quinta-feira, 27 de outubro de 2022

A classificação de Risco da CEF e a provisão para perdas: UMA CORREÇÃO

 O pitaco ontem tratou de operações de crédito consignado para beneficiários do antigo bolsa família, atual auxilio Brasil. 

Para isso, fiz uma pesquisa que, apesar de extensa, lamentavelmente não cobriu todo o assunto na profundidade devida, pelo que peço desculpas. 

Meu colega de Banco, João Manoel foi quem observou e me alertou para que eu fizesse a correção devida.

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A questão é que  quando o crédito é concedido com a transferência de direitos creditórios formalizados legalmente , há um deslocamento da avaliação de crédito para a situação do pagador desses direitos. 

Em outras palavras, o risco da Caixa  deixa de relacionado ao risco do tomador (beneficiário) e passa a ser considerado em relação ao Governo. 

Além disso, considera-se ZERO o risco da União no caso de garantias dos títulos públicos federais.

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Conclusão: não há risco à  CEF, nem a necessidade de se contabilizar provisões para perdas, que serão cobertas pelo Governo Federal.  

Abre-se APENAS, mais um rombo para as já deficitárias contas públicas, por meio de aumento da dívida pública. Além disso, há também apenas MAIS UMA pedalada fiscal, semelhante a outras dos tempos de Dilma, com suporte na Caixa. O que não deixa de ser curioso para um ministro rastaquera, que se acredita um liberal... de araque.

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O que não impede a continuidade de ameaça de privatização da CEF.

quarta-feira, 26 de outubro de 2022

Auxílios ilegais e imorais, créditos consignados e os riscos de crédito e de privatização da CEF

 



Em julho desse ano, visando pavimentar o caminho que poderia conduzi-lo à reeleição, e em flagrante desrespeito à legislação  eleitoral, o governo conseguiu aprovar uma Emenda Constitucional que decretava um fantasioso Estado de Emergência, destinado a permitir implantar um vergonhoso pacote de benefícios eleitorais.

Com um custo estimado próximo dos  51 bilhões, a chamada PEC do fim do mundo,  que chamei de Pec da universalização da Corrupção trazia, entre outras medidas e na tentativa de comprar o voto dos mais necessitados, um aumento do valor do Auxílio Brasil, de 400 para 600 reais, a serem pagos somente até dezembro.

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Para não restar qualquer dúvida quanto ao caráter despudoradamente eleitoreiro da PEC,  a proposta de lei orçamentária encaminhada em agosto pelo governo previa, o pagamento do valor de 405 reais para o substituto do Bolsa Família.

Tudo isso sob a conivente sonolência e a inação cúmplice do Tribunal Superior Eleitoral.

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Já tendo arrombado tanto a porta quanto as contas públicas, sem qualquer punição, em agosto, por meio de uma Medida Provisória, o governo aprovou a concessão de crédito consignado para os favorecidos com o Auhxílio Brasil.

Com base nesse aparato legal, a Caixa já registrava mais de 1,8 bilhões de créditos concedidos nessa modalidade em outubro, quando o TCU recomendou a suspensão dessas operações.

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Com um custo de  juros de 3,45% ao mês, ou 50,23% ao ano, e comprometimento máximo da de 40% do valor do benefício pago, a prestação não poderia superar os 160 reais, não podendo o crédito se estender por período maior do que 24 meses.

Sob tais condições, não foram poucos os analistas que alertaram para os perigos embutidos e as condições draconianas de tal operação.

Vários deles, inclusive, destacaram que, passado o mês de dezembro, e com o benefício de volta ao seu verdadeiro valor de 400 reais, restariam ao devedor apenas 240 reais para financiar os gastos de alimentação e sustento de suas famílias.

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Considerado o valor de uma cesta básica, acima do valor dos 600 reais do auxílio, a tomada do empréstimo acarretaria um problema insolúvel no futuro imediato.

Adicionalmente, para atender aos limites fixados, o valor máximo do benefício não poderia superar os 2500 reais, o que daria para acertar a vida financeira do beneficiário e, dificilmente, para tentar a sorte como empreendedor. Ainda assim, ao fim do período do contrato ele teria pago o montante 48,6% a mais que sua dívida.  

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Meu interesse aqui não é repisar os riscos e dramas do devedor da operação. Meu foco é entender o silêncio do Banco Central, responsável pela fiscalização e manutenção da saúde do sistema financeiro nacional.  Para atender a esta função, o Banco adota um modelo de supervisão prudencial, visando reduzir riscos.

Para deixar mais clara minha preocupação, recorro à Resolução 2682, de 1999, que estabelece os critérios de classificação das operações de crédito e regras para a constituição de provisão para créditos de liquidação duvidosa.

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A Resolução prevê que compete à instituição financeira a classificação de risco de crédito – o risco de o devedor não conseguir pagar sua dívida, ou não fazê-lo na hora contratada -  fixa algumas variáveis que devem guiar tal classificação.

Em relação ao devedor e seus garantidores a classificação do nível de risco deve considerar sua situação econômico-financeira e seu grau de endividamento.

Em relação à operação, deve-se considerar, as características das garantias, particularmente quanto à suficiência e liquidez.

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Se ninguém põe em dúvida a suficiência e liquidez do consignado ( o valor do auxílio é a própria garantia), há que se questionar seriamente a situação econômico-financeira do devedor. Afinal, exatamente sua reconhecida situação de penúria é que o habilita a receber o antigo Bolsa Família.

Em relação ao seu grau de endividamento, a situação fica mais drástica, a se considerar o alto volume de inadimplência da sociedade brasileira e as taxas e contas todas em atraso.

E olhe que em seu parágrafo único, a Resolução ainda afirma que o crédito de titularidade de pessoas físicas deve levar em conta as situações de renda (?) e de patrimônio (???) bem como outras informações cadastrais do devedor.

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Quanto à classificação de risco, maior o risco maior a perda potencial estimada e maior a provisão para perdas, ou seja, a dedução do lucro da instituição.

O que permite que uma instituição lucrativa e sólida venha a começar a apresentar perdas que possam ..... JUSTIFICAR SUA INEFICIÊNCIA e, no caso de instituição pública, levar à discussão de sua PRIVATIZAÇÃO.

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Para quem tem um guedes na mão e nenhuma empatia para com os que vivem na miséria absoluta; para quem tem planos e estudos para achatar o salário mínimo, reduzindo todos a uma situação de igualdade na penúria, nada mais interessante.

O que não deveria ser novidade, tantas as vezes que a CEF já foi objeto de declarações de privatização e venda retalhada de suas várias carteiras lucrativas.

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Enquanto isso, a prévia de inflação, o IPCA-15 sobe em outubro, para 0,16 % , ou 6,85% em 12 meses, para uma inflação cujo teto máximo era de 5%.

Com queda em grupos de transportes (combustíveis, em especial, gasolina e etanol), comunicação e artigos de residência. Os dois primeiros sob influência da redução ‘inconstitucional’ do ICMS.

Por outro lado, roupas, saúde e alimento e bebidas, gastos que afetam mais de perto aos menos favorecidos prosseguem em elevação.


segunda-feira, 24 de outubro de 2022

Shakespeare e o significado dos nomes; ações fora da ordem legal; plano de redução da desigualdade de renda e ataques aos agentes da lei

 


Link: https://youtu.be/4y-yRgM45Gg


Parafraseando Shakespeare, ‘O que há, pois, num nome? Aquilo a que chamamos pedofilia, mesmo substituído por  “pintou um clima” com meninas adolescentes venezuelanas, cheiraria igualmente podre’.

E o comportamento igualmente criminoso.

E o que se espera é que o autor da frase seja levado às barras da justiça, para prestar satisfações à sociedade, e ser punido por seu crime.

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E sem querer assumir a imagem daquele que não tem pecado para atirar a primeira pedra, acredito que deva satisfações, igualmente penosas, a sua mulher, a terceira, na hipótese de ela ter o  respeito pela família que proclama aos quatro cantos.

Afinal, mesmo tendo recebido 89 mil reais de depósitos de Queiroz, nunca esclarecidos, supõe-se que, sendo religiosa e ligada à família, será difícil aceitar a traição realizada sob a forma de  “pensamentos, palavras e obras”.

Mais doloroso ainda, deverá ser perdoar aquele que se apresenta como paladino da família brasileira.

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Daí que soa falso, tanto a ida da primeira dama ao encontro das crianças estigmatizadas, quanto a defesa da família cristã, feita pelo casal.

E apesar dessa falsidade não ser desmascarada e denunciada em alto e bom som,  nas igrejas evangélicas, a verdade é que #quempraticapedofilianãopresevaafamília.

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 A respeito das irregularidades de moro


Relacionada à prática de maus feitos, não há como fingir não ver e não abordar o comportamento do autointitulado paladino da Justiça e chefe da luta contra a corrupção.

Não bastasse dar tratamento especialíssimo a Alberto Youssef, o doleiro envolvido e condenado no escândalo criminoso do caso Banestado, que teve seu nome novamente envolvido em atividades criminosas ligadas à Lava Jato, o juiz parcial e venal concedeu-lhe o benefício de nova delação premiada. Agora, desde que envolvendo o nome de seu inimigo.

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Embora com ressalvas e nenhuma ingenuidade, até entendo o tratamento irregular dispensado a alguém, que não apenas demonstrava poder, quanto ainda possuía amigos tão poderosos quanto.

Afinal,  como informado pela Folha de São Paulo, Youssef foi responsável por financiar horas de voo de jatinho à campanha do senador Álvaro Dias, ainda em 1998.

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Tempos depois de cumprida a missão a que se impôs, de afastar Lula da disputa eleitoral de 2018, e agora como ministro do maior beneficiário da perseguição desencadeada contra o favorito das pesquisas naquele ano, o marginal ex-juiz foi extremamente complacente com seu colega deputado e ministro da Cidadania,  Onyx, flagrado pelo crime da prática de caixa 2.

Arrependido, e se dispondo a pagar a multa que lhe foi fixada, Ônyx recebeu o perdão do ministro bolsonarista Marco Aurélio, do Supremo, logo quem?. Marco Aurélio extinguiu a pena que poderia redundar até em cassação do mandato, o que foi plenamente justificado pelo incorruptível moro. Afinal, nada como o perdão para quem já se penitenciou!

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Mais tarde teve o caso da acusação de moro ao presidente, sob a denúncia de seu chefe querer interferir na Polícia Federal para beneficiar e esconder o mau comportamento de seus filhos, o que lhe valeu sua demissão do ministério.

Como a sem-vergonhice muitas vezes se faz acompanhar de certo esquecimento, o bandido  eleito ao Senado pelo Paraná, agora se torna assessor ou ‘coach’ do meliante a que acusava, nos debates contra o seu inimigo.

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Por mais que o país conviva com pobreza sem igual e com um vergonhoso déficit habitacional, não MORO no covil em que essa figura perniciosa se encontra.

Mas, nada como atuar em prol de seus 'princípios'. Ainda mais se há a possibilidade de, em eventual golpe por dentro, a composição do Supremo ser ampliada, o que reserva a esse vigarista, ao menos em tese, uma indicação.

Ali, ao lado, de Aras, encontrará o devido espaço para se confraternizar com outros iguais, igualmente sem caráter.

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 Planos de guedes e Jefferson

Por fim, necessário abordar dois fatos recentes, talvez relacionados, e ambos capazes de revelar o mau-caratismo e a opção preferencial por fazer o mal à população brasileira.

O primeiro fato, a descoberta da proposta de guedes de repetir a malfadada política de arrocho salarial dos tempos do governo de ditadura militar. Por ela, as recomposições salariais passam a não guardar relação com a inflação passada, mas a serem fixadas com base em uma inflação futura, artificialmente reduzida.

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E nem adianta guedes negar sua ideia genial de reduzir a desigualdade de renda per capita no país, pela condenação à morte por inanição da parte pobre da população.

Afinal, a ideia em estudo vem à luz, justamente por falta de planejamento de um governo inepto.

E não há como não acreditar que tenha já sido feito um teste com a mortalidade provocada pelo governo na pandemia da Covid.

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O segundo fato, surgido para que o plano de guedes seja esquecido, é a reação do aliado do presidente, Roberto Jefferson, à ordem de retorno à prisão preventiva.

Talvez o ataque a balas a policiais e agentes da Polícia Federal, fosse uma tentativa de se imolar, tornando-se um mártir, como aventado por Gabeira.

Talvez esse o motivo de o padre fake, Kelmon, estar no local, para ouvir a última confissão fake de um suicida fake.

Enfim, eles que são os manipuladores da boa fé que se entendam.

O que não evita de perceber que, mais uma vez, malograda a ação, Jefferson já tenha sido rifado por seu chefe. Gesto que seu chefe e amigo repetiu – queimando e abandonando – com todos os que o apoiavam e que podiam fazer sombra a seus intentos absolutistas.

 

 

 

quinta-feira, 20 de outubro de 2022

A intolerância e as várias mentiras de um mundo de realidades paralelas

 




 Link para a apresentação no Youtube: https://youtu.be/zSF7mOmyRHI

Em A Sociedade Aberta e os seus Inimigos, o filósofo Karl Popper aponta 3 contradições ou paradoxos - aquele tipo de pensamento ou declaração contrária aos princípios mais básicos do pensamento humano. Um desses ilogismos seria o paradoxo da liberdade. Outro, o da democracia.

A terceira contradição seria o paradoxo da tolerância, assim apresentada:

"A tolerância ilimitada leva ao desaparecimento da tolerância. Se estendermos a tolerância ilimitada mesmo aos intolerantes, e se não estivermos preparados para defender a sociedade tolerante do assalto da intolerância, então, os tolerantes serão destruídos e a tolerância com eles.”

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E segue esclarecendo não ser favorável à supressão de filosofias intolerantes, desde que fosse possível combatê-las e mantê-las sob crítica junto à opinião pública. “...Suprimi-las seria ... imprudente.”

Mas, destaca que “devemos-nos reservar o direito de suprimi-las, se necessário, mesmo que pela força”

E conclui que: Devemos-nos, então, reservar, em nome da tolerância, o direito de não tolerar o intolerante. Devemos exigir que qualquer movimento que pregue a intolerância fique à margem da lei.”

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Em suas várias dimensões, o fascismo ou extremismo de direita não pode ser tolerado como natural. E, dada a ausência do uso de argumentos racionais em sua escalada para dominar a sociedade e fazê-la se curvar aos seus desejos, não podemos levar à última consequência nossa fé na defesa das liberdades de expressão, de opinião, de informação.

Há que se ponderar o risco de a intolerância destruir o espaço que lhes assegura o direito mesmo de ser intolerante.

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Alerta que deve nortear nosso juízo de valor sobre pretensa “censura” do TSE e de seu presidente, sempre açodado como cão policial a farejar nacos de projeção pessoal, não raro embaladas de cunho autoritário.

Mas, admita-se que, ao menos até aqui, pau que dá em Chico bate em Francisco.

O que o leva a adotar medidas sujeitas a críticas, que calam órgãos da imprensa como as impostas à Jovem Pan, sob a alegação de divulgação de fatos sem a necessária comprovação e o uso de adjetivações que visam apenas criar alarde, sem o devido respeito à dignidade e honra alheias.

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Por outro lado, também impede que afirmações feitas espontâneamente por um candidato, sem pressões, ameaças ou chantagem, sejam utilizadas, como se o deslize do falastrão merecesse ficar em sigilo, secular talvez, de forma que a sociedade não pudesse ter acesso ao que pensa e como age, aquele que quer conduzir seus destinos.

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Então, rendendo minhas homenagens ao professor Conrado Hubner Mendes e ao brilhante Curriculum Vitae que analisa em sua coluna de hoje na Folha, me atrevo apenas a reproduzir frases do candidato que tenta se mostrar como alguém do povão, sem qualquer verniz cultural, que de fato não possui.

Frase de 25 de abril de 2019: “O Brasil não pode ser o país do mundo gay, do turismo gay. Temos famílias.” E emendou que, se alguém, “quiser vir aqui fazer sexo com uma mulher, fique à vontade”...

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“... olhei umas menininhas bonitas, de 14,15 anos, arrumadinhas, no sábado, numa comunidade, e vi que eram parecidas. Pintou um clima, voltei, ‘posso entrar na sua casa?, entrei’.... todas venezuelanas.”

Frase da confissão que o exibicionista presidente do TSE não permitiu que fosse usada em campanha eleitoral.  

Se a moda pega e a procuradoria não pudesse usar a confissão de um réu no tribunal do juri, o que seria da aplicação do Código Penal?

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Foi esse mesmo candidato que mandou tirar de circulação propaganda do Banco do Brasil, porque a massa quer respeito à família.

A propaganda que procurava apostar na diversidade para ampliar a clientela daquela instituição, continha apenas negros, negras, tatuados e transexuais.

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Não vou falar do elogio da tortura e de torturadores ou da crítica à incompetência das forças militares em exterminar os povos indígenas, como nos Estados Unidos.

Tampouco devo falar de sua fixação com uma sexualidade mal resolvida, expressa em frases desde o famoso ‘golden shower’, até o falso imbrochável, ou as ameaças de estupro a colegas no Congresso, ou de como tratou sua filha, como uma fraquejada.

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Há outras várias mentiras, como a de a economia estar crescendo, quando o índice do Banco Central, IBC-BR registrou queda de 1,13% em agosto.

O governo, que comemora a queda artificial e já interrompida da gasolina, em benefício dos ricos, aliada à deflação, enquanto esconde a queda de arrecadação dos Estados, responsáveis pelo resultado fiscal positivo até o primeiro semestre do ano.

O governo fala em benefícios e preocupação com os mais necessitados, através da precarização do trabalho e do aumento de sua exploração, verificado por queda de renda para os das classes D e E, contra aumento dos da classe A.

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Nada disso importa. Importa é que ele agride mulheres, pretos, LGBTQIA +; agride e desrespeita o Evangelho, mas tem o apoio de todas esses grupos agredidos.

Fenômeno talvez explicado pela síndrome de Estocolmo, papel a que todos foram conduzidos pela máquina de ódio e de construção de realidades paralelas que ele e sua gangue conseguiram colocar em funcionamento.


terça-feira, 18 de outubro de 2022

Conhecereis a mentira, mesmo disfarçada com as vestes da verdade

 



Na programa de propaganda eleitoral gratuita, o candidato à reeleição comunica uma alteração em relação ao versículo bíblico que costuma citar.

Sai João 8,32 (“e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”), entra João 8,44:

"Vocês pertencem ao pai de vocês, o diabo, e querem realizar o desejo dele.

Ele foi homicida desde o princípio e não se apegou à verdade, pois não há verdade nele. Quando mente, fala a sua própria língua, pois é mentiroso e pai da mentira.”

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O profundo respeito que tenho por todas as crenças e formas de manifestação da fé, de que são testemunhas os seguidores destes pitacos, exigem que eu procure esclarecer melhor o significado do texto sagrado. 

Para tanto, sem ser teólogo, recorro às diversas interpretações das Escrituras que o Google nos permite acessar.

Entre elas, aquela que relaciona o pecado do homem à sua origem, ao fato de ser fruto do pecado original.

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Nascidos no pecado, os homens trariam consigo a negação de Jesus e de seu significado: ‘Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida.” (João, 14,6)

Nesse sentido, seriam filhos do diabo e, como filhos de seu pai, iriam procurar seguir, obedecer e realizar seus desejos.

Por ser a negação de Deus, da Verdade, o diabo seria o pai da mentira, e mentiroso, tanto quanto seus filhos.

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Quanto ao diabo, além de não se apegar à verdade que não reconhece, desde o início foi HOMICIDA, termo que se aplica tanto à negação da verdade quanto da vida, como nos ensinam os dicionários: “aquele que acarreta ou pode acarretar a morte de muitas pessoas.”

Nesse sentido, o capitão Porcina, que era sem nunca ter sido (sua promoção se deveu à sua exclusão!), surge na propaganda acusando seu adversário de característica que é intrinsecamente sua, de fato e de direito.

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Afinal, não é necessário procurar muito para verificar a quem corresponde a descrição de ser “aquele que acarreta a morte de muitas pessoas.”

Sejam povos originários da floresta Amazônica, sejam mais de 685 mil brasileiros vítimas da Covid, sem ar, sem oxigênio, sem respiradores e sem equipamentos para entubação. Sejam os milhares de cidadãos a quem remédios sem eficácia foram recomendados ou pior, receitados por falso médico.

Quem comete os crimes contra a segurança alimentar, os comete contra a vida. E o país empobreceu em todo o mandato da nossa Porcina do Planalto.

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Se estamos à beira de uma das várias batalhas do Bem contra o mal, os exércitos que defenderão o mal estarão sob a chefia da Mentira e seus seguidores - os modernos fariseus, adeptos dos falsos Messias, dos falsos mitos.

Situação que já ficou clara, em muitas ocasiões, e mais uma vez no último debate.

Em que o chefe das forças do mal adota comportamento de ator treinado, ensaiado para não permitir que sua personalidade venha a se chocar e contrapor-se à representação que deverá encarnar.

Se parece às vezes ter dificuldades na expressão e nas falas e ‘deixas’ tantas vezes ensaiadas, isso se deve não à traição de sua consciência, incapaz de se manifestar. Deve-se a suas dificuldades de compreensão do texto que foi obrigado a decorar e das falas e termos cujo significado é incapaz de entender.  

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Daí listar a dificuldade de enumerar apenas algumas das mentiras ditas no debate

Comecemos com a sua versão de que o governo fez diminuir o preço da gasolina, depois de apresentar projeto que reduziu a alíquota do imposto de competência estadual, o ICMS.

Sim, o parlamento votou o projeto que interfere em competência privativa dos Estados e ele sancionou a fixação de um máximo de 17% de ICMS.

Sim, isso reduziu a carga tributária cobrada sobre os combustíveis. Com isso houve uma redução no preço. 

Mas...

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Sem contar com provável juízo do Supremo quanto à inconstitucionalidade da medida, e de possível rombo fiscal no caso de determinação de a União ter que ressarcir as perdas destes recursos tributários às instâncias estaduais e municipais (que se beneficiam de 25% dos recursos desse imposto, sob o título de transferência constitucional), o preço dos combustíveis depende, fundamentalmente do preço do barril do óleo cru mercado internacional.

E o preço do barril de petróleo, depois de uma queda importante, voltou a subir e deverá continuar em elevação nos próximos meses.

Fator que explica a alta de 1,47% no preço médio da gasolina nos postos de combustíveis na última semana.

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Mas, defensor da liberdade econômica e da privatização a qualquer custo, o governo federal vendeu à Acelen, o controle da Refinaria Mataripe, antiga refinaria Landulpho Alves.

Empresa privada, a Acelen já elevou duas vezes o preço do combustível neste mês de outubro, sob o argumento de ter de acompanhar o preço dos combustíveis no mercado externo.

Resultado disso: o retorno do fantasma da inflação, que Porcina informa que conseguiu controlar.

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Mais uma mentira!

Exceto pelo fato de que, usando do poder político e postura eleitoral criminosa, o Pai da Mentira determinou que a Petrobras, estatal e sob seu comando, mantenha os preços, mesmo a custa de dificuldades potenciais para o caixa da companhia.

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Além das mentiras do controle da inflação e dos preço dos combustíveis, o mau ator quer parecer ter sido o autor do auxílio emergencial de 600 reais, quando uma breve pesquisa na internet nos revela que o sinistro Guedes anunciou, a 18 de março de 2020, o pagamento de auxílio de 200 reais incluído no projeto de decretação do Estado Calamidade aprovado pelo Congresso em razão da pandemia.

Ocorre que, no parlamento, e com apoio da oposição, foi aprovado auxílio de 600 reais, valor criticado pelo Porcina.

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O que pode ser visto em live de 27 de agosto de 2020, em que afirmou que o país não tinha condições de seguir gastando R$ 50 bilhões mensais até o fim do ano. Isso, apesar de reconhecer que 600 reais não são muito para quem recebe. E admitiu que 200 era muito pouco.  

Mas foi ele quem afirmou que “Eu falei na semana passada que R$ 600 é muito. O pessoal bateu em mim”.

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Outras mentiras ou fábulas afirmam que, ou  prometem:

- ter sido um dos primeiros países a comprar e vacinar a população, com amplo programa de vacinação, embora 35 outros países já vacinavam sua população quando a Anvisa aprovou e o governador João Dória foi o responsável pela aplicação dos primeiros lotes de Coronavac, que ele desdenhou.

- não ser o autor da ideia do Orçamento Secreto, que combinou de vetar para que o veto fosse derrubado. Como se sabe, esse orçamento é hoje o maior instrumento de corrupção do país, feito para manter o apoio do vestal Centrão (ou venal Centrão!) e impedir o impeachment.

- ser o responsável pela melhoria da qualidade de vida da população, fato negado por estudo da Tendências Consultoria, que indicou que nos últimos 10 anos, as classes D e E (ganhos de até 3100 reais) experimentaram perda de renda de 2,9%. Em contrapartida, os mais ricos situados na classe A tiveram ganhos de 19,1% no mesmo período, ampliando a desigualdade social.  

- um  Auxílio Brasil de 600 reais para 2023, apesar de recursos assegurados em Orçamento de apenas 405 reais.

- promete respeitar os acordos do clima, e as metas de desmatamento, quando todas as ações de prevenção de crimes ambientais foram abandonados.

- por fim, nega as intenções que o fizeram entrar em um ambiente onde meninas, VENEZUELANAS, algumas bonitinhas, estavam se arrumando como se fosse para venderem o próprio corpo.

Tenha ou não pintado um clima, a frase lembra muito o comentário do deputado cassado arthur ‘mamãe falei’ do val sobre as ucranianas pobres e bonitas. E impossível não lembrar de sua afirmação  de que não estuprava a deputada Maria do Rosário porque ela não merecia.

 

 

 

 

 


quarta-feira, 12 de outubro de 2022

Tentativas de manipulação da fé e o necessário respeito à fé de distintos matizes e à Verdade, neste dia da Padroeira

O conteúdo deste pitaco está disponível em vídeo no link: https://youtu.be/vI3DRvFSwfs


No dia consagrado à Nossa Senhora Aparecida, homenageada por d. Pedro I com o título de Padroeira do Brasil, seria melhor que pudéssemos nos dedicar a assuntos  capazes de nos permitir atingir a um patamar moral mais elevado, mais generoso, mais alto astral.

Temas que permitissem a este pitaco não ter de tratar de um traste que se faz passar por um ogro ameaçador e que, no fundo não é mais que um desequilibrado covarde.

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Antes, compartilho informação, extraída do Google, a respeito da visita feita por D. Pedro I  à Santa, na viagem que terminou com a declaração de Independência do 7 de setembro.  

Conforme o relato do portal cultura/uol, o futuro imperador prometeu à Aparecida torná-la Padroeira do Brasil, caso se tornasse governante do país.

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Feito o registro, voltemos à questão do comportamento do ignóbil que tenta a reeleição e que, para conseguir seu objetivo, não se constrange em tentar apelar para a apropriação de símbolos e festas características da religiosidade e a fé do sofrido povo brasileiro.

Povo, especialmente o mais pobre que ele nunca respeitou, e do qual sempre optou por manter enorme distância, mesmo quando esse povo padecia do desespero causado pela falta de ar, oxigênio, conforto, e vacinas.

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Isso a gente entende: afinal, quer que ele faça o que? Ele não é coveiro. Pra que ligar para uma gripezinha? E qual a razão de cobrar dele a ida a um hospital, qualquer um, para mostrar sua solidariedade? Para ele assistir o mimimi desse povo de cujo voto ele agora depende?

Não! Este sociopata preferiu as motociatas, os passeios de lancha e, talvez até essa seja a explicação para se enfiar em navio da marinha para participar da romaria fluvial do Círio de Nazaré, em Belém.

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Diferente da Igreja Evangélica e seus bispos e pastores, que se prestam a dar apoio a qualquer promessa de maior poder e mais recursos e favores para seus líderes, e APENAS PARA OS LÍDERES, a reação da Igreja Católica foi imediata, denunciando a exploração do evento com finalidade alheia à de sua realização.

Ao invés de prestar vassalagem ao energúmeno (=possesso), a CNBB – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, por sua presidência, emitiu dura nota, que se inicia com citação do Eclesiastes 3,1: “Existe um tempo para cada coisa” 

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A nota segue em seu tom de reprovação lamentando que se faça uso e se intensifique a exploração da fé e da religião ... para angariar votos no segundo turno.

E segue condenando que momentos especificamente religiosos sejam usados por candidatos para tratarem de assuntos relacionados às eleições. E vai além para ressaltar que a manipulação religiosa tanto agride o Evangelho, quanto o momento grave que o país vivencia, pois que desvirtua os valores do Evangelho e tira o foco dos reais problemas que necessitam ser debatidos e enfrentados em nosso Brasil.

Por fim, cobra um compromisso autêntico com a verdade e o Evangelho.

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Antes de prosseguir, é URGENTE uma observação: a comparação do comportamento da igreja católica com a evangélica não diz respeito à questões ligadas à fé, à verdade, à mensagem, a forma de interpretação das Escrituras ou ao ensinamentos e comportamentos transmitidos e cultivados como norma de vida.

Longe disso! Tenho um respeito gigantesco por todos os que professam e cumprem os princípos de sua religião e sua espiritualidade. Por todo o povo crente, cristão, que procuram e encontram conforto espiritual na Palavra.

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Nesse sentido, meu comentário a respeito do apoio e da vassalagem de alguns líderes, bispos e pastores evangélicos a promessas e favores em prol de seus interesses pessoais nada tem de crítica a todo o rebanho de crentes. E para deixar claro, não se trata de generalização, já que não é o comportamento da maioria desses pastores.

Ao contrário, mostra preocupação com mulheres e homens de boa fé, que em seu fervor, se deixam manipular por líderes que apenas usam da Verdade. E do caminho, para seu enriquecimento pessoal, poder e uma vida de fausto.

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Feita a ressalva, a nota da CNBB nos remete a uma questão: na luta que o biltre empreende para continuar no poder e fugir ao seu destino – a CADEIA, há sempre a referência de se tratar de um confronto entre o Bem e o Mal. Mas, que lado representa o Bem? Qual o Mal?

A nota serve para dar a resposta inequívoca: o MAL é o biltre. O manipulador e explorador da fé com intuiro de obter votos. Aquele que desvirtua o Evangelho.

Aquele que, em desespero, não cumpre o ensinamento do próprio Cristo:  A César o que é de César. A Deus o que é de Deus.

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Quanto ao outro candidato, reconhecidamente de formação religiosa, nunca desrespeitou outras crenças e religiões; sempre lhes concedeu apoio e atendeu a suas reivindicações em prol de seus seguidores.

Mas, a própria Bíblia fala do perigo da insinuação insidiosa de Satanás, sob a capa de um falso profeta, um falso Messias, adorado por falsos cristãos (Apocalipse, 1:7:1).

Messias falso e seguidores falsos, que tentam jogar os ingênuos contra o Caminho, a Verdade e a Vida eterna.

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No momento que atravessa nosso país, se aproveitam de estarem na posição mais elevada do Poder político para disseminar inverdades contra o candidato que representa comida no prato; emregos; salário digno; educação inclusiva e libertadora; respeito à diversidade e mais importante ainda: RESPEITO À CONSTITUIÇÃO E À DEMOCRACIA.

Sim, já disse aqui que Lula pode não ser santo, MAS não é de corrupção que estamos tratando. Estamos tratando da manutenção de uma quadrilha no poder, da permanência de uma família que comanda uma gangue que rouba, corrompe, desvia recursos públicos a partir da contratação de funcionários fantasmas que sustentarão as rachadinhas, origem dos recursos em espécie utilizados para pagamento da aquisição de imóveis em nome da produção de laranjas da família.

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Estamos falando de quem prega a tortura e elogia torturadores, desrespeita direitos humanos básicos e prega a exterminação de todos que pensam de forma divergente.

Estamos falando de quem prega o golpe, seja incentivando quarteladas seja por avançar sobre outros Poderes, como fez em relação ao Congresso e o vergonhoso orçamento secreto, e como ameça fazer ampliando o número de ministros da Suprema Corte e alterando as normas de funcionamento da Casa da Justiça e da Constituição.

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Para dar continuidade a seu projeto de poder, que lhe permite e aos seus  escapar das grades, este ser abjeto e vil, não se sente incomodado de patrocinar o corte de recursos destinados ao financiamento da área da saúde pública, tanto a curativa como a preventiva e a social, condenando ao desamparo e à falta de atendimento e conforto, especialmente aos mais desvalidos na hora da dor e da  doença.

Não fica avexado de cortar os recursos destinados à Educação, tanto de crianças, jovens e adultos, única forma de criar as condições para que nossa população possa se tornar consciente, autônoma, crítica e capaz de se qualificar para obter melhores condições de trabalho e de remuneração além de permitir o desenvolvimento da área de desenvolvimento científico, técnico e tecnológico, capaz de levar o Brasil à fronteira do conhecimento e de sua aplicação produtiva.

Tudo isso, para irrigar a vergonha do orçamento do maior modelo de corrupção jamais visto no país.

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O meliante ignóbil e sua familícia acusam Lula de ter sido presidiário, culpado de corrupção. Acusam de ter se beneficiado de desvio de recursos em proveito próprio.

Que fique claro: ao contrário do inominável, preso por ato terrorista que resultou em sua exclusão do Exército, Lula foi preso para tirá-lo das eleições de 2018 em que era favorito; acusado por indícios nunca comprovados, por um juiz incompetente para julgar a causa, além de suspeito, parcial e  venal.

A verdade é que utilizando o direito para perseguir e punir e afastar adversários (“lawfare”) o poder judiciário exorbitou suas funções inventou provas e as divulgou para satanizar Lula e queimar sua imagem.

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O tiro saiu pela culatra e Lula retorna mais forte que antes.

Por tal comportamento desmascarado pela VAZA JATO, os medíocres da banda podre da Justiça, meteram os pés pelas mãos: o processo contra Lula foi anulado e considerado nulo de pleno direito.

De volta ao seu início e agora na jurisdição correta, o processo  torna-se prescrito, por culpa exclusiva dos açodados ‘guardiães da lei e da justiça’.

O que significa dizer que o processo está encerrado.

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Por isso e pelo preceito constitucional de presunção de inocência, Lula É INOCENTE. (tanto quantos a inocência do ex-tenente por falta de provas mais robustas!)

Ou seja: no caso do capitão na reserva, havia provas. Apenas que não robustas.

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Mas quem faz parte do Exército dos anjos caídos, não perde o hábito de difamar e criar e espalhar mentiras. Assim:

- afirmar que não falou em aumentar o número de ministros do Supremo é apenas COVARDIA,  a que já estamos ficando acostumados.

- Dizer que Marcola e outros criminosos votam e fazem campanha para Lula é apenas falsear a verdade para manipular os inocentes: Marcola está em Presídio Federal de Porto Velho, prisão de segurança máxima, sem facilidades de contato com o mundo exterior. Como preso condenado em última instância é IMPEDIDO DE VOTAR pela LEI.

- Não admitir que recebeu o laudo da auditoria das urnas eleitorais feito pelas Forças Armadas, reconhecendo a impossibilidade de sua violação, e continuar insistindo na manipulação do resultado, apenas demonstra ser alguém que acredita nas fantasias que cria em sua mente deturpada e doentia.

 

sexta-feira, 7 de outubro de 2022

Autoanálise no aniversário dos pitacos. E a certeza: a esperança afasta o medo e derrota o ódio.

7 de outubro. Sexta feira.

Ou usando a gíria das redes sociais, que ganhou asas e invade todos os nossos ambientes e grupos, SEXTOU.

Ou melhor: #SEXTOU.

Vivendo e aprendendo: procurando por informações sobre o termo no GOOGLE, tive minha atenção despertada para a obrigatoriedade do uso da ‘hashtag # ‘ .

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De minha parte, mais interessante é a explicação: impedir que postagens com a expressão, junto a fotos de amigos, reuniões, bebidas, etc. na comemoração da chegada do fim de semana, não fosse identificada com uma verdadeira orgia, bacanais, surubas e que tais.

Afinal, sextou em inglês, idioma que domina corações e redes ligadas ao mundo digital poderia ser entendido como SEX  (sexo)   TO (para)   U (você).

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Mas 7 de outubro é uma data que não pode jamais passar em branco, ao menos para o tambemquerodarpitaco, que completa, nessa data, 12 anos de aniversário.

Nem sempre com a constância desejada, mas com algumas características que, a cada mês,  não deixaram de estar presente. Mesmo quando um questionamento sobre a validade do blog, sua forma, seu alcance e significado pudessem provocar e trazer um certo desalento.

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Sem me deixar derrotar pelo desânimo e de forma insistente, considero importante destacar certas características comuns, presentes em todos os pitacos.

A primeira e mais notável, os textos longos, várias vezes criticados por amigos, colegas, companheiros e até inimigos (que não me lêem!).

Tantas foram as vezes que fui criticado pela verborragia, e tantas as sugestões para que eu procurasse adotar formas mais acessíveis de manifestar minhas opiniões que acabei me convencendo: já está em fase de testes a apresentação dos pitacos sob a forma de vídeos.

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Admito que resisti o quanto pude, por acreditar que a leitura de um texto é sempre mais enriquecedora que outras formas de transmissão do conhecimento. Afinal, a leitura abre espaço para possa se manifestar a imaginação do leitor, de forma ampla e única,  fruto de sua formação, seu modo de ver o mundo, suas crenças, princípios e valores,  das experiências de vida e aprendizados que veio acumulando  ao longo do tempo.

Nesse sentido a leitura não constitui apenas transmissão, mas possibilita o desenvolvimento do próprio processo de aprendizagem e induz a análise atenta e crítica do objeto de estudo.  

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Quanto à transmissão do conhecimento por meio de imagens, filmes, vídeos, na maior parte das vezes deverá fazer apresentar uma solução pronta e acabada, dentre várias alternativas possíveis, podendo constituir-se em um entrave, limitando o desenvolvimento crítico do raciocínio, da criatividade e imaginação.

Tolhido, o sujeito alvo do aprendizado pode se acomodar à solução proposta, deixando de investigar outras, questionar, formular conclusões próprias.

Pior: na ocorrência de situações problemas futuras, o indivíduo poderá ser induzido a adotar a solução memorizada, como se fosse uma receita de bolo, desconsiderando possíveis alterações de variáveis envolvidas.

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Reconhecendo ter um texto prolixo (quem sabe pro lixo?), outra característica dos pitacos é assumirem às vezes um tom professoral, não no sentido de domínio profundo e douto do é um tom algo professoral, não no sentido do domínio erudito e aprofundado do tema, mas na preocupação em sempre buscar alicerçar minhas opiniões a partir da explicação da origem tanto do problema quanto de minhas afirmações, procurando alicerçar meus argumentos em conceitos e teses difundidos e debatidos.

Nesse sentido, os pitacos poderiam ser acusados de certo academicismo, quando não de fazerem uso do argumento da autoridade, o que nunca foi minha intenção.

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Adicionalmente, os pitacos buscam apresentar minha visão de mundo: uma visão situada mais à esquerda em relação ao espectro do campo político, alinhado à preocupação em contribuir para a redução das desigualdades e injustiças sociais; na contribuição para o debate de uma perspectiva que busca valorizar e respeitar o ser humano no que ele tem de mais rico: sua diversidade.

É que, apesar de pertencermos a várias espécies, gêneros e classes, fazemos parte de uma mesma mesma raça, uma mesma sociedade.

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Mais recentemente, os pitacos têm por um lado demonstrado certo assombro, certa incredulidade em relação a um tipo de comportamento que vem ganhando terreno em nossa sociedade, assentada sobre o ressentimento, o ódio, o autoritarismo e um pretenso respeito a um individualismo e uma liberdade que nada tem de novo ou libertário.

Ao contrário esta é uma noção de liberdade que se baseia no retrocesso ao estado da barbárie, anterior à etapa da formulação do contrato social de formação do Estado, mola mestra do liberalismo e conservadorismo esclarecido.  

A liberdade que visam é a liberdade da imposição do mais forte e mais poderoso, dos mais armados e violentos, em prol da construção de uma sociedade de ódio.

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Aqui, sempre me bati pelo cumprimento de nosso acordo social, representado pela elaboração, discussão e aprovação da Constituição Federal de 1988, que consagra em suas disposições e seus artigos e parágrafos, o direito de todos os cidadãos a uma vida digna e justa.

Embora não suficientes os direitos assegurados, a Constituição traz o minímo necessário para que seja possível alcançar uma sociedade menos desigual e solidária. Uma sociedade democrática.

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No entanto, são essas garantias que estão sob ataque de uma horda de criminosos  e falsos profetas que, munidos de falsos argumentos, promessas mirabolantes e fantasiosas, preceitos religiosos de fachada e sem conteúdo, visam apenas iludir ao povo, em benefício de uma quadrilha formada por uma família e os seus companheiros de gangsterismo.

Por isso, embora dominado pelo assombro, os pitacos não se deixam ficar imobilizados pela intimidação e pelo medo.

Nós sabemos que a esperança vence o medo. E a esperança está no ar, portando a estrela no peito vermelho onde corre nosso sangue.

A saída existe e  não é o aeroporto: a saída é LULA LÁ!

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