Sol e calor "de rachar" na estreia e no primeiro dia útil deste 2014.
Como não poderia deixar de ser, as pautas dos meios de comunicação, de forma unânime, procuram enfatizar as dificuldades financeiras que o mês de janeiro proporciona a toda a população, fruto do acúmulo de gastos com os presentes de Natal e Fim de Ano, das despesas com o pagamento de impostos, que chegam tão religiosamente quanto a virada do Ano e as chuvas violentas e desastres de verão.
A esse respeito, é bastante significativo e curioso que toda a imprensa dê destaque às calamidades e destruição trazidas pela chuva incessante, invariavelmente cobrando das autoridades públicas ações que, em geral, não foram adotadas, ficando apenas em repetitivas promessas.
Nesta hora, os comentários nos jornais noturnos é sempre o mesmo: será que as autoridades não agiram porque não esperavam as chuvas de virada do ano? Será que os setores responsáveis não sabiam que essa é a temporada de chuvas e que, querendo ou não, as tempestades virão?
Pois bem. A situação serve, à perfeição, em minha opinião, para a situação das finanças pessoais no início do Ano.
Afinal, tão certo como o fato de que haverá reveillon e queima de fogos no dia 31 de dezembro, e que o Ano Novo irá começar no dia seguinte repetindo o tradicional "capo de mesi, capo de anni" do capodanno, o mês de janeiro é o mês de recolhimento aos cofres públicos do IPTU municipal e do IPVA, sobre a propriedade de veículos e cuja receita é compartilhada entre estados e municípios.
Ora, sabendo disso, porque não nos planejamos, ao longo do ano, guardando uma pequena quantia a cada mês e criando um fundo para o pagamento desses tributos?
Será que, tal qual as autoridades que criticamos, também nós não sabíamos dos impostos de janeiro?
E para aqueles que têm família e crianças ou jovens em idade escolar, será que se esqueceram ou esquecem de que é o início do ano a época de renovação de matrículas - em especial de cursos complementares, gastos com material escolar, uniformes e renovação de contratos de prestação de serviços de transportes escolares? Isso, sem contar que janeiro é um mês de maiores gastos em função das férias e do calor...
Afinal, mesmo que não seja possível sair em viagem de férias, em função do custo absurdo de passagens aéreas e hotéis, sem contar no desconforto que viagens e aeroportos e estações rodoviárias, ou até mesmo as rodovias, representam, como deixar os meninos presos em casa, ou em apartamentos?
Como arrumar atividades para que os menores possam botar fora toda a energia acumulada e incapaz de caber e ser saciada com atividades exercidas em ambientes cada vez menores? E claro, todas essas atividades, realizadas em ambientes externos implicam em gastos com transportes, tickets de ingressos, lanches que exigem recursos que concorrem, necessariamente, com os pagamentos de início do ano.
Mas, tal qual o governo, também nós deixamos tudo para a última hora, e acabamos bancando nossas despesas de formas irracionais, muitas vezes acumulando dívidas, ou lançando mão de recursos de créditos muito caros.
Enfim, a ausência de planejamento é não apenas visto como uma característica, senão como um dos principais e mais comentados - e até comemorados - traços de caráter do povo brasileiro.
E daí o interesse da mídia e a mesma ladainha de sempre, cumprindo o papel de orientar as pessoas a evitarem se encalacrar em dívidas e crediário desde o início do Ano, para que os votos de Feliz Ano Novo tenham uma mínima oportunidade de se concretizarem.
***
Pitacos sobre a sujeira
Nesse início do ano não poderia deixar de tecer algum comentário sobre as comemorações e shows da virada de ano, principalmente nas praias do país.
Não para comentar da sempre bela e magnífica queima de fogos, que enfeitam os céus e enchem as telas de nossas televisões, nos brindando com um espetáculo de luzes e cores deslumbrante.
Da descrição do espetáculo de fogos, as tevês e jornais e fotos já dão conta à larga.
Gostaria de comentar aqui do outro lado da festa, do que acontece ao final dos shows, mais propriamente, da sujeira acumulada nas praias. Sujeira e lixo resultantes da aglomeração e da completa falta de educação e urbanidade de nossa população.
Nada contra o farofeiro. Nada contra o piquenique nas areias, à espera dos shows musicais e da queima de fogos. Nada contra a garrafa de champanha ou espumante, e do convívio dos copos de plástico com as latinhas de cerveja ou refri.
Mas, finda a festa, porque as pessoas que levaram comidas e bebidas para a praia não demonstram a preocupação em limpar o ambiente em que passaram horas de diversão e alegria?
Lembro-me de um colega que esteve no Japão acompanhando uma partida de futebol, e de seu espanto ao verificar que os torcedores japoneses, em geral em família, chegam aos estádios, acompanham os jogos, comem, bebem, comemoram e se divertem e, ao final de tudo, limpam completamento o local onde se instalaram. De tal forma que seria quase dispensável a presença da equipe de faxina ao final.
Em sacos plásticos, que depois depositarão nas lixeiras, eles se divertem e se preocupam em manter limpo o local que lhe deu abrigo.
Aqui no Brasil, ao contrário, a marca das festas é lixo, muito lixo acumulado que transmitem um aspecto de desolação que não condiz com o evento realizado.
Hoje, dia 2, os jornais noticiam 3 toneladas de lixo recolhidos em Ubatuba, no litoral norte de São Paulo. No dia de ontem, as fotos estampavam a praia de Copacabana, onde um casal mais afoito não se incomodou de dormir ali mesmo, em meio a todo o lixo que as pessoas deixaram.
Engraçado que justo no Rio há uma legislação destinada a punir aqueles que jogam lixo nas ruas. Com multas para os que são apanhados praticando esse comportamento abjeto.
E logo em Copacabana, na praia, no último dia do ano, quando as pessoas botam para fora o melhor de si, o que os turistas deixam na Princezinha do Mar é uma montanha de lixo. Prova de toda a falta que educação traz a um povo.
quinta-feira, 2 de janeiro de 2014
quarta-feira, 1 de janeiro de 2014
Feliz 2014, um Ano que temos tudo para fazer Novo, de verdade
Chegou 2014. Em meio a fogos de artifícios que encheram os céus, desde a Nova Zelândia, para nós brasileiros ainda no início do dia 31, até Fortaleza, Salvador, João Pessoa e Natal que, de fora do horário de verão, entraram o Ano Novo com uma hora de atraso.
O que não significa que não coloriram os céus com chuvas de lágrimas e fogos que explodem em gotas de esperanças coloridas.
Chegou 2014! Então, a todos, um Feliz Ano Novo.
Um Ano de muita PAZ, muita LUZ, muita Alegria. Saúde e Força.
Ano que se inicia com boas notícias, de ligeira recuperação do piloto heptacampeão de automobilismo, Schumacher que, embora ligeira, ainda apresenta uma velocidade incompatível com aquela que sempre foi a característica do alemão.
Ainda assim, apesar do estado crítico em que ainda se encontra, o fato de estar com o quadro clínico estabilizado é alvissareiro.
E tomara que o alemão possa sair dessa, para que possa continuar vivendo plenamente.
O que, como a mensagem de fim de ano que recebi do colega Cristiano, reproduzindo texto de Clarice Lispector, significa viver todos os riscos que são o que tornam nossa vida digna de ser vivida.
***
E que 2014 possa ser um ano de menos violência, tanto nas ruas das grandes cidades, quanto e principalmente nas estradas, manchadas nesses últimos dias, ao menos aqui em Minas, pela perda de 70 vidas preciosas em acidentes, muitos dos quais evitáveis.
De menos violência e menos intolerância. De mais calma e tranquilidade, especialmente para aqueles que têm a obrigação de enfrentarem dia após dia, o estresse e a loucura do trânsito caótico.
De menos violência e menos brigas nos estádios, cada vez mais transformados em arenas onde a selvageria praticada pelas torcidas organizadas e pelos criminosos por elas acobertados, faria corar de inveja qualquer cristão atirado aos leões, ou qualquer romano ávido pelo pão, circo e afinal, saciado com sangue.
De menos violência nos MMAs da vida, que de esporte têm apenas a centelha original da competição e da disputa, já que são muito mais demonstrações de nossa barbárie e nossa estupidez.
Que o diga Anderson Silva e sua contusão, uma fratura que não é exclusividade das lutas, sem dúvida, mas que servem de alerta para toda a selvageria contida em uma atividade que expõe o corpo humano a tanta agressão.
Que nosso Ânderson, já em início de seu processo de recuperação, em casa e junto de sua família, possa alcançar sua plena recuperação nesse início de 2014.
***
Mas chegou 2014 e, com o Ano Novo, já encontram-se às nossas portas a Copa do Mundo, em junho e julho, provavelmente as manifestações de rua e, posteriormente, as eleições. Sem sombra de dúvida, em minha opinião, o evento mais importante do ano, embora empanado pela disputa da Copa, apenas um trimestre antes.
Porque, se derrotada a nossa seleção canarinha, e instalados a frustração e o pessimismo no nosso espírito coletivo, ou ao contrário, conquistado o título, o sexto, não resta dúvida que, num caso, a oposição irá querer se aproveitar do fracasso, responsabilizando o governo, ou serão os partidos da base do governo, e o próprio governo, que irão querer capitalizar a vitória. De qualquer maneira, nem um lado, nem outro contribuíram para qualquer que venha a ser o resultado do torneio, salvo talvez em nossas análises, levarmos em consideração que foi o governo, com o uso -INDEVIDO- de recursos públicos, que contribuiu com financiamentos, isenções, etc. para a construção ou reformas dos estádios, aqueles templos que seriam erguidos exclusivamente pelo capital privado, se alguém acreditou mesmo em mais essa mentirinha...
***
Pois bem, chegou 2014 e nesse Novo Ano, desejo que a economia brasileira possa manter, ao menos, alguma estabilidade, longe de um crescimento e uma melhoria espetacular, mas bastante mais afastada de qualquer possibilidade de crise.
Que a inflação possa ser ainda mantida sob controle, senão na meta, o que não é necessariamente obrigatório ou até desejável, ao menos dentro do intervalo de tolerância, que existe exatamente para essa finalidade: controlar a doença, sem matar o doente.
Que nosso câmbio possa ser cada vez mais conduzido em direção à sua cotação mais benéfica para os interesses de nosso país, permitindo que possamos evitar uma cada vez maior deterioração de nossa balança em conta de transações correntes.
Que possamos, então, depender menos do capital externo que deixará de ser nosso salvador, para passar a alcançar sua verdadeira e exata dimensão, de parceiro de nosso desenvolvimento.
Que possamos manter os gastos do governo sob controle, sem esquecer que são justamente estes gastos tão criticados e combatidos, que cobramos que sejam efetuados, para que possamos dar padrão Fifa a nossa Educação e nossa Saúde, do povo brasileiro.
E que são estes gastos, representados por melhores remunerações de professores e médicos e de instalações melhores e mais dignas de trabalho, que exigimos que sejam financiados, embora, toda vez que a remuneração de médicos e professores seja majorada, isso tenha, necessariamente um impacto sobre a folha de pagamento do funcionalismo, medida que a torna imediatamente objeto de crítica dos mesmos que bradam que o governo deve cortar gastos, e que deve investir - PESADAMENTE - em Educação e infra-estrutura, por exemplo.
***
Que votemos em outubro, mais com a razão que o coração. Mais com o pensamento no coletivo e nos interesses maiores, que nos nossos interesses mais imediatos e pessoais, embora eu saiba, claro, que esse é apenas o discurso de um desejo que, no mundo dominado por interesses, fica apenas no discurso. Parte daquele conjunto de boas intenções, sem viabilidade.
***
Que o futebol mineiro continue a brilhar em 2014, e que o Galo possa voltar a nos proporcionar, agora em dobro, as alegrias (não os sofrimentos!) do ano de 2000 e Galo.
***
Enfim, que tenhamos um Ano para viver intensamente. E que possamos e sejamos capazes de vivê-lo intensamente.
Bem vindo 2014.
E Felicidades a todos os meus amigos e leitores, entre os quais cito a seguir vários, aproveitando para retribuir-lhes os votos que nos manifestaram, no Natal e na passagem de Ano: o grande colega e amigo, professor José Antônio Torres; o Fernando Baiano, o Anibal, o Ewerton, o Borela, o João Manuel, o Pedro Cifuentes, os Andrés, o Sérgio Leite, a Alessandra, a Vera, a Mariângela, o Tribuzi, o Vitor, todos do Banco Central em nome dos quais aproveito para cumprimentar a todos os demais, apenas por economia de espaço. E mais os amigos, Ricardo Boynard, Avelino, Fani, Mário que estão curtindo merecidas e eternas férias.
O Pieroni, o Marquinho Miranda, o Luciano da Copasa, o Ramires e a Helo, o Toninho, o Fernandinho e Cacá, o Gaeta, o Marcelo Copasa, o Reco e todos os amigos de Galo e de bares...
Enfim, tudo de bom para todos e um Feliz 2014.
O que não significa que não coloriram os céus com chuvas de lágrimas e fogos que explodem em gotas de esperanças coloridas.
Chegou 2014! Então, a todos, um Feliz Ano Novo.
Um Ano de muita PAZ, muita LUZ, muita Alegria. Saúde e Força.
Ano que se inicia com boas notícias, de ligeira recuperação do piloto heptacampeão de automobilismo, Schumacher que, embora ligeira, ainda apresenta uma velocidade incompatível com aquela que sempre foi a característica do alemão.
Ainda assim, apesar do estado crítico em que ainda se encontra, o fato de estar com o quadro clínico estabilizado é alvissareiro.
E tomara que o alemão possa sair dessa, para que possa continuar vivendo plenamente.
O que, como a mensagem de fim de ano que recebi do colega Cristiano, reproduzindo texto de Clarice Lispector, significa viver todos os riscos que são o que tornam nossa vida digna de ser vivida.
***
E que 2014 possa ser um ano de menos violência, tanto nas ruas das grandes cidades, quanto e principalmente nas estradas, manchadas nesses últimos dias, ao menos aqui em Minas, pela perda de 70 vidas preciosas em acidentes, muitos dos quais evitáveis.
De menos violência e menos intolerância. De mais calma e tranquilidade, especialmente para aqueles que têm a obrigação de enfrentarem dia após dia, o estresse e a loucura do trânsito caótico.
De menos violência e menos brigas nos estádios, cada vez mais transformados em arenas onde a selvageria praticada pelas torcidas organizadas e pelos criminosos por elas acobertados, faria corar de inveja qualquer cristão atirado aos leões, ou qualquer romano ávido pelo pão, circo e afinal, saciado com sangue.
De menos violência nos MMAs da vida, que de esporte têm apenas a centelha original da competição e da disputa, já que são muito mais demonstrações de nossa barbárie e nossa estupidez.
Que o diga Anderson Silva e sua contusão, uma fratura que não é exclusividade das lutas, sem dúvida, mas que servem de alerta para toda a selvageria contida em uma atividade que expõe o corpo humano a tanta agressão.
Que nosso Ânderson, já em início de seu processo de recuperação, em casa e junto de sua família, possa alcançar sua plena recuperação nesse início de 2014.
***
Mas chegou 2014 e, com o Ano Novo, já encontram-se às nossas portas a Copa do Mundo, em junho e julho, provavelmente as manifestações de rua e, posteriormente, as eleições. Sem sombra de dúvida, em minha opinião, o evento mais importante do ano, embora empanado pela disputa da Copa, apenas um trimestre antes.
Porque, se derrotada a nossa seleção canarinha, e instalados a frustração e o pessimismo no nosso espírito coletivo, ou ao contrário, conquistado o título, o sexto, não resta dúvida que, num caso, a oposição irá querer se aproveitar do fracasso, responsabilizando o governo, ou serão os partidos da base do governo, e o próprio governo, que irão querer capitalizar a vitória. De qualquer maneira, nem um lado, nem outro contribuíram para qualquer que venha a ser o resultado do torneio, salvo talvez em nossas análises, levarmos em consideração que foi o governo, com o uso -INDEVIDO- de recursos públicos, que contribuiu com financiamentos, isenções, etc. para a construção ou reformas dos estádios, aqueles templos que seriam erguidos exclusivamente pelo capital privado, se alguém acreditou mesmo em mais essa mentirinha...
***
Pois bem, chegou 2014 e nesse Novo Ano, desejo que a economia brasileira possa manter, ao menos, alguma estabilidade, longe de um crescimento e uma melhoria espetacular, mas bastante mais afastada de qualquer possibilidade de crise.
Que a inflação possa ser ainda mantida sob controle, senão na meta, o que não é necessariamente obrigatório ou até desejável, ao menos dentro do intervalo de tolerância, que existe exatamente para essa finalidade: controlar a doença, sem matar o doente.
Que nosso câmbio possa ser cada vez mais conduzido em direção à sua cotação mais benéfica para os interesses de nosso país, permitindo que possamos evitar uma cada vez maior deterioração de nossa balança em conta de transações correntes.
Que possamos, então, depender menos do capital externo que deixará de ser nosso salvador, para passar a alcançar sua verdadeira e exata dimensão, de parceiro de nosso desenvolvimento.
Que possamos manter os gastos do governo sob controle, sem esquecer que são justamente estes gastos tão criticados e combatidos, que cobramos que sejam efetuados, para que possamos dar padrão Fifa a nossa Educação e nossa Saúde, do povo brasileiro.
E que são estes gastos, representados por melhores remunerações de professores e médicos e de instalações melhores e mais dignas de trabalho, que exigimos que sejam financiados, embora, toda vez que a remuneração de médicos e professores seja majorada, isso tenha, necessariamente um impacto sobre a folha de pagamento do funcionalismo, medida que a torna imediatamente objeto de crítica dos mesmos que bradam que o governo deve cortar gastos, e que deve investir - PESADAMENTE - em Educação e infra-estrutura, por exemplo.
***
Que votemos em outubro, mais com a razão que o coração. Mais com o pensamento no coletivo e nos interesses maiores, que nos nossos interesses mais imediatos e pessoais, embora eu saiba, claro, que esse é apenas o discurso de um desejo que, no mundo dominado por interesses, fica apenas no discurso. Parte daquele conjunto de boas intenções, sem viabilidade.
***
Que o futebol mineiro continue a brilhar em 2014, e que o Galo possa voltar a nos proporcionar, agora em dobro, as alegrias (não os sofrimentos!) do ano de 2000 e Galo.
***
Enfim, que tenhamos um Ano para viver intensamente. E que possamos e sejamos capazes de vivê-lo intensamente.
Bem vindo 2014.
E Felicidades a todos os meus amigos e leitores, entre os quais cito a seguir vários, aproveitando para retribuir-lhes os votos que nos manifestaram, no Natal e na passagem de Ano: o grande colega e amigo, professor José Antônio Torres; o Fernando Baiano, o Anibal, o Ewerton, o Borela, o João Manuel, o Pedro Cifuentes, os Andrés, o Sérgio Leite, a Alessandra, a Vera, a Mariângela, o Tribuzi, o Vitor, todos do Banco Central em nome dos quais aproveito para cumprimentar a todos os demais, apenas por economia de espaço. E mais os amigos, Ricardo Boynard, Avelino, Fani, Mário que estão curtindo merecidas e eternas férias.
O Pieroni, o Marquinho Miranda, o Luciano da Copasa, o Ramires e a Helo, o Toninho, o Fernandinho e Cacá, o Gaeta, o Marcelo Copasa, o Reco e todos os amigos de Galo e de bares...
Enfim, tudo de bom para todos e um Feliz 2014.
segunda-feira, 30 de dezembro de 2013
Pitacos de pós Natal
Pois é. O Menino chegou, exatamente no dia 25, como previsto. Sinal de que a medicina continua tendo uma média de acertos em suas previsões bem superior àquela apresentada pela meteorologia.
Mas, sufocado pela pilha de compras e presentes que fazem a alegria dos empresários, e o barulho de fogos à noite, nem foi possível ouvir com nitidez o primeiro choro do recém-nascido.
Cuja vinda não passou despercebida por muito pouco.
E olhe que, pelos levantamentos que estão realizando, foi o Natal mais frustrante para os comerciantes, que venderam bem menos do que o que esperavam. Pelo que dizem, o pior Natal dos últimos 11 anos.
Sinal de que o brasileiro está ficando mais controlado, mais racional, mais contido nos gastos ou de que já havia gastado todo seu dinheiro em Miami, ou nas compras em outras cidades no exterior, cujo volume permitiu que o ano que vai se encerrando quebrasse todos os recordes de gastos com viagens internacionais? Reforçando ainda mais o nosso déficit em conta na balança de serviços e, como consequência na própria conta de transações correntes?
Números robustos, que impressionam, como apresentado na edição de ontem da Folha, na coluna de Eliane Catanhêde, para quem os brasileiros, nós, já gastamos mais de 20 bilhões de dólares no exterior esse ano.
Situação que levou a presidenta Dilma a adotar mais uma medida na tentativa de contenção desses gastos, representada pelo aumento do Imposto sobre Operações Financeiras, o IOF, atingindo as compras com a utilização de cartão de débito em moeda estrangeira.
***
Eliane, a colunista da Folha reclama. Para ela a ação do governo, mais uma vez, erra o alvo, procurando corrigir o efeito, no lugar da causa. Embora reconheça que as compras no exterior movimentam o comércio e geram empregos nos países alheios, o que rouba empregos e não favorece o crescimento de nossa indústria e, daí, da nossa própria economia, alega que a causa real do problema é o elevado nível interno dos preços. Argumenta que os produtos brasileiros estão com preços mais elevados que os concorrentes estrangeiros, mesmo em feiras populares. Quanto aos importados, custam em nosso país, o triplo do que custam lá fora.
Para ela, é sobre os preços abusivos que o governo deveria agir e não adotar uma medida que, à primeira vista, apenas serve para encarecer o produto de fora, dificultando sua entrada em nosso país, e reduzindo a concorrência de mercado.
***
Refiro-me à edição do último domingo do ano da Folha, por ser exatamente nesse mesmo exemplar que, no caderno Mercado, p. A17, tem uma excelente entrevista com o sempre lúcido Prof. Luiz Gonzaga Belluzzo, para quem o grande problema da economia brasileira não se encontra no abandono dos chamados fundamentos da economia, consubstanciados no tripé do câmbio flutuante, sistema de metas de inflação e manutenção da política de austeridade fiscal.
Para ele, esse modelo, nada mais é que uma maneira de enquadrar ou organizar as expectativas, não podendo ser tratado como vem sendo considerado, de maneira mecânica, quase como uma convicção de fé.
Para o professor, o grande problema de Dilma encontra-se na questão do câmbio, na política cambial que, apesar dos custos, especialmente aqueles relativos à inflação, está completamente fora de lugar, sendo necessário que sua defasagem atual, pela casa dos 30% fosse corrigida.
Ora, talvez isso explique o problema que Eliane reclama. E explica muito da questão da queda da importância da indústria brasileira na geração da produção e no baixo crescimento experimentado pelo país.
O fato é que, como também nós já tivemos a oportunidade já pudemos comentar e postar há muito, certamente sem o brilho e a capacidade de argumentação do professor da Unicamp, o nosso desequilíbrio cambial, representado pela valorização estúpida do real é que justifica o fato de nossa produção estar mais cara, hoje, que no exterior.
Ora, como também são racionais, os industriais brasileiros perceberam tanto quanto os demais consumidores que comprar lá fora é mais barato e, portanto, passaram a substituir por produtos fornecidos no exterior, as peças, partes, componentes utilizados como insumos em suas produções.
A elevada taxa de juros, durante muitos anos praticada em nosso país, sob a desculpa de controle da inflação foi a responsável pela atração de vultosos montantes de capital externo para nosso país, elevando o valor de nossa moeda, de forma artificial.
E barateando toda a compra feita lá no exterior, em dólares enfraquecido.
A decisão de comprar lá fora, que Belluzzo alega ter transformado nossos industriais em meros comerciantes importadores, corretamente, é compreensível do ponto de vista microeconômico.
Mas, o influxo de capitais só atingia os volumes a que nos acostumamos, por falta de outros lugares que apresentassem a mesma lucratividade, capaz de se equiparar à rentabilidade desses capitais aplicados no Brasil. E a maior parte de tais capitais nem se destinou, necessariamente, a investimentos produtivos, senão que ao mercado financeiro.
E, agora, com a melhoria das economias mais avançadas, como a americana, e o fim da política de dinheiro fácil nos mercados, a rentabilidade desses países deve se elevar. O que faz ressurgir países e mercados financeiros e títulos em condições de concorrerem com nossa economia, pela atração desses capitais.
No nosso caso, possibilitando uma saída, não uma fuga, de capitais. O que encarece o dólar e os preços internos.
Então, Eliane está correta, em parte. Mas o processo de elevação dos juros e desvalorização do dólar, que vivemos desde o Plano Real até o final do governo Lula é o verdadeiro responsável pela situação. Contra a qual Dilma pode fazer muito pouco.
Enfrentando além disso o que o prof. Belluzzo menciona como a queda de braço da desenvolvimentista Dilma e o mercado financeiro.
E que, infelizmente, explica nosso baixo nível de crescimento do PIB e o fato de que Dilma recuou para compor com o mercado financeiro, que é mais forte, no mundo inteiro que qualquer governo.
***
Mas, o Natal não é apenas compras e passeando pelos shoppings e pelas feiras de rua e até no mercado central, a queixa da maior parte das pessoas era a mesma: o Natal mudou. Não só pelo menor volume de vendas, mas até mesmo pelo ambiente. Pela falta de um espírito de Natal, que antes ainda aparecia e que, dessa vez, parece ter ficado de lado. Esquecido.
Ao menos essa foi a queixa que ouvi de um senhor em uma banca do mercado. Até as pessoas estão diferentes. Menos alegres, menos esperançosas. Menos felizes, talvez.
Menos natalinas.
O que é uma pena. E marca 2013, tanto quanto o campeonato do Galo na Libertadores, ou a eleição do Papa Francisco, para mim, disparado o maior evento do ano. Pelo que a figura de Francisco representa. Seja lá o que isso significa para cada um.
Mas, sufocado pela pilha de compras e presentes que fazem a alegria dos empresários, e o barulho de fogos à noite, nem foi possível ouvir com nitidez o primeiro choro do recém-nascido.
Cuja vinda não passou despercebida por muito pouco.
E olhe que, pelos levantamentos que estão realizando, foi o Natal mais frustrante para os comerciantes, que venderam bem menos do que o que esperavam. Pelo que dizem, o pior Natal dos últimos 11 anos.
Sinal de que o brasileiro está ficando mais controlado, mais racional, mais contido nos gastos ou de que já havia gastado todo seu dinheiro em Miami, ou nas compras em outras cidades no exterior, cujo volume permitiu que o ano que vai se encerrando quebrasse todos os recordes de gastos com viagens internacionais? Reforçando ainda mais o nosso déficit em conta na balança de serviços e, como consequência na própria conta de transações correntes?
Números robustos, que impressionam, como apresentado na edição de ontem da Folha, na coluna de Eliane Catanhêde, para quem os brasileiros, nós, já gastamos mais de 20 bilhões de dólares no exterior esse ano.
Situação que levou a presidenta Dilma a adotar mais uma medida na tentativa de contenção desses gastos, representada pelo aumento do Imposto sobre Operações Financeiras, o IOF, atingindo as compras com a utilização de cartão de débito em moeda estrangeira.
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Eliane, a colunista da Folha reclama. Para ela a ação do governo, mais uma vez, erra o alvo, procurando corrigir o efeito, no lugar da causa. Embora reconheça que as compras no exterior movimentam o comércio e geram empregos nos países alheios, o que rouba empregos e não favorece o crescimento de nossa indústria e, daí, da nossa própria economia, alega que a causa real do problema é o elevado nível interno dos preços. Argumenta que os produtos brasileiros estão com preços mais elevados que os concorrentes estrangeiros, mesmo em feiras populares. Quanto aos importados, custam em nosso país, o triplo do que custam lá fora.
Para ela, é sobre os preços abusivos que o governo deveria agir e não adotar uma medida que, à primeira vista, apenas serve para encarecer o produto de fora, dificultando sua entrada em nosso país, e reduzindo a concorrência de mercado.
***
Refiro-me à edição do último domingo do ano da Folha, por ser exatamente nesse mesmo exemplar que, no caderno Mercado, p. A17, tem uma excelente entrevista com o sempre lúcido Prof. Luiz Gonzaga Belluzzo, para quem o grande problema da economia brasileira não se encontra no abandono dos chamados fundamentos da economia, consubstanciados no tripé do câmbio flutuante, sistema de metas de inflação e manutenção da política de austeridade fiscal.
Para ele, esse modelo, nada mais é que uma maneira de enquadrar ou organizar as expectativas, não podendo ser tratado como vem sendo considerado, de maneira mecânica, quase como uma convicção de fé.
Para o professor, o grande problema de Dilma encontra-se na questão do câmbio, na política cambial que, apesar dos custos, especialmente aqueles relativos à inflação, está completamente fora de lugar, sendo necessário que sua defasagem atual, pela casa dos 30% fosse corrigida.
Ora, talvez isso explique o problema que Eliane reclama. E explica muito da questão da queda da importância da indústria brasileira na geração da produção e no baixo crescimento experimentado pelo país.
O fato é que, como também nós já tivemos a oportunidade já pudemos comentar e postar há muito, certamente sem o brilho e a capacidade de argumentação do professor da Unicamp, o nosso desequilíbrio cambial, representado pela valorização estúpida do real é que justifica o fato de nossa produção estar mais cara, hoje, que no exterior.
Ora, como também são racionais, os industriais brasileiros perceberam tanto quanto os demais consumidores que comprar lá fora é mais barato e, portanto, passaram a substituir por produtos fornecidos no exterior, as peças, partes, componentes utilizados como insumos em suas produções.
A elevada taxa de juros, durante muitos anos praticada em nosso país, sob a desculpa de controle da inflação foi a responsável pela atração de vultosos montantes de capital externo para nosso país, elevando o valor de nossa moeda, de forma artificial.
E barateando toda a compra feita lá no exterior, em dólares enfraquecido.
A decisão de comprar lá fora, que Belluzzo alega ter transformado nossos industriais em meros comerciantes importadores, corretamente, é compreensível do ponto de vista microeconômico.
Mas, o influxo de capitais só atingia os volumes a que nos acostumamos, por falta de outros lugares que apresentassem a mesma lucratividade, capaz de se equiparar à rentabilidade desses capitais aplicados no Brasil. E a maior parte de tais capitais nem se destinou, necessariamente, a investimentos produtivos, senão que ao mercado financeiro.
E, agora, com a melhoria das economias mais avançadas, como a americana, e o fim da política de dinheiro fácil nos mercados, a rentabilidade desses países deve se elevar. O que faz ressurgir países e mercados financeiros e títulos em condições de concorrerem com nossa economia, pela atração desses capitais.
No nosso caso, possibilitando uma saída, não uma fuga, de capitais. O que encarece o dólar e os preços internos.
Então, Eliane está correta, em parte. Mas o processo de elevação dos juros e desvalorização do dólar, que vivemos desde o Plano Real até o final do governo Lula é o verdadeiro responsável pela situação. Contra a qual Dilma pode fazer muito pouco.
Enfrentando além disso o que o prof. Belluzzo menciona como a queda de braço da desenvolvimentista Dilma e o mercado financeiro.
E que, infelizmente, explica nosso baixo nível de crescimento do PIB e o fato de que Dilma recuou para compor com o mercado financeiro, que é mais forte, no mundo inteiro que qualquer governo.
***
Mas, o Natal não é apenas compras e passeando pelos shoppings e pelas feiras de rua e até no mercado central, a queixa da maior parte das pessoas era a mesma: o Natal mudou. Não só pelo menor volume de vendas, mas até mesmo pelo ambiente. Pela falta de um espírito de Natal, que antes ainda aparecia e que, dessa vez, parece ter ficado de lado. Esquecido.
Ao menos essa foi a queixa que ouvi de um senhor em uma banca do mercado. Até as pessoas estão diferentes. Menos alegres, menos esperançosas. Menos felizes, talvez.
Menos natalinas.
O que é uma pena. E marca 2013, tanto quanto o campeonato do Galo na Libertadores, ou a eleição do Papa Francisco, para mim, disparado o maior evento do ano. Pelo que a figura de Francisco representa. Seja lá o que isso significa para cada um.
segunda-feira, 23 de dezembro de 2013
A análise fria e já atrasada do Galo no Marrocos
O desejo de dar um tempo e refletir melhor sobre o que foi a campanha do Galo no Marrocos é que explica a ausência de qualquer comentário desde a última postagem, feita pouco antes do jogo de quarta feira, contra o time do Raja.
Afinal, mesmo tendo feito aqui comentários distintos daqueles feitos pela maioria dos comentaristas e jornalistas ou torcedores, que acreditavam que seria um jogo tranquilo para o Atlético; mesmo tendo sempre registrado nesse blog o meu receio em relação ao que seria o jogo, em especial porque o time do Marrocos mostrou ser um time bem armado, com atacantes velozes e rápidos, ainda assim, ao final da partida nem mesmo eu conseguia entender ou explicar a ponto de tentar escrever, sobre o que eu havia visto em campo.
Por isso, a decisão de dar um tempo. Esperar a próxima partida. Esperar que a poeira baixasse e que a cabeça desinchasse.
Para não repetir o que eu vi, e achei ridículo, de comentários que culpavam apenas uma pessoa pela derrota, como no caso do programa conduzido pelo Kajuru, no canal 9 da Net.
Sem saber as razões, sem querer saber porque, apenas registro que o controverso repórter atribuiu a Cuca toda a responsabilidade e toda a falha pelo que aconteceu em campo, o que mais que um absurdo, é um disparate.
Afinal, da mesma forma que não consigo entender a valorização que nossa imprensa esportiva faz da figura e do papel do técnico, endeusando os Luxemburros, os Felipões, os Tites da vida, já que nenhum desses homens entra em campo ou joga e se esforça, também não poderia concordar com essa postura do Kajuru, responsabilizando o técnico, que ficou fora de campo, da derrota.
***
Mas, para começar meus comentários, apenas para registro, gostaria que alguém me explicasse porque o Atlético veio para o jogo, tanto na primeira partida contra o Raja, a do vexame, quanto na segunda contra o time chinês, outro jogo muito ruim, portando o seu segundo uniforme, o todo branco ou com predomínio do branco, lembrando uma noiva.
Porque o GALO não entrou com seu uniforme tradicional, o que invoca a raça atleticana, o da camisa preta e branca que, quando pendurada no varal em noite de tempestade leva o atleticano a torcer contra o vento?
Posso estar falando uma bobagem, mas ao ver o time aparecer no túnel de entrada em campo com aquele uniforme, uma impressão muito ruim se apossou de mim, e o que poderia ser definido como se fosse uma intuição acompanhou-me durante todo o jogo.
***
É importante que eu registre que, do que lembro e posso estar enganado, as últimas partidas que o Atlético jogou com aquele uniforme o time acabou derrotado, como por exemplo, a partida contra a Ponte Preta no segundo turno da competição. Uma semana depois de aplicar uma goleada impiedosa na própria Ponte, no Independência.
Jogando fora, sem o uniforme tradicional, o Atlético jogou algumas partidas do campeonato tão mal, já na reta final dos preparativos para o Mundial que eu cheguei a pensar se não estaríamos nos preparando para um vexame.
Está certo que não havia a presença de Ronaldinho, mas o time como um todo mostrava uma defesa muito mal postada, um meio campo sem qualquer criatividade ou capacidade sequer de destruição e um ataque tão bisonho que Alecsandro, invariavelmente entrando no final dos jogos, amargando o banco chegou a terminar a competição como nosso artilheiro, ou um dos dois artilheiros.
***
Antes de qualquer coisa, então, acho que qualquer análise séria do futebol praticado pelo Atlético deveria começar pelo uniforme. O time não jogou com a mística. E daí nem dá para falar que não honraram a gloriosa camisa do Galão. Ao menos porque a camisa não entrou em campo no Marrocos.
Em segundo lugar, acredito que devo fazer referência a outro assunto: o técnico Cuca.
A princípio para dizer que tenho muitas dúvidas e chego a questionar se Cuca tem essa capacidade toda que lhe atribuem de armar um time. E isso, falado nesse momento, pode parecer uma crítica injusta, mas meu raciocínio, já deixado gravado aqui em outras ocasiões (e passível de ser até pesquisado e confirmado) sempre foi nessa direção.
Afinal, Cuca montou um time espetacular no primeiro turno do Campeonato Brasileiro de 2012, encantando a todos apreciadores de um bom futebol e assumindo a liderança daquela disputa, com uma campanha irrepreensível.
Naquele time de Danilinho e Bernard como ponteiros que voltavam para ajudar a fechar o meio-campo, dando apoio aos laterais, com trocas de passes velozes e triangulações que contavam muito com a visão e inteligência de Ronaldinho Gaúcho, e o pulmão de Danilinho e Bernard, além de um feliz Jô, fazendo o papel de pivô, o futebol fluía e encantava. E dava força ao que a imprensa especializada atribuiu ao fato de Cuca ter o time nas mãos.
***
No entanto, no segundo turno, lá pelo mês de setembro ou outubro, o time do Galo teria que jogar coisa de 8 ou 9 partidas, jogando no meio de semana e nos finais de semana, o que era um sacrifício inegável. Lembro-me de Cuca, em entrevista, afirmando que começava ali o período pior para o Atlético.
E começava ali o período em que o Galo completou várias partidas sem vencer, deixando os seus adversários o alcançarem e, no caso do Fluminense e Grêmio, até ultrapassá-lo.
Posso estar errado em minha avaliação, mas ao dar uma declaração que representa um sinal de fraqueza, creio que o moral do grupo de atletas ficará abalado. Afinal, o comandante do grupo é o primeiro a admitir que o resultado de derrota não é tão fora de propósito. E com isso, em minha opinião, a queda do futebol apresentado e até da disposição e da fibra que forja o time campeão é, senão obrigatório e normal, ao menos algo plausível.
Mas, mais importante que a declaração infeliz de Cuca, foi que o time perdeu Danilinho, por indisciplina, ou qualquer outro motivo, mas ao perder o jogador, Cuca não conseguiu mais armar o time.
Comentei aqui, algumas vezes, que Cuca parecia estar encarcerado naquele esquema, feito à feição de Danilinho e não conseguia mudar o posicionamento do time, levando em consideração as características do jogador novo, que completava o time.
Ou seja: se soube montar o time, não conseguiu fazer a correção em pleno vôo, necessária quando seu esquema foi desmontado.
E, por isso, tanto quanto a CBFlu, deixamos de ser campeões naquela oportunidade.
***
Para o lugar deixado vago por Danilinho, e não ocupado por Escobar, pelo cai-cai Berola, etc, o Galo trouxe Tardelli e o time ficou mais forte.
E, com a chegada de Tardelli, mais uma vez Cuca conseguiu armar um time veloz, criativo, com Jô utilizando seu tamanho na área para amortecer a bola chutada lá da defesa, para o aproveitamento de jogadores rápidos, leves, como Bernard e Diego Tardelli.
Até mesmo a chegada de Donizete começou a ser notada, o que fez crescer o volume de jogo do Galo, campeão mineiro, e depois reconhecido como o time mais espetacular da primeira fase da disputa da Libertadores.
Com uma campanha tão notável, que com direito a aplicar goleadas no time argentino do Arsenal, lá dentro da Argentina, ou goleada no São Paulo, capaz de calar, inclusive, a boca de idiotas travestidos de comentaristas como o tal Paulo Morsa, e sua análise de futebol do time, não com base no que ele via e até reconhecia, mas baseado no comportamento passado de alguns atletas do grupo.
Pois, o cavalo paraguaio de Morsa foi o campeão da Libertadores. Por obra e graça de São Victor e da força da fé da torcida, já que findo o período da primeira fase, após a interrupção provocada pela disputa da Copa das Confederações, o Galo passou a jogar de outra forma, um outro futebol, mais feio. De pior qualidade.
***
Só não viu quem não quis que o Galo parou de marcar a saída de bola no campo do adversário. Que os times aprenderam a neutralizar Ronaldinho Gaúcho e o jogo baseado na bola alçada em Jô. Que, parece que cansado, o time começou a marcar no seu campo, sem opção de jogadas exceto a bola recuada para Victor ou Réver, de onde saía o chutão que Jô até conseguia amortecer, mas aí, já com o time contrário todo recuado e marcando a R10 ou a Bernard.
Tardelli começou a dar demonstrações de cansaço. E o meio campo do Galo sofreu com a contusão de Donizete, enquanto a defesa, até então esbanjando segurança, completamente insegura.
Réver, depois do campeonato mineiro não voltou mais a ser o mesmo. O que pode ser comprovado por um fato tão simples quanto o fato de que ele, maior beque artilheiro do Atlético, não voltou mais a fazer qualquer gol pelo Galo.
Nessa hora, mais uma vez, Cuca não conseguiu perceber e se percebeu, não conseguiu montar uma alternativa ao esquema que, mais uma vez o aprisionou.
E assim, o Galo foi campeão da Libertadores, mais com fé e a força da torcida e seu Eu Acredito. E a pressão exercida no Horto, onde quem caía acabava morto...
***
Mas o time já não jogava como antes, e a perda de Bernard, vendido, só reprisou a mesma situação de Danilinho, de um ano antes.
Cuca não conseguiu reestruturar o time e, como quem se agarra e eterniza aquilo que deu resultado positivo, em dado momento, continuou com o mesmo padrão tático, mesmo com jogadores novos e distintos no time.
Isso, mesmo considerando que Fernandinho entrou no time e, em minha opinião, dava maior consistência ao futebol de nosso time que o franzino, embora craque, Bernard.
Mais parrudo, Fernandinho era menos frágil e o ataque mais pesado, mas não menos veloz. E Fernandinho é exímio driblador.
***
Para não ser injusto, temos de reconhecer que R10 se contundiu e que o time perdeu seu maestro.
Mas, mesmo nessa situação, sem seu melhor jogador, o time de Cuca continuava jogando da mesma forma de antes, quando R10 estava em atividade.
***
De Cuca, apenas para esgotar a análise, apenas mais algumas opiniões, todas a respeito de sua postura e suas declarações. Coincidentemente ou curiosamente, todas na mesma direção: DESESTABILIZADORAS.
A primeira, já campeão da América, ao dizer que não iria dar atenção ao Campeonato Brasileiro, preferindo privilegiar a Copa do Brasil, título e troféu ainda não conquistado pelo Galo.
Ora, um técnico que dá um declaração dessas, mais uma vez, está dando a senha para seus jogadores. E a senha revela que não é necessário correr e se sacrificar para vencer uma competição. Antes mesmo de qualquer resultado, esforcem-se ou não, todos os jogadores já estarão "absolvidos". Nesse caso, esforçar-se e correr atrás da bola, para que?
***
É por isso, que admiro Marcos Rocha, atleticano, que continuou, apesar disso, querendo correr, disputar os jogos, chamar para si a responsabilidade de tentar sair para o jogo. De vencer.
Embora com limitações que ele tem, claras, principalmente no quesito capacidade de marcação.
Por seu comportamento, Cuca reconhecendo sua disposição e esforço, atribuiu a ele a responsabilidade, várias vezes de ser o jogador que sairia para armar a jogada, com a bola no pé e no chão.
***
Derrotado na Copa do Brasil e eliminado, Cuca então deu outra declaração, parece que mostrando arrependimento, valorizando a disputa do campeonato brasileiro, já naquela altura com o time do Cruzeiro disparado lá na frente.
***
No Marrocos, Cuca mais uma vez não conseguiu ver o que era necessário mudar no time para sair do sufoco do time marroquino.
Vendo o jogo pela Fox, foi boquiaberto que vi o locutor, aos 15 minutos do primeiro tempo, afirmar que o time da casa tinha mais de 70% de posse de bola.
Situação que veio, aos poucos, sendo modificada no decorrer da partida, embora o time africano terminou o jogo com mais posse de bola.
E olhe que, no final, a pressão toda era do Galo, já que inteligentemente o time adversário se encolheu e jogou em contra-ataques.
E o Galo continuou jogando mal mesmo depois de Ronaldinho cobrar a falta com a qualidade de sempre, e conseguir empatar o jogo, o que era uma injustiça para com o time marroquino.
***
OK, o pênalte da nossa derrota não houve, em minha opinião e favorecido pelo erro crasso da arbitragem (que Simon na Fox dizia estar sendo uma arbitragem caseira!) o Raja passou a frente. Merecidamente, mas com gol que decorreu de erro.
Daí para a frente, não há o que fazer, exceto partir como o Galo partiu para a frente no desespero. Pronto para levar, como o fez, outro gol.
O placar de 3 a 1, embora tenha feito justiça, já que a vitória coube ao time que fez por merecer e jogou melhor, foi elástico demais, e talvez não acontecesse, caso o juiz não tivesse cometido o erro que cometeu.
***
Quanto a Cuca, apenas tentou mexer mal, em minha opinião, trocando o jogador que mais tentava ir à frente, com alguma qualidade, que era Marcos Rocha, por Luan.
Vá lá que Luan entrasse. Talvez no lugar de um Tardelli irreconhecível e parado em campo. De um Fernandinho batalhador, mas sem qualquer inspiração. De um Jô que até tentou no início, para parar depois. De um R10 que só não esteve apagado, porque bateu uma falta com perfeição e, depois foi quem mais marcou o jogo, protagonizando o lance mais curioso e inusitado. Embora depois de a partida já ter sido encerrada.
***
Marcos Rocha, indignado com sua substituição, errou ao sair como saiu, queimando sua imagem, junto à torcida do Galo, que já não o aceita muito e junto ao mundo inteiro.
Réver e Leo Silva, pesadões, lentos e sonolentos, foram muito ruins. Réver, sem acertar qualquer jogada. Léo Silva, ao menos ainda tentando.
Já Lucas Cândido, só Cuca não viu que estava completamente fora de si. E, incapaz de qualquer coisa útil, já deveria ter sido substituído antes. Ou melhor, nem deveria ter entrado. Muito inseguro, claramente inexperiente. Fraco e comprometendo, inclusive, o trabalho de Pierre, Josué ou quem estivesse ali, no meio, como Donizete.
***
E, o pior: contra o time chinês, repetiram-se os mesmos problemas, sem que Cuca tivesse capacidade de alterar qualquer coisa, tomar qualquer atitude.
Outra vez, não fosse Marcos Rocha, muito bem na frente, apoiando com disposição e muito mal na defesa, marcando deixando espaços e falhando em algumas saídas de bola, o time não teria obtido o primeiro gol. Nem tomado o primeiro gol, também.
Se não fosse a presença insegura e ruim, muito fraca de Lucas Cândido, o time não teria sofrido a virada.
Se não fosse a fragilidade de Réver, na defesa, ou o meio campo inoperante e um ataque sem qualquer vibração, o jogo teria outro resultado.
O Galo foi terceiro colocado. O que não é um resultado ruim.
O gol vitorioso foi conquistado por jogada de Luan, que Cuca colocou em campo, numa substituição acertada. Com passe magistral de Tardelli, que já havia feito o primeiro tento.
Mais uma vez houve um gol em cobrança magistral de falta de R10. Que só fez isso, na partida inteira.
Além de ser expulso, merecidamente pelo revide e injustamente pela agressão sofrida no lance.
***
Agora, independente de qualquer coisa, Cuca reunir o grupo e dizer que estava saindo antes do início do torneio é apenas mais uma das trágicas conversas e falas de Cuca. Que não acho que foi mau-caráter. Mas que não tem qualquer noção de timing para abrir a boca.
Que vá ser feliz na China, já que merece ter êxito.
***
E que o Galo possa ser feliz, com as bênçãos de Deus. Porque só assim, acho que teremos jeito de sorrir em 2014. Com Autuori.
Sinal de que Deus terá mesmo de trabalhar muito. E o atleticano ter muita fé.
Afinal, mesmo tendo feito aqui comentários distintos daqueles feitos pela maioria dos comentaristas e jornalistas ou torcedores, que acreditavam que seria um jogo tranquilo para o Atlético; mesmo tendo sempre registrado nesse blog o meu receio em relação ao que seria o jogo, em especial porque o time do Marrocos mostrou ser um time bem armado, com atacantes velozes e rápidos, ainda assim, ao final da partida nem mesmo eu conseguia entender ou explicar a ponto de tentar escrever, sobre o que eu havia visto em campo.
Por isso, a decisão de dar um tempo. Esperar a próxima partida. Esperar que a poeira baixasse e que a cabeça desinchasse.
Para não repetir o que eu vi, e achei ridículo, de comentários que culpavam apenas uma pessoa pela derrota, como no caso do programa conduzido pelo Kajuru, no canal 9 da Net.
Sem saber as razões, sem querer saber porque, apenas registro que o controverso repórter atribuiu a Cuca toda a responsabilidade e toda a falha pelo que aconteceu em campo, o que mais que um absurdo, é um disparate.
Afinal, da mesma forma que não consigo entender a valorização que nossa imprensa esportiva faz da figura e do papel do técnico, endeusando os Luxemburros, os Felipões, os Tites da vida, já que nenhum desses homens entra em campo ou joga e se esforça, também não poderia concordar com essa postura do Kajuru, responsabilizando o técnico, que ficou fora de campo, da derrota.
***
Mas, para começar meus comentários, apenas para registro, gostaria que alguém me explicasse porque o Atlético veio para o jogo, tanto na primeira partida contra o Raja, a do vexame, quanto na segunda contra o time chinês, outro jogo muito ruim, portando o seu segundo uniforme, o todo branco ou com predomínio do branco, lembrando uma noiva.
Porque o GALO não entrou com seu uniforme tradicional, o que invoca a raça atleticana, o da camisa preta e branca que, quando pendurada no varal em noite de tempestade leva o atleticano a torcer contra o vento?
Posso estar falando uma bobagem, mas ao ver o time aparecer no túnel de entrada em campo com aquele uniforme, uma impressão muito ruim se apossou de mim, e o que poderia ser definido como se fosse uma intuição acompanhou-me durante todo o jogo.
***
É importante que eu registre que, do que lembro e posso estar enganado, as últimas partidas que o Atlético jogou com aquele uniforme o time acabou derrotado, como por exemplo, a partida contra a Ponte Preta no segundo turno da competição. Uma semana depois de aplicar uma goleada impiedosa na própria Ponte, no Independência.
Jogando fora, sem o uniforme tradicional, o Atlético jogou algumas partidas do campeonato tão mal, já na reta final dos preparativos para o Mundial que eu cheguei a pensar se não estaríamos nos preparando para um vexame.
Está certo que não havia a presença de Ronaldinho, mas o time como um todo mostrava uma defesa muito mal postada, um meio campo sem qualquer criatividade ou capacidade sequer de destruição e um ataque tão bisonho que Alecsandro, invariavelmente entrando no final dos jogos, amargando o banco chegou a terminar a competição como nosso artilheiro, ou um dos dois artilheiros.
***
Antes de qualquer coisa, então, acho que qualquer análise séria do futebol praticado pelo Atlético deveria começar pelo uniforme. O time não jogou com a mística. E daí nem dá para falar que não honraram a gloriosa camisa do Galão. Ao menos porque a camisa não entrou em campo no Marrocos.
Em segundo lugar, acredito que devo fazer referência a outro assunto: o técnico Cuca.
A princípio para dizer que tenho muitas dúvidas e chego a questionar se Cuca tem essa capacidade toda que lhe atribuem de armar um time. E isso, falado nesse momento, pode parecer uma crítica injusta, mas meu raciocínio, já deixado gravado aqui em outras ocasiões (e passível de ser até pesquisado e confirmado) sempre foi nessa direção.
Afinal, Cuca montou um time espetacular no primeiro turno do Campeonato Brasileiro de 2012, encantando a todos apreciadores de um bom futebol e assumindo a liderança daquela disputa, com uma campanha irrepreensível.
Naquele time de Danilinho e Bernard como ponteiros que voltavam para ajudar a fechar o meio-campo, dando apoio aos laterais, com trocas de passes velozes e triangulações que contavam muito com a visão e inteligência de Ronaldinho Gaúcho, e o pulmão de Danilinho e Bernard, além de um feliz Jô, fazendo o papel de pivô, o futebol fluía e encantava. E dava força ao que a imprensa especializada atribuiu ao fato de Cuca ter o time nas mãos.
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No entanto, no segundo turno, lá pelo mês de setembro ou outubro, o time do Galo teria que jogar coisa de 8 ou 9 partidas, jogando no meio de semana e nos finais de semana, o que era um sacrifício inegável. Lembro-me de Cuca, em entrevista, afirmando que começava ali o período pior para o Atlético.
E começava ali o período em que o Galo completou várias partidas sem vencer, deixando os seus adversários o alcançarem e, no caso do Fluminense e Grêmio, até ultrapassá-lo.
Posso estar errado em minha avaliação, mas ao dar uma declaração que representa um sinal de fraqueza, creio que o moral do grupo de atletas ficará abalado. Afinal, o comandante do grupo é o primeiro a admitir que o resultado de derrota não é tão fora de propósito. E com isso, em minha opinião, a queda do futebol apresentado e até da disposição e da fibra que forja o time campeão é, senão obrigatório e normal, ao menos algo plausível.
Mas, mais importante que a declaração infeliz de Cuca, foi que o time perdeu Danilinho, por indisciplina, ou qualquer outro motivo, mas ao perder o jogador, Cuca não conseguiu mais armar o time.
Comentei aqui, algumas vezes, que Cuca parecia estar encarcerado naquele esquema, feito à feição de Danilinho e não conseguia mudar o posicionamento do time, levando em consideração as características do jogador novo, que completava o time.
Ou seja: se soube montar o time, não conseguiu fazer a correção em pleno vôo, necessária quando seu esquema foi desmontado.
E, por isso, tanto quanto a CBFlu, deixamos de ser campeões naquela oportunidade.
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Para o lugar deixado vago por Danilinho, e não ocupado por Escobar, pelo cai-cai Berola, etc, o Galo trouxe Tardelli e o time ficou mais forte.
E, com a chegada de Tardelli, mais uma vez Cuca conseguiu armar um time veloz, criativo, com Jô utilizando seu tamanho na área para amortecer a bola chutada lá da defesa, para o aproveitamento de jogadores rápidos, leves, como Bernard e Diego Tardelli.
Até mesmo a chegada de Donizete começou a ser notada, o que fez crescer o volume de jogo do Galo, campeão mineiro, e depois reconhecido como o time mais espetacular da primeira fase da disputa da Libertadores.
Com uma campanha tão notável, que com direito a aplicar goleadas no time argentino do Arsenal, lá dentro da Argentina, ou goleada no São Paulo, capaz de calar, inclusive, a boca de idiotas travestidos de comentaristas como o tal Paulo Morsa, e sua análise de futebol do time, não com base no que ele via e até reconhecia, mas baseado no comportamento passado de alguns atletas do grupo.
Pois, o cavalo paraguaio de Morsa foi o campeão da Libertadores. Por obra e graça de São Victor e da força da fé da torcida, já que findo o período da primeira fase, após a interrupção provocada pela disputa da Copa das Confederações, o Galo passou a jogar de outra forma, um outro futebol, mais feio. De pior qualidade.
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Só não viu quem não quis que o Galo parou de marcar a saída de bola no campo do adversário. Que os times aprenderam a neutralizar Ronaldinho Gaúcho e o jogo baseado na bola alçada em Jô. Que, parece que cansado, o time começou a marcar no seu campo, sem opção de jogadas exceto a bola recuada para Victor ou Réver, de onde saía o chutão que Jô até conseguia amortecer, mas aí, já com o time contrário todo recuado e marcando a R10 ou a Bernard.
Tardelli começou a dar demonstrações de cansaço. E o meio campo do Galo sofreu com a contusão de Donizete, enquanto a defesa, até então esbanjando segurança, completamente insegura.
Réver, depois do campeonato mineiro não voltou mais a ser o mesmo. O que pode ser comprovado por um fato tão simples quanto o fato de que ele, maior beque artilheiro do Atlético, não voltou mais a fazer qualquer gol pelo Galo.
Nessa hora, mais uma vez, Cuca não conseguiu perceber e se percebeu, não conseguiu montar uma alternativa ao esquema que, mais uma vez o aprisionou.
E assim, o Galo foi campeão da Libertadores, mais com fé e a força da torcida e seu Eu Acredito. E a pressão exercida no Horto, onde quem caía acabava morto...
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Mas o time já não jogava como antes, e a perda de Bernard, vendido, só reprisou a mesma situação de Danilinho, de um ano antes.
Cuca não conseguiu reestruturar o time e, como quem se agarra e eterniza aquilo que deu resultado positivo, em dado momento, continuou com o mesmo padrão tático, mesmo com jogadores novos e distintos no time.
Isso, mesmo considerando que Fernandinho entrou no time e, em minha opinião, dava maior consistência ao futebol de nosso time que o franzino, embora craque, Bernard.
Mais parrudo, Fernandinho era menos frágil e o ataque mais pesado, mas não menos veloz. E Fernandinho é exímio driblador.
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Para não ser injusto, temos de reconhecer que R10 se contundiu e que o time perdeu seu maestro.
Mas, mesmo nessa situação, sem seu melhor jogador, o time de Cuca continuava jogando da mesma forma de antes, quando R10 estava em atividade.
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De Cuca, apenas para esgotar a análise, apenas mais algumas opiniões, todas a respeito de sua postura e suas declarações. Coincidentemente ou curiosamente, todas na mesma direção: DESESTABILIZADORAS.
A primeira, já campeão da América, ao dizer que não iria dar atenção ao Campeonato Brasileiro, preferindo privilegiar a Copa do Brasil, título e troféu ainda não conquistado pelo Galo.
Ora, um técnico que dá um declaração dessas, mais uma vez, está dando a senha para seus jogadores. E a senha revela que não é necessário correr e se sacrificar para vencer uma competição. Antes mesmo de qualquer resultado, esforcem-se ou não, todos os jogadores já estarão "absolvidos". Nesse caso, esforçar-se e correr atrás da bola, para que?
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É por isso, que admiro Marcos Rocha, atleticano, que continuou, apesar disso, querendo correr, disputar os jogos, chamar para si a responsabilidade de tentar sair para o jogo. De vencer.
Embora com limitações que ele tem, claras, principalmente no quesito capacidade de marcação.
Por seu comportamento, Cuca reconhecendo sua disposição e esforço, atribuiu a ele a responsabilidade, várias vezes de ser o jogador que sairia para armar a jogada, com a bola no pé e no chão.
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Derrotado na Copa do Brasil e eliminado, Cuca então deu outra declaração, parece que mostrando arrependimento, valorizando a disputa do campeonato brasileiro, já naquela altura com o time do Cruzeiro disparado lá na frente.
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No Marrocos, Cuca mais uma vez não conseguiu ver o que era necessário mudar no time para sair do sufoco do time marroquino.
Vendo o jogo pela Fox, foi boquiaberto que vi o locutor, aos 15 minutos do primeiro tempo, afirmar que o time da casa tinha mais de 70% de posse de bola.
Situação que veio, aos poucos, sendo modificada no decorrer da partida, embora o time africano terminou o jogo com mais posse de bola.
E olhe que, no final, a pressão toda era do Galo, já que inteligentemente o time adversário se encolheu e jogou em contra-ataques.
E o Galo continuou jogando mal mesmo depois de Ronaldinho cobrar a falta com a qualidade de sempre, e conseguir empatar o jogo, o que era uma injustiça para com o time marroquino.
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OK, o pênalte da nossa derrota não houve, em minha opinião e favorecido pelo erro crasso da arbitragem (que Simon na Fox dizia estar sendo uma arbitragem caseira!) o Raja passou a frente. Merecidamente, mas com gol que decorreu de erro.
Daí para a frente, não há o que fazer, exceto partir como o Galo partiu para a frente no desespero. Pronto para levar, como o fez, outro gol.
O placar de 3 a 1, embora tenha feito justiça, já que a vitória coube ao time que fez por merecer e jogou melhor, foi elástico demais, e talvez não acontecesse, caso o juiz não tivesse cometido o erro que cometeu.
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Quanto a Cuca, apenas tentou mexer mal, em minha opinião, trocando o jogador que mais tentava ir à frente, com alguma qualidade, que era Marcos Rocha, por Luan.
Vá lá que Luan entrasse. Talvez no lugar de um Tardelli irreconhecível e parado em campo. De um Fernandinho batalhador, mas sem qualquer inspiração. De um Jô que até tentou no início, para parar depois. De um R10 que só não esteve apagado, porque bateu uma falta com perfeição e, depois foi quem mais marcou o jogo, protagonizando o lance mais curioso e inusitado. Embora depois de a partida já ter sido encerrada.
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Marcos Rocha, indignado com sua substituição, errou ao sair como saiu, queimando sua imagem, junto à torcida do Galo, que já não o aceita muito e junto ao mundo inteiro.
Réver e Leo Silva, pesadões, lentos e sonolentos, foram muito ruins. Réver, sem acertar qualquer jogada. Léo Silva, ao menos ainda tentando.
Já Lucas Cândido, só Cuca não viu que estava completamente fora de si. E, incapaz de qualquer coisa útil, já deveria ter sido substituído antes. Ou melhor, nem deveria ter entrado. Muito inseguro, claramente inexperiente. Fraco e comprometendo, inclusive, o trabalho de Pierre, Josué ou quem estivesse ali, no meio, como Donizete.
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E, o pior: contra o time chinês, repetiram-se os mesmos problemas, sem que Cuca tivesse capacidade de alterar qualquer coisa, tomar qualquer atitude.
Outra vez, não fosse Marcos Rocha, muito bem na frente, apoiando com disposição e muito mal na defesa, marcando deixando espaços e falhando em algumas saídas de bola, o time não teria obtido o primeiro gol. Nem tomado o primeiro gol, também.
Se não fosse a presença insegura e ruim, muito fraca de Lucas Cândido, o time não teria sofrido a virada.
Se não fosse a fragilidade de Réver, na defesa, ou o meio campo inoperante e um ataque sem qualquer vibração, o jogo teria outro resultado.
O Galo foi terceiro colocado. O que não é um resultado ruim.
O gol vitorioso foi conquistado por jogada de Luan, que Cuca colocou em campo, numa substituição acertada. Com passe magistral de Tardelli, que já havia feito o primeiro tento.
Mais uma vez houve um gol em cobrança magistral de falta de R10. Que só fez isso, na partida inteira.
Além de ser expulso, merecidamente pelo revide e injustamente pela agressão sofrida no lance.
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Agora, independente de qualquer coisa, Cuca reunir o grupo e dizer que estava saindo antes do início do torneio é apenas mais uma das trágicas conversas e falas de Cuca. Que não acho que foi mau-caráter. Mas que não tem qualquer noção de timing para abrir a boca.
Que vá ser feliz na China, já que merece ter êxito.
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E que o Galo possa ser feliz, com as bênçãos de Deus. Porque só assim, acho que teremos jeito de sorrir em 2014. Com Autuori.
Sinal de que Deus terá mesmo de trabalhar muito. E o atleticano ter muita fé.
quarta-feira, 18 de dezembro de 2013
Eu acredito
É hoje. Hoje tem início mais uma saga atleticana, desta vez no Marrocos.
E, para não simplificar as coisas, já que com o Galo tudo tem de ser conquistado com mais luta e disposição, contra o time da casa. Que não é nenhum bicho papão, claro, mas que, como todo mundo reconhece, sempre cresce quando está jogando com a torcida a seu favor.
E, como já comentei antes, esse time do Marrocos não é um time ruim ou bobo. Tudo bem que não tem uma defesa confiável, o que mostrou no primeiro jogo, quando os beques bateram cabeça e deram o gol para o adversário.
Mas, o ataque é rápido, leve, ligeiro. Sabem sair jogando e, pelo que me lembro de ter visto, sabem fazer inversões de jogada, o que é sempre perigoso.
Pois é esse time embalado pela torcida, por estar jogando em casa, por ter ganho e desclassificado dois adversários, um dos quais tido como favorito ao início da competição, que o Galo enfrenta essa tarde.
Para, em vencendo, disputar a final no próximo dia 21, sábado, contra o time do Bayern, o grande vencedor de tudo que disputou neste ano de 2013, e que ontem, sem qualquer dificuldade venceu o time chinês, de Conca e Muriqui.
***
Agora, é esperar e torcer. E manter o mantra invocado por ocasião da Libertadores: Eu Acredito! Eu acredito!
E, para não simplificar as coisas, já que com o Galo tudo tem de ser conquistado com mais luta e disposição, contra o time da casa. Que não é nenhum bicho papão, claro, mas que, como todo mundo reconhece, sempre cresce quando está jogando com a torcida a seu favor.
E, como já comentei antes, esse time do Marrocos não é um time ruim ou bobo. Tudo bem que não tem uma defesa confiável, o que mostrou no primeiro jogo, quando os beques bateram cabeça e deram o gol para o adversário.
Mas, o ataque é rápido, leve, ligeiro. Sabem sair jogando e, pelo que me lembro de ter visto, sabem fazer inversões de jogada, o que é sempre perigoso.
Pois é esse time embalado pela torcida, por estar jogando em casa, por ter ganho e desclassificado dois adversários, um dos quais tido como favorito ao início da competição, que o Galo enfrenta essa tarde.
Para, em vencendo, disputar a final no próximo dia 21, sábado, contra o time do Bayern, o grande vencedor de tudo que disputou neste ano de 2013, e que ontem, sem qualquer dificuldade venceu o time chinês, de Conca e Muriqui.
***
Agora, é esperar e torcer. E manter o mantra invocado por ocasião da Libertadores: Eu Acredito! Eu acredito!
terça-feira, 17 de dezembro de 2013
CBF, STJD e Fluminense não rimam com vergonha. E o Estatuto do Torcedor poderia ser alegado em defesa do legalismo. Ou não?
Não houve qualquer surpresa. Deu o lógico: o Fluminense, mais uma vez, ganhou no Tapetão.
Ou poder-se-ia dizer que deu a lógica. Venceu o legalismo, mesmo que injusto, ou ilegítimo. Ou amoral.
Mas, como diriam aqueles que, desde sempre, adotaram a famigerada lei do Vila Rica, de que o que importa é levar vantagem em tudo, "dura lex, sed lex".
No cabelo só Gumex, completava a propaganda do cabelo comportado, cortado escovinha ou Príncipe Danilo, tão arcaico quanto o veredito do STJD.
E agora vem a imprensa carioca, e até alguns membros da imprensa paulista alegar que a decisão não pode criar um ambiente ou gerar uma situação que signifique algum tipo de represália ao time do presidente eterno da CBF e da FIFA, ou do representante mor dos interesses que aquela capitania representa, João Havelange.
Afinal de contas, o time das Laranjeiras, tão somente defendia, e com a competência de sempre seus direitos.
E como combater ou criticar alguém que esteja defendendo seus direitos?
Ainda mais no futebol, onde os direitos das agremiações, e de outros participantes e atores não podem ser discutidos na Justiça Comum, que em qualquer lugar que zela pelo Direito seria a última e derradeira instância de defesa do que agora os cínicos tricolores argumentam.
E, nem foi o tal Fluminense que correu atrás dos direitos alegados. Foi o procurador geral do STJD que apresentou a denúncia e que tomou as dores que deveriam ser do Flu. Que entrou apenas como parte interessada, coitadinhos.
Porque ao que parece, nem defender seus direitos eles conseguem mais, tamanha a vergonha ou desfaçatez. E justo neste tribunal que, conforme dizia um antigo professor de Direito Penal da antiga Universidade Católica de Minas Gerais, hoje PUC-MG, criminalista famoso aqui em BH, era um tribunal (e uma justiça, por extensão) por esporte.
E que celeridade para julgar a favor da turma da elite, que o time das Laranjeiras tão bem encarna e representa, velocidade que não se vê por ser extremamente incomum, quando o que está em julgamento é algum direito ferido de algum pobre, ou preto, justo aqueles que o time proibia de entrar em seus domínios. De vestir sua camisa. A ponto de se celebrizar com o apelido de pó-de-arroz, única forma de tentar disfarçar a cor da pele de seus jogadores...
***
Pois bem, esse timezinho de segunda, que evita disputar o torneio que, há alguns anos atrás lhe valeu a queda para a 3a divisão, é que vem querer falar em fazer justiça. É que assume, agora a defesa do legalismo.
***
E para que não persista qualquer dúvida, e antes de que venham criticar a minha opinião, seria bom que antes do julgamento, ao menos fosse aberta uma investigação séria.
Porque, afinal, ao que parece, a partir de algumas colunas que tenho lido, foi justo a CBF que recomendou o nome do advogado que representou a Portuguesa no julgamento. O mesmo advogado que pousou para foto tietando Fred, não por acaso, jogador do Flu.
E que agora a Portuguesa acusa de ter passado a informação errada, quanto à punição dada ao jogador da Lusa.
Mas não é só. Porque não é crível que, no meio de tanto desencontro de informações, o tal jogador impedido de jogar foi escalado entrar em campo apenas quando o jogo já estava definido e a Lusa com o direito conquistado de permanecer na divisão principal do futebol brasileiro.
Ora, um time que faltando apenas 10 minutos para encerramento do jogo de sua vida faz uma substituição dessas, colocando para jogar um jogador envolvido em tanta celeuma, deve querer explicações mais convincentes de todos os envolvidos na trapalhada, em especial sua comissão técnica, e sua diretoria de futebol.
É o mínimo que se exige: que seja feita uma investigação rigorosa do que estava por trás dos acontecimentos que parecem talhados para servir de argumento para salvar o Flu.
Do mesmo jeito que o jogador Gum, do Flu, solicitou ao juiz que não o expulsasse, depois de falta violenta e digna de cartão (no caso, amarelo, o que caracterizaria o segundo amarelo na mesma partida e, dessa forma, o vermelho!) para, logo em seguida, consagrar-se como o autor do gol que deu mais fôlego aos sonhos do Flu de escapar ao rebaixamento.
***
Nem vou comentar aqui, do caso do Cruzeiro, lembrado ontem em programa esportivo de BH, para mostrar que as decisões do STJD são para valer, pero no mucho, ao menos quando há interesses de senadores mineiros envolvidos no episódio, como ocorreu no caso da perda de um mando de campo do Cruzeiro. Justo na partida que, segundo a imprensa definiria o campeonato (o que não era verdade de forma alguma!), e que por intervenção, e atendendo a pedidos de Aécio Neves e Perrela, o presidente da CBF, José Maria Marin, acabou determinando que seria disputada na casa do Cruzeiro.
Com a pena do STJD sendo atropelada e alterada, sob alegação das mais estaparfúdias.
O episódio serviu, ao menos, para mostrar o grau de seriedade desse suposto tribunal, que administra os interesses da CBFlu.
***
Bem, mas se a coisa é para se manter nos limites estreitos da lei, não haveria como algum torcedor entrar contra a decisão, justificando que não quer ver em campo, o que é seu direito, um time que não mereceu estar disputando o campeonato da divisão principal. Isso não equivaleria a vender gato por lebre?
Nesse caso, o Estatuto do Torcedor não poderia ser alegado para justificar que o campeonato não pode ser disputado por quem não obteve sua classificação dentro de campo. Sob pena de o que acontece dentro de campo não ter mais nenhuma importância e validade?
Seria interessante ver os donos de padaria de São Paulo, ou o maestro João Carlos Martins entrando na Justiça, reclamando que foram feitos de tolos e ludibriados quando se dirigiam ao campo, para assistir a algo que não seria respeitado.
Fora dessa hipótese, a solução seria aquela de colocar o Fluminense disputando um campeonato solitário, sem ter de jogar com qualquer outra agremiação. Para ao final, ser-lhe entregue o troféu conquistado por força e artimanhas da CBF.
Enquanto isso, os demais clubes disputavam um campeonato paralelo, apenas para manter um respeito mínimo pelo futebol e o que ele representa, como atividade esportiva que diz ser.
Ou poder-se-ia dizer que deu a lógica. Venceu o legalismo, mesmo que injusto, ou ilegítimo. Ou amoral.
Mas, como diriam aqueles que, desde sempre, adotaram a famigerada lei do Vila Rica, de que o que importa é levar vantagem em tudo, "dura lex, sed lex".
No cabelo só Gumex, completava a propaganda do cabelo comportado, cortado escovinha ou Príncipe Danilo, tão arcaico quanto o veredito do STJD.
E agora vem a imprensa carioca, e até alguns membros da imprensa paulista alegar que a decisão não pode criar um ambiente ou gerar uma situação que signifique algum tipo de represália ao time do presidente eterno da CBF e da FIFA, ou do representante mor dos interesses que aquela capitania representa, João Havelange.
Afinal de contas, o time das Laranjeiras, tão somente defendia, e com a competência de sempre seus direitos.
E como combater ou criticar alguém que esteja defendendo seus direitos?
Ainda mais no futebol, onde os direitos das agremiações, e de outros participantes e atores não podem ser discutidos na Justiça Comum, que em qualquer lugar que zela pelo Direito seria a última e derradeira instância de defesa do que agora os cínicos tricolores argumentam.
E, nem foi o tal Fluminense que correu atrás dos direitos alegados. Foi o procurador geral do STJD que apresentou a denúncia e que tomou as dores que deveriam ser do Flu. Que entrou apenas como parte interessada, coitadinhos.
Porque ao que parece, nem defender seus direitos eles conseguem mais, tamanha a vergonha ou desfaçatez. E justo neste tribunal que, conforme dizia um antigo professor de Direito Penal da antiga Universidade Católica de Minas Gerais, hoje PUC-MG, criminalista famoso aqui em BH, era um tribunal (e uma justiça, por extensão) por esporte.
E que celeridade para julgar a favor da turma da elite, que o time das Laranjeiras tão bem encarna e representa, velocidade que não se vê por ser extremamente incomum, quando o que está em julgamento é algum direito ferido de algum pobre, ou preto, justo aqueles que o time proibia de entrar em seus domínios. De vestir sua camisa. A ponto de se celebrizar com o apelido de pó-de-arroz, única forma de tentar disfarçar a cor da pele de seus jogadores...
***
Pois bem, esse timezinho de segunda, que evita disputar o torneio que, há alguns anos atrás lhe valeu a queda para a 3a divisão, é que vem querer falar em fazer justiça. É que assume, agora a defesa do legalismo.
***
E para que não persista qualquer dúvida, e antes de que venham criticar a minha opinião, seria bom que antes do julgamento, ao menos fosse aberta uma investigação séria.
Porque, afinal, ao que parece, a partir de algumas colunas que tenho lido, foi justo a CBF que recomendou o nome do advogado que representou a Portuguesa no julgamento. O mesmo advogado que pousou para foto tietando Fred, não por acaso, jogador do Flu.
E que agora a Portuguesa acusa de ter passado a informação errada, quanto à punição dada ao jogador da Lusa.
Mas não é só. Porque não é crível que, no meio de tanto desencontro de informações, o tal jogador impedido de jogar foi escalado entrar em campo apenas quando o jogo já estava definido e a Lusa com o direito conquistado de permanecer na divisão principal do futebol brasileiro.
Ora, um time que faltando apenas 10 minutos para encerramento do jogo de sua vida faz uma substituição dessas, colocando para jogar um jogador envolvido em tanta celeuma, deve querer explicações mais convincentes de todos os envolvidos na trapalhada, em especial sua comissão técnica, e sua diretoria de futebol.
É o mínimo que se exige: que seja feita uma investigação rigorosa do que estava por trás dos acontecimentos que parecem talhados para servir de argumento para salvar o Flu.
Do mesmo jeito que o jogador Gum, do Flu, solicitou ao juiz que não o expulsasse, depois de falta violenta e digna de cartão (no caso, amarelo, o que caracterizaria o segundo amarelo na mesma partida e, dessa forma, o vermelho!) para, logo em seguida, consagrar-se como o autor do gol que deu mais fôlego aos sonhos do Flu de escapar ao rebaixamento.
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Nem vou comentar aqui, do caso do Cruzeiro, lembrado ontem em programa esportivo de BH, para mostrar que as decisões do STJD são para valer, pero no mucho, ao menos quando há interesses de senadores mineiros envolvidos no episódio, como ocorreu no caso da perda de um mando de campo do Cruzeiro. Justo na partida que, segundo a imprensa definiria o campeonato (o que não era verdade de forma alguma!), e que por intervenção, e atendendo a pedidos de Aécio Neves e Perrela, o presidente da CBF, José Maria Marin, acabou determinando que seria disputada na casa do Cruzeiro.
Com a pena do STJD sendo atropelada e alterada, sob alegação das mais estaparfúdias.
O episódio serviu, ao menos, para mostrar o grau de seriedade desse suposto tribunal, que administra os interesses da CBFlu.
***
Bem, mas se a coisa é para se manter nos limites estreitos da lei, não haveria como algum torcedor entrar contra a decisão, justificando que não quer ver em campo, o que é seu direito, um time que não mereceu estar disputando o campeonato da divisão principal. Isso não equivaleria a vender gato por lebre?
Nesse caso, o Estatuto do Torcedor não poderia ser alegado para justificar que o campeonato não pode ser disputado por quem não obteve sua classificação dentro de campo. Sob pena de o que acontece dentro de campo não ter mais nenhuma importância e validade?
Seria interessante ver os donos de padaria de São Paulo, ou o maestro João Carlos Martins entrando na Justiça, reclamando que foram feitos de tolos e ludibriados quando se dirigiam ao campo, para assistir a algo que não seria respeitado.
Fora dessa hipótese, a solução seria aquela de colocar o Fluminense disputando um campeonato solitário, sem ter de jogar com qualquer outra agremiação. Para ao final, ser-lhe entregue o troféu conquistado por força e artimanhas da CBF.
Enquanto isso, os demais clubes disputavam um campeonato paralelo, apenas para manter um respeito mínimo pelo futebol e o que ele representa, como atividade esportiva que diz ser.
segunda-feira, 16 de dezembro de 2013
Natal de novo
Novamente o Natal
nada é novo,
tudo é igual
as compras, o mau humor
o trânsito
e o calor
as filas intermináveis
a vaga no estacionamento
Seja fora ou seja dentro
sempre congestionamento
As sacolas que incomodam
e a criançada cruel
fazendo a maior algazarra
na fila em que os pais guardam espaço
para a foto com Noel
E na farra do consumo
que alegra o lojista
nem a forma de pagar
já não é mais algo inédito
Ficou mais fácil o gasto
depois do cartão de crédito
Mas com alguma paciência
chegamos à conclusão
nada disso é assim tão mal
Já que é tempo de alegria
de presentes, de Natal
E quem sabe até, mais tarde
em meio a tanto presente
dentro de algum embrulho
haja a solidariedade
O amor
quem sabe a paz
e a verdadeira amizade
nada é novo,
tudo é igual
as compras, o mau humor
o trânsito
e o calor
as filas intermináveis
a vaga no estacionamento
Seja fora ou seja dentro
sempre congestionamento
As sacolas que incomodam
e a criançada cruel
fazendo a maior algazarra
na fila em que os pais guardam espaço
para a foto com Noel
E na farra do consumo
que alegra o lojista
nem a forma de pagar
já não é mais algo inédito
Ficou mais fácil o gasto
depois do cartão de crédito
Mas com alguma paciência
chegamos à conclusão
nada disso é assim tão mal
Já que é tempo de alegria
de presentes, de Natal
E quem sabe até, mais tarde
em meio a tanto presente
dentro de algum embrulho
haja a solidariedade
O amor
quem sabe a paz
e a verdadeira amizade
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