação com o setor educacional, que apenas ganha reforço com o fato de sua irmã Elizabeth Guedes ser a vice-presidente da Associação Nacional das Universidades Privadas.

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De formação ultraliberal e privatista por excelência, exerceu papel fundamental na tentativa de inviabilizar vários fundos de pensão ligados a instituições públicas como o Previ do Banco do Brasil, o Petros da Petrobrás, o Postalis dos Correios. Nesse caso, apesar das acusações que incluíam gestão fraudulenta – acusações que não avançaram – não logrou êxito em levar tais fundos à falência.

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Com relação ao comportamento acrítico e parcial da mídia, foi apresentado pelo terrorista deputado eleito para o mandato presidencial de 2019-2022 como o seu Posto Ipiranga. A verdadeira sumidade na área da Economia.

Bem, vindo de quem veio o elogio, apenas mesmo a aloprada aventura da imprensa tradicional na tentativa de se engajar no trem da vitória poderia servir de lastro ao indicado.

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Embora tenha que reconhecer que não era, ao menos de meu conhecimento, que ele havia feito várias leituras de Keynes. Em inglês, como fez questão de declarar na famosa reunião ministerial de 22 de abril de 2020, em que aconselhou à sua colega, a sinistra Damares, que deixasse eles se fuderem, no mais castiço português.

Antes, já em 2019 prometera e não conseguira alcançar resultado superavitário das contas públicas.

E já tinha dado declarações tornadas famosas e autoexplicativas, como a de que o dólar só chegaria a 5 reais, se o governo fizesse muita besteira.

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Outras declarações como a crítica aos passeios turísticos à Disney, das empregadas domésticas, ou o acesso do filho do porteiro ao ensino superior, também proferidas e difundidas, não merecem maiores críticas. Elas mostram quem é e o fundamento do pensamento de Guedes.

Agora, ficamos sabendo que ele está sofrendo efeito do fogo amigo, por parte dos integrantes do gabinete de campanha à reeleição do ministro. Ali, muitos o criticam alegando que demorou demais, por purismo, a acatar a necessidade de romper o teto de gastos; de dar aval à emenda dos precatórios, destinada a  “dar o cano” no direito reconhecido em última instância a milhares de credores do governo.

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Há que reconhecer que ele é vítima de duas forças: sua enorme incompetência, e da má vontade dos apoiadores do presidente. Afinal, foi ele e sua tremenda incapacidade e inexpressividade que permitiram a perda da gestão orçamentária, sob sua responsabilidade, pelo Executivo, para o Centrão.

O verdadeiro fator que explica o porquê de não termos assistido a um impeachment de seu líder.

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Também foi ele, e sua capacidade de se rebaixar e curvar-se como um capacho, que o levou já a apresentar, antes das eleições, a sugestão de se declarar Estado de Calamidade para 2023, de forma a que o teto de gastos possa continuar a ser despudoradamente desrespeitado.

De minha parte, já expressei  em pitacos anteriores que a calamidade maior é sua participação no governo, e a de seu patrão. Mas isso não é um estado que não poderia ser previsto.

Daí que não vejo qualquer dificuldade em entender porque ao longo do governo, e em reconhecimento a sua total e completa inaptidão,  seu patrão veio retirando todos os poderes que lhe deu no início do mandato. Ação a que o terrorista miliciano na presidência da república promete dar sequência, retalhando ainda mais o Ministério, agora para comprar apoio e votos de industriais, exportadores, etc.

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Guedes não deverá ficar só. Ficará apenas completamente isolado. Abandonado por todos que o aplaudiram.

Afinal, o que os empresários mais prezam, de qualquer setor de atividade é constância, estabilidade, estabelecimento de programas e metas e a busca de sua obtenção.

Nem é necessária a concordância integral com as propostas apresentadas pelo governo. Basta que haja propostas, planos, visibilidade no horizonte.

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E não o jogo de vaidades e servilismo desavergonhado, apenas para se manter sob os holofotes, talvez na ânsia de se ver livre de investigações que podem trazer à tona os maus feitos do sinistro proprietário de ‘off-shores’ não devidamente aclarados.

Mas, nesse governo, e daí o desespero em busca da reeleição ou até a proposta marota de anistia, vinda do sempre amigo e aliado Temer, o que todos desejam é a continuidade do foro privilegiado e de que o tempo permita que entre em cena a famosa e providencial  falta d memória do povo brasileiro.

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Não poderia encerrar o pitaco de hoje, sem falar minimamente do ridículo de um comício eleitoral feito em ambiente em que a agenda era a guerra  da Ucrânia e as preocupações que a cercam.

Isso para não falar da falta de respeito e decoro e, mais uma vez, empatia, do capitão da morte e de seus seguidores, na vergonhosa passagem por Londres, em razão de uma cerimônia fúnebre.

Mas, qualquer coisa que se fala desse estrupício que nos representa, e envergonha, apenas dá mais visibilidade e tempo para ocupar os meios de comunicação, confirmando sua capacidade de pautar a mídia.

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Tampouco não posso deixar de falar que de tudo ruim que poderia acontecer aos mineiros, ainda pior é somar-se ao miliciano, o candidato que se faz de mineirinho esperto e bom gestor: esse que quer abdicar do direito de gerir o povo mineiro, entregando a governança do Estado justamente a Guedes e seus prepostos.

Tudo isso via a aprovação do Regime de Recuperação Fiscal, que nada recupera e vende todo o resto de Estado que nos resta.

  

sexta-feira, 16 de setembro de 2022

Dúvidas sobre a razão da insistência e a viabilidade de uma terceira via e outras dúvidas que não podem ser esquecidas

Interessante notar que,  de qualquer ângulo que a analisemos, Tebet, a palindrômica Simone, não consegue alterar ou disfarçar o verdadeiro sentido de sua candidatura oportunística e conservadora.

Não à toa, grande parte de seu partido adotou postura contrária à sua intenção de ocupar  o espaço que os meios tradicionais de comunicação tanto batalharam para desbravar, o de uma terceira via, de centro-direita.

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Não por acaso os antigos políticos do PMDB, em especial os representantes das regiões menos favorecidas do país, se insurgiram contra a indicação de um candidato cujas chances reduzidas de vitória baseavam-se nas quimeras e ilusões tramadas pelas narrativas construídas por uma pretensa elite intelectual, associada aos interesses dos grandes capitais, em especial o parasitário capital financeiro.

Políticos experientes, contando com longo tempo de experiência e sobrevivência em meio às negociatas urdidas nos salões dos palácios dos governos, os líderes do PMDB mesmo em tempos pós-pandêmicos não perderam sua capacidade olfativa nem tiveram seu faro afetado: antes, a realidade de sua região e de seus conterrâneos mais desfavorecidos lhes indicava o caminho possível.

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Ante a barbárie da fome e da miséria; da aprovação do conjunto de leis destinadas a precarizar as relações de trabalho e a submeter o trabalhador apenas à supressão de direitos;  da aplicação do receituário neoliberal que suprime qualquer possibilidade de ter acesso a  condições  dignas de saúde pública e assistência social, de educação e capacitação para si e para seus descendentes, e de assegurar uma condição de vida pós-laboral minimamente decente, os representantes da velha política sabem bem a opção que resta a seus eleitores. E essa opção é representada por Lula e a recordação dos tempos de melhores condições de vida de seus governos.

Daí que não surpreende a tentativa de cristianização de Simone, uma candidata que, apesar de toda sua louvável atuação na CPI da Covid, merecedora de reconhecimento e elogios, não passa de uma versão mais light do viés conservador e neoliberal.  que a acompanha desde o berço.

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E importa assinalar também que, a ninguém minimamente informado, o tom feminista adotado pelo discurso da candidata é capaz de convencer. Principalmente quando suas propagandas de campanha a apresentam como a primeira candidata a presidente do Senado de nosso país.

Propaganda que apenas serve para aguçar a curiosidade: afinal, porque Simone, defensora, apoiadora e voto certo a favor de todos os principais projetos de interesse do governo atual, contrários aos interesses da sofrida classe trabalhadora, rompeu com o governante de plantão?

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Porque ela retirou seu apoio vindo a assumir uma postura mais crítica?

Será que, como dizem as más línguas pelos corredores do prédio do Senado, a senadora se sentiu traída por não ter tido o apoio esperado à sua reivindicação por parte do Planalto? Será que se sentiu desprestigiada, depois de tanta demonstração de fidelidade ao Executivo? Será que sua consciência finalmente se manifestou ao perceber o vultoso investimento, de bilhões de reais, na candidatura e eleição de seu adversário Rodrigo Pacheco, para ocupar o cargo que ela almejava?

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Para os que acompanham o dia-a-dia da política, o tom feminista de Tebet corre o risco de beirar o ridículo: candidata à presidência do Senado, seu feminismo não a impediu de, anos antes, tramar para a derrubada de outra mulher, legítima e democraticamente eleita, ocupante do cargo de maior relevo do Executivo do país.

A quem o feminismo de Tebet visa ludibriar?

Quanto às pautas que ela defende, que são de conhecimento público, incluem  a indenização aos fazendeiros responsáveis pela ocupação ilegal de terras. Ou as manobras destinadas à paralisação e interrupção da demarcação de terras indígenas, um imperativo constitucional.

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Apenas surfando nas ondas de uma mídia carcomida e de uma nata de jornalistas que exalam o odor de naftalina, Simone poderia acreditar ser o nome viável para ocupar o espaço do espectro político-eleitoral de nosso país.

O que apenas mostra a miopia dos estrategistas da terceira via. Ou o mal 'caratismo' de seus defensores, que atribuem comportamentos semelhantes aos polos antagônicos existentes, como se houvesse qualquer afinidade entre a justiça e a democracia de um lado e um regime autoritário de outro. 

Afinal, se for para dar sequência à implantação do receituário neoliberal e conservador, melhor permanecer com um autêntico representante da ultradireita radical, ainda mais se acompanhado de um ex-assessor de coisa alguma (o sempre presente Aspone!) de um grupo de professores e economistas de Chicago e Harvard, comandados por Jeffrey Sachs, junto ao governo de Augusto Pinochet.

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Nunca é demais lembrar da passagem ociosa de Guedes pelo Chile, naquela época de trevas, ao lado de um militar de fato, um general autoritário e sanguinário que, com apoio do governo americano visava aplicar as políticas de destruição das bases de uma sociedade justa e equitativa. Tudo com o objetivo de permitir a sobre-exploração do trabalho e a geração de superlucros.

Favorecendo, em especial, a empresas americanas ou consorciadas com as grandes empresas fornecedoras de produtos primários do Chile.

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Não é necessário enfatizar a analogia das situações experimentadas pelo Chile dos anos 70 e 80, com o Brasil do atraso do atual governo. Ambos sob comando de militares e apoio dos Exércitos desviados de suas funções; ambos de viés autoritário, ambos com a presença sempre prejudicial de Guedes.

Interessa aqui, no entanto, mais que o paralelismo, a conclusão óbvia:  entre um governo de centro direita, dedicado a implantar as políticas voltadas à expansão do poder do capital, e um e um governo já comprovado, radical de direita, porque não abrir o flanco ao inimigo?

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Por que não apostar suas fichas em quem já mostrou ao que veio e sua disposição para passar como um trator por cima de um conjunto de leis consideradas muito benevolentes, geradoras de direitos e condições jugadas apenas como elementos dificultadores do processo de exploração sem limites de recursos nacionais: humanos e naturais.  

Entre a ilusão de alguma viabilidade eleitoral de uma terceira via com Tebet e o reconhecimento da verdade nua e crua daqueles que desejam romper o pacto social que inspirou a Constituição cidadã de 88, o melhor é se aliar com a força bruta e a barbárie.

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Com direito a tentar, se necessário, extirpar da face do país, a todos aqueles que ainda nutriam algum sentimento de humanismo e solidariedade.

Não há pois, 2ª via. Há uma opção apenas: a civilização ou a volta ao mundo da selvageria e da lei do mais forte.

Não há a luta do bem contra o mal. Há a luta pela vida contra a morte. Da paz e união contra as armas e as demonstrações de violência e ódio.

Há Lula.

Ou o abismo.

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Fora isso apenas dúvidas:

Por que Queiroz depositou 89 mil reais para Michelle?

Como o valor de 51 imóveis, de cerca de 26 milhões foram conduzidos para liquidação do pagamento da compra dessas propriedades?

Como multiplicar os rendimentos para permitir a aquisição de 107 imóveis, o que nem uma grande imobiliária é capaz de alcançar no mesmo período de tempo?

Onde anda a fantasma Wal do Açai e que cargo ela ocupa hoje?

Quem mandou matar Marielle?

 

 

quinta-feira, 15 de setembro de 2022

O tempo urge e com ele a necessária desmitificação do mal

 Eu desejava iniciar este pitaco parafraseando a célebre abertura de uma das mais importantes obras de toda a Humanidade:

“Um espectro ronda nosso país”.  Um fantasma ronda nosso processo eleitoral.

O fantasma do golpe contra a democracia e o Estado de Direito e contra as liberdades democráticas que nós, o povo brasileiro, lutamos tanto para conquistar, após 21 anos de escuridão.

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Razão porquê devemos nos unir e canalizar todos os nossos esforços nessa reta final de campanha para levar o candidato da paz e da conciliação, o candidato da esperança à vitória no primeiro turno.

De forma a afastar de vez qualquer possibilidade de que todos os fascistas, todos os extremistas e ultrarradicais de direita venham a ter a oportunidade de darem vazão a toda sua contradição e ignorância.

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Afinal,  nossa Lei Maior lhes assegura o direito de liberdade de opinião e de livre manifestação e os autoriza a saírem às ruas para manifestarem apoio, inclusive, à eliminação do direito de continuarem emitindo suas opiniões equivocadas.

De continuarem se manifestando livremente nas ruas, para onde carregam faixas e cartazes, que pedem a implantação de um regime autoritário, ditatorial, onde apenas a vontade de uma minoria – em geral militar ou armada -  será respeitada.

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Este, nosso problema e nosso fantasma: parte da população, embora minoritária, mostrar-se aguerrida, esganiçada, até histérica, na busca de seu autoengano.

Lembro-me aqui, e faço parênteses para falar do grande advogado Sobral Pinto e seu apoio aberto ao golpe militar que derrubou um governo democraticamente eleito, sob a desculpa falaciosa de que o presidente – um estancieiro rico – estivesse conduzindo o Brasil para o comunismo.

Em documentário que aborda a trajetória do Doutor Sobral (Sobral Pinto, o Homem que não tinha Preço, 2012), ele admite ter mudado de opinião sobre o golpe logo nos primeiros dias, quando viu militares batendo e espancando o povo sofrido que lhes dava apoio.

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Devemos pois, nos cercarmos de toda a cautela, para podemos gritar a plenos pulmões, e levantar a 'hastag' nas redes sociais reafirmando nossa crença inabalável no império da vontade popular:

#FASCISTAS NÃO PASSARÃO!

O que exige, de cada um de nós, estarmos munidos de paciência, respeito e argumentos cuja difusão permita convencer a todos os eleitores de Simone, a palindrômica,  darem um voto capaz de impedir que o representante das forças antidemocráticas ganhe musculatura e força.

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Nunca é demais recordar que a mera passagem ao segundo turno do representante do obscurantismo, do defensor da tortura e de torturadores, do advogado da ideia de que adversários políticos devem ser extirpados, quem sabe até da Solução Final, tal qual a Alemanha dos anos 30, servirá para destampar e liberar as piores forças existentes enrustidas no nosso país.

Ataques a adversários, ataques a mulheres, ataques a jornalistas e a todos que apenas usam de seu raciocínio e do direito de desejarem estar melhor informados, deixarão de ser episódicos, para se transformarem em rotina.

#fascistasnãopassarão!

 

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Não será mais apenas o atual ocupante do cargo que irá se apresentar fingindo falta de ar, ou mostrando qualquer falta de empatia com familiares de vítimas da pandemia, por taxar o sentimento de luto como simples mimimi,  seja por achar que o tratamento com o luto é papel apenas dos sofridos e explorados trabalhadores coveiros.

Não será mais apenas este misógino que irá agredir jornalistas, ou se sentir no direito de estuprar mulheres, desde que não sejam muito feias. Não será mais esse genocida que irá se referir ao direito dos invasores de terras de defenderem seus crimes contra as populações originárias, indígenas ou quilombolas, tratadas como gado e pesadas em arrobas.

#fascistasnãopassarão!

 

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A possibilidade de este covarde chegar ao segundo turno, alimentada por uma tentativa marqueteira de se vender ovelha no lugar do lobo do mal, tentando mostrar-se agora o coitadinho, o arrependido, só dá relevo a sua covardia.

Tal qual seus apoiadores armados, valentes para invadir comemorações de aniversário, aproveitando-se do fator surpresa, pegando desprevenidos os que consideram seus desafetos.  Ou suficientemente fortes para atacarem e tentarem decapitar, em seu ódio insano, algum colega de trabalho apenas por ter opinião divergente.

#fascistasnãopassarão!

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O período de trevas e catástrofes que a mera hipótese de segundo turno nos leva a imaginar e temer pode bem ser ilustrada por este marginal eleito deputado estadual por São Paulo, Douglas Garcia.

Macho e forte o suficiente para ofender e agredir a uma mulher. Verdadeiro tigrão.

Hombridade não sustentada para pedir a lavratura de um B.O. contra Leão Serva, o diretor da TV Cultura, este sim, contra quem ele até teria direito de se insurgir, por ter tomado seu celular e ter colocado o aparelho em modo avião.

Isso, se não seguisse ao pé da letra o caráter de seu mito: covarde!

#fascistasnãopassarão!

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Do coronelzinho do PDT, que está conseguindo jogar na lama toda a história que construiu desde os tempos que era do partido de sustentação ao governo da ditadura, o PDS, até depois quando de sua passagem por todos os vários partidos e siglas por que passou de forma oportunista no período da democratização, não há muito o que falar.

Mais que sua ficha, ele está jogando na lata de lixo a história do PDT, o passado e o sonho de Brizola, fundador do partido em razão de a Justiça ter-lhe negado o direito de uso da sigla que era sua, por direito: o PTB. Sigla entregue a Ivete Vargas, e que desde então só descambou a ponto de ter hoje em sua direção um Roberto Jefferson.

#fascistasnãopassarão!

 

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Então não há o que falar de um ressentido, despeitado, cujo fim se aproxima inexorável: junto ao gestor da morte.

Mas, há que se tentar convencer aos respeitados partidários e filiados do partido de Brizola. Para mostrar a cada um deles que o líder maior da sigla estaria empenhado com toda a sua energia na tentativa de não deixar o Brasil que ele amava, se perder nas garras do fascismo.

#fascistasnãopassarão!

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A oportunidade que se abre a todos nós, democratas, nesse instante é clara: derrotar o monstruoso carniceiro. O ator canastrão, cujas lágrimas de crocodilo e falso arrependimento não conseguem enganar mais ninguém, salvo a malta de seus seguidores, cada vez mais concentrada nas pessoas de mesma dimensão de caráter nulo, e tão descerebrados quanto o espectro fantasmagórico que lhes serve de paradigma.

Afinal, aqueles todos que se deixaram enganar de boa fé em 2018, e eles existem em número bastante razoável, já se encontram, a essa altura, em pleno domínio e consciência de sua capacidade de enxergar o mal, e combatê-lo.

#fascistasnãopassarão!

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Toda nossa energia em favor de definição das eleições no primeiro turno.

Com Lula, lá!