quinta-feira, 18 de julho de 2013

Por teimosia, continuo acreditando

Eu continuo acreditando, especialmente se Ronaldinho Gaúcho entrar em campo na próxima quarta-feira, dia 24.
Ficou muito - MAIS - difícil, ninguém de negar há de.
Mas não ficou impossível. E,  como o rapaz da limpeza urbana que passou ainda antes das 8 horas pela minha rua gritava, eu acredito.
Porque caso a gente tenha que vir a ser o campeão, não seria o Galo, se não fosse sofrido.
O título, caso venha, não seria nosso, se não fosse chorado.
E nem teria o mesmo sabor, se não fosse duramente conquistado.
Porque parece ser essa a nossa mística. Ou nosso carma. Ou o que dá a liga entre cada um dos torcedores e entre a torcida e o time. Mesmo em ocasiões como a de ontem, no Paraguai.
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Falar do jogo é difícil. O Atlético, com Luan, começou melhor. Partindo para cima. Sufocando.
Confesso que eu não poria Luan. Talvez entrasse com Guilherme. Mas, como é Luan que apresenta características mais semelhantes ao do pequeno e endiabrado Bernard, respeito a opção de Cuca.
E Luan começou bem. Até que levou uma dura do Cuca, ou o que pareceu ser uma dura, exigindo que ele voltasse e marcasse mais em cima.
Pareceu-me que, a partir daí, Luan decidiu ficar só lá atrás, marcando. Coisa que ele não é especialista em fazer e que tirou bastante do ímpeto que o time estava apresentando.
Curiosamente, os locutores e comentaristas das televisões, todos comentavam do desânimo da torcida paraguaia. Do silêncio em oposição ao verdadeiro carnaval que a torcida do Galo promovia, com seus cantos e gritos de estímulo.
Aí veio o apagão. E junto com o apagão do time, o avanço do zagueiro do Olimpia, que foi vindo, foi vindo e indo foi até a entrada da área. À sua frente, ninguém. Como se fosse a entrada de um soberano num salão repleto de convidados, todos se afastando e se curvando à entrada do monarca, o jogador do Olímpia veio entrando, entrando, e todos os nossos atletas se afastando. Abrindo espaço para o tiro fatal. Que bateu na trave, e foi morrer no fundo de nossa rede, arrastando nossos sonhos.
A partir daí, o Olimpia cresceu, aproveitando-se de o Galo estar completamente grogue. Embora o Atlético não foi engolido. Poder-se-ia dizer que o jogo ficou equilibrado. O que para um time que tem Ronaldinho, que por si só já é fator de desequilíbrio, é muito ruim.
Mas o Gaúcho parecia completamente alheio ao jogo, embolando-se com a bola. Caindo. Perdendo jogadas infantis. Nervoso.
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No segundo tempo, Cuca mudou e o time voltou a melhorar. E se no primeiro tempo já tinha havido um lance em que Marcos Rocha lançou uma bola açucarada para Tardelli, que perdeu uma grande oportunidade, outros lances aconteceram com o Galo tendo chances e desperdiçando-as.
A substituição de Ronaldinho foi oportuna e, diria eu, sábia. Poupou o craque de continuar mostrando sua total apatia em campo.
E o time do Galão, voltou a mandar no jogo, mesmo sem conseguir levar perigo ao gol do Olimpia, salvo uma jogada espetacular de Jô, que o bom goleiro do time paraguaio tirou no mais puro reflexo.
Aí veio a ducha de água fria. Na sequência de uma série de fatos que não tinham explicações, como o cartão amarelo mal aplicado para Marcos Rocha, que o tira do próximo jogo, o final e que, em minha opinião, não foi lance para cartão. A expulsão justa, mas em jogada sem qualquer necessidade de Richarlyson; a falta de Rosinei praticamente em cima da linha da área, faltando apenas alguns segundos para o encerramento do jogo. Alecsandro dentro do gol, confundindo-se e atrapalhando Victor de praticar a defesa, embora mais uma vez, o fato de a bola ter batido no travessão e entrado mostra que Victor não teria como impedir o gol.
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Antes de encerrar, há que reconhecer. Em duas ou três oportunidades desse segundo tempo, mais uma vez o time paraguaio teve as maiores facilidades para avançar e entrar na área do Atlético, que só não levou mais gols por sorte. Muita sorte. Sorte de campeão como eu pensei e o locutor chegou a falar.
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Agora é esperar mais uma semana. E mais uma quarta-feira. Dessa vez no Mineirão.
E tentar reverter, mais uma vez, esse resultado.
Afinal, é Galo. Afinal, é tudo difícil. Porque nós tornamos difícil.
Ainda assim, não é impossível.
E, até por teimosia, EU ACREDITO!

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