Ausente por dois meses deste espaço, admito que várias são as explicações para tal afastamento. Desde uma sensação de desalento, de descrença na capacidade de minhas postagens contribuírem para a formação de uma mentalidade mais crítica de análise do ambiente e da sociedade em que vivemos, até uma autocrítica tão aguda, que chega a doer.
***
Afinal, reconheço várias de minhas limitações, de várias espécies, inclusive intelectuais, e não me sinto nem um pouco apto a me tornar um crítico de arte. Arte, de qualidade duvidosa, mas ainda assim, arte. Do tipo da realidade paralela tratada no filme Matrix, mas que, em nossa realidade, destacam uma competência avassaladora, dos atores, de desempenharem papéis tão nonsense.
***
Ou pior: do tipo mais arrasador da comédia, do pastelão escrachado, cuja capacidade de fazer rir da situação absurda em que a realidade é capaz de se transformar, acaba tendo o efeito mais corrosivo, da desconstrução do mundo. Da desconstrução do real.
***
Tal situação de desconstrução pela crítica aguda que o humor permite pode ser ilustrada, por exemplo, pelo lamentável episódio protagonizado pela toda poderosa Rede Globo, e sua equipe de esportes, no jogo realizado no Maracanã, entre Santos e Vasco.
Premiar, por julgamento popular via redes sociais o atleta Sidão, goleiro do Vasco derrotado, como melhor em campo é, antes de mais nada um achincalhe. Uma piada de mau gosto, agressiva, desnecessária. Mais infame ainda, pelo fato de o goleiro ter, nitidamente sido o grande responsável pela derrota de seu time, determinante de ao menos dois gols do adversário.
***
Pior em minha opinião, foi não apenas ir até o fim na gozação, entregando o prêmio ao aturdido jogador. Pior foi o fato que o ser humano Sidão, ainda nos trajes de goleiro, mostrou uma elegância e uma dignidade tão elevada, tão superior que reduziu a Globo, a repórter constrangida, e toda a equipe de esportes daquela estação de televisão a um bando de comediantes tão descartáveis e tão dignos de compaixão quanto o apresentador do programa que se pretende de humor nas noites do SBT.
***
Constrangimento que não passou de fake, dadas as repetição desnecessária de toda a história no programa Fantástico, com gozações divertidas???, por parte do engraçadinho??? Tadeu Schmidt.
Aliás, fazendo um parênteses, que desserviço para a própria Globo, o Tiago Leifert prestou, ao introduzir, um novo jeito de apresentação de programas esportivos, desde 2009. Programas mais leves, mais divertidos??? e cheios de brincadeiras e gozações.
***
Mas tudo que aconteceu com Sidão, teve como objeto o de desconstrução, pelo grande público, de uma promoção interativa da Globo.
Desconstrução tão exitosa que a própria Globo já se desculpou e mais ainda, já alertou que irá mudar o formato da premiação.
***
A esse propósito, de interatividade e participação constante do telespectador, é preciso lembrar e criticar sempre a ideia. Não por ser contra a maior participação democrática, popular, etc.
Mas por que a eleição via redes sociais é, dado o volume de participações, uma situação que permite que o anonimato se estabeleça e prevaleça.
O que permite que situações protegidas por esse "não deixar pistas", possa causar problemas muito mais sérios.
***
Estamos vivendo pois, uma situação de desconstrução. Processo tão grande e avassalador, que muitas vezes, imperceptível. E capaz de levar de roldão pessoas com um mínimo de capacidade intelectiva, crítica e racional.
***
Daí a razão de à nossa volta vivermos situações cada vez mais kafkianas.
Tão despropositadas que o ministro da Educação, intelectual sobejamente reconhecido, ao querer ironizar e classificar a situação que o país atravessa em sua área de atuação, afirmar que vivemos em mundo como o descrito por Kafta.
***
O que nos leva a registrar o lapso do ministro como apenas uma galhofa. Ou como uma mentira.
O ministro mente. E sabe que mente. E por mentir tanto, não se permite, classificar a realidade como Kafkiana, já que sabe que tal classificação não se aplica.
E ao mentir com consciência, traído por seu inconsciente, o ministro comete um ato falho. O que vivemos é uma situação de kafta. De alimentação. Pela ausência ou pela miséria. Ou porque a gente não quer só comida...
E ao mentir como o faz o ministro mente, consciente mente.
***
Razão por que, também para desconstruir as universidades e o ensino público de qualidade reconhecida internacionalmente, com suas equipes de pesquisa e publicações, resolveu punir algumas Universidades.
Pelo fato de, naqueles espaços, os alunos e equipe de professores e funcionários em respeito à autonomia que lhes é assegurada pela Carta maior, procurarem exercer o direito legítimo de se reunirem, pesquisarem, questionarem, criticarem e chegarem a conclusões construtivas. Na contramão da desconstrução do grupo no governo.
***
E como mente o ministro, para fugir às críticas, ele estende o corte. E mente que não era um corte generalizado, linear, mas um contingenciamento. E mente quando afirma que a partir de setembro, com a reforma da previdência aprovada, os gastos serão autorizados e retomados.
***
Mais uma vez, como mente o ministro, sua consciência lhe trai. E desconstrói o saco de maldades que ele preparava. Afinal, o ministro de Educação pode ser tolo, ou parecer tolo. Pode ser divertido.
Mas obrigatoriamente, economista que é, deve saber fazer conta de chocolates.
Mesmo que tenha errado propositadamente, para que o presidente ao seu lado tivesse mais barrinhas para poder ir, com toda o recato que a situação exigia, comer o objeto da ilustração.
Um fato pândego!!!
***
E é essa a conclusão a que chego, e que me faz ter dificuldades para analisar a situação que estamos vivenciando.
O presidente mente, ao dizer que prometeu ao ministro fazer dele membro do STF. O ministro, por quem cada vez menos moro de amores, mente descaradamente, ao dizer que não houve o acordo que o presidente afirma ter havido.
O presidente mente para contentar o ministro mentiroso, como quem mente para a criança mal comportada na festa de aniversário, visando constrangê-la a se comportar bem, já que terá um presente surpresinha ao final da festa.
***
O presidente, antes, já tinha mentido ao convocar esse juizinho para sua equipe, mentindo e vendendo à população a ideia de que iria fazer um governo sério, justo, de combate, por exemplo, ao grave problema da corrupção no país.
O ministro já tinha mentido antes, quando transformou sua perseguição a um político específico, em combate geral a toda a classe política corrupta.
***
O ministro mentiu quando assumiu um cargo para poder se projetar no Executivo, quem sabe almejando uma candidatura baseada em sua popularidade até ao cargo máximo.?
Paladino da mentira, teve suas asas cortadas em pleno voo pelo presidente mentiroso, cuja família percebeu o cheiro da traição no ar.
Por isso a desconstrução da figura do ministro da Justiça e o afago para manter o menino mentiroso quietinho em seu canto, até o fim da festa.
***
Mas no atual governo, mente a ministra Damares, que quer ser a mamãe dos índios, e flagrante atitude de alienação parental, já que os índios não terão a visita de papai Moro.
E todos no governo mentem, ao brincar de casinha com a ministra Damares, de forma tão lúdica e divertida. E sadia.
Tão sadia quanto a população brasileira, alimentada pelos frutos que as cidades lhes proporcionam, como as mangas das árvores nos centros urbanos.
A ministra da Agricultura, autora da tirada divertida, não sabe, talvez, é que também há jacas plantadas, ao menos aqui, em certas regiões de Belo Horizonte.
***
Mas, divertidamente, desconstrói a necessidade de se adotar políticas públicas voltadas à alimentação da população. Porque, afinal, seu interesse é a agricultura para exportação e divisas e lucros para fazendeiros que não se preocupam com sustentabilidade.
***
Por fim, para não ficar muito extenso esse texto, o ministro Paulo Guedes mente. E mente descaradamente, ao afirmar que a Reforma da Previdência irá permitir ao governo uma economia e uma poupança que lhe permitirá realizar investimentos que o país precisa para criar empregos e voltar a crescer.
Homem do mercado financeiro, ele começou mentindo em relação à cifra que seu projeto irá economizar. De 1 trilhão, saltou para 1,2 trilhão.
Depois mentiu, ao deixar claro que por menos de 700 bilhões de economia, não implanta a sua proposta principal, de previdência por capitalização.
Aqui sim, ele não apenas mente, como torna-se hilário. Logo sua principal meta está ameaçada???
Por fim, mente com o discurso de que irá utilizar os recursos poupados da previdência, para fazer investimentos.
Logo ele, um liberal, cuja filosofia é não interferir na economia.
Exceto se, comicamente, não quiser interferir diretamente, mas optar por auxiliar com subsídios, aos empresários a realizarem tais inversões tão necessárias.
Mas toda mentira do senhor Guedes o conduz a uma maior, que é também uma desconstrução. A desconstrução da Previdência Brasileira.
***
No futuro, a desconstrução da nação e do povo.
***
E nem precisamos falar das mentiras e desconstruções do guru do presidente e seus filhos. Aquele autoproclamado filósofo, Olavo de Carvalho e suas guerras mentirosas de tuítes com militares e outros parceiros do presidente, que insistem em não obedecer a suas maquinações.
Mas, parece-me que os militares, engolindo em seco, estão também mentindo. Ou só se divertindo. Vendo a desconstrução que o regime civil consegue protagonizar.
***
E para encerrar, falando sério: os assassinos de Marielle ainda não foram todos identificados. Os mandantes continuam invisíveis. Mesmo após o oba oba de uma identificação de executores. E hoje, comemoram-se 14 meses de sua execução.
Por vários interesses que incluem o das milícias, de quem os filhos do presidente - e o próprio - são tão amigos.
***
Enquanto isso, Queiroz mente e ganha dinheiro espertamente. E mente o Flávio, o senador, o que faz como mente.
***
E o presidente vai a Dallas, Texas, receber um prêmio fake. Mentiroso e de desconstrução. Dado pela Câmara de Comércio Brasil - Estados Unidos, a um presidente que ainda não fez nada para melhorar o comércio entre nosso país e os Estados Unidos.
Mas, vale o puxa-saquismo, como já lembrava Aldemar Vigário - personagem inesquecível do grande ator cômico (esse autêntico e verdadeiro) Lúcio Mauro.
***
E o presidente vai para a região berço da KKK (a região Sul, não o Texas!) que se notabilizou no cinema por ser a terra dos ranchos e do bangue-bangue.
A terra da arminha...
***
É isso. Difícil escrever em meio a tanto desatino.
terça-feira, 14 de maio de 2019
quarta-feira, 13 de março de 2019
Discurso de Colação de Grau: País maluco, beleza
Colação de grau de um
Curso de Ciências Econômicas, temos de falar do Brasil.
Razão por que inicio homenageando Charles Lutwidge Dodgson, o Lewis Carroll, sua Alice e seu país das maravilhas.
Razão por que inicio homenageando Charles Lutwidge Dodgson, o Lewis Carroll, sua Alice e seu país das maravilhas.
E o Gato de Cheshire,
personagem de uma palestra sobre Planejamento Estratégico, que fiz há não muito tempo. E que se iniciava
com Alice dizendo ao gato que estava perdida e perguntando qual caminho tomar
para sair de onde estava. Ao que o Gato respondeu com outra pergunta: e para
onde você quer ir?
Surpresa, a menina disse
que não sabia, o que fez o Gato encerrrar o assunto: então você não está
perdida. Pode tomar qualquer caminho, apenas terá que andar bastante.
Hoje isso chama ter foco.
***
***
Confesso que, hoje em
dia, enxergo nesse país das maravilhas uma semelhança muito grande com o
nosso pa-tro-pi, abençoado por Deus e
bonito por natureza, e onde, em geral, em fevereiro tem carnaval. E que ando me
sentindo como Alice, a maior parte das vezes. Especialmente, quando ela afirma
que não deseja ficar entre gente maluca e ouve do Gato que isso é impossível.
“Somos todos malucos
aqui” “Eu sou louco, você é louca ... ou então não estaria aqui”, filosofa o
sábio animal, personagem eternizado por um sorriso que se estendia de orelha a
orelha. E que, ao longo do livro, podia surgir ou desaparecer de repente ou
lentamente, aos poucos, deixando, às vezes, visível apenas seu rosto, e sempre,
sempre, com aquele sorriso fixo, escancarado, de orelha a orelha: a primeira
imagem a surgir, a última a desaparecer.
***
***
E olhe que o Gato nem era
eleitor no Brasil, embora eu identifique sorriso igual, estampado no rosto dos eleitores transformados em
Pangloss ou Pollyanas, alheios à situação do país, que não deveria inspirar
sentimentos senão de arrependimento e lágrimas.
Delineado este cenário,
qualquer análise do Brasil, deve partir da premissa de que o país se encontra
imerso no mais puro, refinado e nostálgico instante de psicodelia. Situação
descrita à perfeição por nosso filósofo da tevê e sua exclamação: Loucura,
loucura, loucura.
***
***
Reconheço que se o
movimento psicodélico nos remete aos anos 1970, reviver tal período pode ser muito
positivo, se lembrarmos que o lema do movimento era “Paz e Amor”.
Afinal, paz e amor é tudo
que precisamos nos dias de hoje, não apenas para cumprir o mandamento maior das
religiões cristãs – que nos ensina a amar uns aos outros – mas para ter presente
a verdade de que o amor que nos une, não pode ser causa de rupturas e
separações.
O que exige de cada um de nós nos perguntarmos o que fazer para impedir que o respeito e a tolerância deem espaço à discriminação.
Para que não assistamos, inertes, ao crescimento das estatísticas que assinalam que, desde 2011, foram assassinadas 4 422 pessoas LGBTs, apenas em razão de sua orientação sexual, conforme relatório encomendado pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos, e enviado à Advocacia Geral da União, no final de 2018.
O que exige de cada um de nós nos perguntarmos o que fazer para impedir que o respeito e a tolerância deem espaço à discriminação.
Para que não assistamos, inertes, ao crescimento das estatísticas que assinalam que, desde 2011, foram assassinadas 4 422 pessoas LGBTs, apenas em razão de sua orientação sexual, conforme relatório encomendado pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos, e enviado à Advocacia Geral da União, no final de 2018.
E o que fez a AGU, além
de decidir não divulgar os relatórios sobre o tema? O que serve apenas para
esconder o fato de que, a cada 16 horas uma pessoa LGBT é vítima de homofobia,
em nosso país?
***
***
E quanto ao amor
heterossexual, como podemos contribuir para cessar a violência contra as
mulheres, algumas das quais punidas apenas por serem superiores, em vários
atributos, aos machos, seus companheiros?
Em um sistema econômico
que valoriza tanto a propriedade privada, ainda que em alguns casos essa
propriedade deva se submeter a sua função social, que ações positivas executar
para que esses machos aprendam que propriedade é um conceito aplicável apenas
às coisas. Não às pessoas.
***
***
Nos anos 80, Renato Russo
lançava o sucesso “Que país é esse”?
Temo afirmar-lhes que tal dúvida não poderia ser mais atual. Afinal, que país é esse onde ridicularizamos o esforço do passarinho que, à moda dos Chicos Mendes, lutava para apagar o incêndio da floresta, com as gotas de água que levava em seu bico?
O que hoje, talvez, significasse ter resiliência.
Temo afirmar-lhes que tal dúvida não poderia ser mais atual. Afinal, que país é esse onde ridicularizamos o esforço do passarinho que, à moda dos Chicos Mendes, lutava para apagar o incêndio da floresta, com as gotas de água que levava em seu bico?
O que hoje, talvez, significasse ter resiliência.
Ao contrário, nós
toleramos as agressões ambientais, e aceitamos bovinamente que as companhias
valorizem menos a vida, as vidas, privilegiando a ampliação dos lucros.
***
***
O que fazer para que
nossa ainda que pálida lucidez possa controlar nossa maluquez?
Para que a mesma comoção popular causada pelo segurança do supermercado que agrediu e causou a morte da cadela Manchinha, em dezembro passado, possa se repetir com os Pedros Henriques? Afinal, maluco beleza ou só surtado, Pedro Henrique Gonzaga também foi vítima de um segurança, sendo morto por estrangulamento sem que causar a mesma reação.
E olhe que o segurança autor do mata-leão nem podia estar ali, trabalhando, condenado que tinha sido por agressão a sua companheira.
***
Para que a mesma comoção popular causada pelo segurança do supermercado que agrediu e causou a morte da cadela Manchinha, em dezembro passado, possa se repetir com os Pedros Henriques? Afinal, maluco beleza ou só surtado, Pedro Henrique Gonzaga também foi vítima de um segurança, sendo morto por estrangulamento sem que causar a mesma reação.
E olhe que o segurança autor do mata-leão nem podia estar ali, trabalhando, condenado que tinha sido por agressão a sua companheira.
***
Que país é esse em que
aplaudimos e somos todos solidários à indicação dos policiais bombeiros que
atuaram em Brumadinho ao Nobel da Paz, enquanto nos silenciamos frente ao
extermínio de 13 suspeitos, já rendidos, em ação da Polícia Militar em morro
carioca. Ação que o governador e ex-juiz Witzel, chamou de “ação legítima da
polícia para combater narco-terroristas.”
***
***
Eventos que se sucedem em
um país que libera a posse de armas para combater a violência, e aqui devemos lastimar
a morte da criançada de Suzano; discute
a aprovação de um pacote de medidas contra o crime, que flexibiliza o conceito
da legítima defesa e o direito da Policia de atirar primeiro e questionar
depois; que abranda cada vez mais o crime de Caixa 2, certa vez classificado
pelo juiz Moro de mais grave que a corrupção.
***
***
Que país é esse, em que
se comemora, amanhã, um ano da morte de Marielle – sempre presente, e seu
motorista, crime ainda sem solução?
Marielle: mulher, negra,
homossexual, política, de esquerda. Coquetel pra lá de explosivo, devo admitir.
***
***
Caros afilhados, o que
fazer para que nossa loucura seja restrita a pedir Paz e Amor?
A sermos mais solidários, mais respeitadores. Menos juízes e mais companheiros? Malucos, guiados pela Beleza.
A sermos mais solidários, mais respeitadores. Menos juízes e mais companheiros? Malucos, guiados pela Beleza.
Se me permitirem, indico
uma saída possível: que nos preocupemos com aquilo que realmente importa: a
Vida.
A vida e o convívio
nosso, de cada dia, com os nossos familiares, tão merecedores de aplausos e
cumprimentos quanto cada um de vocês. A eles, vocês devem, além de base e
apoio, sua sanidade.
***
***
Para terminar celebrando
a alegria, faço aqui uma referência a um dos muitos Chicos que servem de exemplos
para todos nós.
Desta vez, Chico Xavier que nos ensina:
Desta vez, Chico Xavier que nos ensina:
"Quem eu sou, interfere
diretamente naqueles que estão ao meu redor".
"Se cubra de Gratidão, se encha de amor e recomece..."
Um dia bonito nem sempre é um dia de sol. Mas com certeza é um dia de PAZ.
"Se cubra de Gratidão, se encha de amor e recomece..."
Um dia bonito nem sempre é um dia de sol. Mas com certeza é um dia de PAZ.
Vão ser felizes. Brasil
pela soma de todos nós. Deus no interior de cada um de nós.
segunda-feira, 11 de março de 2019
País do Carnaval: mitos e nulidades. Ações contraditórias em um país que, no fundo, gosta da corrupção, mas odeia a mudança. E a volta do General da Banda
Diz a lenda de que aqui no Brasil, o ano começa para valer apenas a partir do Carnaval. No entanto, como excepcionalmente nesse 2019, o calendário marcava os festejos de Momo para março, resolvi romper a tradição aqui nos pitacos, começando fevereiro com a proposta de elaborar uma espécie de dicionário que facilitasse entender o governo recém empossado e sua lógica de funcionamento. Se alguma (lógica).
***
A retomada das aulas; a antecipação, apesar de na 'marra', democrática, já que feita pelo povo nas ruas, da folia, e a sucessão de eventos protagonizados pelo (des)governo instalado em Brasília, no entanto, acabaram se impondo a meu ímpeto.
Sem conseguir entender a dimensão, a finalidade, a quantidade de eventos, que se desenrolava em vertiginosa velocidade, todos com a marca característica do governo mitológico de Bolsonaro, acabei derrotado pelo desânimo e resolvi promover Mais um recesso nestes pitacos.
***
Confesso que não sei dizer se queria ter tempo para entender e comentar, ou se estava apenas como no dito popular, dando corda para ver o novo e despreparado governo ir se enrolando em suas próprias atitudes.
Na verdade, sentia-me estupefato, já que surpreso é uma expressão pouco forte, e não considero honesto de quem quer que seja, alegar que não sabia...
Afinal, em minha opinião, a eleição de um mi...dessa vez um militar da reserva sem qualquer condição, conhecimento ou preparo para sequer atingir o alto oficialato, não poderia nos guiar a algum lugar diferente.
***
Pior ainda, em minha humilde opinião, há que sempre se retornar à história do mito das cavernas, e analisar o mito, qualquer que ele seja, mas especialmente a sua representação atual em nosso país, por um ponto de vista distinto.
Por que o mito, nas cavernas e na realidade da vida no mundo exterior, nada mais é do que sombras, invólucros, abstrações, sem existência concreta real, a que reputamos a capacidade de representar nossos anseios, nossos desejos, nossos medos.
***
Ou seja, os mitos, como sombras, são nossas histórias e histerias. São nossas desculpas para o exercício de nossas ações que, no mais íntimo de nós mesmos, racionalmente renegamos. São as nossas justificativas para que, em grupo, já que individualmente talvez nossa racionalidade acabasse prevalecendo, possamos agir. Em grupo, e como irracionais, apenas expressão de nossa barbárie, animais enfim libertos.
***
Mas, o que resta do mito quando descobrimos sua real função, sua volatilidade etérea, sua opacidade oca?
O que resta quando percebemos e vinculamos o mito criado à nossa imagem e semelhança, a nossa dimensão real, individual, mística e ínfima?
***
Diz a lenda que até se mata para preservar a história. O que nos faz adotar um comportamento, novamente irracional, para dar um mínimo de traços de coerência e razão para toda a nossa tradição. Sob pena de não nos aceitarmos mais, e não nos tolerando, partirmos para a guerra com todos os que, sendo iguais, nos são próximos. Ou pior ainda, sob a pena de partirmos para uma guerra com nosso próprio eu.
***
Pois bem, o resultado das minhas viagens e divagações está em parte exposta já aí em cima.
O povo que elegeu o mito está agora, em alguns poucos casos, tendo noção dos pés de barro do ídolo. Em outros, ainda, está já na fase de criar maiores fantasias, de forma a não terem que aceitar a trágica e dolorosa realidade de que o rei está nu.
***
Laranja é agro e agro é tech
Em meio ao alheamento autoimposto, ao afastamento, pude ver a deposição de um ministro, já sem forças desde a formação do governo em seu início, sob a forte influência de um seu desafeto, por acaso filho do presidente.
A medida teve como justificativa para sua adoção, a descoberta de que por baixo dos panos, havia um laranjal em plena floração.
E, como chefe da tropa da agricultura cítrica, estava Bebianno, presidente do partido nanico, de suporte ao presidente eleito.
***
A extrema imprensa
Claro, e a extrema-imprensa, como agora os mitômanos inconformados se referem a todos que insistem em apontar que as sombras das paredes da gruta são imagens refletidas da realidade exterior, a higienização não era mais que uma desculpa para a briga interna por poder, entre filhos aproveitadores das tetas do governo e da política de que sempre se serviram e políticos tradicionais, mesmo que de reputação questionável.
***
Em relação à tal extrema imprensa, vale observar que são acusadas de tentarem mostrar que a realidade exterior costuma ser muitas vezes melhor, outras nem tanto, algumas vezes até piores, mas sempre diferentes... das sombras das paredes da gruta.
Ou seja, desmontam o mito, contra o que se insurgem os que não reconhecem terem sido feitos de ingênuos por tanto tempo.
***
Pois no governo atual, pau que dá em Chico não alcança Marcelos, nem Álvaros Antônios, ainda firme no posto de Ministro de Turismo.
Embora sua jornada pelo laranjal em Minas, seja de conhecimento cada vez mais público.
***
O combate à corrupção e a tudo que foi feito de errado nos últimos anos
A verdade é que, em minha análise, a população brasileira ou grande parcela que a compõe, jamais teve a luta contra a corrupção como um bem comum, dir-se-ia um bem público, pelo qual todos deveríamos lutar, reivindicar e conservar.
***
Nesses dias de reflexão, lembrei-me do ex-governador paulista, Ademar de Barros, célebre pela expressão do rouba mas faz. Eleito tantas vezes, prefeito e até novamente governador do estado bandeirante.
***
Também me lembrei do ex-prefeito indicado pela Ditadura para a cidade de São Paulo, Maluf. Aquele que foi condenado por mau uso de verba pública quando, como prefeito, resolveu homenagear os jogadores da seleção tricampeã de futebol do mundo, com um fusca para cada um dos atletas.
***
Maluf ainda indicado por militares, seria governador de São Paulo, onde alardeava sua competência, face ao volume de obras e de, segundo denúncias, de propinas que alimentava seu governo.
Maluf voltaria a ser eleito prefeito por voto popular e, pior, conseguiu impor um poste à cidade, fazendo Celso Pitta seu sucessor.
Várias outras vezes, foi eleito deputado federal. Como se sabe, assim como Jânio Quadros, sempre foi um ídolo dos taxistas.
***
Também por São Paulo, foi várias vezes eleito deputado federal o ex-ministro da Fazenda da Ditadura, Delfim Netto.
Cuja passagem pelos ministérios que ocupou, lhe renderam várias suspeições, como o caso da formação do Bradesco, o caso da guerra à carne suína, em 1977/78.
De mais saudosa memória foi o caso da Delfin, de pessoas de seu círculo de amizades, que se transformou no escândalo da Delfin, até desaguar no famoso Caso Coroa Brastel.
Mais recentemente, teve o nome envolvido em obras de hidrelétricas suspeitas de corrupção dos governos petistas.
***
No Rio, a eleição e reeleição de Moreira Franco, Garotinho, Sérgio Cabral, mostram como parcela da classe média não se importa muito com a corrupção. Ao contrário, parece que parte dela deseja é estar se aproveitando, seja usufruindo algumas regalias, seja com indicações para postos onde também possam passar a aproveitar de rendimentos extraordinários.
***
Em Minas e seus Aécios, ou no Rio Grande do Sul, ou outros estados onde igualmente existem Marcelos Mirandas e Mestrinhos, eleitos todos, fico em dúvida se a população quer mesmo combater a corrupção.
Acho que, ao contrário o que não desejam é mudannça. No "status quo".
***
Assim, o que se tem de mágoa com o PT não é a questão da roubalheira. Mas de fazer ricos terem de conviver com pessoas menos aquinhoadas, nas rodovias, nas ruas, nos shoppings, nos aeroportos e até nos navios de cruzeiros pela costa.
***
O que se tem contra o PT foi ter feito a doméstica mais cara para o patrão da classe média alta, colocando em risco o equilíbrio financeiro de sua casa.
Ao passo que, para a doméstica beneficiada, sempre restava o pavor de, agora que passava a aproveitar as delícias do consumo, perder o emprego.
***
O PT trouxe foi desassossego, razão da autêntica raiva que deixou na sociedade.
***
E mais de desgovernos
Veio a reforma da previdência, ainda a ser toda detalhada em suas maldades embutidas.
Mas antes de isso poder se revelar, o próprio ex-capitão já tratou de desidratá-la, fazendo o papel de oposição a seu próprio projeto.
***
Claro que os homens do mercado financeiro, agora no governo, que visam expandir os negócios financeiros, especialmente pela capitalização de mercado nas contribuições previdenciárias, não ficaram satisfeitos.
Mas, tal qual o juizinho transformado em Ministro, se calam.
Correm o risco ainda semelhante, de se transformarem em fantoches.
***
E veio o Carnaval e os vídeos de fazer corar até mesmo Frota, esse titã na luta pela conservação da moral e dos costumes.
***
Na Educação, o ministro apalermado que queria crianças em fila, quem sabe batendo continência à bandeira e cantando o hino nacional, não se contentou com tal recomendação. Ainda queria que as crianças fossem filmadas e lessem o lema de campanha de seu mito maior.
***
Nem o autoproclamado, nesse mundo de gente que se quer e se acha tudo, filósofo Olavo de Carvalho aguentou o baque e já deu ordem para seus pupilos largarem o osso. Deixarem o governo.
O ministro da Educação já começou a atender ao seu outro mito, mesmo que de menor relevância.
***
No Itamarati, outro idiota, Araújo, enfia os pés pelas mãos e dá declarações e adota posturas que, se deixarem de pé a casa do Barão de Rio Branco, não irão contribuir, da mesma forma, para o comércio externo do país.
Que já perdeu contratos com árabes, chineses, e só tem beneficiado a produção e comércio americanos.
***
E voltando ao Carnaval
Antigamente havia uma marchinha General da Banda cujos versos dizia: " Mourão, Mourão, catuca por baixo que ele vai".
A única - honrosa, devo admitir, exceção no desgoverno de Brasília, chama-se general Mourão.
Que pode ser não só a vara a catucar no Carnaval mas talvez alguma esperança de arrumação.
***
Agora que o país, tal qual esse blog e suas postagens, poderia de fato só começar a funcionar depois do Carnaval, não há dúvidas.
Minha dúvida é se deveria voltar a funcionar depois do Carnaval, tendo em vista o que está aí.
É isso.
***
A retomada das aulas; a antecipação, apesar de na 'marra', democrática, já que feita pelo povo nas ruas, da folia, e a sucessão de eventos protagonizados pelo (des)governo instalado em Brasília, no entanto, acabaram se impondo a meu ímpeto.
Sem conseguir entender a dimensão, a finalidade, a quantidade de eventos, que se desenrolava em vertiginosa velocidade, todos com a marca característica do governo mitológico de Bolsonaro, acabei derrotado pelo desânimo e resolvi promover Mais um recesso nestes pitacos.
***
Confesso que não sei dizer se queria ter tempo para entender e comentar, ou se estava apenas como no dito popular, dando corda para ver o novo e despreparado governo ir se enrolando em suas próprias atitudes.
Na verdade, sentia-me estupefato, já que surpreso é uma expressão pouco forte, e não considero honesto de quem quer que seja, alegar que não sabia...
Afinal, em minha opinião, a eleição de um mi...dessa vez um militar da reserva sem qualquer condição, conhecimento ou preparo para sequer atingir o alto oficialato, não poderia nos guiar a algum lugar diferente.
***
Pior ainda, em minha humilde opinião, há que sempre se retornar à história do mito das cavernas, e analisar o mito, qualquer que ele seja, mas especialmente a sua representação atual em nosso país, por um ponto de vista distinto.
Por que o mito, nas cavernas e na realidade da vida no mundo exterior, nada mais é do que sombras, invólucros, abstrações, sem existência concreta real, a que reputamos a capacidade de representar nossos anseios, nossos desejos, nossos medos.
***
Ou seja, os mitos, como sombras, são nossas histórias e histerias. São nossas desculpas para o exercício de nossas ações que, no mais íntimo de nós mesmos, racionalmente renegamos. São as nossas justificativas para que, em grupo, já que individualmente talvez nossa racionalidade acabasse prevalecendo, possamos agir. Em grupo, e como irracionais, apenas expressão de nossa barbárie, animais enfim libertos.
***
Mas, o que resta do mito quando descobrimos sua real função, sua volatilidade etérea, sua opacidade oca?
O que resta quando percebemos e vinculamos o mito criado à nossa imagem e semelhança, a nossa dimensão real, individual, mística e ínfima?
***
Diz a lenda que até se mata para preservar a história. O que nos faz adotar um comportamento, novamente irracional, para dar um mínimo de traços de coerência e razão para toda a nossa tradição. Sob pena de não nos aceitarmos mais, e não nos tolerando, partirmos para a guerra com todos os que, sendo iguais, nos são próximos. Ou pior ainda, sob a pena de partirmos para uma guerra com nosso próprio eu.
***
Pois bem, o resultado das minhas viagens e divagações está em parte exposta já aí em cima.
O povo que elegeu o mito está agora, em alguns poucos casos, tendo noção dos pés de barro do ídolo. Em outros, ainda, está já na fase de criar maiores fantasias, de forma a não terem que aceitar a trágica e dolorosa realidade de que o rei está nu.
***
Laranja é agro e agro é tech
Em meio ao alheamento autoimposto, ao afastamento, pude ver a deposição de um ministro, já sem forças desde a formação do governo em seu início, sob a forte influência de um seu desafeto, por acaso filho do presidente.
A medida teve como justificativa para sua adoção, a descoberta de que por baixo dos panos, havia um laranjal em plena floração.
E, como chefe da tropa da agricultura cítrica, estava Bebianno, presidente do partido nanico, de suporte ao presidente eleito.
***
A extrema imprensa
Claro, e a extrema-imprensa, como agora os mitômanos inconformados se referem a todos que insistem em apontar que as sombras das paredes da gruta são imagens refletidas da realidade exterior, a higienização não era mais que uma desculpa para a briga interna por poder, entre filhos aproveitadores das tetas do governo e da política de que sempre se serviram e políticos tradicionais, mesmo que de reputação questionável.
***
Em relação à tal extrema imprensa, vale observar que são acusadas de tentarem mostrar que a realidade exterior costuma ser muitas vezes melhor, outras nem tanto, algumas vezes até piores, mas sempre diferentes... das sombras das paredes da gruta.
Ou seja, desmontam o mito, contra o que se insurgem os que não reconhecem terem sido feitos de ingênuos por tanto tempo.
***
Pois no governo atual, pau que dá em Chico não alcança Marcelos, nem Álvaros Antônios, ainda firme no posto de Ministro de Turismo.
Embora sua jornada pelo laranjal em Minas, seja de conhecimento cada vez mais público.
***
O combate à corrupção e a tudo que foi feito de errado nos últimos anos
A verdade é que, em minha análise, a população brasileira ou grande parcela que a compõe, jamais teve a luta contra a corrupção como um bem comum, dir-se-ia um bem público, pelo qual todos deveríamos lutar, reivindicar e conservar.
***
Nesses dias de reflexão, lembrei-me do ex-governador paulista, Ademar de Barros, célebre pela expressão do rouba mas faz. Eleito tantas vezes, prefeito e até novamente governador do estado bandeirante.
***
Também me lembrei do ex-prefeito indicado pela Ditadura para a cidade de São Paulo, Maluf. Aquele que foi condenado por mau uso de verba pública quando, como prefeito, resolveu homenagear os jogadores da seleção tricampeã de futebol do mundo, com um fusca para cada um dos atletas.
***
Maluf ainda indicado por militares, seria governador de São Paulo, onde alardeava sua competência, face ao volume de obras e de, segundo denúncias, de propinas que alimentava seu governo.
Maluf voltaria a ser eleito prefeito por voto popular e, pior, conseguiu impor um poste à cidade, fazendo Celso Pitta seu sucessor.
Várias outras vezes, foi eleito deputado federal. Como se sabe, assim como Jânio Quadros, sempre foi um ídolo dos taxistas.
***
Também por São Paulo, foi várias vezes eleito deputado federal o ex-ministro da Fazenda da Ditadura, Delfim Netto.
Cuja passagem pelos ministérios que ocupou, lhe renderam várias suspeições, como o caso da formação do Bradesco, o caso da guerra à carne suína, em 1977/78.
De mais saudosa memória foi o caso da Delfin, de pessoas de seu círculo de amizades, que se transformou no escândalo da Delfin, até desaguar no famoso Caso Coroa Brastel.
Mais recentemente, teve o nome envolvido em obras de hidrelétricas suspeitas de corrupção dos governos petistas.
***
No Rio, a eleição e reeleição de Moreira Franco, Garotinho, Sérgio Cabral, mostram como parcela da classe média não se importa muito com a corrupção. Ao contrário, parece que parte dela deseja é estar se aproveitando, seja usufruindo algumas regalias, seja com indicações para postos onde também possam passar a aproveitar de rendimentos extraordinários.
***
Em Minas e seus Aécios, ou no Rio Grande do Sul, ou outros estados onde igualmente existem Marcelos Mirandas e Mestrinhos, eleitos todos, fico em dúvida se a população quer mesmo combater a corrupção.
Acho que, ao contrário o que não desejam é mudannça. No "status quo".
***
Assim, o que se tem de mágoa com o PT não é a questão da roubalheira. Mas de fazer ricos terem de conviver com pessoas menos aquinhoadas, nas rodovias, nas ruas, nos shoppings, nos aeroportos e até nos navios de cruzeiros pela costa.
***
O que se tem contra o PT foi ter feito a doméstica mais cara para o patrão da classe média alta, colocando em risco o equilíbrio financeiro de sua casa.
Ao passo que, para a doméstica beneficiada, sempre restava o pavor de, agora que passava a aproveitar as delícias do consumo, perder o emprego.
***
O PT trouxe foi desassossego, razão da autêntica raiva que deixou na sociedade.
***
E mais de desgovernos
Veio a reforma da previdência, ainda a ser toda detalhada em suas maldades embutidas.
Mas antes de isso poder se revelar, o próprio ex-capitão já tratou de desidratá-la, fazendo o papel de oposição a seu próprio projeto.
***
Claro que os homens do mercado financeiro, agora no governo, que visam expandir os negócios financeiros, especialmente pela capitalização de mercado nas contribuições previdenciárias, não ficaram satisfeitos.
Mas, tal qual o juizinho transformado em Ministro, se calam.
Correm o risco ainda semelhante, de se transformarem em fantoches.
***
E veio o Carnaval e os vídeos de fazer corar até mesmo Frota, esse titã na luta pela conservação da moral e dos costumes.
***
Na Educação, o ministro apalermado que queria crianças em fila, quem sabe batendo continência à bandeira e cantando o hino nacional, não se contentou com tal recomendação. Ainda queria que as crianças fossem filmadas e lessem o lema de campanha de seu mito maior.
***
Nem o autoproclamado, nesse mundo de gente que se quer e se acha tudo, filósofo Olavo de Carvalho aguentou o baque e já deu ordem para seus pupilos largarem o osso. Deixarem o governo.
O ministro da Educação já começou a atender ao seu outro mito, mesmo que de menor relevância.
***
No Itamarati, outro idiota, Araújo, enfia os pés pelas mãos e dá declarações e adota posturas que, se deixarem de pé a casa do Barão de Rio Branco, não irão contribuir, da mesma forma, para o comércio externo do país.
Que já perdeu contratos com árabes, chineses, e só tem beneficiado a produção e comércio americanos.
***
E voltando ao Carnaval
Antigamente havia uma marchinha General da Banda cujos versos dizia: " Mourão, Mourão, catuca por baixo que ele vai".
A única - honrosa, devo admitir, exceção no desgoverno de Brasília, chama-se general Mourão.
Que pode ser não só a vara a catucar no Carnaval mas talvez alguma esperança de arrumação.
***
Agora que o país, tal qual esse blog e suas postagens, poderia de fato só começar a funcionar depois do Carnaval, não há dúvidas.
Minha dúvida é se deveria voltar a funcionar depois do Carnaval, tendo em vista o que está aí.
É isso.
terça-feira, 5 de fevereiro de 2019
Sequência do ABC da política, hoje com E e F... de fakes
E, de Exclusão de Ilicitude - mais uma das promessas da campanha vitoriosa do presidente do país. Particularmente, depois de vivenciar eleições e posses em que os eleitos praticaram o tristemente famoso "estelionato eleitoral", vejo, enfim, a preocupação em cumprir as promessas de campanha como algo positivo no governo que se inicia.
Dito isso e prestado o reconhecimento, devo deixar claro que é, exatamente por essa capacidade de, até aqui, fazer diferente e honrar suas promessas, e mais ainda pelo conteúdo dessas promessas, que não votei e fiz campanha contra a eleição de Bolsonaro.
***
Mas, só para refrescar a memória, em 2003, logo que assumiu seu mandato, Lula permitiu que o crápula mor de seu governo, Palocci, pusesse em prática nada mais que a continuidade da política econômica de Fernando Henrique Cardoso, que ele tanto criticara em campanha. Ninguém desconhece que tais críticas foram um dos motivos de sua eleição.
Muito embora, naquela oportunidade, parcela importante de seus eleitores desconhecessem que foi o próprio Lula que, em compromisso firmado com o FMI, por ocasião da crise de 2002, assumiu dar sequência às medidas de seu antecessor.
Se não se arrependeu por tomar tal decisão, é certo que Lula deve amargar, em Curitiba, o apoio que deu ao deficiente de caráter que ocupou seu governo, Palocci.
***
Mais tarde, em 2015 foi a vez de Dilma praticar, agora com Joaquim Levy no comando da Fazenda, o estelionato que foi uma das causas da queda da economia brasileira (que já vinha ladeira abaixo!) e do governo Dilma.
***
Ao contrário, Bolsonaro, com o apoio do ex e parcialíssimo juizeco de Curitiba, no papel que lhe fica muito bem de capataz, envia ao Congresso um pacote anticrime.
Embutido nele, o tal excludente de ilicitude, mal disfarçado sob uma proposta de alteração da definição e da interpretação do instituto da legítima defesa.
***
Como mostra a Folha, na sua edição impressa de hoje, "a lei em vigor define legítima defesa como situação em que a pessoa, "usando moderadamente dos meios necessários, repele injusta agressão atual ou iminente, a direito seu ou de outrem."
Aliás, já há 40 anos, quando era estudante do curso de Direito, o professor Décio Fulgêncio já ensinava esse mesmo conceito.
Ninguém pode, ao ser atacado por algum valentão, mais forte, desarmado, alegar legítima defesa para sacar de uma arma de fogo e matar o agressor.
Se você é agredido com uma arma branca, uma faca ou punhal, não pode alegar legítima defesa ao reagir com um 9 milímetros.
***
Menos ainda, poderá alegar legítima defesa de outrem, se se constatar que alguém matou o agressor com um tiro na nuca...
***
O que se propõe no atual pacote?
Que pode ser classificada como legítima defesa a ação que "decorrer de escusável medo, surpresa ou violenta emoção". E que a existência de tais circunstâncias permite reduzir a pena até a metade ou até deixar de aplicá-la.
Diz a Folha que esse é o ponto mais criticado da proposta, já que autoridades da área dos Direitos Humanos a veem como permissão para o policial matar em serviço.
***
Claro que o policial é o agente - público - que mais está sujeito a preencher as condições. Mas não é o único.
O agente do Posto de Saúde que está sob ameaça de agressão por algum parente de paciente, estará sob violenta emoção. Como o fiscal que estiver em campo, cercado por empregados da mina, ou da madereira que ele deve autuar. Nunca devemos nos esquecer dos fiscais do trabalho, e do ocorrido em Unaí.
***
O problema é que abre uma porta imensa para admitir que até uma briga de trânsito seja causa de algum ato sob a alegação de legítima defesa. O mais velho que discute com algum motorista mais novo e com mais vigor físico, e sob escusável medo reage ao avanço do atleta, é um caso. Ainda mais com a possível adoção de flexibilização pretendida e com vários projetos de lei já apresentados, da posse de armas.
***
No caso do policial, ninguém questiona que, sob fogo cruzado e ataque de bandidos, muitas vezes mais bem armados que os agentes da segurança, não há como questionar a situação que lhes assegura legítima defesa.
A legislação atual assegura já isso.
O que ninguém pode desconhecer é a quantidade de situações que uma minoria desqualificada que veste farda pratica. O que ninguém pode desconhecer é a velha máxima, cada vez mais atual e aceita e até elogiada no nosso Brasil tão cordato (e violento) de que bandido bom é o bandido morto.
A ninguém pode escapar o fato de que se o "indigitado elemento" nada fez, mas pode vir a fazer, então melhor é impedir que ele chegue as vias de fato. E daí para a aceitação comôda de limpeza ética, estaremos apenas a um passo.
***
Passo muito curto e bastante justificável se o indivíduo for preto, pobre, morador de favela e, como diz o Zé Simão, usar havaianas, e estiver trajado apenas de calção.
***
Todos sabemos e não podemos fingir que não! que maus policiais existem, e forjam situações de trocas de tiros, de ataques nunca consubstanciados. Não são raros os casos de pessoas presas, sem reação, até ajoelhadas ou deitadas de bruços que são mortas em "trocas de tiros com em ação policial".
Pior, pessoas desarmadas. Que apenas saíram para ir comprar um cigarro na birosca mais próxima.
***
Mas aqui devo admitir: a grande maioria da população brasileira, e não apenas dos eleitores de Bolsonaro, aceitam e se silenciam frente a isso.
Ao escusável medo, preferem se antecipar. E vão acabar tornando-se os principais dos assassinos a quem tanto criticavam.
***
Lembro para terminar, embora possa não ter minha opinião aceita: quando o filho pequeno perguntou ao pai se não seria correta a eliminação de todos os homens maus, já que sobrariam apenas os bons, o paí lhe respondeu que sobrariam então, só os assassinos.
***
F de Flávio, de Fabrício, de fake news
Flavinho que tantos criticaram por ser tratado como o "meu garoto" pelo presidente. Flavinho que não foi, seguramente uma fraquejada do presidente.
Flavinho que era o deputado estadual - agora senador da República! - cujo motorista é que mandava e comandava o gabinete. Contratando, fixando valores de remuneração, arrecadando os valores da "rachadinha", fazendo saques e depósitos, até em conta de madame Bolsonaro, quem sabe até sugerindo as homenagens que Flavinho deveria propor à Assembleia. Isso tudo enquanto negociava carro, já que é autoproclamado, excelente comerciante. O homem dos negocinhos.
***
A dúvida é que tempo lhe restava para cumprir sua função de dirigir e conduzir sua Excelência para baixo e para cima no Rio. Inclusive para o Rio das Pedras, onde parece foi se isolar, aguardando ansiosamente a chegada da Polícia que estava em seu encalço.
Ou onde foi se preparar para a cirurgia a que tinha que se submeter, junto aos milicianos seus parças.
Esses mesmos milicianos que Moro quer combater em seu projeto.
***
Será que Moro vai se insurgir contra o garoto de seu patrão?
***
Antes que pareça ironia, nada vejo de mais em chamar o filho de garoto. Para os pais, filhos com 60 anos continuam sendo os "meninos ou meninas" como nos referimos a eles aqui em Minas.
Isso é o de menos na história toda.
Mais, muito mais extravagante, é Queiroz ter um salário de 23 mil reais para ocupar o cargo de motorista, conforme a imprensa noticiou, como se ter esse salário fosse normal entre qualquer motorista privado.
***
Mais extravagante é o pai, presidente, homenagear, dar emprego, aceitar a indicação para seu gabinete, em Brasília, da filha do Queiroz (o faz tudo, fabuloso homem dos sete instrumentos!).
E ajuntar-se ao filho, nas homenagens e geração de emprego a milicianos, ex-policiais do Esquadrão da Morte, familiares do miliciano preso, indicando que não há problema algum acabar com o auxílio reclusão. Basta levar para os parentes do preso trabalharem - vá lá, vamos ser justos - terem emprego nos gabinetes dos Bolsonaros.
***
Pior em extravagância é que parcela dos que votaram no Bolsonaro, e que pareciam ter até certa capacidade de crítica, aceitarem tudo isso, como se a culpa fosse da imprensa que está perseguindo o pai, agora presidente.
Tudo para desestabilizar essa figura, há 29 anos na política e ainda impoluta, como convém a todo o baixo clero de nosso Legislativo de tanta tradição e dignidade!!!
***
Pior é estarem transformando mesmo o presidente em mito.
***
Mas F é também de fake, e depois de tanta mentira, tanta lorota, descobrimos que era verdade sim, que Onyx o todo poderoso ministro da Casa Civil praticou o caixa 2.
Esse mesmo Caixa 2, contra o qual Moro havia se posicionado radicalmente contra, e que agora quer, em boa hora, criminalizar. Com penas severas.
***
Onyx que, para Moro não poderia ser objeto de crítica, já que reconheceu o erro e pediu desculpas.
De onde se entende que Moro tem mais que incluir mesmo a novidade do Acordo, ou mais sofisticadamente, do "plea bargaining", em seu pacotaço.
Traduzindo, o acordo que possibilita facilidades para os Ônyx que, humildemente, reconhecerem seu erro.
***
Como é estranho, embora soe "fake" que Bolsonaro tenha tido que se submeter a uma cirurgia para retirada da bolsa coletora, resultado de uma colostomia, cujas imagens indicam uma extração de parcela muito maior do intestino.
Como não sou médico, não posso saber se havia ou não motivo para a retirada, em 7 longas horas, de tanto material. Ou se algum tipo de potencial problema tumoral pudesse ter sido já extirpado, por precaução.
***
Apenas, como brasileiro, e tendo vivido as peripécias da época de Tancredo, gostaria de que tudo fosse apenas mais uma deslavada mentira.
Porque o Mourão pode parecer mais lúcido. Mas a patente é maior. E ali, não há muito de jogo de cintura.
***
G de.... deixa para outro pitaco a sequência de nosso abc...
Dito isso e prestado o reconhecimento, devo deixar claro que é, exatamente por essa capacidade de, até aqui, fazer diferente e honrar suas promessas, e mais ainda pelo conteúdo dessas promessas, que não votei e fiz campanha contra a eleição de Bolsonaro.
***
Mas, só para refrescar a memória, em 2003, logo que assumiu seu mandato, Lula permitiu que o crápula mor de seu governo, Palocci, pusesse em prática nada mais que a continuidade da política econômica de Fernando Henrique Cardoso, que ele tanto criticara em campanha. Ninguém desconhece que tais críticas foram um dos motivos de sua eleição.
Muito embora, naquela oportunidade, parcela importante de seus eleitores desconhecessem que foi o próprio Lula que, em compromisso firmado com o FMI, por ocasião da crise de 2002, assumiu dar sequência às medidas de seu antecessor.
Se não se arrependeu por tomar tal decisão, é certo que Lula deve amargar, em Curitiba, o apoio que deu ao deficiente de caráter que ocupou seu governo, Palocci.
***
Mais tarde, em 2015 foi a vez de Dilma praticar, agora com Joaquim Levy no comando da Fazenda, o estelionato que foi uma das causas da queda da economia brasileira (que já vinha ladeira abaixo!) e do governo Dilma.
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Ao contrário, Bolsonaro, com o apoio do ex e parcialíssimo juizeco de Curitiba, no papel que lhe fica muito bem de capataz, envia ao Congresso um pacote anticrime.
Embutido nele, o tal excludente de ilicitude, mal disfarçado sob uma proposta de alteração da definição e da interpretação do instituto da legítima defesa.
***
Como mostra a Folha, na sua edição impressa de hoje, "a lei em vigor define legítima defesa como situação em que a pessoa, "usando moderadamente dos meios necessários, repele injusta agressão atual ou iminente, a direito seu ou de outrem."
Aliás, já há 40 anos, quando era estudante do curso de Direito, o professor Décio Fulgêncio já ensinava esse mesmo conceito.
Ninguém pode, ao ser atacado por algum valentão, mais forte, desarmado, alegar legítima defesa para sacar de uma arma de fogo e matar o agressor.
Se você é agredido com uma arma branca, uma faca ou punhal, não pode alegar legítima defesa ao reagir com um 9 milímetros.
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Menos ainda, poderá alegar legítima defesa de outrem, se se constatar que alguém matou o agressor com um tiro na nuca...
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O que se propõe no atual pacote?
Que pode ser classificada como legítima defesa a ação que "decorrer de escusável medo, surpresa ou violenta emoção". E que a existência de tais circunstâncias permite reduzir a pena até a metade ou até deixar de aplicá-la.
Diz a Folha que esse é o ponto mais criticado da proposta, já que autoridades da área dos Direitos Humanos a veem como permissão para o policial matar em serviço.
***
Claro que o policial é o agente - público - que mais está sujeito a preencher as condições. Mas não é o único.
O agente do Posto de Saúde que está sob ameaça de agressão por algum parente de paciente, estará sob violenta emoção. Como o fiscal que estiver em campo, cercado por empregados da mina, ou da madereira que ele deve autuar. Nunca devemos nos esquecer dos fiscais do trabalho, e do ocorrido em Unaí.
***
O problema é que abre uma porta imensa para admitir que até uma briga de trânsito seja causa de algum ato sob a alegação de legítima defesa. O mais velho que discute com algum motorista mais novo e com mais vigor físico, e sob escusável medo reage ao avanço do atleta, é um caso. Ainda mais com a possível adoção de flexibilização pretendida e com vários projetos de lei já apresentados, da posse de armas.
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No caso do policial, ninguém questiona que, sob fogo cruzado e ataque de bandidos, muitas vezes mais bem armados que os agentes da segurança, não há como questionar a situação que lhes assegura legítima defesa.
A legislação atual assegura já isso.
O que ninguém pode desconhecer é a quantidade de situações que uma minoria desqualificada que veste farda pratica. O que ninguém pode desconhecer é a velha máxima, cada vez mais atual e aceita e até elogiada no nosso Brasil tão cordato (e violento) de que bandido bom é o bandido morto.
A ninguém pode escapar o fato de que se o "indigitado elemento" nada fez, mas pode vir a fazer, então melhor é impedir que ele chegue as vias de fato. E daí para a aceitação comôda de limpeza ética, estaremos apenas a um passo.
***
Passo muito curto e bastante justificável se o indivíduo for preto, pobre, morador de favela e, como diz o Zé Simão, usar havaianas, e estiver trajado apenas de calção.
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Todos sabemos e não podemos fingir que não! que maus policiais existem, e forjam situações de trocas de tiros, de ataques nunca consubstanciados. Não são raros os casos de pessoas presas, sem reação, até ajoelhadas ou deitadas de bruços que são mortas em "trocas de tiros com em ação policial".
Pior, pessoas desarmadas. Que apenas saíram para ir comprar um cigarro na birosca mais próxima.
***
Mas aqui devo admitir: a grande maioria da população brasileira, e não apenas dos eleitores de Bolsonaro, aceitam e se silenciam frente a isso.
Ao escusável medo, preferem se antecipar. E vão acabar tornando-se os principais dos assassinos a quem tanto criticavam.
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Lembro para terminar, embora possa não ter minha opinião aceita: quando o filho pequeno perguntou ao pai se não seria correta a eliminação de todos os homens maus, já que sobrariam apenas os bons, o paí lhe respondeu que sobrariam então, só os assassinos.
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F de Flávio, de Fabrício, de fake news
Flavinho que tantos criticaram por ser tratado como o "meu garoto" pelo presidente. Flavinho que não foi, seguramente uma fraquejada do presidente.
Flavinho que era o deputado estadual - agora senador da República! - cujo motorista é que mandava e comandava o gabinete. Contratando, fixando valores de remuneração, arrecadando os valores da "rachadinha", fazendo saques e depósitos, até em conta de madame Bolsonaro, quem sabe até sugerindo as homenagens que Flavinho deveria propor à Assembleia. Isso tudo enquanto negociava carro, já que é autoproclamado, excelente comerciante. O homem dos negocinhos.
***
A dúvida é que tempo lhe restava para cumprir sua função de dirigir e conduzir sua Excelência para baixo e para cima no Rio. Inclusive para o Rio das Pedras, onde parece foi se isolar, aguardando ansiosamente a chegada da Polícia que estava em seu encalço.
Ou onde foi se preparar para a cirurgia a que tinha que se submeter, junto aos milicianos seus parças.
Esses mesmos milicianos que Moro quer combater em seu projeto.
***
Será que Moro vai se insurgir contra o garoto de seu patrão?
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Antes que pareça ironia, nada vejo de mais em chamar o filho de garoto. Para os pais, filhos com 60 anos continuam sendo os "meninos ou meninas" como nos referimos a eles aqui em Minas.
Isso é o de menos na história toda.
Mais, muito mais extravagante, é Queiroz ter um salário de 23 mil reais para ocupar o cargo de motorista, conforme a imprensa noticiou, como se ter esse salário fosse normal entre qualquer motorista privado.
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Mais extravagante é o pai, presidente, homenagear, dar emprego, aceitar a indicação para seu gabinete, em Brasília, da filha do Queiroz (o faz tudo, fabuloso homem dos sete instrumentos!).
E ajuntar-se ao filho, nas homenagens e geração de emprego a milicianos, ex-policiais do Esquadrão da Morte, familiares do miliciano preso, indicando que não há problema algum acabar com o auxílio reclusão. Basta levar para os parentes do preso trabalharem - vá lá, vamos ser justos - terem emprego nos gabinetes dos Bolsonaros.
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Pior em extravagância é que parcela dos que votaram no Bolsonaro, e que pareciam ter até certa capacidade de crítica, aceitarem tudo isso, como se a culpa fosse da imprensa que está perseguindo o pai, agora presidente.
Tudo para desestabilizar essa figura, há 29 anos na política e ainda impoluta, como convém a todo o baixo clero de nosso Legislativo de tanta tradição e dignidade!!!
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Pior é estarem transformando mesmo o presidente em mito.
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Mas F é também de fake, e depois de tanta mentira, tanta lorota, descobrimos que era verdade sim, que Onyx o todo poderoso ministro da Casa Civil praticou o caixa 2.
Esse mesmo Caixa 2, contra o qual Moro havia se posicionado radicalmente contra, e que agora quer, em boa hora, criminalizar. Com penas severas.
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Onyx que, para Moro não poderia ser objeto de crítica, já que reconheceu o erro e pediu desculpas.
De onde se entende que Moro tem mais que incluir mesmo a novidade do Acordo, ou mais sofisticadamente, do "plea bargaining", em seu pacotaço.
Traduzindo, o acordo que possibilita facilidades para os Ônyx que, humildemente, reconhecerem seu erro.
***
Como é estranho, embora soe "fake" que Bolsonaro tenha tido que se submeter a uma cirurgia para retirada da bolsa coletora, resultado de uma colostomia, cujas imagens indicam uma extração de parcela muito maior do intestino.
Como não sou médico, não posso saber se havia ou não motivo para a retirada, em 7 longas horas, de tanto material. Ou se algum tipo de potencial problema tumoral pudesse ter sido já extirpado, por precaução.
***
Apenas, como brasileiro, e tendo vivido as peripécias da época de Tancredo, gostaria de que tudo fosse apenas mais uma deslavada mentira.
Porque o Mourão pode parecer mais lúcido. Mas a patente é maior. E ali, não há muito de jogo de cintura.
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G de.... deixa para outro pitaco a sequência de nosso abc...
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019
O A, B e C do início de ano político: que lástima...
A de Arma - cumprindo promessa de campanha, o presidente assinou decreto permitindo que, sob certas condições, o cidadão brasileiro possa manter armas em sua(s) casa(s), em total de até 4 armas, se possuir 4 propriedades.
De minha parte, continuo contrário à medida, cujo perigo é tão evidente que o próprio decreto manifesta a preocupação em como e onde a arma será guardada.
A obrigação de ter um cofre em casa que tenham crianças, por exemplo, mostra o absurdo da medida que, como acertadamente falou o vice-presidente, General Mourão, não se destina a segurança pessoal.
***
Afinal, como já tive a oportunidade de abordar aqui, o ladrão que assalta a residência tem sempre a vantagem da surpresa. Dificilmente irá encontrar o dono da arma preparado ou com a arma ao seu alcance e, achar que o dono do imóvel terá condições de ter acesso à arma, sem que o ladrão o impeça é ingenuidade total.
***
A possibilidade da arma cair em mãos de crianças em suas brincadeiras de polícia e ladrão (ou semelhantes), ou até o uso na hora de algum conflito de menor importância, trarão uma preocupação a mais, para os pais de família mais conscientes.
***
E é sempre bom lembrar, arma não é um liquidificador, apesar dos pesares, e dos ministros...
***
O que teremos, em minha opinião, é um maior número de acidentes domésticos, senão um aumento do número de homicídios, naquilo que, a princípio poderia ser mero assalto ou furto.
Ou o aumento do número de criminosos armados, com o furto de armas mantidos em residências, servindo para elevar o número de ocorrências de roubos.
***
Salvo se a medida tiver sido tomada pensando mais, e defendendo o direito de proprietários rurais. Não os urbanos.
E talvez mais para servir para combater invasões, como foi nos idos de 1963, quando fazendeiros acreditando que o presidente João Goulart, um estancieiro, fosse patrocinar uma reforma agrária radical.
Vários foram os fazendeiros que, na oportunidade, reuniram os empregados e os armaram, para aguardar a invasão patrocinada pelos ..."comunistas".
***
Se a intenção real for a de permitir armar os latifundiários, grileiros, posseiros, donos de terras improdutivas, contra ataques, entre outros, do pessoal do MST, então se justifica claramente a medida. Especialmente em um governo que já deixou muito claro de que lado da mesa ele senta.
Junto aos grandes proprietários, aos coitadinhos dos empregadores, aos que avançam contra o meio ambiente, contra a sustentabilidade, contra as ações dos fiscais e ambientalistas.
Ou seja, a posse de armas é apenas mais um tiro visando a eliminação dos movimentos de reivindicações sociais.
***
Aí incluídos sem terra, e os ambientalistas.
***
Ah! curiosamente, está lá em Marx, para os poucos que podem tê-lo lido se lembrarem: para se fazer uma revolução, há que se ter condições objetivas para que ela possa alcançar algum êxito.
A população armada é, quem sabe, uma dessas condições.
***
B de Brumadinho
O homem chega, já desfaz a natureza, tira gente põe represa diz que tudo vai mudar.... já cantavam Sá e Guarabyra, parece-me que, também Rodrix.
Em 1984, Drumomond já havia dito que
O Rio? É doce.
A Vale? Amarga.
Ai, antes fosse
Mais leve a carga.
Para terminar perguntando:
Quantas lágrimas disfarçamos
Sem berro?
Eu mesmo, em meus devaneios, já tinha arriscado:
...
Falar o que?
Sobra-nos apenas a possibilidade de deixar as lágrimas e o choro rolar livre e falar por todos nós.
***
Mas, vale sempre a lembrança de que foi a Vale, em busca de lucros, dominada pela ganância.
Foi a Vale, privatizada, como poderia ter sido a Vale pública, mas sempre dominada pela ganância, em busca da maximização de lucros.
***
A destruição criativa de Schumpeter, substituída pela criação da destruição. Mas o próprio economista austríaco deixa concluir: novas tecnologias, novos métodos de produção, novos instrumentos apenas serão adotados, quando o custo da mudança assim permitir.
Senão, melhor manter a estrutura existente até que toda ela esteja contabilmente depreciada.
E que já tenha trazido com a depreciação, o apodrecimento.
***
Enquanto isso, brindamos ao capitalismo, e seu objetivo maior: o sacrossanto lucro.
E brindemos ao mercado, onde a competência se mede por lucros, cada vez maiores, e não por vidas, cada vez melhores...
***
C de corrupção
E o ex-juiz Moro, agora ministro, sua campanha anti-corrupção prefere manter silêncio quando o que está em jogo é ... a família de seu chefe, de seu patrão.
Com quantos Queiroz se constrói um Bolsonaro?
E quantas ligações com as milícias?
***
Enquanto Moro se silencia sobre as investigações que a Polícia Federal, sob seu comando, deverá fazer em relação a ligações escusas dos Bolsonaros com as milícias, e a grana que tais atividades podem propiciar, ele aparece nas telas de televisão para anunciar que está encaminhando ao Congresso, um pacote para endurecer as normas que tratam da punição, da penalização e das ações contra o crime organizado que, em sua opinião, sustenta a corrupção endêmica de nosso país.
***
Não vou discutir aqui o conteúdo do agravamento de penas, de dificultação para adoção do regime de liberalização de penas, etc.
Mas gostaria de perguntar o que é o crime organizado para Moro? Ou para a própria sociedade brasileira?
Seria as facções de Comando Vermelho, e os PCC's que dominam nossos sistemas prisionais? Ou a rede de tráfico que domina os morros de todo o país?
Ou incluiriam também as forças policiais que resolvem se tornar justiceiras? E acabam permitindo o desenvolvimento de forças paramilitares que, mais cedo ou mais tarde, percebem que o poder que granjeiam lhes dá o direito de vida e morte sobre as populações mais miseráveis?
Essa população para quem o Estado não existe. E que, por isso mesmo, não existe para o Estado.
***
C de Corpo de Bombeiros
Força Policial de maior respeitabilidade em nossa sociedade. Instituição sempre elogiada e de inegáveis ações em nosso benefício. Algumas vezes, raras, pouco reconhecidas em suas atividades mais rotineiras.
O Corpo de Bombeiros e os homens de fogo (embora não sejam só de Fogo), mas os homens que sempre estão NO FOGO das situações mais dramáticas, merecem sim a indicação para o Nobel da PAZ.
Justiça aos heróis de Brumadinho, que seria apenas mais um reconhecimento, já que a vitória maior todos são conscientes de que é o exercício que desempenham a cada momento, de salvar vidas.
De melhorar as vidas dos seus semelhantes.
***
C de Congresso
Nem vou falar de Alcolumbre, alvo de dois processos em curso no Supremo. Até porque, nesse quesito, parece-me que ele perde para Renan.
Mas que beira o ridículo, ver grande parte da população que votou na mudança, representada por ... Bolsonaro (risos em alto som! que pândego!!) estar satisfeita por que o nosso novo presidente do Congresso é ... um novato, que representa o novo na política é... sem comentários.
Até a inocência deve ter algum limite.
***
O papel de renovação que Alcolumbre, o Davi, proporcionou foi algo vexatório. Tanto quanto a dissimulada defesa que fez o senador Rodrigo Pacheco, infelizmente por Minas Gerais, de sua posição como presidente da sessão preparatória para as eleições do Senado, em que era declaradamente, escarradamente, candidato.
A propósito Rodrigo Pacheco mostra bem que é um excelente advogado, mesmo que para defender certas posições, falte com a ética, com a decência mínima, que se espera de um senador da República.
***
É bom deixar claro: nem todos os advogados são assim! Vários agem sob os ditames de suas consciências e não apenas de seus interesses vis.
***
Mas, a pergunta que não quer calar é: o que se espera mesmo de um senador da República do Brasil?
Isso o Senado nos respondeu na noite de sexta feira, dia 1 de fevereiro.
Nada.
***
Ao menos nada de sério.
Com Kajuru homenageando o discurso inaugural de Agnaldo Timóteo e sua saudação "Alô, mamãe" e depois fazendo piada sobre sua própria saúde, apenas para deixar o ambiente mais leve...
Com a novidade que quer fazer a nova política, aceitando a adoção dos mesmos hábitos e usos antigos, da manobra rasteira, da manipulação, das mudanças casuísticas de regras, apenas para atender a certos interesses de momento.
***
O Senado nos mostrou o lixo que é, e em que consiste.
E mais grave ainda, nos mostrou que, com os nomes que o compõem na atual legislatura, não vai mudar nada para melhor.
O que nos faz ficar alertas, por que mudar por mudar só não é pior que mudar para pior.
E o que vem aí, é indescritível. Muito pior, se é que é possível.
***
D de Dalmares
Nem tem o que falar. Por que respeito a quem tem problemas de indigência mental, é necessário. Mesmo que ela tenha tido o prazer de ter se encontrado com Jesus na goiabeira, ela de rosinha e sendo educada na fé. Para se tornar mestre em artes ... ocultas.
***
E Bolsonaro queria acabar com o Meio Ambiente. Ao menos a Instituição que cuida dele e da sustentabilidade no nosso sofrido país.
De minha parte, continuo contrário à medida, cujo perigo é tão evidente que o próprio decreto manifesta a preocupação em como e onde a arma será guardada.
A obrigação de ter um cofre em casa que tenham crianças, por exemplo, mostra o absurdo da medida que, como acertadamente falou o vice-presidente, General Mourão, não se destina a segurança pessoal.
***
Afinal, como já tive a oportunidade de abordar aqui, o ladrão que assalta a residência tem sempre a vantagem da surpresa. Dificilmente irá encontrar o dono da arma preparado ou com a arma ao seu alcance e, achar que o dono do imóvel terá condições de ter acesso à arma, sem que o ladrão o impeça é ingenuidade total.
***
A possibilidade da arma cair em mãos de crianças em suas brincadeiras de polícia e ladrão (ou semelhantes), ou até o uso na hora de algum conflito de menor importância, trarão uma preocupação a mais, para os pais de família mais conscientes.
***
E é sempre bom lembrar, arma não é um liquidificador, apesar dos pesares, e dos ministros...
***
O que teremos, em minha opinião, é um maior número de acidentes domésticos, senão um aumento do número de homicídios, naquilo que, a princípio poderia ser mero assalto ou furto.
Ou o aumento do número de criminosos armados, com o furto de armas mantidos em residências, servindo para elevar o número de ocorrências de roubos.
***
Salvo se a medida tiver sido tomada pensando mais, e defendendo o direito de proprietários rurais. Não os urbanos.
E talvez mais para servir para combater invasões, como foi nos idos de 1963, quando fazendeiros acreditando que o presidente João Goulart, um estancieiro, fosse patrocinar uma reforma agrária radical.
Vários foram os fazendeiros que, na oportunidade, reuniram os empregados e os armaram, para aguardar a invasão patrocinada pelos ..."comunistas".
***
Se a intenção real for a de permitir armar os latifundiários, grileiros, posseiros, donos de terras improdutivas, contra ataques, entre outros, do pessoal do MST, então se justifica claramente a medida. Especialmente em um governo que já deixou muito claro de que lado da mesa ele senta.
Junto aos grandes proprietários, aos coitadinhos dos empregadores, aos que avançam contra o meio ambiente, contra a sustentabilidade, contra as ações dos fiscais e ambientalistas.
Ou seja, a posse de armas é apenas mais um tiro visando a eliminação dos movimentos de reivindicações sociais.
***
Aí incluídos sem terra, e os ambientalistas.
***
Ah! curiosamente, está lá em Marx, para os poucos que podem tê-lo lido se lembrarem: para se fazer uma revolução, há que se ter condições objetivas para que ela possa alcançar algum êxito.
A população armada é, quem sabe, uma dessas condições.
***
B de Brumadinho
O homem chega, já desfaz a natureza, tira gente põe represa diz que tudo vai mudar.... já cantavam Sá e Guarabyra, parece-me que, também Rodrix.
Em 1984, Drumomond já havia dito que
O Rio? É doce.
A Vale? Amarga.
Ai, antes fosse
Mais leve a carga.
Para terminar perguntando:
Quantas lágrimas disfarçamos
Sem berro?
Eu mesmo, em meus devaneios, já tinha arriscado:
Terra que incendeia viva
chama que explode insana
mata que se esvai, fumaça
fogo ardendo interior
Choro
que explode larva
jorrando
de um vulcão
por
onde passa o povo
o
suor molhando o chão
desfazendo
a natureza
gerando
poluição
Falar o que?
Sobra-nos apenas a possibilidade de deixar as lágrimas e o choro rolar livre e falar por todos nós.
***
Mas, vale sempre a lembrança de que foi a Vale, em busca de lucros, dominada pela ganância.
Foi a Vale, privatizada, como poderia ter sido a Vale pública, mas sempre dominada pela ganância, em busca da maximização de lucros.
***
A destruição criativa de Schumpeter, substituída pela criação da destruição. Mas o próprio economista austríaco deixa concluir: novas tecnologias, novos métodos de produção, novos instrumentos apenas serão adotados, quando o custo da mudança assim permitir.
Senão, melhor manter a estrutura existente até que toda ela esteja contabilmente depreciada.
E que já tenha trazido com a depreciação, o apodrecimento.
***
Enquanto isso, brindamos ao capitalismo, e seu objetivo maior: o sacrossanto lucro.
E brindemos ao mercado, onde a competência se mede por lucros, cada vez maiores, e não por vidas, cada vez melhores...
***
C de corrupção
E o ex-juiz Moro, agora ministro, sua campanha anti-corrupção prefere manter silêncio quando o que está em jogo é ... a família de seu chefe, de seu patrão.
Com quantos Queiroz se constrói um Bolsonaro?
E quantas ligações com as milícias?
***
Enquanto Moro se silencia sobre as investigações que a Polícia Federal, sob seu comando, deverá fazer em relação a ligações escusas dos Bolsonaros com as milícias, e a grana que tais atividades podem propiciar, ele aparece nas telas de televisão para anunciar que está encaminhando ao Congresso, um pacote para endurecer as normas que tratam da punição, da penalização e das ações contra o crime organizado que, em sua opinião, sustenta a corrupção endêmica de nosso país.
***
Não vou discutir aqui o conteúdo do agravamento de penas, de dificultação para adoção do regime de liberalização de penas, etc.
Mas gostaria de perguntar o que é o crime organizado para Moro? Ou para a própria sociedade brasileira?
Seria as facções de Comando Vermelho, e os PCC's que dominam nossos sistemas prisionais? Ou a rede de tráfico que domina os morros de todo o país?
Ou incluiriam também as forças policiais que resolvem se tornar justiceiras? E acabam permitindo o desenvolvimento de forças paramilitares que, mais cedo ou mais tarde, percebem que o poder que granjeiam lhes dá o direito de vida e morte sobre as populações mais miseráveis?
Essa população para quem o Estado não existe. E que, por isso mesmo, não existe para o Estado.
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C de Corpo de Bombeiros
Força Policial de maior respeitabilidade em nossa sociedade. Instituição sempre elogiada e de inegáveis ações em nosso benefício. Algumas vezes, raras, pouco reconhecidas em suas atividades mais rotineiras.
O Corpo de Bombeiros e os homens de fogo (embora não sejam só de Fogo), mas os homens que sempre estão NO FOGO das situações mais dramáticas, merecem sim a indicação para o Nobel da PAZ.
Justiça aos heróis de Brumadinho, que seria apenas mais um reconhecimento, já que a vitória maior todos são conscientes de que é o exercício que desempenham a cada momento, de salvar vidas.
De melhorar as vidas dos seus semelhantes.
***
C de Congresso
Nem vou falar de Alcolumbre, alvo de dois processos em curso no Supremo. Até porque, nesse quesito, parece-me que ele perde para Renan.
Mas que beira o ridículo, ver grande parte da população que votou na mudança, representada por ... Bolsonaro (risos em alto som! que pândego!!) estar satisfeita por que o nosso novo presidente do Congresso é ... um novato, que representa o novo na política é... sem comentários.
Até a inocência deve ter algum limite.
***
O papel de renovação que Alcolumbre, o Davi, proporcionou foi algo vexatório. Tanto quanto a dissimulada defesa que fez o senador Rodrigo Pacheco, infelizmente por Minas Gerais, de sua posição como presidente da sessão preparatória para as eleições do Senado, em que era declaradamente, escarradamente, candidato.
A propósito Rodrigo Pacheco mostra bem que é um excelente advogado, mesmo que para defender certas posições, falte com a ética, com a decência mínima, que se espera de um senador da República.
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É bom deixar claro: nem todos os advogados são assim! Vários agem sob os ditames de suas consciências e não apenas de seus interesses vis.
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Mas, a pergunta que não quer calar é: o que se espera mesmo de um senador da República do Brasil?
Isso o Senado nos respondeu na noite de sexta feira, dia 1 de fevereiro.
Nada.
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Ao menos nada de sério.
Com Kajuru homenageando o discurso inaugural de Agnaldo Timóteo e sua saudação "Alô, mamãe" e depois fazendo piada sobre sua própria saúde, apenas para deixar o ambiente mais leve...
Com a novidade que quer fazer a nova política, aceitando a adoção dos mesmos hábitos e usos antigos, da manobra rasteira, da manipulação, das mudanças casuísticas de regras, apenas para atender a certos interesses de momento.
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O Senado nos mostrou o lixo que é, e em que consiste.
E mais grave ainda, nos mostrou que, com os nomes que o compõem na atual legislatura, não vai mudar nada para melhor.
O que nos faz ficar alertas, por que mudar por mudar só não é pior que mudar para pior.
E o que vem aí, é indescritível. Muito pior, se é que é possível.
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D de Dalmares
Nem tem o que falar. Por que respeito a quem tem problemas de indigência mental, é necessário. Mesmo que ela tenha tido o prazer de ter se encontrado com Jesus na goiabeira, ela de rosinha e sendo educada na fé. Para se tornar mestre em artes ... ocultas.
***
E Bolsonaro queria acabar com o Meio Ambiente. Ao menos a Instituição que cuida dele e da sustentabilidade no nosso sofrido país.
terça-feira, 22 de janeiro de 2019
Repensando o dístico latino de que dura lex, sed lex
Dura lex, sed lex.
Goste-se ou não dela. Seja a lei dura em excesso, exagerada ou não.
E, como nos lembra o dito latino, deve ser aplicada em todas as circunstâncias.
Daí que, quando a Constituição acata o preceito da presunção de inocência e estabelece que ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória, ou seja, até que não caiba mais a apresentação de recurso de qualquer espécie, só nos cabe.....
***
Ei, espera! A coisa não é bem assim e não é assim que ela funciona.
Afinal, embora o Brasil tenha a tradição de adotar o direito positivo, que consagra a codificação, é imperativo reconhecer que, já nas primeiras lições jurídicas, aprende-se ser a hermenêutica uma das fontes básicas do Direito.
Tratando-se a hermenêutica da ciência ou técnica da interpretação dos textos codificados e de seus sentidos, abre-se um espaço amplo para que os costumes sociais, em constante mutação e evolução, acabem influenciando na própria compreensão do texto frio da lei, e afetando o julgamento de questões de fundo legal.
***
Isso explica porque nosso Direito e, mesmo as interpretações do guardião de nossa Constituição, o STF, mudem, ao sabor do tempo e dos ventos dominantes.
Como no caso da prisão após condenação em segunda instância, em minha opinião flagrantemente contrária ao preceito constitucional, da admissão da culpabilidade - fundamento lapidar para a condenação e prisão.
Dessa forma, já houve a interpretação que, já que a partir dessa segunda instância, não existe a possibilidade de recursos provocarem efeitos suspensivos, o início da pena de prisão já poderia se dar a partir desse instante.
***
O mesmo Supremo, em outro instante, alterou a forma de interpretar a letra da Lei maior, fazendo prevalecer aquilo que, em minha opinião pretensiosa seria o mais correto: a prisão apenas quando do trânsito em julgado.
Ainda mais recentemente, e sempre com julgamentos que indicam grande controvérsia, sinal de que a matéria não está pacificada, voltou a prevalecer a tese de que a prisão pode se dar após o julgamento em segunda instância.
***
Esse é o caso de Lula, razão porque eu o menciono.
Mas não é esse o tema desse pitaco.
A questão é que, existe em nosso marco regulatório, a previsão para que as leis possam ser alteradas, adequadas a novas situações ou até melhor redigidas, para eliminar a possibilidade de interpretações dúbias.
A própria Constituição pode ser alterada sob a forma de Emendas Constitucionais, existindo inúmeros exemplos de Emendas já aprovadas, que criam uma verdadeira jabuticaba digna de nosso Brasil, embora menos comentada: temos uma Constituição cheia de modificações e alterações, embora ainda existam, depois de 30 anos de sua vigência, artigos ainda não regulamentados, como o que trata do Sistema Financeiro Nacional.
O que serve para mostrar que nossa Constituição ainda sob a forma fetal, já é considerada anciã!!!
***
Se a lei pode ser alterada, nada há contra a mudança da lei, por exemplo, que puna crimes ambientais e que permita a fiscalização da área, lavrar penalidades quando constatadas infringências a seu comando.
E, mesmo sem alteração da lei, pode-se constatar que há um modo mais simples de paralisar a "indústria de multas" que a fiscalização do meio ambiente cria.
Ontem, por exemplo, fomos informados de que o novo Ministério e seu ministro, examinam a possibilidade de punir os fiscais cujas multas forem canceladas, já que consideradas inconsistentes.
Dito em outras palavras: estuda-se a possibilidade de responsabilizar o funcionário fiscal cujo feito de autuação tenha caído em outra instância de julgamento.
***
Há de admitir que essa é uma forma muito mais interessante de se transformar a legislação ambiental em letra morta, sem a necessidade de alterar a lei de forma a deixar clara a pouca atenção dada a questões como sustentabilidade, meio ambiente, preservação, etc.
***
De quebra, não causaria qualquer espanto que uma autuação lavrada a quem estivesse com barco de pesca, material de pesca, em área reservada e proibida para qualquer pessoa estar velejando, fosse perdoada.
Afinal, por temor dos fiscais de uma possível reversão futura do auto, com sua responsabilização e punição, não haveria nem autuação, nem a classificação da postura de quem fosse flagrado nessa situação, em crime ambiental.
***
Ou seja, o mito nacional, Bolsonaro, estaria isento da punição e a imprensa nada teria a criticar.
Solução bem melhor que a de a multa ter sido perdoada por motivos os mais fúteis possíveis, já que de que adiantaria apresentar mil e um tipos de justificativas, contra uma foto?
***
Na mesma linha de raciocínio, é importante lembrar que o Brasil tem ao que parece três dispositivos legais contra o nepotismo.
Inclusive um Decreto 7203, de junho de 2010, emitido por Lula, que trata da definição de nepotismo, das situações consideradas como tal, do fato de que filho de ministros, presidente e vice, não devem ser apontados, mesmo para o exercício de cargos de confiança que eles apresentem qualificações para ocupar.
***
Mas convenhamos, toda essa legislação é muito rigorosa.
O menino filho do general Mourão já atuava em coordenação na área do agronegócio, o que mostra que detinha as qualificações para atuar nesse setor.
E, de mais a mais, já que tem cursos, tempo de casa no Banco, e ainda é pessoa da mais irrestrita confiança do novo presidente do Banco do Brasil, a verdade é que não há qualquer problema de que o filho do vice assuma um cargo de Consultoria, mesmo que isso viesse a representar a triplicação de seu salário, coitadinho!!!
***
Sinceridade, nesse caso, não vejo nada de irregular. Apenas queria perguntar, como o macaco Sócrates do programa do Jô Soares, Planeta dos Homens, que tipo de relações anteriores o presidente indicado por Mourão e o filho do Mourão tinham que configuravam tamanha confiança????
***
Da mesma forma, a indicação de um amigo do capitão presidente para cargo de alto escalão na Petrobrás não significa que esteja havendo influência perniciosa de relações pessoais na escolha de quadros (que deveriam ser) técnicos.
Afinal, só quem analisa a indicação a partir de um viés ideológico flagrante e decadente, poderia achar estranha a indicação de amigos do rei.
Novo rei. E mais qualificado, já que puro e incorruptível.
***
Engana-se o leitor desses pitacos, se acredita que vou tratar da fábula de Flávio Bolsonaro e seu amigo e motorista particular, o Queiroz.
Como todos vimos e o Queiroz se deu ao trabalho de esclarecer, ele sempre comprou e vendeu automóveis, mesmo tendo que trabalhar na Assembleia do Estado do Rio e, como presumo, não tendo tanto tempo assim para ficar saindo e analisando oportunidades, examinando carros e os comprando ou vendendo carros, o que implica atender a interessados, dar voltas para mostrar o veículo, etc.
Em meio a tanta compra e venda que o homem dos "negocinhos" fazia, e com tanto êxito, gostaria de saber se o Queiroz utilizava celular próprio ou atendia a freguesia (para não ter de ficar se ausentando com frequência!) com celular pago pelo gabinete do deputado. Ou pior, se do fixo do gabinete do deputado.
***
Mas, acho que até eu, trabalhando ao lado do Queiroz iria ficar expert em transações (para não dizer trambiques) com... imóveis.
Afinal, como a movimentação suspeita de dinheiro por Flavinho Bolsonaro é muito mais volumosa, ele não poderia se apresentar como negociador de carros. Teria que ser algo mais substancioso, como imóveis.
***
Mas, não vou falar de Flávio, o senador, porque afinal, como no caso dele, está tudo suspenso - investigação, levantamento de provas, etc.- pode acontecer de o foro privilegiado que ele tenta obter, acabe atingindo-nos.
E ele possa escapar, como senador que é, de ter de dar provas de lisura.
***
E tem muita chance de tal situação ocorrer, não apenas por força da liminar de Fux, que Marco Aurélio já disse que não se sustenta, mas por força da nova demanda da defesa do senador: de que a turma do Supremo seja ouvida, para não restringir a apenas uma opinião, monocrática, a decisão.
***
E aqui, como todos os bolsominions que acreditam que tudo isso é fofoca ou fake news dessa mídia golpista, que não quer perder suas regalias, para poder continuar difundindo o marxismo cultural e posturas globalistas dele decorrentes, vou afirmar em letras maiúsculas:
URGE PARAR ESSA SANGRIA... (desculpe, Jucá, citar sua frase).
Mas temos que parar essa suruba... (de novo...)
***
Afinal, já se sabe que 24 mil foram parar na conta da mulher de Bolsonaro.
A princípio, até para a eventualidade de que aparecessem ou apareçam outros depósitos, o mito nacional já falou que o valor era maior: 40 mil.
Vá lá que apareçam outros valores, maiores.
Parem a investigação e desautorizem as provas desse castelo de areia, antes que cheguem na conta do nosso novo mito.
***
Aliás, para mim, mito é apenas Macunaíma. O retrato estilizado da alma do brasileiro eleitor de quem vende ilusões.
***
Para concluir, sem qualquer outro político de importância, nosso Macunaíma redivivo, discursa hoje em Davos.
Para tentar consertar o estrago de sua eleição, responsável pela saída ou interrupção de entrada de capitais externos no país.
***
Afinal, os investidores internacionais podem até se divertir com o exotismo de nosso país, nossa cultura, e nossa economia.
Mas, para eles conta mais outra questão: a conquista do lucro, o maior possível!
O que parece que, aos olhos de nosso governo, é mais uma trama macabra dos marxistas culturais e sua ideia de globalismo ... do lucro.
***
Estamos de volta.
quinta-feira, 3 de janeiro de 2019
Pitacos preguiçosos de início de ano
Os pitacos começam, como o ano, preguiçosos.
Assim como a quadra que se inicia, espero ter a capacidade de tornar seus textos mais curtos. De leitura mais fácil.
Mas, antes, a todos aqueles que têm a paciência de visitarem essa página, a todos os que costumam me acompanhar, desejo o melhor 2019 possível.
O mais feliz.
Um ano em que possamos dar asas a nossos sonhos, significados e coerência a nossas realizações e em que nossos temores não possam vicejar.
***
O ano começa com a posse dos novos escolhidos pela população brasileira para comandarem os destinos do país e dos estados pelos próximos quatro anos.
Governos que se instalam e, todos sabemos e a midia não nos deixa esquecer, que deverão ser marcados pela situação de penúria das contas públicas.
Que obriga que sacrifícios sejam feitos em todos os níveis da administração pública e por todos os setores da sociedade.
Como sempre, embora reconheça a situação de calamidade das contas da União e dos entes subnacionais, que é uma unanimidade, os conflitos que deverão se apresentar se referem mais à forma que ao conteúdo final.
***
Dessa forma, embora suspeitando que as medidas de política a serem adotadas no futuro imediato de nosso país não serão no sentido e direção que acredito fossem as recomendadas, torço, pelo bem do povo e dos trabalhadores do Brasil, para que não sirvam para agravar e piorar a situação de miséria da maioria de nossa população.
Que as medidas de política sejam menos na direção de ampliar o fosso e mais no sentido de permitir o cumprimento de uma postulação muito cara a mim: de cada um segundo sua possibilidade, a cada um segundo sua necessidade.
***
Utopia?
Claro, mas se como diz a sabedoria popular, pau que dá em Chico tem de dar também em Francisco, espero que as promessas iniciais do governo, de destravar a economia, liberalizar geral, respeitar o esforço individual não deixem de afetar e reduzir privilégios, acabar com cartórios, benefícios, poderes de mercado exercidos por organizações oligopólicas.
Há que admitir que será uma grande conquista se a parcela de receita arrecadada pelo governo, que apenas passeia pelos cofres públicos e retorna sob a forma de incentivos, subsídios, favorecimentos - e vista grossa, que não é corrupção, mas é prima irmã dela - sejam reduzidas, senão eliminadas.
Afinal, se se quer passar a valorizar o mérito individual, que é meta de todos nós, é inegável que todos têm que começar do mesmo ponto de partida.
Com as mesmas condições e oportunidades.
E para isso, o fim de privilégios é a principal arma.
***
E como falei de utopia, apenas devo deixar registrado que não consigo enxergar, em meio a todos os apoios que levaram Bolsonaro ao poder, a vontade, o interesse, a disposição de alterar o "status quo".
Não consigo imaginar os empresários que desejam ainda uma maior precarização das relações trabalhistas, dispostos a apoiarem melhores remunerações e condições menos iníquas de trabalho.
Não consigo visualizar os mercados financeiros, que tanto apoiaram e aprovam os primeiros atos do novo governo (vide os resultados da Bolsa e do dólar), se contentarem com menores espaços para a obtenção e busca de rendimentos, em detrimento de interesses produtivos mais efetivos.
Menos ainda acredito que os interesses ruralistas, do agronegócio, que são os que têm segurado o desempenho da economia brasileira recente, possam sentar a mesa e discutir que comportamento deverão adotar, para não agredir o meio ambiente, e respeitar índios e outras comunidades mais fragilizadas.
***
Quanto à posse, algumas observações são interessantes de se fazer.
Primeiro o destaque dado à quebra de protocolo com o discurso/comunicado simpático, feito em Libras, por Michelle Bolsonaro.
Destaque justo, e um aceno no sentido da inclusão de todos os que têm problemas de deficiência auditiva, que pelo que informa a midia, atingem os 10 milhões de pessoas no nosso país.
***
Segundo, o fato de a oposição, ou parcela mais aguerrida dela, ter boicotado a posse, não estando presente à solenidade. Como se fosse antidemocrática a postura, perfeitamente normal e comum, de o bloco de representantes da minoria se ausentar ou se retirar do plenário para manifestar sua contrariedade ou insatisfação com algum tipo de ato político.
Pior seria se, como acontece por exemplo naquele país "antidemocrático" que é a Inglaterra, o grupo de oposição se manifestasse com vaias.
Que aqui no Brasil poderia dar motivo inclusive para a ação truculenta de certos membros da maioria ou ainda do corpo de seguranças do Legislativo.
***
Mas, como a maioria se acha a dona da cocada preta, até o comportamento da minoria ela deseja pautar. E, dá-lhe críticas, à ausência de PSOL, PT e PSB, da sessão de posse.
Esquecem que ser maioria não significa deter o monopólio da verdade ou dos comportamentos sociais.
***
Assim, li ontem, em um portal - talvez no UOL, uma série de justificativas que, segundo o autor dos comentários, não justificam em absoluto o comportamento DESELEGANTE da minoria.
Como se cumprir o seu papel político, representando aos que não votaram no candidato eleito e a ele se opõem, fosse algo deselegante!!!
***
Em meio à lista de comentários provocados pela percepção de que a oposição perdeu, mas não se entregou, nem se curvou, até criticou a argumentação adotada por alguns, de que o comportamento de agora, repete apenas o comportamento de PSDB e DEM de 2014.
Siglas cujos membros, também sem saber aceitar a derrota, se furtaram de comparecer à solenidade de posse de Dilma para o segundo mandato.
Contra o qual já estavam tramando desde aquele momento...
***
E ainda somos brindados com a fala do neto de ACM, presidente justamente do ... DEM, de que a oposição deveria comparecer e esquecer as divisões provenientes da campanha.
***
Em terceiro lugar e para não me estender muito, lembrar que, como todos fizeram questão de assinalar, Bolsonaro, mesmo eleito, continua em campanha: contrariando o discurso que ele mesmo proferiu na Câmara, de que irá governar para todos.???
E, em um instante supremo, ficamos informados de que a sociedade brasileira será, por seu intermédio, libertada do socialismo que corrompe suas tradições.
***
Aquele socialismo dos governos petistas que, a título de melhorar as condições de vida das populações mais carentes, com condições de vida menos dignas, resolveu ampliar os benefícios, EM RESPEITO AO QUE É PRECEITO CONSTITUCIONAL, de programas de assistência já praticados nos governos anteriores, que hoje apoiam o vencedor.
Isso, sem prejuízo de deixar os ricos mais ricos, e ampliar como nunca antes na história de nosso país, a participação dos estratos mais ricos na partilha do bolo que é a renda nacional (da riqueza, nem se fale!).
***
Socialismo de araque que sempre privilegiou os maiores, os campeões, em prol de conseguir espaço para dar migalhas aos mais pobres.
***
Enfim, o presidente disse no parlatório, puxando o coro dos idiotas que nossa bandeira nunca será vermelha.
Não bastasse o nome Brasil, de origem tupi, significar pau em brasa, de coloração vermelha viva, fui pesquisar para descobrir que, de 12 bandeiras que nosso país já ostentou, seja como colônia ou mesmo país independente de Portugal, ainda no Império, nove delas tinha não apenas a cor vermelha, como essa cor representava a maior parte do símbolo nacional.
***
Pena que os nossos novos governantes, e até a midia ou parte dela, não conheçam história, ou não tenham interesse em ir contra os detentores do poder, para esclarecer a população e dar a ela, condições de igualdade de conhecimento e de discernimento.
***
Não poderia deixar de concluir com uma observação sobre a fala de um dos ministros empossados, ao afirmar que o novo governo terá como regra o respeito aos contratos, sendo contrário à quebra de contratos.
Bom saber disso. Mas é importante espalhar isso na mídia, especialmente aquela que continua criticando o fato de o aumento do funcionalismo público, cuja última parcela, por LEI - não foi por um mero contrato, mas algo muito maior, uma lei - começa a vigorar agora a partir de janeiro, não foi, nem pode ser considerado nem um abuso, nem uma medida monocrática de Lewandowski destinada a colocar pedras no caminho do novo mandatário.
***
É isso.
Assim como a quadra que se inicia, espero ter a capacidade de tornar seus textos mais curtos. De leitura mais fácil.
Mas, antes, a todos aqueles que têm a paciência de visitarem essa página, a todos os que costumam me acompanhar, desejo o melhor 2019 possível.
O mais feliz.
Um ano em que possamos dar asas a nossos sonhos, significados e coerência a nossas realizações e em que nossos temores não possam vicejar.
***
O ano começa com a posse dos novos escolhidos pela população brasileira para comandarem os destinos do país e dos estados pelos próximos quatro anos.
Governos que se instalam e, todos sabemos e a midia não nos deixa esquecer, que deverão ser marcados pela situação de penúria das contas públicas.
Que obriga que sacrifícios sejam feitos em todos os níveis da administração pública e por todos os setores da sociedade.
Como sempre, embora reconheça a situação de calamidade das contas da União e dos entes subnacionais, que é uma unanimidade, os conflitos que deverão se apresentar se referem mais à forma que ao conteúdo final.
***
Dessa forma, embora suspeitando que as medidas de política a serem adotadas no futuro imediato de nosso país não serão no sentido e direção que acredito fossem as recomendadas, torço, pelo bem do povo e dos trabalhadores do Brasil, para que não sirvam para agravar e piorar a situação de miséria da maioria de nossa população.
Que as medidas de política sejam menos na direção de ampliar o fosso e mais no sentido de permitir o cumprimento de uma postulação muito cara a mim: de cada um segundo sua possibilidade, a cada um segundo sua necessidade.
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Utopia?
Claro, mas se como diz a sabedoria popular, pau que dá em Chico tem de dar também em Francisco, espero que as promessas iniciais do governo, de destravar a economia, liberalizar geral, respeitar o esforço individual não deixem de afetar e reduzir privilégios, acabar com cartórios, benefícios, poderes de mercado exercidos por organizações oligopólicas.
Há que admitir que será uma grande conquista se a parcela de receita arrecadada pelo governo, que apenas passeia pelos cofres públicos e retorna sob a forma de incentivos, subsídios, favorecimentos - e vista grossa, que não é corrupção, mas é prima irmã dela - sejam reduzidas, senão eliminadas.
Afinal, se se quer passar a valorizar o mérito individual, que é meta de todos nós, é inegável que todos têm que começar do mesmo ponto de partida.
Com as mesmas condições e oportunidades.
E para isso, o fim de privilégios é a principal arma.
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E como falei de utopia, apenas devo deixar registrado que não consigo enxergar, em meio a todos os apoios que levaram Bolsonaro ao poder, a vontade, o interesse, a disposição de alterar o "status quo".
Não consigo imaginar os empresários que desejam ainda uma maior precarização das relações trabalhistas, dispostos a apoiarem melhores remunerações e condições menos iníquas de trabalho.
Não consigo visualizar os mercados financeiros, que tanto apoiaram e aprovam os primeiros atos do novo governo (vide os resultados da Bolsa e do dólar), se contentarem com menores espaços para a obtenção e busca de rendimentos, em detrimento de interesses produtivos mais efetivos.
Menos ainda acredito que os interesses ruralistas, do agronegócio, que são os que têm segurado o desempenho da economia brasileira recente, possam sentar a mesa e discutir que comportamento deverão adotar, para não agredir o meio ambiente, e respeitar índios e outras comunidades mais fragilizadas.
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Quanto à posse, algumas observações são interessantes de se fazer.
Primeiro o destaque dado à quebra de protocolo com o discurso/comunicado simpático, feito em Libras, por Michelle Bolsonaro.
Destaque justo, e um aceno no sentido da inclusão de todos os que têm problemas de deficiência auditiva, que pelo que informa a midia, atingem os 10 milhões de pessoas no nosso país.
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Segundo, o fato de a oposição, ou parcela mais aguerrida dela, ter boicotado a posse, não estando presente à solenidade. Como se fosse antidemocrática a postura, perfeitamente normal e comum, de o bloco de representantes da minoria se ausentar ou se retirar do plenário para manifestar sua contrariedade ou insatisfação com algum tipo de ato político.
Pior seria se, como acontece por exemplo naquele país "antidemocrático" que é a Inglaterra, o grupo de oposição se manifestasse com vaias.
Que aqui no Brasil poderia dar motivo inclusive para a ação truculenta de certos membros da maioria ou ainda do corpo de seguranças do Legislativo.
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Mas, como a maioria se acha a dona da cocada preta, até o comportamento da minoria ela deseja pautar. E, dá-lhe críticas, à ausência de PSOL, PT e PSB, da sessão de posse.
Esquecem que ser maioria não significa deter o monopólio da verdade ou dos comportamentos sociais.
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Assim, li ontem, em um portal - talvez no UOL, uma série de justificativas que, segundo o autor dos comentários, não justificam em absoluto o comportamento DESELEGANTE da minoria.
Como se cumprir o seu papel político, representando aos que não votaram no candidato eleito e a ele se opõem, fosse algo deselegante!!!
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Em meio à lista de comentários provocados pela percepção de que a oposição perdeu, mas não se entregou, nem se curvou, até criticou a argumentação adotada por alguns, de que o comportamento de agora, repete apenas o comportamento de PSDB e DEM de 2014.
Siglas cujos membros, também sem saber aceitar a derrota, se furtaram de comparecer à solenidade de posse de Dilma para o segundo mandato.
Contra o qual já estavam tramando desde aquele momento...
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E ainda somos brindados com a fala do neto de ACM, presidente justamente do ... DEM, de que a oposição deveria comparecer e esquecer as divisões provenientes da campanha.
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Em terceiro lugar e para não me estender muito, lembrar que, como todos fizeram questão de assinalar, Bolsonaro, mesmo eleito, continua em campanha: contrariando o discurso que ele mesmo proferiu na Câmara, de que irá governar para todos.???
E, em um instante supremo, ficamos informados de que a sociedade brasileira será, por seu intermédio, libertada do socialismo que corrompe suas tradições.
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Aquele socialismo dos governos petistas que, a título de melhorar as condições de vida das populações mais carentes, com condições de vida menos dignas, resolveu ampliar os benefícios, EM RESPEITO AO QUE É PRECEITO CONSTITUCIONAL, de programas de assistência já praticados nos governos anteriores, que hoje apoiam o vencedor.
Isso, sem prejuízo de deixar os ricos mais ricos, e ampliar como nunca antes na história de nosso país, a participação dos estratos mais ricos na partilha do bolo que é a renda nacional (da riqueza, nem se fale!).
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Socialismo de araque que sempre privilegiou os maiores, os campeões, em prol de conseguir espaço para dar migalhas aos mais pobres.
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Enfim, o presidente disse no parlatório, puxando o coro dos idiotas que nossa bandeira nunca será vermelha.
Não bastasse o nome Brasil, de origem tupi, significar pau em brasa, de coloração vermelha viva, fui pesquisar para descobrir que, de 12 bandeiras que nosso país já ostentou, seja como colônia ou mesmo país independente de Portugal, ainda no Império, nove delas tinha não apenas a cor vermelha, como essa cor representava a maior parte do símbolo nacional.
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Pena que os nossos novos governantes, e até a midia ou parte dela, não conheçam história, ou não tenham interesse em ir contra os detentores do poder, para esclarecer a população e dar a ela, condições de igualdade de conhecimento e de discernimento.
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Não poderia deixar de concluir com uma observação sobre a fala de um dos ministros empossados, ao afirmar que o novo governo terá como regra o respeito aos contratos, sendo contrário à quebra de contratos.
Bom saber disso. Mas é importante espalhar isso na mídia, especialmente aquela que continua criticando o fato de o aumento do funcionalismo público, cuja última parcela, por LEI - não foi por um mero contrato, mas algo muito maior, uma lei - começa a vigorar agora a partir de janeiro, não foi, nem pode ser considerado nem um abuso, nem uma medida monocrática de Lewandowski destinada a colocar pedras no caminho do novo mandatário.
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É isso.
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