sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Castelos de areia

Transposta a arrebentação
A muralha de arrecifes de corais
Espraia-se o mar na areia
Águespuma penetrando as entranhas da terra

Na areia fina, ardente,
Erguido em circunvoluções pelo vento
Eu me encolho

Faltam nuvens no céu imenso
De azul do inverno intenso
Folha de papel onde rabisco
Com meu pensar o verso denso

Fixidéia que atormenta-me
E macula o espaço transformado
Rascunho obsceno
Fruto de pobres garatujas
Que se desvanecem em sonhos
            Imagens
            Como os castelos de areia
            Que o vento arrebata na praia
            E leva de volta ao mar.

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