sexta-feira, 28 de março de 2014

Queda de popularidade de Dilma e preocupação com a Economia é sinal de que terrorismo da imprensa dá resultados

Pesquisa CNI/Ibope mostra queda de popularidade da presidenta Dilma; queda da aprovação ao governo e à maneira que a presidenta governa. De quebra, mostra que a população brasileira voltou a manifestar grande preocupação com as ações adotadas pelo governo em áreas como saúde, educação, segurança, controle da inflação e emprego. Na maior parte dessas áreas, com índices superiores a 70% de desaprovação, indicando que estão de volta os temores que, de forma difusa, forneciam o combustível para as manifestações de junho/julho do ano passado.
Em outras palavras, o resultado da pesquisa indica que as pessoas não acreditam que as manifestações do ano passado tenham sido minimamente atendidas, além de manifestarem uma deterioração importante em relação às expectativas para o final desse 2014.
Por outro lado, continuam as manifestações - agora pacíficas, como a realizada ontem, no centro de São Paulo-, contra a realização da Copa do Mundo em nosso país, de resto uma decisão reconhecida como uma "roubada" por Tarso Genro, governador gaúcho e que, por ocasião da apresentação da candidatura do país à sede do evento e de sua escolha, ocupava o cargo de ministro da Justiça de Lula.
Ou seja: para atender ao padrão Fifa e às exigências daquela entidade, completamente fora de nossa realidade, o governo tem sido obrigado, cada vez mais,  a colocar dinheiro público no evento e em suas obras, desviando recursos de outras áreas consideradas pela população como mais imprescindíveis.
Mas, em sã consciência, alguém acreditava naquele distante ano de 2007 que, de fato, as obras para a realização da Copa do Mundo em nosso país seriam fruto de recursos apenas oriundos do setor privado, sem um tostão sequer do dinheiro público?
Alguém acreditava mesmo que nosso país teria condições de realizar a tempo e dentro das condições exigidas, as obras esportivas, viárias, de mobilidade urbana, etc. etc. necessárias para a recepção do fluxo de turistas esperado para eventos dessa magnitude, sem contar com qualquer tradição de planejamento e cumprimento de prazos, cronogramas, orçamentos? E algum ingênuo poderia acreditar mesmo que não acabaria no colo do governo, sempre na última hora, realizar os puxadinhos e obras de estruturas temporárias que beneficiam apenas as empreiteiras e construtoras, tão satisfeitas e que tanto apoiaram a realização da Copa?
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Mas, não é objetivo meu acrescentar mais reparos àqueles vários já feitos à Copa e sua gastança desnecessária e descabida. Se faço algum comentário, é apenas para aproveitar a oportunidade, rara, que o governador do Rio Grande do Sul nos proporcionou e deixar aqui um registro de sua opinião.
O que me interessa aqui é o resultado da pesquisa de opinião pública divulgada, que mostra como a grande maioria da população está apreensiva em relação, especialmente, à situação econômica do país.
Sinal de que a campanha patrocinada pela grande imprensa, de críticas ácidas à política econômica do governo tem alcançado seus objetivos, apresentando resultados.
Afinal, como conta a lenda, "é a economia, imbecil" que, em ano eleitoral, transforma-se no tema de maior medo para a população, seja nos Estados Unidos, seja aqui em nosso país. E, consciente disso, é em relação às questões econômicas que a imprensa oposicionista e golpista tem focado suas atenções, mesmo que exagerando nas tintas, na maioria das vezes, e pintando um quadro mais, bem mais tenebroso de nossa situação que o quadro real.
Mas, tudo bem. Embora seja uma concessão de serviço público, e assim deveria ser considerado e tratado, não há qualquer controle legal em relação à nossa midia e aos órgãos que a controlam, o que permite que seus proprietários possam agir como se aqueles órgãos pudessem ser utilizados apenas em benefício de seus interesses particulares.
E... nem me venha falar em legislação de controle da midia e fixação de seus limites, do gênero daqueles que existem em países europeus de ampla tradição democrática, como a Inglaterra que, imediatamente, aqueles que mencionam o tema são acusados de censores ou de integrarem o comissariado, interessado em aparelhar o Estado, etc.
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Não nego que algumas das variáveis econômicas chaves de nossa economia têm apresentado, recentemente,  um comportamento menos positivo, como nossa taxa de crescimento do PIB, e a elevação de nosso índice geral de preços, sinal de um recrudescimento da inflação. Mas, não podemos deixar de recordar que nosso país não é uma ilha. Que em meio a um ambiente econômico internacional ainda de crise, não há muito como imaginar que o país pudesse crescer a taxas elevadas.
Por outro lado, não há como negar que o governo tem procurado adotar as políticas recomendadas pelos manuais, no sentido de estimular o crescimento de nossa economia, adotando para tanto medidas que já estão se aproximando da exaustão e, por isso, provocado outros problemas, e apresentado cada vez menos dos resultados desejados.
Assim, o PIB cresce. Mas não em um ritmo elevado. E, de quebra, o governo abre mão e perde receitas, o que agrava sua situação fiscal, embora ainda esteja apresentando supéravits primários, ou seja, assegurando sua capacidade de pagar os juros contratados com seus credores.
Ora, com isso a dívida pública mantém-se sob controle, embora em situação menos tranquila.
Pois bem, se isso tudo que estou dizendo é repetido até mesmo pela economista responsável pela elaboração do relatório da Standard & Poor's que rebaixou a nota de nossa economia, porque a imprensa continua insistindo em vender a imagem de que o governo perdeu o controle das contas públicas?
Para se ter uma ideia do absurdo da situação, embora a entrevista com nossa algoz, publicada na Folha, sinalizasse que a nossa nota poderia ser reavaliada no prazo de um ano, e que poderia tanto MELHORAR, quanto ser ainda mais rebaixada, ganha um doce quem acertar qual foi a opção de reavaliação que o jornal escolheu para dar maior atenção, inclusive com destaque.
A inflação está maior, é verdade. Mas está ainda dentro do intervalo da meta contratada com a sociedade, o que indica estar sob controle da Autoridade Monetária.
Ademais, não há como não reconhecer que, parte do problema dos preços tem como origem problemas climáticos - a alta dos alimentos, a frustração de alguns produtos que frequentam a mesa do brasileiro, a falta de chuvas e o calor intenso, que obrigam a  utilização de usinas termelétricas, mais caras.
É verdade, e tenho manifestado sempre a preocupação com o problema de nosso câmbio, e o resultado de nossas contas externas.
Mas, o câmbio não é o flutuante, fixado pelo mercado com toda sua perfeição no formato de "deus ex-machine"?
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Parte das críticas ao governo e a suas políticas se alicerça em teorias econômicas que condenam, por inócuas, as políticas que visam promover alterações nas variáveis de mercado, provocando interferências descabidas no funcionamento dos mecanismos daquele ente.
Ok. Alegam que tais políticas apenas apresentam resultados de curto prazo, que tendem a retornar às posições de equilíbrio no médio e longo prazo.
Mas, esquecem-se de que, nesse curto prazo,  o número de pessoas empregadas apresentou redução importante, atingindo um recorde de nível de emprego, o que significa que a trajetória dessas famílias nunca mais voltará a ser a mesma, não retornando novamente ao ponto de partida?
E pior. Esquecem-se que foi o mecanismo de mercado e seu livre jogo de forças, livre de interferências e regulações, o responsável, desde logo, pela crise que continuamos vivendo e que criou esse ambiente para início de conversa?
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É duro, mas esse é o jogo. Um jogo em que a grande imprensa entra constrangidamente satisfeita. E arrasta consigo uma população submetida a um verdadeiro tiroteio de más notícias.

quinta-feira, 27 de março de 2014

A anexação desejada e aprovada pela população da Crimeia à Rússia. E o que se sabe sobre a anexação, idem, de Porto Rico aos Estados Unidos?

Assistindo a toda a reação que tem despertado a votação e vitória da proposta de anexação da Crimeia pela Rússia, sobre a qual não posso falar muito em função de minha ignorância a respeito da questão, confesso que fui tomado por uma grande dúvida.
Li, como todos os que acompanham o noticiário que a Crimeia era um território da extinta União Soviética, que foi presenteado à Ucrânia por Kruchev, em 1954 como comemoração da união daquele país à Rússia há mais de 300 anos.
Na época, ninguém poderia sequer imaginar a queda do império soviético e a sua decomposição, de que resultou a independência da Ucrânia, transformado em país livre e independente. NestaCom a cisão, a Crimeia transformou-se em república autônoma da Ucrânia.
Creio que seja importante assinalar a data da ação de doação da região para a Ucrânia, por ser ainda bastante recente, completando nesse ano, o sexagésimo aniversário.
Os jornais também nos informam que a grande maioria da população ali instalada é de origem ou ascendência russa, o que lhes faz conservar e manter suas tradições e hábitos culturais, como por exemplo a questão da língua.
Finalmente, li tratar-se a Crimeia de um importante porto de saída  para o Mar Negro, e região onde se localiza uma das mais importantes bases militares russas.
Pois, bem, e daí?
Ao instalar-se um conflito interno à Ucrânia, relativo à assinatura de acordos comerciais com cláusulas de preferência para a União Européia ou um acordo comercial com a Rússia, cujo resultado foi a deposição do presidente ucraniano democraticamente eleito, resolveu o parlamento da Crimeia realizar um referendo para decidir por sua anexação pela Rússia ou permanência da situação então em vigor.
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Ora, todos sabem disso e eu confesso que há aqueles que, por interesse têm pesquisado e sabem bem mais que o que aqui estou apresentando.
Então o que tem de diferente em meu pitaco?
O fato de que, curioso, fui ao Google realizar uma pesquisa sobre a anexação, votada e aprovada em 2012, de Porto Rico, então considerado apenas como Estado associado como 51º estado membro dos Estados Unidos da América.
Resolvi então aprofundar minha pesquisa, para identificar muitos pontos em comum entre a situação das duas regiões, como por exemplo, o fato de que Porto Rico foi transferido, lá pelos idos de 1920, da Espanha para os Estados Unidos.
O fato de que, durante todo o tempo até a anexação aprovada, os Estados Unidos tentarem impor todo um novo padrão de vida e cultural, inclusive tornando a língua inglesa uma das duas línguas oficiais do país, ação em que não teve tanto êxito. Os porto-riquenhos não abdicaram do uso da língua espanhola de sua origem.
O que me intriga é que, quando Porto Rico realizou a sua eleição e a vontade da maioria ficou conhecida, aprovando a transformação daquele país como estado membro da União, não me lembro de ter havido uma reação, por parte de Obama, semelhante aquela que agora ele está patrocinando.
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Tudo bem. Não me consta que Porto Rico pudesse ter o interesse estratégico para os EUA que a Crimeia tem para a Rússia. E, parece-me que para o povo porto-riquenho, apenas há vantagens, em se tornarem cidadãos americanos, status que, aliás, eles já possuíam.
Mas, que a reação é estranha é. E que é estranho que para outros povos não venha a ter validade o que vale para "nosotros", então, nem se fala...

terça-feira, 25 de março de 2014

Nota do Brasil rebaixada e os interesses de sempre dos magnatas das finanças mundiais

Qual o real significado do rebaixamento da nota do Brasil, anunciado ontem, pela Standard & Poor's?
Em primeiro lugar, é importante lembrar que a redução da nota não afetou o status do país, em relação ao que os mercados denominam de grau de investimento. Ou seja, o Brasil continua sendo um pais recomendado para a realização de investimentos pelos gestores financeiros internacionais.
A situação piorou um pouco, mas não abalou a confiança na capacidade do país honrar seus compromissos.
Apenas, e isso não é nem um pouco interessante, a aplicação de capitais aqui deverá ser feita contra a elevação da taxa de juros de remuneração, em função do aumento necessário do prêmio de risco.
Dizendo em outras palavras, os todos poderosos das finanças internacionais continuarão aplicando seus recursos líquidos no Brasil, já que nenhum país do mundo mantém uma taxa de juros tão elevada e que remunera como acontece por nossas terras, só que irão querer ganhar algo a mais, em função do risco.
Como nossa conta de transações correntes está cada vez mais fragilizada, com déficits crescentes, o Brasil precisará cada vez mais de atrair capitais externos, de investimentos ou de empréstimos, para financiar essa utilização de "poupança externa".
Na medida e no instante em que se fizer mais necessária a entrada de tais capitais, o risco maior será lembrado e os donos desses capitais irão nos cobrar juros mais elevados.
Curioso é que foi exatamente essa política de juros elevados, algumas vezes sob a desculpa da necessidade de se controlar a inflação via contração da demanda, que levou a que tantos capitais se sentissem atraídos e viessem a ser aplicados aqui, o que promoveu a valorização de nossa moeda, o real.
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Ok, o real valorizado nos inseriu, à elite e às classes sociais mais abastadas, na onda do consumo importado mais sofisticado e de mais glamour ou luxo. Permitiu-nos viver as delícias do "primeiro mundo", inclusive pela possibilidade cada vez maior de estarmos, de fato, no primeiro mundo, como apontam as estatísticas dos gastos com viagens internacionais, que tanto cresceram.
Mas, como o empresário não é bobo, e visa lucro, também ele passou a enxergar as vantagens de comprar insumos e matérias-primas no exterior, pagando mais barato em produtos importados e reduzindo seus custos de produção.
Com isso, parte das cadeias produtivas de fornecedores se desmantelaram, incapazes de concorrerem com os produtos vindos de fora.
Sem competitividade, especialmente pela questão do câmbio, vários fornecedores nacionais foram obrigados a fecharem as portas, situação que, agora, quando a situação se inverte, revela sua face mais dramática.
Isso porque, sem muita confiança em nosso país, além de cobrar juros mais elevados, alguns investidores poderão preferir ou até serem obrigados por seus regulamentos, a reduzirem suas carteiras no Brasil. Como se sabe, alguns fundos de pensão e outros chamados investidores institucionais seguem regulamentos de aplicação financeira que estabelecem a exigência de um certo rating do país ou empresa onde os recursos deverão ser alocados.
Pois bem, o rebaixamento de nossa avaliação pode então ter também o efeito de levar a que alguns investidores saiam do país, o que nos levaria a assistir a uma demanda maior pelo dólar, e a elevação do câmbio.
E com o dólar mais caro, e sem os fornecedores nacionais, já que esses foram desmantelados, a chance de nossa indústria, por exemplo, ter de adquirir os insumos mais caros, no exterior, é uma possibilidade que se manifesta no horizonte. O que poderia provocar uma elevação de custos e de preços, alimentando o processo inflacionário.
O que levaria a imprensa, os mercados, os credores estrangeiros e as agências de rating a cobrarem juros maiores, para debelar a inflação. Em uma corrida sem fim, do cachorro atrás de seu próprio rabo.
Maiores juros, maior o gasto público, maior o déficit nominal do orçamento público e maior fragilidade da economia brasileira, o que provocaria mais uma redução de nossa avaliação.
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Curioso é que, como disse a Miriam Leitão no Bom dia Brasil de hoje, essas agências de rating já falharam muito. Inclusive contribuindo com a formação da crise financeira internacional, onde fizeram lucros espetaculares, conforme nos mostra o excelente filme documentário Inside Job, e chegando a dar as mais altas notas para bancos que, em seguida, tiveram de encerrar suas atividades, quebrados.
Entretanto, mesmo falhando e cometendo erros, e até crimes, essas agências não perderam a pose. Não perderam o prestígio e continuam atribuindo notas e avaliações como se a avaliação delas fosse, antecipadamente e de forma parcelada, o juízo final para as condições econômicas de países e suas empresas.
Como disse a jornalista da Globo, elas falharam muito, mas junto aos mercados a opinião delas continua com o mesmo prestígio de antes. O que deve ser atribuído ao fato de elas acabarem sendo porta-vozes dos tais mercados. E agindo, com  um pretenso rigor técnico, em defesa dos interesses das classes que estão por trás do eufemismo que é o uso dessa expressão "mercados".
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Mais interessante é o comentário de que ao servirem de parâmetro para o mercado internacional, ao darem suas notas e justificarem suas decisões, essas agências acabam assumindo o papel de condução das políticas econômicas do país ou países avaliados, de forma ditatorial e sem levar em consideração os interesses da sociedade avaliada.
Assim, justificam a redução da nota por força do crescimento baixo do PIB brasileiro, que impediu a receita pública de apresentar um comportamento mais confiável, entendendo-se aí, a capacidade de se cobrir as despesas de custeio da máquina pública. Dessa forma, o superávit primário, aquele resultado cuja função é assegurar que o dinheiro dos credores é sagrado e seus direitos serão honrados haja o que houver, acabou apresentando queda, sendo sustentado por uma contabilidade criativa.
Ou seja, foi por artifícios contábeis, como recuperação de créditos fiscais junto a sonegadores, que o governo alcançou o superávit prometido, como se qualquer agente que fosse cobrar àqueles que devesesem a ele estivessem incorrendo em uma falha de comportamento. Melhor seria o que? Quebrar? Valorizar, elogiar e deixar o sonegador posto em sossego?
Alegam que esse comportamento ajuda uma vez, e não poderá ser repetido, ou seja, não é solução sustentável.
Por outro lado, criticam os gastos públicos, procurando mostrar que se elevaram muito, sem controle, sem considerar que tais gastos são ou causados principalmente pelo pagamento dos juros sagrados, exatamente aos credores, ou por aquilo que Samuel Pessôa chamou em artigo publicado na Folha de o contrato social.
Para não haver dúvidas: aquilo que a sociedade deseja que seja feito em seu benefício.
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Pois bem, entre a sociedade e seus desejos e aspirações, e a vontade e interesses defendidos por essas agências de rating, em nome dos magnatas das finanças internacionais e seus parceiros e aliados internos, ficamos constrangidos a atender às agências.
Para acabar de vez com essa ideia de que os interesses dos analistas do mercado e das grandes finanças internacionais estejam de acordo com o que recomenda a racionalidade e a noção de bem estar geral, essa ficção de ótimo paretiano, e mostrar que quem manda mesmo é o capital.
E quanto mais forte, mais o seu poder, submetendo a tudo e a todos.

segunda-feira, 24 de março de 2014

O apetite do Galão de volta... e o América foi a vítima

Jogando com seu time titular, enxertado por alguns poucos jogadores do time considerado reserva, a título de prevenção contra possíveis contusões, ou já por conta de contusões mais leves, casos de Ronaldinho Gaúcho e Fernandinho, o Atlético voltou a relembrar, ontem, aquele time foi chamado de Galão da Massa.
De fato, com um futebol objetivo, veloz, e tendo a sorte de fazer o primeiro gol logo antes do segundo minuto do jogo, o que serve para detonar qualquer esquema tático imaginado pelo time adversário, o time goleou o América e voltou a ser mesmo o time que a massa deseja e gosta de ver jogar.
O placar de 4 a 1, mais que significativo por si só, representa um grande passo para que o Galo passe para a fase final da disputa do campeonato mineiro, ao que tudo indica, e dada a vitória do Cruzeiro em Varginha, contra o nosso principal rival.
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Um parêntese: eu ia escrever acima, que ao que tudo indica, e dada a vitória do Cruzeiro em Varginha, contra nosso mais tradicional rival.
Interrompi a frase e mudei para principal rival, em respeito à memória e ao Coelhão, time que, na década de 60, era o maior rival do Galo e cujos jogos, chamados de Clássico das Multidões lotavam os estádios Antônio Carlos, do Galo e o do América, na Alameda.
Naqueles anos de 1962 e 1963, em que o time do Galo sagrou-se campeão e bicampeão mineiro, com jogadores como Marcial, Bueno, William, Kleber, Régis, Luiz Carlos, Fifi, Noêmio, entre outros, o jogo contra o América empolgava e dava mais confusões que o jogo com o time do Cruzeiro, sendo o América o adversário a ser batido.
Tinha, claro, o time do Vila Nova, sempre difícil, e o surpreendente Siderúrgica, campeão de 1964, retratado pela tartaruga, que "comandava o batalhão" nas marchinhas de carnaval.
Foi com a construção e inauguração do Mineirão, em 1965, com o episódio lamentável do penalty marcado por Juan de la Passion Artez, em falta claramente fora da área, pelo menos por 3 passadas, e a tremenda briga que se seguiu a esse lance e depois com o time do Cruzeiro campeão da Taça Brasil em 66, que o time da camisa azul e amarela, ocupou definitivamente o lugar que era então, do América.
Considerado time de torcida de elite, apelidada de torcida de pijama pela falta de costume de frequentar os estádios, o América iniciou a partir daí um declínio difícil de entender ou explicar, ao menos para mim, mais preocupado com os percalços de meu time.
Do que me lembro, o América apenas voltou a ter o tamanho de sua tradição, em 1973 quando, comandado por Pedro Omar, chegou a terceiro lugar no Campeonato Nacional, se não me falha a memória.
De lá para cá, a derrocada do grande time alviverde foi tal que o América passou a ser o segundo time do coração de todos os mineiros, que sempre torcem para o Mequinha recuperar seu brilho.
***
Deixando de lado o saudosismo, muito do que vi o Galo jogar ontem, é de justiça reconhecer, foi também culpa da completa inoperância do time americano, incapaz de levar grande perigo à "meta do guarda-valas" Victor.
Por justiça, tenho de declarar que vi ontem uma das melhores partidas de Berola a quem tanto critico. Que achei que Tardelli mostrou mais consistência, aliando agora uma objetividade à correria que seu folego tem permitido a ele imprimir em campo, às vezes de forma completamente dispersa.
Continuo encantado com Otamendi, que dá lições de como se deve jogar na defesa. Continuo achando que o lugar de Donizete é mesmo o banco, embora contra a opinião da maioria. Dátolo tinha de ter a chance de jogar mais livre, para poder mostrar o craque que é. E Jô continua sendo um grande homem de área.
Ao final do jogo, quando algumas cervejas passaram a aliar-se ao cansaço do fim de semana de aulas de reposição, não consegui mais manter acompanhar o jogo, entregando-me aos braços de Morfeu.
Mas, mais importante que tudo, foi o Galo resgatar o apetite, ou voltar a transmitir à sua torcida, a confiança que andava perdida.
***
Não dá para afirmar que já está tudo decidido. O América tem um time que pode surpreender no próximo domingo, principalmente lembrando que o Galo vai de time misto, ou deve ir bastante desfalcado, em razão de seu jogo de meio de semana na Colômbia.
Entretanto, que o Galo soube construir o placar que lhe era mais favorável, não há dúvida.
E que é muito difícil reverter a vantagem que ele possui, também parece evidente.

Ainda a entrevista sobre os 20 anos do Plano Real

Em postagem anterior, denominada auto-propaganda (tomara que não enganosa!), publiquei aqui no blog o endereço da entrevista que, juntamente com o professor Márcio Salvato, coordenador do curso de Economia do IBMEC, fomos convidados para participar, do programa Panorama, canal 11 da Net, Tv Assembleia.
Postei o endereço e depois comuniquei aos amigos, via facebook para que, aqueles que quisessem, pudessem acessar a programa.
Pois bem, ao reproduzir o programa, percebi que tratava-se de parte dele, mais especificamente a parte final, correspondente a algo próximo a poucos mais de 12 minutos e, embora achando curioso, lembrei-me de 2 informações: o programa é editado, e há sempre uma questão de limitação de tempo, raro e caro na televisão.
Assim, achei que a edição foi feita privilegiando apenas a parte final.
Entretanto, estando à noite em casa de bobeira, e zapeando atrás de um programa que fosse interessante, fui parar no canal 11, justo na hora em que começava o programa Panorama, para tratar do aniversário de 20 anos do Real.
Para minha surpresa, o programa foi todo apresentado, em dois blocos durante algo em torno de 25 minutos.
Lembrei-me então que no título do filme cujo endereço havia baixado para meu notebook, constava bloco 2, o que não me chamara a atenção antes.
Fui de novo na página da Assembleia e vi que se tivesse rolado a página e prestado atenção, estava lá também o endereço do bloco 1, para que quem se interessasse pudesse assistir ao conteúdo completo.
Por esse motivo, volto ao tema mais uma vez, e vou, novamente postar os dois endereços.

O da primeira parte, ainda não informado:
http://www.almg.gov.br/acompanhe/tv_assembleia/videos/index.html?idVideo=820527&cat=89
E, repetindo a segunda parte, já postada e vista por alguns:
http://www.almg.gov.br/acompanhe/tv_assembleia/videos/index.html?idVideo=820503&cat=89

Alguns perceberão que os endereços têm pequenas mudanças, muito sutis.
Peço desculpas por dar a informação truncada na primeira postagem.



sexta-feira, 21 de março de 2014

Outono

As folhas rodopiam
desenham volutas no ar
driblam a terra
como um atleta de futebol
(um anjo de pernas tortas
em frente a um joão qualquer)
e vêm pousar mansamente
sobre o chão frio
No outono,
amarelecem
e, fustigadas pelo vento
embarcam em  uma viagem
que as transporta para longe
e levam consigo
nossos pensamentos
nossa imaginação
tortuosa

quinta-feira, 20 de março de 2014

Auto-propaganda, aniversário do plano Real e o Galo

Na postagem anterior, abordei as comemorações de aniversário dos 20 anos de Plano Real.
A esse respeito, fomos o prof. Salvato, coordenador do curso de Economia do Ibmec e eu, convidados a participar do programa PANORAMA, da tv Assembléia, aqui de Minas Gerais.
O programa pode ser visto no site:
http://www.almg.gov.br/acompanhe/tv_assembleia/videos/index.html?idVideo=820503&cat=89
Espero que vejam e apreciem.

***

E o Galo de Autuori continua com o futebol tão minimalista quanto o comportamento do técnico.
E de péssima qualidade.
Por sorte, e apenas por sorte, continuamos tendo chances na competição mais importante das Américas.
É certo que Ronaldinho perder um pênalte é uma fatalidade. E que a bolinha que ele, Tardelli, Josué estão jogando não é culpa do técnico.
Mas que o técnico mexe mal; que Marion deveria ter entrado; que Berolinha, que entrou é isso aí mesmo e não muda muito; que o time não apresenta padrão de jogo, isso tudo deve ser admitido.
O Galo ontem perdeu uma chance rara, de já estar classificado e disputar o primeiro lugar geral da competição.
Mas, parece que com as goleadas de 1 a zero ou 2 a 1 que estamos conseguindo construir o técnico está bastante satisfeito.
Cadê o time do ano passado que enfiava 4, 5 gols, com um futebol vibrante e vistoso?
Eu, de minha parte, continuo preocupado...